sábado, 28 de março de 2026

Eleições - PT oficializa apoio a João Campos para o Governo de PE e nacionaliza palanque com foco em Lula

Reunião do diretório estadual do PT aconteceu na manhã deste sábado (28); apoio a João Campos foi aprovado

               Mareu Araújo

                          Apoio a João Campos (PSB) foi aprovado pelo PT neste sábado (28) (Foto: Sandy James/DP Foto)


O Partido dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco oficializou, em reunião do diretório estadual neste sábado (28), o apoio à pré-candidatura do prefeito João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. O evento, que reuniu as principais lideranças da esquerda local, foi marcado por um tom de "unidade" e pela nacionalização do debate eleitoral.

Pré-candidato ao Senado, Humberto Costa (PT) afirmou que as eleições deste ano são um desdobramento direto da de 2022. Para ele, os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, a quem se referiu como “inominável”, destruíram as conquistas que foram construídas e afirmou que a vitória da chapa Lula (PT) e Alckmin (PSB) foi “fundamental”.

Humberto também destacou o protagonismo internacional do país sob a liderança de Lula, afirmando que a voz do presidente e a do Brasil “caminham no oposto” dos conflitos.

“É importante manter esse projeto estratégico. Porque com essa união, com Lula presidente e com João Campos governador, Pernambuco pode muito mais. Você, João, já provou que é possível sempre fazer muito mais”, afirmou o pré-candidato.

Assim como Humberto, João Campos avaliou que a aliança entre Lula e Alckmin foi crucial para a preservação da democracia no Brasil. Ele também declarou que nenhum outro nome teria a capacidade de vencer aquele pleito. “Se a gente não tivesse vencido as eleições de 22, provavelmente um ambiente democrático como esse não estaria existindo”, disse.

Em seu discurso, Campos também rebateu questionamentos sobre a forte influência do "lulismo" em sua chapa e declarou: “Ainda bem que está lulista, porque eu sou lulista e não tenho nenhum problema em afirmar isso”. Segundo o pré-candidato, a chapa “sela uma coerência de campo político”.

“Chegou a hora de a gente fazer por ele [Lula] o que ele faz pela gente. Porque mais uma vez, o Brasil precisa dele. Mais uma vez, a gente requisita a candidatura dele", disse.

Críticas à oposição

Sem citar nomes, a chapa, que ainda está em definição, da pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), foi citada como sendo do “lado de lá”, referenciando a partidos da extrema direita. Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado, declarou que o governo estadual tenta uma aproximação oportunista com o Governo Federal por conveniência eleitoral.

“Mesmo que o lado de lá finja que está em cima do muro ou até que declare apoio ao presidente Lula, pensando meramente no estelionato eleitoral, a gente vai fazer o povo diferenciar qual é o lado de lá e qual é o lado de cá”, afirmou a pré-candidata.


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PT define apoio a João Campos na disputa pelo comando do estado

 

Prefeito deve comparecer a evento de oficialização


                              Por Anthony Santana
PT define apoio a João Campos na disputa pelo comando do estado - Foto: Anthony Santana/Folha de Pernambuco

Em reunião para definição do posicionamento do partido nas eleições deste ano, o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) definiu apoio ao prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos, na disputa pelo comando do estado. Com a definição, o prefeito foi convidado e deve comparecer ao evento de oficialização da decisão, que ocorrerá em instantes, no Centro de Convenções de Pernambuco. 

O presidente do partido no estado, deputado federal Carlos Veras, afirmou que a decisão teve alinhamento com federação PT-PV-PCdoB.

“Vamos apoiar João Campos para governador, na chapa com o Marília, na chapa com o Carlos Costa, essa é a chapa que o PT vai fazer parte. É o que nós vamos construir aqui para poder eleger os nossos senadores, os nossos deputados, eleger o governador e eleger o presidente Lula. É o que o PT vai estar fazendo parte aqui, junto com a Federação Brasil da Esperança”, declarou Veras.

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Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher

Governo regulamenta ensino da Lei Maria da Penha na educação básica

                          Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil

Sumaia Vilela / Agência Brasil
Sumaia Vilela / Agência Brasil


Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram, nesta quarta-feira (25), em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.

Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”

“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

Instituições públicas

Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”

O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.

“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.

Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”

Mulheres Mil

No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.

A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.

Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.

As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.


