domingo, 29 de março de 2026

Milhões saem às ruas contra Trump num dos maiores protestos da história dos Estados Unidos

 

Estima-se que até 9 milhões de pessoas tenham ido às ruas contra a destruição da democracia, a guerra contra o Irã e a estupidez da extrema-direita


Protestos contra Trump levaram milhões às ruas (Foto: Reuters)

Milhões de pessoas tomaram as ruas dos Estados Unidos e de diversos países neste sábado (28) em uma das maiores jornadas de protesto da história recente contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Sob o lema “No Kings” (“Sem reis”), as manifestações denunciaram o avanço autoritário da Casa Branca, a escalada militar contra o Irã, a repressão a imigrantes e o ambiente de deterioração democrática impulsionado pela extrema-direita. As informações são da CBS News e da Associated Press. Estima-se que os protestos tenham reunido 9 milhões em vários estados.


Os atos ocorreram nos 50 estados norte-americanos, com mais de 3.100 eventos registrados, além de mobilizações em mais de uma dezena de países. Organizadores estimaram que até 9 milhões de pessoas participaram das manifestações, evidenciando a amplitude da rejeição ao trumpismo e às suas políticas consideradas agressivas e antidemocráticas.

Minnesota se torna símbolo da resistência

O principal foco dos protestos foi St. Paul, em Minnesota, estado que se tornou um centro de resistência após a morte de Renee Good e Alex Pretti, atingidos por agentes federais durante ações ligadas à política migratória do governo Trump. O episódio desencadeou revolta popular e mobilizações contínuas.

Milhares de pessoas ocuparam o entorno do Capitólio estadual, formando uma multidão que se estendia por ruas e áreas públicas. Muitos manifestantes carregavam bandeiras dos Estados Unidos invertidas, um símbolo histórico de alerta e angústia nacional.

O músico Bruce Springsteen foi a principal atração do ato e apresentou a canção “Streets of Minneapolis”, composta em resposta às mortes. Antes da apresentação, ele afirmou: "A força de vocês e o compromisso de vocês nos mostraram que isto ainda é a América" e acrescentou: "E este pesadelo reacionário, e essas invasões de cidades americanas, não vão prevalecer."

O evento também contou com a presença de Joan Baez, Jane Fonda e do senador Bernie Sanders, além de ativistas e lideranças políticas. Segundo os organizadores, mais de 200 mil pessoas participaram do ato em St. Paul, superando os números da Marcha das Mulheres de 2017.

Protestos se espalham por todo o país

As manifestações ocorreram em grandes cidades como Nova York, Chicago, Filadélfia e Washington, mas também em pequenas localidades de estados conservadores, demonstrando que a oposição ao governo Trump se espalha por diferentes regiões do país.

Em Filadélfia, milhares de pessoas ocuparam o centro da cidade e interromperam o trânsito. Em Chicago, organizações civis lideraram grandes atos. Em San Diego, cerca de 40 mil pessoas participaram de uma marcha, segundo autoridades locais.

Na capital Washington, manifestantes caminharam do Lincoln Memorial até o National Mall com cartazes como “Abaixe a coroa, palhaço” e “A mudança de regime começa em casa”, entoando palavras de ordem contra o autoritarismo.

Críticas à política de Trump e reação oficial

Entre as principais reivindicações estavam o fim da guerra no Irã, a reversão de políticas migratórias consideradas agressivas e a defesa de direitos civis, incluindo os da população transgênero.

A diretora executiva da New York Civil Liberties Union, Donna Lieberman, afirmou durante coletiva: "Eles querem que tenhamos medo, que acreditemos que não há nada que possamos fazer para detê-los" e completou: "Mas sabem de uma coisa? Eles estão errados — completamente errados."

A Casa Branca reagiu minimizando os protestos. A porta-voz Abigail Jackson declarou: "As únicas pessoas que se importam com essas sessões de terapia contra Trump são os repórteres pagos para cobri-las."

Ironia e criatividade contra o autoritarismo

Os atos também foram marcados por ações criativas. Em Washington, um grupo fantasiado de insetos usava coletes com a sigla “LICE”, em referência ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), em tom de sátira.

O participante Bill Jarcho explicou: "O que oferecemos é zombaria ao rei" e acrescentou: "Trata-se de pegar o autoritarismo e ridicularizá-lo, algo que eles detestam."

