sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Senado Voto casado é trunfo da esquerda para o Senado. Direita aposta em "sprint final"

Com oscilação positiva de Humberto Costa, ele e Marília Arraes aparecem liderando e, pela primeira vez, com o percentual exatamente igual: 19%. Na direita, há bolsa de apostas sobre reedição da experiência de 2022

                                Renata Bezerra de Melo/DP


Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT), Mendonça Filho (PL) e Eduardo da Fonte (PP) (Rafael Vieira/DP Foto)

Uma semana após a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Pernambuco, pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (01), apontou os dois candidatos ao Senado da chapa encabeçada por João Campos liderando a disputa pela Casa Alta e, pela primeira vez, com percentuais exatamente iguais: 19%. Se Marília Arraes manteve as mesmas intenções de voto em relação ao levantamento anterior, Humberto Costa oscilou positivamente para 19% (tinha 17%). A margem de erro é de três pontos percentuais.

Nas contas da Frente Popular, são inúmeras as variáveis que pesam a favor disso. Mas, sobretudo, se aponta o voto casado como facilitador nessa equação. Na direita, se aposta que, no dia do pleito, o voto silencioso pode emergir na urna, considerando a experiência de 2022. “Eu acho que Mendonça cresce muito no dia da eleição, acho que ele tem um sprint final”, aposta o deputado federal André Ferreira à coluna.

Faz referência ao deputado federal Mendonça Filho, que figura com 12% (tinha 13%). André lembra do percentual alcançado por Gilson Machado no pleito anterior: 29,55% (1.320.555 votos). No dia 21 de setembro daquele ano, Gilson figurava com 9% das intenções de voto em pesquisa Ipec e Teresa Leitão, com 25%. Na última Ipec para o Senado, em 01 de outubro de 2022, considerando votos válidos, Teresa atingia 49% e Gilson, 15%. Daí, o cálculo que se faz no conjunto bolsonarista sobre uma eventual surpresa na abertura das urnas. Teresa Leitão foi eleita com 46,12% dos votos válidos, o que equivale a 2.061.276 de votos. 

Há de se ressaltar, entretanto, que, ali, a eleição era de um voto só. Este ano, além de haver duas vagas por Estado em jogo, candidatos ainda botam na balança uma divisão latente no campo da direita. Mendonça advertiu, ao seu eleitorado, em ato no último dia 16 de setembro, que votar em Eduardo da Fonte era o mesmo que tirar voto seu. O progressista, na Datafolha divulgada nesta quinta (01), aparece com 10% (tinha 10%).

“Se fosse uma campanha de um voto só, eu acreditava num salto na reta final”, observa, à coluna, uma fonte da Frente Popular, apontando a unidade entre Humberto e Marília como trunfo da ala liderada pelo ex-prefeito do Recife. “Desde que Lula veio, se deu um efeito, porque Marília e Humberto Costa casaram as campanhas e passaram, cada um, a pedir voto para o outro de forma mais intensa”, aponta um parlamentar que acompanha a evolução do cenário.

Ao condenar o voto em Eduardo da Fonte, Mendonça recomendou, ao eleitor, voto em Carlos Sant'anna, que figura com 2% (tinha 2%). No mesmo palanque de Eduardo, liderado por Raquel Lyra, Túlio Gadêlha tem 5% (tinha 6%). A três dias do pleito, a estratégia do voto casado, associada ao efeito Lula, parece valer a favor da Frente Popular.

Bolsa de apostas

No ato que comandou em Pernambuco há uma semana, o presidente Lula, ainda que sem citar nome, disparou contra Mendonça Filho em sinal da prioridade que a disputa pelo Senado tem representado no pleito atual. Na ala da direita, há quem considere que isso ajudou o postulante do PL. E há também quem avalie que não alterou em nada. “Não atinge, que não é o mesmo eleitor”, argumenta André Ferreira.

Cálculo

Entre aliados do presidente Lula, se faz a seguinte leitura: há uma briga, hoje, relativa à composição do Senado e a direita fazer uma maioria seria um entrave para governabilidade, caso Lula seja reeleito. Por essa lógica, Mendonça Filho, aliado de Flávio Bolsonaro, é visto como a pior alternativa por esse campo. Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha são tidos como opções mais palatáveis. Por esse motivo, argumentam parlamentares da base, Lula centrou munição em Mendonça.

