domingo, 29 de março de 2026

Raquel faz gesto a Lula e diz buscar soluções: “Eu não amo problema. Eu amo resolver problema"

 

Gestora afirmou que quer unir lideranças para resolver os problemas do estado e ressaltou a parceria


                             Por Anthony Santana

A governadora Raquel Lyra (PSD) ressaltou a aliança institucional com o presidente Lula (PT), ao dar ordem de serviço para as obras de ampliação do Aeroporto Oscar Laranjeiras, em Caruaru, na tarde da última sexta-feira (27).

Em meio às discussões sobre a possibilidade apoio do chefe do Executivo federal a mais de um palanque no estado, a gestora enfatizou a boa relação com ministros e o governo federal.

Segundo ela, o objetivo do seu governo é “juntar gente boa” para resolver problemas. Neste objetivo, ela afirma que busca se unir com lideranças para construir soluções para o estado. A gestora fez questão de ressaltar as suas agendas em busca de investimentos em Brasília e a garantia de recursos na Esplanada dos Ministérios.

“Me aliei ao presidente Lula, me aliei aos ministros, ao governo federal, me aliei aos prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras, compreendendo as dores e garantindo que a gente pudesse, a partir da leitura dos problemas, construir as soluções”, declarou a governadora.

Recado

A gestora ainda aproveitou para enviar um recado direto aos opositores, ao afirmar que não gosta de problema. “Eu não amo problema. Eu amo resolver problema. Eu amo juntar gente boa para construir soluções”, disse.

A fala se contrapõe a declarações do pré-candidato ao governo do estado e prefeito do Recife, João Campos (PSB). Em seus discursos, o gestor oposicionista vem lembrando uma fala do pai, o ex-governador Eduardo Campos, falecido em 2014, que dizia que “não se dá intimidade a problema”.

Obra

Com investimento de R$ 96 milhões, a ampliação do Aeroporto de Caruaru contempla a reforma e adequação da pista de pouso e decolagem, da faixa de pista, da RESA (Área de Segurança de Fim de Pista), das pistas de táxi e do sistema de drenagem, além da instalação de auxílios à navegação e da elaboração do projeto executivo. Assim, o novo aeroporto vai permitir voos noturnos e receber aviões de maior porte, como aviões a jato. O governo promete lançar, em breve, a licitação da segunda etapa para construção do terminal.


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Lula reúne estudantes e anuncia novas ações para ampliar acesso à universidade em evento em São Paulo

 

Evento marca anúncios relacionados a programas e políticas de acesso à educação superior, além de celebrar resultados do Prouni e Lei de Cotas no Sisu


Presidente Lula com estudantes em Campos dos Goytacazes (RJ) (Foto: Ricardo Stuckert)


O presidente Lula participa nesta terça-feira (31), em São Paulo, de um evento voltado à ampliação do acesso ao ensino superior e à valorização de políticas públicas de inclusão educacional.

Acompanhado do ministro da Educação, Camilo Santana, Lula estará no encontro “Universidade com a Cara do Povo Brasileiro”, que será realizado às 15h no Sambódromo do Anhembi. A cerimônia reunirá estudantes beneficiados por políticas de inclusão, alunos de cursinhos populares, representantes de movimentos sociais e autoridades do governo federal.

Mais do que uma celebração, o evento também funcionará como espaço para anúncios de novas medidas voltadas ao ensino superior. Entre as ações previstas estão iniciativas relacionadas ao Programa Universidade para Todos, além de políticas públicas que buscam ampliar o ingresso de jovens de baixa renda nas universidades.

O Prouni, criado em 2004 durante o primeiro mandato de Lula, chega a 21 anos em 2026 como um dos principais programas de acesso ao ensino superior no país. A política garante bolsas integrais e parciais em instituições privadas, beneficiando milhões de estudantes ao longo de sua trajetória.

Outro destaque da cerimônia é o reconhecimento dos avanços da Lei de Cotas, que completa 14 anos de implementação, além da marca de uma década da formação da primeira turma de cotistas. As políticas são apontadas como fundamentais para promover maior diversidade social e racial nas universidades brasileiras.

