terça-feira, 28 de abril de 2026

TSE cassa mandato do governador de Roraima, Edilson Damião

 

O julgamento também resultou na inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium



Edilson Damião e Antonio Denarium (Foto: Marley Lima/Ale-RR I Reprodução/Arquivo)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta terça-feira (28), cassar o mandato do governador de Roraima, Edilson Damião (União Brasil), por seis votos a um. O julgamento também resultou na inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos), que renunciou ao cargo no último mês. A decisão foi tomada após acusações de crimes eleitorais que envolvem abuso de poder político e econômico para obter vantagem nas eleições de 2022. As informações foram publicadas pelo Portal G1.

Os ministros do TSE analisaram as alegações de que Damião e Denarium usaram práticas irregulares durante a campanha eleitoral para obter apoio e manipular o resultado. A decisão, embora ainda não seja definitiva, deve ser confirmada oficialmente na próxima quinta-feira (30), quando o julgamento será retomado. Com os votos anunciados pelos magistrados, Damião perde o cargo de governador e Denarium fica inelegível por oito anos.

Durante a sessão, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, suspendeu o julgamento para um complemento da tese do ministro André Mendonça, mas ressaltou que não se espera alteração no voto. Caso Mendonça acompanhe os demais colegas, a cassação será mantida por seis votos a um.

A votação favorável à cassação de Damião foi liderada pelos ministros Floriano de Azevedo, Antonio Carlos, Cármen Lúcia, Estela Aranha e Isabel Galloti, que foi a relatora do processo quando ele chegou ao TSE. O único voto contrário à decisão foi do ministro Nunes Marques, que se manifestou contra a perda do mandato. - 247.


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domingo, 26 de abril de 2026

Lula defende fim da escala 6x1 sem redução de salários e diz que o Brasil é mais forte com as famílias unidas

 

Presidente afirma que modelo atual prejudica convivência familiar e propõe mudança na jornada de trabalho no Brasil


Lula defende fim da escala 6x1 sem redução de salários e diz que o Brasil é mais forte com as famílias unidas (Foto: Ricado Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fim da escala 6x1 — regime de trabalho em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um — sem redução de salários, ao comentar os impactos desse modelo na vida das famílias brasileiras. A declaração foi feita em inserção do Partido dos Trabalhadores nas TVs. Confira:


No conteúdo, Lula destacou principalmente a realidade enfrentada por mães trabalhadoras, que passam grande parte do dia fora de casa e têm pouco tempo para conviver com os filhos. "No Brasil, muitas mães saem de casa para trabalhar cedo com os filhos ainda dormindo e voltam tarde com os filhos já na cama. Ela só tem um dia para descansar e cuidar da família. Isso não é justo", afirmou.

Crítica ao modelo atual de trabalho

O presidente enfatizou que, embora o trabalho seja essencial para o desenvolvimento do país, ele não pode comprometer os vínculos familiares. "O trabalho dignifica, constrói o país, mas não pode separar mãe e filhos", disse.

A fala insere-se em um debate mais amplo sobre a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros e a necessidade de modernização das relações de trabalho, com foco em equilíbrio entre produtividade e bem-estar social.

Proposta de mudança sem perda salarial

Lula também apresentou de forma direta sua proposta de alteração na jornada. "Por isso, estamos propondo o fim da escala 6 por um, sem corte de salário. Vamos juntos", declarou, indicando que a medida busca preservar a renda dos trabalhadores ao mesmo tempo em que amplia o tempo de descanso.

A proposta dialoga com discussões internacionais sobre redução da jornada de trabalho, que vêm ganhando força em diversos países como forma de melhorar a saúde mental, aumentar a produtividade e fortalecer os laços familiares.

Família como eixo central

Ao final, o presidente reforçou a importância da convivência familiar como elemento fundamental para o desenvolvimento social. "O Brasil é mais forte com as famílias unidas", concluiu.

A declaração reforça a linha do governo de priorizar políticas que combinem crescimento econômico com inclusão social e melhoria das condições de vida da população trabalhadora. - 247.


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Alencar Santana: 'Tarcísio é uma farsa na segurança pública'

 

Deputado federal critica gestão de São Paulo, defende fim da escala 6x1 e acredita que Haddad pode vencer eleição estadual em 2026


Alencar Santana: 'Tarcísio é uma farsa na segurança pública' (Foto: Reprodução)

Em entrevista ao jornalista Leonardo Sobreira, à TV 247, Alencar também abordou a aprovação da admissibilidade da PEC do fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, criticou a oposição, falou sobre anistia aos golpistas do 8 de Janeiro e projetou vitória de Fernando Haddad nas eleições ao governo paulista em 2026.

