sexta-feira, 22 de maio de 2026

“O tetra vem aí”, diz José Guimarães sobre crescimento de Lula na pesquisa Datafolha

 

Ministro da SRI afirmou que Datafolha mostra preferência por um Estado justo e por políticas de cuidado com a população


José Guimarães (Foto: Pedro Reis/SRI-PR)

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou nesta sexta-feira (22), pela rede social X, que a pesquisa Datafolha reforçou a concepção de governo do presidente Lula e sinaliza apoio a um projeto de Estado que, segundo o titular da SRI, prioriza justiça social e cuidado com a população por conta da retomada de direitos sociais no Brasil. 

O levantamento apontou quase dez pontos de vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno. O Datafolha também indica vitória do presidente nas simulações de segundo turno.

“O tetra vem aí! O Datafolha de hoje mostrou que o presidente @LulaOficial está 9 pontos à frente do segundo colocado, ainda no primeiro turno, e vence todos os outros candidatos no segundo turno”, escreveu Guimarães. 

“É o Brasil indicando que prefere a verdade em vez da mentira. Que prefere um Estado justo, que cuida das pessoas, em vez de um projeto de Estado mínimo, que só é mínimo para os pobres. A pesquisa de hoje mostra que os brasileiros estão atentos à verdade. E a verdade liberta!”, acrescentou. 

Outros dois nomes do Partido dos Trabalhadores, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e Marcelo Freixo (PT-RJ) também usaram as redes sociais para comentar a pesquisa Datafolha e denunciar fake news do bolsonarismo, que tenta de descolar dos escândalos envolvendo o Banco Master. 

A pesquisa foi divulgada após o caso Dark Horse, pois, de acordo com matéria divulgada no último dia 13 pelo The Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro um financiamento de R$ 134 milhões para investir no filme Dark Horse, que é uma biografia de Jair Bolsonaro (PL). Do valor total, R$ 61 milhões foram repassados.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas entre os dias 20 e 22 de maio. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. - 247.

Mendonça autoriza retorno de Vorcaro à cela especial na superintendência da PF

 

Decisão do ministro do STF ocorre em meio a mudanças na defesa de Daniel Vorcaro


Ministro André Mendonça - Daniel Vorcaro (Foto: Victor Piemonte/STF / Banco Master/Divulgação)


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou o retorno de Daniel Vorcaro a uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF). O pedido foi apresentado pela defesa após reclamações feitas pelo banqueiro sobre as condições de custódia, informa a CNN Brasil.


A decisão ocorre em meio a uma reorganização da equipe jurídica de Vorcaro e às negociações envolvendo um acordo de delação premiada. A saída do advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, teve como objetivo principal reaproximar Vorcaro do ministro André Mendonça.

Mudança na defesa

Segundo informações publicadas pelo blog do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, a avaliação de pessoas próximas ao empresário era de que havia desgaste na relação entre o magistrado e o criminalista durante as tratativas sobre a colaboração premiada.

Interlocutores de Vorcaro passaram a defender mudanças na estratégia jurídica após divergências relacionadas ao conteúdo da delação. O entendimento no entorno do empresário era de que o acordo estaria preservando integrantes da cúpula do Congresso Nacional e ministros do STF, o que teria provocado resistência de Mendonça.

O ministro defendia uma delação "sincera e verdadeira" e indicava que poderia deixar de homologar o acordo caso considerasse insuficientes as informações apresentadas pela defesa.

A tensão nas negociações teria aumentado após um episódio em que José de Oliveira Lima afirmou a Mendonça que, em caso de rejeição da delação, recorreria à turma do STF ou ao plenário da Corte. Após o episódio, aliados de Vorcaro passaram a considerar necessária a substituição do advogado para evitar um agravamento da situação jurídica do empresário.

A estratégia da defesa agora é manter o advogado Sergio Leonardo no caso, embora exista a possibilidade de um novo criminalista assumir parte da condução do processo. Ele e André Mendonça desenvolveram uma relação considerada positiva nos bastidores das negociações. - 247.


