sábado, 11 de abril de 2026

EDUCAÇÃO - Justiça manda reabrir Censo Escolar para evitar perda de repasse de R$ 78,7 mi a Pernambuco

Falha na migração de dados classificou mais de 46 mil matrículas de tempo integral como parcial. Decisão aponta risco de prejuízo de R$ 78,7 milhões ao Fundeb em 2026

                                   Diario de Pernambuco


Estudantes da rede estadual de ensino de Pernambuco (Foto: Filipe Jordão/SEE)

Uma decisão da 10ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco determinou a reabertura do sistema Educacenso 2025 para correção de dados da rede estadual de ensino após a identificação de um erro que pode impactar no repasse de R$ 78.777.828,31 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A decisão foi tomada após um pedido da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE).

A medida atende a um pedido do estado, que apontou inconsistências no registro de matrículas durante o Censo Escolar de 2025. Segundo o processo, 46.081 alunos matriculados em regime de tempo integral foram classificados como estudantes de tempo parcial, atingindo 157 escolas e 1.328 turmas.

De acordo com a decisão judicial, a falha ocorreu durante a migração de dados entre o Sistema de Informações Educacionais de Pernambuco (SIEPE) e o Educacenso. No procedimento, apenas as informações da Formação Geral Básica foram consideradas, enquanto os chamados Itinerários Formativos, que também integram a carga horária, não foram incorporados automaticamente. Como consequência, a jornada registrada ficou abaixo das sete horas diárias mínimas exigidas para caracterizar o ensino integral.

O documento aponta ainda que mudanças operacionais implementadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) contribuíram para o problema. A partir de 2025, o sistema passou a exigir o lançamento detalhado da carga horária por dia da semana, substituindo o modelo anterior, mais simplificado. Além disso, o layout definitivo para envio das informações foi disponibilizado próximo ao início da coleta, reduzindo o tempo de adaptação dos sistemas estaduais.

A Justiça considerou que há indícios suficientes de que o erro tem natureza técnica e sistêmica. O juiz destacou que a inconsistência só foi percebida após a divulgação dos dados preliminares do censo e que, apesar disso, o Inep não contestou o conteúdo das informações apresentadas, negando a correção apenas com base no prazo administrativo já encerrado.

Na avaliação do magistrado, a manutenção dos dados incorretos poderia gerar efeitos sobre o financiamento da educação. O valor de mais de R$ 78 milhões foi calculado com base na diferença de ponderação entre matrículas de tempo integral e parcial.

Ao fundamentar a decisão, o juiz destacou que o caso envolve um conflito entre o cumprimento de prazos administrativos e o impacto sobre o direito à educação. Para ele, a eventual manutenção do erro afetaria diretamente milhares de estudantes, podendo comprometer desde a infraestrutura escolar até programas de alimentação e pagamento de profissionais da educação.

Com a liminar, o Inep deverá reabrir o sistema em até 72 horas, permitindo que o Estado corrija os dados das escolas afetadas. Após a reabertura, haverá prazo de cinco dias úteis para a retificação das informações. A decisão também proíbe a consolidação definitiva dos dados dessas unidades até a conclusão das correções e estabelece multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

O processo segue em tramitação, mas a decisão tem efeito imediato e busca evitar que os dados incorretos sejam consolidados e passem a influenciar a distribuição dos recursos federais já no próximo ano.



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Vacina Com dois casos de SRAG registrados por dia, Pernambuco reforça vacinação contra gripe

Estado tem média de dois casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) decorrente de influenza. Especialmente durante o período de sazonalidade de doenças respiratórias, a vacinação contra a gripe é chave para evitar quadros graves

                           Nicolle Gomes


Campanha de vacinação contra gripe (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Neste ano, Pernambuco registrou, em média, dois casos de SRAG decorrente de influenza por dia, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Em pleno período de sazonalidade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a vacinação contra a gripe é ponto-chave para evitar quadros graves da doença. Em vigor desde o último dia 28 de março, a campanha de imunização segue no estado.

Em 11 dias da campanha, 322.045 mil pessoas foram vacinadas contra a Influenza no estado, repassou a SES. Destas, 238.756 são do grupo de prioridade, composto por crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais. O número representa uma cobertura de 10,79% dos prioritários – a meta do Ministério da Saúde é imunizar 90% do grupo.

O dado, no entanto, não representa uma baixa adesão, diz a superintende estadual de imunização, Magda Costa, pela fase inicial de execução da imunização. De acordo com ela, no Dia D, foram aplicadas mais de 180 mil doses, quase o dobro do Dia D de 2025, quando 98 mil pessoas foram imunizadas.