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Centro vai integrar dados para combater violência contra mulheres

Estrutura do Ministério da Justiça atuará como núcleo de inteligência

                               Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil 

Pedro Reis/ASCOM-SRI

Fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher é o objetivo principal do Centro Integrado Mulher Segura (CIMS), lançado nesta quarta-feira (25) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília.

O centro vai reunir dados estratégicos, conectando diferentes bases de informações, com foco na prevenção, proteção e responsabilização dos agressores, além de apoiar ações operacionais para localizar e prender quem comete violência contra a mulher.

O investimento no equipamento foi de R$ 28 milhões. Segundo o ministério, o centro enfrenta dois desafios da segurança pública: a fragmentação de dados e a falta de integração entre sistemas.

A estrutura atuará como núcleo nacional de inteligência, reunindo, analisando e compartilhando informações estratégicas para apoiar decisões e aprimorar políticas públicas.

A criação do CIMS integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, firmado em fevereiro pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Welington Lima, o CIMS representa um avanço no uso da tecnologia para enfrentar os crimes contra mulheres.

“Combater o feminicídio exige transformar a proteção das mulheres em pauta de Estado, com compromisso dos Três Poderes, uso de dados para prevenção e união de esforços institucionais. É urgente romper com a cultura de ódio e reafirmar o cuidado, o respeito e a defesa da vida e da autonomia feminina como prioridade nacional”, enfatizou.

Já a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou que o centro vai qualificar o uso de dados e fortalecer a articulação entre entes federativos e o sistema de justiça. 

“O monitoramento amplia a confiança para denúncias e fortalece a responsabilização dos agressores”, afirmou.

O CIMS funcionará em Brasília integrado a uma rede nacional com 27 salas de situação, distribuídas em todos os estados. Segundo o MJSP, o CIMS desenvolverá um monitoramento contínuo, identificando padrões e antecipando riscos.

“A atuação será baseada em policiamento orientado pela inteligência, com uso de dados de registros de ocorrência, monitoramento eletrônico e denúncias feitas por canais como o Ligue 180 e o 190. A integração dessas informações permitirá respostas mais rápidas e eficazes”, disse o ministério.

Alerta Mulher Segura

Outra iniciativa que deve começar neste primeiro semestre é o programa Alerta Mulher Segura, voltado para garantir mais segurança às mulheres vítimas de agressão e violência doméstica, com medidas protetivas de urgência.

Essas mulheres receberão um relógio de monitoramento capaz de emitir alerta em tempo real, sem precisar de internet, caso o agressor viole a medida protetiva e se aproxime da vítima. O dispositivo, que será integrado à tornozeleira eletrônica do agressor, também acionará as autoridades de segurança.

Inicialmente, a medida deve atender cerca de cinco mil mulheres. Segundo a Secretaria de Acesso à Justiça do MJSP, serão investidos R$ 25 milhões na implantação do programa, que será executado em parceria com os estados.

Confira mais informações sobre o combate à violência contra a mulher no Repórter Brasil, da TV Brasil


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Festa em Recife celebra 30 mil alfabetizados em programa social

Educandos assistiram ao lançamento do Cadastro Único da EJA

              Agência Brasil

 Nayara Ribeiro

Delegações de 11 estados do Nordeste e do Sudeste celebraram na tarde deste sábado (28), no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, no Recife (PE), a formatura de 30 mil educandos e educandas no programa Jornada de Alfabetização, que faz parte do Pacto de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos do Ministério da Educação (MEC).

Cerca de 7 mil pessoas acompanharam o evento de formatura dos alunos que ingressaram no programa no primeiro semestre de 2025 nas áreas de Reforma Agrária e nas periferias do país.

Este programa do MEC é feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e Projeto Mãos Solidárias.

“É com muita alegria que estamos aqui para celebrar esse primeiro ciclo desse processo de alfabetização de jovens e adultos nas áreas de reforma agrária e nas periferias”, disse Maria de Jesus, da coordenação do MST do Ceará.

A festa de formatura contou também com a presença de Zara Figueiredo, secretária da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI); de João Pedro Stedile, coordenador nacional do MST; Clarice dos Santos, da Coordenação Nacional do Pronera e de José Ubiratan, Diretor de Desenvolvimento do INCRA.

“Hoje, esse ato aqui é um momento histórico na luta pelo direito à alfabetização. Na luta para transformar nossos assentamentos e acampamentos, as nossas periferias em territórios livres do analfabetismo”, completou Maria de Jesus.

