quarta-feira, 8 de abril de 2026

CLIMA - Inmet prevê chuva para todo estado de Pernambuco com maior volume no Sertão

Conforme atualização do Inmet, 28 municípios do Sertão de Pernambuco concentrarão maiores volumes de chuva nesta quarta (8)

                       Diario de Pernambuco


Chuva no Recife (DP)

Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) atualizou, na madrugada desta quarta-feira (8), a sua previsão para Pernambuco reduzindo o número de municípios com alerta de Perigo ao longo do dia.

Além da quantidade, o Inmet aponta uma mudança de local: do Litoral e parte do Agreste para o Sertão.

Vinte e oito municípios no extremo oeste de Pernambuco, nas divisas com Ceará e Piauí, estão com a bandeira laranja, que indica chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h).

Todo o restante do estado fica com a bandeira amarela, ou risco de severidade de Perigo Potencial, quando o acumulado de água fica entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h).

Confira os 28 municípios do Sertão com alerta de Perigo:

  • Afrânio
  • Araripina
  • Belém do São Francisco
  • Bodocó
  • Cabrobó
  • Carnaubeira da Penha
  • Cedro
  • Dormentes
  • Exu
  • Granito
  • Ipubi
  • Lagoa Grande
  • Mirandiba
  • Moreilândia
  • Orocó
  • Ouricuri
  • Parnamirim
  • Petrolina
  • Salgueiro
  • Santa Cruz
  • Santa Filomena
  • Santa Maria da Boa Vista
  • São José do Belmonte
  • Serra Talhada
  • Serrita
  • Terra Nova
  • Trindade
  • Verdejante

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Lula tem 40,4% e Flávio Bolsonaro, 37%, em cenário de 1º turno, mostra pesquisa Meio/Ideia

resultado significa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão empatados tecnicamente

                                 Estadão Conteúdo


Lula e Flávio Bolsonaro (Marcelo Camargo/Agência Brasil e Evaristo Sá/AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 40,4% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 37%, segundo pesquisa Meio/Ideia publicada nesta quarta-feira, 8. O resultado significa que os dois estão empatados tecnicamente. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.

Os dados são relativos ao cenário estimulado de primeiro turno, mas o empate técnico se repete no segundo turno: Flávio, com 45,8%, ultrapassa numericamente Lula, que tem 45,5%.

O levantamento aponta também para uma disputa estabilizada neste momento. Na rodada anterior, em março, Lula tinha 40,3% e Flávio 35%, no primeiro turno - ambos oscilaram dentro da margem.

No segundo pelotão, três nomes estão empatados tecnicamente. Ronaldo Caiado (PSD) tem 6,5% e Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), registraram 3% das intenções de voto cada.

Indecisos são 8,5% e brancos e nulos, 1%. Aldo Rebelo (DC) tem 0 6%.

A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 3 e 7 de abril. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00605/2026-BRASIL.

Segundo turno

Empate técnico com Flávio Bolsonaro à parte, Lula ganha de todos os outros demais candidatos no segundo turno. Ele tem seis pontos porcentuais de vantagem contra Caiado (45% a 39%) e contra Zema (44,7% a 38,7%).

A margem sobe para 18,6 pontos contra Renan Santos, a quem Lula venceria por 45% a 26,4%.

Decisão de voto

A Meio/Ideia detectou que os eleitores se tornaram mais indecisos na hora de definir em quem votar. Em janeiro, primeira rodada do levantamento, 64,5% diziam que estavam decididos e 35 5% respondiam que ainda poderiam mudar de voto.

Agora, os decididos caíram para 48,6%, enquanto os que declaram que ainda podem mudar subiram para 51,4%.

Avaliação de governo

A pesquisa também aponta que a avaliação do governo estabilizou, ou seja, variou apenas dentro da margem de erro de 2,5 pontos porcentuais.

Questionados sobre o conceito que davam para o governo, 10,7% responderam "ótimo" (eram 12% no mês passado); 21,5% escolheram "bom" (eram 22,6%); "regular" foi a escolha de 19% (18,3%); "ruim" registrou 15% (16,3%) e "péssimo", 31,4% (29%).

O levantamento também perguntou qual é a maior ameaça à democracia brasileira: a mais citada, com 42,5%, foi a concentração de poder no Judiciário, seguida da corrupção na classe política, com 16,5%.

