quinta-feira, 2 de abril de 2026

Moraes aumenta restrição para voos de drones na casa de Bolsonaro

A PM pediu a ampliação da proibição para aumentar a segurança da área

André Richter - Repórter da Agência Brasil

 Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (2) aumentar para 1 quilômetro a área de restrição para voos de drones nas proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

A medida foi tomada após pedido da Polícia Militar, que é responsável pela vigilância da residência por 90 dias, período em que o ex-presidente cumprirá prisão domiciliar.

Na semana passada, Moraes proibiu voos de drones no raio de 100 metros da casa e autorizou a prisão de quem operar o aparelho.

Na manhã de hoje, a PM pediu a ampliação da proibição para aumentar a segurança da área e evitar o monitoramento indevido da casa.

Diante da solicitação, o ministro autorizou a ampliação da restrição.

“Mostra-se adequada a recomendação do BavOp [Batalhão de Aviação Operacional] pela ampliação do perímetro de restrição para o raio mínimo de 1 quilômetro, compatível com a realidade operacional e com o nível de proteção exigido no caso concreto”, decidiu.

Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista.


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Em resposta a Trump, Irã promete ataques "devastadores" e sobe o tom

 

Teerã nega enfraquecimento e afirma que ataques dos Estados Unidos e de Israel não destruíram seus principais sistemas militares


Ilustração mostra as bandeiras do Irã e dos EUA 27/01/2022 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa (Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa)

A escalada militar no Oriente Médio ganhou novo capítulo após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (1º), sobre intensificar bombardeios contra o Irã por mais duas ou três semanas. Em resposta, autoridades iranianas prometeram ações “devastadoras” contra alvos americanos e israelenses, enquanto ataques e interceptações de mísseis foram registrados na região, ampliando a instabilidade e os impactos globais do conflito, relata o jornal O Globo.

A reação de Teerã ocorreu poucas horas após o pronunciamento de Trump, em que o líder americano afirmou que pretende levar o Irã “à Idade da Pedra” caso não haja acordo. O Irã rejeitou qualquer sinal de enfraquecimento militar e reafirmou sua capacidade de resposta.

Em comunicado transmitido pela televisão estatal, o comando militar Khatam al Anbiya declarou: “Com a confiança em Deus Todo-Poderoso, esta guerra continuará até sua humilhação, desonra, arrependimento permanente e inevitável, e rendição”. A nota ainda acrescenta: “Aguardem nossas ações mais devastadoras, amplas e destrutivas”.

Durante seu discurso, Trump afirmou que os Estados Unidos estão “muito perto” de atingir seus objetivos e reforçou a ameaça de intensificar ataques à infraestrutura iraniana, incluindo usinas elétricas. O presidente também declarou que a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones estaria “drasticamente reduzida”.

Autoridades iranianas, no entanto, contestaram essa avaliação. A Guarda Revolucionária afirmou que os ataques conduzidos por EUA e Israel não destruíram seus principais sistemas militares. Segundo o comunicado, os adversários “não sabem nada sobre nossas vastas e estratégicas capacidades”.

O porta-voz das Forças Armadas iranianas, tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, reforçou que o país mantém estoques ocultos de armamentos. Ele afirmou que “os centros que vocês pensam ter como alvo são insignificantes, e nossa produção militar estratégica ocorre em locais que vocês desconhecem e jamais alcançarão”.

Já o major-general Amir Hatami, comandante do Exército iraniano, elevou o tom ao advertir sobre possíveis ações terrestres dos EUA. Em entrevista à televisão estatal, declarou que, caso haja invasão, “nenhuma pessoa” sobreviverá entre os invasores. Ele também afirmou: “A sombra da guerra deve ser dissipada do nosso país e deve haver segurança para todos, porque não é possível que haja lugares seguros e nosso povo inseguro”.

A tensão se materializou em novos ataques na região. As Forças Armadas de Israel informaram a interceptação de mísseis lançados a partir do Irã, levando moradores a buscar abrigo, inclusive durante celebrações religiosas. Em Tel Aviv, ao menos quatro pessoas ficaram levemente feridas.

Países do Golfo também registraram incidentes. Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita relataram a interceptação de drones e mísseis, enquanto o Bahrein acionou sirenes de alerta, sem detalhar a origem da ameaça.

