quarta-feira, 11 de março de 2026

Novos ataques atingem navios no estreito de Ormuz; Irã reivindica ação

 

Três embarcações foram atingidas por projéteis na região estratégica; tripulantes desapareceram após explosão em cargueiro tailandês


Estreito de Ormuz (Foto: ROYAL THAI NAVY/Handout via REUTERS)

Três embarcações comerciais foram atingidas por projéteis no estreito de Ormuz nesta quarta-feira (11), ampliando a escalada de incidentes marítimos na região, tendo o Irã reivindicando ataque horas após a ação. Com os novos episódios, chega a pelo menos 14 o número de navios atingidos desde o início das hostilidades no Golfo. As informações foram divulgadas pela agência internacional de notícias Reuters.

O estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. Desde que Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, o tráfego de navios comerciais no local caiu drasticamente, afetando o escoamento de cerca de um quinto da produção global de petróleo e pressionando os preços da commodity para níveis não vistos desde 2022.

Um dos incidentes mais graves envolveu o cargueiro graneleiro Mayuree Naree, de bandeira tailandesa, que foi atingido por dois projéteis enquanto navegava pela região. O impacto provocou um incêndio e danos na casa de máquinas da embarcação.

Segundo comunicado da empresa Precious Shipping, operadora do navio, parte da tripulação conseguiu deixar o local com segurança, mas três tripulantes seguem desaparecidos e podem estar presos na sala de máquinas. Os demais 20 integrantes da tripulação foram evacuados com segurança e levados para terra firme em Omã.

Imagens divulgadas pela Marinha da Tailândia mostram grande quantidade de fumaça saindo da parte traseira da embarcação, evidenciando os danos provocados pelo ataque.

Em comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o navio foi alvo direto de forças iranianas, o que indicaria o primeiro engajamento militar direto da corporação contra embarcações comerciais desde o início da escalada de tensões.Paralelamente, dois outros navios também foram atingidos por projéteis na região, embora com danos considerados menores.

O navio porta-contêineres ONE Majesty, de bandeira japonesa, sofreu impactos a cerca de 25 milhas náuticas — aproximadamente 46 quilômetros — a noroeste de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos.De acordo com as empresas Mitsui O.S.K. Lines, proprietária da embarcação, e Ocean Network Express (ONE), responsável pelo fretamento, o navio estava ancorado no Golfo quando foi atingido.

Após inspeção no casco, foram identificados danos leves acima da linha d’água. Apesar do incidente, a tripulação permaneceu segura e a embarcação continua operacional.Outro ataque atingiu o navio graneleiro Star Gwyneth, registrado nas Ilhas Marshall e pertencente à empresa Star Bulk Carriers. A embarcação foi atingida por um projétil enquanto estava ancorada a cerca de 50 milhas a noroeste de Dubai.

Segundo a empresa de gestão de risco marítimo Vanguard, o impacto danificou parte do casco do navio, especificamente na área de carga. Não houve feridos entre os tripulantes e a embarcação não apresentou inclinação estrutural.

A Guarda Revolucionária iraniana também mencionou um quarto ataque em comunicado divulgado nesta quarta-feira, indicando que outra embarcação teria sido atingida por projéteis — geralmente associados ao uso de drones. No entanto, a Reuters informou que ainda não conseguiu confirmar de forma independente essa informação.

A escalada de ataques tem provocado preocupação crescente na indústria global de navegação. Empresas do setor têm solicitado escolta militar para atravessar o estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Marinha dos Estados Unidos tem recusado pedidos quase diários de escolta feitos por empresas de transporte marítimo desde o início do conflito, argumentando que os riscos de ataques são elevados neste momento.

Apesar disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está preparado para fornecer escolta naval quando necessário.

A Guarda Revolucionária iraniana, por sua vez, advertiu que qualquer embarcação que atravesse o estreito poderá se tornar alvo de ataques caso o conflito continue se intensificando. O governo norte-americano também sinalizou que poderá ampliar as ofensivas contra o Irã caso o país persista em tentar bloquear ou interferir na navegação na região. - 247.