A maior parcela dos entrevistados, 41%, se declararam contra qualquer tipo de anistia, enquanto 32% são favoráveis à medida inclusive para Jair Bolsonaro (PL) e os militares. Outros 21% são a favor da anistia somente para os manifestantes e não os líderes do 8 de Janeiro. Não souberam responder somaram 6%.


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João Campos amplia vantagem sobre Raquel Lyra em Pernambuco, aponta pesquisa

 

Segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data, o ex-prefeito do Recife venceria a atual governadora no primeiro e no segundo turno


João Campos e Raquel Lyra (Foto: Divulgação )

O cenário eleitoral em Pernambuco para 2026 começa a se delinear com vantagem para João Campos (PSB), que aparece à frente da governadora Raquel Lyra (PSD) tanto no primeiro quanto no segundo turno. Os dados são de pesquisa do instituto Real Time Big Data que também traz projeções para a disputa ao Senado no estado, indicando liderança de Marília Arraes (PDT). As informações são da revista Veja.

Na simulação de primeiro turno, João Campos soma 50% das intenções de voto, contra 33% de Raquel Lyra, uma diferença de 17 pontos percentuais. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, a vantagem mínima estimada é de 13 pontos. Na sequência, aparecem os vereadores recifenses Eduardo Moura (Novo), com 8%, e Ivan Moraes (Psol), com 2%. Votos brancos e nulos totalizam 4%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

Em eventual segundo turno, o ex-prefeito mantém a dianteira, com 52% das intenções de voto, frente a 40% da atual governadora. Nesse cenário, a diferença entre os dois candidatos é de 12 pontos percentuais, podendo chegar a oito pontos dentro da margem de erro. Brancos e nulos representam 4%, e outros 4% permanecem indecisos.

O levantamento também analisou a corrida ao Senado por Pernambuco, indicando a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) como principal nome na disputa. Nos três cenários testados, ela oscila entre 27% e 29% das intenções de voto, consolidando-se na liderança.

Na disputa pela segunda vaga, o cenário é mais equilibrado. O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) aparece com índices entre 20% e 21%, enquanto o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PL) varia de 18% a 19%. Também figuram entre os nomes testados o senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, além dos deputados Mendonça Filho (PL), Tulio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).

Os dados mostram ainda diferentes composições de cenário. Em uma das simulações, Marília Arraes lidera com 27%, seguida por Miguel Coelho (20%), Anderson Ferreira (18%) e Humberto Costa (17%). Em outra, ela alcança 29%, com Anderson Ferreira em segundo (19%) e Humberto Costa mantendo 17%. Já em um terceiro cenário, a pedetista aparece com 28%, à frente de Miguel Coelho (21%) e Anderson Ferreira (19%).

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores em Pernambuco entre os dias 7 e 8 de abril de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PE-05363/2026. - 247.


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Vitória da civilização iraniana contra a barbárie mostrou Lula do lado certo da História – e seus adversários do lado errado

 

Triunfo da paz e da diplomacia pode ter impacto nas eleições presidenciais e, quem sabe, até em São Paulo, desde que a população seja conscientizada

                                  Por:Leonardo Attuch

27.01.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada ao Aeroporto Panamá Pacífico. Cidade do Panamá - Panamá Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert / PR)


A incontestável vitória da civilização iraniana contra a barbárie hoje representada pelos governos de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, nos Estados Unidos e Israel, é um fato histórico, que deve ser celebrado por todos os defensores da Paz Mundial e que poderá ter impactos nas eleições de outubro no Brasil. Isso porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mais uma vez, provou estar do lado certo da História – o da paz, do multilateralismo e do Sul Global – enquanto seus dois principais adversários na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, vinham se alinhado abertamente ao eixo da barbárie.

Em poucas horas, Trump, que ameaçava eliminar do mapa a civilização iraniana, após ser impelido a entrar numa guerra desastrosa por Netanyahu, se viu forçado a recuar e aceitar a mediação paquistanesa para um cessar-fogo que mantém o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, abre o caminho para o fim das sanções e consolida a ascensão do mundo multipolar. Uma vitória da Humanidade, mas também de Lula, que desde o primeiro dia condenou o genocídio promovido por Netanyahu em Gaza e a guerra inútil de Trump no Golfo Pérsico, que já pressionava os preços dos combustíveis no Brasil e poderia provocar uma depressão econômica global.

A vitória da paz contra a escalada bélica impulsionada pelo eixo Washington–Tel Aviv não apenas reposiciona o tabuleiro geopolítico global, como também escancara um desafio interno decisivo para o Brasil: a necessidade de elevar o nível de consciência da sociedade sobre o tema da política internacional. E esse é um terreno no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá, cada vez mais, que atuar como educador político.

