quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Quaest: 73% votam em Lula por considerá-lo o melhor candidato

Levantamento aponta preferência mais elevada pelo petista, enquanto rejeição ao adversário pesa mais entre eleitores de Flávio Bolsonaro

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em NatalCrédito: Ricardo Stuckert

A preferência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a principal motivação de voto para 73% de seus eleitores no primeiro turno das eleições de 2026. Entre os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 53% afirmam escolher o candidato por considerá-lo a melhor opção. Os números revelam uma diferença de 20 pontos percentuais entre os dois grupos e mostram que o voto motivado pela rejeição ao adversário tem maior peso entre os eleitores do senador.

Os dados são de uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) e encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. O levantamento, segundo o G1, também identificou que 42% dos eleitores de Flávio Bolsonaro votaram nele com o objetivo de retirar Lula e o PT do poder. Entre os apoiadores do presidente, 23% disseram ter escolhido o petista para impedir o retorno da família Bolsonaro ao comando do país.

Preferência por Lula supera a registrada entre eleitores de Flávio

A pesquisa mostra que a avaliação positiva do próprio candidato é a principal justificativa apresentada pelos eleitores de ambos os políticos, mas com intensidade diferente.

Entre os que votaram em Lula no primeiro turno, 73% afirmaram considerá-lo um candidato melhor do que os demais. Outros 23% disseram que sua escolha foi motivada pela intenção de impedir a volta da família Bolsonaro ao poder.

Nesse grupo, 2% responderam que não votam em nenhum dos dois candidatos, enquanto outros 2% não souberam ou não responderam.

No caso de Flávio Bolsonaro, 53% dos eleitores declararam escolhê-lo por acreditar que ele representa a melhor alternativa entre os concorrentes. Outros 42% apontaram como principal motivação a intenção de tirar Lula e o PT do governo.

Entre os entrevistados desse segmento, 2% disseram não votar em nenhum dos dois, enquanto 3% não souberam ou preferiram não responder.

Rejeição ao PT tem maior peso entre apoiadores de Flávio

Um dos principais resultados do levantamento é a diferença no peso da rejeição política sobre as escolhas eleitorais.

Enquanto 42% dos apoiadores de Flávio Bolsonaro associam seu voto ao objetivo de retirar Lula e o PT do poder, 23% dos eleitores do presidente justificam a escolha pela intenção de impedir o retorno da família Bolsonaro.

A distância entre os dois percentuais é de 19 pontos, indicando que a oposição ao adversário aparece com maior frequência entre os eleitores do candidato do PL.

Os números também mostram que, nos dois grupos, a preferência pelo próprio candidato supera a rejeição ao concorrente. Essa predominância, entretanto, é mais expressiva entre os apoiadores de Lula.

No eleitorado do petista, a diferença entre os que votam por considerá-lo a melhor opção e os que desejam impedir o retorno dos Bolsonaro chega a 50 pontos percentuais. Entre os eleitores de Flávio, a distância entre essas duas motivações é de 11 pontos.

Quaest aponta que 91% consideram o voto definitivo

Além de investigar as razões das escolhas eleitorais, a Quaest perguntou aos entrevistados se ainda poderiam mudar de candidato.

Segundo o levantamento, 91% afirmaram que sua decisão é definitiva, enquanto 9% disseram admitir uma mudança de posição.

O resultado aponta um elevado grau de consolidação das preferências declaradas no momento da pesquisa, embora não elimine a possibilidade de alterações no comportamento eleitoral.

Pesquisa ouviu mais de 2,1 mil eleitores

A Quaest entrevistou 2.154 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro de 2026. A margem de erro geral informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Essa margem se refere ao conjunto da amostra, não necessariamente aos recortes específicos dos eleitores de cada candidato. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026. - 247.

