sábado, 10 de outubro de 2026

Juristas pedem que PF investigue fake news de Veja feita para eleger Flávio Bolsonaro e libertar Daniel Vorcaro

Prerrogativas quer apurar suspeita de que banqueiro tenha sido incentivado a apresentar informações falsas sobre documentário de Lula em troca de benefícios judiciais

Marco Aurélio de CarvalhoCrédito: Joédson Alves/Agência Brasil

O grupo jurídico Prerrogativas pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar a operação de desinformação envolvendo a fake news publicada pela revista Veja sobre um suposto financiamento de um documentário a respeito do presidente Lula. Segundo reportagem da CBN, os juristas querem apurar se Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, teria sido incentivado a apresentar informações falsas em troca de benefícios judiciais, incluindo sua saída da prisão.

A suspeita apresentada pelo grupo é de que a divulgação tenha buscado interferir na eleição presidencial. A existência de um acordo para favorecer Flávio Bolsonaro e conceder benefícios a Vorcaro é objeto do pedido de investigação.

Suspeita de promessa de liberdade

De acordo com a CBN, Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, afirmou ter recebido relatos de que Vorcaro teria sido estimulado a dizer que financiou um documentário sobre o presidente Lula mediante a promessa de contrapartidas judiciais.

Entre os benefícios supostamente oferecidos estariam a soltura do pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, após o segundo turno, e a possibilidade de Daniel deixar a prisão na virada do ano, passando ao regime domiciliar com tornozeleira eletrônica.

O pedido busca esclarecer a origem dessas informações e verificar se houve uma tentativa de manipular o processo eleitoral com relatos falsos.

“Isso é criminoso, é leviano”

Carvalho negou que Vorcaro tenha financiado o documentário Lula, lançado em 2024 e dirigido pelo cineasta Oliver Stone. Também denunciou uma tentativa de equiparar o suposto financiamento aos pedidos de colaboração financeira feitos por Flávio Bolsonaro para um filme sobre sua família.

“Relatos que são absolutamente e indiscutivelmente falsos. Atribuindo ao ministro de Estado responsabilidade por um pedido que nunca ocorreu, tentando igualar situações que não podem ser igualadas. Colaborações que foram oferecidas do ponto de vista financeiro para o Flávio Bolsonaro e para a sua família a pretexto de colaborar com o filme. E supostas outras colaborações que haviam sido feitas em razão de um filme organizado por Oliver Stone para homenagear o presidente Lula. Isso é criminoso, é leviano e a Polícia Federal tem que investigar”, declarou.

A reportagem falsa de Veja atribuiu a Vorcaro registros que indicariam pagamentos de até R$ 30 milhões relacionados à produção audiovisual e a repasses para o Instituto Lula.

PF nega depoimento e entrega de material

Em nota divulgada na sexta-feira (9), a Polícia Federal esclareceu que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado pela revista e tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo descrito na publicação.

A PF informou ainda que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa do investigado não foram acolhidas por descumprirem os requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento dos advogados.

Na mesma nota, a instituição confirmou o recebimento de uma notícia-crime com pedido de providências urgentes sobre a reportagem. O expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das medidas de polícia judiciária. O comunicado não identificou o autor dessa notícia-crime.

Segundo a CBN, a defesa de Daniel Vorcaro foi procurada, mas não havia respondido até a publicação da reportagem. Caberá à Polícia Federal analisar o pedido do Prerrogativas e apurar as suspeitas de informações falsas e de promessas de benefícios judiciais. - 247.


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ELEIÇÕES 2026 Campanha de Lula acusa Meta de tentativa de interferência nas eleições e diz que acionará o TSE

Documento produzido pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT apontou que a página Flávio tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula

                             Estadão Conteúdo

Lula gravou um vídeo nesta quarta-feira (7) pedindo que apoiadores saiam às ruas para conversar com eleitores indecisos (Reprodução / Instagram @lulaoficial)

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusa a Meta de tentativa de interferência eleitoral. Neste sábado, 10, a equipe informou que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e formalizar uma denúncia contra a empresa na Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

De acordo com os assessores, os indícios de intromissão na disputa política começaram em dezembro do ano passado e se intensificaram entre a manhã de ontem e hoje, período em que o perfil do candidato no Instagram ficou impedido de impulsionar conteúdos e veicular anúncios na plataforma.

