Geraldo Alckmin e lideranças históricas do PSDB reforçam frente ampla em apoio à reeleição do presidente
O encontro, batizado de ato de frente ampla pela democracia, ocupou o espaço da Casa de Portugal, no bairro da Liberdade. Entre os discursos de destaque no palco esteve o da educadora Beatriz Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ela enfatizou a importância do avanço das políticas de inclusão social e ressaltou o peso do momento político: “eu estou aqui em nome de um legado de democracia. É sobre isso que se trata essa eleição”.
O ex-vereador Mario Covas Neto, filho do falecido governador Mario Covas, fez um apelo direto à base e aos militantes históricos do PSDB para que superem rivalidades do passado e declarem apoio a Lula.
“Houve um momento que a disputa entre PT e PSDB era intensa, e algumas pessoas têm dificuldade de superar isso. Nós vivemos um momento absolutamente diferente. Flávio é filho de alguém que tentou um golpe e não conseguiu. Você, eleitor do PSDB, filiado, pense bem”, disse Covas Neto.
A articulação política também atraiu nomes de legendas de centro e centro-direita, a exemplo do deputado federal Fausto Pinato (União Brasil) e de Alda Marco Antônio, que exerceu a vice-prefeitura de São Paulo durante a administração de Gilberto Kassab (PSD). A deputada federal Tabata Amaral (PSB) e outros parlamentares da base governista marcaram presença.
No campo cultural e acadêmico, o manifesto contou com o apoio de personalidades como a antropóloga Lilia Schwarcz, a escritora Beatriz Bracher e o ator Cássio Scarpin.
Alckmin cobra transparência sobre sigilos
Em conversa com jornalistas antes de subir ao palco, o vice-presidente Geraldo Alckmin abordou o debate sobre a abertura de sigilos financeiros envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro, tema trazido à tona no debate da TV Bandeirantes. Alckmin criticou a postura do adversário e defendeu a transparência irrestrita para ocupantes de cargos públicos:
“[Flávio] está dando desculpa para não quebrar o sigilo. Aliás, eu queria fazer uma observação. Isso nem deveria existir, porque, a rigor, quem ocupa o cargo de presidente da República, sai candidato a presidente da República, tem o dever de não ter sigilo nenhum, nem bancário, nem fiscal, nem telefônico”, disse ele. - 247.
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