No Irã, o Ministério da Saúde denunciou danos significativos ao Instituto Pasteur, em Teerã. O porta-voz Hosein Kermanpur afirmou que o ataque representa “um ataque direto contra a segurança da saúde internacional”.

A crise também provocou alertas de segurança. A Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá informou que milícias ligadas ao Irã podem realizar ataques nas próximas 24 a 48 horas contra alvos associados aos EUA, incluindo instalações diplomáticas, empresas e infraestrutura energética, recomendando que cidadãos americanos deixem o Iraque imediatamente.

No cenário internacional, a guerra mobiliza potências globais. O Kremlin informou que o presidente russo, Vladimir Putin, está disposto a contribuir para uma solução pacífica. Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, “se nossos serviços forem de alguma forma necessários, estamos, é claro, prontos para contribuir para garantir que a situação militar transite para um curso pacífico o mais rápido possível”.

A China também se manifestou, exigindo um cessar-fogo imediato. A porta-voz Mao Ning afirmou que Pequim considera as ações militares dos Estados Unidos e de Israel como a principal causa das tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

Com o conflito já ultrapassando um mês, os desdobramentos seguem pressionando mercados internacionais e ampliando o risco de uma escalada ainda mais ampla no Oriente Médio. - 247.


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Deputada do PSOL aciona PGR contra Flávio Bolsonaro após senador oferecer terras raras do Brasil aos EUA

 

Luciene Cavalcante apresentou uma notícia-crime após declaração entreguista do parlamentar em conferência conservadora no Texas


Flávio Bolsonaro na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) (Foto: Reprodução/X/@FlavioBolsonaro)

A deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP) apresentou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após declarações feitas nos Estados Unidos. O parlamentar afirmou, durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no Texas, que o Brasil "é a solução para que os EUA não dependam mais da China em terras-raras e minerais críticos". As informações são do jornal O Globo.


A fala motivou reações políticas e levou à representação formal junto ao Ministério Público. Na petição, Luciene Cavalcante solicita a apuração de possíveis crimes de atentado à soberania nacional e à integridade do país. Segundo o documento, as declarações violariam deveres de lealdade e de defesa do interesse nacional.

A deputada sustenta que o senador teria subordinado a utilização de recursos estratégicos brasileiros à agenda de defesa estadunidense. Para ela, a posição ignora interesses nacionais em áreas como desenvolvimento tecnológico, defesa e autonomia industrial.

A representação também menciona declarações de Flávio Bolsonaro sobre o governo federal. Durante o evento, ele classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "abertamente antiamericano".

Ainda segundo a petição, o senador atribuiu ao governo brasileiro a realização de "lobby pesado para evitar que cartéis de drogas fossem classificados como terroristas". Para a deputada, essas falas atingem a honra do chefe do Executivo e prejudicam a imagem do Brasil no exterior.

No documento encaminhado à PGR, Luciene Cavalcante pede a abertura de procedimento investigativo. Ao final, solicita que o órgão avalie o oferecimento de denúncia contra o senador, que é apontado como pré-candidato à Presidência. - 247.


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ONGs pedem anulação de lei de Israel que autoriza execução de palestinos

 

Parlamento israelense aprovou a medida por 62 votos a 48


Soldados israelenses ao lado de um caminhão lotado de detidos palestinos sem camisa na Faixa de Gaza 08/12/2023 REUTERS/Yossi Zeliger (Foto: YOSSI ZELIGER)


A aprovação de uma lei pelo Parlamento de Israel, que prevê a pena de morte por enforcamento para condenados por ataques fatais, provocou reações internas e externas. A medida foi aprovada pelo Knesset por 62 votos a 48. Organizações de direitos civis e setores da sociedade israelense afirmam que a norma tem como alvo exclusivo a população palestina, segundo a RFI.

Fora de Israel, a decisão gerou críticas de organismos internacionais e governos aliados. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia (UE) estão entre os que se manifestaram contra a medida, apontando impacto negativo na posição internacional do país.

