terça-feira, 12 de maio de 2026

‘A ignorância não pode prevalecer e a justiça será feita’, diz Lula ao sancionar o Dia em Memória das Vítimas da Covid

 

Governo cria homenagem permanente às mais de 700 mil vítimas da pandemia e reforça defesa do SUS, da ciência e da vacinação

Lula e um cemitério com as vítimas da Covid (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Reuters I Reprodução (247/IA))

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, iniciativa que homenageia mais de 700 mil brasileiros mortos pela doença e reforça a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), da vacinação e da ciência. As informações foram divulgadas pelo governo federal.

“Nós precisamos ter consciência foram mais mortes do que muitas guerras que aconteceram no mundo. Um dia nós mudaremos esse mundo e a ignorância não vai prevalecer em lugar nenhum. E a justiça será feita”, disse Lula.

Segundo o Ministério da Saúde, a nova data será celebrada em 12 de março, dia que marcou o primeiro registro oficial de morte por Covid-19 no Brasil. A cerimônia de assinatura ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, com participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 ocorre por meio do Projeto de Lei nº 2.120/2022. A proposta busca preservar a memória coletiva sobre os impactos da pandemia e homenagear profissionais de saúde, familiares das vítimas e trabalhadores que atuaram na linha de frente durante a emergência sanitária.

O governo também organizou homenagens simultâneas em seis capitais brasileiras na noite desta segunda-feira. Brasília recebeu projeções no Congresso Nacional. Em São Paulo, a ação ocorreu na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. No Rio de Janeiro, as homenagens aconteceram no Cristo Redentor e no Centro Cultural do Ministério da Saúde. Fortaleza recebeu projeções no Complexo Cultural Estação das Artes. Porto Alegre participou com atividades no Centro de Oncologia do Hospital Conceição. Manaus integrou a mobilização no Hospital Beneficente Português.

As projeções exibiram nomes de vítimas da Covid-19 e mensagens de reconhecimento ao SUS e aos profissionais da saúde. As ações também destacaram a importância da vacinação, das políticas públicas de saúde e da mobilização coletiva no enfrentamento da pandemia.

Outro eixo da homenagem envolve o Memorial da Pandemia, inaugurado pelo Ministério da Saúde em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro. O espaço reúne uma instalação digital com nomes das vítimas, monumentos, uma escultura criada por Darlan Rosa, autor do personagem Zé Gotinha, além de um espaço temático infantil voltado à conscientização sobre vacinação.

Durante o lançamento do memorial, o ministério também homenageou jornalistas e veículos de comunicação pela cobertura da pandemia e pelo combate à desinformação relacionada às vacinas.

O projeto “Cada Nome, Uma Vida” integra o memorial e transforma dados oficiais sobre mortos pela Covid-19 em uma instalação pública itinerante. A iniciativa percorre cidades brasileiras para ampliar o acesso à memória coletiva e estimular reflexões sobre os efeitos da pandemia no país.

O ministro Alexandre Padilha destacou a importância da iniciativa para preservar a memória das vítimas. “Essa é a primeira vez que a gente consegue recuperar as informações de nomes, idades e regiões das vítimas, e trazer essa informação à tona, para assim ficar permanentemente na memória brasileira, para que a gente personifique o que foi esse sofrimento e saber como enfrentá-lo”, afirmou.

O deputado federal Pedro Uczai, autor do projeto de lei, também defendeu a valorização da ciência e das políticas públicas de saúde durante a cerimônia no Planalto. “Depois de tudo o que aconteceu na pandemia de Covid-19, o povo brasileiro tem a responsabilidade de reafirmar a vida, reafirmar o SUS, reafirmar a esperança de continuar defendendo a ciência contra o negacionismo, fortalecer a política pública e defender a vida de brasileiros e brasileiras”, declarou.

O parlamentar acrescentou que a nova data nacional também representa um marco de memória histórica. “E reafirmar o 12 de março, porque essa data não é só para trazer a memória e a história como denúncia. Mas também a memória e a história de tantos brasileiros e brasileiras”, completou.

A Covid-19 provocou emergência sanitária no Brasil entre fevereiro de 2020 e maio de 2022. Atualmente, a vacina integra o calendário nacional de imunização para crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. O Ministério da Saúde também recomenda vacinação anual para pessoas com condições clínicas especiais e intervalo de seis meses para imunocomprometidos. - 247.

‘A ignorância não pode prevalecer e a justiça será feita’, diz Lula ao sancionar o Dia em Memória das Vítimas da Covid

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