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“O Brasil quer ser tratado com respeito”, diz Lula sobre relação com Trump

 

Presidente relatou conversa com Donald Trump e defendeu igualdade nas relações entre Brasil e EUA


Presidente Lula durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington (Foto: Ricardo Stuckert / PR)


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil exige tratamento respeitoso e igualitário na relação diplomática com os Estados Unidos. A declaração foi feita em edição especial do programa Sem Censura, apresentado por Cissa Guimarães, nesta sexta-feira (22). Durante a entrevista, o mandatário brasileiro comentou conversas que teve com o presidente estadunidense Donald Trump em encontro em Washington e abordou a postura dos EUA em relação à América Latina.

Durante a entrevista, Lula criticou a forma como os Estados Unidos enxergam países latino-americanos. "Os americanos têm uma certa mania de primeiro transformar os adversários deles em inimigos. A cara da América Latina para os americanos é droga e tráfico. Não, nós não somos assim", afirmou.

O presidente também declarou que contestou esse posicionamento diretamente a Trump. "Eu falei para ele: 'nós não somos assim'. Sabe, o Brasil quer ser tratado com respeito. Nós temos uma relação diplomática de 201 anos. Nós tratamos vocês com respeito e vocês nos tratam com respeito", disse.

Diplomacia

Lula afirmou que disse a Trump que divergências entre Brasil e Estados Unidos devem ser resolvidas no campo político e diplomático, e não por demonstrações de força militar. "Não adianta você ficar dizendo que tem navio de guerra, que tem avião de guerra. Eu não quero fazer guerra com você. Eu sei do meu tamanho. A minha guerra com você é na narrativa. Eu quero provar que você está errado, eu quero provar que eu estou certo", declarou.

O presidente também relatou ter tratado com Trump sobre a responsabilidade institucional dos dois países no cenário internacional. "Eu falei para o Trump uma coisa assim, é uma conversa de dois homens de 80 anos, não tem brincadeira nisso", disse Lula. Em seguida, acrescentou: "A gente precisa passar para o mundo a responsabilidade de dois estados democráticos da América Latina e da América do Norte. São as duas maiores democracias do nosso lado".

Lição do movimento sindical

Ainda durante a entrevista, Lula afirmou que recebeu tratamento respeitoso do presidente estadunidense. "Eu acho que ele concordou. Ele me trata com muito respeito", declarou. Ao comentar sua postura em negociações políticas e diplomáticas, Lula relembrou episódios do início de sua trajetória sindical.

"Eu aprendi dentro da luta sindical. A primeira reunião que eu fui com a Fiesp negociar, nos anos 79, a primeira coisa que fizeram foi colocar uma cadeira alta para os empresários e uma cadeira baixa para mim", contou.

Segundo o presidente, a experiência moldou sua posição em debates políticos e institucionais. "Eu me senti como se fosse um zé-ninguém. Então eu aprendi desde muito cedo que eu quero ser tratado de igualdade de condições. Eu não sou melhor do que ninguém, mas também não sou pior do que ninguém. Eu quero apenas ser igual nas discussões", afirmou. - 247.


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EDUCAÇÃO Enem 2026: inscrições começam na próxima segunda-feira (25)

 

Nesta edição, estudantes concluintes do ensino médio da rede pública terão a inscrição realizada automaticamente


                             Por Portal Folha de Pernambuco
O período de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 começam nesta segunda-feira (25) e seguem até 5 de junho. O processo de inscrição e de confirmação dos dados deve ser realizado exclusivamente pela Página do Participante

O Enem 2026 ocorre nos dias 8 e 15 de novembro. O edital do exame já está disponível, e a edição deste ano conta com algumas mudanças para expandir o acesso à educação superior.

Pela primeira vez, estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas terão sua inscrição realizada de forma automática.

A atualização encerra a etapa inicial de cadastro para milhares de jovens, porém, mesmo com a inscrição pré-preenchida, o estudante deverá acessar o sistema do Enem para confirmar a participação e complementar algumas informações adicionais, como o município onde deseja realizar a avaliação, a língua estrangeira escolhida e a necessidade de recursos de acessibilidade, caso necessário.

Taxa e isenção
Para os candidatos que não possuem isenção, o valor da taxa de inscrição será de R$ 85 (oitenta e cinco reais). O pagamento poder ser realizado via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto.