Organizações questionam legalidade da lei

Ao menos oito entidades de direitos civis ingressaram com uma petição na Suprema Corte pedindo a anulação da nova lei. A iniciativa é liderada pela Associação pelos Direitos Civis de Israel. De acordo com a petição, a legislação cria um novo tipo penal passível de pena de morte ou prisão perpétua para quem agir "com o objetivo de negar a existência do Estado de Israel".

As organizações argumentam que esse critério pode excluir judeus que cometam atos semelhantes. Outro ponto levantado é a falta de autoridade do Parlamento para legislar sobre a Cisjordânia, região sobre a qual Israel não detém soberania. A petição também afirma que a lei viola princípios fundamentais do ordenamento jurídico israelense.

Israel não possui uma Constituição formal, mas conta com um conjunto de leis básicas com status equivalente. Entre elas está a que trata da dignidade humana e da liberdade, considerada pelas entidades como desrespeitada pela nova norma.

Protestos e críticas à medida

Na semana da aprovação, manifestantes se reuniram em frente ao Parlamento, em Jerusalém, para protestar contra a legislação. O ato foi organizado por grupos religiosos reformistas.

Durante a mobilização, ativistas criticaram a medida. Uma delas afirmou: "É um projeto de destruição do povo palestino". Outra declarou: "Após a aprovação revoltante da lei de execução, muitos de nós sentimos a necessidade de expressar nossa objeção e revolta".

Legislação de Israel

A legislação israelense já previa a pena de morte em situações consideradas de extrema gravidade, como casos de guerra contra o Estado ou colaboração com inimigos. Também se aplica a crimes relacionados ao nazismo.

Até hoje, a pena capital foi executada apenas uma vez contra um civil, no caso do criminoso nazista Adolf Eichmann, em 1962. Ele foi capturado na Argentina pelo serviço secreto israelense e julgado em Jerusalém, em um processo que marcou a história do país. - 247.


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Após candidatura de Caiado, PSD perde importante senadora

 

Eliziane Gama deixa o PSD após pré-candidatura de Caiado e se filia ao PT nesta quinta-feira para ajudar na reeleição do presidente Lula


Eliziane Gama (Foto: Divulgação)


 A senadora Eliziane Gama (MA) decidiu deixar o PSD após a legenda anunciar a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República, e acertou sua filiação ao PT nesta quinta-feira (2), legenda pela qual pretende disputar a reeleição no Maranhão. 

A parlamentar, aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e interlocutora do governo junto ao segmento evangélico, aceitou o convite do PT e deve integrar a chapa liderada pelo vice-governador Felipe Camarão, pré-candidato petista ao governo maranhense. A movimentação ocorre em meio a mudanças recentes no cenário político nacional e regional.

A saída de Eliziane representa a segunda baixa na bancada do PSD no Senado em menos de 24 horas. Na noite anterior, o senador Rodrigo Pacheco também deixou a sigla e se filiou ao PSB, em meio a articulações do governo federal para que ele dispute o governo de Minas Gerais. Com isso, o PSD passa de 13 para 11 senadores, enquanto o PT alcança dez integrantes e o PSB soma seis parlamentares na Casa.

No Maranhão, a mudança aprofunda a reconfiguração política. Felipe Camarão rompeu com o governador Carlos Brandão, atualmente sem partido, que optou por apoiar a candidatura de Orleans Brandão (PSB), seu sobrinho, à sucessão estadual, em vez de endossar o nome do vice.

Em nota oficial, Eliziane explicou os motivos de sua saída do PSD e sinalizou divergências com o novo posicionamento da legenda. "O PSD decidiu seguir um novo trilho político no país, eu respeito mas tenho um pensamento diferente, que é público no Brasil", afirmou. A senadora acrescentou: "Mesmo com todas as garantias recebidas pelo presidente Kassab, decido que meu ciclo no PSD se encerra aqui e vou percorrer novos caminhos". - 247.

Leia a nota na íntegra:

Aos amigos e amigas que fiz no PSD, gostaria de agradecer pela boa convivência nesses quase quatro anos que estive no partido.

Aprendi com erros e acertos, o que muito me fortaleceu. Nesse período, me guiei pelo princípio da ética, pelo bom diálogo e tive uma relação harmoniosa com meus pares.

O PSD decidiu seguir um novo trilho político no país, eu respeito mas tenho um pensamento diferente, que é público no Brasil.