Encerramento

Candidato a vice de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar desembarca em Pernambuco no próximo sábado (03) para o encerramento da campanha em ato marcado para as 13h, na Avenida Boa Viagem. A agenda foi confirmada por Gilson Machado nesta quinta-feira (01). Gaspar carrega a missão de reforçar palanques no Nordeste e tem boa relação com Mendonça Filho que concorre ao Senado, formando o palanque de Flávio em Pernambuco.

Termômetro

Pesquisa Quaest, divulgada na última terça-feira (29), aponta Lula com 58% (tinha 54%) das intenções de voto em Pernambuco contra 20% (tinha 21%) de Flávio Bolsonaro. “Eu acho que Flávio vai ter mais voto do que o pai aqui no Estado. Tem gente que votava em Lula votando em Flávio. Temos feito motociatas diárias e temos aferido isso”, aposta André Ferreira. Em 2022, Jair Bolsonaro teve 33,07% dos votos válidos no 2º turno em Pernambuco, o que equivale a  1.798.832 e Lula, 66,93% , equivalente a 3.640.933.


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Brasil Eleições 2026: bancada feminina pode chegar a 22 integrantes no Senado

 

País elegeu a primeira senadora, Eunice Michiles (do extinto partido Arena, pelo Amazonas), em 1979


                             Por Estadão Conteúdo
Eleições 2026: bancada feminina pode chegar a 22 integrantes no Senado - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

No xadrez das eleições de 2026, a bancada feminina pode passar de 15 para 22 integrantes no Senado Federal, ou seja, sete vagas a mais, mostra levantamento do Estadão com base em pesquisas eleitorais mais recentes. Esse salto de 46,6% nos números não altera o cenário de menor representatividade das mulheres na Casa.

Se as projeções se confirmarem, as 22 senadoras representarão 27,1% - pouco mais de um quarto - dos 81 titulares da Casa.

O Brasil elegeu a primeira senadora, Eunice Michiles (do extinto partido Arena, pelo Amazonas), em 1979. O País levou 153 anos para ter a primeira mulher no posto desde a criação da Câmara dos Senadores (posteriormente, Senado Imperial), em 1826, durante o Império de D. Pedro I.

Das 54 cadeiras em disputa neste ano, 16 (29,6%) devem se destinar a mulheres, segundo as pesquisas. Nove senadoras terminam mandatos em 1.º de fevereiro de 2027, ao passo em que 16 candidatas podem se eleger ou se reeleger em 14 Estados e no Distrito Federal. Outras seis têm mandato até 2031.

As eleições de 2026 renovam dois terços das 81 vagas do Senado e cada unidade federativa escolhe dois representantes para mandatos de oito anos nas urnas. Conforme as projeções eleitorais, outros 12 Estados devem eleger apenas homens.

Candidatas lideram pesquisas de intenção de voto em dez Estados e no Distrito Federal, que vive um caso atípico: deverá ser o único a eleger duas mulheres. Estreante nas urnas, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) é dada como quase certa na primeira cadeira, com 26% das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 23 de setembro, puxada por eleitores conservadores e bolsonaristas.

Com 19%, a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) busca a reeleição na segunda vaga, mas o cargo não está assegurado. As principais concorrentes dela são as deputadas federais Erika Kokay (PT-DF), com quem forma chapa, e Bia Kicis (PL-DF), dupla de Michelle. Ambas estão empatadas, com 15% das intenções de voto.

O levantamento do Estadão considerou as duas primeiras colocações das últimas pesquisas eleitorais da Quaest por Estado e pelo Distrito Federal, divulgadas de 22 a 25 de setembro. Como o instituto não divulgou dados relativos ao Piauí, a reportagem usou os números do Atlas publicados na terça-feira, 29.

Os números de votos em branco e nulos e de eleitores que ainda não definiram candidatos é considerável na maioria dos Estados, o que pode mudar as peças do xadrez até as eleições. Os levantamentos, portanto, são indicativos das votações, não previsões de resultados.

A renovação prevista para 2027 deve contar 11 novas senadoras. Na lista, figuram quatro ex-primeiras-damas: Gracinha Caiado (União-GO), do Estado de Goiás; Marina JHC (PSDB-AL), de Maceió; e Rayssa Furlan (Podemos-AP), de Macapá, além de Michelle.

O quarteto está perto de se eleger pela primeira vez. Das três, só Rayssa se candidatou anteriormente, também ao Senado, pelo MDB em 2022.

Conforme as pesquisas eleitorais, duas senadoras despontam para a reeleição: Leila e Zenaide Maia (PSD-RN). Eliziane Gama (PT-MA) e Soraya Thronicke (PSB-MS), por sua vez, podem ficar de fora.