Durante o evento, também serão formalizados atos normativos ligados ao Prouni e ao Programa Nacional Escola Nacional Hip Hop H2E, iniciativa direcionada às redes públicas de ensino. O governo federal ainda divulgará o resultado do edital da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), voltada ao fortalecimento da preparação de estudantes para o ingresso no ensino superior. - 247.


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SAÚDE Não é caminhada nem musculação: novo estudo aponta melhor exercício para dormir bem

 

Pesquisa traz resultado diferente de anteriores


                            Por Agência O Globo

Estudos já comprovaram que praticar atividade física ajuda a melhorar o sono. Mas que tipo de atividade?

Uma meta-análise de 30 ensaios clínicos randomizados revelou que a prática regular de ioga de alta intensidade está mais fortemente associada à melhora do sono do que caminhadas, treinamento de resistência, exercícios combinados, atividades aeróbicas ou tradicionais chinesas, como qi gong e tai chi.

Os ensaios incluídos na análise foram realizados em mais de uma dúzia de países e envolveram mais de 2.500 participantes com distúrbios do sono em todas as faixas etárias. O estudo foi publicado na revista Sleep and Biological Rhythms.

Ao analisarem os dados, pesquisadores da Universidade de Esportes de Harbin, na China, descobriram que ioga de alta intensidade, por menos de 30 minutos, duas vezes por semana, era o melhor exercício para combater a insônia.

A caminhada foi a segunda melhor forma de atividade física, seguida pelo treinamento de resistência. Resultados positivos foram observados a partir de apenas oito semanas.

As conclusões, publicadas em 2025, são diferentes de uma meta-análise de 2023, que constatou que exercícios aeróbicos de intensidade moderada, três vezes por semana, eram a maneira mais eficaz de melhorar a qualidade do sono em indivíduos com distúrbios do sono.

Um dos estudos incluídos nessa revisão, no entanto, indicou que a ioga teve efeitos mais significativos sobre os resultados do sono do que outros tipos de exercício. Além disso, a ioga pode ser difícil de categorizar como aeróbica ou anaeróbica, e sua intensidade pode variar dependendo da técnica utilizada.

Efeitos no organismo

A meta-análise mais recente não explica por que a ioga pode ser particularmente benéfica para o sono, mas existem várias possibilidades. Ela não só pode aumentar a frequência cardíaca e exercitar os músculos, como também pode regular a respiração. Pesquisas indicam que o controle da respiração pode ativar o sistema nervoso parassimpático, que está envolvido no repouso e na digestão.

Alguns estudos sugerem até que a ioga regula os padrões de atividade das ondas cerebrais, o que poderia promover um sono mais profundo.

O estudo sobre ioga foi publicado na revista Sleep and Biological Rhythms.

Uma versão anterior deste artigo foi publicada em agosto de 2025.


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Líder iraniano diz que americanos estão cansados de “reis”

 

Masoud Pezeshkian afirma que população americana está revoltada com política “Israel Primeiro”


Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian 12/06/2025 (Foto: Site da Presidência do Irã/WANA/Divulgação via REUTERS)


O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionando as manifestações que tomaram as ruas dos EUA neste sábado (29). 

Em uma publicação na rede social X o líder iraniano repercute os protestos conhecidos como “No Kings” (“Sem Reis”) no território norte-americano.

“Especialistas em IA nos Estados Unidos deveriam alertar o presidente Trump sobre a realidade da participação da população nos protestos "Sem Reis". O povo americano está revoltado com a política "Israel Primeiro", escreveu Pezeshkian.

O líder iraniano também apontou insatisfação crescente entre os cidadãos americanos em relação à política externa do país. “The American people are angry about ‘Israel First’. They are tired of Israeli kings ruling over American democracy”, declarou.

Em outro trecho, Pezeshkian reforça a ideia de que a população dos Estados Unidos está consciente das dinâmicas de poder internas. “Eles estão cansados ​​de reis israelenses governando a democracia americana”, afirmou. -  247.