Mesmo com todas as garantias recebidas pelo presidente Kassab, decido que meu ciclo no PSD se encerra aqui e vou percorrer novos caminhos. 

Mudo de estrada, mas não altero meu destino. O caminho pode ser novo, mas meu compromisso com a justiça social no meu estado, o Maranhão, permanece o mesmo.

Deixo aqui minha gratidão ao presidente Gilberto Kassab pela acolhida. Faço um agradecimento especial a minha amiga querida Alda Marco Antônio, aos senadores Omar Aziz e Otto Alencar, ao ex-governador Paulo Octávio, às senadoras e deputadas deste grande partido e aos demais correligionários e líderes da legenda.

Um grande abraço a todos!



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PM do DF informa STF sobre troca de carregador da tornozeleira de Bolsonaro durante a madrugada

 

Substituição foi registrada entre 0h34 e 1h03 e não teve motivo detalhado pela corporação


Jair Bolsonaro chega à casa onde cumpre pena em prisão domiciliar (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a substituição do carregador da tornozeleira eletrônica utilizada por Jair Bolsonaro. A informação consta em registro enviado à Corte. De acordo com o documento, a troca ocorreu na madrugada de domingo (2), entre 0h34 e 1h03. As informações são do jornal O Globo.


O comunicado não apresenta explicações sobre a razão da substituição do equipamento. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, condenado a 27 anos e três meses pela participação na trama golpista em 2022, e deve manter a tornozeleira em funcionamento contínuo, conforme determinação judicial. O monitoramento eletrônico é uma das condições impostas pela Justiça no atual regime.

A troca do carregador foi realizada pela policial penal Rita de Cássia Gaio. Ela já havia participado de outro episódio envolvendo o ex-mandatário, quando houve tentativa de violação do dispositivo. Na ocasião anterior, Bolsonaro foi detido na Superintendência da Polícia Federal após admitir que tentou soldar o equipamento.

Ele permaneceu por quatro meses fora do regime domiciliar após esse episódio. Segundo médicos, à época, Jair Bolsonaro apresentava quadro de confusão mental associado à combinação de medicamentos.

O envio do registro ao Supremo ocorre nos primeiros dias após Bolsonaro passar a cumprir prisão domiciliar. A medida foi adotada na sexta-feira (30), após ele receber alta hospitalar. Desde então, o ex-mandatário segue uma rotina com restrições de deslocamento e controle de visitas, conforme as regras estabelecidas pela Justiça. - 247.


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MJSP prorroga atuação da Força Nacional por 90 dias em áreas estratégicas

 

O foco das operações é a preservação da ordem pública, a proteção de pessoas e patrimônios, além do apoio a órgãos federais e estaduais


Força Nacional de Segurança (Foto: Ministério da Justiça)

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) publicou, na terça-feira (31), um conjunto de portarias que autorizam e prorrogam a atuação da Força Nacional de Segurança Pública em diferentes regiões do Brasil. As medidas preveem operações em áreas consideradas estratégicas, com foco na preservação da ordem pública, na proteção de pessoas e patrimônios e no apoio a órgãos federais e estaduais.

De acordo com informações divulgadas pelo próprio ministério, as ações terão duração de 90 dias e serão realizadas em caráter episódico e planejado, com participação da Polícia Federal (PF), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de outros órgãos parceiros. As portarias abrangem territórios indígenas localizados no Maranhão, Pará e Rio Grande do Sul, além da fronteira de Tabatinga, no Amazonas, da região da Usina de Belo Monte, no Pará, do estado do Rio de Janeiro e de áreas da Amazônia Legal e do Pantanal.

Integração entre forças de segurança

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa integra a estratégia do governo federal de atuação coordenada em áreas sensíveis. "A atuação da Força Nacional nessas regiões reforça a integração entre União e estados para proteger vidas, garantir a ordem pública e responder com rapidez a cenários de maior sensibilidade", afirmou.

Ele acrescentou que o objetivo é assegurar a presença do Estado em locais considerados prioritários, incluindo territórios indígenas, regiões de fronteira, áreas afetadas por incêndios florestais e centros urbanos estratégicos.