Segundo os organizadores, dois terços dos participantes vieram de regiões fora dos grandes centros urbanos, incluindo estados tradicionalmente conservadores, o que indica uma ampliação da base de oposição ao governo Trump.

Mobilização global contra Trump e a guerra

Os protestos também ocorreram em diversos países. Em Roma, milhares marcharam contra políticas conservadoras e em defesa da democracia. Em Paris, centenas de pessoas — incluindo norte-americanos residentes na França — se reuniram na Bastilha.

A organizadora Ada Shen declarou: "Eu protesto contra todas as guerras intermináveis de Trump, ilegais, imorais, imprudentes e irresponsáveis."

Em Londres, manifestantes exibiram cartazes como “Parem a extrema-direita” e “Levantem-se contra o racismo”, associando a guerra no Irã ao avanço de forças ultrarreacionárias.

Um movimento de massa contra a extrema-direita

A dimensão dos protestos revela um cenário de forte contestação ao governo Trump. Para milhões de pessoas, suas políticas representam uma ameaça direta à democracia, aos direitos civis e à estabilidade global.

A mobilização “No Kings” se consolida, assim, como um dos maiores movimentos de contestação popular da atualidade, reunindo multidões contra a guerra, o autoritarismo e o avanço da extrema-direita nos Estados Unidos e no mundo. - 247.


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sábado, 28 de março de 2026

“No kings”: protestos tomam Nova York e milhares de cidades dos EUA contra Trump (vídeo)

 

Manifestação reúne milhares de pessoas em atos simultâneas em mais de 3 mil cidades refletem queda de popularidade de Trump

“No kings”: protestos tomam Nova York e milhares de cidades dos EUA contra Trump (vídeo) (Foto: Reuters)

Uma multidão ocupou as ruas de Nova York e em outras 3 mil cidades no protesto “No Kings” (Sem Reis, em português), contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em Saint Paul, capital do estado de Minnesota, centenas foram às ruas para protestar. O estado de Minnesota esteve no centro de tensões recentes após um episódio ocorrido no ano passado, quando agentes de imigração mataram duas pessoas em Minneapolis. O caso desencadeou uma série de protestos e confrontos com forças policiais.

Na capital Washington, D.C., manifestantes também foram às ruas em grande número, empunhando cartazes e entoando palavras de ordem contra medidas adotadas pelo governo Trump.

As manifestações acontecem em um momento em que a popularidade de Donald Trump atingiu seu nível mais baixo desde o retorno à Casa Branca, segundo pesquisas recentes. A queda na aprovação ocorre paralelamente ao aumento das tensões no cenário internacional, especialmente em relação à agressão contra o Irã. - 247.


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Lula lidera entre eleitores de centro e amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro, aponta Datafolha

 

Pesquisa indica força do presidente entre setores independentes, mas também revela desejo majoritário por mudanças no rumo do próximo governo


26.03.2026 - Presidente da. República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de Abertura da Caravana Federativa do Rio de Janeiro, no Auditório Caminho Niemeyer. Niterói - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Lula aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro entre os eleitores que se autoidentificam como de centro nos cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha para a eleição presidencial de 2026. Os dados, publicados pela Folha de S.Paulo, sugerem que o campo intermediário do eleitorado, sem adesão orgânica ao petismo nem ao bolsonarismo, poderá ser decisivo numa disputa que desde já se desenha como altamente competitiva.

O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 5 de março de 2026, com 2.004 entrevistas em 137 municípios do país, ouvindo brasileiros com 16 anos ou mais. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03715/2026, a pesquisa mostra que Lula mantém vantagem numérica relevante sobre Flávio Bolsonaro justamente entre os segmentos que tendem a arbitrar eleições apertadas: os eleitores independentes, moderados ou não plenamente identificados com os polos centrais da política nacional.

Na escala ideológica de 1 a 7 usada pelo instituto, em que 1 representa o máximo à esquerda e 7 o máximo à direita, o centro corresponde à posição 4. É nesse grupo que Lula aparece com 31% das intenções de voto num dos cenários de primeiro turno, contra 17% de Flávio Bolsonaro. Na mesma simulação, Romeu Zema surge com 9% e Ronaldo Caiado com 6%. A margem de erro nesse segmento é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos, o que não elimina a dianteira do presidente, embora recomende cautela na leitura dos números.