"Isso significa que, durante todo esse período, a campanha não pode utilizar essa modalidade de impulsionamento, que faz parte da estratégia digital de qualquer campanha política. A empresa alega que essa falha afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a Meta, foi um problema técnico", diz nota da coordenação da campanha.

A equipe afirma que uma sucessão de problemas técnicos não explicados pela Meta "levanta forte suspeita que a ação da Meta se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em benefício à candidatura de Flávio Bolsonaro".

O documento faz um histórico e afirma que, no dia 10 de dezembro enquanto a Câmara dos Deputados votava o projeto da dosimetria, as páginas de Lula e de lideranças de esquerda teriam sido retiradas do mecanismo de buscas do Instagram e a localização dos perfis na rede social foi limitada.

À época, ainda de acordo com a campanha, a Meta teria reconhecido o evento e o classificado como um problema técnico. Ainda de acordo com a campanha, no primeiro turno das eleições, a conta de anúncio de Lula chegou a ser retirada do ar e não houve uma justificativa formal da empresa para o acontecimento. A campanha do petista também acusa o algoritmo da Meta de privilegiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e prejudicar o engajamento das ações de Lula nas redes sociais da empresa. Diz que Meta reconheceu essa falha e também apontou "problemas técnicos".

Segundo o partido, um documento produzido pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT apontou que a página Flávio tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, apesar de ter 17,2% de seguidores a menos.

A campanha também enumera que, no dia 8 de outubro, uma das publicações da conta oficial do Presidente Lula teria tido interrupção no número registrado de visualizações, com impacto em seu alcance. "A Meta admitiu, uma vez mais, problemas técnicos. Essa situação se repetiu com varias publicações e perfis que traziam declarações de apoio à candidatura do Presidente Lula", afirma.


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Eleições 2026 Estudantes fazem atos pelo país em apoio a Lula

 UNE declarou apoio ao candidato no 2º turno das eleições

                     Agência Brasil

Milhares de estudantes e trabalhadores se reuniram na Candelária, região central do Rio de Janeiro, na quarta-feira (7) (FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL)

Estudantes de diversos estados fizeram atos durante a semana em defesa da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. As manifestações foram convocadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE). A entidade declarou apoio a Lula no segundo turno das eleições.

Na quarta-feira (7), milhares de estudantes e trabalhadores se reuniram na Candelária, região central do Rio de Janeiro, e fizeram uma caminhada pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia. Entre os temas defendidos estavam a educação pública gratuita e de qualidade, o fim da escala 6x1 e a manutenção da democracia.

Na quinta-feira (8), houve atos em ao menos 13 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, estudantes se reuniram nas faculdades particulares Cásper Líbero e Mackenzie. No centro da cidade, na Praça Rooselvelt, também houve uma concentração de apoiadores.

No Tocantins, os estudantes se reuniram na Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Palmas. Ex-aluno da UFT, o jornalista Kaio Costa participou do ato e disse que a manifestação não foi apenas em apoio a Lula, mas em defesa da democracia e dos direitos básicos da população.

“Se a gente for fazer uma análise sobre o que está acontecendo no mundo inteiro, a gente tem visto uma grande onda de conservadorismo e retrocesso em direitos básicos tanto das mulheres quanto de comunidades minoritárias das quais eu faço parte, porque eu sou um homem negro e LGBT, nascido no interior do Tocantins. Eu não posso me dar o luxo de só assistir a coisa acontecer”, disse.

Foram realizadas manifestações em Minas Gerais, na Paraíba, no Maranhão, Piauí, na Bahia, no Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Sul, Ceará, Amapá e Paraná.

No Distrito Federal, o ato foi na Universidade de Brasília (UnB). A estudante de direito e integrante do Centro Acadêmico, Ada Victória Moura Leite, 18 anos, disse que a manifestação reuniu universitários, mas também pessoas da comunidade, como estudantes secundaristas. “Não podemos regredir para um Estado que não respeite os direitos humanos, que não valorize a universidade pública”, finalizou.


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Investigação UFPB aciona Polícia Federal após ser alvo de pichações nazistas

Na última sexta-feira (5), suásticas nazistas foram pintadas nos banheiros no campus da UFPB em João Pessoa

                                  Marília Parente

Universidade Federal da Paraíba é alvo de pichações nazistas (Divulgação)

A Universidade Federal da Paraíba acionou a Polícia Federal após pichações nazistas serem encontradas nos banheiros do campus da instituição em João Pessoa, capital do estado. Na última sexta-feira (9), suásticas foram desenhadas nos Centros de Ciências da Saúde (CCS) e de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN).