Os alunos que tiveram o pedido de isenção aprovado também precisam acessar o sistema para confirmar sua participação no exame. O prazo final para efetiva o pagamento vai até o dia 10 de junho. 

Além disso, o período entre 25 de maio e 5 de junho também vale para as solicitações de atendimento especializado e tratamento por nome social.

De acordo com os dados cadastrados na Receita Federal, travestis, transexuais ou transgêneros receberão esse tratamento automaticamente. Assim, antes de se inscrever, o participante deverá verificar o cadastro na Receita e atualizá-lo, caso necessário. 

É importante destacar que estudantes do Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 e participarem dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$ 200 (duzentos reais).

O pagamento do incentivo extra será feito após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para as demais parcelas do programa. 

Cronograma

  • Inscrições: 25 de maio a 5 de junho  
  • Pagamento da taxa de inscrição: 25 de maio a 10 de junho
  • Solicitação de tratamento por nome social: 25 de maio a 5 de junho 
  • Solicitação de atendimento especializado: 25 de maio a 5 de junho 
  • Resultado do atendimento especializado: 19 de junho
  • Recurso do atendimento especializado: 22 a 26 de junho
  • Resultado do recurso: 3 de julho
  • Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro 

No edital, é possível conferir todas as regras da edição, como o cronograma, os procedimentos para atendimento especializado e outras orientações aos participantes.

Locais de prova
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os locais de aplicação das provas também foram ampliados com o objetivo de aumentar para cerca de 10 mil o número de escolas que receberão o exame em todo o país.

A medida procura melhorar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos para aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública, com a possibilidade de realizarem as provas na própria escola em que estudam.

Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o Ministério da Educação (Mec) estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre cidades. 

Certificação
O Enem 2026 continuará possibilitando a certificação de conclusão do ensino médio para participantes maiores de 18 anos. O interessado deverá indicar essa opção no momento da inscrição para utilizar o exame com essa finalidade.

Segundo o edital, os participantes que tiverem 18 anos completos até o primeiro dia de aplicação das provas e que não sejam concluintes ou egressos do ensino médio poderão solicitar o Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou a Declaração Parcial de Proficiência.

Atendimento especializado
Os participantes que precisam de atendimento especializado devem realizar a solicitação no momento da inscrição. O atendimento é voltado para pessoas com as seguintes condições:

  • Baixa visão;
  • Cegueira;
  • Visão monocular;
  • Deficiência física, auditiva, intelectual e surdez;
  • Surdocegueira;
  • Dislexia;
  • Discalculia
  • Déficit de atenção;
  • Transtorno do espectro autista (TEA);
  • Gestantes;
  • Lactantes;
  • Diabéticos;
  • Idosos;
  • Estudantes em classe hospitalar ou com outra condição específica. 

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"Vamos ver quem é quem", diz Lula sobre redução da jornada de trabalho

 Presidente criticou período de transição para fim da escala 6x1

                       Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil


Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (22), em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, a possibilidade de período de transição para a adoção da redução da jornada de trabalho, de 44 horas para 40 horas semanais, e o fim da escala 6x1, aquela em que o empregado trabalha seis dias por apenas um de descanso.

"Nós defendemos que a redução seja de uma vez, de 44 horas para 40 horas. E fim de papo, sem reduzir salário. Obviamente que nós não temos força para aprovar tudo o que a gente quer, então temos que negociar", afirmou o presidente.

Segundo ele, haverá uma reunião no início da semana com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para analisar o cenário de votação.

A comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) na Câmara adiou, para próxima segunda-feira (25), a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

A votação no colegiado está prevista para quarta-feira (27), com análise do plenário até o fim da semana. Além de reduzir a escala, a proposta acaba com a escala 6x1, instituindo no máximo a escala 5x2, com pelo menos dois dias de descanso semanal remunerado.

Para Lula, o texto precisa ser votado e quem for contra tem que ter a coragem de se posicionar.

"Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer, meia hora por ano, uma hora por ano, aí é brincar de fazer redução. Está aí o projeto de lei, vota contra quem quiser, mas vamos mostrar para o povo quem é quem nesse país. O dado concreto é que será um benefício para a saúde, para a educação", destacou o presidente.

