Dias antes do incêndio, prints de mensagens envolvendo ameaças de "explosão" aos prédios da instituição circularam entre grupos de WhatsApp
De acordo com o Delegado Regional Executivo da Polícia Federal (PF), Rodrigo Bastos, responsável pela investigação, o órgão já iniciou as oitivas e deverá trabalhar com todas as possibilidades para identificar a causa do ocorrido.
“Quaisquer fatos que possam ser relacionados com isso [ameaças] têm que ser levantados porque a investigação precisa ser ampla. Neste momento, a ênfase é identificar a origem do incêndio e reconstituir a dinâmica dos fatos para não perder o princípio da oportunidade”, explicou.
Dias antes do incêndio, prints de mensagens envolvendo ameaças de “explosão” aos prédios da instituição circularam entre grupos de WhatsApp de alunos da universidade. Em uma delas, é possível ler: “vamos explodir o departamento de vocês [...] fiquem espertos com a bomba”.
Segurança
Segundo o reitor da UFPE, Alfredo Macedo Gomes, a superintendência da PF foi acionada ainda na noite do incêndio com objetivo de também apurar a veracidade das ameaças.
“Nós pedimos a abertura de um processo em relação às causas do incêndio e também à circulação de ameaças. Achamos um absurdo que uma instituição pública, com uma tradição que é a Universidade Federal, seja objeto de um de ataques nas redes sociais e repudiamos profundamente essa atitude”, destacou o reitor.
Até o momento, a PF já realizou oitivas com duas pessoas, que foram ouvidas na tarde de ontem. De acordo com o Delegado Regional, novas oitivas serão realizadas ao longo da semana.
“Seguem as investigações em relação à colheita de oitivas e de informações. Nesse momento são duas frentes: tentar identificar o início do incêndio e tentar reconstituir a dinâmica dos fatos no local nos momentos que antecederam esse evento”, esclareceu Bastos.
Procedimentos
Para o processo de perícia, o delegado destacou ainda o envio de um reforço vindo de Brasília, com equipes de perícia e investigação do Instituto Nacional de Criminalística (INC).
“São equipes especializadas, para eventos específicos, que contam com equipamentos próprios que vão trabalhar em conjunto com os peritos daqui para tentar dar uma resposta pericial o mais rápido possível”.
Para adentrar ao edifício com estrutura danificada, a PF também fez uso de um robô com objetivo de evitar a exposição dos agentes a riscos químicos e biológicos, além de possíveis pontos quentes, áreas em combustão ou estruturas que apresentem risco de ceder ou desabar.
O equipamento foi monitorado e controlado remotamente pela equipe, por meio de um controle semelhante ao utilizado em drones. A máquina também é equipada com câmeras capazes de registrar fotos e vídeos do interior do prédio, permitindo que os peritos acompanhem e documentem as condições do local sem precisar acessar imediatamente as áreas de maior risco.