Globo se desculpa por PowerPoint que tentou jogar o caso Master no colo de Lula (vídeo)

 

Jornalista Andréia Sadi anunciou a retratação durante edição do Estúdio I desta segunda-feira


Globo se desculpa por PowerPoint que tentou jogar o caso Master no colo de Lula (vídeo) (Foto: Reprodução / GloboNews)

A jornalista Andréia Sadi, no Estúdio I da GloboNews, pediu desculpas, nesta segunda-feira (23), ao público pela exibição de um PowerPoint sobre o caso Master. O material foi apresentado ao público na última sexta-feira (20) e associava, sem provas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao escândalo envolvendo o ex-dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.

Segundo Sadi, "o material estava errado e incompleto e também não deixou claro o critério que foi usado para a seleção das informações". Ela explicou que a apresentação acabou misturando contatos institucionais com nomes que Vorcaro menciona como tendo relação contratual ou pessoal, além de incluir outros nomes que ainda estão sob análise da Polícia Federal ou que, segundo as informações apuradas até o momento, podem ser considerados não republicanos.

A jornalista também ressaltou que a arte exibida não trouxe todos os envolvidos já tornados públicos. "Não foram incluídos nomes que já se tornaram públicos por envolvimento com o caso Master, como ministros do Supremo e políticos, nem ex-diretores do Banco Central, que estão sob escrutínio da polícia por suspeita de corrupção na relação com o banqueiro", afirmou.

Diante da apresentação incompleta, Sadi afirmou que a GloboNews segue comprometida com os princípios editoriais do canal e pediu desculpas ao público. "Diante de um material incompleto e em desacordo com os nossos princípios editoriais, a gente pede desculpas", - 247.


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Lula define que Alckmin será seu vice na campanha à reeleição, diz jornal

 

Decisão pode consolidar chapa de 2022 e reduz espaço para novos aliados nacionais em 2026


Geraldo Alckmin e Lula (Foto: RIcardo Stuckert / PR)


O presidente Lula (PT) já definiu que o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será novamente seu companheiro de chapa na disputa pela reeleição em outubro deste ano. A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A manutenção da chapa reforça a estratégia adotada em 2022, quando a aliança entre Lula e Alckmin foi interpretada como um movimento de aproximação com setores mais ao centro do espectro político. À época, a composição foi considerada um dos fatores que ampliaram a base eleitoral do petista.

No governo, Alckmin também assumiu o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, tendo atuação relevante em momentos de tensão comercial internacional, como durante o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros.

Ao longo deste ano, setores do PT chegaram a discutir a possibilidade de incluir um nome do MDB na vice, numa tentativa de criar um novo fato político para a campanha. No entanto, essa hipótese perdeu força recentemente.

No último sábado, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que MDB e PSD não devem integrar a aliança nacional de reeleição. Segundo ele, eventuais composições com esses partidos devem ocorrer apenas em âmbito estadual.

A definição pela permanência de Alckmin na vice também está ligada às mudanças no cenário eleitoral em São Paulo. No início do ano, Lula chegou a indicar que o vice poderia disputar o governo estadual ou uma vaga no Senado, ao afirmar que ele “teria uma missão cumprir”.

Esse cenário, porém, se alterou nas últimas semanas. O ex-ministro Fernando Haddad foi anunciado como pré-candidato ao governo paulista, enquanto a ministra do Planejamento, Simone Tebet, filiou-se ao PSB para concorrer ao Senado.

No cenário paulista, a formação da chapa ainda passa por ajustes. A tendência é que a segunda vaga seja ocupada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que avalia uma possível mudança partidária, podendo deixar a Rede para se filiar ao PT ou ao PSOL. - 247.


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guerra Ataques de Israel no Líbano mataram mais de 1.200 desde o início da guerra

 

Segundo o balanço oficial, 49 pessoas morreram entre sábado e domingo, incluindo 10 socorristas e três jornalistas


                        Por AFP

Os ataques israelenses no Líbano provocaram 1.238 mortes desde o início da guerra em 2 de março, incluindo 124 crianças, e deixaram mais de 3.500 feridos, informou neste domingo (29) o Ministério da Saúde.

Segundo o balanço oficial, 49 pessoas morreram entre sábado e domingo, incluindo 10 socorristas e três jornalistas. Além disso, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas pelos bombardeios e pelas ordens de expulsão do Exército israelense.