Ao comentar dados sobre o aumento de mortes causadas por policiais militares em São Paulo, o parlamentar classificou a política do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) como "farsa".

“Totalmente uma farsa. Tarcísio, além de ter as mãos manchadas de sangue, porque é um governador que prega a violência policial, estimula”, afirmou.

Segundo o deputado, a atual política de segurança pública incentiva ações violentas e não oferece proteção real à população.

“Ao mesmo tempo, nós não temos segurança. Você não consegue andar com o celular. As pessoas têm medo de ficar numa esquina, de descer do carro, de estar fazendo uma caminhada”, declarou.

Alencar Santana também questionou a formação dada aos policiais militares no estado e mencionou o caso de uma policial de 21 anos envolvida na morte de Thawanna da Silva Salmázio durante abordagem. 

“Acabou de sair da escola de formação. O que ela aprendeu lá? Que esse tipo de conduta é normal”, disse, reforçando que os afastamentos administrativos não resolvem o problema estrutural.

“Não adianta afastar só um e continuar com a mesma política”, afirmou.


Haddad pode vencer em São Paulo

Ao analisar o cenário eleitoral paulista, Alencar Santana disse acreditar em vitória do ex-ministro Fernando Haddad contra Tarcísio de Freitas.

“Nós vamos ganhar essa eleição em São Paulo. Fernando Haddad será governador”, declarou.

Segundo ele, a comparação entre os investimentos do governo federal e a gestão estadual será decisiva em 2026.

“Aquilo que o Tarcísio diz que é ele que está fazendo, na verdade só se viabilizou porque o governo Lula foi generoso com São Paulo”, afirmou.


Projeto contra multas do Free Flow

O deputado anunciou que apresentou projeto para suspender multas aplicadas a motoristas em São Paulo pelo sistema Free Flow.

“O governador Tarcísio prejudicou a vida de milhares de motoristas que estavam desinformados”, disse.

A proposta prevê prorrogação do pagamento dos pedágios e cancelamento das multas para condutores penalizados sem orientação adequada.


Fim da 6x1

O parlamentar também comentou a aprovação da admissibilidade na Comissão de Constuição e Justiça, a CCJ, da proposta que acaba com a escala 6x1 na Câmara.

“Foi uma vitória nossa, uma vitória do governo Lula, uma vitória dos trabalhadores”, declarou.

Para Alencar Santana, a oposição atuou para atrasar a tramitação e só passou a discutir compensações ao setor empresarial quando percebeu que a proposta avançaria.

“Eles perceberam que a coisa ia andar, que não tem volta, que ia ser algo inevitável acontecer, eles começam a falar em compensação”, afirmou.


Contra benefícios amplos a empresários

O deputado rejeitou a tese de compensações generalizadas aos empregadores pela redução da jornada. Segundo ele, reformas anteriores retiraram direitos dos trabalhadores sem qualquer contrapartida.

“Quando houve a reforma da Previdência, os trabalhadores perderam. Houve compensação? Quando houve a reforma trabalhista, os trabalhadores perderam. Houve compensação aos trabalhadores?”, questionou.

Ele defendeu que casos específicos podem ser analisados, mas sem benefícios universais.


Anistia a golpistas

Alencar Santana alertou que o debate sobre anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro continua em andamento no Congresso Nacional.

“Parece que a questão da anistia está morta, mas não está. Eles ainda querem anistiar o Bolsonaro e os golpistas”, afirmou.

Segundo o deputado, eventual derrubada de veto presidencial em projeto ligado à dosimetria penal pode beneficiar também criminosos condenados por outros delitos graves.

“Isso será um sinal de impunidade”, disse. - 247.



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A farsa do Bolsonaro moderado: por que a elite se divide no apoio a Flávio

Ao contrário do que Flávio tenta vender, não há um Bolsonaro moderado — há apenas um projeto de poder, um oportunismo eleitoreiro 

                               Brasil247.



A narrativa construída pelo senador Flávio Bolsonaro de que ele seria expressão de uma facção moderada dentro de seu próprio clã político serve a um propósito claro: anabolizar, pela fraude, ambições eleitorais e afastar o espantalho do "bolsonarismo radical", que afugenta o centro e é inaceitável mesmo para parte das elites. Nos últimos meses, porém, essa fachada vem ruindo de forma acelerada. O chamado “bolsonarismo light”, recitado pela mídia neoliberal, revela-se uma ficção publicitária, e o mais recente sintoma dessa constatação é o distanciamento, já explícito, de setores influentes do pensamento conservador que por muito tempo flertaram com a direita. Mesmo entre partidos antes colados ao bolsonarismo cresce a ambiguidade.