Os símbolos apareceram no mesmo dia em que estudantes da universidade realizaram uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por meio de nota, a reitoria da UFPB repudiou as pichações e disse que defenderá a "diversidade dos espaços universitários".

"A suástica não é uma opinião. É o símbolo de um regime que perseguiu e exterminou milhões de pessoas, e sua veiculação é crime no Brasil (Lei n 7.716/1989, art. 20). Crimes devem ser apurados e punidos na forma da lei, e a UFPB adotará todas as providências cabíveis para que isso aconteça", diz o posicionamento. 

As suásticas foram pintadas nas cores branca e vermelha. A palavra "nazi" também foi encontrada entre as pichações.

"Nenhum estudante, docente, técnico ou trabalhador desta Universidade deve se sentir ameaçado por sua fé, sua cor, sua orientação ou sua identidade [...] A UFPB é feita de gente diferente que convive, discorda e aprende junto. É isso que nos cabe proteger, e é isso que vamos proteger", completa a reitoria. 


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Campanha de Lula em Pernambuco critica neutralidade de Raquel Lyra no 2° turno das eleições

 

Governadora reforçou o posicionamento ao longo desta semana


                     Por Yuri Costa               
Carlos Veras discursa em plenária da campanha de Lula em Pernambuco - Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco

A neutralidade adotada pela governadora Raquel Lyra (PSD) no segundo turno das eleições presidenciais foi alvo de críticas da campanha de Lula em Pernambuco. 

Em plenária realizada nesta sexta-feira (9), no comitê de Lula (antigo comitê de Rosa Amorim), área central do Recife, o deputado federal reeleito e coordenador da campanha do presidente em Pernambuco no 2° turno, Carlos Veras (PT), afirmou que Raquel sabe que é melhor governar com Lula do que com Flávio Bolsonaro (PL).

"É um direito dela, mas eu tenho certeza que ela sabe e tem consciência que com Flávio Bolsonaro a BR-232 não termina a sua duplicação até Serra Talhada, o Arco Metropolitano não sai. A quantidade de moradias populares, de recursos que ela recebe através do governo do presidente Lula, ela não receberá de outro governo", afirmou.

"Acho que a governadora ainda está devendo para o povo de Pernambuco. Não existe neutralidade numa campanha importante como essa. Ela sabe mais do que ninguém a diferença entre governar com Lula presidente e governar com Bolsonaro presidente. Tenho esperança que ela vai chegar junto da gente" 

O senador reeleito Humberto Costa (PT) afirmou que existem pessoas na campanha que estão em contato com Raquel. Na visão do petista, o natural seria a governadora apoiar a candidatura à reeleição de Lula.

"As pessoas que ficaram de travar esse debate com ela devem estar fazendo isso. Eu acho que seria natural que ela apoiasse o presidente Lula. Ele fez muitos investimentos em Pernambuco, isso pesou até para a própria popularidade dela”, avaliou.


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Dólar cai a R$ 4,98 e acumula perda de 4,44% na semana

 Ibovespa sobe 1,38% e bate recorde de 209 mil pontos

               Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*


 REUTERS/Cheryl Ravelo/ Proibido reprodução


O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (9), abaixo de R$ 5 pela segunda sessão consecutiva, enquanto a Bolsa brasileira renovou recordes históricos. A moeda estadunidense recuou cerca de 0,8% no dia e acumulou baixa de mais de 4% na semana pós-primeiro turno.

A bolsa avançou aproximadamente 1,4% no pregão e encerrou acima dos 209 mil pontos. No mercado internacional, o petróleo Brent subiu e permaneceu acima de US$ 100 por barril.

Números do dia:

  • Dólar comercial: R$ 4,985 (-0,78%);
  • Dólar na semana: recuo de 4,44%;
  • Ibovespa: 209.066,90 pontos (+1,38%);
  • Ibovespa na semana: avanço de 8,82%;
  • Petróleo Brent: US$ 104,72 por barril (+0,42%);
  • Petróleo WTI: US$ 91,85 por barril (+0,39%).
  • Dólar abaixo de R$ 5

O dólar comercial à vista encerrou a sessão desta sexta-feira em queda de 0,78%, cotado a R$ 4,985. Por volta das 13h, a moeda chegou à mínima de R$ 4,977.