Combate a incêndios e crimes transnacionais

Na Amazônia Legal e no Pantanal, as portarias prorrogam operações voltadas ao enfrentamento de incêndios florestais. As equipes incluem profissionais especializados em investigação e perícia, responsáveis por apurar causas de incêndios provocados por ação humana, em cooperação com polícias civis e a Polícia Federal. Em Tabatinga, a atuação da Força Nacional reforça o policiamento na fronteira entre Brasil e Colômbia, considerada estratégica no combate a crimes transnacionais.

As medidas também ampliam a presença em áreas de tensão fundiária e de interesse ambiental. Entre os territórios atendidos estão as Terras Indígenas Awá, Caru, Alto Turiaçu, Alto Rio Guamá e Guarita. Além disso, as portarias garantem apoio operacional na região da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e no estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de fortalecer a resposta integrada das forças de segurança.

Atuação em múltiplas frentes

A Força Nacional atua em apoio a estados e órgãos de segurança pública em diversas frentes, incluindo operações de desintrusão em terras indígenas, combate ao crime organizado, enfrentamento ao garimpo ilegal e repressão a crimes ambientais.

As ações também envolvem patrulhamento de fronteiras, inclusive na região da Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu, com atuação na Ponte Internacional da Amizade, além de atividades de polícia judiciária, perícia técnica e apoio à manutenção da ordem pública em todo o território nacional. - 247.


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Oito países de maioria muçulmana condenam lei de Israel que autoriza execução de palestinos

 

Comunicado conjunto foi assinado pelo Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, caminham juntos dentro do Knesset, em Jerusalém, em 27 de março de 2025. (Foto: REUTERS/Ronen Zvulun)

Oito países de maioria muçulmana divulgaram, na quinta-feira (2), um comunicado conjunto condenando a aprovação de uma lei em Israel que estabelece a pena de morte por enforcamento para palestinos condenados por ataques letais. As informações são do jornal Folha de São Paulo.


Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos classificaram a medida como uma "escalada perigosa" e alertaram para o risco de agravamento das tensões no Oriente Médio. No texto, os países afirmam haver uma "necessidade urgente de evitar medidas" que possam intensificar o cenário de instabilidade na região.

O comunicado também diz: "Ressaltamos a importância de garantir a responsabilização e pedimos o fortalecimento dos esforços internacionais para manter a estabilidade e evitar uma maior deterioração". A lei foi aprovada pelo Parlamento israelense na segunda-feira (30) e prevê a aplicação da pena de morte para condenados por atos que tenham o objetivo de "negar" ou "acabar com a existência de Israel".

Críticas à legislação

Segundo opositores da medida, a aplicação da lei tende a atingir principalmente palestinos, uma vez que os julgamentos ocorrem em tribunais militares, diferentemente de casos envolvendo cidadãos israelenses judeus acusados de crimes semelhantes. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou que a legislação viola o direito internacional e tem caráter intimidatório em relação à população palestina.

O governo do Afeganistão também criticou a decisão, classificando-a como uma "continuação da opressão". O país defendeu a atuação de organizações internacionais e de "países influentes" para impedir a aplicação das sentenças previstas na nova lei. - 247.


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Eduardo Bolsonaro avisa que pretende tumultuar eleições no Brasil

 

Ex-deputado afirma que levará denúncias contra o TSE ao governo Trump e à mídia internacional


Eduardo Bolsonaro participa remotamente em audiência da Câmara (Foto: Reprodução)


O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende atuar junto ao governo dos Estados Unidos, atualmente liderado pelo presidente Donald Trump, para denunciar supostas irregularidades de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais deste ano. As declarações foram dadas em entrevista à coluna do jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles.

Segundo Eduardo Bolsonaro, sua estratégia inclui comunicação em tempo real com autoridades e interlocutores internacionais ao longo do processo eleitoral. “Nós podemos fazer isso também em tempo real através de conversas de aplicativos de mensagem. Isso daí é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real e a eleição brasileira vai ser muito dinâmica. Então, sim, estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, afirmou.

Articulação internacional e pressão externa

O ex-parlamentar declarou ainda que pretende ampliar o alcance dessas denúncias para além do governo dos Estados Unidos, envolvendo parlamentares norte-americanos e veículos da imprensa internacional. “À Casa Branca, a deputados, a senadores e a quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo ou mesmo notoriedade, seja nas redes sociais, seja nos jornais internacionais. Aonde eu tiver espaço, onde eu for consultado a levar informação, ali eu estarei para me expressar”, disse.