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Milhões saem às ruas contra Trump num dos maiores protestos da história dos Estados Unidos

 

Estima-se que até 9 milhões de pessoas tenham ido às ruas contra a destruição da democracia, a guerra contra o Irã e a estupidez da extrema-direita


Protestos contra Trump levaram milhões às ruas (Foto: Reuters)

Milhões de pessoas tomaram as ruas dos Estados Unidos e de diversos países neste sábado (28) em uma das maiores jornadas de protesto da história recente contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Sob o lema “No Kings” (“Sem reis”), as manifestações denunciaram o avanço autoritário da Casa Branca, a escalada militar contra o Irã, a repressão a imigrantes e o ambiente de deterioração democrática impulsionado pela extrema-direita. As informações são da CBS News e da Associated Press. Estima-se que os protestos tenham reunido 9 milhões em vários estados.


Os atos ocorreram nos 50 estados norte-americanos, com mais de 3.100 eventos registrados, além de mobilizações em mais de uma dezena de países. Organizadores estimaram que até 9 milhões de pessoas participaram das manifestações, evidenciando a amplitude da rejeição ao trumpismo e às suas políticas consideradas agressivas e antidemocráticas.

Minnesota se torna símbolo da resistência

O principal foco dos protestos foi St. Paul, em Minnesota, estado que se tornou um centro de resistência após a morte de Renee Good e Alex Pretti, atingidos por agentes federais durante ações ligadas à política migratória do governo Trump. O episódio desencadeou revolta popular e mobilizações contínuas.

Milhares de pessoas ocuparam o entorno do Capitólio estadual, formando uma multidão que se estendia por ruas e áreas públicas. Muitos manifestantes carregavam bandeiras dos Estados Unidos invertidas, um símbolo histórico de alerta e angústia nacional.

O músico Bruce Springsteen foi a principal atração do ato e apresentou a canção “Streets of Minneapolis”, composta em resposta às mortes. Antes da apresentação, ele afirmou: "A força de vocês e o compromisso de vocês nos mostraram que isto ainda é a América" e acrescentou: "E este pesadelo reacionário, e essas invasões de cidades americanas, não vão prevalecer."

O evento também contou com a presença de Joan Baez, Jane Fonda e do senador Bernie Sanders, além de ativistas e lideranças políticas. Segundo os organizadores, mais de 200 mil pessoas participaram do ato em St. Paul, superando os números da Marcha das Mulheres de 2017.

Protestos se espalham por todo o país

As manifestações ocorreram em grandes cidades como Nova York, Chicago, Filadélfia e Washington, mas também em pequenas localidades de estados conservadores, demonstrando que a oposição ao governo Trump se espalha por diferentes regiões do país.

Em Filadélfia, milhares de pessoas ocuparam o centro da cidade e interromperam o trânsito. Em Chicago, organizações civis lideraram grandes atos. Em San Diego, cerca de 40 mil pessoas participaram de uma marcha, segundo autoridades locais.

Na capital Washington, manifestantes caminharam do Lincoln Memorial até o National Mall com cartazes como “Abaixe a coroa, palhaço” e “A mudança de regime começa em casa”, entoando palavras de ordem contra o autoritarismo.

Críticas à política de Trump e reação oficial

Entre as principais reivindicações estavam o fim da guerra no Irã, a reversão de políticas migratórias consideradas agressivas e a defesa de direitos civis, incluindo os da população transgênero.

A diretora executiva da New York Civil Liberties Union, Donna Lieberman, afirmou durante coletiva: "Eles querem que tenhamos medo, que acreditemos que não há nada que possamos fazer para detê-los" e completou: "Mas sabem de uma coisa? Eles estão errados — completamente errados."

A Casa Branca reagiu minimizando os protestos. A porta-voz Abigail Jackson declarou: "As únicas pessoas que se importam com essas sessões de terapia contra Trump são os repórteres pagos para cobri-las."

Ironia e criatividade contra o autoritarismo

Os atos também foram marcados por ações criativas. Em Washington, um grupo fantasiado de insetos usava coletes com a sigla “LICE”, em referência ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), em tom de sátira.

O participante Bill Jarcho explicou: "O que oferecemos é zombaria ao rei" e acrescentou: "Trata-se de pegar o autoritarismo e ridicularizá-lo, algo que eles detestam."

