segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Após reeleição, Raquel Lyra afirma que vai desmontar palanques e agradece a Lula

 

A governadora afirmou que continuará buscando recursos do governo federal para investimentos em Pernambuco


                    Por Anthony Santana
                                    Após reeleição, Raquel Lyra afirma que vai desmontar palanques e agradece a Lula -                                                                   Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou que os palanques serão desmontados logo após a festa de comemoração pela reeleição para o comando do estado. No primeiro discurso após vencer a eleição, a gestora não se furtou de agradecer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas parcerias administrativas firmadas com o governo estadual durante o mandato dela.

Citando a presença do ministro da Agricultura, André de Paula (PSD), Raquel Lyra afirmou que continuará buscando recursos do governo federal para investimentos em Pernambuco. 

“A gente buscou parcerias com o presidente da República porque fazia dez anos que o governo do estado estava brigado com o governo federal. Quando se passou isso, a gente foi buscar o presidente e eu vou continuar buscando recursos já a partir de amanhã”, declarou.


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Eleições 2026 - Lula: Se acontecer uma desgraça qualquer e não ganharmos no 1º turno, vamos ganhar no 2º

 

O presidente voltou a conclamar apoiadores a tentar convencer eleitores de 70 anos, grupo que as pesquisas apontam que são mais favoráveis ao petista, a irem votar no domingo

                     
                      Por Estadão Conteúdo
Presidente Lula em agenda em Belém - Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (2) durante uma caminhada em Belo Horizonte (MG), que está convicto de uma vitória na eleição presidencial ainda no primeiro turno neste domingo (4). Lula, porém, disse que também será vitorioso em uma segunda rodada se acontecer uma "desgraça qualquer".

"Eu tenho a convicção de que nós vamos ganhar as eleições no primeiro turno no domingo. Mas, se acontecer uma desgraça qualquer e a gente não ganhar no primeiro turno, a gente vai ganhar no segundo turno. Enquanto eu tiver perna, força e saúde, não vou permitir que a extrema direita volte a governar esse País. Americano nenhum vai mandar aqui", disse Lula.

O presidente voltou a conclamar apoiadores a tentar convencer eleitores de 70 anos, grupo que as pesquisas apontam que são mais favoráveis ao petista, a irem votar no domingo. O presidente também convocou adolescentes e pediu para a militância não caia em "provocações" de opositores.

"Queria pedir para vocês a dedicação de amanhã para a gente tentar convencer as pessoas com mais 70 anos a ir votar. Queria que vocês ajudassem a convencer os adolescentes que ainda não querem votar a ir votar. Sobretudo, eu queria pedir para vocês não aceitarem nenhuma provocação da extrema-direita."

A carreata foi seu penúltimo ato de campanha antes do primeiro turno da eleição. Ele esteve ao lado do deputado federal Patrus Ananias (PT), que concorre ao governo mineiro, e das candidatas apoiadas por ele ao Senado: a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e a ex-deputada federal Áurea Carolina (PSOL).

Lula encerrará a campanha antes do primeiro turno com uma caminhada na Avenida Paulista, às 10 horas deste sábado (3).


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Veja quem são os deputados federais eleitos em Pernambuco; esquerda avança e há 3 novos partidos

Com 100% das urnas apuradas, Pernambuco definiu os 25 deputados federais que representarão o Estado na Câmara dos Deputados, em Brasília. O PSB terá a maior bancada

                 Nilton Vilanova/DP

Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O resultado das Eleições 2026 produz uma bancada pernambucana na Câmara Federal mais fragmentada do que a atual. Podemos, Novo e PSOL passam a ter deputados federais, enquanto PCdoB, PSDB e PRD deixam de ocupar cadeiras.

O PSB, que tinha cinco deputados, continua como maior bancada, mas perde uma cadeira. Ao todo, 13 partidos terão representantes eleitos pela população pernambucana.