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Flávio Bolsonaro recua e defende volta do “Exército do Lula” após PT pedir suspensão de canal bolsonarista no TSE

Campanha petista pediu ao TSE suspensão de 48 horas do canal “Tropa do Flávio” para garantir tratamento igual às duas candidaturas

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio BolsonaroCrédito: Ricardo Stuckert | Vittor Sales


 O senador Flávio Bolsonaro (PL) se manifestou nesta quarta-feira (14) a favor do restabelecimento imediato do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), após a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o grupo “Tropa do Flávio” também fosse suspenso por 48 horas.

Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, com Diego Alejandro, Jullia Gouveia e Karina Matias, a manifestação do senador foi apresentada apenas 13 minutos depois de a coligação Brasil Pronto Pra Mais protocolar o pedido de suspensão do canal ligado à campanha bolsonarista. Flávio concordou com a reativação do grupo administrado por Janones, independentemente do cumprimento integral do prazo de 48 horas, desde que fossem observadas as condições estabelecidas pelo ministro Kassio Nunes Marques.

A movimentação ocorre em meio a uma disputa judicial sobre as regras aplicadas aos canais de mobilização eleitoral no WhatsApp. A campanha de Lula reivindica tratamento equivalente para as duas candidaturas, depois que o canal criado por Janones foi retirado do ar por determinação do TSE.

Campanha de Lula cobra tratamento igual do TSE

A coligação petista solicitou que o canal “Tropa do Flávio” fosse submetido à mesma suspensão de 48 horas imposta ao “Exército do Lula”. O objetivo é evitar que apenas uma das campanhas permaneça impedida de utilizar uma ferramenta de comunicação eleitoral durante o período.

Inicialmente, os advogados de Lula haviam solicitado o restabelecimento do canal de Janones. O endereço do grupo foi comunicado à Justiça Eleitoral no mesmo dia em que o Partido Liberal complementou as informações sobre o “Tropa do Flávio”.

Como o tribunal não havia respondido ao pedido de revogação da suspensão, a equipe jurídica petista decidiu apresentar uma nova manifestação, desta vez requerendo que a restrição fosse estendida ao canal da campanha adversária.

Flávio admite reativação do canal de Janones

Na manifestação encaminhada ao TSE, Flávio Bolsonaro sustentou que o “Exército do Lula” funcionava anteriormente sem registro e sem identificação de seu responsável.

O senador argumentou, porém, que as decisões proferidas na terça-feira (13) corrigiram essas irregularidades, ao estabelecer responsáveis pelo canal e determinar sua submissão às normas de propaganda eleitoral.

Com esse entendimento, a campanha bolsonarista passou a concordar com a retomada imediata das atividades do grupo, condicionada ao cumprimento das exigências fixadas por Nunes Marques.

A posição representa uma mudança no encaminhamento defendido pela candidatura de Flávio, que havia acionado a Justiça Eleitoral contra o canal de Janones sob a acusação de divulgação de informações falsas.

Canais reúnem milhões de participantes

A disputa envolve duas estruturas de comunicação digital com grande alcance entre os eleitores.

Criado em 6 de outubro, o “Tropa do Flávio” reúne aproximadamente 1,7 milhão de membros. O canal divulga conteúdos de apoiadores do senador, incluindo os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Júlia Zanatta (PL-SC), além de mensagens voltadas à mobilização eleitoral.

Já o “Exército do Lula” havia ultrapassado a marca de 4 milhões de integrantes antes de ser retirado do ar. O grupo, criado por Janones, tornou-se alvo de sucessivas decisões judiciais relacionadas ao seu funcionamento e à observância das regras eleitorais.

A diferença no tratamento dispensado aos dois canais passou a integrar os argumentos da campanha petista perante o TSE.

Área técnica do TSE não encontrou conteúdos denunciados

A suspensão inicial do “Exército do Lula” ocorreu após uma ação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o canal de disseminar informações falsas.

Entretanto, a análise realizada pela área técnica do Tribunal Superior Eleitoral não identificou, nas publicações examinadas entre 2 e 11 de outubro, os conteúdos mencionados na representação bolsonarista.