O desempenho de Lula entre os centristas ganha ainda mais relevância porque Ratinho Junior, que estava presente em cenários anteriores e anunciou a desistência de candidatura em 23 de março, já não aparece nessa composição. Sem um nome alternativo com pretensão competitiva no campo conservador mais moderado, a disputa nesse trecho do eleitorado tende a se concentrar de forma mais direta entre o presidente e o bolsonarismo.

Os dados também reforçam que a vantagem do presidente não se limita à pesquisa estimulada. Na sondagem espontânea, quando o Datafolha não apresenta previamente os nomes dos possíveis candidatos, 15% dos eleitores de centro afirmam que pretendem votar em Lula para presidente. Flávio Bolsonaro é citado por apenas 2%, mesmo percentual atribuído a Jair Bolsonaro. O resultado espontâneo costuma ter peso político específico por captar lembrança imediata e adesão mais consolidada.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro dentro desse mesmo grupo de centro, o presidente marca 41% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 32%. Apesar da vantagem numérica, o Datafolha aponta empate técnico por causa da margem de erro. Ainda assim, o dado mostra que Lula parte de uma posição mais favorável entre os eleitores que não estão organicamente alinhados ao bolsonarismo. Outros 24% dizem que votariam em branco, e 3% afirmam não saber em quem votar.

Quando o instituto altera a régua e passa a medir o posicionamento numa escala de 1 a 5, em que 1 significa bolsonarista e 5 petista, o eleitor que se define como 3 passa a representar o segmento que não se identifica com nenhum dos dois polos. Nessa fatia, Lula e Flávio também aparecem tecnicamente empatados nos cenários de primeiro turno, mas novamente com o presidente numericamente à frente, com diferença variando entre sete e dez pontos percentuais. No segundo turno, Lula registra 40%, contra 35% de Flávio, enquanto 23% declaram voto em branco e 2% dizem não saber.

Esse conjunto de números sugere que Lula conserva uma capacidade de atração mais robusta entre os eleitores que rejeitam identidades políticas rígidas. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que essa vantagem convive com um dado estrutural importante: a maioria dos entrevistados localizados no meio das escalas afirma desejar que o próximo presidente adote ações diferentes das do atual governo. Entre os que se dizem de centro na escala ideológica, 79% concordam com essa posição. Entre os que não se veem nem como bolsonaristas nem como petistas, o índice sobe para 81%.

Ou seja, Lula aparece melhor posicionado do que Flávio Bolsonaro nesse eleitorado intermediário, mas não enfrenta um terreno de acomodação. Há uma demanda difusa por mudança, renovação de agenda ou inflexão de rumos, mesmo entre eleitores que, neste momento, demonstram maior disposição de votar no atual presidente do que no nome ligado diretamente ao clã Bolsonaro. Isso indica que a disputa de 2026 poderá ser menos uma simples reedição da polarização passada e mais uma batalha pela interpretação do que significa mudança sem ruptura.

A rejeição dos dois principais nomes reforça esse quadro. Entre os eleitores que se posicionam no centro da escala entre esquerda e direita, 45% dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula no primeiro turno, enquanto 51% afirmam o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. Entre os que se colocam no meio da escala entre bolsonarismo e petismo, os percentuais são de 48% para Lula e 50% para Flávio. O empate técnico na rejeição mostra que, para uma parcela decisiva do eleitorado, a escolha poderá ser orientada menos por entusiasmo do que por comparação entre danos, riscos e capacidade de governar.

O cientista político Sérgio Simoni, professor da USP, avalia que os números apontam vantagem para Lula entre os eleitores de centro, mas adverte que a interpretação exige cuidado. Segundo ele, "Às vezes [o entrevistado] coloca centro, mas não é exatamente o mesmo significado que a gente atribui [para o termo]. Quando [o Datafolha] pergunta também [no contexto da] escala entre petistas e bolsonaristas, permite um cenário com mais nuances". A observação é importante porque relativiza leituras simplistas sobre o que seria o “centro” no Brasil: trata-se de um espaço heterogêneo, por vezes mais pragmático do que ideológico.