Durante o evento houve também o lançamento do Cadastro Único da EJA, o CadEJA, ferramenta do Governo Federal que ajudará no levantamento de demanda para a oferta de turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Edição:Odair Braz Júnior


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Conferência Antifascista reúne lideranças em Porto Alegre e debate cooperação global contra extrema direita

 

Evento ocorre até 29 de março e amplia debates sobre geopolítica, Palestina e articulação global


 Conferência Antifascista reúne lideranças em Porto Alegre e debate cooperação global contra extrema direita (Foto: Jorge Folena)

A 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos começou nesta quinta-feira (26), em Porto Alegre, reunindo lideranças políticas, movimentos sociais e organizações de diversos países para debater estratégias globais de enfrentamento à extrema direita. 

O evento, que segue até o este domingo, dia 29 de março, conta com uma programação extensa, incluindo conferências, mesas de debate e atividades autogestionadas. A proposta é promover a articulação entre diferentes atores políticos e sociais comprometidos com a democracia e a soberania dos povos.

A abertura da conferência teve início com o Fórum de Autoridades Antifascistas e incluiu uma marcha no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público, marcando oficialmente o lançamento do encontro internacional.

Durante a conferência, o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, abordou o impacto do conflito na Palestina e fez críticas contundentes ao que classificou como projeto colonial. 

Segundo ele, “13% das mortes doenças são mulheres e não por acaso, o primeiro ataque foi uma escola de meninas. não é apenas o esquema Epstein, que são as suas armas". 

"É preciso compreender. que o sionismo nasce como virada de chave do colonialismo. Não há nenhum registro anterior de decisão colonial. Sionismo é a primeira ideologia colonial que resolve exterminar toda a população originária”, destacou.

O jornalista Breno Altman também discursou no evento e relacionou o cenário internacional às ações militares no Oriente Médio. “Os povos do mundo devem ser sempre solidários a causa Palestina”, reafirmou.

Já o ativista Thiago Ávila destacou a mobilização internacional e criticou o que definiu como estrutura ideológica do conflito. Segundo ele, a “limpeza étnica, que se estruturou no estado de colonização de apartheid que é regido por uma ideologia racista e supremacista chamada sionismo".

Além das atividades principais, a conferência também abre espaço para iniciativas autogestionadas, permitindo que militantes, coletivos e organizações realizem workshops, rodas de conversa, lançamentos e experiências formativas ao longo do encontro. - 247.


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“A gente precisa muito de uma pessoa como o Lula neste momento”, diz Letícia Sabatella

Atriz fala sobre cultura, ativismo, boicotes, Palestina e defende o teatro como espaço de liberdade e resistência


Letícia Sabatella (Foto: Divulgação)

Letícia Sabatella afirmou que o Brasil e o mundo atravessam um período de forte tensão política, humanitária e cultural, e defendeu a necessidade de preservar a lucidez, a sensibilidade e o compromisso com a vida coletiva. Em uma entrevista extensa, a atriz falou sobre arte, ativismo, guerras, boicotes profissionais, saúde emocional e o papel do artista diante da violência e da escalada de intolerância.

Em conversa com Hildegard Angel, na TV 247, Letícia também comentou sua trajetória no teatro, no cinema e na televisão, relembrou montagens inspiradas em Edith Piaf e Bertolt Brecht e sustentou que, em tempos de perseguição e silenciamento, o palco continua sendo um dos principais espaços de liberdade para quem vive da criação artística.

Ao longo da entrevista, a atriz associou sua experiência artística a uma visão profundamente humanista. Ao falar de Piaf e Brecht, nomes que marcaram um de seus trabalhos de palco, destacou a dimensão humana e a força interior de ambos. “São dois humanistas de algum modo”, afirmou. Para Letícia, os dois artistas atravessaram períodos duros, viveram entre reconhecimento e apedrejamento público e deixaram como marca uma grande capacidade de resistência.

Ela lembrou ainda que a montagem em que trabalhou a partir desses universos buscava conciliar emoção e reflexão crítica. Segundo a atriz, a peça criava interrupções e rupturas de linguagem para provocar o público sem abrir mão da sensibilidade. “Você pega as pessoas pelo humano, pela empatia, pela sensibilidade”, disse, ao explicar como o espetáculo articulava política, humor e emoção.