Na terça-feira (13), depois que a campanha de Lula informou oficialmente o endereço do canal à Justiça Eleitoral, Nunes Marques autorizou sua retomada, mas determinou uma suspensão de 48 horas, fundamentada em resolução do tribunal.

Essa decisão motivou a nova iniciativa jurídica da coligação petista, que passou a exigir a aplicação da mesma medida ao grupo vinculado à candidatura de Flávio.

Janones questiona atuação de Nunes Marques

Em meio à controvérsia, André Janones também passou a questionar a atuação do ministro responsável pelas decisões.

De acordo com a Folha, Nunes Marques tinha uma reunião marcada com o deputado para esta quarta-feira (14), às 17h, com o objetivo de discutir a situação do canal.

À coluna de Mônica Bergamo, Janones afirmou que as tentativas de retirar o grupo do ar acabaram contribuindo para ampliar seu número de participantes.

O parlamentar também disse identificar indícios de tratamento desigual nas decisões relacionadas às ferramentas digitais utilizadas pelas campanhas. - 247.


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TSE ordena remoção de fake news que associa Lula a suposto ritual satânico

Ministra Estela Aranha determina retirada de sete publicações em três horas após identificar uso de imagens de uma celebração religiosa sem relação com o presidente

LulaCrédito: Ricardo Stuckert


A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quarta-feira (14) a remoção de sete publicações que associam falsamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um suposto ritual satânico na Avenida Paulista, em São Paulo. A magistrada concedeu prazo de três horas para que os responsáveis pelos conteúdos e a Meta cumpram a ordem. A empresa é controladora do Instagram, do Facebook e do Threads.

De acordo com o G1, os vídeos utilizam imagens de uma manifestação religiosa realizada em agosto, sem qualquer relação com a campanha presidencial do petista.

A decisão atende parcialmente a uma representação da coligação Brasil Pronto Pra Mais, que decidiu questionar a circulação de conteúdos com informações falsas sobre Lula. 

Entre os alvos da ação estão os deputados federais Paulo Bilynskyj e Marcos Antonio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, além de Fernando Emílio dos Santos Machado, Dárcio Bracarense Filgueiras e responsáveis por outros perfis nas redes sociais.

Vídeo utiliza imagens de manifestação religiosa realizada em agosto

As publicações apresentam uma gravação da 4ª Marcha para Exu, realizada em 16 de agosto de 2026, na Avenida Paulista, como se as imagens mostrassem um episódio ocorrido durante uma manifestação favorável à reeleição de Lula, em 11 de outubro.

O material começou a circular no domingo (11) em plataformas como X, Instagram, Facebook, Threads e TikTok. As postagens exibem cenas de uma multidão acompanhando um trio elétrico e atribuem o episódio à campanha do presidente.

Em uma das gravações, um homem usa uma capa preta com a palavra “Exu” enquanto canta diante dos participantes. O vídeo apresenta uma mensagem sobreposta às imagens com a afirmação: “Campanha de Lula vira ritual de invocação”.

A publicação também mostra pessoas cantando: “Aê, Satanás, Satanás cadê você?”.

A verificação identificou que as imagens são autênticas, mas não correspondem ao evento eleitoral mencionado nas postagens. O registro ocorreu aproximadamente dois meses antes, durante uma celebração de religião de matriz africana.

Ministra afirma que montagem atribui participação inexistente a Lula

Na decisão, Estela Aranha destacou que os responsáveis pelas publicações utilizaram cenas de um evento religioso para construir uma associação falsa com a candidatura do presidente.

“A montagem, assim, não se limita à expressão de opinião crítica ou à interpretação de manifestação pública. Ela atribui ao candidato a participação em evento ao qual não compareceu, mediante associação indevida entre uma celebração de religião de matriz africana e suposto ritual satânico”, escreveu Estela Aranha.

A magistrada classificou as publicações como conteúdo “manifestamente inverídico e descontextualizado” e considerou que sua circulação poderia induzir os eleitores ao erro.