BLOG DO BILL NOTICIAS

Irã acusa EUA e Israel de ataques a quase 10 mil alvos civis

 

Teerã afirma que ataques atingiram áreas residenciais, escolas e hospitais enquanto conflito se intensifica e já deixou mais de 1.300 mortos

      Conteúdo postado por:
         José Reinaldo
Equipes de resgate trabalham nos escombros de prédios residenciais após ataques aéreos em Teerã (Foto: Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano/Divulgação via Reuters)


A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã continua a se intensificar, com ataques atingindo múltiplos pontos do território iraniano e ampliando o risco de uma escalada regional. Autoridades de Teerã afirmam que quase 10 mil locais civis já foram atingidos desde o início da ofensiva, incluindo áreas residenciais, hospitais e escolas.

De acordo com informações divulgadas pela Al Jazeera, autoridades iranianas e correspondentes no país relatam uma sequência de ataques que têm atingido tanto instalações militares quanto infraestrutura civil na capital, Teerã, e em outras regiões do país.

Mortes e destruição

Segundo relatos locais, a capital iraniana tem enfrentado uma série contínua de bombardeios e ataques aéreos. Delegacias de polícia, quartéis militares e instalações ligadas ao setor petrolífero estão entre os alvos atingidos.

Áreas residenciais também foram impactadas. Escolas e hospitais aparecem entre os locais afetados, ampliando a preocupação com o impacto humanitário da guerra.

Dados recentes indicam que mais de 1.300 pessoas morreram desde o início da escalada militar.

Irã promete resposta a ataques

O porta-voz das Forças Armadas iranianas, Abolfazl Shekarchi, afirmou que o país responderá aos ataques que atingiram zonas residenciais.

Segundo a agência Defapress, o militar declarou que o Irã reagirá às ofensivas conduzidas por Estados Unidos e Israel contra áreas habitadas.

Nova ofensiva iraniana contra Israel

Autoridades iranianas informaram que o país realizou a 37ª onda de ataques retaliatórios contra alvos israelenses.Segundo os relatos, os bombardeios duraram cerca de três horas e envolveram o míssil hipersônico Khorramshahr-4, também conhecido como Kheibar, descrito por Teerã como uma de suas armas mais avançadas.

Os ataques teriam atingido alvos em Tel Aviv, incluindo um centro de comunicações por satélite, além de instalações militares em Jerusalém e outros locais associados aos Estados Unidos na região.

Para analistas e autoridades locais, a sequência de ações militares indica que o cenário está distante de qualquer processo de desescalada.

Tensão se espalha

Os efeitos da guerra também são sentidos em outros países do Oriente Médio. Em Doha, no Catar, interceptações de drones tornaram-se cada vez mais frequentes.

Explosões causadas pela destruição desses dispositivos no ar passaram a fazer parte da rotina local, ocorrendo em diferentes momentos do dia após alertas de defesa aérea.

Incidentes marítimos

A tensão no Golfo Pérsico também atingiu rotas estratégicas de navegação. As forças militares do Reino Unido informaram que um navio de carga pegou fogo no Estreito de Ormuz após ser atingido por um projétil de origem desconhecida.

A tripulação iniciou a evacuação da embarcação e solicitou assistência.

Em território iraniano, autoridades afirmaram que um drone atribuído aos Estados Unidos e a Israel foi abatido na cidade de Kerman, localizada na região central do país.

Alerta energético global

O conflito também provoca preocupação nos mercados internacionais de energia. A Agência Internacional de Energia (IEA) iniciou discussões com diversos países sobre a possibilidade de liberar reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços do petróleo.

A Coreia do Sul confirmou que participa das conversas, embora ainda não tenha definido qual posição adotará.

Incidente no Catar

Mais cedo, o Ministério da Defesa do Catar informou que um ataque com míssil foi interceptado pelas defesas do país. Posteriormente, as autoridades afirmaram que “a ameaça à segurança foi eliminada e a situação voltou ao normal”.

O episódio evidencia como a guerra dos EUA e Israel contra o Irã amplia o risco de instabilidade em todo o Oriente Médio, com impactos que já se estendem para a segurança regional, o comércio marítimo e os mercados globais de energia. - 247.


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