quinta-feira, 19 de março de 2026

João Campos tem 47% e Raquel Lyra 35% em Pernambuco, diz Datafolha

 

A diferença entre os dois caiu 10 pontos em relação a outubro

Raquel Lyra e João Campos (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil I Edson Holanda / PCR )

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), aparece na liderança da corrida pelo governo de Pernambuco com 47% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) soma 35%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (6).

O levantamento mostra uma redução significativa na distância entre os dois principais nomes da disputa, impulsionada pelo crescimento de Raquel Lyra e pela queda de João Campos em comparação com a rodada anterior.

A pesquisa indica que a diferença entre os dois caiu 10 pontos percentuais em relação ao estudo realizado em outubro do ano passado. Naquele momento, João Campos registrava 52%, enquanto Raquel Lyra aparecia com 30%, o que configurava uma vantagem mais ampla do prefeito sobre a atual governadora.

Além dos dois principais candidatos, o levantamento também testou outros nomes. O deputado estadual Eduardo Moura (Novo) aparece com 5%, enquanto o deputado estadual Ivan Moraes (PSol) registra 1% das intenções de voto.

O Datafolha foi encomendado pela CBN Recife e pela CBN Caruaru e ouviu 1.022 eleitores presencialmente entre os dias 2 e 5 de fevereiro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O número de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é PE-09595/2026.

Pesquisa espontânea aponta vantagem de Raquel Lyra

O levantamento também avaliou o cenário da pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem que sejam apresentados nomes de possíveis candidatos.

Nesse recorte, Raquel Lyra foi citada por 24% dos eleitores, enquanto 18% afirmaram que votariam em João Campos, sugerindo um nível maior de lembrança imediata da governadora no eleitorado pernambucano.

Os dados indicam que, apesar da liderança de João Campos na pesquisa estimulada, a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas segue em movimento, com sinais de redução da vantagem do prefeito recifense sobre a atual governadora. - 247.


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Marília Arraes e Humberto Costa lideram disputa ao Senado em Pernambuco, diz Datafolha

 

Levantamento mostra Marília na dianteira em todos os cenários e indica disputa acirrada pela segunda vaga ao Senado em 2026

Marília Arraes e Humberto Costa lideram disputa ao Senado em Pernambuco, diz Datafolha (Foto: Reprodução/Twitter/@MariliaArraes | Aldemir Barreto/Agência Senado)

A corrida pelas duas vagas ao Senado em Pernambuco começa a ganhar contornos mais definidos a menos de um ano das eleições de 2026. Levantamento do Instituto Datafolha, realizado em parceria com a CBN, mostra a deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) e o senador Humberto Costa (PT) na liderança das intenções de voto em todos os cenários testados.

A pesquisa Datafolha/CBN, divulgada na sexta-feira (6), aponta Marília com 36% e Humberto com 24% no principal recorte estimulado, abrindo vantagem sobre os demais concorrentes.

O levantamento ouviu 1.022 eleitores entre os dias 2 e 5 de fevereiro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Na sequência do primeiro cenário, aparecem Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP), ambos com 18%, seguidos por Armando Monteiro (Podemos), com 12%. O ex-ministro Gilson Machado e Anderson Ferreira (PL) registram 11% cada, enquanto Silvio Costa Filho (Republicanos) marca 10%. Na parte inferior da lista, Jô Cavalcanti (PSOL) tem 3%, e Fernando Dueire (MDB) aparece com 2%.

O levantamento também indica uma taxa significativa de eleitores que ainda não definiram voto. Para a primeira vaga, 18% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 6% dizem estar indecisos. Para a segunda vaga, o índice sobe: 25% declaram voto em branco ou nulo, e 8% não souberam responder.

No segundo cenário, que exclui os nomes de Gilson Machado e Silvio Costa Filho, Marília Arraes amplia a liderança e atinge 40%. A disputa pela segunda colocação se torna mais equilibrada, com um empate técnico entre Humberto Costa (25%), Miguel Coelho (22%) e Eduardo da Fonte (20%).

Neste recorte, Armando Monteiro aparece com 14%, enquanto Anderson Ferreira registra 13%. Jô Cavalcanti marca 4%, e Fernando Dueire chega a 3%. O percentual de votos brancos e nulos é de 19%, com 6% de indecisos. Para a segunda vaga, 26% apontam branco ou nulo e 9% permanecem indecisos.