Segundo os organizadores, dois terços dos participantes vieram de regiões fora dos grandes centros urbanos, incluindo estados tradicionalmente conservadores, o que indica uma ampliação da base de oposição ao governo Trump.

Mobilização global contra Trump e a guerra

Os protestos também ocorreram em diversos países. Em Roma, milhares marcharam contra políticas conservadoras e em defesa da democracia. Em Paris, centenas de pessoas — incluindo norte-americanos residentes na França — se reuniram na Bastilha.

A organizadora Ada Shen declarou: "Eu protesto contra todas as guerras intermináveis de Trump, ilegais, imorais, imprudentes e irresponsáveis."

Em Londres, manifestantes exibiram cartazes como “Parem a extrema-direita” e “Levantem-se contra o racismo”, associando a guerra no Irã ao avanço de forças ultrarreacionárias.

Um movimento de massa contra a extrema-direita

A dimensão dos protestos revela um cenário de forte contestação ao governo Trump. Para milhões de pessoas, suas políticas representam uma ameaça direta à democracia, aos direitos civis e à estabilidade global.

A mobilização “No Kings” se consolida, assim, como um dos maiores movimentos de contestação popular da atualidade, reunindo multidões contra a guerra, o autoritarismo e o avanço da extrema-direita nos Estados Unidos e no mundo. - 247.


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sábado, 28 de março de 2026

“No kings”: protestos tomam Nova York e milhares de cidades dos EUA contra Trump (vídeo)

 

Manifestação reúne milhares de pessoas em atos simultâneas em mais de 3 mil cidades refletem queda de popularidade de Trump

“No kings”: protestos tomam Nova York e milhares de cidades dos EUA contra Trump (vídeo) (Foto: Reuters)

Uma multidão ocupou as ruas de Nova York e em outras 3 mil cidades no protesto “No Kings” (Sem Reis, em português), contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em Saint Paul, capital do estado de Minnesota, centenas foram às ruas para protestar. O estado de Minnesota esteve no centro de tensões recentes após um episódio ocorrido no ano passado, quando agentes de imigração mataram duas pessoas em Minneapolis. O caso desencadeou uma série de protestos e confrontos com forças policiais.

Na capital Washington, D.C., manifestantes também foram às ruas em grande número, empunhando cartazes e entoando palavras de ordem contra medidas adotadas pelo governo Trump.

As manifestações acontecem em um momento em que a popularidade de Donald Trump atingiu seu nível mais baixo desde o retorno à Casa Branca, segundo pesquisas recentes. A queda na aprovação ocorre paralelamente ao aumento das tensões no cenário internacional, especialmente em relação à agressão contra o Irã. - 247.


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Lula lidera entre eleitores de centro e amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro, aponta Datafolha

 

Pesquisa indica força do presidente entre setores independentes, mas também revela desejo majoritário por mudanças no rumo do próximo governo


26.03.2026 - Presidente da. República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de Abertura da Caravana Federativa do Rio de Janeiro, no Auditório Caminho Niemeyer. Niterói - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Lula aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro entre os eleitores que se autoidentificam como de centro nos cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha para a eleição presidencial de 2026. Os dados, publicados pela Folha de S.Paulo, sugerem que o campo intermediário do eleitorado, sem adesão orgânica ao petismo nem ao bolsonarismo, poderá ser decisivo numa disputa que desde já se desenha como altamente competitiva.

O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 5 de março de 2026, com 2.004 entrevistas em 137 municípios do país, ouvindo brasileiros com 16 anos ou mais. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03715/2026, a pesquisa mostra que Lula mantém vantagem numérica relevante sobre Flávio Bolsonaro justamente entre os segmentos que tendem a arbitrar eleições apertadas: os eleitores independentes, moderados ou não plenamente identificados com os polos centrais da política nacional.

Na escala ideológica de 1 a 7 usada pelo instituto, em que 1 representa o máximo à esquerda e 7 o máximo à direita, o centro corresponde à posição 4. É nesse grupo que Lula aparece com 31% das intenções de voto num dos cenários de primeiro turno, contra 17% de Flávio Bolsonaro. Na mesma simulação, Romeu Zema surge com 9% e Ronaldo Caiado com 6%. A margem de erro nesse segmento é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos, o que não elimina a dianteira do presidente, embora recomende cautela na leitura dos números.