Três deputadas federais estão cotadas para voltar a ocupar assentos no Senado. São elas: a ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva (Rede-SP) e as ex-governadoras do Rio de Janeiro Benedita da Silva (PT-RJ) e do Maranhão Roseana Sarney (MDB-MA), hoje licenciada para se dedicar à campanha.

No entanto, o número ainda pode aumentar porque 12 candidatas estão fora das duas vagas nas pesquisas da Quaest, mas dentro da margem de erro de 3 pontos porcentuais. É assim com Simone Tebet (PSB-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Mara Rocha (Republicanos-AC), Luizianne (Rede-CE), Maguinha Malta (PL-ES), Rose de Freitas (MDB-ES), Cristina Graeml (PSD-PR), Samanda de Lula (PT-RN), Mariana Carvalho (Republicanos-RO) e Helena da Asatur (PSD-RR), além de Eliziane e de Soraya.

Parte do eleitorado costuma definir os votos na reta final da campanha. É improvável, porém, que todas passem à frente e vençam nas urnas.

Entre as atuais senadoras que poderiam tentar se reeleger, quatro mudaram a rota. Daniella Ribeiro (PP-PB) deixou de ser cabeça de chapa para ocupar a suplência do candidato ao Senado e ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos-PB) - pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A decisão selou a aliança em prol da reeleição do filho dela, Lucas Ribeiro (PP), a governador da Paraíba.

Dra. Eudócia (PSDB-AL) assumiu o mandato após Rodrigo Cunha (Podemos-AL) renunciar para concorrer a vice-prefeito de Maceió em 2024. A senadora, portanto, disputará as eleições novamente como suplente, dessa vez de Marina JHC.

As alianças não param por aí. Marina é esposa do candidato a governador de Alagoas e ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), de quem incorporou a alcunha ao nome na urna em busca de identificação do eleitorado. A renúncia dele para disputar as eleições de 2026 abriu espaço para Cunha assumir como prefeito.

A vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, Mara Gabrilli (PSD-SP), se lançou à deputada estadual na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Já Roberta Acioly (Republicanos-RR) tenta a Câmara dos Deputados Só Ivete da Silveira (MDB-SC) decidiu não concorrer. Ambas assumiram os cargos como suplentes, respectivamente, do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TRE-RR) Mecias de Jesus e do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC), na atual legislatura.

As deputadas federais Caroline de Toni (PL-SC) e Sílvia Cristina (PP-RO), as ex-deputadas federais Marília Arraes (PDT-PE) e Manuela D’Ávila (PSOL-RS), a ex-prefeita de Contagem e ex-deputada estadual Marília Campos (PT-MG), a ex-prefeita de Boa Vista e ex-deputada federal Teresa Surita (MDB-RR) e a deputada estadual Janaína Riva (MDB-MT), filha do ex-deputado estadual José Riva (sem partido), também estão cotadas para alçar à Casa pela primeira vez.


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Datafolha em Pernambuco: Raquel Lyra tem 46% e João Campos tem 44%

 

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos


                 Por Tarsila Castro
Datafolha PE: Raquel Lyra tem 46% e João Campos tem 44% - Andréa Rêgo Barros//TV Globo e Brenda Alcântara/TV Globo


A três dias do 1º turno das eleições, a pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (1º), aponta um empate técnico na disputa pelo governo de Pernambuco. O levantamento mostra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) com 46% e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) com 44% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. 

Na rodada anterior do mesmo instituto, divulgada no dia 24 de setembro, a gestora tinha 48%, e o socialista manteve o mesmo percentual de 44%. Os números se referem ao cenário de primeiro turno da pesquisa estimulada - em que são apresentadas as opções de candidatos ao entrevistado. 

Em seguida, o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) aparece com 2% das intenções de voto, ante 1% na pesquisa anterior e Renan Hallais (Missão) mantém 1% da amostragem anterior. Professora Camila (UP) não pontuou (ante 1%). Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) também não pontuaram, assim como na pesquisa anterior.

Os eleitores que responderam que votariam em branco, nulo, ou em nenhum dos candidatos, somam 4% (eram 4%). Os indecisos chegam a 3% (eram 2%).

Segundo turno 
Já em um cenário de eventual segundo turno entre Raquel e João, a gestora passou de 51% para 50%, conta 46% do ex-prefeito (eram 45%). Os eleitores que responderam que votariam em branco, nulo ou em nenhum, somaram 3% (antes 3%). Os indecisos somaram 1%, mesmo percentual da pesquisa anterior.