A decisão também levou em conta o calendário eleitoral. O segundo turno da eleição presidencial ocorrerá em 25 de outubro, quando Lula enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Ordem judicial determina retirada de sete publicações

A decisão do TSE atinge cinco postagens no Instagram, uma no Facebook e outra no Threads. A ministra estabeleceu prazo de três horas para o cumprimento da medida.

Os responsáveis pelos perfis também não poderão publicar novamente o mesmo vídeo ou divulgar materiais com conteúdo substancialmente idêntico.

A Meta deverá adotar providências para remover reproduções equivalentes nas plataformas que administra e comunicar ao tribunal as medidas adotadas.

A ordem busca impedir que a circulação do material continue após a identificação da associação falsa entre a manifestação religiosa e a campanha eleitoral.

TSE exige preservação de dados e registros das contas

Além da remoção, Estela Aranha determinou que a Meta preserve os registros de acesso às contas responsáveis pelas publicações.

A medida abrange dados e metadados relacionados à divulgação dos vídeos, aos compartilhamentos e às métricas de engajamento desde 12 de outubro.

O tribunal avaliará posteriormente a necessidade de obter essas informações. A preservação dos registros permite manter disponíveis os elementos relacionados à circulação das postagens enquanto prossegue a análise judicial.

Advogado da campanha de Lula aponta intolerância religiosa

O advogado Michel Bertoni Soares, integrante da equipe jurídica da campanha de Lula, afirmou que a utilização das imagens fora de contexto prejudica a candidatura presidencial e estimula a intolerância contra religiões de matriz africana.

“Usar imagens de uma celebração religiosa de matriz africana para inventar um suposto ritual satânico incita a intolerância religiosa e prejudica a candidatura”, disse.

A 4ª Marcha para Exu, que aparece nas gravações, ocorreu na Avenida Paulista em 16 de agosto. A celebração homenageou Exu, entidade cultuada em tradições religiosas de matriz africana. O evento não teve relação com a manifestação eleitoral realizada em outubro. 

O episódio envolve a utilização de imagens verdadeiras acompanhadas de uma interpretação falsa sobre sua origem e finalidade. A decisão do TSE concentra-se nessa descontextualização e na atribuição indevida de participação ao presidente Lula. - 247.



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Câncer de Mama Outubro Rosa: Artistas que já falaram abertamente sobre câncer de mama

 

Atrizes compartilham experiências pessoais com a doença e reforçam a importância da prevenção


                           Por Estadão Conteúdo
Patrícia Pillar, Arlete Salles e Ana Furtado estão entre as artistas que compartilharam suas experiências com o câncer de mama - Foto: Instagram/Reprodução
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama entre 2026 e 2028.

Para chamar a atenção para a doença, a campanha Outubro Rosa promove anualmente a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce, que aumenta as chances de sucesso do tratamento.

O câncer de mama pode provocar alterações como nódulos na mama ou na axila, mudanças na pele, retração do mamilo e saída espontânea de secreção pelo mamilo. Ao perceber qualquer alteração suspeita, é importante procurar avaliação médica.

Nos últimos anos, diversas atrizes e outras mulheres públicas brasileiras transformaram experiências pessoais ou familiares em depoimentos públicos sobre prevenção, tratamento e acolhimento.

Confira abaixo algumas delas:

Patrícia Pillar

A atriz recebeu o diagnóstico em 2001, aos 37 anos, depois de perceber uma alteração no autoexame. Desde então, passou a falar abertamente sobre a experiência e sobre a importância de procurar atendimento médico diante de qualquer mudança no corpo

Arlete Salles

A veterana descobriu a doença em 2014, aos 72 anos. Após passar por cirurgia, quimioterapia e radioterapia, a atriz relatou publicamente sua experiência com o tratamento e a recuperação.