O desempenho de Lula entre os centristas ganha ainda mais relevância porque Ratinho Junior, que estava presente em cenários anteriores e anunciou a desistência de candidatura em 23 de março, já não aparece nessa composição. Sem um nome alternativo com pretensão competitiva no campo conservador mais moderado, a disputa nesse trecho do eleitorado tende a se concentrar de forma mais direta entre o presidente e o bolsonarismo.

Os dados também reforçam que a vantagem do presidente não se limita à pesquisa estimulada. Na sondagem espontânea, quando o Datafolha não apresenta previamente os nomes dos possíveis candidatos, 15% dos eleitores de centro afirmam que pretendem votar em Lula para presidente. Flávio Bolsonaro é citado por apenas 2%, mesmo percentual atribuído a Jair Bolsonaro. O resultado espontâneo costuma ter peso político específico por captar lembrança imediata e adesão mais consolidada.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro dentro desse mesmo grupo de centro, o presidente marca 41% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 32%. Apesar da vantagem numérica, o Datafolha aponta empate técnico por causa da margem de erro. Ainda assim, o dado mostra que Lula parte de uma posição mais favorável entre os eleitores que não estão organicamente alinhados ao bolsonarismo. Outros 24% dizem que votariam em branco, e 3% afirmam não saber em quem votar.

Quando o instituto altera a régua e passa a medir o posicionamento numa escala de 1 a 5, em que 1 significa bolsonarista e 5 petista, o eleitor que se define como 3 passa a representar o segmento que não se identifica com nenhum dos dois polos. Nessa fatia, Lula e Flávio também aparecem tecnicamente empatados nos cenários de primeiro turno, mas novamente com o presidente numericamente à frente, com diferença variando entre sete e dez pontos percentuais. No segundo turno, Lula registra 40%, contra 35% de Flávio, enquanto 23% declaram voto em branco e 2% dizem não saber.

Esse conjunto de números sugere que Lula conserva uma capacidade de atração mais robusta entre os eleitores que rejeitam identidades políticas rígidas. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que essa vantagem convive com um dado estrutural importante: a maioria dos entrevistados localizados no meio das escalas afirma desejar que o próximo presidente adote ações diferentes das do atual governo. Entre os que se dizem de centro na escala ideológica, 79% concordam com essa posição. Entre os que não se veem nem como bolsonaristas nem como petistas, o índice sobe para 81%.

Ou seja, Lula aparece melhor posicionado do que Flávio Bolsonaro nesse eleitorado intermediário, mas não enfrenta um terreno de acomodação. Há uma demanda difusa por mudança, renovação de agenda ou inflexão de rumos, mesmo entre eleitores que, neste momento, demonstram maior disposição de votar no atual presidente do que no nome ligado diretamente ao clã Bolsonaro. Isso indica que a disputa de 2026 poderá ser menos uma simples reedição da polarização passada e mais uma batalha pela interpretação do que significa mudança sem ruptura.

A rejeição dos dois principais nomes reforça esse quadro. Entre os eleitores que se posicionam no centro da escala entre esquerda e direita, 45% dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula no primeiro turno, enquanto 51% afirmam o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. Entre os que se colocam no meio da escala entre bolsonarismo e petismo, os percentuais são de 48% para Lula e 50% para Flávio. O empate técnico na rejeição mostra que, para uma parcela decisiva do eleitorado, a escolha poderá ser orientada menos por entusiasmo do que por comparação entre danos, riscos e capacidade de governar.

O cientista político Sérgio Simoni, professor da USP, avalia que os números apontam vantagem para Lula entre os eleitores de centro, mas adverte que a interpretação exige cuidado. Segundo ele, "Às vezes [o entrevistado] coloca centro, mas não é exatamente o mesmo significado que a gente atribui [para o termo]. Quando [o Datafolha] pergunta também [no contexto da] escala entre petistas e bolsonaristas, permite um cenário com mais nuances". A observação é importante porque relativiza leituras simplistas sobre o que seria o “centro” no Brasil: trata-se de um espaço heterogêneo, por vezes mais pragmático do que ideológico.

