terça-feira, 12 de maio de 2026

Professora Pedrina, sua missão é ensinar e cuidar

"A professora que ensina com as mãos e com o coração e no compasso do ABC e do Respeito, semeia o futuro e honra o passado."


Por: Professora Pedrina 


Pedrina Maria de Jesus Souza, conhecida como Professora Pedrina, mora no povoado de Atalho, zona rural de Petrolina – PE. É casada, mãe de quatro filhos e avó de nove netos. Católica, tem grande paixão pela educação e um amor profundo pela família.

Gosta de participar dos movimentos sociais da comunidade e está sempre em busca de alternativas que estejam ao seu alcance para ajudar quem precisa. Tem um carinho especial por trabalhar com crianças, pois acredita que elas são sinônimo de amor e esperança. Atualmente, trabalha em uma escola com jovens e adolescentes, que considera serem os futuros responsáveis por construir um mundo melhor. Também aprecia conversar e cuidar dos idosos, pois acredita que a sabedoria dos mais velhos é um farol que guia as novas gerações.

Com muito amor, busca levar alegria e ânimo aos idosos que, muitas vezes, se encontram desestimulados pelas dores da vida — especialmente ao seu pai.

 

MEU PAI

Isaías Manoel Tomaz, conhecido como Cadica, morou por muitos anos no Sítio Juá, em Rajada. Atualmente, reside no povoado de Atalho, zona rural de Petrolina – PE.

Nasceu em 23 de maio de 1932, filho de agricultores, e não teve acesso à escolaridade. Viveu em uma época marcada pela grande seca no Nordeste, pela fome e por muitos sofrimentos. Segundo relatos de seus pais, chegou a se alimentar de mingau de macambira para sobreviver.

Mesmo diante de tantas dificuldades, enfrentou a vida com coragem. Casou-se duas vezes: no primeiro relacionamento teve quatro filhos (duas mulheres e dois homens) e, no segundo, nove filhos (seis homens e três mulheres). Atualmente, todos estão vivos. Ficou viúvo duas vezes, mas sempre manteve sua dignidade e humildade, incentivando seus filhos a estudarem e buscarem um futuro melhor.

Em 2014, devido às dificuldades de viver sozinho, passou a morar com sua filha Pedrina, no povoado de Atalho. Ao longo dos anos, enfrentou diversas complicações de saúde, como AVC, cegueira e problemas de próstata e intestino, todos controlados com medicação.

Em 2018, após crises de AVC, passou a ficar acamado, necessitando de ajuda constante para locomoção. Como os filhos trabalham e não podem estar presentes diariamente, a família organizou uma rede de cuidados: durante a semana, conta com uma assistente remunerada com seus próprios recursos, além do apoio do genro nos momentos de maior necessidade. Também há um auxiliar que ajuda nos banhos, trocas de fraldas e nos finais de semana.

Aos sábados e domingos, os filhos se revezam nos cuidados. Quando não podem comparecer, contribuem financeiramente para garantir a assistência necessária.

No dia 03 de maio de 2026, seu Isaías completou 94 anos de vida. Para seus filhos, é motivo de grande orgulho tê-lo ainda presente, sendo um símbolo de força, história e amor

Cuidar, respeitar e valorizar o idoso é honrar o nosso próprio futuro.


Professora Pedrina cuidando do seu pai













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‘A ignorância não pode prevalecer e a justiça será feita’, diz Lula ao sancionar o Dia em Memória das Vítimas da Covid

 

Governo cria homenagem permanente às mais de 700 mil vítimas da pandemia e reforça defesa do SUS, da ciência e da vacinação

Lula e um cemitério com as vítimas da Covid (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Reuters I Reprodução (247/IA))

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, iniciativa que homenageia mais de 700 mil brasileiros mortos pela doença e reforça a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), da vacinação e da ciência. As informações foram divulgadas pelo governo federal.