“Como não faz um mês, esse montante é importante. A gente acredita que através dos municípios, das ações que são executadas pelos municípios, é possível conseguir alcançar a meta preconizada nos grupos prioritários para a campanha”, explicou.

A superintendente destaca a importância da imunização.

“Temos todos os anos, em nosso estado, o período da sazonalidade dos vírus respiratórios, entre fevereiro e agosto. Temos altas de internação e óbito, principalmente em crianças menores de 2 anos e idosos. É preciso que a população faça a adesão à vacinação, porque assim há diminuição da circulação dos vírus e também a prevenção dos casos graves. A vacinação não vai impedir o adoecimento, mas sim que ele seja mais brando”, detalha.

SRAG no estado

Até esta sexta (10), 1.371 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram contabilizados no Informe Vigilância dos Vírus Respiratórios da SES-PE, com 29 óbitos reportados.

Destes, 204 foram decorrentes de influenza, enquanto 162 foram por outros vírus respiratórios (OVR). Além disso, 22 casos foram consequentes de COVID-19, e 17 aconteceram por outro agente etiológico, aponta a pasta. Por fim, 258 foram casos não especificados.

Em crianças

Dos 1.371 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado, 895 foram em crianças de 0-9 anos, aponta a SES. O número equivale a 65% dos registros.

Por causa da alta de casos Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), Pernambuco enfrenta um alto índice de ocupação de leitos: 80% para UTI Neonatal SRAG, 87,2% para enfermaria pediátrica e 96,6% para UTI Infantil SRAG, segundo a SES.

Por meio de nota, o Governo de Pernambuco ressaltou que segue se planejando para abrir mais leitos conforme a necessidade nas próximas semanas.

Outras vacinas





Diante da vulnerabilidade das crianças, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) alerta sobre a prevenção vacinal para melhor protegê-los durante o período mais crítico.

Antes mesmo de pensar em tratar a SRAG, é preciso pensar na prevenção. Diferente de anos anteriores, o estado conta agora com a vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolites e pneumonias nos bebês.

A vacina é de dose única e pode ser tomada a partir da 28ª semana de gravidez. Com a transferência de anticorpos da mãe para o bebê, a proteção é garantida nos primeiros seis meses de vida, quando há maior vulnerabilidade.

Não há restrições de idade materna e é possível receber o imunizante até perto do fim da gestação. Também é possível tomar a vacina da VSR e a de influenza, segundo a SES.

A imunização foi iniciada em Pernambuco no último mês de dezembro e já alcançou 38.541 grávidas até o momento. A estimativa de gestantes é de 114.058 gestantes, conforme o governo.

Além da imunização das mães, o estado incorporou o anticorpo monoclonal nirsevimabe ao Sistema Único de Saúde (SUS). O imunobiológico é injetado, como uma vacina, e direcionado a bebês prematuros (nascidos com menos de 36 semanas e 6 dias) e crianças menores de 2 anos com comorbidades específicas.

Em relação ao anticorpo monoclonal nirsevimabe, o Estado informou que já aplicou 1.599 doses, sendo 1.111 doses em crianças com peso de até 5 kg e 488 doses em crianças com peso acima de 5 kg.

Ainda de acordo com a SES, os dados da RNDS ainda estão em atualização e, portanto, o total de doses aplicadas no Estado é superior ao atualmente registrado nos sistemas oficiais.



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Lula lidera no 1º turno e empata com Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema no 2º, indica Datafolha

 

Datafolha mostra Lula à frente no primeiro turno e em empate técnico com Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema em cenários de segundo turno


Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em situação de empate técnico em cenários de segundo turno das eleições, segundo pesquisa Datafolha, que indica perda de vantagem diante de adversários como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). O levantamento revela um cenário de maior equilíbrio na disputa e reforça a tendência de polarização na corrida eleitoral, conforme dados divulgados pela Folha de São Paulo.

De acordo com a pesquisa, Lula registra 45% das intenções de voto contra 46% de Flávio Bolsonaro, configurando empate dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em confrontos com Caiado e Zema, o presidente marca 45%, enquanto ambos aparecem com 42%, também em empate técnico. O instituto ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades entre os dias 7 e 9 de abril, com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03770/2026.

O levantamento é o primeiro após a consolidação de pré-candidaturas, incluindo a entrada oficial de Ronaldo Caiado na disputa pelo PSD. O governador de Goiás foi o que mais avançou em relação à rodada anterior, reduzindo a diferença para Lula em oito pontos. Já Flávio Bolsonaro apresentou crescimento de três pontos, enquanto Romeu Zema aparece pela primeira vez no cenário de segundo turno.