Num ambiente midiático profundamente marcado pela desinformação, simplificações ideológicas e alinhamentos automáticos ao Ocidente, temas como multipolaridade, soberania energética ou sanções econômicas são frequentemente tratados de forma superficial — ou distorcida. Isso cria um descompasso entre a realidade do mundo em transformação e a percepção de parcelas relevantes da população brasileira.

É justamente nesse ponto que Lula se diferencia. Ao fazer a leitura correta do momento histórico e defender sempre soluções diplomáticas, o presidente não apenas reafirma sua liderança moral, como também pode atuar pedagogicamente, explicando ao Brasil que o mundo já não é mais unipolar, que o Sul Global emergiu como força decisiva e que o interesse nacional passa, necessariamente, por relações equilibradas com diferentes centros de poder.

Esse esforço de “educação geopolítica” será cada vez mais necessário, uma vez que os impactos dos conflitos promovidos pelo imperialismo são sempre sentidos diretamente no cotidiano dos brasileiros. A pressão sobre os preços dos combustíveis, por exemplo, não era um fenômeno abstrato – ela decorria da agressão contra o Irã, ontem interrompida pelo histórico acordo mediado por Islamabad.

Ao mesmo tempo, os adversários de Lula seguem presos a uma visão ultrapassada e subordinada. Flávio Bolsonaro, dias atrás, estava num evento da extrema-direita internacional, afirmando que poderia ajudar Trump a usar o Brasil para resolver os problemas dos Estados Unidos na disputa contra a China. Caiado, por sua vez, chegou a posar ao lado de Netanyahu, no auge do genocídio em Gaza, assim como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Por isso, a débâcle do eixo da barbárie poderá ter impactos não apenas no âmbito nacional, como também em São Paulo. E o pré-candidato Fernando Haddad deverá sempre recordar, na campanha eleitoral, da cena patética de Tarcísio com seu boné do movimento MAGA – Make America Great Again – uma cena que o hoje o governador de São Paulo gostaria de apagar de seu passado.

A “vergonha silenciosa” de antigos trumpistas não é casual. Ela reflete uma mudança objetiva no equilíbrio de forças internacional. Defender hoje a escalada militar, o unilateralismo e a política de sanções como instrumento de dominação passou a ser sinônimo de atraso histórico. Em contraste, defender o diálogo, a soberania e a multipolaridade tornou-se não apenas uma posição ética, mas também pragmática.

Nesse contexto, a vitória diplomática que evitou uma guerra de grandes proporções no Oriente Médio reforça a narrativa de Lula como estadista global. Mais do que isso: evidencia que o Brasil, sob sua liderança, pode desempenhar um papel relevante na construção de um mundo mais equilibrado, pacífico e promissor para os brasileiros e brasileiras.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



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Governo prepara crédito para médias empresas endividadas no Brasil

 

Plano inclui garantias do PEAC e pode usar FGTS para aliviar dívidas de empresas com faturamento de até R$ 300 milhões


Lula e Dario Durigan (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo federal prepara uma nova linha de crédito voltada a médias empresas endividadas no Brasil, com foco em companhias que faturam até R$ 300 milhões por ano, afirma a Folha de São Paulo. A proposta prevê o uso de garantias públicas e mecanismos como o FGTS para facilitar o acesso ao financiamento e reduzir custos, em meio a um cenário de juros elevados e aumento da inadimplência.

O pacote em elaboração no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva amplia medidas inicialmente voltadas às famílias e passa a contemplar também empresas de médio porte, conhecidas como “médias-grandes”. A estratégia inclui o uso do PEAC (Programa Emergencial de Acesso ao Crédito) com garantias do FGI (Fundo Garantidor de Crédito), administrado pelo BNDES.

O FGI atua como um facilitador ao oferecer cobertura parcial em caso de inadimplência, o que reduz o risco para os bancos e, consequentemente, o custo do crédito para as empresas. A iniciativa surge em um contexto de preocupação crescente dentro do governo com o risco de aumento das falências, especialmente em ano eleitoral.

A pressão sobre o crédito corporativo não é exclusiva do Brasil, mas, no cenário doméstico, o problema é agravado pelo patamar elevado da taxa básica de juros, atualmente em 14,75% ao ano. Esse ambiente tem dificultado o pagamento de dívidas e ampliado o risco financeiro de empresas de diferentes portes.

