terça-feira, 6 de outubro de 2026

ELEIÇÕES 2026 Marília Arraes diz que campanha de Lula buscará apoio de Raquel Lyra no 2º turno

Na avaliação de Marília, a reeleição de Lula oferece melhores condições para viabilizar obras como o trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina e o Canal do Sertão

                            Agência Estado


Lula, Marília e Alckmin em Brasília (Ricardo Stuckert)

A senadora eleita por Pernambuco Marília Arraes (PDT) afirmou, nesta terça-feira, 6, que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscará o apoio da governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) no segundo turno.

Segundo ela, a aproximação foi discutida na reunião de Lula com aliados nesta segunda-feira, 5, em Brasília, como parte da estratégia para ampliar a votação do petista. "Foi falado na reunião que vai se buscar o apoio dela, vai se buscar essa ajuda para que o presidente Lula tenha uma ampliação da sua margem de votação em Pernambuco", afirmou em entrevista à Rádio Jornal, de Recife.

Marília disse que Lula demonstrou confiança na disputa. "Nós tivemos aí 33 milhões de pessoas que não votaram nesse primeiro turno. Tem ainda os votos dos outros candidatos", declarou. A senadora eleita defendeu ajustes na comunicação e na articulação política para buscar lideranças que não tenham uma posição bolsonarista consolidada.

Ela também vinculou a busca pelo apoio de Raquel à continuidade de projetos de infraestrutura em Pernambuco. Na avaliação de Marília, a reeleição de Lula oferece melhores condições para viabilizar obras como o trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina e o Canal do Sertão.

A busca por apoios no Nordeste ocorre após Lula receber 21.494.584 votos na região no primeiro turno, 258.555 a menos que os 21.753.139 obtidos na mesma etapa de 2022. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) conquistou 10.398.973 votos, superando em 1.611.579 o desempenho do pai Jair Bolsonaro (PL), quatro anos antes.

Com isso, a vantagem do petista sobre um candidato do PL caiu de 12,97 milhões para 11,10 milhões de votos, segundo levantamento do Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, com base nos resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


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Eleições 2026 Campanha de Lula cerca Raquel Lyra em busca de apoio no 2º turno

Aliados do líder petista acreditam na mudança de postura da governadora reeleita, que manteve discurso de neutralidade

                            Amauri Lins


                                           Raquel Lyra em agenda institucional com Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O segundo turno da disputa presidencial provocou uma movimentação intensa nos bastidores da política pernambucana, com destaque para a busca do Partido dos Trabalhadores (PT) pelo apoio da governadora reeleita Raquel Lyra (PSD).

Desde o início da campanha eleitoral, a pessedista adotou uma postura de neutralidade no cenário nacional, apesar de agradecer de forma reiterada às parcerias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo de sua primeira gestão. Após a reeleição, Raquel manteve o discurso de não se envolver no embate nacional.

Em entrevista nesta terça-feira (6), a senadora recém-eleita Marília Arraes revelou que a aproximação foi deliberada no encontro de Lula com aliados ocorrido na segunda-feira (5) em Brasília. “Foi falado na reunião que vai se buscar o apoio dela [Raquel], vai se buscar essa ajuda para que o presidente Lula tenha uma ampliação da sua margem de votação em Pernambuco”, disse à Rádio Jornal.

Já o presidente nacional do PT, Edinho Silva, argumentou que o apoio a João Campos (PSB) no primeiro turno foi deliberado a partir de um acordo nacional, mas ao longo do período eleitoral não houve nenhum tipo de agressão contra a candidatura de Raquel. Em coletiva após a reunião da coordenação da campanha do petista, Edinho ressaltou a importância da disputa presidencial.

“Espero que ela entenda esse momento da vida do nosso país, o destino do nosso país, a eleição mais importante das nossas histórias, da história das nossas gerações, porque o resultado dessas eleições vai definir qual o Brasil que nós teremos para a próxima década”, afirmou.

Ministros do PSD devem entrar na articulação

A articulação em torno do apoio da governadora Raquel Lyra à candidatura de Lula também deve envolver ministros da gestão atual petista que são correligionários da pessedista.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), participou da reunião de Lula com aliados na segunda e se comprometeu a atuar na interlocução. “Vou falar com a Raquel Lyra. Se depender de mim, ela anuncia o apoio amanhã”, declarou em entrevista ao SBT News nesta terça.

Outro ponto de diálogo vem do Ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula (PSD), que participou ativamente da campanha de Raquel e chegou a marcar presença em agendas da governadora na corrida eleitoral. Em uma caminhada no Morro da Conceição, na Zona Norte do Recife, André chegou a afirmar que seria o “comandante da chapa Luquel”, em referência ao apoio às reeleições de Raquel e Lula.

Raquel Lyra foi reeleita governadora no último domingo (4) com 53,27% dos votos válidos, enquanto João Campos, apoiado por Lula, teve 44,82%. No cenário presidencial, Pernambuco deu a Lula 63,45% dos votos válidos, contra 31,03% de Flávio Bolsonaro (PL). A vantagem foi menor do que em 2022, quando Lula teve 65,27%, contra 29,91% de Jair Bolsonaro.

Um eventual apoio de Raquel representaria um reforço político importante para Lula em Pernambuco. Além de sair das urnas fortalecida pela vitória ainda no primeiro turno, a governadora comanda uma ampla aliança no Estado e reúne em seu entorno lideranças de diferentes campos políticos.


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CASO MASTER Globo abre auditoria interna para apurar relação de Luciano Huck com Daniel Vorcaro

Ligação aparece em mensagens que a Polícia Federal encontrou no celular de Vorcaro, com registros de encontros, jantares, uso de aeronaves e tratativas comerciais

                              Nilton Vilanova


Informações sobre ligação entre Huck e Vorcaro foi obtida pela PF no celular do ex-banqueiro (Divulgação / PF)

A Globo autorizou uma auditoria interna para levantar o histórico da relação entre o apresentador Luciano Huck e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A análise deve cobrir contratos comerciais, contatos e eventuais negócios entre os dois.

A ligação aparece em mensagens que a Polícia Federal (PF) encontrou no celular de Vorcaro, com registros de encontros, jantares, uso de aeronaves e tratativas comerciais. Em uma das conversas, Huck cita R$ 83 milhões investidos em mídia na Globo pelo banco digital Will Bank e outros R$ 26 milhões em um "contrato pessoal", num total de R$ 109 milhões.

Huck nega ter sido sócio de Vorcaro. Segundo a assessoria do apresentador, a relação comercial se ligava à captação e à gestão do patrocínio do Will Bank, com contratos assinados, notas fiscais emitidas, impostos recolhidos e serviços efetivamente prestados. As mensagens divulgadas até agora não demonstram, por si só, prática ilegal por parte dele.

A emissora e o apresentador enfrentam ainda outro questionamento. O Ministério Público Federal (MPF) investiga a divulgação da plataforma eleitoral TemMeuVoto no programa "Domingão com Huck". Os dois episódios passaram a ser avaliados internamente, e o resultado da auditoria pode influenciar decisões da Globo envolvendo o apresentador.



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DIREITOS HUMANOS Mais de 800 trabalhadores são encontrados em situações precárias em canaviais de Pernambuco

Fiscalização identificou pelo menos 166 trabalhadores sem registro e 230 sem proteção facial em cerca de 70 frentes de corte de cana

                         Adelmo Lucena


Mais de 800 trabalhadores são encontrados em situação irregular em canaviais de PE (Foto: Divulgação/MTE)


O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) identificou mais de 800 trabalhadores em situação irregular durante uma fiscalização em cerca de 70 frentes de corte de cana-de-açúcar em mais de 20 municípios da Zona da Mata Norte e Sul de Pernambuco. Entre os trabalhadores identificados individualmente, pelo menos 166 estavam sem registro formal e outros 204 ainda têm a situação contratual sob apuração. Os dados são preliminares.

A fiscalização foi realizada entre os dias 21 e 25 de setembro por 15 auditores-fiscais do trabalho. Entre as irregularidades encontradas estão falta ou insuficiência de água potável, ausência ou inadequação de equipamentos de proteção, falta de instalações sanitárias e realização de refeições no próprio canavial.

Ao todo, 437 trabalhadores identificados durante a operação estavam formalmente registrados, segundo o levantamento inicial. A equipe ressalta, porém, que a identificação ocorreu por amostragem e não representa necessariamente a totalidade dos trabalhadores presentes nas frentes ou vinculados às empresas fiscalizadas.

Entre os municípios fiscalizados estão Gameleira, Itambé, Água Preta, Nazaré da Mata, Sirinhaém, Palmares, Timbaúba, Escada, Rio Formoso, Aliança, Vicência e Ribeirão.

Durante as inspeções, os auditores encontraram trabalhadores utilizando luvas rasgadas e botas deterioradas, além de pessoas sem perneiras ou proteção adequada para o rosto. Pelo menos 230 trabalhadores foram identificados sem proteção facial contra possíveis lesões nos olhos e na face durante o corte da cana.

Também foram relatados casos de trabalhadores com ferimentos relacionados ao uso de facões. Em algumas frentes, segundo o MTE, os próprios empregados providenciavam as ferramentas e equipamentos utilizados no trabalho.

A fiscalização identificou ainda problemas no fornecimento de água potável e houve relatos de trabalhadores que precisavam levar água de casa porque o empregador não fornecia ou disponibilizava quantidade insuficiente para a jornada. Também foram registrados casos de consumo de água quente e necessidade de deslocamentos para reabastecimento.

As condições de alimentação, higiene e descanso também foram alvo da fiscalização. Em algumas frentes, não havia banheiros, enquanto em outras as instalações sanitárias estavam distantes ou não apresentavam condições adequadas de uso.

Também foram encontradas áreas sem estruturas de apoio, com trabalhadores fazendo refeições no canavial ou em locais improvisados, sem mesas e assentos suficientes.

Fiscalização em áreas isoladas

Para acessar frentes de trabalho localizadas em áreas mais afastadas, as equipes utilizaram veículos com tração nas quatro rodas e informações de geolocalização obtidas por imagens de satélite e drones.

Segundo o MTE, algumas frentes tinham até 85 trabalhadores em situação precária. As equipes também analisaram as condições de transporte utilizadas pelos empregados, com registros de problemas relacionados ao uso de cintos de segurança, ao acondicionamento de ferramentas, à disponibilidade de veículos e ao funcionamento de tacógrafos.

As situações encontradas no transporte ainda estão sendo analisadas individualmente para definir as irregularidades e as responsabilidades correspondentes.

A Auditoria-Fiscal do Trabalho também apura possíveis irregularidades nas contratações e a atuação de intermediários na organização da mão de obra. A investigação busca identificar quem recruta, dirige os serviços, transporta e paga os trabalhadores.

As informações coletadas durante as abordagens serão confrontadas com documentos apresentados pelas empresas e registros nos sistemas oficiais. Os casos de ausência de registro poderão resultar em exigências de regularização e, após a conclusão da análise, em autos de infração.

O MTE informou que a fiscalização continua com a análise documental, a apuração das responsabilidades e o acompanhamento das medidas adotadas pelos empregadores.

Trabalho análogo à escravidão

As condições identificadas pela fiscalização incluem situações que podem ser analisadas sob a legislação que trata do trabalho em condições análogas à escravidão. A caracterização, no entanto, depende da apuração dos elementos encontrados em cada caso.

O artigo 149 do Código Penal prevê como modalidades de trabalho análogo à escravidão o trabalho forçado, a jornada exaustiva, as condições degradantes de trabalho e a restrição da locomoção do trabalhador em razão de dívida

A legislação não exige que o trabalhador esteja preso ou fisicamente impedido de deixar o local para que a situação análoga à escravidão seja caracterizada. Condições degradantes podem envolver violações de direitos relacionados à segurança, higiene, saúde e dignidade no ambiente de trabalho.

Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima e segura pelo Sistema Ipê, disponível em ipe.sit.trabalho.gov.br.


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Eleições 2026 Mendonça multa Flávio por impulsionar post negativo contra Lula

                          

Candidato terá que pagar R$ 5 mil

                                  Agência Brasil


Flávio Bolsonaro (PL) (JOÉDSON ALVES/AGÊNCIA BRASIL)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (5) multar o presidenciável Flávio Bolsonaro em R$ 5 mil por impulsionamento irregular de propaganda negativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição.

A publicação questionada pela campanha de Lula mostra uma foto de Flávio, com uma imagem de identificação de sua candidatura, seguida pela legenda:

“Lula abandonou o Brasil. Mas nós vamos resgatar o País e os brasileiros do buraco em que ele nos jogou. Nós vamos proteger o trabalhador, nós vamos proteger as mulheres, nós vamos proteger as crianças. E podem ter certeza, o Brasil vai vencer!”.

Mendonça seguiu parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), para quem “a mensagem toma a rejeição ao candidato adversário como premissa e fundamento persuasivo para a promoção da própria candidatura”.

O ministro destacou que a Lei das Eleições estabelece “finalidade específica para o impulsionamento de conteúdo eleitoral, admitindo sua utilização apenas com o fim de promover ou beneficiar candidatos ou suas agremiações”.

A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro argumentou que a publicação fez apenas um “mero juízo político” e que a menção negativa a Lula compunha parcela reduzida da mensagem, na sua maior parte formada por aspectos positivos do próprio candidato.

Apesar de multar a campanha de Flávio, o ministro André Mendonça não julgou ser necessário determinar a remoção do conteúdo. Contudo, ele proibiu o candidato de contratar novos impulsionamentos com mensagem do mesmo teor.


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2º turno Em Brasília, João vai à mesa com Lula, que mira: abstenção, indecisos e Segurança

Ex-prefeito desembarcou em Brasília para se debruçar sobre estratégia da nova fase da campanha presidencial. Uma vitória, ou não do petista, pode ter impacto a longo prazo na projeção nacional do socialista

                                  Renata Bezerra de Melo


Em Brasília, João Campos debate com Lula estratégia para o 2º turno (Ricardo Stuckert/DP)

A reunião começou por volta das 17h30 em um hotel da Asa Sul. Menos de 24 horas após se deparar com o resultado desfavorável da eleição em Pernambuco, o ex-prefeito do Recife, João Campos, desembarcou em Brasília, já nesta segunda-feira (05), para assumir papel em outra disputa, agora com o presidente Lula.

À mesa na capital federal, além dele e do líder-mor do PT, estavam ainda os dois nomes vitoriosos na corrida pelo Senado em Pernambuco: Humberto Costa e Marília Arraes. Líder do governo no Senado, Teresa Leitão, também participou.

Em foco, a estratégia do 2º turno do petista. Uma vitória, ou não, de Lula pode ter impacto direto, a longo prazo, na projeção nacional de João Campos. No radar para os próximos 20 dias, está a busca dos 6% do eleitorado que apertaram branco na urna ou anularam. No caso de Pernambuco, votaram em branco 1,85% (109.491) e nulo, 3,39% (200.554). Considerando o País como um todo, Lula mirou a larga abstenção de 21,08% (33.469.244).

“O que temos que tentar convencer? Por que 30 milhões de seres humanos não foram votar? É responsabilidade nossa devolver o interesse para eles de participar do processo eleitoral”, advertiu o mandatário do Palácio do Planalto em fala dirigida aos aliados. Lula ainda vaticinou: “Não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República num 2º turno”. E se dispôs a enfrentar “temas polêmicos como a questão da Segurança Pública”.

Falou em dividir responsabilidade nessa área com os estados e alertou: “O crime organizado ganhou essa parada!”. Lula realçou ainda a disposição dos governos do PT, incluindo a gestão Dilma Rousseff, de “aumentar salário mínimo acima da inflação”. E propôs: “Acho que nessa eleição a gente vai ganhar colocando, mais uma vez, o que é verdade nesse País”. Pregou um confronto de biografias, contabilizando 20 dias “para colocar para fora o que a gente devia ter colocado o ano inteiro”.

Fez referência “a desnudar o que está atrás da eleição de um herdeiro do fascismo nesse País”. Não ficou definido papel específico para ninguém na estratégia dessa nova fase da campanha. Certo que Lula está decidido a subir o tom na Segurança Pública. Ainda pretende crescer no Nordeste e buscar os indecisos.

Vai haver uma coordenação conjunta em Pernambuco, ainda a ser estruturada. Não ficou fechado. Assim, encerrado o jogo eleitoral no Estado, João Campos começou, de pronto, a se debruçar sobre o tabuleiro nacional.

Voto jovem

Mais votada (144.101 votos) do PT na primeira disputa que enfrentou para a Câmara Federal, Rosa Amorim, à coluna, informa que “as bandeiras não baixaram”. Em outras palavras, encerrado o ciclo da disputa proporcional, ela se debruça, agora, sobre uma mobilização em Pernambuco em prol da eleição do presidente Lula. Ainda ontem, comandou reunião online com parlamentares jovens eleitos. “Tivemos uma renovação muito grande”, destaca Rosa e projeta ampliar o percentual de votos de Lula no Estado, subindo para 65%, cogitando chegar a 70%. No Estado, ele obteve 63,45% contra 31,03% de Flávio Bolsonaro.

Furar a...

“Não tenho nem 30 anos”, pontua Rosa Amorim, lembrando que foi eleita para Assembleia Legislativa de Pernambuco aos 25 anos. Na análise dela, a juventude “está em disputa”, considerando, sobretudo, os resultados expressivos da extrema direita nas urnas. Cita Nikolas Ferreira, reeleito deputado federal com 3.119.318 votos, o mais votado para Câmara Federal, e Eduarda Campopiano, eleita pelo PL e mais votada para a Alesp, que, aos 23 anos, recebeu mais de 1,9 milhão de votos.

...bolha

Eduarda Campopiano chamou Erika Hilton de “homem biológico”. No X, horas após divulgação do resultado das urnas, Eduarda provocou: “Oi, Erika Hilton. Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo? Rs". Rosa Amorim diz estar em “estado de alerta nesse contra-ataque” e na garantia do estado democrático; defende ser preciso que esquerda consiga “furar a bolha” entre os jovens e argumenta que o Brasil “elegendo Flávio Bolsonaro, está legitimando isso”.

Divisão de…

Ao sinalizar a subida de tom na questão da Segurança Pública, Lula registrou que, em 1988, foi repassado, “por interesses dos constituintes, a responsabilidade da segurança para os estados”. Hoje, avalia o presidente, “ficou claro para todo mundo que o estado sozinho não dá conta da “Segurança Publica”.

…responsabilidades

“A bandidagem cresceu, o crime organizado cresceu. Entraram no poder judiciário, nos partidos políticos, nos clubes de futebol, em tudo quanto é lugar. Inclusive, funciona como multinacional”, destaca Lula, pregando o enfrentamento no 2º turno.


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Quem são os 16 novatos eleitos para a Alepe em 2026

 

Novos parlamentares incluem ex-prefeitos, vereadores, estreantes na política e veteranos  


                                Por Emerson Saboia          
Plenário da Assembléia Legislativa de Pernambuco - Foto: Alepe/Divulgação

Dos 49 deputados estaduais eleitos no último domingo (4), 16 são novatos e dois estão retornando à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) após um intervalo entre os mandatos. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) foi a legenda que mais elegeu estreantes para a Alepe, com quatro novos nomes, seguido do Partido Social Democrata (PSD), com três e o Partido dos Trabalhadores (PT), elegendo dois novos deputados.

Dos 49 deputados estaduais eleitos no último domingo (4), 16 são novatos e dois estão retornando à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) após um intervalo entre os mandatos. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) foi a legenda que mais elegeu estreantes para a Alepe, com quatro novos nomes, seguido do Partido Social Democrata (PSD), com três e o Partido dos Trabalhadores (PT), elegendo dois novos deputados.

Com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confira a lista dos parlamentares, suas biografias e patrimônios declarados à Justiça Eleitoral, na ordem dos mais votados:

Gilson Machado Filho — PODE — 132.322 votos

Nascido em 1998, o novo deputado estadual é filho do ex-ministro e eleito deputado federal por Pernambuco Gilson Machado (PODE). Gilson Filho foi vereador do Recife, eleito em 2024 pelo PL. Considera-se um “bolsonarista raiz”. Gilson recebeu mais de 132 mil votos e foi o deputado estadual de direita mais votado nesta eleição. Seu patrimônio é de R$ 916.034,91.

André Ferreira — PL — 118.868 votos

Irmão do ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e eleito deputado federal Anderson Ferreira (PL), André exerce atualmente o cargo de deputado federal por Pernambuco, cumprindo seu segundo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. A partir de 2027, o parlamentar vai trocar Brasília (DF) pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Seu patrimônio é de R$ 2.539.007,53.

Lara Santana — PV — 104.652 votos

Filha da deputada estadual Simone Santana (PSB) e do ex-prefeito de Ipojuca Carlos Santana, Lara começou a carreira política como secretária de Projetos Especiais de Ipojuca. A estreante recebeu a quarta maior votação para o cargo em Pernambuco. Seu patrimônio é de R$ 331.396,20.

Maria Arraes — PSB — 75.888 votos

Neta do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes e irmã da senadora eleita neste pleito Marília Arraes (PDT), Maria é advogada, nascida no Recife, e é mais uma parlamentar que troca Brasília pelo Recife, deixando o mandato de deputada federal no próximo ano. Em 2022, tornou-se a parlamentar pernambucana mais jovem na Câmara. Seu patrimônio é de R$ 736.174,82.

Batista Cabral — PSB — 73.907 votos

Natural do Cabo de Santo Agostinho, em 1962, Batista Cabral é empresário e irmão do prefeito do Cabo, Lula Cabral (Solidariedade). Seu patrimônio é de R$ 4.201.472,57.

Janjão — PSD — 67.479 votos

Apelido de João Francisco da Silva Neto, Janjão nasceu em 1986 e foi prefeito de Bom Jardim, no Agreste do estado, eleito em 2020 e reeleito em 2024, tendo deixado o cargo para disputar uma cadeira na Alepe. Seu patrimônio declarado é de R$ 846.727,55.

Bruno Marques — PSB — 67.376 votos

Médico nascido em 1996, Bruno é natural de Paulo Afonso, na Bahia, mas foi criado no Sertão pernambucano. Seu pai é Fabiano Jaques Marques (Republicanos), prefeito de Petrolândia, no Sertão do estado, onde Bruno começou sua trajetória política. Seu patrimônio é de R$ 859.218,09.

Jobson Almeida — Republicanos — 66.002 votos

Nascido em Caruaru, no Agreste do estado, em 1978, Jobson é advogado e foi secretário municipal de São Caitano, no Agreste. Esta foi a primeira vez que disputou uma eleição. Seu patrimônio é de R$ 203.385,13.

Professora Ivete Caetano — PT — 63.033 votos

Também em sua primeira eleição, a professora do ensino médio, nascida em Parnaíba, no Piauí, em 1966, declara-se indígena e tem ensino superior completo. Ivete foi diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe). Seu patrimônio é de R$ 340.000,00.

Romerinho Jatobá — PSB — 61.415 votos

Nascido em 1986, começou sua trajetória política como secretário especial do estado, foi vice-presidente da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e vereador do Recife por quatro mandatos. Em 2024, Romerinho foi o vereador mais votado da capital, com 20.264 votos. Seu patrimônio é de R$ 2.886.433,67.

Fábio Aragão — PSD — 54.768 votos

Ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, Fábio foi eleito como o deputado mais votado do município. Natural da cidade do Rio de Janeiro, nasceu em 1979 e é empresário. Seu patrimônio é de R$ 1.698.650,00.

Vini Castello — PCdoB — 49.899 votos

Nascido em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, Vini é advogado, foi vereador de Olinda e candidato à prefeitura da cidade em 2024. Construiu sua trajetória política na defesa de políticas públicas e dos direitos sociais. Foi a segunda vez que o político, nascido em 1994, disputou uma vaga na Alepe. Seu patrimônio é de R$ 143.258,97.

Andréa Medeiros — PSD — 49.263 votos

Esposa do prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros (PSD), esta foi a primeira eleição disputada por Andréa. A nova deputada estadual, nascida em 1970, foi a mais votada em Jaboatão. Andréa não declarou bens.

Emerson Freitas — MDB — 49.254 votos

Nascido em 1999, Freitas é o deputado mais jovem eleito para a Alepe neste pleito. Natural do Recife, declara como profissão jornalista e redator, apesar de assinalar que tem o ensino superior incompleto. Emerson também se reconhece indígena. Esta foi sua primeira eleição. O parlamentar não declarou bens.

Breno Araújo — PT — 47.722 votos

Marido da prefeita de Serra Talhada, no Sertão, Márcia Conrado (PT), Breno é odontologista e nasceu no Recife, em 1988. Seu patrimônio é de R$ 99.052,52.

Roberta Arraes — PP — 46.552 votos

Administradora de formação, Roberta retorna à Alepe após quatro anos sem mandato. A deputada foi eleita em 2018, mas ficou na suplência ao tentar a reeleição em 2022. A primeira vez que a progressista tentou uma cadeira foi em 2014, quando também ficou na suplência. Roberta nasceu em 1964, no município de Picuí, na Paraíba. Seu patrimônio declarado é de R$ 499,07.

Zé de Irmã Teca — PSD — 43.679 votos

Tio de Júnior de Irmã Teca (PSD), atual prefeito de Itapissuma, no Litoral Norte, José Bezerra Tenório Filho, ou Zé de Irmã Teca, é ex-prefeito da cidade. Este será o primeiro mandato do filho de Irmã Têca, de Itapissuma, liderança política local. Nasceu em 1981, no município de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. Seu patrimônio é de R$ 735.797,28.

Sebastião Oliveira — Avante — 40.882 votos

Médico de profissão, Sebastião nasceu no Recife, em 1968. Foi deputado federal e secretário de Transportes de Pernambuco. O parlamentar também foi deputado estadual, eleito em 2010, mas não se reelegeu. Oliveira volta à Alepe após 11 anos. Seu patrimônio é de R$ 2.549.667,64.


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ELEIÇÕES 2026 Marília Arraes diz que campanha de Lula buscará apoio de Raquel Lyra no 2º turno

Na avaliação de Marília, a reeleição de Lula oferece melhores condições para viabilizar obras como o trecho pernambucano da Ferrovia Transno...