Válidos 
O Datafolha também mediu os votos válidos. Para calcular o índice, o Instituto exclui os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos. 

Nesse cenário, Raquel Lyra está com 50%, ante 51% do levantamento anterior. Já João Campos passou de 46% para 47%. 

Ivan Moraes cresceu de 1% para 2% e Renan Hallais manteve o percentual da pesquisa anterior, com 1%. Professora Camila passou de 1% para 0%. Victor Assis e Guilherme Fonseca não pontuaram, assim como o levantamento de setembro. 

Espontânea 
Na espontânea - quando não são apresentados os nomes para os pesquisados -, a governadora saiu de 41% para 40% e o ex-prefeito passou de 33% para 34% na comparação com a pesquisa anterior. Já Ivan aparece com 1%. No levantamento anterior, o candidato não havia sido citado. 

O ex-governador Eduardo Campos, falecido em 2014, foi lembrado por 1% dos eleitores (antes 1%). O "filho de Eduardo Campos" não foi citado (antes 1%). "No atual governador" não foi citado nas duas pesquisas. Outras respostas somaram 5% (eram 5%). 

Entre os pesquisados, 4% optaram por “branco, nulo ou nenhum” (ante 3%). Já 15% dos entrevistados estão indecisos. No levantamento anterior, eram 16%.

Rejeição 
O Instituto também perguntou aos entrevistados em quais candidatos eles não votariam de jeito nenhum. João Campos aparece com 34%, ante 31% no levantamento anterior, enquanto Raquel Lyra tem 32%, contra 31% anteriormente. 

Renan Hallais registra 25% (eram 26%); Ivan Moraes, 23% (antes 23%); e Guilherme Fonseca, 23% (eram 20%). Victor Assis passou de 17% para 21%, enquanto Professora Camila foi de 17% para 19%.

Outros 3% afirmaram que votariam em qualquer um ou não rejeitam nenhum candidato, mesmo percentual da pesquisa anterior. Já 2% disseram rejeitar todos ou que não votariam em nenhum (2%). Não souberam responder somaram 6%, o mesmo índice do levantamento anterior.

Pesquisa
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas de 28 de setembro a 1º de outubro. O número de registro da pesquisa é PE-06822/2026.


Lives e cancelamento de debate marcam quinta-feira dos candidatos

 Presidenciáveis realizam últimas atividades de campanha

Agência Brasil


A agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (1º) incluiu lives, entrevista em podcast e atos de campanha. 

>> Veja como foi o dia dos candidatos

Ronaldo Caiado (PSD) 
Estava prevista a participação do candidato Ronaldo Caiado no debate da Rede Globo. O debate foi cancelado pela emissora de televisão. 

Rui Costa Pimenta (PCO)
O candidato Rui Costa Pimenta não teve agenda pública de campanha.

Samara Martins (UP)
A candidata Samara Martins não teve agenda pública de campanha.

Wilson Grassi
O candidato Wilson Grassi participou de reunião com representante da Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Augusto Cury (Avante)
Estava prevista a participação do candidato Augusto Cury no debate da Rede Globo. O debate foi cancelado pela emissora de televisão. 

Clariana Barão (DC) 
A candidata Clariana Barão participou de agenda online com a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Edmilson Costa (PCB)
O candidato Edmilson Costa não teve agenda pública de campanha.

Flávio Bolsonaro (PL) 
O candidato Flávio Bolsonaro desistiu de participar de debate na Rede Globo e fez uma transmissão ao vivo em seu perfil no Instagram na qual criticou a interferência da Justiça Eleitoral no debate previsto para hoje. "É um fato marcante negativo. Foi cancelado um debate presidencial por censura. Isso deixou de ser Justiça e passou a ser perseguição", disse.

Hertz Dias (PSTU)
O candidato Hertz Dias reuniu-se com Chavoso, youtuber e professor da Universidade de São Paulo (USP), fez panfletagem no centro de Guarulhos e visitou a Unifesp, na região metropolitana de São Paulo.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O candidato participou de entrevista no canal do YouTube Flow Podcast, no Palácio da Alvorada. Na entrevista, ele afirmou que a verba da exploração da Margem Equatorial, caso se confirme a existência de uma grande quantidade de petróleo na região, deverá ser usada para investimento na educação. 

“Esse dinheiro eu quero usar para formar essa molecada. Esse país vai ter que dar um banho em chinês e americano. Cansei de ser um país em desenvolvimento. Queremos ser um país desenvolvido”.