O terceiro cenário inclui Gilson Machado e Silvio Costa Filho, mas não traz os nomes de Miguel Coelho e Anderson Ferreira. Mesmo assim, Marília Arraes segue na dianteira, com 41%, e Humberto Costa aparece com 26%.

Na sequência, Eduardo da Fonte registra 22%, e Armando Monteiro chega a 16%. Gilson Machado e Silvio Costa Filho aparecem empatados com 13% cada. Jô Cavalcanti mantém 4%, e Fernando Dueire tem 3%.

Neste cenário, 19% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo para a primeira vaga, e 6% seguem indecisos. Para a segunda vaga, o índice de branco ou nulo sobe para 27%, com 9% de indecisos.

No quarto e último cenário, o Datafolha retirou os nomes de Armando Monteiro, Gilson Machado e Fernando Dueire. Ainda assim, Marília Arraes continua liderando, com 39%, enquanto Humberto Costa mantém 26%.

Miguel Coelho aparece com 22%, seguido de Eduardo da Fonte, com 21%, e Anderson Ferreira, que sobe para 16%. Silvio Costa Filho registra 12%, e Jô Cavalcanti aparece novamente com 4%.

Nesse recorte, 20% disseram que votariam em branco ou nulo para a primeira vaga, e 6% seguem indecisos. Para a segunda vaga, o índice de branco ou nulo chega a 27%, enquanto 8% não responderam.

De acordo com as informações divulgadas, a pesquisa Datafolha/CBN foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PE-09595/2026 e BR-06559/2026, garantindo validade formal para divulgação dos resultados. - 247.


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Paulo Paim cita João Campos como possível sucessor de Lula em 2030

 

“Ele é um quadro jovem, que tem que ser olhado com muito carinho”, afirma o senador, que se despede da vida pública


Paulo Paim (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que o prefeito do Recife, João Campos (PSB), pode despontar como uma alternativa no campo progressista para disputar a Presidência da República em 2030, sucedendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação foi feita em entrevista publicada pela Folha de São Paulo, na qual o parlamentar também anunciou que não pretende disputar as eleições deste ano, para encerrar sua trajetória no Congresso Nacional após quase quatro décadas de atuação.

Paim defendeu a necessidade de renovação política e destacou a importância de fortalecer lideranças mais jovens dentro do campo progressista. Ao comentar a sucessão presidencial, ele citou o atual prefeito do Recife como um exemplo de nome que poderia ganhar protagonismo nos próximos anos.

“Até 2030 podem surgir novos quadros dentro ou fora do PT. Vou citar apenas um nome de exemplo, porque tem sido lembrado por muita gente, e eu era muito amigo do pai dele, que é o prefeito do Recife, João Campos, filho do Eduardo Campos. Ele é um quadro jovem [tem 32 anos], que tem que ser olhado com muito carinho”, afirmou o senador.

Fim de ciclo político após quatro décadas no Congresso

Aos 75 anos, Paulo Paim declarou que não pretende voltar a disputar eleições e que considera encerrada sua trajetória parlamentar após cerca de 40 anos no Congresso Nacional. Ele iniciou sua carreira como deputado federal constituinte e atualmente cumpre o terceiro mandato como senador.

Segundo o parlamentar, a decisão de não concorrer novamente já havia sido anunciada anteriormente. Paim disse que pretende dedicar os próximos anos a atividades sociais e ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Na última campanha [para o Senado, em 2018] eu já tinha anunciado que não pretendia mais ser candidato. Completarei 40 anos [no Congresso] ao fim deste último mandato. Sou favorável a fortalecer as novas gerações”, declarou.

Ele também afirmou que pretende continuar atuando em iniciativas sociais no Rio Grande do Sul e dedicar mais atenção à saúde. “Já projetei a minha vida para continuar atendendo vulneráveis no meu escritório, no Rio Grande Sul. Quero continuar com esse trabalho em parceria com universidades e cuidar melhor da minha saúde".

Defesa do direito de Haddad recusar candidatura

Durante a entrevista, Paim também comentou o debate interno no PT sobre a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo nas eleições de 2026. Segundo o senador, embora Haddad seja considerado um dos principais quadros do partido, ele teria o direito de recusar a disputa. “O presidente Lula, quando pede que Haddad seja candidato a governador, mostra que ele é um dos principais quadros do PT, em uma campanha que chega muito dura”, afirmou.