Pedro Campos (PSB) foi o deputado federal mais votado de Pernambuco, com 260.982 votos, o equivalente a 4,97% dos votos válidos.

Jones Manoel (PSOL) ficou em segundo lugar, com 248.865 votos. Em seguida aparecem Anderson Ferreira (PL), com 185.202, Juliana de Chaparral (União Brasil), com 183.029, e Marcelo Gouveia (Podemos), com 182.822.

Completam os dez mais votados Silvio Costa Filho (Republicanos), com 168.730 votos, Gilson Machado (Podemos), com 156.578, Felipe Carreras (PSB), com 147.232, Lula da Fonte (PP), com 146.413, e Rosa Amorim (PT), com 143.942.

Na outra ponta da lista dos eleitos está Ricardo Teobaldo (Podemos), que recebeu 59.950 votos, equivalentes a 1,14% dos votos válidos.

Os eleitos, partido a partido

  • Partido Socialista Brasileiro (PSB): quatro deputados, contra cinco na bancada atual.

Foram eleitos Eliane Soares, Felipe Carreras, Gabriel Porto e Pedro Campos.

  • Partido dos Trabalhadores (PT): três deputados, contra um na bancada atual.

Foram eleitos Carlos Veras, Liana Cirne e Rosa Amorim.

  • Podemos (Pode): três deputados, contra nenhum na bancada atual.

Foram eleitos Gilson Machado, Marcelo Gouveia e Ricardo Teobaldo.

  • Partido Social Democrático (PSD): dois deputados, contra três na bancada atual.

Foram eleitos Fernando Monteiro e Guilherme Uchoa Junior.

  • Partido Liberal (PL): dois deputados, contra três na bancada atual.

Foram eleitos Anderson Ferreira e Thiago Medina.

  • Progressistas (PP): dois deputados, contra três na bancada atual.

Foram eleitos Clarissa Tércio e Lula da Fonte.

  • União Brasil: dois deputados, contra um na bancada atual.

Foram eleitos Fernando Filho e Juliana de Chaparral.

  • Republicanos: dois deputados, o mesmo número da bancada atual.

Foram eleitos Augusto Coutinho e Silvio Costa Filho.

  • Movimento Democrático Brasileiro (MDB): um deputado, contra dois na bancada atual.

Foi eleita Iza Arruda.

  • Partido Verde (PV): um deputado, o mesmo número da bancada atual.

Foi eleito Clodoaldo Magalhães.

  • Avante: um deputado, o mesmo número da bancada atual.

Foi eleito Waldemar Oliveira.

  • Partido Novo: um deputado, contra nenhum na bancada atual.

Foi eleito Eduardo Moura.

  • Partido Socialismo e Liberdade (PSOL): um deputado, contra nenhum na bancada atual.

Foi eleito Jones Manoel.

Quem ganhou e quem perdeu cadeiras

O PSB, que tinha cinco deputados, passou para quatro e continua como a maior bancada individual de Pernambuco na Câmara.

O PT teve o maior crescimento entre os partidos que já tinham representação. A legenda passou de um para três deputados, incorporando duas novas cadeiras.

O Podemos protagonizou a maior mudança proporcional. Sem deputado na bancada pernambucana atual, a legenda elegeu três representantes.

Também cresceram o União Brasil, de um para dois deputados, o Novo, que saiu de nenhuma cadeira para uma, e o PSOL, que também conquistou sua primeira vaga.

Entre os partidos que encolheram, o PSD caiu de três para dois deputados, o PL de três para dois e o MDB de dois para um. O PP passou de três para dois.

Republicanos, PV e Avante mantiveram o mesmo número de cadeiras.

O PCdoB, que tinha um deputado federal, perde sua representação. O PSDB e o PRD, que tinham uma cadeira cada, também ficam sem representantes.

O novo desenho da bancada fica assim:

  • PSB: 5 para 4, menos 1
  • PT: 1 para 3, mais 2
  • Podemos: 0 para 3, mais 3
  • PSD: 3 para 2, menos 1
  • PL: 3 para 2, menos 1
  • PP: 3 para 2, menos 1
  • União Brasil: 1 para 2, mais 1
  • Republicanos: 2 para 2
  • MDB: 2 para 1, menos 1
  • PV: 1 para 1
  • Avante: 1 para 1
  • Novo: 0 para 1, mais 1
  • PSOL: 0 para 1, mais 1
  • PCdoB: 1 para 0, menos 1
  • PSDB: 1 para 0, menos 1
  • PRD: 1 para 0, menos 1

A comparação considera a bancada pernambucana na Câmara dos Deputados após a janela partidária encerrada em 3 de abril de 2026. O período permitiu que parlamentares trocassem de legenda sem perda do mandato e alterou a composição partidária da representação pernambucana.

Bancada terá mais mulheres

A nova bancada terá seis mulheres entre os 25 deputados eleitos, o equivalente a 24% das cadeiras. São elas Eliane Soares, Iza Arruda, Juliana de Chaparral, Clarissa Tércio, Rosa Amorim e Liana Cirne.

A bancada atual tem três mulheres, Maria Arraes, Iza Arruda e Clarissa Tércio. Assim, Pernambuco terá o dobro de mulheres na representação federal a partir de 2027.

Entre as ocupações declaradas pelos eleitos à Justiça Eleitoral, empresário aparece como uma das mais recorrentes. A classificação considera a ocupação informada pelos próprios candidatos no registro eleitoral.

Dos 25 eleitos, 13 já são deputados federais e foram reeleitos. São eles: Augusto Coutinho, Carlos Veras, Clarissa Tércio, Clodoaldo Magalhães, Felipe Carreras, Fernando Filho, Fernando Monteiro, Guilherme Uchoa Junior, Iza Arruda, Lula da Fonte, Pedro Campos, Silvio Costa Filho e Waldemar Oliveira.

Os outros 12 chegam à Câmara na próxima legislatura.

Quem são os novatos

A nova bancada terá nomes de trajetórias bastante diferentes.

Chegam pela primeira vez à Câmara Rosa Amorim (PT), Liana Cirne (PT), Jones Manoel (PSOL), Gilson Machado (Podemos), Eduardo Moura (Novo), Marcelo Gouveia (Podemos), Ricardo Teobaldo (Podemos), Eliane Soares (PSB), Gabriel Porto (PSB), Juliana de Chaparral (União Brasil), Anderson Ferreira (PL) e Thiago Medina (PL).

Quem tem mais mandatos

Fernando Filho (União Brasil) e Augusto Coutinho (Republicanos) chegam à próxima legislatura com seis mandatos na Câmara dos Deputados, formando o grupo de parlamentares com maior experiência entre os eleitos.

Fernando Filho foi eleito pela primeira vez em 2006 e retorna agora para o sexto mandato consecutivo. Augusto Coutinho também foi eleito pela primeira vez em 2006 e alcançará seis mandatos.

Na sequência aparecem Fernando Monteiro (PSD), Felipe Carreras (PSB) e Silvio Costa Filho (Republicanos), que iniciam o quarto mandato na Câmara.

Quem deixa a bancada

Doze deputados que compõem a bancada atual não estarão na Câmara a partir de 2027.

São eles André Ferreira (PL), Coronel Meira (PL), Eduardo da Fonte (PP), Eriberto Medeiros (PSB), Fernando Rodolfo (PRD), Lucas Ramos (PSB), Luciano Bivar (MDB), Maria Arraes (PSB), Mendonça Filho (PL), Pastor Eurico (PSDB), Renildo Calheiros (PCdoB) e Túlio Gadêlha (PSD).

Alguns deixaram a disputa pela Câmara para concorrer a outros cargos. Eduardo da Fonte, Túlio Gadêlha e Mendonça Filho, por exemplo, concorreram ao Senado e não se elegeram. Já Maria Arraes decidiu disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e foi eleita.

Outros tentaram a reeleição, mas não conseguiram uma das 25 cadeiras. É o caso de André Ferreira, Coronel Meira, Eriberto Medeiros, Lucas Ramos, Pastor Eurico, Renildo Calheiros e Fernando Rodolfo.

A Missionária Michele Collins e Ossesio Silva, que aparecem entre os candidatos derrotados, não entram nessa relação porque não integravam a bancada federal em exercício no momento da comparação.

A nova configuração

O resultado das urnas modifica significativamente o perfil da representação de Pernambuco. A esquerda amplia sua presença com o crescimento do PT e a entrada do PSOL, enquanto o Podemos surge como uma das principais forças da nova bancada.

Ao mesmo tempo, partidos tradicionais na representação federal do Estado, como PL, PSD, MDB e PP, perdem cadeiras.

O PSB permanece como maior bancada individual, mas deixa de ocupar cinco das 25 cadeiras. A principal novidade é a maior pulverização partidária, com 13 legendas representadas.

A Câmara dos Deputados tem 513 parlamentares, e a bancada pernambucana representa 25 cadeiras desse total.

Os deputados federais eleitos tomam posse em fevereiro de 2027. - 347.


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domingo, 4 de outubro de 2026

Eleições 2026 - Dani Portela (PT) é a deputada estadual mais votada de Pernambuco

 

As informações são da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)


                     Por Portal Folha de Pernambuco
    A petista reúne 146,083 votos nas eleições de 2026 - Foto: Divulgação

Dani Portela (PT) é a deputada estadual mais votada em Pernambuco. Com 99,94% das urnas apuradas na noite deste domingo (4), a petista reúne 146,083 votos nas eleições de 2026. 

As informações são da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

Este é segundo mandato de Portela como deputado estadual.


ELEIÇÕES 2026 - Pernambuco elege os 49 deputados da nova Alepe; Dani Portela é a mais votada

Progressistas cai de 10 para sete e perde a liderança, e o Podemos elege seis. Dos 49 eleitos, 31 já exercem mandato, uma renovação de apenas 37%



Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (RAFAEL VIEIRA/DP FOTO)

Com 100% das urnas apuradas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado apresentou os 49 escolhidos pelos pernambucanos para o cargo de deputado estadual na Assembleia Legislativa (Alepe) a partir de fevereiro de 2027. A deputada estadual Dani Portela, do Partido dos Trabalhadores (PT), foi a mais votada para a Casa, com 146.123 votos (2,78% dos votos válidos). 

O Progressistas (PP), que tem a maior bancada na composição atual (atualmente com dez), passa a ter sete deputados. O PSB cresce duas cadeiras, e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Avante passam a ter representante na Casa.

Os eleitos por partido:

Partido Socialista Brasileiro (PSB): nove deputados eleitos, contra sete na composição atual.

Foram eleitos: Batista Cabral, Bruno Marques, Cayo Albino, Eriberto Filho, Francismar, Maria Arraes, Rodrigo Farias, Romerinho Jatobá e Sileno.

Partido Social Democrático (PSD): manterá o número de deputados, com nove deputados.

Foram eleitos: Aglailson Victor, Andréa Medeiros, Antonio Moraes, Débora Almeida, Fábio Aragão, Janjão, Jarbas Filho, Joãozinho Tenório e Zé de Irmã Teca.

Progressistas (PP): sete deputados eleitos, contra 10 da bancada atual.

Foram eleitos: Adalto Santos, Dannilo Godoy, France Hacker, Gleide Ângelo, Kaio Maniçoba, Pastor Júnior Tércio e Roberta Arraes.

Podemos: seis deputados eleitos, contra sete do mandato atual.

Foram eleitos: Fabrizio Ferraz, Gilson Machado Filho, Gustavo Gouveia, Jeferson Timóteo, Luciano Duque e Wanderson Florencio.

Partido dos Trabalhadores (PT): cinco deputados eleitos, como na composição atual.

Foram eleitos: Breno Araújo, Dani Portela, João Paulo Costa, João Paulo do PT e Professora Ivete Caetano.

Partido Verde (PV): três deputados eleitos, mesmo número da bancada atual.

Foram eleitos: Joaquim Lira, João de Nadegi e Lara Santana.

Partido Liberal (PL): três deputados, mesmo número da composição atual.

Foram eleitos: Abimael Santos, André Ferreira e Coronel Feitosa.

Movimento Democrático Brasileiro (MDB): dois deputados, como na composição atual.

Foram eleitos: Álvaro Porto (presidente da Casa) e Emerson Freitas.

União Brasil: manterá o mesmo número atual, com um deputado: Antonio Coelho.

Partido Comunista do Brasil (PCdoB): foi eleito um deputado; atualmente não tem representante na Casa. O eleito foi Vini Castello.

Republicanos: um deputado, como na composição atual: Jobson Almeida.

Avante: elegeu um deputado; na atual composição, não possui representante. Elegeu Sebastião Oliveira.

Partido Novo: um deputado, como na composição atual: Renato Antunes (que passou ao partido na janela partidária e é seu único representante na Casa).

Os mais votados

Dani Portela (PT) foi a mais votada, com 146.123 votos, 2,78% dos votos válidos. Ela deixou o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e se filiou ao PT na janela partidária deste ano, período em que parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato. Em seguida, aparecem Gilson Machado Filho (Podemos), com 132.322 votos (2,52%), André Ferreira (PL), com 118.868 (2,26%), Lara Santana (PV), com 104.652 (1,99%), e Gustavo Gouveia (Podemos), com 88.742 (1,69%). 

O deputado eleito com menos votos foi Renato Antunes (Novo), com 32.200 (0,61%). O presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB), conseguiu a reeleição, com 53.473 votos (1,02%).

Quem ganhou e quem perdeu cadeiras

O PP, que conta com 10 deputados na composição atual, perderá o posto de maior bancada da Casa. Passará a ter sete em 2027. O Podemos também perde uma cadeira, de sete para seis.

O PSB teve o maior avanço, de sete para nove, e empata com o PSD na liderança.

O PCdoB e o Avante, que não tinham deputado estadual na composição atual, passam a ter um cada.

PSD, PT, PV, PL, MDB, União Brasil, Republicanos e Novo mantêm o número de cadeiras.

Balanço por partido, da composição atual para a nova*:

PSB: 7 para 9

PSD: 9 para 9

PP: 10 para 7

Podemos: 7 para 6

PT: 5 para 5

PV: 3 para 3

PL: 3 para 3

MDB: 2 para 2

União Brasil: 1 para 1

PCdoB: 0 para 1

Republicanos: 1 para 1

Avante: 0 para 1 

Novo: 1 para 1

* A comparação considera a composição da Alepe após a janela partidária encerrada em 3 de abril de 2026 e o resultado apurado pelo TSE. Foram 28 trocas entre os 49 deputados e, por isso, a bancada de vários partidos hoje difere da que saiu das urnas em 2022.

A nova Alepe contará com nove mulheres entre os 49 eleitos, duas a mais que na atual legislatura. Dos 49, 31 já exercem mandato na Casa e 18 são novos, uma renovação de 37%. 

Quem sobe e quem desce de cargo

A deputada federal Maria Arraes (PSB) faz o caminho inverso ao de Rosa Amorim (PT): deixa a Câmara dos Deputados, em Brasília, e foi eleita para a Alepe. Rosa Amorim, deputada estadual desde 2023, foi eleita deputada federal e deixa a Assembleia ao assumir na Câmara, em fevereiro de 2027.

Quem deixa a Casa

Entre os atuais deputados estaduais que não permanecem na casa para mais um mandato estão Doriel Barros (PT), Romero Albuquerque (PP), Edson Vieira e Mário Ricardo (Podemos) e Júnior Matuto (Republicanos).




Com mais de 1,5 mi de votos, Erika Hilton se torna a mulher mais votada da história para a Câmara

Deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) superou a marca de 1,07 milhão de votos estabelecida por Joice Hasselmann em 2018

                      Raianne Romão/DP


Autora da PEC quer quer acabar com a escala 6×1, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) (foto: Divulgação)

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se tornou a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara dos Deputados, ultrapassando a marca de 1,5 milhão de votos. O resultado supera o recorde anterior, estabelecido em 2018 por Joice Hasselmann, que havia obtido 1,07 milhão de votos.

A votação de Erika neste domingo (4) correspondeu a quase seis vezes o desempenho registrado por ela nas Eleições Gerais de 2022, quando conquistou seu primeiro mandato na Câmara com 256,9 mil votos.

Primeiro mandato e atuação legislativa

O primeiro mandato de Erika Hilton no Congresso Nacional (2023–2027) foi marcado por pioneirismo: ela se tornou a primeira mulher trans negra eleita deputada federal e assumiu a liderança da federação PSOL-Rede na Casa. Além disso, fez história ao se tornar a primeira parlamentar trans a presidir uma comissão permanente do Legislativo federal, comandando a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Durante o mandato, a deputada se destacou nacionalmente como uma das principais articuladoras da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo fim da escala de trabalho 6x1, propondo um modelo de quatro dias de trabalho semanais.

A defesa dos direitos humanos, o combate ao racismo, os direitos da população LGBTQIA+ e o amparo a mulheres em situação de vulnerabilidade social são os eixos centrais de sua atuação política.


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Humberto Costa e Marília Arraes são eleitos senadores por Pernambuco

 

Candidatos do PT e do PDT conquistam as duas vagas em disputa no Congresso Nacional


                   Por Blog da Folha
Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) ocupam as duas vagas em disputa por Pernambuco no Senado Federal - Vinicius Lins/Folha de Pernambuco; Andréa Rêgo Barros/TV Globo

O resultado confirma a reeleição do petista e a estreia da pedetista na Casa. A vitória assegura a renovação da bancada pernambucana no Senado Federal em Brasília. 

Segundo apuração pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Humberto e Marília garantiram as duas vagas em disputa por Pernambuco nas Eleições 2026, corroborando com o cenário indicado pelas pesquisas de intenção de voto na reta final da campanha. A dupla se junta a Teresa Leitão (PT) que está na metade do seu mandato. 

Trajetórias
Formado em Medicina e Jornalismo, Humberto Costa é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e construiu ampla trajetória pública em Pernambuco. Atuou como vereador do Recife, deputado estadual, deputado federal e secretário municipal e estadual. Ele comandou o Ministério da Saúde no primeiro governo Lula, entre 2003 e 2005, período em que criou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o programa Farmácia Popular. 

O petista eleito senador em 2010 e reeleito em 2018, acumulou lideranças partidárias e ocupou a vice-presidência do Senado, sendo reconduzido para mais um mandato no Congresso no pleito de 2026.

Formada em Direito pela UFPE e pós-graduada em Direito Penal, Marília Arraes, neta de Miguel Arraes, iniciou sua trajetória pública no Recife. Foi vereadora da capital por três mandatos, entre 2009 e 2019, e atuou como secretária municipal de Juventude. Elegeu-se deputada federal em 2018, destacando-se como autora da Lei da Dignidade Menstrual e ocupando a Mesa Diretora da Câmara. 

A pedetista disputou o segundo turno para a prefeitura em 2020 e para o Governo de Pernambuco em 2022, quando somou quase 2,2 milhões de votos, conquistando a vaga no Senado pelo PDT em 2026.


Após reeleição, Raquel Lyra afirma que vai desmontar palanques e agradece a Lula

  A governadora afirmou que continuará buscando recursos do governo federal para investimentos em Pernambuco                      Por Antho...