sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Datafolha em Pernambuco: Raquel Lyra tem 46% e João Campos tem 44%

 

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos


                 Por Tarsila Castro
Datafolha PE: Raquel Lyra tem 46% e João Campos tem 44% - Andréa Rêgo Barros//TV Globo e Brenda Alcântara/TV Globo


A três dias do 1º turno das eleições, a pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (1º), aponta um empate técnico na disputa pelo governo de Pernambuco. O levantamento mostra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) com 46% e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) com 44% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. 

Na rodada anterior do mesmo instituto, divulgada no dia 24 de setembro, a gestora tinha 48%, e o socialista manteve o mesmo percentual de 44%. Os números se referem ao cenário de primeiro turno da pesquisa estimulada - em que são apresentadas as opções de candidatos ao entrevistado. 

Em seguida, o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) aparece com 2% das intenções de voto, ante 1% na pesquisa anterior e Renan Hallais (Missão) mantém 1% da amostragem anterior. Professora Camila (UP) não pontuou (ante 1%). Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) também não pontuaram, assim como na pesquisa anterior.

Os eleitores que responderam que votariam em branco, nulo, ou em nenhum dos candidatos, somam 4% (eram 4%). Os indecisos chegam a 3% (eram 2%).

Segundo turno 
Já em um cenário de eventual segundo turno entre Raquel e João, a gestora passou de 51% para 50%, conta 46% do ex-prefeito (eram 45%). Os eleitores que responderam que votariam em branco, nulo ou em nenhum, somaram 3% (antes 3%). Os indecisos somaram 1%, mesmo percentual da pesquisa anterior.

Válidos 
O Datafolha também mediu os votos válidos. Para calcular o índice, o Instituto exclui os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos. 

Nesse cenário, Raquel Lyra está com 50%, ante 51% do levantamento anterior. Já João Campos passou de 46% para 47%. 

Ivan Moraes cresceu de 1% para 2% e Renan Hallais manteve o percentual da pesquisa anterior, com 1%. Professora Camila passou de 1% para 0%. Victor Assis e Guilherme Fonseca não pontuaram, assim como o levantamento de setembro. 

Espontânea 
Na espontânea - quando não são apresentados os nomes para os pesquisados -, a governadora saiu de 41% para 40% e o ex-prefeito passou de 33% para 34% na comparação com a pesquisa anterior. Já Ivan aparece com 1%. No levantamento anterior, o candidato não havia sido citado. 

O ex-governador Eduardo Campos, falecido em 2014, foi lembrado por 1% dos eleitores (antes 1%). O "filho de Eduardo Campos" não foi citado (antes 1%). "No atual governador" não foi citado nas duas pesquisas. Outras respostas somaram 5% (eram 5%). 

Entre os pesquisados, 4% optaram por “branco, nulo ou nenhum” (ante 3%). Já 15% dos entrevistados estão indecisos. No levantamento anterior, eram 16%.

Rejeição 
O Instituto também perguntou aos entrevistados em quais candidatos eles não votariam de jeito nenhum. João Campos aparece com 34%, ante 31% no levantamento anterior, enquanto Raquel Lyra tem 32%, contra 31% anteriormente. 

Renan Hallais registra 25% (eram 26%); Ivan Moraes, 23% (antes 23%); e Guilherme Fonseca, 23% (eram 20%). Victor Assis passou de 17% para 21%, enquanto Professora Camila foi de 17% para 19%.

Outros 3% afirmaram que votariam em qualquer um ou não rejeitam nenhum candidato, mesmo percentual da pesquisa anterior. Já 2% disseram rejeitar todos ou que não votariam em nenhum (2%). Não souberam responder somaram 6%, o mesmo índice do levantamento anterior.

Pesquisa
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas de 28 de setembro a 1º de outubro. O número de registro da pesquisa é PE-06822/2026.


Lives e cancelamento de debate marcam quinta-feira dos candidatos

 Presidenciáveis realizam últimas atividades de campanha

Agência Brasil


A agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (1º) incluiu lives, entrevista em podcast e atos de campanha. 

>> Veja como foi o dia dos candidatos

Ronaldo Caiado (PSD) 
Estava prevista a participação do candidato Ronaldo Caiado no debate da Rede Globo. O debate foi cancelado pela emissora de televisão. 

Rui Costa Pimenta (PCO)
O candidato Rui Costa Pimenta não teve agenda pública de campanha.

Samara Martins (UP)
A candidata Samara Martins não teve agenda pública de campanha.