Os dados também indicam que a disputa tende a caminhar para um segundo turno, considerado o cenário mais provável neste momento. Quando considerados apenas os votos válidos — critério utilizado pela Justiça Eleitoral — Lula tem 45%, enquanto a soma de seus adversários chega a 55%. Para vencer, é necessário alcançar ao menos 50% mais um dos votos válidos.

Na simulação de primeiro turno, o cenário reforça a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Em menções espontâneas, o presidente oscilou de 25% para 26%, enquanto o senador avançou de 12% para 16%. Quando os nomes são apresentados, Lula mantém liderança com 39%, e Flávio sobe de 33% para 35%, aproximando-se do empate técnico no limite da margem de erro.

Entre os demais pré-candidatos, Caiado aparece com 5%, enquanto Zema marca 4%. Outros nomes têm desempenho mais discreto, como Renan Santos (Missão), com 2%, e Aldo Rebelo (DC), com 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza) surge com 1% na pesquisa. Já 10% dos entrevistados declaram intenção de votar em branco ou nulo, e 4% afirmam não saber em quem votar.

O levantamento também mostra estabilidade nos índices de rejeição. Lula é rejeitado por 48% dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro tem 46%. O nível de conhecimento dos candidatos é elevado: 99% afirmam conhecer o atual presidente e 93% dizem conhecer o senador.

Por outro lado, Caiado e Zema apresentam menor taxa de rejeição, em parte devido ao menor grau de conhecimento do eleitorado. Zema é desconhecido por 56% dos entrevistados e tem rejeição de 17%, enquanto Caiado é desconhecido por 54% e tem rejeição de 16%.

A análise por perfil do eleitorado mostra que Lula tem maior apoio entre os menos escolarizados, os mais pobres e eleitores do Nordeste. Já Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho entre os mais ricos, eleitores de renda média mais alta e evangélicos. Entre católicos, Lula lidera com vantagem sobre o senador.

Regionalmente, Caiado se destaca no Norte e Centro-Oeste, onde concentra 12% das intenções de voto. Zema, por sua vez, tem melhor desempenho entre eleitores de maior renda, especialmente aqueles com ganhos acima de dez salários mínimos.

O cenário desenhado pela pesquisa aponta para uma disputa acirrada, com margens estreitas e forte divisão do eleitorado, indicando que os próximos meses serão decisivos para a consolidação das candidaturas e definição do rumo eleitoral. - 247.


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Preço da gasolina dispara nos EUA e atinge o 2º maior nível da história em meio à guerra com Irã

 

Conflito no Oriente Médio afeta mercado global de petróleo e amplia pressão sobre consumidores e a economia


Preço da gasolina dispara nos EUA e atinge o 2º maior nível da história em meio à guerra com Irã (Foto: Reuters)

O preço da gasolina nos Estados Unidos voltou a subir com força em meio à guerra no Oriente Médio, refletindo impactos diretos no mercado global de petróleo. O valor médio do combustível ultrapassou US$ 4,104 por galão, alcançando o segundo maior patamar da história e ampliando a pressão sobre consumidores e a economia.

Segundo a Sputnik Brasil, dados da Associação Americana de Automóveis (AAA) apontam que o preço médio avançou mais 2 centavos em apenas um dia. O diesel também registrou alta expressiva, chegando a US$ 5,58 por galão, enquanto a Califórnia lidera os valores mais elevados, com média de US$ 5,90.

Alta generalizada nos Estados Unidos

A elevação dos preços já atinge boa parte do território estadunidense. Cerca de 20 estados registram valores acima de US$ 4 por galão, um nível que anteriormente só havia sido observado em todo o país em maio de 2022. Naquele período, os preços continuaram em escalada até atingir o recorde histórico, quando o valor médio da gasolina ultrapassou US$ 5 em junho do mesmo ano. O cenário atual reacende preocupações com inflação e custo de vida.

Conflito no Oriente Médio pressiona mercado

A nova alta ocorre em meio ao agravamento das tensões geopolíticas. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no território iraniano. O Irã respondeu com bombardeios contra áreas israelenses e instalações militares norte-americanas, intensificando o conflito. Esse cenário tem provocado instabilidade no mercado energético global, afetando diretamente a oferta de petróleo.

Estreito de Ormuz agrava crise energética

Um dos principais fatores para a escalada dos preços é a interrupção quase total do transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo. A região é responsável por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo, derivados e gás natural liquefeito. A limitação no fluxo de cargas impacta a oferta global e contribui para a elevação dos preços dos combustíveis em diversos países. - 247.