Ao contrário do que Flávio tenta vender, não há um Bolsonaro moderado — há apenas um projeto de poder, um oportunismo eleitoreiro que, diante do isolamento do patriarca e do que ele significa, busca sobreviver fazendo o teatro do moço cheiroso, mas montado sobre as mesmas vísceras autoritárias, negacionistas e golpistas.

A jornalista Miriam Leitão, conhecida por sua trajetória de críticas ao petismo, foi direta em sua coluna recente. Ao analisar os movimentos de Flávio para se descolar do pai, encarcerado por liderar violenta organização criminosa golpista, Miriam apontou que o senador tenta “recolorir o bolsonarismo”, mas que sua própria trajetória — incluindo o caso das rachadinhas e a lealdade incondicional ao clã — desmente qualquer viragem. Para ela, a tentativa de Flávio de se apresentar como uma alternativa negociadora esbarra na realidade: o DNA do grupo é a ruptura institucional, e o filho jamais condenou os ataques desferidos pelo pai ao sistema eleitoral ou os atos golpistas. Miriam não expressa uma opinião isolada. Antes, aponta que a marca de descompromisso do clã com a democracia encapsula as chances eleitorais de Flávio Bolsonaro.

Reinaldo Azevedo, outro veterano que nunca escondeu seus arreganhos à esquerda, também dedicou espaço ao tema. Para Azevedo, Flávio ensaia um discurso de centro para agradar ao mercado financeiro e a parte do Judiciário, mas mantém o mesmo manual tático de seu pai: ataque à imprensa, defesa de pautas de costumes reacionárias e silêncio conveniente sobre a tentativa de golpe em 2023, que ele apoia. Azevedo lembrou que o senador foi um dos articuladores do orçamento secreto e blindou Jair nas piores horas. Portanto, tentar vender moderação é, nas palavras dele, “insultar a inteligência de todos”. Isso sem falar do crescimento patrimonial inexplicável de Flávio, de suas ligações com o crime organizado miliciano, das rachadinhas em seu gabinete, da lavagem de dinheiro e do empréstimo a taxas incompatíveis no BRB para a compra de uma mansão em Brasília por R$ 6 milhões, mas que na verdade vale R$ 14 milhões.

Já Ruy Castro, em sua coluna, foi cirúrgico ao descrever o cenário como um “divórcio anunciado”. O cronista observa que as elites — incluindo setores do agronegócio, do mercado financeiro e da chamada Nova Direita — começam a migrar para outras lideranças, como Tarcísio de Freitas ou Romeu Zema, que oferecem a agenda econômica liberal sem o estorvo golpista e a toxicidade familiar. Ruy destaca que Flávio tem tentado se reunir com empresários e artistas para construir uma imagem de “Bolsonaro que conversa”, mas o resultado tem sido o oposto: ninguém acredita na moderação de quem cresceu à sombra das manifestações com faixas pedindo intervenção militar. Talvez com certo exagero, o colunista conclui que o não casamento das elites com Flávio é definitivo, pois elas já compreenderam que apoiar o herdeiro significa apenas reviver o espólio de um projeto autoritário que se recusa a mudar.

Esse afastamento revela uma contradição profunda e incômoda no próprio seio das elites. De um lado, a ala mais pragmaticamente liberal, capitaneada por setores do mercado financeiro e do agronegócio, ainda enxerga em Flávio um instrumento útil, uma potencial alavanca para um programa austericida e de desmonte do Estado. Para esses, o senador serviria como cavalo de Troia para aprovar reformas impopulares, privatizações e o arrocho fiscal, desde que mantida a fachada da governabilidade. O cálculo é cínico, porém racional: usa-se o nome Bolsonaro para a agenda econômica, enquanto se isola o núcleo golpista. Mas aí reside a fissura. Outra parcela das elites abomina exatamente o que Flávio representa como instrumento de sabotagem do valor principal, sobretudo nessa conjuntura histórica: a democracia. Para esse grupo, reduzir o regime a um meio para fins fiscais é aceitar a própria extinção das regras do jogo. Eles compreendem que apoiar Flávio, mesmo como muleta para a eliminação dos reajustes do salário mínimo acima da inflação e das verbas destinadas à saúde e educação, significa validar a tática permanente de ruptura, a ameaça às instituições que de algum modo garantem sua hegemonia e o apetite pela exceção. É essa contradição não resolvida que trava o casamento definitivo. Enquanto uma parte da elite ainda cogita o pacto maquiavélico, a outra já percebeu que não se fazem reformas sobre escombros autoritários. E, por ora, o medo do golpismo, ainda que por margem estreita, tem falado mais alto que a fome por cortes de gastos.