Silvia Buarque

Filha de Marieta Severo e Chico Buarque, a atriz enfrentou a doença em duas ocasiões. O primeiro diagnóstico ocorreu em 2014; em 2022, ela descobriu uma recidiva. Após seis cirurgias ao longo de três anos e meio, incluindo uma mastectomia dupla, decidiu falar publicamente sobre o tema. Ao compartilhar sua experiência, afirmou que deseja ser um "farol" para outras mulheres.

Luiza Mariani

No fim do ano passado, a atriz revelou, durante participação no programa Sem Censura, que passou por uma mastectomia dupla após receber o diagnóstico de câncer de mama. Ela explicou que decidiu tornar sua história pública para oferecer apoio e informação a outras pacientes. A experiência virou o espetáculo O que Meu Peito Carrega Sobre Mim, solo autoral dirigido por Bia Lessa que estreia no dia 29 de outubro, no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro.

Ana Furtado

A apresentadora e atriz revelou, em 2018, que descobriu um tumor em estágio inicial após realizar o autoexame e exames de imagem. Ao compartilhar a experiência, falou sobre a cirurgia e o impacto do diagnóstico.

Mônica Martelli e Ingrid Guimarães

As atrizes foram escolhidas pela Fundação Laço Rosa como madrinhas do Outubro Rosa de 2026 no Brasil. A ligação de Mônica Martelli com a causa é familiar: ela acompanhou a mãe, Marilena Garcia, em dois tratamentos contra o câncer de mama. "O câncer de mama é uma causa que permeia minha vida há mais de 30 anos (. .) Eu vi minha mãe lutar pela vida", afirmou a atriz em seu perfil ao ser anunciada como madrinha da campanha.

Ingrid Guimarães também destacou a importância da iniciativa para incentivar o autocuidado e ampliar o acesso à informação. "Muito honrada com o convite. Esse projeto leva informação para prevenção e diagnóstico precoce o ano inteiro. Amigas e mulheres maravilhosas unidas por uma causa tão linda", escreveu.



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SAIBA MAIS - EUA enfrenta aumento de casos de shigelose, bactéria estomacal extremamente transmissível

 

Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) 27 estados e territórios registraram mais casos da bactéria do que no ano passado


                       Por Agência O Globo
Cultura de laboratório de bactéria - Foto: Pexels

Casos de uma doença sexualmente transmissível que causa diarreia e sangue nas fezes têm aumentado nos Estados Unidos. Segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) 27 estados e territórios registraram mais casos de shigelose na semana até 3 de outubro, em comparação ao mesmo período do ano passado — foram cerca de 14 mil casos este ano ao todo.

A shigelose é causada pela bactéria Shigella e é transmitida principalmente por meio de alimentos preparados por uma pessoa infectada ou pelo contato com superfícies contaminadas. Entretanto, agora, a transmissão está ocorrendo cada vez mais durante o sexo, particularmente o sexo anal, onde os parceiros entram em contato com pequenas quantidades de matéria fecal.

Os pacientes sofrem de um episódio intenso de diarreia, frequentemente acompanhado de quantidades significativas de sangue nas fezes, além de cólicas estomacais, febre e vômitos. Em casos raros, pode ser fatal, causando desidratação ou desnutrição.

Normalmente, as infecções desaparecem sozinhas em cinco dias, mas em casos graves, em que são necessários antibióticos, uma nova cepa, resistente a eles, está preocupando os médicos com sintomas mais graves e tornando os medicamentos menos eficazes.

Em um relatório divulgado em abril por pesquisadores do CDC, mostra que a cepa "superbactéria" da doença estava se espalhando. A análise de quase 17.000 casos mostrou que a proporção causada pela cepa resistente a medicamentos (XDR) aumentou de 0% durante o período de 2011 a 2015 para 8,5 por cento em 2023 — o último ano com dados disponíveis.

Mais de um terço dos pacientes diagnosticados com a cepa resistente ao medicamento foram hospitalizados. Não foram relatadas mortes.

Estima-se que cerca de 450.000 americanos sejam diagnosticados com shigelose todos os anos, enquanto cerca de 6.000 são hospitalizados e 40 morrem em decorrência da doença.