O Banco Central alertou recentemente para a elevação do risco de crédito envolvendo micro, pequenas e médias empresas. Em documento oficial, a autoridade monetária destacou sinais de deterioração na capacidade de pagamento, inclusive em companhias maiores. Na ata de março do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), o BC afirmou que “o ambiente de taxa básica de juros contracionista, aliado ao elevado endividamento de famílias e empresas, requer cautela e diligência nas concessões de crédito”.

Dados da Serasa Experian reforçam o cenário de alerta: em 2025, o número de recuperações judiciais atingiu 2,5 mil empresas, o maior nível da série histórica. O avanço desses pedidos acendeu o sinal amarelo no governo, que teme um efeito mais amplo sobre a economia e o ambiente político.

O tema foi discutido em reuniões recentes que envolveram o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o presidente Lula e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Entre as avaliações em curso está a necessidade de medidas estruturais que vão além da política monetária, incluindo ações voltadas ao aumento da renda e da produtividade.

Ao comentar o cenário do crédito corporativo, Galípolo indicou que as dificuldades enfrentadas por empresas não decorrem de um único fator, mas de uma combinação de problemas de governança, questões estruturais e o impacto prolongado dos juros elevados.

Além das linhas voltadas a empresas e pessoas físicas, o pacote poderá incluir iniciativas específicas para setores como motoristas e entregadores de aplicativos, além de microempreendedores individuais (MEIs).

Outro ponto em análise é o uso do FGTS como garantia para operações de crédito. Após reunião com a bancada do PT, Durigan afirmou que a proposta ainda está em avaliação conjunta com o Ministério do Trabalho. “Ao se fazer uma análise e a gente achar que foi razoável uma utilização para refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido. Porque é feito não só por mim, como pelo ministro Marinho, e nós estamos caminhando com essa avaliação do impacto que isso vai ter no FGTS. Isso ainda não está concluído”, declarou.

A eventual utilização do FGTS enfrenta resistências dentro do próprio governo, já que pode exigir mudanças legislativas e aprovação do Conselho Curador do fundo. Técnicos avaliam que a medida funcionaria, na prática, como um subsídio ao crédito. - 247.


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Vitória do Irã enfraquece o petrodólar, abre espaço para o "petroyuan” e fortalece o Sul Global

 

Uso do yuan no Estreito de Ormuz expõe fissuras na hegemonia financeira dos Estados Unidos e impulsiona nova ordem econômica global


Vitória do Irã enfraquece o petrodólar, abre espaço para o "petroyuan” e fortalece o Sul Global
 (Foto: Gerada por IA/DALL-E)

Com a vitória do Irã contra Estados Unidos e Israel na guerra no Golfo Pérsico, Teerã e Pequim passaram a avançar de forma estratégica contra a hegemonia do dólar no sistema financeiro internacional. Segundo reportagem da Al Jazeera, esse movimento ganhou força com a adoção do yuan em operações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.

A iniciativa, que representa uma vitória política e econômica do Irã, reforça a cooperação com a China e amplia o debate global sobre a desdolarização. No centro dessa estratégia está o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto da oferta mundial de petróleo e gás natural liquefeito. De acordo com a reportagem, embarcações comerciais passaram a pagar taxas de passagem em yuan, sinalizando uma mudança relevante nas regras do comércio internacional de energia.

Ainda que o número de navios que utilizaram a moeda chinesa seja limitado – ao menos duas embarcações até o fim de março, segundo a Lloyd’s List –, o gesto tem forte impacto simbólico e geopolítico. O próprio Ministério do Comércio da China reconheceu os relatos, enquanto a embaixada iraniana no Zimbábue defendeu abertamente a adoção do chamado “petroyuan” no mercado global de petróleo.

Desafio direto ao sistema dominado pelos EUA

Para Irã e China, o avanço do yuan representa uma resposta direta ao uso do dólar como instrumento de pressão política por parte dos Estados Unidos. Há décadas, Washington utiliza a centralidade de sua moeda para impor sanções e influenciar economias rivais, como as de Teerã e Pequim.

O economista Kenneth Rogoff, professor da Universidade Harvard e ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, explicou à Al Jazeera as motivações iranianas: “Em um nível, o Irã está tentando provocar os Estados Unidos, adicionando insulto ao prejuízo”.