É essa a realidade que Flávio Bolsonaro insiste em maquiar. O mercado pode até ter tolerado, no passado, o discurso truculento de Jair enquanto as reformas andavam — mas o 8 de janeiro e a persistente defesa do revisionismo eleitoral mudaram, ao menos em parte, a equação, e isso já se faz notar. Parte das elites, em seu pragmatismo frio, calcula que o risco de associar-se à marca Bolsonaro supera hoje qualquer ganho de curto prazo. E, ao contrário do que tenta propagar o senador, essa rejeição não é ao “estilo”, mas à própria substância. 


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Isenção para quem ganha R$ 5 mil vale para a declaração do IR 2026?

Resposta é: não. Contribuintes precisam prestar contas este ano

                    Edgard Matsuki - Repórter da Radioagência Nacional


Marcello Casal jr/Agência Brasil

Aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo em 2025, a isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil mensais está em vigor na folha de pagamento desde o dia 1º de janeiro de 2026. 

Para quem não sabe, desde o início do ano, pessoas que recebem menos de R$ 5 mil mensais não estão mais sujeitas a pagar o Imposto de Renda. Além disso, há um desconto progressivo para quem recebe um salário de até R$ 7.350.

O efeito prático causou uma dúvida: e para a declaração do Imposto de Renda? O desconto vale? A resposta é: ainda não. 

Apesar de o benefício já estar valendo na folha de pagamento, quem declara o Imposto de Renda agora precisa ter atenção: a isenção não vale para a declaração deste ano.

E o motivo é simples: contribuintes obrigados a prestar contas com o Fisco estão tratando do exercício do ano calendário de 2025

“A declaração que você entrega no ano de 2026 não reflete o presente. Ela é uma prestação de contas do passado, tudo o que você recebeu ao longo do ano de 2025. A nova isenção de R$ 5 mil existe, sim. Mas ela só passou a produzir efeitos a partir de 1º de janeiro de 2026", explica o professor de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Linhares. 

"Isso decorre de um princípio básico do direito tributário chamado de anterioridade, em que uma lei que cria ou amplia benefício fiscal não pode retroagir para alcançar fatos já ocorridos. A boa notícia é que esse olhar para trás será diferente no ano de 2027. Na declaração do próximo ano, referente a tudo que você recebeu ao longo de 2026, a nova faixa estará plenamente incorporada. É lá que a reforma do IR aparece completa para a maioria dos contribuintes”, diz.

>> Veja todo o conteúdo do Tira-Dúvidas IR 2026

Vale apontar que é possível que mesmo quem ganhe menos de R$ 5 mil tenha que declarar no ano que vem, segunda a professora de Ciências Contábeis da Unime, Ahiram Cardoso. 

“Há uma confusão referente a esse recebimento de até R$ 5 mil em 2026. Ele está dispensado a pagar o Imposto de Renda, mas não necessariamente dispensado a declarar em 2027, porque tem que estar observando o limite de obrigatoriedade do recebimento de rendimentos tributáveis no ano. Então, a gente vai ter que observar esse limite da obrigatoriedade”, aponta. 

Neste ano, está isento de declarar o Imposto de Renda quem recebeu em média até R$ 2.428,80 no ano passado e não se encaixa em outros critérios que obrigue a declarar. 

É bom lembrar que há, ainda, um desconto simplificado mensal de R$ 607,20. Isso faz com que na prática, quem receba até R$ 3.036 esteja isento de pagar o Imposto de Renda.



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Raquel reforça aliança administrativa com Lula e desconversa sobre eleição: “A parceria é muito maior que nós"

 

Governadora tem evitado falar com a imprensa sobre eleição e dito que ela "ocorrerá no tempo certo"


                      Por Betânia Santana

Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, durante a Feira da Cidadania, no Recife - Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco


Em um gesto de pragmatismo político e na tentativa de mostar foco na gestão, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou nesta sexta-feira (24) que a relação institucional entre o Palácio do Campo das Princesas e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) transcende figuras individuais ou bandeiras partidárias.