As infecções por shigelose são normalmente diagnosticadas em crianças menores de cinco anos, que apresentam maior risco de infecção grave devido ao sistema imunológico menos desenvolvido, diz o CDC.

No entanto, os novos dados mostram que casos estão sendo diagnosticados com crescente frequência entre homens gays ou bissexuais, pessoas que viajam internacionalmente e pessoas sem-teto.

Dos pacientes infectados com a cepa da superbactéria, 86% eram homens e 47% também estavam infectados com o HIV.

Estados americanos
Por estado, a Califórnia registrou o maior número de casos de shigelose até agora neste ano, com 2.970 infecções – embora esse número represente uma queda de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Nova York registrou o segundo maior número, com 1.276 infecções – um aumento de cinco por cento em relação ao ano passado. E a Flórida registrou o terceiro maior número. Total de casos: 1.070 infecções – um aumento de 14% em relação ao ano passado.

O Wyoming registrou o dobro de casos em relação ao ano passado, passando de sete para 14. Em Vermont, as infecções aumentaram 90%, de nove para 17 casos, e o Novo México, as infecções saltaram 75%, de 119 para 207.

No outro extremo, Dakota do Sul registrou a queda mais acentuada nos casos, com uma redução de 90% nas infecções, de 64 para cinco casos, seguida por Montana, onde os casos caíram 83%, de 12 para dois, eNo Alasca, caíram 64%, de 11 para quatro.

Papa Leão XIV: o que é adenocarcinoma pulmonar, o câncer do pontífice

Dos 52 estados e territórios, 27 registraram um aumento nas infecções este ano em comparação com o mesmo período do ano passado: Arizona, Flórida, Indiana, Iowa, Kansas, Kentucky, Louisiana, Maryland, Massachusetts, Michigan, Nebraska, Nevada, New Hampshire, Novo México, Nova York, cidade de Nova York, Carolina do Norte, Ohio, Oklahoma, Pensilvânia, Rhode Island, Carolina do Sul, Tennessee, Vermont, Virgínia, Virgínia Ocidental e Wyoming.

"É um padrão muito preocupante de cepas de Shigella XDR que está sendo observado em populações vulneráveis. Isso não é de forma alguma exclusivo dos EUA, mas faz parte de um padrão global mais amplo", afirmou Naeemah Logan, epidemiologista responsável pela pesquisa.


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TSE: Kassio autoriza reativação do canal Exército do Lula

Canal só poderá retornar após 48 horas, determinou o presidente do TSE


                                           André Richter - Repórter da Agência Brasil

                                                         Printscreen/Exército do Lula/Whatsapp

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou há pouco a reativação do canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para postagens de apoios ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). 

A medida foi tomada após a campanha de Lula registrar o canal no tribunal, conforme foi determinado pelo ministro na manhã de hoje. Nesta terça (13), o presidente do TSE havia determinado, pela segunda vez, a retirada do ar do canal, alegando a falta de registro como motivo. A decisão foi tomada em processo administrativo, que não precisa passar pelo crivo do plenário da Corte Eleitoral.

A decisão do presidente também determina que o canal só poderá voltar a funcionar em 48 horas. O prazo para reativação está previsto em resoluções do TSE.

“Autorizo a retomada do funcionamento do canal Exército do Lula, após o decurso do intervalo de 48 horas contado da comunicação efetuada nos autos do registro de candidatura”, decidiu.

Na decisão, o ministro disse que a suspensão do canal não se justifica mais após o registro da página no TSE. Antes do registro, Kassio havia condicionado o funcionamento do canal ao cumprimento da medida. 

"A ausência de comunicação foi o fundamento suficiente da restrição imposta na decisão de 13 de outubro de 2026. Suprida a omissão, desaparece o suporte fático que a sustentava, e a manutenção da suspensão integral deixaria de corresponder à providência menos gravosa apta a fazer cessar a irregularidade", decidiu o ministro.