Questionada sobre ser vista como uma artista ativista, Letícia respondeu de forma direta: “Não tem como negar”. Na avaliação dela, o posicionamento público não surgiu como estratégia, mas como consequência natural de uma exigência ética. “Acho que meu maior objetivo da vida em sociedade é a questão da coerência com o que eu acredito”, declarou.

A atriz também disse que não separa cidadania, sensibilidade e responsabilidade humana. Ao ser perguntada sobre qual causa considera prioritária no presente, afirmou que sua atuação começa pelo que está ao seu alcance. “É aquela que tá mais ao alcance da minha mão”, resumiu. Em seguida, explicou que sua ação passa por aquilo que pode fazer concretamente no cotidiano, na vida prática e na relação com as pessoas próximas.

A entrevista ganhou tom mais duro quando o tema passou a ser a Palestina. Letícia rejeitou tratar o cenário como um conflito comum entre lados equivalentes e defendeu que a reação diante da morte de civis é uma obrigação moral. “As crianças não, as mulheres grávidas, as crianças não, isso não, isso é muito urgente”, afirmou. Para ela, calar diante desse quadro seria uma forma de omissão insustentável.

Ao explicar por que decidiu se manifestar, a atriz rejeitou a ideia de protagonismo pessoal e afirmou que seu impulso nasce de uma urgência íntima. “Não é uma ambição, é uma necessidade. É uma necessidade beber água, respirar”, disse. Na mesma resposta, sustentou que não pretendia assumir o papel de “paladina da justiça”, mas apenas se recusar a permanecer indiferente diante do que chamou de algo medonho.

Letícia relatou que suas posições públicas tiveram impacto direto sobre sua vida profissional. Segundo ela, houve perdas concretas de trabalho e rompimentos no meio artístico. “Perdi trabalho, sim, perdi uma empresária, perdi um trabalho que estava para ser feito”, declarou. Também contou ter sofrido ameaças e hostilidade por causa de seu posicionamento, embora tenha deixado claro que considera essas consequências menores diante da gravidade do que denunciava.

Quando a conversa avançou para os conflitos internacionais e a escalada militar envolvendo potências globais, a atriz expressou preocupação com a normalização da barbárie. Em sua avaliação, o mundo vive um processo perigoso de erosão dos direitos humanos e do respeito às normas internacionais. “A gente tá numa escalada de soberba sobre direitos internacionais, de suplantar direitos internacionais, direitos humanos”, afirmou. Em seguida, completou: “Uma naturalização muito perigosa também”.

Foi nesse contexto que Letícia mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao falar da complexidade diplomática do momento e da vulnerabilidade de países como o Brasil diante das tensões globais, a atriz ressaltou a importância de uma liderança experiente. “A gente precisa muito de uma pessoa como o Lula nesse momento para lidar”, disse.

Ainda sobre o cenário internacional, ela afirmou que não se considera alguém com domínio técnico para falar de geopolítica em todos os detalhes, mas deixou claro que acompanha com inquietação a escalada de violência e as ameaças que recaem sobre países do Sul Global. Para Letícia, trata-se de um momento em que é preciso responsabilidade, atenção e firmeza diplomática.

A atriz também relacionou esse ambiente de tensão global à sua saúde física e emocional. Disse que sua hipersensibilidade produz efeitos concretos no corpo e relatou dificuldades crescentes para se recuperar de certas pressões. “Eu tenho cada vez mais dores reflexas dessa situação, fibromialgia”, afirmou. Em outro trecho, reconheceu que a busca por lucidez é permanente e desgastante: “Eu tô lutando o tempo inteiro para manter uma lucidez”.

No plano pessoal, Letícia descreveu uma rotina marcada por responsabilidades familiares e pela necessidade de construir uma rede de apoio sólida. Ela afirmou que hoje precisa de cuidadoras para ajudar no cuidado com a mãe e disse que se sente responsável também pela qualidade de vida das pessoas que trabalham com ela. Segundo a atriz, esse esforço cotidiano exige empatia, organização e constante administração de crises.

Ao falar do que mais a desequilibra nas relações humanas, foi categórica ao apontar a falsidade. “Quando uma pessoa não é aquilo que ela diz ser, não é aquilo que se propõe a ser”, declarou. Para Letícia, esse tipo de comportamento rompe qualquer possibilidade de proximidade, especialmente porque ela se define como alguém muito transparente e leal.