“A parceria não acaba até porque ela é muito maior do que nós”, disse a gestora, ao lado de quatro ministros do presidente Lula, durante a abertura da 14ª edição do Governo do Brasil na Rua. A Feira da Cidadania se estende até o sábado (25), na Escola Técnica Miguel Batista, no bairro de Macaxeira, Zona Norte do Recife.

A declaração ocorre em um momento de especulação sobre que posição ela vai adotar nas eleições deste ano ou se vai repetir 2022 e não declarar apoio a nenhum candidato a presidente. Questionada sobre as alianças para os próximos pleitos, ela se recusou a entrar no mérito eleitoral, mantendo o foco no que chama de "união por Pernambuco".

“A eleição vai acontecer no tempo certo, mas agora é trabalho, trabalho, trabalho e entrega”, sustentou, reiterando que a prioridade é a "bandeira de Pernambuco unida à bandeira do Brasil" para combater a desigualdade e gerar empregos. 

Ministros
Estavam com a governadora,, que chegou ao evento com quase uma hora de atraso, os ministros André de Paula (Agricultura); Frederico Siqueira (Comunicação); Guilherme Boulos (Secretaria-executiva da Casa Civil); e Wolney Queiroz (Previdência Social).

Nos últimos dias, também estiveram em agenda com Raquel Lyra no estado os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e George Santoro (Transportes).

Entregas
Waldez Góes autorizou, na quinta-feira, 16, o início das obras em dois lotes da Adutora do Agreste, para reforçar o abastecimento de água na região. Também entregou dessalinizadores para melhorar a qualidade da água em algumas localidades.

Santoro inaugurou a duplicação da BR-104, importante rodovia de acesso ao polo de confecções, também no Agreste, e representou o ministro das Cidades, Vladimir Lima, na entrega de moradias para 123 famílias em Caruaru.

"Todo dia a gente faz obra junto, serviço junto, entrega junto, mas o mais importante de tudo é dizer que o que aqui nos une não é bandeira partidária, mas um sentimento muito profundo de trabalho que deve ser feito de maneira efetiva para a população que mais precisa", enfatizou.

Raquel Lyra relembrou que o estado sofreu no passado com disputas políticas que impediam o avanço de projetos e reforçou que sua gestão buscou, desde janeiro de 2023, uma aproximação estratégica com Brasília.

"Pernambuco sofreu muito com disputas que ultrapassaram o campo do palanque eleitoral e foram para o governo. Brigar com o governo federal não faz sentido algum. Precisamos de união, especialmente em um estado desigual como o nosso", pontuou.

Segundo a governadora o presidente Lula prometeu ajudar o estado e exerce hoje um papel diferente. "Ele traz pra cá o governo do Brasil", disse, em referência aos serviços encontrados na Feira da Cidadania.

"O governo do Brasil hoje não é mais em Brasília, é no Recife. Estão aqui várias ofertas de serviço desde o BPC e INSS a serviçor do governo do estado que dialogam com o governo federal, um galpão de direitos que a gente roda no estado inteiro", informou.

Também marcaram território na abertura da Feira da Cidadania os pré-candidatos ao governo Ivan Moraes (Psol) e ao Senado a vereadora do Recife Jô Cavalcanti (Psol); a ex-deputada Marília Arraes (PDT); e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD). O deputado federal Pedro Campos participou e o prefeito do Recife, Victor Marques, foi representado pela secretária de Saúde, Luciana Albuquerque.


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Hipertensão: silenciosa e hereditária, doença pede mudança de hábitos

 

Sintomas incluem dores no peito, dor de cabeça, tonturas e fraqueza

               
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, lembrado neste domingo (26), alerta para uma doença silenciosa e que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta não apenas pessoas adultas ou idosas, já que cada vez mais adolescentes e mesmo crianças têm apresentado alterações na pressão arterial.

O Ministério da Saúde define a hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, como uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias.

“A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo”, detalhou a pasta, ao citar a hipertensão arterial como um dos principais fatores de risco para acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.

Ainda segundo a pasta, a hipertensão arterial é herdada dos pais em 90% dos casos, mas há diversos fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial de cada indivíduo, incluindo:

  •  tabagismo;
  • consumo de bebidas alcoólicas;
  •  obesidade;
  • estresse;
  •  elevado consumo de sal;
  • níveis altos de colesterol;
  • sedentarismo.

12 por 8

Em setembro do ano passado, uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passou a considerar a aferição 12 por 8 não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão.