A pesquisa mostra ainda que a polarização entre petistas e bolsonaristas segue fortemente cristalizada. Na escala de 1 a 5, 28% dos entrevistados se colocam no ponto máximo do bolsonarismo e outros 28% no ponto máximo do petismo. Entre esses dois blocos, existe uma larga faixa intermediária que pode ser disputada. Outros 19% se definem como 3, sem associação a nenhum dos polos, enquanto 7% se posicionam como 2 e 9% como 4. Em outras palavras, mais de um terço do eleitorado está fora da adesão plena às identidades políticas dominantes.

Simoni resume esse quadro ao afirmar: "Mais de um terço dos eleitores se posiciona ou no meio, ou, ainda que tendendo para um lado, não se identifica fortemente [com nenhum dos lados]". Esse trecho da pesquisa ajuda a explicar por que a eleição de 2026 pode voltar a ser definida não apenas pela mobilização das bases fiéis, mas pela capacidade de convencer os setores menos rigidamente polarizados.

Na escala de 1 a 7, que mede autoposicionamento entre esquerda e direita, o Datafolha encontrou 15% dos entrevistados no ponto máximo à esquerda, 17% no centro e 29% no ponto máximo à direita. Para Simoni, esse percentual elevado na direita não deve ser automaticamente interpretado como sinal de radicalização. "Tradicionalmente, a direita tem um patamar mais elevado do que a esquerda. Mesmo nos momentos nos quais Lula estava no auge, como quando ganhou a eleição de 2002", afirmou. O pesquisador acrescenta que muitos eleitores podem atribuir aos conceitos de esquerda e direita significados distintos daqueles usados pela academia.

O recorte sociodemográfico traçado pelo levantamento também ajuda a compreender a base de cada campo político. O bolsonarista mais identificado aparece como homem, branco, evangélico, morador do Sul, Centro-Oeste ou Norte, e eleitor com preferência pelo PL. Já a petista mais identificada é mulher, com mais de 60 anos, ensino fundamental, renda de até dois salários mínimos, moradora do Nordeste, aposentada e católica. No grupo que não se associa nem ao petismo nem ao bolsonarismo, o perfil predominante é de homem, entre 16 e 24 anos, estudante, com ensino superior, sem partido de preferência, sem religião e residente no Sudeste.

É nesse último segmento que se concentra um dos maiores desafios da política brasileira contemporânea. Trata-se de um eleitorado menos capturado pelas lealdades históricas e mais aberto a formulações híbridas, pragmáticas ou não convencionais. A estagiária de comunicação Fernanda Rabello, de 22 anos, ouvida na reportagem original, resume esse sentimento ao afirmar: "Sou centro, porque acredito que é possível ter benefícios pra sociedade em ambos os lados, com um mediando o outro". Em seguida, acrescenta: "Não decidi em quem votar para presidente, está cedo ainda. Acho que o maior problema do país é a disparidade de classes: pessoas que detêm muita riqueza e pessoas que não têm o que comer."

A fala expressa uma busca por mediação, mas também um incômodo social profundo. Esse tipo de percepção ajuda a explicar por que Lula, mesmo liderando entre os eleitores de centro, ainda encontra limites claros para transformar essa dianteira em adesão consolidada. A vantagem existe, mas ela está assentada num terreno instável, marcado por rejeições elevadas, desejo de mudança e ausência de fidelidade partidária rígida.

O retrato desenhado pelo Datafolha, portanto, projeta uma eleição em que Lula entra competitivo, com fôlego entre os setores independentes e desempenho superior ao de Flávio Bolsonaro entre os eleitores de centro. Mas mostra também que a disputa seguirá aberta, com uma faixa decisiva do eleitorado ainda em observação, desconfiada dos extremos e inclinada a escolher, no limite, aquele que lhe parecer menos distante de suas demandas concretas e menos ameaçador para o futuro do país. - 247.


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"Quando vocês dizem 'No Kings' eu escuto 'Fora Trump'", diz Robert de Niro (vídeo)

 

Organizador de um dos maiores protestos da história dos Estados Unidos, o ator de Hollywood diz que a era Trump está chegando ao fim


Robert de Niro no protesto No Kings (Foto: Reprodução Youtube)

O ator norte-americano Robert de Niro fez um dos discursos mais contundentes contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante as manifestações globais do movimento “No Kings”, que mobilizaram milhões de pessoas neste sábado (28). Em tom direto e sem concessões, De Niro associou o slogan do movimento a um chamado explícito pela saída do atual presidente.