A fala indica uma tentativa explícita de internacionalizar o debate eleitoral brasileiro, buscando apoio político e midiático fora do país em meio ao processo democrático interno.

Críticas ao TSE e alegações de censura

Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro também mencionou um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, classificando-o como um “alerta” ao TSE. Segundo ele, o documento indicaria riscos de censura nas eleições.

“Tudo isso pode sim gerar consequências reais. Isso tem que ser interpretado como um alerta e o TSE tem que se movimentar para impedir essa censura nas eleições”, afirmou.

Acusações sobre eleições anteriores

O ex-deputado também voltou a questionar decisões do TSE nas eleições de 2022, alegando que houve tratamento desigual entre o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro. “O governo Trump pode implementar medidas contra quaisquer autoridades que identifique como sendo protetoras ou iniciadoras dessa censura, ou que tenham alguma participação em fraude eleitoral”, declarou.

As declarações ocorrem em um contexto de crescente tensão política e levantam preocupações sobre tentativas de interferência externa no processo eleitoral brasileiro, além de reforçarem narrativas já contestadas por instituições e especialistas sobre a lisura do sistema eleitoral no país. - 247.


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Áustria fecha espaço aéreo para aviões que participam das agressões ao Irã

 

Medida segue lei de neutralidade e ocorre após decisão semelhante adotada pela Espanha

Aviões da Força Aérea dos EUA (Foto: Christopher Okula/Força Aérea dos EUA/Divulgação via REUTERS/Foto de arquivo)

A Áustria decidiu fechar seu espaço aéreo para aeronaves ligadas às agressões militares contra o Irã, segundo informações divulgadas pela mídia Metro na quinta-feira (2), com base em comunicado do Ministério da Defesa do país. De acordo com a publicação, a restrição atinge qualquer avião envolvido na chamada "Operação Fúria Épica", conduzida no contexto da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.

Segundo a RT Brasil, a decisão tem como fundamento a lei de neutralidade austríaca, princípio constitucional que impede o país de integrar alianças militares, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), e de permitir a instalação de bases estrangeiras em seu território.

A iniciativa ocorre após a Espanha também restringir o uso de seu espaço aéreo. Em 30 de março, o governo espanhol, sob a presidência do socialista Pedro Sánchez, proibiu o sobrevoo de bombardeiros e aeronaves de reabastecimento que participem de ações contra o Irã. - 247.


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Racha em Minas: Nikolas Ferreira barra filiação de Cleitinho ao PL

 

Cúpula do PL quer Cleitinho candidato a governador, mas o deputado é contra

Nikolas Ferreira e Cleitinho (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados | Waldemir Barreto/Agência Senado)


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tem atuado para impedir a filiação do senador Cleitinho (Republicanos-MG) ao PL em Minas Gerais, mesmo diante do aval da cúpula nacional da legenda, ampliando tensões internas e influenciando diretamente o cenário eleitoral de 2026 no estado, relata o UOL.

A resistência de Nikolas está relacionada a episódios recentes em que Cleitinho teria se afastado do discurso predominante do campo bolsonarista. Entre os exemplos citados por aliados do deputado está o uso da expressão “PEC da Blindagem”, termo atribuído à proposta de ampliação da imunidade parlamentar, além de declarações do senador classificando o Congresso como “inimigo do povo”, linguagem considerada inadequada para o posicionamento político que o PL busca consolidar.

A atuação de Nikolas em Minas Gerais tem sido fortalecida por uma prerrogativa interna que lhe confere amplo poder de articulação. Com respaldo direto do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado assumiu, na prática, o comando político da sigla no estado. Essa autonomia inclui influência sobre filiações, formação de chapas e definição de candidaturas, permitindo-lhe bloquear ou viabilizar movimentos estratégicos, como a possível entrada de Cleitinho no partido.

O próprio senador reconhece a dificuldade. Nos bastidores, Cleitinho admite a aliados que vê Nikolas como o principal entrave à sua filiação ao PL. Diante desse cenário, ele tem afirmado que só pretende decidir sobre uma eventual candidatura ao governo de Minas Gerais no mês de maio, mencionando também questões pessoais como fator para o adiamento.