“Nós precisamos ter consciência foram mais mortes do que muitas guerras que aconteceram no mundo. Um dia nós mudaremos esse mundo e a ignorância não vai prevalecer em lugar nenhum. E a justiça será feita”, disse Lula.

Segundo o Ministério da Saúde, a nova data será celebrada em 12 de março, dia que marcou o primeiro registro oficial de morte por Covid-19 no Brasil. A cerimônia de assinatura ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, com participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 ocorre por meio do Projeto de Lei nº 2.120/2022. A proposta busca preservar a memória coletiva sobre os impactos da pandemia e homenagear profissionais de saúde, familiares das vítimas e trabalhadores que atuaram na linha de frente durante a emergência sanitária.

O governo também organizou homenagens simultâneas em seis capitais brasileiras na noite desta segunda-feira. Brasília recebeu projeções no Congresso Nacional. Em São Paulo, a ação ocorreu na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. No Rio de Janeiro, as homenagens aconteceram no Cristo Redentor e no Centro Cultural do Ministério da Saúde. Fortaleza recebeu projeções no Complexo Cultural Estação das Artes. Porto Alegre participou com atividades no Centro de Oncologia do Hospital Conceição. Manaus integrou a mobilização no Hospital Beneficente Português.

As projeções exibiram nomes de vítimas da Covid-19 e mensagens de reconhecimento ao SUS e aos profissionais da saúde. As ações também destacaram a importância da vacinação, das políticas públicas de saúde e da mobilização coletiva no enfrentamento da pandemia.

Outro eixo da homenagem envolve o Memorial da Pandemia, inaugurado pelo Ministério da Saúde em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. O espaço reúne uma instalação digital com nomes das vítimas, monumentos, uma escultura criada por Darlan Rosa, autor do personagem Zé Gotinha, além de um espaço temático infantil voltado à conscientização sobre vacinação.

Durante o lançamento do memorial, o ministério também homenageou jornalistas e veículos de comunicação pela cobertura da pandemia e pelo combate à desinformação relacionada às vacinas.

O projeto “Cada Nome, Uma Vida” integra o memorial e transforma dados oficiais sobre mortos pela Covid-19 em uma instalação pública itinerante. A iniciativa percorre cidades brasileiras para ampliar o acesso à memória coletiva e estimular reflexões sobre os efeitos da pandemia no país.

O ministro Alexandre Padilha destacou a importância da iniciativa para preservar a memória das vítimas. “Essa é a primeira vez que a gente consegue recuperar as informações de nomes, idades e regiões das vítimas, e trazer essa informação à tona, para assim ficar permanentemente na memória brasileira, para que a gente personifique o que foi esse sofrimento e saber como enfrentá-lo”, afirmou.

O deputado federal Pedro Uczai, autor do projeto de lei, também defendeu a valorização da ciência e das políticas públicas de saúde durante a cerimônia no Planalto. “Depois de tudo o que aconteceu na pandemia de Covid-19, o povo brasileiro tem a responsabilidade de reafirmar a vida, reafirmar o SUS, reafirmar a esperança de continuar defendendo a ciência contra o negacionismo, fortalecer a política pública e defender a vida de brasileiros e brasileiras”, declarou.

O parlamentar acrescentou que a nova data nacional também representa um marco de memória histórica. “E reafirmar o 12 de março, porque essa data não é só para trazer a memória e a história como denúncia. Mas também a memória e a história de tantos brasileiros e brasileiras”, completou.

A Covid-19 provocou emergência sanitária no Brasil entre fevereiro de 2020 e maio de 2022. Atualmente, a vacina integra o calendário nacional de imunização para crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. O Ministério da Saúde também recomenda vacinação anual para pessoas com condições clínicas especiais e intervalo de seis meses para imunocomprometidos. - 247.

Lula sanciona Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 e diz que pandemia não pode cair no esquecimento

 

Data será lembrada em 12 de março e reforça a memória dos mais de 700 mil mortos pela Covid; presidente criticou a gestão do governo Bolsonaro na pandemia


Lula sanciona Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 e diz que pandemia não pode cair no esquecimento (Foto: Wallison Breno/PR)


O presidente Lula sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, a ser lembrado anualmente em 12 de março, data associada ao registro da primeira morte pela doença no Brasil, em 2020.

A cerimônia no Palácio do Planalto foi marcada por homenagens às vítimas da pandemia e por críticas à condução do governo Jair Bolsonaro durante a crise sanitária. O Brasil contabilizou mais de 700 mil mortes causadas pela Covid-19.

Ao defender a criação da data, Lula afirmou que a preservação da memória das vítimas é uma forma de impedir o apagamento dos efeitos da pandemia no país. “Se a gente não faz isso, cai no esquecimento. E é tudo que eles desejam, que caia no esquecimento. As pessoas que vivem de mentira não estão preocupadas com a verdade”, disse o presidente.

O presidente também criticou declarações e condutas adotadas durante a pandemia, especialmente em relação à vacinação e ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19. “A quantidade de médico que receitava cloroquina, que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças... Se não der nome, não são conhecidas. Seja de qualquer igreja, padre ou pastor. Tem que dar nome para essa gente aprender, no mínimo, a respeitar o ser humano”, afirmou.

Lula também criticou declarações de Bolsonaro sobre a vacinação no período em que o país enfrentava a emergência sanitária. “Bolsonaro dizia: a pressa da vacina não se justifica. Essa fala foi em entrevista publicada em canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar golpe contra o Brasil”, afirmou.

A escolha de 12 de março para a homenagem nacional remete à primeira morte por Covid-19 registrada no Brasil, ocorrida na cidade de São Paulo. A Organização Mundial da Saúde declarou oficialmente a pandemia no dia anterior, em 11 de março de 2020, quando o avanço global do coronavírus já pressionava sistemas de saúde em diferentes países.

O projeto que deu origem à lei é de autoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC) e teve relatoria do senador Humberto Costa (PT-PE). A proposta foi aprovada pelo Senado no mês passado e enviada para sanção presidencial.

Segundo Humberto Costa, a instituição da data tem sentido simbólico e educativo. O objetivo é manter viva a memória das vítimas, reconhecer o impacto da pandemia sobre milhões de famílias e reforçar a importância de políticas públicas de saúde diante de emergências sanitárias. 247.


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Redução de jornada Congresso entra em semana decisiva para destravar PEC do fim da 6x1

Pauta cara ao governo, que tenta capitalizar a possível aprovação da proposta mirando em outubro, a redução de jornada entra agora em terreno mais sensível na Câmara: a discussão sobre o custo da mudança para empresas e cadeias produtivas


                                Wal Lima e Fernanda Strickland - Correio Braziliense


Hugo Motta classifica a proposta como uma "reforma da vida das pessoas" e sinaliza disposição para levar adiante a votação (crédito: AFP)

A discussão sobre o fim da escala 6x1 deve ganhar novos rumos nesta semana. Com início marcado para amanhã, série de audiências públicas da comissão especial da Câmara dos Deputados sobre a redução da jornada de trabalho ocorre em um momento em que o tema se consolida como uma das pautas de maior interesse para o governo federal, que tenta capitalizar a possível aprovação da pauta mirando outubro. O debate também ganha impulso com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que classificou a proposta como uma "reforma da vida das pessoas" e sinalizou disposição para levar adiante a votação, desde que sejam consideradas as particularidades de setores econômicos que operam sob jornadas contínuas.

A audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados desta terça-feira (12/5), destinada a discutir os impactos econômicos da redução da jornada de trabalho, deve se transformar em um dos momentos mais decisivos da tramitação da proposta que pretende reformular o modelo de trabalho no país. Depois de abrir espaço para debates sobre saúde do trabalhador, qualidade de vida e reorganização das relações laborais, o colegiado entra agora no terreno mais sensível da discussão: o custo da mudança para empresas, cadeias produtivas e setores que operam sob escalas contínuas.

À frente da relatoria, Leo Prates (Republicanos-BA) tem reiterado que pretende conduzir a discussão por meio de uma construção pactuada, ouvindo trabalhadores, empregadores, governo e especialistas, numa tentativa de reduzir resistências e construir um texto capaz de avançar politicamente na Casa.

O Correio Braziliense ouviu representantes da indústria, especialistas em direito do trabalho e economia pública, além de parlamentares diretamente envolvidos nas negociações, para mapear quais argumentos devem dominar a mesa na próxima semana. O diagnóstico é convergente: o setor produtivo chega organizado, municiado por estudos técnicos e disposto a pressionar por exceções setoriais, transição gradual, compensações tributárias e preservação da negociação coletiva como instrumento central para modular a proposta.

Entre as vozes mais enfáticas está a da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). Em entrevista ao Correio, o presidente da entidade, Antonio Silva, afirmou que o debate precisa considerar a "realidade matemática" da produção nacional. Segundo ele, uma redução abrupta da jornada sem contrapartidas econômicas ou ganhos prévios de produtividade tende a elevar custos operacionais de forma insustentável, especialmente em cadeias industriais que operam em ritmo contínuo.

No caso do Polo Industrial de Manaus, o impacto seria ainda mais sensível. "A exigência de novas contratações emergenciais apenas para suprir lacunas nas escalas e manter as máquinas operando pressionará o fluxo de caixa das empresas e corroerá nossa competitividade", afirmou. Na avaliação da federação, o efeito pode ser perverso: aumento da inflação, retração de investimentos e crescimento da informalidade.

A preocupação ecoa em outras federações industriais do país. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) tem defendido por meio de nota, que qualquer mudança estrutural nas relações de trabalho seja acompanhada por um amplo debate sobre produtividade, desoneração da folha e segurança jurídica para empregadores.

No Sudeste, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também acompanha a tramitação com cautela e reforça a necessidade de que eventuais mudanças considerem impactos sobre competitividade, custo da produção e capacidade de adaptação dos setores intensivos em mão de obra. Segmentos ligados ao comércio e aos serviços sustentam avaliação semelhante e defendem uma transição calibrada para evitar repasses imediatos aos preços.

Pressão

O alerta chegou a setores altamente regulados da economia. Durante teleconferência de resultados da Latam Airlines, o CEO Jerome Cadier apontou que o fim da escala 6x1, se aplicado sem exceções para categorias específicas, pode comprometer operações internacionais da companhia. Segundo ele, a dinâmica da aviação comercial depende de jornadas diferenciadas para aeronautas e tripulações, especialmente em voos de longa duração, frequentemente superiores a oito horas diárias. A declaração rapidamente passou a circular entre parlamentares como exemplo de setor que deverá pressionar por tratamento regulatório específico.

Para o doutor e mestre em filosofia do direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Roberto Beijato Junior, a maior pressão econômica recairá justamente sobre micro e pequenas empresas — segmento que concentra a maior parte dos empregos formais no país. Segundo ele, o encarecimento da mão de obra tenderá a ser repassado ao consumidor, pressionando preços e reduzindo poder de compra. Ao mesmo tempo, empresas sem capacidade de absorver o novo custo poderão reduzir quadros, ampliando informalidade e terceirizações precárias.

Na mesma linha, o mestre em direito e especialista em economia do setor público Alessandro Callil de Castro avalia que uma mudança abrupta, sem transição e sem mecanismos de compensação, tende a ampliar o chamado custo Brasil, elevar despesas operacionais e pressionar a inflação. "O debate não é apenas sobre horas trabalhadas, mas sobre como equilibrar proteção ao trabalhador, sustentabilidade empresarial e preservação dos empregos."

Zona Franca

No Congresso, a reação do empresariado já se organiza institucionalmente. Presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA) afirmou à reportagem que o setor não pretende interditar a discussão, mas insiste na necessidade de uma escuta ampla. "Não se pode mexer em um tema tão sensível ouvindo apenas um lado. Quando se ouve empregadores e trabalhadores, é possível encontrar um denominador comum", disse. Nos bastidores, a frente já articula emendas para reforçar convenções coletivas, flexibilizar modelos de contratação e preservar escalas especiais em setores específicos, como saúde, comércio em feriados e atividades essenciais.

Enquanto isso, parlamentares favoráveis à mudança tentam construir pontes com o setor produtivo. Integrante da comissão especial, Saullo Vianna (MDB-AM) articulou a realização de uma audiência pública em Manaus, marcada para o próximo dia 22, reunindo mais de 70 instituições entre representantes da indústria, comércio, turismo, serviços e sindicatos. A proposta é justamente ouvir quem gera emprego e quem vive a rotina da escala 6x1, especialmente em uma economia fortemente sustentada pela atividade industrial da Zona Franca.

No fim da fila de pressões — mas ainda dentro do radar do colegiado — aparece também o setor público. Estudo divulgado na sexta-feira pela Confederação Nacional de Municípios calcula impacto anual de até R$ 48,4 bilhões sobre os cofres municipais, caso uma redução mais ampla da jornada avance nos moldes defendidos por parte dos parlamentares. O levantamento projeta necessidade de centenas de milhares de novas contratações para recompor escalas em serviços essenciais, ampliando a preocupação fiscal em estados e municípios.

Do lado do governo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, sustenta que o Brasil já reúne condições econômicas para avançar na redução da jornada sem redução salarial, argumentando que os ganhos de produtividade acumulados nas últimas décadas — impulsionados por automação, mecanização e modernização produtiva — precisam ser revertidos em melhor qualidade de vida para o trabalhador.

Cronograma 6x1

Atividades da comissão

  • Terça-feira (12/5) - 2ª audiência - Impactos econômicos
  • Quarta-feira (13/5)- 3ª audiência - Aspectos sociais
  • Quinta-feira (14/5) - Seminário em Belo Horizonte (MG)
  • 18/5 - 4ª audiência - Perspectiva dos empregadores
  • 19/5 - 5ª audiência - Perspectiva dos trabalhadores
  • 20/5 - Apresentação do relatório final
  • 21/5 - Seminário em São Paulo (SP)
  • 26/5 - Votação final do relatório

Time de peso em busca de consenso

A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o fim da escala 6x1 entra em uma semana decisiva de negociações com audiências públicas de integrantes do governo federal, especialistas e representantes de trabalhadores. O colegiado busca consolidar consensos em torno da proposta de redução da jornada de trabalho sem corte salarial, enquanto governo e oposição ainda divergem sobre regras de transição e possíveis compensações para empresas.

O primeiro a participar será o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que comparece à comissão amanhã, às 16h30. Ele deve apresentar estudos elaborados pela equipe econômica sobre os impactos da mudança para empresas, trabalhadores e contas públicas. Também foram convidados para a audiência a presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Luciana Mendes Servo, e o professor da Unicamp e diretor do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit), José Dari Krein.

Na quarta-feira (13), às 14h, será a vez do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participar do debate. A expectativa é de que ele enfatize os impactos sociais da redução da jornada e defenda a construção de um acordo entre governo, empresários e trabalhadores. Também participarão da audiência o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho, Bob Evaristo Carvalho, e a diretora técnica do Dieese, Adriana Marcolino.

Entre os convidados da comissão também está Rick Azevedo, criador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e uma das principais vozes em defesa do fim da escala 6x1. O grupo sustenta que o modelo atual compromete a qualidade de vida dos trabalhadores e dificulta o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

As audiências ocorrem em meio ao avanço das negociações políticas em torno da proposta. Parlamentares da comissão já consolidaram três pontos de consenso: adoção da escala 5x2, redução da jornada para 40 horas semanais e manutenção dos salários. Apesar disso, dois temas seguem travando um acordo definitivo: o prazo de transição para implementação das novas regras e a possibilidade de incentivos fiscais para empresas afetadas pela mudança.

O governo federal defende uma implementação rápida da nova jornada. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que um período de adaptação de até seis meses seria suficiente para que empresas reorganizassem suas operações. Setores da oposição, no entanto, pressionam por uma transição mais longa — que pode chegar a 10 anos — sob o argumento de que a redução da jornada elevará custos trabalhistas e exigirá novas contratações.

Estratégia

Outro ponto de divergência é a criação de compensações tributárias para empresas. Parlamentares da oposição defendem incentivos fiscais para setores intensivos em mão de obra, que poderiam enfrentar dificuldades para absorver os custos da nova jornada. Integrantes do governo rejeitam a proposta. O presidente da comissão especial, Alencar Santana, e o relator do texto, Leo Prates, afirmam que os consensos já estabelecidos servirão de base para o parecer final, enquanto os pontos divergentes continuarão em negociação até a votação do relatório, prevista para 26 de maio.

Para destravar a tramitação da proposta, o Palácio do Planalto passou a defender uma divisão entre a proposta de emenda à Constituição e um projeto de lei complementar. A ideia é que a PEC trate apenas das regras gerais da redução da jornada, enquanto o projeto de lei regulamente temas específicos, como transição, acordos coletivos, incentivos e adaptações setoriais.

A estratégia ganhou força após a resistência inicial do presidente da Câmara, Hugo Motta, em pautar o projeto. Governistas avaliam agora que o texto será essencial para regulamentar categorias com escalas diferenciadas, como saúde e segurança pública. Atualmente, tramitam em conjunto duas propostas sobre o tema: uma apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes, em 2019; e outra protocolada pela deputada Erika Hilton, no ano passado. Para ser aprovada, a PEC precisará do apoio mínimo de 308 deputados em plenário, enquanto o projeto de lei dependerá apenas de maioria simples.

Confira as informações no Correio Braziliense.


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STF recebe novas ações contra Lei da Dosimetria

 

PDT, PT, PCdoB e PV alegam violação à separação dos Poderes e à individualização da pena



Ministro do STF Alexandre de Moraes (Foto: Luiz Silveira/STF)



As Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7968 e 7969 foram apresentadas pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e pela federação formada por PT, PCdoB e PV. Os processos ficaram sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que já conduz outras ações relacionadas ao tema.
Questionamentos sobre a constitucionalidade da lei
A Lei 15.402/2026 modificou dispositivos da Lei de Execução Penal e do Código Penal ao estabelecer novos critérios para progressão de regime e remição de pena em casos envolvendo crimes contra o Estado Democrático de Direito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia vetado integralmente a proposta. No entanto, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial, e a norma foi promulgada pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Nas ações protocoladas no STF, os partidos afirmam que a legislação interfere na competência do Judiciário ao substituir a análise individual das penas por critérios fixados em lei. Segundo as siglas, isso afrontaria os princípios constitucionais da separação dos Poderes e da individualização da pena.
Partidos citam possível favorecimento a condenados pelo 8/1
As legendas também argumentam que a lei cria um tratamento privilegiado para crimes contra o Estado Democrático de Direito, apesar de a Constituição prever maior rigor para esse tipo de conduta.
Outro ponto levantado nas ações é a alegação de que a medida teria sido elaborada para beneficiar condenados pela tentativa de golpe de Estado e pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Para os partidos, isso poderia configurar afronta ao princípio da impessoalidade e desvio de finalidade.
As ações ainda questionam aspectos da tramitação do projeto no Congresso Nacional e do processo de derrubada do veto presidencial.
Moraes pede informações ao Congresso e ao governo
As novas ADIs se somam às ações 7966 e 7967, apresentadas anteriormente pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade, que contestam a norma com fundamentos semelhantes.
Na última sexta-feira (8), Alexandre de Moraes determinou a aplicação do rito previsto no artigo 10 da Lei das ADIs (Lei 9.868/1999), utilizado na análise de pedidos de medida liminar. Com isso, o ministro solicitou informações à Presidência da República e ao Congresso Nacional.
Após essa etapa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) deverão se manifestar no processo.
No sábado (9), Moraes suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria em execuções penais em curso no STF envolvendo condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, até que o Supremo decida definitivamente sobre a constitucionalidade da norma. - 247.



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'Quem diria que um dia ia me casar', afirmou esposa morta por guarda municipal no dia do casamento

 

Nájylla Duenas enviou mensagem celebrando união horas antes do crime; guarda municipal segue preso por feminicídio

Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, morreu baleada no dia em que oficializou o casamento; horas antes da cerimônia, ela celebrou a união em mensagem enviada a familiares (Foto: Arquivo pessoal)


Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, morreu a tiros no sábado (9), poucas horas após oficializar o casamento civil com o guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos. A vítima deixou três filhos, de 15, 12 e 8 anos, que presenciaram o crime. Antes de morrer, Nájylla enviou mensagens a familiares comemorando a união. “Quem diria que um dia ia me casar”, escreveu. Os relatos foram publicados no Portal G1.

As informações sobre o caso apontam que o crime ocorreu após uma discussão entre o casal. Segundo o boletim de ocorrência, familiares conseguiram retirar as crianças do local durante uma luta corporal. Em seguida, o guarda municipal pegou a arma funcional, agrediu Nájylla e disparou contra ela antes de fugir.

Testemunhas afirmaram que Daniel retornou à residência momentos depois e efetuou novos tiros. Equipes do Samu socorreram a vítima, mas ela não resistiu aos ferimentos. O caso ganhou ainda mais repercussão por ocorrer na véspera do Dia das Mães.

De acordo com a Guarda Municipal, o próprio agente acionou a corporação após o assassinato. Policiais levaram Daniel para a 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde ele permaneceu preso em flagrante.

A corporação informou que abriu procedimento administrativo disciplinar e determinou o afastamento preventivo do servidor por 90 dias. O processo interno pode resultar na demissão do agente.

Histórico de agressões

A mãe da vítima, Rosilaine Alves Duenas, afirmou que o guarda apresentava comportamento agressivo quando consumia bebida alcoólica. Segundo ela, familiares alertaram Nájylla diversas vezes sobre o relacionamento, mas a filha decidiu manter o casamento.

“Não é fácil, meu filho. Só Deus”, declarou Rosilaine, emocionada, ao comentar a morte da filha.

Ela também revelou que Nájylla realizava o sonho de estudar Direito em uma faculdade on-line. “Queria se formar advogada”, contou.

A vítima era a mais velha entre quatro irmãos. A família viajou do Paraná até Campinas no domingo (10) para acompanhar os procedimentos de liberação do corpo e organizar o velório.

Defesa pede liberdade provisória

Em nota, a defesa de Daniel Barbosa Marinho afirmou que acompanhará as investigações e sustentou confiança na apuração técnica do caso.

“O que posso dizer sobre o ocorrido, enquanto defensor do Daniel, é que estarei acompanhando atentamente o caso e confiando plenamente na apuração técnica (pericial) e imparcial das circunstâncias”, afirmou o advogado.

A defesa também destacou que Daniel se apresentou espontaneamente às autoridades e colaborará com as investigações.

“Daniel se apresentou espontaneamente, em momento algum imaginou fuga, se apresentou ao comando da guarda municipal e colaborará com as investigações.”

O advogado declarou ainda que pretende insistir no pedido de liberdade provisória e afirmou que a versão apresentada pelo acusado será debatida durante o processo judicial.

“A dinâmica dos fatos, o que realmente ocorreu será debatido pela defesa nos autos, e duramente através das garantias da ampla defesa.”

Na manifestação, o defensor disse que evitará divulgar detalhes da versão do cliente neste momento, em respeito à vítima e aos familiares, além de aguardar os laudos periciais relacionados ao caso.

“É uma ocorrência extremamente sensível e grave, em especial por se tratar de feminicídio, que tem assolado nosso país, com pena que foi endurecida, portanto é fundamental que no devido processo legal se possa também lançar o olhar na ampla defesa para ao final se fazer justiça”. - 247.


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Desenrola 2.0 renegocia quase R$ 1 bilhão em dívidas, diz Durigan

 Programa soma 200 mil pedidos em análise nos bancos

                                           Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas bancárias, está perto de atingir R$ 1 bilhão em débitos renegociados, disse nesta segunda-feira (11) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

De acordo com o ministro, cerca de 200 mil pedidos de renegociação foram enviados aos bancos participantes do programa. Desse total, aproximadamente 100 mil operações estão praticamente concluídas.

O programa é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente hoje a R$ 8.105.

Durigan informou que o governo também prepara a ampliação do programa para estudantes inadimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o ministro, a modalidade deve estar “totalmente operativa” ainda nesta semana.

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Prêmio a adimplentes

O ministro também afirmou que o governo prepara uma versão do programa voltada para consumidores que mantiveram suas contas em dia.

Segundo Durigan, a ideia é criar uma espécie de estímulo ou “prêmio” para os adimplentes, mas a medida será anunciada em um segundo momento.

De acordo com ele, neste primeiro momento o foco está nos consumidores inadimplentes, que enfrentam maiores dificuldades financeiras.

Como funciona

O Desenrola 2.0 permite que consumidores renegociem dívidas atrasadas com bancos em condições mais favoráveis.

Podem entrar no programa dívidas:

  • Contratadas até 31 de janeiro de 2026;
  • Atrasadas entre 90 dias e dois anos;
  • Ligadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

A proposta do governo é que os bancos concedam um novo empréstimo para quitar a dívida antiga, com desconto e juros menores.

Condições oferecidas

As renegociações podem incluir:

  • Descontos entre 30% e 90%
  • Juros máximos de 1,99% ao mês
  • Prazo de até 48 meses para pagamento
  • Primeira parcela em até 35 dias
  • Limite de R$ 15 mil renegociados por pessoa em cada banco
  • Desconto varia conforme o tipo da dívida e o tempo de atraso

Uso do FGTS

O programa também permite que trabalhadores utilizem parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar dívidas.

Será possível usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.

A medida busca reduzir o endividamento das famílias e evitar que consumidores recorram a linhas de crédito mais caras.

Quatro frentes

O Novo Desenrola Brasil foi dividido em quatro modalidades:

  • Desenrola Famílias;
  • Desenrola Fies;
  • Desenrola Empresas;
  • Desenrola Rural.

O governo pretende realizar uma mobilização nacional de 90 dias para estimular renegociações e reduzir a inadimplência no país.

Fies liberado

Em relação ao Fies, as condições variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso da dívida.

Para débitos vencidos há mais de 360 dias:

  • estudantes fora do CadÚnico poderão ter desconto de até 77%;
  • estudantes inscritos no CadÚnico poderão obter abatimento de até 99% da dívida.

Em alguns casos, haverá possibilidade de parcelamento em até 150 vezes.

O governo estima beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com a renegociação.

Cenário econômico

O lançamento do programa ocorre em meio ao elevado endividamento das famílias brasileiras.

Dados do Banco Central mostram que boa parte da renda dos consumidores segue comprometida com dívidas, especialmente em modalidades com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial.

Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é renegociar até R$ 42 bilhões em dívidas ao longo do programa.


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