domingo, 1 de novembro de 2026

UM RECORDE HISTÓRICO: 4.585.045 DE VISUALIZAÇÕES DE PÁGINAS!

 VOCÊ FAZ PARTE DESSA HISTÓRIA GIGANTE!


Meta/AI

Hoje, dia 01 de novembro de 2026, paramos para agradecer. Nosso contador marca exatamente mais de 4.585.045 de visualizações de página. Quatro milhões, quinhentas e oitenta e cinco mil e quarenta e cinco vezes que você escolheu a verdade! Quando comecei o Bill Notícias, meu objetivo era um só: não ser mais um na internet. Eu queria um espaço onde o povo de Petrolina, Juazeiro e toda a região do Vale do São Francisco, encontrasse notícia VERÍDICA, sem fofoca e sem fake news. E deu certo! Porque VOCÊ acreditou. Este blog não é meu. É NOSSO. É do povo trabalhador que merece respeito. Meu pedido especial hoje: CLIQUE EM SEGUIR no nosso blog e ative as notificações. Venha fazer parte dessa família gigante rumo aos 5 MILHÕES! Meu muito obrigado do fundo do coração! 

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Lula celebra uma semana da vitória, exalta força da democracia e agradece aos jovens e idosos (vídeo)

Em mensagem dirigida ao país, presidente agradece aos eleitores e reafirma compromisso com um Brasil mais justo e soberano

LulaCrédito: Ricardo Stuckert

Um marco inédito na história política brasileira completa exatamente uma semana neste domingo (1º): a histórica virada eleitoral que consagrou a reeleição do presidente Lula (PT). Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo fez questão de manifestar sua gratidão ao eleitorado, ressaltando o protagonismo popular na consolidação do processo democrático e na defesa da soberania nacional.


No pleito decisivo do último domingo (25), Lula alcançou a marca de 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% da preferência do eleitorado, superando o senador Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 59.826.041 votos (48,21%). O feito representou um acontecimento inédito na trajetória eleitoral do país, sendo a primeira vez que um postulante ao Palácio do Planalto conseguiu reverter no segundo turno a desvantagem registrada na primeira etapa da disputa.

Em sua declaração pública, o presidente destacou o papel fundamental de diferentes gerações na conquista das urnas. “Há uma semana, o povo brasileiro escreveu mais uma página histórica de nossa democracia! Quero expressar minha profunda gratidão aos milhões de brasileiros, especialmente aos jovens, que carregam a esperança do futuro, e aos nossos queridos idosos, que representam a memória, a sabedoria e a força da nossa nação. Essa vitória é da democracia, da soberania e de todos aqueles que acreditam em um Brasil mais justo, forte e fraterno. Muito obrigado, Brasil! A nossa caminhada continua”, afirmou Lula.

A mensagem divulgada pelo mandatário veio acompanhada por um registro em vídeo que entrelaça momentos marcantes da campanha eleitoral deste ano com o áudio de seu pronunciamento em abril de 2018, ocasião em que discursou às vésperas de sua prisão injusta efetuada pela Polícia Federal. Naquela oportunidade, Lula declarou: “não adianta tentar acabar com as minhas ideias. Elas já estão pairando no ar. Eu sonharei pela cabeça de vocês e pelo sonho de vocês. O meu coração baterá pelo coração de vocês”. - 247.


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Fuga de Flávio desmoraliza o bolsonarismo e abre espaço para Lula pacificar o Brasil

Que a eleição abra a porta para reconstruir uma vida institucional mais pacífica e razoável

Lula e Flávio BolsonaroCrédito: Ricardo Stuckert I Charles Vieira



Dias depois de uma eleição que sacudiu as estruturas do país e abalou até o eixo político do planeta, o derrotado Flávio Bolsonaro escafedeu-se.