Wilson Grassi
O candidato Wilson Grassi participou de reunião com representante da Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Augusto Cury (Avante)
Estava prevista a participação do candidato Augusto Cury no debate da Rede Globo. O debate foi cancelado pela emissora de televisão. 

Clariana Barão (DC) 
A candidata Clariana Barão participou de agenda online com a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Edmilson Costa (PCB)
O candidato Edmilson Costa não teve agenda pública de campanha.

Flávio Bolsonaro (PL) 
O candidato Flávio Bolsonaro desistiu de participar de debate na Rede Globo e fez uma transmissão ao vivo em seu perfil no Instagram na qual criticou a interferência da Justiça Eleitoral no debate previsto para hoje. "É um fato marcante negativo. Foi cancelado um debate presidencial por censura. Isso deixou de ser Justiça e passou a ser perseguição", disse.

Hertz Dias (PSTU)
O candidato Hertz Dias reuniu-se com Chavoso, youtuber e professor da Universidade de São Paulo (USP), fez panfletagem no centro de Guarulhos e visitou a Unifesp, na região metropolitana de São Paulo.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O candidato participou de entrevista no canal do YouTube Flow Podcast, no Palácio da Alvorada. Na entrevista, ele afirmou que a verba da exploração da Margem Equatorial, caso se confirme a existência de uma grande quantidade de petróleo na região, deverá ser usada para investimento na educação. 

“Esse dinheiro eu quero usar para formar essa molecada. Esse país vai ter que dar um banho em chinês e americano. Cansei de ser um país em desenvolvimento. Queremos ser um país desenvolvido”.

Lula defendeu mais uma vez uma reforma no Judiciário, mudando a forma de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Tem que ter mandato [no STF]. Quero criar um conselho para escolher o ministro, não pode ser o presidente [da República]. É melhor criar um conselho da sociedade civil para indicar uma pessoa e essa pessoa passa a ser da responsabilidade da própria sociedade, e não do presidente da República”.

Renan Santos (Missão)
O candidato Renan Santos participou de ato em Niterói (RJ). No início da noite, decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a participação do candidato no debate promovido pela Rede Globo. No entanto, a emissora anunciou o cancelamento do debate. 

Romeu Zema (Novo)
Estava prevista a participação do candidato Romeu Zema no debate na Rede Globo. A emissora cancelou o debate. 

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

* Colaboraram Luciano Nascimento (São Luís), Marcelo Brandão (Brasília), Rafael Cardoso (Rio de Janeiro) e redação de São Paulo. - Agência Brasil*


BLOG DO BILL NOTICIAS

Datafolha registra Lula com 45% e Flávio com 40% dos votos válidos antes do primeiro turno

Pesquisa também aponta empate técnico no segundo turno, com 48% para o presidente e 45% para o senador


LulaCrédito: Reprodução/YT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45% das intenções de voto válidas no primeiro turno, ante 40% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). No cálculo do instituto, são retirados brancos, nulos e eleitores indecisos.

A pesquisa Datafolha, encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, também aponta empate técnico entre os dois candidatos em um eventual segundo turno: Lula registra 48% dos votos totais, e Flávio, 45%. O levantamento foi realizado entre terça-feira (29) e esta quinta-feira (1º).

Na rodada anterior, divulgada uma semana antes, Lula aparecia com 43% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Flávio tinha 39%. Na simulação de segundo turno daquela pesquisa, os percentuais eram de 47% para o presidente e 45% para o senador.

Entre os demais candidatos, Augusto Cury (Avante) aparece com 4% dos votos válidos. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e Renan Santos (Missão) têm 3% cada. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) registram 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram.

No levantamento com votos totais para o primeiro turno, Lula aparece com 42%, enquanto Flávio registra 38%. Segundo a pesquisa, ambos oscilaram dois pontos percentuais para cima em relação à rodada anterior.

O Datafolha também divulga, próximo da eleição, o cálculo de votos válidos para aproximar a pesquisa da forma utilizada pela Justiça Eleitoral na apuração. Além dos votos brancos e nulos, o instituto retira os indecisos dessa conta. Para vencer a eleição presidencial no primeiro turno, um candidato precisa alcançar mais da metade dos votos válidos.

O levantamento ouviu 2.506 eleitores e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08039/2026. A própria pesquisa ressalta que os números representam as preferências declaradas no período da coleta e não constituem previsão do resultado eleitoral. - 247.