Na entrevista, Lula afirmou que governo está empenhado em garantir o controle de preços dos combustíveis no país e defendeu que a fiscalização do poder público seja rigorosa contra reajustes abusivos.

O presidente ainda fez um apelo para que o Senado vote logo a PEC da Segurança Pública e prometeu vetar o projeto de lei que permite o envio de mensagens em massa durante as eleições.


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Pesquisa Nova Datafolha: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro despenca para 31%

Lula também mantém vantagem nas simulações de segundo turno contra os demais adversários

                                    Diario de Pernambuco


Há uma semana, Lula estava em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento (Foto: PR e Agência Senado)


Na primeira pesquisa do Datafolha após a repercussão do caso “Dark Horse” na campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula (PT) ampliou de três para nove pontos percentuais a vantagem sobre o senador na simulação de primeiro turno: agora, aparece com 40% das intenções de voto, contra 31% do adversário.

No total, 2.004 pessoas foram entrevistadas entre os dias 20 e 22 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

No levantamento anterior de 16 de maio, Lula e Flávio apareciam empatados dentro da margem de erro: Lula tinha 38%, ante 35% de Flávio. No cenário de segundo turno, a igualdade de 45% registrada anteriormente deu lugar a uma vantagem de 47% a 43% para o petista.

A mudança reflete a percepção do eleitorado após a revelação de que Flávio pediu recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. No cenário considerado hoje o mais provável para o primeiro turno, Lula e Flávio seguem isolados na dianteira. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO), com 4%, e Romeu Zema (Novo-MG), com 3%, aparecem empatados com Renan Santos (Missão) e Samara Martins (UP), ambos também com 3%.

Ainda dentro da margem de erro estão Augusto Cury (Avante), com 2%; Rui Costa Pimenta (PCO), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Aldo Rebelo (DC), todos com 1%. Rebelo, no entanto, foi retirado da disputa por seu partido, que passou a cogitar o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa como alternativa. A mudança ocorreu após o registro da pesquisa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o código BR-07489/2026.

Segundo turno

Lula também mantém vantagem nas simulações de segundo turno contra os demais adversários. Diante de Caiado, passou de 46% para 48%, enquanto o governador goiano ficou em 39%. Contra Zema, o presidente repetiu a oscilação positiva, ao passo que o mineiro variou de 40% para 39%.

Apontada como possível substituta de Flávio em caso de desistência, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) apresenta desempenho semelhante ao do senador em um eventual segundo turno contra Lula: ela teria 43%, enquanto o presidente alcançaria 48%.

Já na simulação de primeiro turno, Michelle aparece abaixo de Flávio, com 22%, diante dos 41% de Lula. Ainda assim, ambos permanecem isolados à frente do restante dos candidatos, grupo liderado por Zema, com 6%. No momento, porém, a candidatura de Michelle é considerada improvável. Jair Bolsonaro e o PL defendem que ela dispute o Senado pelo Distrito Federal.

O levantamento representa o primeiro revés relevante para a campanha de Flávio desde o lançamento de sua pré-candidatura, no fim do ano passado. Beneficiado por uma sequência de notícias negativas para o governo Lula e sem enfrentar contestações diretas, o senador havia consolidado o segundo lugar nas pesquisas de primeiro turno.



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Justiça Lula pede a Alcolumbre que paute votação da PEC da Segurança

Presidente defende que proposta reforça combate ao crime organizado

                 Agência Brasil

Lula durante Entrevista ao programa Sem Censura (Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que pedirá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que paute a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, já aprovada pelos deputados federais.

"Estou aguardando o Senado. Faço até um apelo ao presidente [Davi] Alcolumbre, coloque para votar a PEC da segurança, que esse país vai resolver definitivamente o problema de segurança", destacou o presidente, em entrevista exclusiva nesta sexta-feira (22) ao programa Sem Censura, da TV Brasil.

Lula destacou pontos do recém-lançado programa Brasil Contra o Crime Organizado, do governo federal.