Lula defendeu mais uma vez uma reforma no Judiciário, mudando a forma de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Tem que ter mandato [no STF]. Quero criar um conselho para escolher o ministro, não pode ser o presidente [da República]. É melhor criar um conselho da sociedade civil para indicar uma pessoa e essa pessoa passa a ser da responsabilidade da própria sociedade, e não do presidente da República”.

Renan Santos (Missão)
O candidato Renan Santos participou de ato em Niterói (RJ). No início da noite, decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a participação do candidato no debate promovido pela Rede Globo. No entanto, a emissora anunciou o cancelamento do debate. 

Romeu Zema (Novo)
Estava prevista a participação do candidato Romeu Zema no debate na Rede Globo. A emissora cancelou o debate. 

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

* Colaboraram Luciano Nascimento (São Luís), Marcelo Brandão (Brasília), Rafael Cardoso (Rio de Janeiro) e redação de São Paulo. - Agência Brasil*


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Datafolha registra Lula com 45% e Flávio com 40% dos votos válidos antes do primeiro turno

Pesquisa também aponta empate técnico no segundo turno, com 48% para o presidente e 45% para o senador


LulaCrédito: Reprodução/YT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45% das intenções de voto válidas no primeiro turno, ante 40% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). No cálculo do instituto, são retirados brancos, nulos e eleitores indecisos.

A pesquisa Datafolha, encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, também aponta empate técnico entre os dois candidatos em um eventual segundo turno: Lula registra 48% dos votos totais, e Flávio, 45%. O levantamento foi realizado entre terça-feira (29) e esta quinta-feira (1º).

Na rodada anterior, divulgada uma semana antes, Lula aparecia com 43% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Flávio tinha 39%. Na simulação de segundo turno daquela pesquisa, os percentuais eram de 47% para o presidente e 45% para o senador.

Entre os demais candidatos, Augusto Cury (Avante) aparece com 4% dos votos válidos. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e Renan Santos (Missão) têm 3% cada. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) registram 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram.

No levantamento com votos totais para o primeiro turno, Lula aparece com 42%, enquanto Flávio registra 38%. Segundo a pesquisa, ambos oscilaram dois pontos percentuais para cima em relação à rodada anterior.

O Datafolha também divulga, próximo da eleição, o cálculo de votos válidos para aproximar a pesquisa da forma utilizada pela Justiça Eleitoral na apuração. Além dos votos brancos e nulos, o instituto retira os indecisos dessa conta. Para vencer a eleição presidencial no primeiro turno, um candidato precisa alcançar mais da metade dos votos válidos.

O levantamento ouviu 2.506 eleitores e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08039/2026. A própria pesquisa ressalta que os números representam as preferências declaradas no período da coleta e não constituem previsão do resultado eleitoral. - 247.


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Dia histórico: o império midiático da Globo desmoronou nesta quinta-feira

A Globo, que imaginava mandar e desmandar no País, pretendia colocar uma cadeira vazia para o presidente Lula. No final, quem ficou sem palco foi a própria Globo

               Por: Leonardo Attuch

Lula e o fim do Império da GloboCrédito: Brasil 247 / Dall-E

Esta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, entrará para a história da comunicação brasileira. O grupo de mídia que durante décadas pretendeu mandar e desmandar no Brasil, escolhendo quem deveria ser celebrado, quem deveria ser destruído e até quais candidatos mereciam ou não chegar ao Palácio do Planalto, sofreu uma derrota simbólica gigantesca. A Globo cancelou seu debate presidencial.

Foi pulverizada a ideia de que uma eleição presidencial brasileira necessariamente precisaria passar pelo palco montado pela família Marinho.

A Globo atribuiu oficialmente o cancelamento à “insegurança jurídica” decorrente de decisões judiciais tomadas às vésperas do programa. O TSE proibiu a exposição do púlpito vazio reservado ao presidente Lula e o STF determinou a inclusão de Renan Santos no debate. Flávio Bolsonaro, por sua vez, desistiu de comparecer.

Esses são os fatos. Mas há um significado político e comunicacional muito maior por trás deles. O império midiático dos Marinho desmoronou nesta noite.

Lula fez bem em não ir

O presidente Lula fez muito bem ao decidir não comparecer ao debate.

Não havia razão para o presidente da República aceitar participar de um picadeiro concebido para produzir confrontos, pegadinhas, provocações e lacrações destinadas a gerar cortes para as redes sociais.