A pesquisa mostra ainda que a polarização entre petistas e bolsonaristas segue fortemente cristalizada. Na escala de 1 a 5, 28% dos entrevistados se colocam no ponto máximo do bolsonarismo e outros 28% no ponto máximo do petismo. Entre esses dois blocos, existe uma larga faixa intermediária que pode ser disputada. Outros 19% se definem como 3, sem associação a nenhum dos polos, enquanto 7% se posicionam como 2 e 9% como 4. Em outras palavras, mais de um terço do eleitorado está fora da adesão plena às identidades políticas dominantes.

Simoni resume esse quadro ao afirmar: "Mais de um terço dos eleitores se posiciona ou no meio, ou, ainda que tendendo para um lado, não se identifica fortemente [com nenhum dos lados]". Esse trecho da pesquisa ajuda a explicar por que a eleição de 2026 pode voltar a ser definida não apenas pela mobilização das bases fiéis, mas pela capacidade de convencer os setores menos rigidamente polarizados.

Na escala de 1 a 7, que mede autoposicionamento entre esquerda e direita, o Datafolha encontrou 15% dos entrevistados no ponto máximo à esquerda, 17% no centro e 29% no ponto máximo à direita. Para Simoni, esse percentual elevado na direita não deve ser automaticamente interpretado como sinal de radicalização. "Tradicionalmente, a direita tem um patamar mais elevado do que a esquerda. Mesmo nos momentos nos quais Lula estava no auge, como quando ganhou a eleição de 2002", afirmou. O pesquisador acrescenta que muitos eleitores podem atribuir aos conceitos de esquerda e direita significados distintos daqueles usados pela academia.

O recorte sociodemográfico traçado pelo levantamento também ajuda a compreender a base de cada campo político. O bolsonarista mais identificado aparece como homem, branco, evangélico, morador do Sul, Centro-Oeste ou Norte, e eleitor com preferência pelo PL. Já a petista mais identificada é mulher, com mais de 60 anos, ensino fundamental, renda de até dois salários mínimos, moradora do Nordeste, aposentada e católica. No grupo que não se associa nem ao petismo nem ao bolsonarismo, o perfil predominante é de homem, entre 16 e 24 anos, estudante, com ensino superior, sem partido de preferência, sem religião e residente no Sudeste.

É nesse último segmento que se concentra um dos maiores desafios da política brasileira contemporânea. Trata-se de um eleitorado menos capturado pelas lealdades históricas e mais aberto a formulações híbridas, pragmáticas ou não convencionais. A estagiária de comunicação Fernanda Rabello, de 22 anos, ouvida na reportagem original, resume esse sentimento ao afirmar: "Sou centro, porque acredito que é possível ter benefícios pra sociedade em ambos os lados, com um mediando o outro". Em seguida, acrescenta: "Não decidi em quem votar para presidente, está cedo ainda. Acho que o maior problema do país é a disparidade de classes: pessoas que detêm muita riqueza e pessoas que não têm o que comer."

A fala expressa uma busca por mediação, mas também um incômodo social profundo. Esse tipo de percepção ajuda a explicar por que Lula, mesmo liderando entre os eleitores de centro, ainda encontra limites claros para transformar essa dianteira em adesão consolidada. A vantagem existe, mas ela está assentada num terreno instável, marcado por rejeições elevadas, desejo de mudança e ausência de fidelidade partidária rígida.

O retrato desenhado pelo Datafolha, portanto, projeta uma eleição em que Lula entra competitivo, com fôlego entre os setores independentes e desempenho superior ao de Flávio Bolsonaro entre os eleitores de centro. Mas mostra também que a disputa seguirá aberta, com uma faixa decisiva do eleitorado ainda em observação, desconfiada dos extremos e inclinada a escolher, no limite, aquele que lhe parecer menos distante de suas demandas concretas e menos ameaçador para o futuro do país. - 247.