O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão.

De acordo com a diretriz, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes.

Para que a aferição seja considerada pressão normal, portanto, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório.

Sintomas

Os sintomas da hipertensão arterial costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito, quadro que pode gerar dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.

Diagnóstico

Medir a pressão regularmente, segundo o ministério, é a única maneira de diagnosticar a hipertensão arterial. A orientação é que pessoas acima de 20 anos meçam a pressão ao menos uma vez por ano.

“Se houver casos de pessoas com pressão alta na família, deve-se medir no mínimo duas vezes por ano”.

Tratamento

A pressão alta, de acordo com a pasta, não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada.

“Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente”.

O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece medicamentos indicados para o tratamento da hipertensão arterial, por meio de unidades básicas de saúde (UBS) e do programa Farmácia Popular. Para retirar os remédios, basta apresentar:

  • documento de identidade com foto;
  • CPF;
  •  receita médica dentro do prazo de validade, de 120 dias. A receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um médico que atende em hospitais ou clínicas privadas.

Prevenção

Além do uso de medicamentos, o ministério classifica como imprescindível a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo:

  • manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares;
  • não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos;
  •  praticar atividade física regular;
  •  aproveitar momentos de lazer;
  •  abandonar o fumo;
  •  moderar o consumo de álcool;
  •  evitar alimentos gordurosos;
  •  controlar o diabetes.




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ATAQUE A TIROS 'Brasil repudia veementemente ataque em Washington durante jantar de Trump', diz Lula

Lula disse, em publicação no X na manhã deste domingo, 26, que "o Brasil repudia veementemente o ataque" e que "a violência política é uma afronta aos valores democráticos".

                      Estadão Conteúdo


Lula manifestou solidariedade após ataque a tiros em evento de Trump (Ricardo Stuckert/PR e MANDEL NGAN / AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se solidarizou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo tiroteio durante um jantar de gala promovido ontem pela Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington, na presença do próprio Trump e de sua esposa, Melania.

Lula disse, em publicação no X na manhã deste domingo, 26, que "o Brasil repudia veementemente o ataque" e que "a violência política é uma afronta aos valores democráticos".

"Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger", afirmou o presidente.

O jantar se transformou em pânico quando um homem portando várias armas passou a correr por um posto de controle de segurança no hotel Washington Hilton e trocou tiros com agentes da polícia antes de ser detido.

Trump disse ter ouvido um barulho alto vindo da parte de trás do salão de baile antes de um agente do Serviço Secreto gritar "tiros disparados". Agentes correram até o presidente e escoltaram ele e a primeira-dama para fora do local.





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DECISÃO JUDICIAL Advogada presa por furtar celulares é solta em audiência de custódia

Raquel Varela Alipio, de 37 anos, foi presa em flagrante nesta sexta (24), no Pina, na Zona Sul do Recife. Ela passou por audiência de custódia neste sábado (25) e recebeu liberdade provisória

                           Nicolle Gomes


Vídeo mostra momento em que advogada furta celulares em loja no Recife (Reprodução/Redes Sociais)

A advogada suspeita de furtar celulares no Recife foi liberada em audiência de custódia neste sábado (25). Raquel Varela Alipio, de 37 anos, foi presa em flagrante na noite da sexta-feira (24), em um restaurante no Pina, na Zona Sul da capital pernambucana.

Na decisão judicial, a qual o Diario de Pernambuco teve acesso, o juiz Carlos Fernando Carneiro Valença Filho, da 1ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), entendeu que não havia requisitos para decretar a prisão preventiva de Raquel Varela.

Então, o magistrado concedeu liberdade provisória à advogada, acatando o pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que argumentou que ela não tem antecedentes criminais e os crimes dos quais a mulher é suspeita não são passíveis de prisão preventiva.

“Neste caso, tendo o MP opinado pela liberdade, descabe ao Juízo a decretar de ofício. Assim, ausentes requisitos para prisão preventiva, concedo liberdade provisória em favor da parte autuada acima”, decidiu o juiz.

A equipe de reportagem do Diario procurou a defesa de Raquel, mas até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno.

Versão

Raquel disse à Justiça que se fosse solta, colaboraria com as investigações do caso. Ela alegou, ainda, que tem vários celulares, com notas fiscais, e que nunca furtou aparelhos.

Sobre as filmagens de câmeras de segurança de uma loja de eletrônicos, que mostram Raquel colocando aparelhos na bolsa, ela disse que de fato o fez, mas que os aparelhos são dela.

