Comunicado conjunto foi assinado pelo Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos
Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos classificaram a medida como uma "escalada perigosa" e alertaram para o risco de agravamento das tensões no Oriente Médio. No texto, os países afirmam haver uma "necessidade urgente de evitar medidas" que possam intensificar o cenário de instabilidade na região.
O comunicado também diz: "Ressaltamos a importância de garantir a responsabilização e pedimos o fortalecimento dos esforços internacionais para manter a estabilidade e evitar uma maior deterioração". A lei foi aprovada pelo Parlamento israelense na segunda-feira (30) e prevê a aplicação da pena de morte para condenados por atos que tenham o objetivo de "negar" ou "acabar com a existência de Israel".
Críticas à legislação
Segundo opositores da medida, a aplicação da lei tende a atingir principalmente palestinos, uma vez que os julgamentos ocorrem em tribunais militares, diferentemente de casos envolvendo cidadãos israelenses judeus acusados de crimes semelhantes. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou que a legislação viola o direito internacional e tem caráter intimidatório em relação à população palestina.
O governo do Afeganistão também criticou a decisão, classificando-a como uma "continuação da opressão". O país defendeu a atuação de organizações internacionais e de "países influentes" para impedir a aplicação das sentenças previstas na nova lei. - 247.
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