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"Quando vocês dizem 'No Kings' eu escuto 'Fora Trump'", diz Robert de Niro (vídeo)

 

Organizador de um dos maiores protestos da história dos Estados Unidos, o ator de Hollywood diz que a era Trump está chegando ao fim


Robert de Niro no protesto No Kings (Foto: Reprodução Youtube)

O ator norte-americano Robert de Niro fez um dos discursos mais contundentes contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante as manifestações globais do movimento “No Kings”, que mobilizaram milhões de pessoas neste sábado (28). Em tom direto e sem concessões, De Niro associou o slogan do movimento a um chamado explícito pela saída do atual presidente.

Diante de uma multidão engajada e de uma mobilização histórica, o ator declarou: "Quando eu escuto as multidões cantando ‘No Kings’, o que eu realmente escuto é: Fora Trump. Isso mesmo." A fala sintetiza o espírito dominante dos protestos, que apontam Trump como uma ameaça central à democracia norte-americana.

Ataque frontal ao trumpismo

Em seu discurso, De Niro destacou o caráter inédito do risco representado pelo atual presidente. "Houve outros presidentes que testaram os limites constitucionais de seu poder, mas nenhum representou uma ameaça existencial tão grande às nossas liberdades e à nossa segurança quanto Donald Trump. Ele precisa ser detido, e precisa ser detido agora."

O ator, que é um dos organizadores e apoiadores do movimento ao lado de grupos como o Indivisible, afirmou que apoia a mobilização “150%” e celebrou a adesão massiva da população. "‘No Kings’ é um grande grito de mobilização, e já provou ser extremamente bem-sucedido, com milhões de nós respondendo ao chamado."

Críticas à guerra, à desigualdade e à corrupção

De Niro também fez duras críticas às políticas do governo Trump, incluindo a guerra no Irã e o impacto econômico sobre a população. "Não a guerras desnecessárias que drenam nossos recursos, sacrificam nossos bravos homens e mulheres das Forças Armadas e massacram inocentes."

Ele também denunciou a desigualdade social e o aumento do custo de vida: "Não a alimentos inacessíveis, não a energia inacessível, não a moradia inacessível e não à inflação em seu nível mais alto desde a COVID."

O ator acusou ainda o presidente de corrupção e de favorecer aliados: "Não a um líder corrupto enriquecendo a si mesmo e seus amigos da elite."

Denúncia da violência e do autoritarismo

Em um dos trechos mais fortes do discurso, De Niro condenou a violência estatal: "Não a agentes apoiados pelo governo atirando em nossos vizinhos nas ruas." A fala faz referência direta a episódios recentes envolvendo ações de forças federais contra civis, que se tornaram um dos estopins das manifestações.

Segundo o ator, Trump só consegue avançar em suas políticas devido à conivência de setores do poder político: "Ele não pode fazer todas as coisas terríveis que vem fazendo sem a cumplicidade do Congresso e dos capangas em sua administração. Eles estão ligados a ele pelo medo — medo de perder seus próprios cargos, seu próprio poder."

Chamado à mobilização popular

De Niro destacou a força do movimento “No Kings” como um sinal de resistência crescente. "Olhem para o poder desta revolta nacional. Olhem para o poder deste movimento."

Em tom desafiador, ele afirmou que os apoiadores de Trump deveriam temer a mobilização popular: "Com medo de Trump? Por favor. Não — eles deveriam ter mais medo de nós."

O ator concluiu seu discurso reafirmando valores democráticos e convocando a população à ação política: "Porque ainda acreditamos nos valores fundamentais americanos de justiça, igualdade, decência e bondade. Porque estamos indo das ruas às urnas. E porque todos nós merecemos um país sem reis e sem Trump."

Um símbolo do momento político

A fala de Robert de Niro se tornou um dos momentos mais emblemáticos das manifestações, reforçando o caráter político e ideológico do movimento “No Kings”. Ao transformar o slogan em um chamado explícito contra Trump, o ator ajudou a dar ainda mais clareza ao objetivo central das mobilizações: barrar o avanço do autoritarismo e encerrar o ciclo político liderado pelo atual presidente dos Estados Unidos.

Em meio a uma das maiores ondas de protestos da história recente do país, a mensagem ecoada nas ruas — e amplificada por figuras públicas como De Niro — aponta para um cenário de crescente confronto entre a sociedade civil e o projeto político da extrema-direita norte-americana. - 247.




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