Ele acrescentou: “Em outro nível, o Irã está totalmente comprometido em preferir o yuan para evitar sanções dos EUA e fortalecer sua aliança com a China, que vem avançando de forma consistente para redefinir seu comércio – e o dos países do BRICS – em yuan”.

A estratégia também reduz custos e facilita o comércio bilateral, que cresceu significativamente desde a assinatura de uma parceria estratégica de 25 anos entre os dois países, em 2021.

Integração sino-iraniana ganha força

A China atualmente compra mais de 80% das exportações de petróleo iraniano, muitas vezes com descontos associados a pagamentos em yuan. Em contrapartida, o Irã importa grandes volumes de máquinas, equipamentos eletrônicos, produtos químicos e componentes industriais chineses.

Mesmo com o conflito em curso, os fluxos comerciais entre os dois países se mantiveram estáveis. Nas primeiras semanas da guerra, o Irã exportou entre 12 milhões e 13,7 milhões de barris de petróleo, com a maior parte destinada à China, segundo dados de empresas de monitoramento do setor.

Para o professor Bulent Gokay, da Universidade de Keele, o Irã compreende plenamente o alcance dessa disputa. Ele afirmou: “O Irã entende claramente a importância desse desafio à dominância financeira dos Estados Unidos, bem como o papel vital do sistema do dólar e dos petrodólares”.

Segundo ele, a estratégia chinesa está alinhada à construção de uma nova ordem global: “um mundo financeiro multipolar, em que o papel central do dólar dos EUA seja contrabalançado pela crescente influência das potências emergentes”. - 247.


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Irã diz que Trump não controla "o cachorro raivoso" Netanyahu e prepara retaliações contra Israel

 

Trump nega que os ataques de Israel ao Líbano façam parte do acordo de cessar-fogo. Teerã vê violação por parte de Tel Aviv e fecha o Estreito de Ormuz


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, participam de coletiva de imprensa na Casa Branca - Washington, D.C., EUA - 29/09/2025 (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)


O governo do Irã afirmou que prepara uma resposta militar contra Israel após novos ataques ao Líbano, em meio a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que essas ações não estão incluídas no cessar-fogo temporário na região, segundo informações divulgadas pelo PBS News Hour, CNN e agências internacionais.

Em entrevista por telefone ao programa PBS News Hour, Trump afirmou que a ofensiva israelense contra o Hezbollah no Líbano não integra o acordo de trégua. “Sim, eles não foram incluídos no acordo. Por causa do Hezbollah. Eles não foram incluídos no acordo. Isso também será resolvido. Está tudo bem”, disse.

Apesar de um alto funcionário da Casa Branca ter informado à CNN que Israel concordou em suspender sua campanha de bombardeios enquanto as negociações avançam, a fala de Trump indica que os ataques ao território libanês podem continuar durante esse período.

A reação iraniana ganhou força nas últimas horas. De acordo com uma fonte de segurança ouvida pela agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, Teerã avalia medidas de dissuasão contra alvos militares israelenses. “O Irã está trabalhando em sua resposta para realizar operações de dissuasão contra posições militares israelenses nos territórios ocupados”, afirmou a fonte.

Outra fonte, citada pela agência estatal Tasnim, disse que as forças armadas iranianas já estão “identificando alvos” e podem abandonar o cessar-fogo caso os ataques persistam. “Se os EUA não conseguirem controlar seu agente de vigilância na região, o Irã, excepcionalmente, os ajudará nessa questão! E isso, pela força. Em tom mais incisivo, a Embaixada do Irã na África do Sul publicou mensagem nas redes sociais criticando diretamente os Estados Unidos e Israel: “Ei, Trump, se você não tem uma coleira para o cachorro raivoso, Israel, devemos conseguir uma para você?”.

No campo diplomático, há divergências sobre o alcance do cessar-fogo. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou anteriormente que o Líbano estaria incluído no acordo entre Israel, Estados Unidos e Irã. Já as forças militares israelenses indicaram que as operações contra o Hezbollah no território libanês continuarão.

A escalada também impacta o cenário energético global. Segundo a agência Fars, o Irã interrompeu o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz após os ataques israelenses ao Líbano, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo. Ainda de acordo com a agência, apenas dois petroleiros conseguiram atravessar o estreito desde a entrada em vigor do cessar-fogo.

Israel, por sua vez, intensificou sua ofensiva e realizou o que classificou como os maiores ataques aéreos contra o Líbano desde o início do conflito, ampliando o risco de agravamento da crise no Oriente Médio. - 247.



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