O senador destacou ainda o trabalho de Haddad à frente do Ministério da Fazenda. “Nós sabemos que nas redes sociais vamos sofrer muitos ataques, mas ele estará naturalmente preparado para defender o governo à altura, porque fez um belíssimo trabalho enquanto ministro da Fazenda".

Apesar disso, Paim afirmou que a decisão final deveria caber ao próprio ministro. “Mas como eu decidi que não vou concorrer, ele também tem o direito [de negar]”, disse.

Renovação política e alianças no campo progressista

Ao avaliar o cenário político, o senador afirmou que o PT poderia ter investido mais na formação de novas lideranças ao longo dos anos, embora reconheça a existência de quadros mais jovens na política nacional. “Acho que nós deveríamos ter trabalhado mais na construção de quadros mais novos. Não quer dizer que não tenha alguns”, afirmou, citando Haddad e outros ministros como exemplos de lideranças com potencial político.

Ele também destacou o processo de articulação entre partidos do campo progressista para as próximas eleições legislativas. Segundo Paim, o PT vem dialogando com PSB, Psol, PCdoB e Partido Verde para formar alianças nos estados.

Críticas à pauta de impeachment de ministros do STF

Outro tema abordado pelo senador foi a defesa, por setores da direita, de campanhas eleitorais centradas na proposta de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Paim, esse tipo de pauta não contribui para o debate político. “Acho que é uma bandeira que não leva a lugar nenhum. Se você vai fazer uma campanha tendo como meta derrubar ministros do Supremo, acho um desequilíbrio”, afirmou.

Apesar da crítica, o parlamentar ressaltou que o Supremo pode ser alvo de questionamentos institucionais. “Não quer dizer que não se possa ter críticas ao Supremo, o Supremo não é Deus".

Redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1

Entre as prioridades legislativas que pretende ver aprovadas antes de deixar o Senado, Paim destacou a redução da jornada de trabalho no Brasil. Ele é autor da PEC 148/2015, que propõe a diminuição gradual da carga semanal para 36 horas.

Segundo o senador, o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1 poderia avançar ainda neste ano. “Acho que neste ano daria para aprovar a redução para 40 horas semanais e ir reduzindo uma hora por ano".

Paim argumentou que a mudança poderia trazer benefícios sociais sem prejudicar a economia. “São mais pessoas com saúde, sem estresse, com direito a olhar mais para a família, tendo mais tempo para estudar e menos suscetíveis a acidentes no trabalho".

Ele citou ainda experiências de países europeus que discutem jornadas menores. “Por que em países de primeiro mundo, como Espanha e Alemanha, já se discute a jornada de 36 horas? Não é porque eles são bonzinhos, é porque sabem que aumenta a produtividade, a qualidade de vida e o próprio mercado consumidor melhora".

Ao final, o senador afirmou acreditar que modelos de jornada ainda mais curtos podem surgir no futuro. “Vai chegar uma época em que a escala vai ser de 4 por 3. Mas como não sou de vender terreno na Lua, não vou achar que aqui no Brasil vai ter 4 por 3 agora. Isso demora alguns anos. Mas as 40 horas, neste ano, é possível". - 247.


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Marília Arraes: “Não sei a que serei candidata em 2026, mas sei que estarei ao lado de Lula”

 

Ex-deputada reafirma apoio ao presidente Lula, critica a anistia a golpistas e defende unidade progressista para enfrentar a extrema direita

Marília Arraes (Foto: Divulgação)

Em entrevista ao jornalista Joaquim de Carvalho, no Boa Noite 247, a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade-PE) fez um balanço de sua trajetória política, relembrou o impacto da ditadura militar sobre sua família e apontou os desafios do campo progressista para as eleições de 2026. Ao longo de quase uma hora de conversa, ela reafirmou seu apoio irrestrito ao presidente Lula, criticou a proposta de anistia a golpistas e defendeu uma frente ampla contra a extrema direita.

“Meu apoio ao presidente Lula é incondicional”, afirmou. “Ainda que ele dissesse que não quer meu apoio, eu estaria com ele.” Marília destacou que, mesmo com divergências internas em seu partido, o Solidariedade, permanece alinhada ao projeto democrático representado pelo atual governo. Para ela, é essencial que o campo progressista aja com responsabilidade estratégica, especialmente diante da ameaça de que a extrema direita conquiste maioria no Senado em 2026. “Bolsonaro já mandou o recado: se tiver 50% do Senado e 50% da Câmara, ele governa o país, mesmo sem estar no Planalto”, alertou.