Violência policial

Durante a audiência, Raquel Varela afirmou que foi vítima de violência policial. Imagens do momento em que ela foi autuada em flagrante, na madrugada deste sábado (25), no Pina, Zona Sul do Recife, é possível ver a abordagem policial e a tentativa de colocá-la na viatura da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE).

Ao juiz, a advogada disse que “sofreu chutes e tapas”, e que os policiais “chutaram perna” e “deram apertada no pescoço”, conforme consta na decisão judicial.

Ela relatou, ainda, que muitos policiais a agrediram, que todos a “abraçaram de uma vez só”. Os vídeos da prisão mostram quando Raquel levou um “mata-leão”, um golpe de estrangulamento usado no Jiu-Jitsu, Judô e MMA. Sobre isso, ela disse que “ficou desesperada” e “pensou que fosse morrer”.

Em nota enviada à imprensa, a Polícia Militar de Pernambuco afirmou que Raquel “teria resistido à abordagem, desobedecido às ordens e hostilizado a equipe policial, sendo necessário o uso de força para contê-la”.

De acordo com a PM, ela foi posteriormente encaminhada à UPA da Imbiribeira, também na Zona Sul, para atendimento médico e depois levada à Delegacia de Boa Viagem, onde foram adotadas as medidas cabíveis.

Relembre

A advogada Raquel Varela, de 37 anos, foi presa em flagrante na noite da sexta-feira (24), no bar Caldinho do Nenen, no Pina, Zona Sul do Recife. Ela é suspeita de envolvimento no furto de aparelhos celulares ocorrido em uma loja localizada no bairro da Ilha do Leite, área central da capital, na noite da última terça-feira (21).

Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento mostram o momento em que a mulher se aproxima de uma mesa onde estavam dois iPhones expostos. Em seguida, ela pega os aparelhos, guarda ambos em sua bolsa e continua circulando pela loja utilizando o próprio celular, antes de deixar o local.

De acordo com o proprietário do estabelecimento, a advogada teria ido inicialmente ao local para vender um aparelho. Durante o atendimento, porém, desistiu da negociação e passou a demonstrar interesse na compra de um celular, que disse que seria destinado à filha.



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Canetas emagrecedoras: entenda quando o uso pode fazer mal à saúde

 Sbem alerta para mercado ilegal e doenças como pancreatite


                                     Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil


Reuters/George Frey/proibida reprodução


A diretoria-colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute esta semana uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos relacionados a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A popularização das canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos, incluindo a semaglutida, a tirzepatida e a liraglutida, ampliou o uso indiscriminado e o mercado ilegal desse tipo de medicamento que, atualmente, só pode ser adquirido por meio de receita médica.

Em razão dos riscos à saúde da população, a Anvisa vem tomando uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização. A agência também criou grupos de trabalho para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes.

Também este mês, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF), junto à própria Anvisa, assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras.

A proposta é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, além de zelar pela saúde da população brasileira.

“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Neuton Dornelas, avaliou que o uso de canetas emagrecedoras para tratar a obesidade e o diabetes figura como uma espécie de revolução, mas que o uso indiscriminado do medicamento preocupa.

“São medicamentos muito bons, eficazes, potentes, que abriram realmente um grande horizonte para o tratamento, sobretudo para pessoas que vivem com obesidade. São medicamentos que revolucionaram sob essa perspectiva. Tudo o que a gente já teve pra tratar obesidade tinha resultado menos potente, menos eficaz e eu diria até menos seguro.”

“Pra quem vive com uma doença que é crônica, ter a promessa, a expectativa, a esperança de um tratamento, a longo prazo que seja, mas que funcione abriu um horizonte. Esses medicamentos são importantes, ajudam muito não apenas na perda de peso e no controle da glicose, mas, sobretudo, para diminuir o risco cardiovascular”, completou.

Dornelas destacou levantamento recente feito pela Anvisa, segundo o qual a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação de canetas emagrecedoras tem sido incompatível com o mercado nacional. Os dados mostram que, apenas no segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 quilos de insumos, quantidade suficiente para a preparação de aproximadamente 20 milhões de doses.

“Quando se fala em 20 milhões de doses, é um número chamativo, mas mais do que isso: eles apreenderam 1,3 milhão de medicamentos por algum grau de ilegalidade ou irregularidade, seja pelo transporte, pelo armazenamento”, lembrou.