Entenda 

Nos últimos dias, o canal Exército do Lula foi alvo de uma disputa de liminares (decisões provisórias). O próprio Nunes Marques havia determinado, no último sábado (11), a suspensão total do canal, mas teve sua decisão derrubada horas depois pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que recolocou a página no ar. 

O corregedor destacou que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal em um processo administrativo, como fez, sendo que o caso já era analisado em um processo judicial regular e relatado pelo próprio Cueva. 

Ao reexaminar o caso, nesta terça, o presidente do TSE afirmou que a não comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral era suficiente para suspender o canal novamente. 

Com 4,3 milhões de inscritos, o canal é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), que acusa a Justiça Eleitoral de censura e favorecimento à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial. 

*texto ampliado às 16h34


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Milhares de estudantes tomam a Esplanada em apoio a Lula

Eles defendem o fim da escala 6x1, a democracia e a educação pública

                        Luiz Cláudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil

Valter Campanato/Agência Brasil

Uma grande manifestação no centro de Brasília mostrou o apoio de estudantes ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Os manifestantes saíram de frente da Biblioteca Nacional, onde, principalmente jovens subiram em um trio elétrico, pedindo apoio ao fim da escala 6x1 (em trâmite no Senado), aos programas sociais do governo, à educação gratuita e ao Sistema Único de Saúde, e também contra privatizações.

Em caminhada na Esplanada dos Ministérios, a multidão viu projetadas na cúpula do Museu Nacional da República as palavras "Estudantes pela democracia".

Brasília (DF), 13/10/2026  -   Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília.
Foto: Luiz Claudio/Agência Brasil
Brasília (DF), 13/10/2026 - Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. Foto: Luiz Claudio/Agência Brasil

Durante o ato, iniciado no final da tarde, os estudantes e apoiadores cantaram o tempo inteiro e destacaram como os programas do governo do atual presidente foram importantes para eles. 

Nas mãos das pessoas, cartazes de agradecimento ao atual presidente. Eles destacavam que seria impossível chegar ao ensino superior não fosse o Prouni.

"Hoje eu curso enfermagem graças a essa iniciativa. Sou uma jovem da periferia aqui de Sobradinho, a primeira da minha família na faculdade", disse Ana Luiza Moraes, de 20 anos, moradora de Sobradinho.

Ao lado dela, a amiga Natiele Rodrigues, de 19, que mora na mesma região, afirmou que era necessário que os jovens se manifestem mais para lutar por programas como o Prouni (Programa Universidade para Todos) e pela democracia.

Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil.
Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Próximo ao grupo,  a  comerciante autônoma Michele Andrade, de 22 anos, moradora de Ceilândia, vendia água e refrigerante,  e estava entusiasmada com o ato.

"Não consegui chegar a uma faculdade, mas sei que nós mulheres precisamos nos defender. O presidente falou coisas importantes na defesa da gente "

Outra jovem que caminhou na manifestação, a estudante de psicologia Ana Clara Queiroz,  de 19, acredita que as mulheres, as pessoas LGBT e os pobres estão mais interessados na reeleição de Lula por acreditar que existam mais políticas públicas voltadas a esses grupos. 

"Eu, como mulher, negra e LGBT, tenho medo de direitos serem retirados", disse a universitária.

Ao lado dela, a amiga Isabela Rodrigues, de 20, que faz cursinho para tentar ingressar em medicina veterinária, entende que os jovens despertaram para a importância de votar neste ano. "Chegamos com mais ânimo agora. Principalmente nós que somos pobres."

Brasília (DF), 13/10/2026  - Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Foto: midianinjaInstagram
Brasília (DF), 13/10/2026 - Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Foto: midianinjaInstagram

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Quaest: 73% votam em Lula por considerá-lo o melhor candidato

Levantamento aponta preferência mais elevada pelo petista, enquanto rejeição ao adversário pesa mais entre eleitores de Flávio Bolsonaro Pre...