Diante de uma multidão engajada e de uma mobilização histórica, o ator declarou: "Quando eu escuto as multidões cantando ‘No Kings’, o que eu realmente escuto é: Fora Trump. Isso mesmo." A fala sintetiza o espírito dominante dos protestos, que apontam Trump como uma ameaça central à democracia norte-americana.

Ataque frontal ao trumpismo

Em seu discurso, De Niro destacou o caráter inédito do risco representado pelo atual presidente. "Houve outros presidentes que testaram os limites constitucionais de seu poder, mas nenhum representou uma ameaça existencial tão grande às nossas liberdades e à nossa segurança quanto Donald Trump. Ele precisa ser detido, e precisa ser detido agora."

O ator, que é um dos organizadores e apoiadores do movimento ao lado de grupos como o Indivisible, afirmou que apoia a mobilização “150%” e celebrou a adesão massiva da população. "‘No Kings’ é um grande grito de mobilização, e já provou ser extremamente bem-sucedido, com milhões de nós respondendo ao chamado."

Críticas à guerra, à desigualdade e à corrupção

De Niro também fez duras críticas às políticas do governo Trump, incluindo a guerra no Irã e o impacto econômico sobre a população. "Não a guerras desnecessárias que drenam nossos recursos, sacrificam nossos bravos homens e mulheres das Forças Armadas e massacram inocentes."

Ele também denunciou a desigualdade social e o aumento do custo de vida: "Não a alimentos inacessíveis, não a energia inacessível, não a moradia inacessível e não à inflação em seu nível mais alto desde a COVID."

O ator acusou ainda o presidente de corrupção e de favorecer aliados: "Não a um líder corrupto enriquecendo a si mesmo e seus amigos da elite."

Denúncia da violência e do autoritarismo

Em um dos trechos mais fortes do discurso, De Niro condenou a violência estatal: "Não a agentes apoiados pelo governo atirando em nossos vizinhos nas ruas." A fala faz referência direta a episódios recentes envolvendo ações de forças federais contra civis, que se tornaram um dos estopins das manifestações.

Segundo o ator, Trump só consegue avançar em suas políticas devido à conivência de setores do poder político: "Ele não pode fazer todas as coisas terríveis que vem fazendo sem a cumplicidade do Congresso e dos capangas em sua administração. Eles estão ligados a ele pelo medo — medo de perder seus próprios cargos, seu próprio poder."

Chamado à mobilização popular

De Niro destacou a força do movimento “No Kings” como um sinal de resistência crescente. "Olhem para o poder desta revolta nacional. Olhem para o poder deste movimento."

Em tom desafiador, ele afirmou que os apoiadores de Trump deveriam temer a mobilização popular: "Com medo de Trump? Por favor. Não — eles deveriam ter mais medo de nós."

O ator concluiu seu discurso reafirmando valores democráticos e convocando a população à ação política: "Porque ainda acreditamos nos valores fundamentais americanos de justiça, igualdade, decência e bondade. Porque estamos indo das ruas às urnas. E porque todos nós merecemos um país sem reis e sem Trump."

Um símbolo do momento político

A fala de Robert de Niro se tornou um dos momentos mais emblemáticos das manifestações, reforçando o caráter político e ideológico do movimento “No Kings”. Ao transformar o slogan em um chamado explícito contra Trump, o ator ajudou a dar ainda mais clareza ao objetivo central das mobilizações: barrar o avanço do autoritarismo e encerrar o ciclo político liderado pelo atual presidente dos Estados Unidos.

Em meio a uma das maiores ondas de protestos da história recente do país, a mensagem ecoada nas ruas — e amplificada por figuras públicas como De Niro — aponta para um cenário de crescente confronto entre a sociedade civil e o projeto político da extrema-direita norte-americana. - 247.




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"Pior e mais insensível presidente da história deste país", diz Tebet sobre Bolsonaro

 

Ministra do Planejamento, que se filiou ap PSB, confirma candidatura ao senado e destaca apoio de Lula e Alckmin

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, fala em evento na Cidade do México - 27/08/2025 (Foto: REUTERS/Henry Romero)


A ministra do Planejamento, Simone Tebet, fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante seu primeiro discurso como filiada ao Partido Socialista Brasileiro, o PSB.