BLOG DO BILL NOTICIAS

Dia histórico: o império midiático da Globo desmoronou nesta quinta-feira

A Globo, que imaginava mandar e desmandar no País, pretendia colocar uma cadeira vazia para o presidente Lula. No final, quem ficou sem palco foi a própria Globo

               Por: Leonardo Attuch

Lula e o fim do Império da GloboCrédito: Brasil 247 / Dall-E

Esta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, entrará para a história da comunicação brasileira. O grupo de mídia que durante décadas pretendeu mandar e desmandar no Brasil, escolhendo quem deveria ser celebrado, quem deveria ser destruído e até quais candidatos mereciam ou não chegar ao Palácio do Planalto, sofreu uma derrota simbólica gigantesca. A Globo cancelou seu debate presidencial.

Foi pulverizada a ideia de que uma eleição presidencial brasileira necessariamente precisaria passar pelo palco montado pela família Marinho.

A Globo atribuiu oficialmente o cancelamento à “insegurança jurídica” decorrente de decisões judiciais tomadas às vésperas do programa. O TSE proibiu a exposição do púlpito vazio reservado ao presidente Lula e o STF determinou a inclusão de Renan Santos no debate. Flávio Bolsonaro, por sua vez, desistiu de comparecer.

Esses são os fatos. Mas há um significado político e comunicacional muito maior por trás deles. O império midiático dos Marinho desmoronou nesta noite.

Lula fez bem em não ir

O presidente Lula fez muito bem ao decidir não comparecer ao debate.

Não havia razão para o presidente da República aceitar participar de um picadeiro concebido para produzir confrontos, pegadinhas, provocações e lacrações destinadas a gerar cortes para as redes sociais.

Em vez disso, Lula escolheu outro caminho: falar diretamente com o Brasil em um podcast, o Flow, num ambiente em que terá tempo para apresentar argumentos, defender suas realizações e expor suas propostas para o futuro do País.

A escolha contém uma mensagem poderosa.

Quem disse que a Globo ainda detém o monopólio do debate público brasileiro? Quem decidiu que é uma emissora de televisão que deve estabelecer onde, como e em quais condições um presidente da República deve conversar com os brasileiros?

Esse tempo acabou.

Um novo ecossistema de comunicação

O episódio desta noite evidencia uma transformação que já vinha acontecendo diante dos nossos olhos: existe hoje no Brasil um novo ecossistema de comunicação.

Podcasts, canais de YouTube, veículos digitais, redes sociais e meios independentes conquistaram audiências gigantescas. Em determinados momentos, possuem capacidade de mobilização e influência comparável — e, no ambiente digital, muitas vezes superior — àquela exercida pelos grandes grupos tradicionais.

A televisão aberta continua relevante. A Globo continua sendo uma empresa poderosa. Mas poder já não significa monopólio.

Durante décadas, políticos brasileiros acreditaram que precisavam atravessar os estúdios da Globo para chegar ao povo. Hoje, o caminho é muito mais amplo. O cidadão escolhe onde se informa, a que entrevistas assiste, quais jornalistas acompanha e quais veículos considera confiáveis.

Essa pulverização do poder comunicacional é uma das maiores transformações democráticas produzidas pela revolução digital.

A noite em que o palco ficou vazio

Há uma ironia extraordinária no desfecho.

A Globo pretendia organizar o grande espetáculo final do primeiro turno. Lula decidiu não participar. Flávio Bolsonaro também desistiu. Uma disputa judicial alterou as condições inicialmente previstas. E, no fim, quem ficou sem palco foi a própria Globo.

Enquanto isso, Lula pode conversar com milhões de brasileiros fora dos domínios da emissora.

Essa imagem resume uma mudança de época.

Não se trata do desaparecimento da Globo. Tampouco significa que a televisão perdeu sua importância. Significa algo muito mais profundo: nenhum grupo de comunicação pode mais reivindicar para si a condição de árbitro exclusivo da política brasileira.

A sociedade ganhou outras vozes, outros canais, outros espaços e outras formas de construir opinião pública.

É por isso que esta noite é histórica.

O que desmoronou não foi uma emissora de televisão. Foi uma determinada concepção de poder: a ideia de que um império midiático poderia convocar os candidatos, estabelecer o palco, definir as regras e obrigar o Brasil inteiro a assistir.

Nesta quinta-feira, esse império simbólico ruiu.

E uma nova era da comunicação brasileira mostrou definitivamente a sua força.
























BLOG DO BILL NOTICIAS

Datafolha em Pernambuco: Raquel Lyra tem 46% e João Campos tem 44%

  A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos                   Por Tarsila Castro Datafolha PE: Raqu...