Na primeira semana após o primeiro turno das eleições, a divisa acumulou desvalorização de 4,44% frente ao real. No ano, a queda chega a 9,18%.

O movimento ocorreu em meio à valorização de moedas de países emergentes e às expectativas dos investidores em relação ao cenário político brasileiro após a divulgação de pesquisas eleitorais.

O mercado também acompanhou a divulgação da inflação oficial. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro. Em 12 meses, a inflação acumulou alta de 4,58%.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,08%, segundo uma das cotações divulgadas durante a tarde.

Bolsa bate recorde

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 1,38% nesta sexta-feira e fechou aos 209.066,90 pontos, novo recorde de encerramento. Durante o pregão, o indicador também atingiu a máxima histórica de 209.713,45 pontos.

Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 8,82%. O desempenho foi impulsionado pelo fluxo de investimentos para ações brasileiras e pelas expectativas em torno do cenário eleitoral e da política econômica a partir de 2027.

As bolsas de Nova York também fecharam em alta. O índice S&P 500, das 500 maiores empresas estadunidenses, avançou 0,60%, em uma sessão marcada pela expectativa com a temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre e pela atenção dos investidores aos próximos dados de inflação.

Petróleo sobe

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, com os investidores acompanhando os riscos de interrupção da oferta, as tensões no Oriente Médio e os efeitos de condições climáticas adversas sobre a produção norte-americana.

O barril do tipo Brent para dezembro, referência para as negociações internacionais, avançou 0,42% e encerrou a sessão a US$ 104,72.

O petróleo WTI para novembro, do Texas, subiu 0,39%, para US$ 91,85 por barril.

Na semana, o Brent acumulou valorização de 2,41%. O WTI avançou 0,81%.

Os preços foram sustentados pelas preocupações com a oferta global, em meio ao conflito no Oriente Médio e a relatos de incidentes em rotas estratégicas para o transporte de petróleo. Nos Estados Unidos, a passagem do furacão Isaias também levou produtores a interromper parte da extração no Golfo do México, aumentando as preocupações com o abastecimento.

* com informações da Reuters


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Bets: mais de R$ 1 bilhão foram devolvidos a apostadores

Até 14 de outubro, empresas precisam reembolsar R$ 159 milhões

                            Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

REUTERS/Manuel Ausloos/ Proibido reprodução


Mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostadores de bets  foram devolvidos aos usuários dessas plataformas. Com isso, o saldo atual, que ainda precisa ser transferido após a proibição das apostas online, caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões, segundo dados enviados pelas empresas ao governo federal. Os recursos deverão ser devolvidos pelos bancos até 14 de outubro.

Os R$ 159 milhões restantes pertencem a apostadores que não retiraram os valores até o fim do prazo para saque voluntário, encerrado em 5 de outubro. Os dados abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas.

O que o apostador precisa saber

  • Os bancos têm até 14 de outubro para devolver os recursos.
  • O valor total ainda a ser restituído é de R$ 159 milhões.
  • Oito empresas ainda não enviaram aos bancos as informações necessárias para a devolução dos valores.
  • A Advocacia-Geral da União (AGU) vai à Justiça para obrigá-las a fornecer os dados.
  • Se houver impedimento para a devolução pelos bancos, os recursos serão transferidos para a Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pelo pagamento aos apostadores.

A maior parte dos saldos remanescentes é de pequeno valor. Segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber e 97% possuem saldo inferior a R$ 10.

Bloqueios e remoções

Entre 25 de setembro e 9 de outubro, o governo encaminhou para bloqueio 16.627 sites ilegais de apostas.

Também foi solicitada a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em plataformas digitais. Só no Telegram foram identificados 1.027 grupos com cerca de 18,5 milhões de membros. No TikTok, 115 perfis somavam aproximadamente 459 mil seguidores.

No total, os conteúdos ligados a apostas ilegais alcançavam 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores.


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Juristas pedem que PF investigue fake news de Veja feita para eleger Flávio Bolsonaro e libertar Daniel Vorcaro

Prerrogativas quer apurar suspeita de que banqueiro tenha sido incentivado a apresentar informações falsas sobre documentário de Lula em tro...