“Tive a infelicidade de ser senadora durante um período de retrocessos do governo do pior, o mais insensível presidente da história deste país”, afirmou Tebet.

A ministra também direcionou críticas ao governo paulista, comandado por Tarcísio de Freitas, embora sem citá-lo nominalmente. Durante o evento, classificou a atual administração estadual como “absolutamente ingrata” e ressaltou o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no equilíbrio fiscal de São Paulo.

“Se hoje tem caixa no governo de São Paulo, é porque tem presidente da República que não olha coloração partidária”, declarou.

A filiação ao PSB marca um novo passo na trajetória política de Tebet, que confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Para viabilizar a candidatura, ela transferiu seu domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para o estado paulista, movimento articulado por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que também esteve presente na cerimônia.

Natural de Mato Grosso do Sul, Tebet construiu sua carreira política no estado, mas passa agora a integrar uma estratégia mais ampla do governo federal para fortalecer o palanque de Lula em São Paulo. Nas eleições de 2022, a ministra teve desempenho expressivo no estado, com cerca de 1,6 milhão de votos no primeiro turno da disputa presidencial. No segundo turno, declarou apoio a Lula contra Bolsonaro. - 247.


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Trump se rende à China e admite que o socialismo funciona e entrega melhores resultados

 

Presidente dos Estados Unidos elogia desempenho econômico chinês e reconhece eficiência de um sistema que, segundo ele, “em teoria não deveria funcionar”

Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, durante reunião na Coreia do Sul - 30/09/2025 (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu ao elogiar abertamente a China e reconhecer a eficiência de seu modelo econômico, afirmando que o país alcança resultados impressionantes mesmo adotando um sistema que, segundo a visão tradicional ocidental, não deveria funcionar. As declarações foram feitas durante o Future Investment Initiative Priority Summit, em Miami, conforme noticiado pelo portal Ommcom News com base em informações da IANS.

Em um discurso marcado por comparações entre os modelos econômicos, Trump destacou o desempenho produtivo chinês e demonstrou respeito pelo país asiático. Ao comentar o tema, afirmou: “Tenho que dizer que respeito a China, porque é incrível que, com um sistema que, em teoria, não deveria funcionar — você sabe, nós vamos à escola, frequentamos as melhores escolas de negócios, nos saímos bem nelas e lemos sobre empreendedorismo livre, lemos sobre todas essas coisas diferentes”.

Na sequência, o presidente dos Estados Unidos aprofundou o contraste entre a formação econômica ocidental e os resultados alcançados pela China, ressaltando a escala da produção industrial chinesa. Segundo ele: “Mas, se você olhar para a China, como eles vão bem, o quanto produzem. Quero dizer, eles produzem tantos carros que, na verdade, têm competitividade sobre quem consegue produzir menos carros, porque têm carros demais.”

Reconhecimento da força produtiva chinesa

As declarações de Trump indicam um reconhecimento explícito da capacidade produtiva da China, frequentemente associada a um modelo de desenvolvimento com forte presença do Estado e planejamento estratégico — características centrais do socialismo com características chinesas.

Ao final de sua fala, Trump reforçou o tom de respeito ao desempenho do país asiático, independentemente de divergências políticas ou ideológicas. Segundo ele: “É preciso ter grande respeito pela China pelo trabalho que fazem. Goste você deles ou não, é preciso respeitá-los.”

A afirmação ganha relevância no contexto das tradicionais críticas de Trump à China ao longo de sua trajetória política, especialmente em temas comerciais e tecnológicos. Desta vez, no entanto, o presidente adotou um tom distinto, destacando resultados concretos da economia chinesa.

Contradição com discurso tradicional dos EUA

O reconhecimento feito por Trump chama atenção por contrastar com o discurso predominante nos Estados Unidos, que historicamente valoriza o livre mercado e critica modelos econômicos baseados em forte intervenção estatal.

Ao mencionar que o sistema chinês “em teoria não deveria funcionar”, Trump sinaliza essa contradição entre a doutrina econômica ensinada nas escolas de negócios ocidentais e a realidade observada na prática. Sua fala sugere que os resultados da China desafiam paradigmas consolidados do pensamento econômico liberal.