“Isso é estarrecedor. É assustador. A Sbem já vem alertando há muito tempo sobre isso. Para que as pessoas não consumam medicamentos de fontes que não são legais, medicamentos que não são registrados. Isso é altamente preocupante. Além disso, ter uma medicação que é aprovada para duas doenças crônicas, diabetes e obesidade, e as pessoas usarem de maneira indiscriminada realmente é condenatório.”

Bloqueio da manipulação

Dornelas destacou ainda que apoiou, junto a outras entidades, a decisão da Anvisa para que farmácias e drogarias passassem a reter as receitas de canetas emagrecedoras desde junho do ano passado. “O consumo desenfreado, eu diria, vem do mercado paralelo”.

“Hoje, diante desse boom, desse exagero que estamos vendo, talvez valesse a pena a Anvisa bloquear por três meses, por seis meses ou até por um ano qualquer manipulação de qualquer uma dessas drogas injetáveis para o tratamento da obesidade”, defendeu.

“Não se tem estrutura, na agência, suficiente para fiscalizar e fazer tudo isso com um volume de 20 milhões de doses. Então, num ponto crítico como esse, eu defenderia o bloqueio da manipulação, nem que seja por um período transitório, até que se tenha outras medidas mais cabíveis pra isso.”

Benefícios x riscos

Ao comentar os benefícios das canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade e diabetes, o médico explicou que os medicamentos atuam por meio de três mecanismos de ação: ajudam no controle da glicose; retardam o esvaziamento do estômago ou esvaziamento gástrico, fazendo com que a pessoa mantenha uma plenitude alimentar mais prolongada; e atuam no cérebro, reduzindo o apetite por meio do aumento da saciedade.

“Com isso, eles promovem uma menor ingesta de alimentos e, por meio de mecanismos fisiológicos e da interrelação com outros hormônios, eles promovem uma perda de peso bastante substancial. A semaglutida, por exemplo, tem uma média de 15% de perda de peso e a tirzepatida pode chegar a 22% ou 25%, variando de pessoa para pessoa, dependendo da dose, do acompanhamento de um profissional, além da adesão a outras medidas, como mudança de estilo de vida e melhoras na alimentação.”

Dornelas destacou que todo medicamento pode apresentar efeitos colaterais e que, no caso das canetas, os principais efeitos são náuseas, vômitos e demais sintomas gastrointestinais.

“Com o uso indiscriminado, comprando de fontes não seguras medicamentos não bem armazenados ou transportados, esses riscos aumentam muito”.

A Anvisa começou a registrar efeitos colaterais mais severos, como a pancreatite. A gente que é médico, que avalia, sabe que a pancreatite já é uma doença, infelizmente, muito frequente. No Brasil, são em torno de 40 mil internações por ano. Mas ela habitualmente é causada por dois grandes fatores: bebida alcoólica em exagero ou pedras na vesícula.”

“Esses medicamentos, por si só, quando se faz o retardo do esvaziamento gástrico, eles promovem uma maior parada do líquido que fica dentro da vesícula biliar. E o fato desse líquido, utilizado no processo da digestão, ficar mais tempo parado dentro vesícula pode facilitar a formação de cálculos. Isso poderia aumentar o risco, para algumas pessoas, de pancreatite. Esse é o maior risco hoje.”

Pilares da segurança

O presidente da Sbem descreveu ainda o que os médicos chamam de quatro pilares da segurança e da responsabilidade em meio ao uso de medicamentos:

  • Utilizar um produtor seguro e legal, com registro no Brasil;
  • Ter a prescrição de um médico com registro e que faça, inclusive, o acompanhamento adequado, desde o diagnóstico;
  • Saber quem está vendendo, preferencialmente farmácias e drogarias em que a compra possa ser feita com segurança;
  • Usar doses corretas, seguindo a orientação médica, além de nunca comprar em mercados paralelos.

“Quando a gente fala de efeitos colaterais, não significa que é pra pessoa sentir isso. Náuseas, por exemplo, podem ocorrer entre 30% e 40% dos casos, mas, em tese, não é para acontecer. Então, se a pessoa está usando a medicação e não há efeito colateral, isso é muito bom. Não significa que a medicação não esteja atuando. Entre 60% e 70% das pessoas não sentem nada.”

“Mas náuseas mais intensas, vômitos e, principalmente, dor abdominal importante que não melhora – a dor é o sinal de alerta. Se há dor importante na parte superior do abdômen, temos que pensar na possibilidade, ainda que rara, de uma pancreatite. A dor é o mais preocupante”, concluiu.   


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