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Inflação nos EUA dispara em março com alta recorde da gasolina

 

Índice de preços ao consumidor sobe 0,9% impulsionado pela energia e pressiona economia dos EUA em meio à guerra com o Irã


Inflação nos EUA dispara (Foto: Valter Lima)

A inflação nos Estados Unidos voltou a acelerar em março, impulsionada principalmente pela disparada nos preços da gasolina, que levou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ao maior avanço em quase quatro anos. O cenário, marcado pela alta de 0,9% no mês, reflete os impactos da guerra com o Irã sobre os custos de energia e amplia a pressão sobre a economia americana.

De acordo com reportagem da Reuters, divulgada nesta sexta-feira (10), o aumento expressivo da inflação ocorre em um momento delicado para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que enfrenta queda em sua aprovação diante da insatisfação popular com o custo de vida e a condução da economia.

Segundo o Departamento do Trabalho, o IPC registrou em março sua maior alta mensal desde junho de 2022. O avanço foi puxado, sobretudo, pelos combustíveis: os preços da gasolina saltaram 21,2%, o maior aumento desde o início da série histórica, em 1967, sendo responsáveis por quase três quartos da alta total do índice. Já outros combustíveis, como o diesel, subiram 30,8%, também em nível recorde.

O choque nos preços da energia está diretamente ligado à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que elevou o preço global do petróleo em mais de 30%. Com isso, o valor médio da gasolina nos EUA ultrapassou US$ 4 por galão pela primeira vez em mais de três anos. Apesar do anúncio de um cessar-fogo de duas semanas por Trump, condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz por Teerã, analistas avaliam que a trégua ainda é frágil.

No acumulado de 12 meses até março, a inflação ao consumidor subiu 3,3%, acima dos 2,4% registrados em fevereiro, atingindo o maior nível desde maio de 2024. O resultado evidencia os desafios crescentes para o poder de compra da população e eleva o risco político para o governo.

Apesar da forte alta no índice geral, o chamado núcleo da inflação — que exclui alimentos e energia — apresentou comportamento mais moderado, com avanço de 0,2% no mês e 2,6% em 12 meses. Economistas, no entanto, alertam que esse alívio pode ser temporário, já que os dados capturam apenas os efeitos iniciais do aumento nos preços do petróleo.

“A economia acaba de sofrer um impacto direto da inflação como resultado da guerra no Oriente Médio”, afirmou Christopher Rupkey, economista-chefe da FWDBONDS. “Economistas dizem que, uma vez que o gênio da inflação sai da garrafa, é quase impossível cancelar os aumentos de preços e retornar os custos aos níveis anteriores. Só o tempo dirá se os consumidores, fartos da situação, entrarão em greve.”

Outros especialistas destacam que a inflação subjacente foi contida por fatores pontuais, como a queda nos preços de carros usados e planos de saúde, o que não deve se repetir nos próximos meses. Para Sung Won Sohn, professor de economia da Loyola Marymount University, o comportamento dos preços de energia tende a prolongar os efeitos inflacionários. “Mesmo que o aumento de março se mostre temporário, os preços elevados de energia podem persistir nos próximos meses”, disse.

O impacto já começa a se espalhar por outros setores. As tarifas aéreas subiram 2,7%, sinalizando o repasse do custo do combustível para serviços. Além disso, itens como vestuário e bens domésticos também registraram alta, influenciados por tarifas e custos de produção.

Em paralelo, indicadores mostram deterioração no sentimento do consumidor. Pesquisa da Universidade de Michigan revelou que o índice de confiança caiu para um nível recorde de baixa em abril, refletindo o pessimismo diante da inflação e das incertezas econômicas.

No mercado financeiro, a reação foi imediata: as bolsas de Nova York recuaram, o dólar perdeu força frente a outras moedas e os rendimentos dos títulos do Tesouro subiram, indicando preocupação com a trajetória da inflação.

Diante desse cenário, cresce entre economistas a avaliação de que o Federal Reserve dificilmente reduzirá as taxas de juros ainda em 2026. Parte dos analistas, inclusive, já considera a possibilidade de novos aumentos, caso a inflação continue pressionada.

Ainda assim, há divergências. Para James Knightley, economista-chefe internacional do ING, o enfraquecimento do consumo pode limitar a capacidade das empresas de repassar custos, abrindo espaço para cortes de juros. “Cortes nas taxas são mais prováveis do que aumentos”, afirmou.

Com a inflação pressionada e o cenário internacional instável, os próximos meses devem ser decisivos para a economia americana e para a condução da política monetária no país. 247.


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EDUCAÇÃO - Justiça manda reabrir Censo Escolar para evitar perda de repasse de R$ 78,7 mi a Pernambuco

Falha na migração de dados classificou mais de 46 mil matrículas de tempo integral como parcial. Decisão aponta risco de prejuízo de R$ 78,7...