Na área da cultura, a atriz criticou a fragilidade histórica das políticas públicas para o setor no Brasil. Ao comentar a extinção e posterior retomada do Ministério da Cultura, afirmou que um país não deveria admitir esse tipo de descontinuidade institucional. “Uma coisa que não pode existir é você pensar num país que não tem o seu ministério da cultura”, disse. Para ela, a cultura deve ser tratada como dimensão estrutural da vida nacional, e não como área secundária sujeita a rupturas conforme o governo de ocasião.

A conversa também abordou a polarização política e os desafios da democracia brasileira. Sem apresentar uma fórmula pronta, Letícia defendeu mobilização contínua e atenção ao funcionamento das instituições. “A gente tem que batalhar por um bom Congresso”, afirmou. Na visão da atriz, a esperança é importante, mas não pode andar sozinha. “A esperança e mãos mangas arregaçadas”, resumiu.

Ao comentar a articulação de artistas e pessoas públicas nos últimos anos, Letícia disse se orgulhar de integrar um coletivo que se apoiou nos momentos mais difíceis. Segundo ela, essa rede de solidariedade foi essencial quando muitos profissionais da cultura se sentiram atacados, isolados ou abandonados. “A gente conseguiu se reunir coletivamente, perceber que não estávamos sozinhos e a gente se segurou, se deu as mãos”, relatou.

Apesar do peso dos temas políticos, a entrevista também abriu espaço para o futuro criativo da atriz. Letícia afirmou que deseja ampliar sua atuação como autora e diretora, deixando de depender apenas de convites para atuar. “Eu tenho muita vontade de dirigir, muita vontade de escrever”, disse. Ao comentar a fase atual da carreira, afirmou que se sente madura para assumir projetos mais amplos e com maior controle sobre sua própria obra.

O teatro apareceu como um dos pontos centrais de sua fala. Para a atriz, é nele que o artista preserva uma forma mais direta de liberdade, mesmo quando enfrenta restrições em outras frentes do mercado audiovisual. “O teatro é a nossa liberdade”, afirmou. Em seguida, reforçou a ideia de que o palco permanece como refúgio e trincheira quando o artista é alvo de boicotes ou tentativas de silenciamento.

Letícia também citou trabalhos recentes e futuros, mencionando filmes já realizados e ainda não lançados, projetos musicais e uma série que deverá gravar em São Paulo. Ao resumir sua relação com o ofício, destacou que nunca deixou de trabalhar e que a profissão de atriz, para ela, reúne várias dimensões da experiência humana. “Ela é educação, ela é medicina, ela é entretenimento, ela é diversão, ela é psicologia, ela é filosofia”, afirmou.

No fim da entrevista, Letícia Sabatella voltou a enfatizar que sua relação com a arte não se limita à carreira ou à visibilidade. Para ela, atuar é uma forma de existência, elaboração e permanência. “Para mim ela é vital”, declarou, ao definir o sentido mais profundo que encontra no trabalho artístico em um tempo marcado por violência, desgaste e disputa de valores. - 247.


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Lula reafirma apoio à candidatura de Bachelet na ONU

 

Mesmo após Chile retirar respaldo, Lula e México mantêm apoio a Bachelet para ONU, defendendo liderança feminina e foco no multilateralismo global


Michelle Bachelet e Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou neste sábado (28) o apoio do Brasil à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas. A declaração ocorre após o atual governo do Chile retirar oficialmente o respaldo à candidatura.

De acordo com a Agência France Presse, Bachelet havia sido indicada em fevereiro pelo governo do presidente chileno Gabriel Boric, com apoio conjunto de Brasil e México, para suceder o atual secretário-geral António Guterres, cujo segundo mandato se encerra em 31 de dezembro.

Em publicação na rede social X, Lula reafirmou o compromisso brasileiro com a candidatura da ex-presidente chilena. “O Brasil continuará a apoiar, em conjunto com o México, a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral da ONU”, escreveu.

O presidente brasileiro destacou ainda as credenciais da candidata: “Ela tem todas as credenciais para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização, promovendo a paz, fortalecendo o multilateralismo e recolocando o tema do desenvolvimento sustentável no centro da agenda internacional”.

O apoio à ex-chefe de Estado também foi reiterado pela presidente do México, Claudia Sheinbaum. Em entrevista coletiva realizada na quarta-feira, Sheinbaum declarou: “Consideramos que Bachelet é uma pessoa ideal para dirigir as Nações Unidas. E da nossa parte vamos continuar apoiando”.