Marília falou com emoção sobre o vídeo que divulgou recentemente nas redes sociais, criticando a tentativa de relativização dos atos de 8 de janeiro. “Minha grande preocupação é contar a história de forma clara, para que não se banalize o que aconteceu. Quando você compara um crime grave a alguém que apenas riscou uma estátua com batom, você cria espaço para que novos ataques à democracia ocorram”, disse. “Não venha me dizer que quem estava na Esplanada estava só se manifestando. Estavam pedindo a deposição de um presidente eleito.”

Ao revisitar as memórias de sua família, Marília relatou os traumas do exílio forçado de seu avô, Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco, preso por 11 meses e exilado na Argélia após o golpe de 1964. “Ele chegou à Argélia dois anos depois da independência do país. Foi um momento conturbado politicamente, mas ele se estabeleceu como uma referência para os revolucionários que expulsaram os franceses.” Segundo ela, o avô recebia brasileiros perseguidos e até mesmo os trocados pelo embaixador alemão sequestrado no Brasil. “Ele acreditava que nunca mais voltaria. Valdir Pires dizia: ‘No próximo ano a gente está de volta’, mas ele não acreditava”, contou.

Marília também recordou o impacto da ditadura sobre sua família direta, incluindo os filhos de Miguel Arraes, que migraram em etapas para a Argélia. Ela citou a falta de documentos, a vigilância constante da repressão e a incerteza cotidiana vivida pelos exilados. “Entravam civis e militares na casa onde estavam só mulheres e crianças, reviravam tudo. Meu pai ficou um tempo com o único passaporte da família porque a embaixada, por acaso, não sabia que era proibido emitir documentos para eles.”

A ex-deputada aproveitou para ressaltar a importância da memória histórica e lamentou que muitos brasileiros desconheçam os horrores da ditadura. “Muita gente acha que foi um período de ordem. Mas foi o período em que o Brasil virou marionete dos Estados Unidos. A história foi mal contada, e isso tem consequências sérias.” Para ela, a anistia negociada no fim do regime militar contribuiu para a impunidade. “Se anistia o torturador, você perpetua a violência institucional.”

Ao tratar da política atual, Marília disse que a disputa eleitoral de 2026 será decisiva para o futuro do país. Questionada sobre uma possível candidatura ao Senado, respondeu: “Não sei a que serei candidata, mas sei que estarei do lado do presidente Lula”. Ela fez questão de elogiar a gestão do prefeito João Campos (PSB), seu primo e adversário político no passado, e defendeu sua candidatura ao governo de Pernambuco. “João tem sido um excelente líder, amadureceu muito. Fizemos a recomposição e hoje estamos juntos. É hora de união.”

Marília lembrou que seu rompimento com o PSB aconteceu em 2014, quando o partido se afastou da candidatura de Dilma Rousseff. Desde então, ela construiu sua trajetória no PT e, mais recentemente, no Solidariedade. Em 2022, disputou o governo do estado e chegou ao segundo turno. “Apesar de o Solidariedade não ter a força do PT ou do PSB, foi o primeiro partido a declarar apoio a Lula. Paulinho da Força enfrentou muitas pressões para manter esse apoio”, destacou.

Ela também criticou a ausência de diálogo do governo federal com a direção nacional do Solidariedade. “Paulinho foi ignorado politicamente, mesmo após ter sido correto em 2022. Política não se faz com mágoa.” Ainda assim, segundo Marília, a maioria dos quadros do partido nos estados continua alinhada com o Planalto.

A ex-deputada reiterou que sua prioridade é fortalecer a frente progressista e ampliar a base de apoio de Lula. “O Brasil precisa de quadros no Senado. O risco de termos uma maioria fascista é real.” Por isso, defende que o cálculo eleitoral de 2026 inclua a eleição de senadores comprometidos com a democracia.

A entrevista encerrou-se com um apelo à unidade das esquerdas. “Temos que superar vaidades. Nada é mais importante do que defender a democracia. E quando se defende a democracia, se defende justiça social, menos desigualdade, mais oportunidades. Meu papel é estar na trincheira, ao lado de quem defende esse projeto para o Brasil.” - 247.  Assista: 



João Campos tem 47% e Raquel Lyra 35% em Pernambuco, diz Datafolha

  A diferença entre os dois caiu 10 pontos em relação a outubro Raquel Lyra e João Campos (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil I...