"Nós estamos assumindo a responsabilidade de cuidar disso. A luta contra o crime organizado vai envolver R$ 11 bilhões, R$ 1 bilhão de investimento do governo federal, e R$ 10 bilhões de financiamento para os estados e as prefeituras, para que a gente possa dotar todo mundo dos instrumentos necessários para combater a violência", afirmou.

"A PEC da Segurança vai me permitir reforçar a Polícia Federal, reforçar a Polícia Rodoviária Federal, criar uma guarda nacional de verdade, para atuar, não ficar fazendo GLO [decreto de Garantia da Lei e da Ordem] quando tem um problema qualquer. Temos que ter uma polícia profissionalizada com inteligência, para a gente tomar conta da bandidagem", continuou o presidente.

O presidente reconheceu que o povo tem razão de reclamar da sensação de insegurança, e destacou que os estados não dão conta de assumir toda a responsabilidade.

"Os estados, por mais que tenham esforço, não dão conta de combater a criminalidade. ora porque não leva muito a sério, ora porque os governadores reclamam que o bandido é preso, entregue pela Política Militar, e dois dias depois ele é solto", pontuou.

PEC da Segurança

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, aprovada pela Câmara dos Deputados, tem como foco principal dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública, criado em 2018 por lei ordinária.

Com isso, desburocratizar procedimentos que, no formato atual, dificultam a ação das autoridades e uma maior integração entre União e entes federados para elaborar e executar as políticas voltadas à segurança pública.

Flávio Bolsonaro lidera rejeição entre todos os candidatos ao Planalto, aponta Datafolha

 

Rejeição ao senador Flávio Bolsonaro cresce após revelação de relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master


Flávio Bolsonaro (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A nova pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial de 2026 mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a liderar a rejeição entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.  Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados afirmaram que não votariam “de jeito nenhum” em Flávio Bolsonaro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece logo atrás, com 45% de rejeição. Michelle Bolsonaro (PL) ocupa a terceira posição, com 31%.

Datafolha mostra mudança no cenário eleitoral

Na pesquisa anterior, divulgada em 16 de maio, Lula aparecia isoladamente como o nome mais rejeitado, com 47%, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 43%. Em abril, os dois apareciam tecnicamente empatados: Lula tinha 48% de rejeição, contra 46% do senador do PL.

Entre os demais nomes avaliados, Romeu Zema (Novo) e Cabo Daciolo (Mobiliza) aparecem com 18% de rejeição. Renan Santos (Missão) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 16% cada. Ronaldo Caiado (PSD) e Aldo Rebelo (DC) têm 15%.

Escândalo do Banco Master impacta Flávio Bolsonaro

O levantamento foi o primeiro realizado integralmente após a divulgação de áudios e reportagens que revelaram proximidade entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O senador, contudo, mudou o discurso sobre sua relação com Vorcaro nos últimos dias e admitiu que pediu R$ 61 milhões para cobrir custos ligados ao filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). 

O senador também disse ter visitado Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro pela Polícia Federal. Até a semana passada, Flávio afirmava que não possuía qualquer vínculo com o empresário. 

Michelle Bolsonaro ainda enfrenta baixa popularidade

A pesquisa também mediu o grau de conhecimento dos eleitores sobre os possíveis candidatos da direita. Michelle Bolsonaro ainda é menos conhecida nacionalmente do que Flávio Bolsonaro. De acordo com o levantamento, 13% dos entrevistados disseram não saber quem é Michelle Bolsonaro. No caso de Flávio, esse índice é de 7%.

Outros nomes da direita também apresentam baixa popularidade nacional. Ronaldo Caiado é desconhecido por 52% dos entrevistados e tem rejeição de 15%. Romeu Zema, por sua vez, é desconhecido por 53% e registra rejeição de 18%.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 20 e 22 de maio. O levantamento tem nível de confiança de 95%, o que significa que, mantidas as condições metodológicas, há 95% de probabilidade de os resultados retratarem a população dentro da margem de erro informada pelo instituto. - 247.


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Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro após escândalo Dark Horse, diz Datafolha

  Lula chega a 40% das intenções de voto ante 31% de Flávio Bolsonaro; em um eventual segundo turno, o presidente aparece com 47%, contra 43...