Debate sobre modelos de desenvolvimento

As declarações do presidente norte-americano reacendem o debate global sobre diferentes modelos de desenvolvimento econômico. A China, que combina planejamento estatal, controle estratégico de setores-chave e abertura seletiva ao mercado, tem apresentado crescimento consistente e expansão industrial nas últimas décadas.

Ao reconhecer a eficiência desse modelo, Trump contribui para ampliar a discussão sobre os limites e as potencialidades do sistema capitalista tradicional, especialmente diante do avanço econômico chinês.

Impacto político e simbólico

O elogio público à China por parte de Trump tem também um peso simbólico relevante, considerando sua posição como presidente dos Estados Unidos e sua influência no debate internacional. Suas palavras podem ser interpretadas como um reconhecimento pragmático da nova correlação de forças na economia global.

Ao afirmar que é necessário respeitar a China “goste você deles ou não”, Trump sintetiza uma mudança de tom que reflete a crescente centralidade do país asiático no cenário mundial, tanto em termos produtivos quanto tecnológicos.

A fala, feita em um fórum internacional de investimentos, reforça a percepção de que o desempenho econômico chinês deixou de ser apenas um fenômeno regional para se tornar um elemento incontornável nas discussões sobre o futuro da economia global. - 347.


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Eleições - PT oficializa apoio a João Campos para o Governo de PE e nacionaliza palanque com foco em Lula

Reunião do diretório estadual do PT aconteceu na manhã deste sábado (28); apoio a João Campos foi aprovado

               Mareu Araújo

                          Apoio a João Campos (PSB) foi aprovado pelo PT neste sábado (28) (Foto: Sandy James/DP Foto)


O Partido dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco oficializou, em reunião do diretório estadual neste sábado (28), o apoio à pré-candidatura do prefeito João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. O evento, que reuniu as principais lideranças da esquerda local, foi marcado por um tom de "unidade" e pela nacionalização do debate eleitoral.

Pré-candidato ao Senado, Humberto Costa (PT) afirmou que as eleições deste ano são um desdobramento direto da de 2022. Para ele, os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, a quem se referiu como “inominável”, destruíram as conquistas que foram construídas e afirmou que a vitória da chapa Lula (PT) e Alckmin (PSB) foi “fundamental”.

Humberto também destacou o protagonismo internacional do país sob a liderança de Lula, afirmando que a voz do presidente e a do Brasil “caminham no oposto” dos conflitos.

“É importante manter esse projeto estratégico. Porque com essa união, com Lula presidente e com João Campos governador, Pernambuco pode muito mais. Você, João, já provou que é possível sempre fazer muito mais”, afirmou o pré-candidato.

Assim como Humberto, João Campos avaliou que a aliança entre Lula e Alckmin foi crucial para a preservação da democracia no Brasil. Ele também declarou que nenhum outro nome teria a capacidade de vencer aquele pleito. “Se a gente não tivesse vencido as eleições de 22, provavelmente um ambiente democrático como esse não estaria existindo”, disse.

Em seu discurso, Campos também rebateu questionamentos sobre a forte influência do "lulismo" em sua chapa e declarou: “Ainda bem que está lulista, porque eu sou lulista e não tenho nenhum problema em afirmar isso”. Segundo o pré-candidato, a chapa “sela uma coerência de campo político”.

“Chegou a hora de a gente fazer por ele [Lula] o que ele faz pela gente. Porque mais uma vez, o Brasil precisa dele. Mais uma vez, a gente requisita a candidatura dele", disse.

Críticas à oposição

Sem citar nomes, a chapa, que ainda está em definição, da pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), foi citada como sendo do “lado de lá”, referenciando a partidos da extrema direita. Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado, declarou que o governo estadual tenta uma aproximação oportunista com o Governo Federal por conveniência eleitoral.

“Mesmo que o lado de lá finja que está em cima do muro ou até que declare apoio ao presidente Lula, pensando meramente no estelionato eleitoral, a gente vai fazer o povo diferenciar qual é o lado de lá e qual é o lado de cá”, afirmou a pré-candidata.


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Milhões saem às ruas contra Trump num dos maiores protestos da história dos Estados Unidos

  Estima-se que até 9 milhões de pessoas tenham ido às ruas contra a destruição da democracia, a guerra contra o Irã e a estupidez da extrem...