Apesar do respaldo de Brasil e México, o cenário diplomático sofreu um revés na última semana. O novo presidente chileno, José Antonio Kast, anunciou a retirada do apoio do país à candidatura de Bachelet. Em declaração à imprensa, Kast afirmou que manter o apoio à ex-presidente teria um “custo importante” para o Chile, sem detalhar os motivos.

A disputa pelo comando da ONU ocorre em um contexto histórico marcado pela ausência de mulheres no cargo. Em cerca de 80 anos de existência da organização, nenhuma mulher ocupou a secretaria-geral. Além disso, a América Latina só esteve à frente da entidade uma única vez, com o diplomata peruano Javier Pérez de Cuéllar, entre 1982 e 1991.

Segundo uma prática não oficial — e nem sempre seguida —, a escolha do secretário-geral ocorre por meio de um sistema de rodízio entre regiões. Neste ciclo, a indicação caberia à América Latina, o que reforça a relevância da candidatura de Bachelet no cenário internacional. - 247.


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AGRESTE - Cantor alagoano é preso por dívida de pensão alimentícia em Caruaru

Sandro Becker foi localizado pela Polícia MIlitar em um hotel, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, na manhã da última sexta-feira (27)

                  Diario de Pernambuco


Cantos Sandro Becker é natural de Palmeira dos Índios, Alagoas (REPRODUÇÃO)


Um cantor alagoano, identificado como Emanuel do Vale Trindade, de 71 anos, foi preso na manhã da sexta-feira (27), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, por dívida de pensão alimentícia.

De acordo com a Polícia Militar, Sandro Becker, como é conhecido artisticamente, foi localizado em um hotel da cidade, onde estava hospedado para participar de uma premiação.

Contra ele havia um mandado de prisão em aberto, com débito superior a R$ 200 mil. Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que o caso foi registrado pela Delegacia de Caruaru.

“Após ser conduzido à unidade policial para os procedimentos legais, o suspeito ficou à disposição da Justiça”, destacou a corporação.

Becker fez muito sucesso na década de 1980 e tem, em seu repertório, sucessos de público como "A velha debaixo da cama", "O gato Tico" e "Julieta", que rendeu a ele 1 milhão de cópias, ganhando dois discos de ouro e troféus variados.


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Turismo - Fluxo de turistas internacionais para o Nordeste cresce 50% no início do ano

De acordo com o Portal de Dados da Embratur, a região recebeu 150mil visitantes internacionais nos meses de janeiro e fevereiro, ante os 100 mil turistas entrangeiros registrados no mesmo período de 2025

           Pedro Ivo Bernardes


Aeroporto do Recife (Foto: Aena/Divulgação)


O fluxo de turistas estrangeiros para o Nordeste cresceu 50% nos dois primeiros meses deste ano, impulsionado principalmente pela alta temporada e pelo Carnaval. Como era de se esperar, Bahia, Pernambuco e Ceará são os principais portões de entrada da região, com Pernambuco se destacando tanto nos desembarques aéreos quanto nos marítimos.

Ao todo, a região recebeu mais de 150 mil visitantes internacionais em janeiro e fevereiro, ante os 100 mil turistas do mesmo período de 2025. Os números são comemorados pelo Consórcio Nordeste que, ao lado da Embratur, passou a divulgar a região como um destino único e integrado. A integração dos atrativos é um sonho antigo, que sempre esbarrou na lógica do "farinha pouca, meu pirão primeiro".

Apesar do crescimento, do sol o ano inteiro e das praias de águas mornas, o desempenho do setor turístico nordestino fica bem aquém dos estados do Sul e do Sudeste. Para efeitos de comparação, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo concentram 65% das chegadas de estrangeiros ao país, enquanto Bahia, Pernambuco e Ceará somam apenas 4,5% dos passageiros internacionais.

Para o presidente do Consórcio Nordeste, Paulo Dantas, o desafio agora é garantir o fluxo turístico o ano todo, aproveitando outras datas e atrativos, como o São João.


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Eleições - PT oficializa apoio a João Campos para o Governo de PE e nacionaliza palanque com foco em Lula

Reunião do diretório estadual do PT aconteceu na manhã deste sábado (28); apoio a João Campos foi aprovado                 Mareu Araújo     ...