Deixou o país passando pela Argentina e pelo Equador e homiziou-se nos Estados Unidos. Antes, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia mandado recolher seus passaportes a partir de relatório da Polícia Federal sobre o risco de fuga no inquérito em que o ex-candidato é investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A Polícia Federal viu o risco, e o ex-candidato confirmou o diagnóstico.


A ordem de Moraes também o proibia de manter contato com o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e investigado no mesmo caso. Tomaz também está nos Estados Unidos, para onde viajou às vésperas do segundo turno.

Os valores sob investigação são vultosos. No inquérito sobre o filme Dark Horse, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro, as tratativas com o banqueiro Daniel Vorcaro somam R$ 134 milhões, e, segundo a PF, ao menos R$ 61 milhões foram transferidos em seis operações em 2025. No inquérito sobre Tomaz, os policiais identificaram movimentações de cerca de R$ 130 milhões numa só conta, em apenas três meses, entre março e maio de 2025.

Menos de 24 horas antes de partir, Flávio havia prometido o contrário. Às 16h40 de segunda-feira (26), publicou um vídeo dizendo que não sairia do país. Afirmou que nunca havia pensado nisso, que entregaria os passaportes e que ficaria para organizar a oposição ao governo Lula.

Três dias antes, Eduardo Bolsonaro já havia defendido que Flávio deixasse o Brasil se perdesse a eleição.

A fuga desmonta a narrativa de perseguição que o bolsonarismo repetiu por anos.

Na noite da derrota, Flávio disse que não reconhecia o resultado e que pediria a anulação do segundo turno. Quando Moraes determinou o recolhimento dos passaportes, não enfrentou a ordem: apenas partiu, em silêncio.

Aliados primeiro negaram a saída e só depois a admitiram, nos bastidores. Já em Miami, Flávio admitiu que saiu à socapa, com a esposa, mas negou ter fugido.

“Não saí do Brasil, saí pelo Brasil”, declarou. Era a terceira versão em poucos dias, e nenhuma resiste aos fatos.

O gesto repete um padrão quadrilheiro da família. O pai cumpre pena de 27 anos por tentar derrubar o Estado democrático pela violência. O irmão Eduardo também é um evadido.

É essa a essência do bolsonarismo: lealdade canina dos bagrinhos lançados à própria sorte. Já para os líderes, uma vida banhada de privilégios e autoexílio nos Estados Unidos, garantido por um colchão de dólares sob investigação por lavagem e evasão de divisas.

A fuga do ex-candidato não anula o resultado das urnas. Ela ajuda a explicar o que as urnas disseram. Flávio terminou o primeiro turno na frente, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.

Três semanas depois, Lula foi reeleito com cerca de 51,7%, na primeira e estonteante virada entre primeiro e segundo turno desde a redemocratização.

A virada tem natureza plebiscitária. O segundo turno não foi disputa entre programas: Flávio não tinha nenhuma ideia além de um tesouraço nos programas sociais. Virou um julgamento sobre o retorno do bolsonarismo ao poder.

A queda da abstenção e dos votos brancos e nulos levou Lula a somar cerca de 10 milhões de votos a mais do que no primeiro turno e a ultrapassar os 64 milhões, recorde que superou o de 2022.

O resultado teve dimensão dramática, épica. O Brasil ganhou status de país exemplar na capacidade de derrotar a ultradireita, e o L de Lula passou a ser símbolo de luta contra o autoritarismo.

Aos 81 anos, um presidente que já foi preso e teve a condenação anulada atravessou o primeiro turno em desvantagem e conquistou o quarto mandato.

Diante da ameaça de retorno do bolsonarismo, ergueu-se uma muralha: a de uma consciência democrática que mobilizou multidões nas ruas, nas redes e nas urnas, ativando até o limite todas as energias contra o projeto autoritário. O Brasil tornou-se referência para outros países que enfrentam a mesma ameaça à sua soberania.

Lula chega como exemplo de luta contra o fascismo e o imperialismo. Enfrentou um adversário que contou com o apoio do governo estadunidense. Esse governo atacou a condenação de Jair Bolsonaro, impôs tarifas ao Brasil e sancionou o ministro Moraes.

A vitória foi construída com instrumentos novos de mobilização, como o Exército do Lula, canal de WhatsApp conduzido pelo deputado André Janones, que reuniu 10,8 milhões de apoiadores nas redes. Houve muitos outros.

Os presidentes da Câmara e do Senado saudaram a vitória e apontaram a pacificação como desafio central do mandato. MDB e Republicanos, que se alinharam a Flávio na reta final, também rejeitaram o movimento de não reconhecer a derrota. Mesmo o PL reconheceu a derrota.

No aniversário de 81 anos, Lula pregou a reconciliação do país.

Lula chegou ao pináculo da carreira política. Não tem mais nada a provar, a não ser o bem dos brasileiros, e por isso está na melhor posição para conduzir a pacificação.

Com esse feito histórico e uma trajetória incontestável, Lula tem todas as condições de conduzir a reconciliação nos termos que achar mais adequados, sem vetos a priori. A autoridade para isso foi dada pelas urnas.

Abre-se uma oportunidade. O Brasil derrotou o fascismo interno e a ingerência estadunidense.

Os brasileiros estão exaustos da barbárie como forma de exercício da política. Seria bom que houvesse gestos como o de Lula, o vencedor incontestável, vindos de todos os lados.

Quem sabe o desalento da extrema-direita com seus fracassos possa conduzi-la a adotar atitudes políticas mais civilizadas.

Lula governará com um Congresso de composição adversa, mas isso não será obstáculo à pacificação. Ele sempre soube negociar, pressionar e aprovar as matérias de interesse do país, mesmo nas piores situações.

A fuga enfraquece o bolsonarismo e fortalece a mão do presidente nessa negociação. Caberá a Lula explorar a momentânea crise do adversário para transmutá-la.

Mais que a chave do sucesso do quarto mandato, a pacificação é o que o país anseia: que a eleição abra a porta para reconstruir uma vida institucional mais pacífica e razoável.

Decerto não haverá mágicas, mas as condições para mais esta virada estão amadurecendo. - 247.


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Vitória de Lula amplia descrédito total de Milei na Argentina

Reeleição do presidente brasileiro aprofunda isolamento político de Javier Milei, que enfrenta recessão econômica, fuga de capitais, queda de popularidade e disputas internas no governo

Lula e Javier MileiCrédito: Brasil 247 / Dall-E

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições brasileiras, ampliou as dificuldades políticas e diplomáticas enfrentadas pelo presidente argentino Javier Milei. Segundo análise publicada pelo canal argentino C5N, a derrota da extrema-direita brasileira agravou o isolamento do líder libertário em um momento marcado pela contração da economia argentina, pela deterioração dos indicadores financeiros e pelo crescimento das disputas dentro de seu próprio governo.

Milei havia apoiado publicamente a candidatura de Flávio Bolsonaro e transformado a eleição brasileira em uma disputa ideológica contra Lula. Quase uma semana depois da vitória do petista, o presidente argentino ainda não havia felicitado o brasileiro, enquanto a chancelaria de seu país indicava que não faria um reconhecimento formal do resultado.

A postura contrasta com a adotada por outros governos latino-americanos, inclusive liderados por políticos de direita, que reconheceram a vitória de Lula. Entre eles estão José Antonio Kast, do Chile; Santiago Peña, do Paraguai; Rodrigo Paz, da Bolívia; e Daniel Noboa, do Equador.

O resultado brasileiro representa um revés para a estratégia internacional de Milei, que apostava no fortalecimento de governos ideologicamente alinhados à sua agenda. A continuidade de Lula no comando da maior economia sul-americana impõe ao presidente argentino o desafio de administrar uma relação bilateral fundamental para os interesses comerciais e industriais de seu país.

Economia argentina volta a registrar contração

O desgaste político de Milei ocorre em meio a sinais de enfraquecimento da economia argentina. Segundo os dados citados pelo C5N, o Banco Central argentino reconheceu uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2026, depois de uma queda de 0,6% no trimestre anterior.

Dois trimestres consecutivos de retração configuram um quadro de recessão técnica e colocam em questão a narrativa governista de recuperação econômica sustentada.

No segundo trimestre, o consumo privado caiu 2,4%, enquanto os investimentos recuaram 0,8%, interrompendo uma sequência de sete trimestres de crescimento.

A desaceleração atingiu principalmente a indústria, a construção civil e o comércio, setores diretamente ligados ao mercado interno e ao poder de compra da população.

O desempenho industrial também revela uma economia dividida. Enquanto os segmentos exportadores cresceram 3,2% em um ano, atividades mais expostas à concorrência externa registraram queda de 9% em agosto.

Entre os setores mais prejudicados estão as indústrias têxtil, de calçados, eletrodomésticos e equipamentos de informática, afetadas pela abertura comercial e pela retração da demanda doméstica.

Segundo levantamento do Banco Provincia citado pela reportagem, a contração acumulada entre dezembro de 2025 e agosto de 2026 está entre as mais intensas registradas na Argentina desde 1993. Desconsiderando a pandemia, seria a terceira maior, atrás apenas das crises de 2001 e 1995.

Mercados financeiros elevam pressão sobre Milei

A perda de confiança também aparece nos mercados financeiros. O índice Merval, principal referência da Bolsa argentina, acumulou queda de 10,1% em uma semana, enquanto ações de empresas do país negociadas em Wall Street sofreram perdas expressivas.

A distribuidora de energia Edenor recuou 17,2%, o Banco Supervielle perdeu 17,1%, o Grupo Galicia caiu 15% e a petrolífera YPF registrou desvalorização de 7,9%.

Os títulos soberanos argentinos em dólares também apresentaram perdas, com recuo médio de 3%.

O risco-país alcançou 790 pontos básicos, o maior patamar desde outubro de 2025, após subir mais de 80 pontos em uma semana.

A comparação regional evidencia a vulnerabilidade argentina. Enquanto o indicador do país superava 700 pontos, o Brasil permanecia abaixo de 200, o Chile rondava 100 e o Uruguai registrava menos de 80 pontos.

Outro fator de preocupação é a situação das reservas internacionais, equivalentes a apenas 7,4% do PIB argentino, diante de uma média regional de 15,3%.

O país também enfrenta dificuldades para refinanciar sua dívida externa e terá vencimentos estimados em aproximadamente US$ 29 bilhões em 2027.

A procura por dólares continua elevada. Em setembro, os argentinos adquiriram US$ 3,41 bilhões líquidos, acima dos US$ 3,366 bilhões registrados em agosto. Entre janeiro e setembro, as compras líquidas chegaram a US$ 23,9 bilhões, montante equivalente a 90% das divisas obtidas com o superávit comercial de bens no período.

Popularidade abaixo de 30% e disputas internas

O desgaste econômico se reflete no ambiente político. Pesquisa da CB Global Data, realizada entre 21 e 25 de outubro com 1.151 entrevistados em todo o país, apontou Javier Milei com 27,1% das intenções de voto.

O levantamento representa um sinal de alerta para o governo, que também enfrenta divergências sobre a candidatura presidencial de 2027.

Martín Menem, presidente da Câmara dos Deputados e aliado de Karina Milei, irmã do presidente, afirmou que não existe espaço para outra candidatura presidencial dentro de La Libertad Avanza.

“No hay dos candidatos a presidente en LLA. Es unánime que el único candidato es Javier Milei”, declarou.

A manifestação foi interpretada como um recado à ex-ministra Patricia Bullrich, que passou a comandar o bloco libertário no Senado e demonstra ambições políticas próprias.

As disputas também envolvem Karina Milei e Santiago Caputo, figuras centrais do círculo de poder presidencial, em meio às tentativas de reorganização da base governista.

O cenário expõe a dificuldade de Milei para preservar a unidade de seu movimento político enquanto enfrenta o desgaste provocado pela situação econômica.

Reeleição de Lula amplia desafios diplomáticos

A vitória de Lula acrescentou um componente internacional às dificuldades do presidente argentino.

Ao apostar politicamente na candidatura de Flávio Bolsonaro, Milei vinculou parte de sua estratégia regional a um resultado eleitoral que não se concretizou.

A permanência de Lula na Presidência brasileira reforça a necessidade de diálogo entre dois governos com orientações políticas distintas, mas responsáveis por economias profundamente interdependentes.

O Brasil é um dos principais parceiros comerciais da Argentina, especialmente para a indústria automobilística e outros segmentos manufatureiros.

Nesse contexto, o distanciamento diplomático pode dificultar negociações bilaterais e iniciativas de integração regional.

Para o C5N, a combinação entre dificuldades econômicas, instabilidade financeira, tensões dentro do oficialismo e reveses internacionais coloca Milei diante de um período de crescente isolamento político.

Embora a oposição argentina ainda não tenha consolidado uma liderança capaz de reunir seus diferentes setores, o presidente enfrenta questionamentos sobre a sustentabilidade de seu programa econômico e sua capacidade de manter a coesão governamental.

A reeleição de Lula, nesse cenário, representa mais do que uma derrota para um aliado ideológico de Milei. Ela altera o ambiente político regional justamente quando o governo argentino enfrenta pressões internas e precisa reconstruir a confiança de investidores, empresários e setores da sociedade. - 247.


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Eleição nos Estados Unidos define futuro de Trump nesta terça-feira

 Votação de meio de mandato elege Câmara e 1/3 do Senado

                                   Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil


REUTERS/Jonathan Ernst/Proibida reprodução

Os cerca de 210 milhões de eleitores dos Estados Unidos (EUA) vão às urnas na próxima terça-feira (3) para eleger todos os 435 deputados da Câmara dos Representantes, além de 35 das 100 cadeiras do Senado. Os estadunidenses ainda devem escolher governadores em 36 dos 50 estados do país.

O resultado define o futuro do presidente Donald Trump na Casa Branca porque os democratas podem conquistar maioria no Congresso, o que teria repercussões políticas também para o Brasil.

Isso porque a oposição tem questionado a Casa Branca sobre supostas interferências de Trump no Brasil, como o financiamento dos EUA para campanhas contra o Supremo Tribunal Federal (STF).  

Atualmente, as duas casas legislativas contam com uma apertada maioria de republicanos, o que concede maior liberdade para Trump implementar suas políticas.

Pesquisas de opinião têm indicado uma vitória dos democratas devido, entre outros motivos, ao aumento do custo de vida da população. A guerra iniciada por Trump contra o Irã é apontada como uma das causas da inflação já que aumentou o preço dos combustíveis após as restrições a navegação no Estreito de Ormuz.

Ao longo dos últimos meses, a desaprovação do presidente dos EUA vem crescendo e alcançou 61%, contra 36% de aprovação, segundo uma média de pesquisas calculada pelo jornal The New York Times.

Nesse cenário desfavorável, Trump prometeu pagar US$ 5 mil para cada adulto do país caso os republicanos vençam as eleições da Câmara e do Senado e tem viajado o país nos últimos dias em campanha para os aliados.

Paulo Abraão é diretor-executivo da Brazil Office Alliance – organização que conecta pesquisadores brasileiros que atuam nos EUA – e avalia que o resultado da eleição vai definir o controle que o Legislativo terá sobre o presidente Trump.  

“Se a oposição conquistar uma das Casas, poderá ampliar investigações, exigir explicações do governo e dificultar sua agenda legislativa. O controle da Câmara é particularmente relevante para a fiscalização”, explicou à Agência Brasil.

Abraão acrescentou que o controle do Senado dá poder para confirmar ou rejeitar a nomeação de autoridades e juízes.

“Se os republicanos mantiverem as duas Casas, Trump terá condições políticas mais favoráveis para avançar sua agenda, embora isso não elimine divergências dentro do próprio partido”, completou o diretor da Brazil Office Alliance.

Sobre o processo eleitoral, Trump vem lançando uma série de dúvidas relacionadas à segurança do sistema nos EUA. Em 2020, ao perder para Joe Biden, Trump acusou a eleição de ter sido fraudada, mas não apresentou provas. Na última semana, quando questionado por jornalistas, Trump disse que respeitaria o resultado “se forem eleições honestas”.

Política externa

Há uma expectativa de que uma vitória democrata promova alguma mudança na política externa dos EUA, em especial, em relação à guerra no Irã. O especialista Paulo Abraão pondera que a Presidência dos EUA tem uma ampla margem de ação na política externa, ainda que sem maioria no Parlamento.

“Um Congresso mais independente pode aumentar os custos políticos, fiscalizar decisões e disputar recursos, sem comandar a diplomacia”, destacou.

Repercussão para o Brasil

O enfraquecimento político de Donald Trump, caso perca maioria em uma ou nas duas Casas do Congresso, deve repercutir também nas relações dos EUA com o Brasil, marcada pelo tarifaço e atritos com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Abraão avalia que os democratas podem ampliar a investigação sobre a atuação da família Bolsonaro nos EUA, expondo suas conexões com o governo Trump.

“Parlamentares democratas já vêm cobrando explicações [sobre supostas interferências de Trump no Brasil]. O ponto central seria esclarecer se instrumentos do Estado americano foram utilizados para favorecer um grupo político estrangeiro, por quais razões e sob quais fundamentos”, argumentou.

Ele aponta que uma investigação parlamentar poderia apurar a denúncia contra a Meta, dona do Facebook, Instagram e Whatsapp, de favorecer o candidato Flávio Bolsonaro durante a eleição no Brasil.

A redução do alcance nas redes das contas ligadas ao candidato Lula foi justificada pela big tech como “problemas técnicos”.

"Uma mudança no controle do Congresso pode transformar cobranças, hoje expressas em cartas, em investigações com maior capacidade de produzir provas e exigir respostas. Isso não é automático, depende das prioridades da nova maioria e pode enfrentar resistência e disputas judiciais", finalizou o também professor de direito Paulo Abraão.

Nas últimas semanas, congressistas democratas têm questionado a Casa Branca, por meio de cartas, desde a ação da Meta nas eleições brasileiras, até a decisão de revogar o visto da embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Na última quinta-feira (30), os democratas cobraram explicações sobre o envolvimento da Casa Branca na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, apesar da Justiça brasileira ter proibido a saída do parlamentar. Flávio responde processos por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. 


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Falta uma semana para o Enem 2026: veja horários e o que levar

 Exames ocorrem nos domingos dias 8 e 15 de novembro

                                        Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Com a proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no próximo domingo (8), os mais de 5 milhões de inscritos devem estar atentos às orientações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

No primeiro dia do exame, além da redação, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, e ciências humanas e suas tecnologias.

Já no segundo dia, no domingo dia 15 de novembro, os participantes responderão às questões de ciências da natureza e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias.

Ao todo, são 45 questões em cada área do conhecimento. Confira as principais dicas do Inep e saiba o que é obrigatório, aconselhável, permitido e proibido no exame:

Horários

  • Abertura dos portões: 12 horas (meio-dia)
  • Fechamento dos portões: 13 horas
  • Início das provas: 13h30
  • Término das provas: 19h no dia 8; e 18h30 no dia 15

O Enem segue o horário de Brasília. Os participantes com tempo adicional terão, no primeiro domingo, até as 20 horas para concluir a prova, e até as 19h30 no dia 15.

O limite de tempo também será estendido em duas horas para os candidatos que farão a videoprova em Libras.

Identificação

A apresentação de documento oficial com foto é obrigatória. São válidos os seguintes documentos:

Documentos físicos:

  • RG,
  • passaporte,
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e
  • Carteira de Trabalho (impressa e emitida após 27/01/1997) ou identidade profissional expedida por conselho de classe.

Estrangeiros podem apresentar o passaporte, Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM), documento provisório de Registro Nacional Migratório ou documento de identificação oficial emitido por país-membro do Mercosul.

Documentos digitais:

  • e-Título,
  • CNH Digital,
  • RG Digital,
  • Identidade Digital (CIN).

Os documentos devem ser apresentados exclusivamente dentro dos aplicativos oficiais ou no aplicativo Gov.br. Capturas de tela ou fotos não serão aceitas.

Também não são aceitos documentos não listados no edital do exame, tais como Boletim de Ocorrência, certidões de nascimento, casamento, título de eleitor impresso, carteira de estudante, certificado de residência, crachás e cópias (mesmo que autenticadas)

O que levar

  • Obrigatório: caneta esferográfica de tinta preta com o corpo de material transparente e documento de identificação válido (físico ou digital)
  • Recomendado: Cartão de Confirmação de Inscrição e Declaração de Comparecimento impressa (para quem precisa comprovar presença no trabalho), que terão que ser guardados no envelope porta-objeto que o chefe de sala fornecerá antes do ingresso na sala.
  • Lanches e itens pessoais: Alimentos e medicamentos são permitidos, mas passarão por vistoria do fiscal.

Antes de entrar na sala, o candidato receberá um envelope porta-objetos para guardar todos os itens proibidos. O envelope deverá ser colocado embaixo da carteira, lacrado e identificado, com aparelhos eletrônicos, como o telefone celular, desligados.

Itens Proibidos

Serão eliminados os participantes que, ao ingressar na sala de provas, estiverem levando consigo, fora do envelope porta-objetos, qualquer um dos seguintes itens:

  • Impressos: cartão de confirmação de inscrição ou Declaração de Comparecimento impressa.
  • Eletrônicos: celulares, relógios (digitais ou analógicos), fones de ouvido, chaves com alarme, garrafas digitais e cigarros eletrônicos, que devem estar desligados, com alarmes desativados e guardados no envelope porta-objetos.
  • Materiais de estudo e vestuário: Lápis, borracha, corretivo, lapiseira, réguas, livros, anotações, óculos escuros e chapéus/bonés não podem ser usados durante a prova.
  • Comunicação: É proibido estabelecer ou tentar estabelecer qualquer tipo de comunicação externa ou interna, assim como gravar ou fotografar a aplicação do exame. Também é proibido registrar ou divulgar, por meio de imagem ou som, a realização da prova ou qualquer material usado no exame.

Obrigações

São obrigações do participante do Enem:

  • submeter-se à identificação sempre que solicitado;
  • aguardar pela autorização para começar o exame;
  • submeter-se à revista eletrônica, a qualquer momento, por meio do uso de detector de metais; e
  • permitir que seu lanche, medicamentos, artigos religiosos e materiais próprios necessários à realização da prova sejam vistoriados quando solicitado.

Reaplicação

Participantes afetados por problemas logísticos durante as provas ou acometidos por doenças infectocontagiosas na semana anterior ao exame poderão pedir a reaplicação das provas. Os pedidos serão julgados individualmente pelo Inep.

Problemas logísticos: desastres naturais que comprometam a estrutura do local, falta de energia elétrica que prejudique a visibilidade ou erros de execução do procedimento de aplicação que causem comprovado prejuízo ao candidato;
Doenças infectocontagiosas: tuberculose, coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenzae, doença meningocócica e outras meningites, varíola, varíola dos macacos (monkeypox), Influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela e covid-19. 

Atenção

A partir das 13h (horário de Brasília), a ida ao banheiro será permitida, desde que o participante seja acompanhado pelo fiscal. Neste caso, ele deve fechar sua prova e deixá-la com a capa voltada para cima antes de deixar a sala.

Quando autorizado, antes de iniciar a prova, verifique se o Caderno de Questões contém a quantidade de perguntas indicadas no Cartão-Resposta e se não há qualquer defeito gráfico que impossibilite ou atrapalhe a resolução da prova.

As respostas às questões objetivas, bem como a redação, devem ser escritas com caneta esferográfica de tinta preta.

Entregue ao chefe de sala o Cartão-Reposta/Folha de Redação e a Folha de Rascunho ao deixar em definitivo a sala de provas.

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no portal do Inep, na seção Provas e Gabaritos, até o 10° dia útil após o segundo dia de aplicação das provas.


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Aldeias Guarani Kaiowá vão receber proteção da Força Nacional

Após denúncias de violência política, ministros visitaram região

                                     Gabriel Brum – repórter da Rádio Nacional

 Rony Eloy/Secom


A presença da Força Nacional deve se estender em Mato Grosso do Sul, e o efetivo deve ser ampliado para garantir a proteção de aldeias indígenas Guarani Kaiowá.

Casos de violência política vêm sendo denunciados na região, depois do segundo turno da eleição, na semana passada, que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva.

O anúncio de ampliação do efetivo foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, que visitou aldeias na fronteira com o Paraguai neste sábado (31).

"A Força Nacional inclusive, além da presença numérica atual, vai ter um reforço, está adotando um procedimento que eu reputo muito importante, que é o procedimento que eles chamam de Minuto a Minuto. Eles estarão sempre no terreno, sempre na área de operações disponíveis para se deslocar onde qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa aconteça, sendo acionados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais."

Segundo o ministro, o programa minuto a minuto informará através de imagem e detecção do tipo de ocorrência e, sempre que possível, já indicando a autoria e materialidade.

Lima e Silva e os ministros Eloy Terena, dos Povos Indígenas, e Janine Mello, dos Direitos Humanos, visitaram as aldeias Sassoró, no município de Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai.
 

Brasília (DF), 31/10/2026  - Governo Federal reforça proteção de comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul
Ministros dos Povos Indígenas, Justiça e Segurança Pública e dos Direitos Humanos e da Cidadania estiveram no estado devido às denúncias de ameaças e violência após o segundo turno das eleições.
Foto: Rony Eloy/Secom
Governo Federal reforça proteção de comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul - Rony Eloy/Secom

Ameaças após eleições

A comitiva foi à região após denúncias de violência contra os indígenas em Mato Grosso do Sul chamarem atenção nas redes sociais depois das eleições. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), contabilizou mais de 30 casos.

A aldeia Sassoró foi alvo de ameaça de envenenamento da água, segundo um áudio que circulou em grupos da cidade de Tacuru. A suspeita é que haja participação de um servidor público do município.

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou que a Polícia Federal já ouviu os suspeitos e que o monitoramento da qualidade da água vai ser reforçado. Ele destacou que as denúncias que têm chegado precisam ser apuradas, porque há casos levantados que ocorreram em outros momentos.

"Nós recebemos 10 casos, depois de filtrar tudo que foi recebido. E desses 10 casos, quatro são aqui de Mato Grosso do Sul. Até o momento. Lógico que é uma averiguação preliminar. Apenas esse caso do envenenamento que tem uma ligação direta com crime político. Os outros atropelamentos até o momento não, mas é claro que não serão descartados", disse.

O Ministério dos Direitos Humanos informou que vai colocar o Programa de Proteção à disposição das vítimas desses casos. Mais de 80 indígenas de Mato Grosso do Sul já estão no programa, segundo a pasta.


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