Enquanto isso, o cenário eleitoral mineiro para 2026 segue em aberto, com diversos nomes sendo testados. Além de Cleitinho, aparecem como possíveis candidatos o senador Rodrigo Pacheco, recentemente filiado ao PSB após deixar o PSD, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o atual governador Mateus Simões (PSD), que assumiu o cargo após a saída de Romeu Zema (Novo).

As movimentações partidárias continuam intensas. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, filiou-se ao PL com vistas à disputa pelo Executivo estadual. A expectativa é que ele deixe o cargo na entidade ainda nesta semana, em função do prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. - 247.


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Eleições 2026 João Campos começa despedida oficial da prefeitura: "hoje é dia de renunciar"

Durante solenidade de entrega do Parque Eduardo Campos, homenagem ao pai dele, o pré-candidato ao governo pelo PSB ressaltou a chegada do vice, Victor Marques (PCdoB)

               Amanda Medeiros

João Campos fez despedida da prefeitura do Recife, nesta quinta (2), no Pina (Marina Torres/DP)

Pré-candidato ao governo de Pernambuco nas eleições deste ano, João Campos (PSB) começou, na tarde desta quinta (2), as despedidas oficias do cargo de prefeito do Recife.

Durante a entrega do Parque Eduardo Campos, no Pina, na Zona Sul da cidade, João Campos afirmou que “hoje é dia de renunciar ao cargo”.

“Saio após cinco anos e três meses. Saio para fazer mais pelo Recife e por Pernambuco”.

Na entrega o parque, uma homenagem ao pai dele, o ex-governador Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo, em 2014, o pré-candidato ao governo pelo PSB disse que o evento marcou um  “encerramento com chave de ouro”.

Citou também a entrega do Hospital da Criança do Recife, na Zona oeste, que será inaugurado ainda nesta quinta.

“Saio e Victor Marques (vice-prefeito) assume. Será um grande prefeito. Bati recordes de entregas”, declarou.


O último dia

Na entrevista coletiva, no parque, Campos disse que o último dia reservou um “misto de emoções”.

“Emoção, alegria e esperança de trabalhar”, declarou.

Para o prefeito, o momento é de “olhar pelo retrovisor e saber que o dever foi cumprido”.

Também é de olhar pelo para- brisa e ”perceber um futuro maravilhoso que nos espera”.

João Campos disse que fez um “ciclo bem feito” e que saiu de casa sempre “buscando soluções para a cidade”.

“Estou animado com o que nos espera”, acrescentou.

Balanço

Ainda na entrevista, Campos fez um breve balanço da gestão. Disse que fez o “maior investimento na educação, entre todas as capitais”.

Também afirmou que a prefeitura atingiu a marca de 80% na cobertura saúde, com mais de 180 equipamentos “requalificados.”

“Saímos de R$ 300 milhões de investimentos por ano para mais de R$ 1 bilhão, a cada ano”, declarou.

“batemos recordes históricos no Recife”, afirmou, dando como o exemplo a construção de parques.

“O Recife tinha 12 parques, construídos em 480 anos, e nós inauguramos seis novos, em cinco anos”, acrescentou.

Em Brasília

João Campos disse, ainda, que esteve em Brasília na quarta (1º) para participar de filiações ao PSB, como a do ex-presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco (MG).

Segundo João, Pacheco vai comandar a sigla no estado, sendo importante para o processo de reeleição do presidente Lula (PT).

Sobre o balanço da janela de troca de partidos, campo disse que o PSB vai “dobrar de tamanho este ano”.

Pré-candidatura

A pré-candidatura de campos foi lançada no dia 20 de março.

Na solenidade, ele disse que decidiu entrar na disputa para mostrar que o estado "pode muito mais" e precisa "resgatar o protagonismo no Nordeste".

Na chapa de João estão o senador Humberto Costa (PT),  que tenta a reeleição, a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT), também para o Senado, e Carlos Costa, para a vice.

 


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Moraes aumenta restrição para voos de drones na casa de Bolsonaro

A PM pediu a ampliação da proibição para aumentar a segurança da área André Richter - Repórter da Agência Brasil  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ ...