sábado, 23 de maio de 2026

SUS adota novo exame para rastrear câncer colorretal na população

Público-alvo abrange pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos

                  Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

Câmara Municipal de Afonso Claudio/Divulgação

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (21) a incorporação de um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). O Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos de idade. Segundo a pasta, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

A estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença, segundo o ministério. 

Esse tipo de câncer é o segundo mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos.

Um estudo recente estimou um aumento de quase três vezes nas mortes por esse tipo de câncer até 2030. Uma das razões que explicam a grande mortalidade da doença é o fato de a maioria dos pacientes só descobrir o câncer em estágios avançados, justamente o que o rastreamento organizado quer impedir.

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O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.

O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares. A colonoscopia é considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.

O exame FIT não exige preparo intestinal, não precisa de dieta restritiva antes da coleta, pode ser feito com apenas uma amostra, é menos invasivo e tem maior adesão da população.

A diretriz com as orientações para essa nova testagem foi elaborada por especialistas e recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), em março deste ano.


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Estatais de petróleo devem acelerar transição energética, aponta estudo

 

Estudo indica Petrobras entre empresas com maior potencial para liderar mudança global no setor de óleo, gás e renováveis


Estatais de petróleo devem acelerar transição energética, aponta estudo (Foto: Divulgação)


As empresas nacionais de óleo e gás, responsáveis por parcela decisiva da produção e das reservas mundiais, devem ocupar papel central na transição energética, desde que deixem de tratar a mudança como um ajuste marginal e passem a adotar planos robustos de diversificação, descarbonização e investimento em fontes renováveis.

As informações são do Valor Econômico, que destacou na sexta-feira (22) um estudo encomendado pela Global Gas and Oil Network (GGON), rede internacional formada por mais de 300 organizações da sociedade civil em 60 países. O levantamento analisou 33 companhias nacionais de petróleo e gás, conhecidas pela sigla NOCs, e classificou a Petrobras entre as empresas com melhores condições para liderar uma transição energética global.

Segundo o estudo, essas companhias controlam 55% da produção mundial de petróleo e gás e cerca de dois terços das reservas conhecidas. Apesar desse peso, o relatório aponta que a maioria ainda não dispõe de planos de transição considerados viáveis. Mesmo as empresas vistas como mais avançadas no processo têm adotado movimentos classificados como discretos.

O relatório “Caminhos para uma transição justa para as empresas nacionais de petróleo” foi coordenado pelo pesquisador Adriàn Correa-Florez, professor da Universidad Distrital Francisco José de Caldas, na Colômbia, e ex-diretor da Unidade de Planejamento de Mineração e Energia do país. O trabalho teve três objetivos principais: classificar as empresas conforme suas realidades nacionais, propor rotas de transição e identificar como atores internacionais podem apoiar essa transformação.

“Precisávamos do máximo de informação sobre as reservas de petróleo e gás das NOCs, produção e estilos de governança, indicadores de transição energética justa, métricas de eficiência e de padrões ambientais”, afirmou Correa-Florez.

O pesquisador destacou que a dificuldade para obter dados completos das companhias já revelou um problema relevante. “Isso já nos levantou uma questão: é incrível que, em pleno século XXI, empresas que, em muitos casos são responsáveis pelas finanças nacionais, não forneçam informações completas de suas operações”, disse.

A análise partiu da constatação de que as empresas nacionais de petróleo e gás não formam um bloco homogêneo. Elas diferem em resiliência fiscal, perfil de produção, exposição a mercados globais, obrigações sociais e ambientais, além do grau de dependência que seus países mantêm em relação à renda dos combustíveis fósseis.

“Há diferenças estruturais entre elas. O que quer dizer que não existe um caminho de transição único que sirva para todas”, afirmou Correa-Florez.

O estudo dividiu as companhias em cinco grupos, com apoio de um algoritmo de inteligência artificial. No primeiro, foram colocadas empresas com grandes reservas, mas com operações menos eficientes e problemas de governança, como as estatais de Irã, Iraque, Venezuela e Líbia. No segundo grupo, ficaram empresas sem reservas tão amplas, mas localizadas em países fiscalmente vulneráveis ou muito endividados, caso da Pemex, do México, e das estatais da Nigéria, Argélia, Egito e Equador.

Um terceiro grupo reúne companhias de países importadores de energia, sem grandes reservas e voltadas principalmente à segurança energética doméstica, como empresas da China, Índia, Indonésia, Ucrânia e África do Sul. O quarto grupo inclui empresas com grandes reservas e operações mais eficientes, como as da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, Qatar, Kuait e Omã.

A Petrobras aparece no quinto grupo, formado por companhias consideradas mais próximas da vanguarda da transição ou com maior capacidade de avançar. Também estão nesse bloco Ecopetrol, da Colômbia, ENI, da Itália, Equinor, da Noruega, Petronas, da Malásia, PTT, da Tailândia, e YPF, da Argentina.

Correa-Florez, no entanto, evitou apresentar o grupo como exemplo acabado de transição. “Não sugerimos que estão bem posicionados, têm vários desafios à frente”, afirmou. Em seguida, resumiu a posição relativa dessas empresas: “São os alunos que mais fazem suas tarefas em uma classe de estudantes ruins”.

O relatório sustenta que cada empresa precisa adotar uma estratégia compatível com sua realidade nacional. Isso inclui reformas fiscais, diversificação produtiva e redirecionamento de investimentos para negócios sustentáveis. O texto também defende que as políticas públicas deixem de priorizar a preservação da renda fóssil e passem a construir resiliência econômica de longo prazo.

O estudo afirma ainda que argumentos segundo os quais a expansão da produção reduz pobreza ou garante segurança energética perderam força em um mercado global em rápida transformação. Para os autores, governos devem envolver trabalhadores do setor e comunidades afetadas no planejamento, com programas de requalificação profissional, proteção de renda e benefícios sociais.

Para Correa-Florez, a falta de planejamento pode elevar custos econômicos e sociais. “A transição acontecerá pela via do planejamento ou pela via do desastre”, afirmou. Segundo ele, países como Brasil, Noruega, Itália, Colômbia e Arábia Saudita têm economias complexas e capacidade de migrar para setores mais diversos, produtivos e sustentáveis.

Ex-presidente da Petrobras entre 2023 e 2024, Jean-Paul Prates avaliou que o relatório acerta ao colocar as companhias nacionais de petróleo e gás no centro da discussão climática e energética. “O estudo mostra que as empresas de petróleo precisam fazer a transição e são as grandes responsáveis pela transição”, afirmou.

Prates defendeu que o desafio não se limita à troca de matriz energética. “São empresas que não têm que fazer uma transição, mas uma metamorfose. Ao longo de 40 ou 50 anos estas estatais terão que se transformar em empresas de energia soberanas. É uma complicada mudança de natureza”, disse.

Para o ex-presidente da Petrobras, a questão central não é decretar o fim das NOCs, mas compreender quais delas serão capazes de se adaptar. “A pergunta não é se as NOCs devem desaparecer, mas quais tipos continuarão sendo relevantes em 40 ou 50 anos, quais perderão relevância e quais irão se transformar em outra coisa”, afirmou. “Não existe transição energética realista sem discutir o futuro destas empresas”.

Prates preside atualmente o conselho do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), entidade que reúne empresas de petróleo, mineração, renováveis e água. Para ele, o relatório reconhece a importância da infraestrutura acumulada por essas companhias. “O relatório gradua, sem fazer rankings, como estas plataformas gigantescas, que tiveram décadas de investimentos em engenharia, capacidade operacional, infraestrutura e capital podem ser estratégicas como empresas de energia e para minerais críticos também”, disse.

O ex-presidente da Petrobras afirmou que parte das empresas globais de óleo e gás já percebe o risco de adiar a transição. “Porque a realidade grita”, declarou. Sobre o Brasil, ele mencionou o potencial das fontes renováveis. “No caso do Brasil, pelo próprio potencial que a energia renovável tem. Como é que ficaremos de fora de algo que em 50 anos será o mais importante? É preciso se dirigir neste caminho. Evoluir em direção a um mix de geração energético mais composto”.

A advogada Suely Araújo, ex-presidente do Ibama e coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, também afirmou que as empresas nacionais podem exercer papel relevante na descarbonização. “É preciso entender a realidade destas empresas e ter propostas que olhem para isso”, disse.

Para Suely, as NOCs não devem ser vistas apenas como produtoras de petróleo, porque também integram estruturas de Estado e influenciam diretamente o planejamento energético. “São produtoras de petróleo, mas também são parte dos governos. Têm um lado importante no planejamento energético. Representam uma área com potencial para que se consigam avanços e políticas públicas ganhem força”, afirmou.

Ela ponderou, porém, que a diversificação precisa avançar em ritmo mais acelerado. “A atitude não pode ser a de explorar petróleo até o fim dos dias. Vamos ficar até quando expandindo a produção? Este cronograma não fecha”, disse.

Ao comentar o caso brasileiro, Suely defendeu a interrupção da abertura contínua de novas frentes exploratórias. “Se pare de fazer leilão toda hora. Não precisamos abrir fronteiras, vamos explorar nas áreas já abertas”, afirmou. Sobre a diferença em relação à visão de Prates, ela acrescentou: “No cronograma dele, o petróleo se extende por muito tempo. Temos que atuar rápido. Não podemos esperar”.

O estudo coloca a Petrobras em posição de destaque, mas condiciona esse potencial à adoção de políticas consistentes de redução da dependência dos combustíveis fósseis, ampliação de investimentos em renováveis e eletrificação. A conclusão é que as estatais de óleo e gás, por seu peso econômico, tecnológico e político, podem ser decisivas para uma transição ordenada, desde que a transformação deixe de ser tratada como promessa futura e passe a orientar decisões de investimento, governança e planejamento energético. - 247.


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Tiros são disparados diante da Casa Branca (vídeo)

 

Serviço Secreto bloqueia complexo presidencial após relatos de disparos nas proximidades; Trump estava no local no momento do incidente



Tiros são disparados diante da Casa Branca (vídeo) (Foto: Reprodução/X)


A Casa Branca foi colocada em lockdown na noite de sábado (23), depois que dezenas de disparos foram ouvidos nas proximidades do complexo presidencial, em Washington. O presidente Donald Trump estava no local quando o protocolo de segurança foi acionado.


 

As informações são da NBC News. Segundo a emissora, o Serviço Secreto dos Estados Unidos afirmou, em publicação na plataforma X, que acompanhava relatos de tiros perto da 17th Street e da Pennsylvania Avenue NW, região próxima à Casa Branca, e trabalhava para confirmar a ocorrência com agentes em campo.

Uma equipe da NBC News que estava na Casa Branca relatou ter ouvido entre 20 e 30 disparos por volta das 18h. Em seguida, agentes do Serviço Secreto ordenaram que jornalistas reunidos do lado de fora, no North Lawn, corressem para dentro da sala de coletivas de imprensa.

Com o alerta, o complexo presidencial foi bloqueado. Agentes do Serviço Secreto permaneceram posicionados do lado de fora da sala de imprensa com armas em punho, enquanto as autoridades tentavam esclarecer a origem dos disparos e a extensão do incidente.

O vice-presidente JD Vance havia sido confirmado na Casa Branca mais cedo no mesmo dia, mas não havia informação sobre sua permanência no local no momento em que os tiros foram ouvidos.

A Polícia do Capitólio dos Estados Unidos não respondeu imediatamente a pedidos de informação sobre a situação. O caso era tratado como uma ocorrência em desenvolvimento pelas autoridades norte-americanas. 247.


Pernambuco - Estagiárias são desligadas após receitarem prática sexual a paciente em Alagoinha, no Agreste

Secretaria de Saúde concluiu investigação interna e afirmou que técnica de enfermagem citada no carimbo não teve participação no caso

                    Diário de Pernambuco


Receita foi feita por estagiárias durante "brincadeira", informou a gestão municipal (Foto: Reprodução/Redes Sociais)


Duas estagiárias do curso técnico de enfermagem foram desligadas após redigirem uma falsa receita médica com prescrição de três horas de relações sexuais. O documento viralizou nas redes sociais nos últimos dias; o caso aconteceu em Alagoinha, no Agreste de Pernambuco.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o material foi produzido durante uma “brincadeira” dentro de uma unidade de saúde do município e não possui validade técnica ou administrativa.

A imagem compartilhada nas redes sociais simulava um receituário médico emitido por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município e continha conteúdo sexual escrito como se fosse orientação médica a um paciente. O documento ainda apresentava o carimbo de uma técnica de enfermagem da rede municipal.

Em nota oficial divulgada após a conclusão de uma sindicância administrativa, a Secretaria de Saúde afirmou que “o documento foi confeccionado por duas estagiárias do curso técnico de enfermagem que realizavam estágio curricular na Unidade Mista Maria Eliziária Paes, sem o conhecimento ou autorização da técnica de enfermagem cujo carimbo constava no documento e de sua preceptora”.

“Conforme relataram as próprias estudantes, a conduta ocorreu em contexto de ‘brincadeira’, mediante utilização indevida de folha de receituário da unidade e do carimbo da profissional. Posteriormente, o conteúdo foi divulgado em rede social por uma das estagiárias”, informou a pasta.

Ainda segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o documento “não possui validade técnica ou administrativa”, porque continha “apenas o carimbo de uma técnica de enfermagem da rede municipal, sem a respectiva assinatura da profissional”.

O caso começou a repercutir nas redes sociais no início de maio. No dia 6, a prefeitura já havia divulgado uma primeira nota pública afirmando que o receituário não havia sido produzido pela profissional identificada no carimbo e que existiam indícios de uso indevido da identificação funcional por terceiros.

Após a repercussão do caso, a pasta instaurou uma sindicância administrativa e afastou cautelarmente a técnica de enfermagem até a conclusão das investigações. Com o encerramento da apuração, a gestão municipal informou que “não foram identificados elementos que indicassem participação, anuência ou responsabilidade da técnica de enfermagem”, motivo pelo qual a profissional foi reintegrada às funções.

“Diante da confirmação dos fatos, as estagiárias foram imediatamente desligadas do campo de estágio”, destacou a nota da prefeitura.

A Secretaria Municipal de Saúde declarou ainda que adotou todas as medidas administrativas necessárias para apurar o caso e responsabilizar as envolvidas. Ao final da investigação, a gestão informou que considera o episódio “devidamente esclarecido”.



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Luto Fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley morre aos 22 anos

 

A informação foi confirmada em uma publicação da Integralmedica, patrocinadora do atleta, nas redes sociais


                           Por Estadão Conteúdo
A causa da morte não foi revelada - Foto: Instagram @ganelygabriel/Reprodução

O fisiculturista e influenciador fitness Gabriel Ganley faleceu neste sábado (23), aos 22 anos de idade. A informação foi confirmada em uma publicação da Integralmedica, patrocinadora do atleta, nas redes sociais. A causa da morte não foi revelada. O Estadão tentou contato, sem sucesso, com a família do influenciador e com a marca de suplementos. O espaço está aberto para manifestação.

Considerado um dos principais nomes da nova geração do cenário "maromba" no Brasil, sua morte gerou grande comoção entre fãs, atletas e a comunidade esportiva nacional. O influenciador Renato Cariani publicou uma mensagem nas suas redes sociais sobre a morte de Ganley.

"Molecote, guardei com muito carinho todas as nossas resenhas e momentos que compartilhamos juntos…Que os céus receba (sic) você com alegria e que sua família seja confortada com a paz do Senhor", escreveu Cariani.

O influenciador Itinho Lima também publicou sobre a morte de Ganley, pedindo respeito aos seus parentes. "Não esperem vídeo. Não me perguntem em podcast. E espero que os demais influenciadores respeitem a família e a imagem de um menino que se foi cedo demais", escreveu.

O atleta Toguro também se pronunciou sobre a morte de Ganley. "Não existe (sic) palavras pra escrever, triste e ainda não caiu a ficha. Papai do céu conforte a mãe e que o receba com braços abertos. O fisiculturismo está em luto", escreveu.

Ganley era um fenômeno nas redes sociais e cresceu publicando conteúdos para motivar jovens a fazerem exercícios e documentando a rotina de alta performance no esporte. No Instagram, acumulava mais de 1,7 milhão de seguidores, enquanto no TikTok somava cerca de 1,1 milhão de usuários acompanhando seus conteúdos diariamente. Além do trabalho nas redes sociais, ele cursou até o quinto período do curso de educação física na UFRJ.

Natural do Rio de Janeiro, o atleta morava em São Paulo e estava em fase ativa de preparação para disputar o campeonato de fisiculturismo Musclecontest Brasil, programado para ocorrer em Curitiba (PR) em julho.

Ganley integrou o time de atletas da Integralmedica, uma das maiores marcas de suplementação da América Latina. Por ser jovem, seu apelido era "bbzinho".

"Hoje a dor fala mais alto (...) perdemos muito mais do que um atleta talentoso e dedicado, com um futuro brilhante pela frente Perdemos um influenciador do esporte que inspirava milhares de jovens diariamente com sua energia, disciplina e autenticidade. Ganley deixou sua marca por onde passou. Seu carisma, sua presença e sua paixão pela vida permanecerão vivos nas memórias de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo", escreveu a Integralmedica nas redes sociais.

Em nota, a SSP afirmou apenas que um "jovem de 22 anos foi encontrado morto na manhã deste sábado, na Rua da Mooca, na zona leste da capital". De acordo com a nota, a vítima foi localizada caída no chão da cozinha pelo amigo. "Não foram encontrados sinais aparentes de violência no local. A perícia foi realizada no local. O caso foi registrado como morte suspeita - morte súbita no 42º DP (Parque São Lucas)."


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Saúde Fiocruz terá produção nacional de terapias celulares contra o câncer

Tecnologia vai beneficiar pacientes com leucemia, linfoma e mieloma

                   Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil


Rovena Rosa/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) ganhou um reforço, neste sábado (23), com o lançamento, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T, que vai possibilitar a fabricação nacional de terapias celulares a preços reduzidos.

De acordo com a Fiocruz, a terapia CAR-T é considerada um dos maiores avanços recentes na oncologia. A partir da produção na Fundação, o produto de alto valor tecnológico estará acessível à população “em um processo que envolve incorporação de tecnologia combinada ao desenvolvimento de estudo clínico”.

A iniciativa no Brasil faz parte do Programa para Ampliação e Modernização de Infraestrutura do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (PDCEIS), vinculado ao Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que já investiu R$ 330 milhões.

Ainda conforme a Fundação, o Brasil é um dos poucos países no mundo com potencial para se apropriar dessa revolução na medicina para a população de forma gratuita, pelo SUS, uma vez que conta com instituições públicas como a Fiocruz, capazes de disponibilizar terapias avançadas.

A tecnologia CAR-T produzida pela Fiocruz vai beneficiar diretamente pacientes que enfrentam leucemia, linfoma e mieloma. As células de defesa do paciente são removidas, modificadas geneticamente em laboratório e reintroduzidas na pessoa já “reprogramadas” para combater o câncer.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do lançamento, acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do presidente da Fiocruz, Mario Moreira. 

Chance de cura

No evento, Lula cumprimentou Paulo Peregrino, que passou por um tratamento no Hospital das Clínicas de São Paulo com tecnologia semelhante e foi curado do câncer. 

Ele foi um dos 14 pacientes brasileiros submetidos ao tratamento inovador de terapia celular CAR-T Cell realizado pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto Butantã.

Peregrino contou que quando foi convidado, em 2022, para participar da pesquisa em São Paulo viu a possibilidade de tentar a cura. Segundo ele, o tratamento custava R$ 2 milhões, valor que não teria condição de pagar. Na época, já tinha tentado outros tratamentos e estava em estado muito grave.

“O fato de eu ter essa chance foi Deus e a ciência, porque aconteceu exatamente no momento em que eu precisava. Ter a chance de conseguir ser selecionado e ter o tratamento que tive no HC de São Paulo, pelo SUS, foi uma coisa absolutamente fantástica”, disse à Agência Brasil após a cerimônia.

Centro de Desenvolvimento Tecnológico

Outro reforço para o SUS foi a inauguração da sede exclusiva para acolher projetos inovadores do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CDTS/Fiocruz).

Criado em 2002, com apoio do Ministério da Saúde, o Centro trabalha na geração de conhecimento básico com o desenvolvimento tecnológico destinada à produção de novas tecnologias, produtos e serviços para o SUS. O ponto de partida é o conhecimento científico e tecnológico gerado na Fundação em parceria com universidades, centros de pesquisa e parceiros privados nacionais e internacionais.

Com a sede exclusiva, que teve investimentos de R$ 370 milhões, o CDTS, que há mais de 20 anos desenvolve projetos científicos, poderá avançar em tecnologias inovadoras ligadas a vacinas, fármacos, biofármacos, reativos e métodos de diagnóstico para o SUS, fortalecendo a capacidade de inovação nacional e a soberania em saúde.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a Fiocruz tem papel relevante no acesso da população às tecnologias e projetos. 

“Não estamos falando apenas de uma grande indústria de produção tecnológica. Estamos falando de uma instituição que combina inovação, escala e acesso para salvar vidas”, disse na cerimônia.

O presidente Lula destacou que esse tipo de entrega dá ao país a certeza de não ser menor ou menos competitivo que nenhum outro. Segundo ele, fazer investimento em pesquisa é algo que nem todo mundo gosta de fazer.

"Porque o resultado da pesquisa pode não ser positivo. Aí você pensa: ‘Joguei dinheiro fora’. Não. Você não encontraria petróleo se não fizesse pesquisa. Para tudo tem que ser feito pesquisa”, completou.

Veículos

Também na Fiocruz, o programa Agora Tem Especialistas - Caminhos da Saúde recebeu 40 veículos do SAMU para 38 municípios do estado do Rio de Janeiro, em um investimento de mais de R$ 23,3 milhões do governo federal. 

Também foi feita a primeira entrega de um micro-ônibus do programa, para garantir o deslocamento gratuito de pacientes do SUS que precisam se dirigir aos centros de radioterapia ou hemodiálise, localizados a mais de 50 quilômetros do local de residência. Foi entregue também uma ambulância ao município de São João de Meriti.

Ainda na cerimônia, como forma de valorização dos sanitaristas, o presidente e o ministro da saúde entregaram carteiras de sanitaristas a quatro profissionais. Uma delas foi entregue às filhas do ex-presidente da Fiocruz, Sérgio Arouca, morto em 2003. 


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CIÊNCIA Equipe de cientistas faz importante descoberta sobre a bactéria encontrada nos produtos Ypê; entenda

 

Achado pode abrir caminho para novas terapias contra o microrganismo resistente a medicamentos


                    Por Agência O Globo
Anvisa suspende lotes de produtos Ypê por 'risco de contaminação microbiológica' - Foto: Reprodução / Instagram

Uma equipe internacional de pesquisadores fez uma descoberta importante sobre o mecanismo de resistência da bactéria Pseudomonas aeruginosa, presente nos produtos Ypê proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibidos no Brasil.

Conhecida por causar infecções hospitalares, a bactéria é considerada uma das 15 mais perigosas do mundo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) por sua resistência a medicamentos. O microrganismo conta com uma membrana externa que permite que ela escape à ação de diversos remédios, como a penicilina.

No novo estudo, os cientistas a pesquisa liderada pelo IQF-CSIC espanhol e pela Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, identificaram como a P. aeruginosa consegue fixar essa membrana à parede celular, abrindo caminho para enfraquecer esse escudo natural.

Segundo os pesquisadores, a bactéria usa uma espécie de “rebite molecular” para ligar essas duas partes e formar uma dupla barreira. Em estudo in vitro, eles chegaram à proteína PA2854, responsável por construir essa ligação.

Ao bloquear a formação desse rebite em laboratório, a equipe conseguiu enfraquecer a armadura da bactéria, tornando-a mais vulnerável aos medicamentos.

Os pesquisadores usaram cristalografia de raios X de alta intensidade para observar esse processo no nível atômico. Como esse mecanismo é usado também por outras bactérias Gram-negativas, a descoberta abre caminho para novas terapias para combater infecções.

A Pseudomonas aeruginosa está presente no solo, na água e em ambientes úmidos. Como se viu no caso Ypê, seu biofilme é capaz de protegê-la inclusive de produtos de limpeza. Ela provocar desde doenças leves, como otite, até outras graves, como infecções pulmonares ou pneumonia.

A crescente resistência aos antibióticos é uma das grandes preocupações da saúde pública hoje. Graças à exposição constante aos medicamentos, por excesso de uso ou contaminação ambiental, há microrganismos resistentes a diversos medicamentos, as chamadas superbactérias.

, que pode nos levar de volta a uma era pré-antibiótica, já está associada a milhões de mortes anuais em todo o mundo, dificulta o tratamento das infecções e é considerada uma das maiores ameaças à saúde global.

Como o mecanismo descrito neste trabalho também está presente em outros patógenos Gram-negativos, a pesquisa liderada pelo IQF-CSIC e pela Universidade de Notre Dame permite avançar em novas estratégias para enfraquecer essas bactérias multirresistentes, conhecidas como “superbactérias”, e melhorar a eficácia dos antibióticos.


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SUS adota novo exame para rastrear câncer colorretal na população

Público-alvo abrange pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos                    Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil Câmara Mu...