Em vez disso, Lula escolheu outro caminho: falar diretamente com o Brasil em um podcast, o Flow, num ambiente em que terá tempo para apresentar argumentos, defender suas realizações e expor suas propostas para o futuro do País.

A escolha contém uma mensagem poderosa.

Quem disse que a Globo ainda detém o monopólio do debate público brasileiro? Quem decidiu que é uma emissora de televisão que deve estabelecer onde, como e em quais condições um presidente da República deve conversar com os brasileiros?

Esse tempo acabou.

Um novo ecossistema de comunicação

O episódio desta noite evidencia uma transformação que já vinha acontecendo diante dos nossos olhos: existe hoje no Brasil um novo ecossistema de comunicação.

Podcasts, canais de YouTube, veículos digitais, redes sociais e meios independentes conquistaram audiências gigantescas. Em determinados momentos, possuem capacidade de mobilização e influência comparável — e, no ambiente digital, muitas vezes superior — àquela exercida pelos grandes grupos tradicionais.

A televisão aberta continua relevante. A Globo continua sendo uma empresa poderosa. Mas poder já não significa monopólio.

Durante décadas, políticos brasileiros acreditaram que precisavam atravessar os estúdios da Globo para chegar ao povo. Hoje, o caminho é muito mais amplo. O cidadão escolhe onde se informa, a que entrevistas assiste, quais jornalistas acompanha e quais veículos considera confiáveis.

Essa pulverização do poder comunicacional é uma das maiores transformações democráticas produzidas pela revolução digital.

A noite em que o palco ficou vazio

Há uma ironia extraordinária no desfecho.

A Globo pretendia organizar o grande espetáculo final do primeiro turno. Lula decidiu não participar. Flávio Bolsonaro também desistiu. Uma disputa judicial alterou as condições inicialmente previstas. E, no fim, quem ficou sem palco foi a própria Globo.

Enquanto isso, Lula pode conversar com milhões de brasileiros fora dos domínios da emissora.

Essa imagem resume uma mudança de época.

Não se trata do desaparecimento da Globo. Tampouco significa que a televisão perdeu sua importância. Significa algo muito mais profundo: nenhum grupo de comunicação pode mais reivindicar para si a condição de árbitro exclusivo da política brasileira.

A sociedade ganhou outras vozes, outros canais, outros espaços e outras formas de construir opinião pública.

É por isso que esta noite é histórica.

O que desmoronou não foi uma emissora de televisão. Foi uma determinada concepção de poder: a ideia de que um império midiático poderia convocar os candidatos, estabelecer o palco, definir as regras e obrigar o Brasil inteiro a assistir.

Nesta quinta-feira, esse império simbólico ruiu.

E uma nova era da comunicação brasileira mostrou definitivamente a sua força.
























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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

União dos Escritores do Vale do São Francisco (UEVASF) promoverá lançamento coletivo de obras ineditas em Petrolina

 Literatura que inspira, conecta e transforma!

Inlustrativo


Por: Professor Hélio Araujo

Na quinta-feira, dia 1º de outubro, a União dos Escritores do Vale do São Francisco (UEVASF) promoverá o lançamento coletivo de sete livros, de sete autores da região. O evento acontecerá a partir das 19h, no auditório da Faculdade UNINASSAU, em Petrolina.

Será uma celebração da produção literária regional, reunindo escritores que apresentarão ao público obras carregadas de histórias, sentimentos, experiências e diferentes formas de enxergar o mundo.

 

AUTORES E LIVROS

Agnaldo Nunes de Almeida – Os Enigmas da Velhice

Alana Almeida – A Aldeia dos Espelhos de Luz

Fátima Damasceno – Serzinho do Rio

Hélio de Araújo – Nas alturas do Sertão

Martha Maria Veloso – Jasmine e o Barco no Rio São Francisco

Melania Carvalho – Fênix depois das cinzas

Roberto Tenório Figueiredo – Para Encontrar Você

A UEVASF é uma instituição fundada em 27 de novembro de 2025, em Petrolina (PE). Atualmente, conta com 39 associados e realiza reuniões mensais na Biblioteca Municipal de Petrolina, com o objetivo de criar meios para ampliar a publicação e a circulação das obras de escritores locais.

  
  
 

  

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Senado Voto casado é trunfo da esquerda para o Senado. Direita aposta em "sprint final"

Com oscilação positiva de Humberto Costa, ele e Marília Arraes aparecem liderando e, pela primeira vez, com o percentual exatamente igual: 1...