Senado está discutindo o projeto que prevê duas folgas semanais
O
Senado deu início na terça-feira (6) às sessões de discussão da proposta de
emenda constitucional (PEC) do fim da escala 6x1, e o tema entrou nas campanhas
à Presidência da República. Serão mais quatro encontros antes da votação do projeto,
prevista para a semana que vem.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a aprovação do texto que acaba
com o modelo de seis dias de trabalho e um de descanso ao longo da semana e
Flávio Bolsonaro (PL) apoia o projeto que trata da jornada flexível.
As duas propostas estão em tramitação no Senado e o fim da escala 6x1
está em um estágio mais avançado porque já passou pela Câmara.
Entenda, abaixo, as diferenças entre as propostas do governo e da
oposição.
Haverá dois dias de repouso semanal remunerado, um dos quais
preferencialmente aos domingos. Hoje é obrigatório um dia de descanso.
Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão,
inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho
estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório
que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês,
garantido o usufruto de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma
semana de trabalho.
Uma nova lei vai dispor sobre hipóteses e condições em que a duração do
trabalho e os dias de repouso semanal remunerado poderão observar regimes
diferenciados, respeitados os limites previstos na PEC.
Não haverá redução de salários e nem de pisos salariais.
·
12 meses depois desses 60 dias, a duração do trabalho normal não
excederá a 40 horas semanais.
No prazo de 60 dias após a aprovação da PEC, convenção ou acordo
coletivo de trabalho poderão ampliar a duração diária do trabalho normal para
viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho. Ou seja, absorver as
horas que estão sobrando na jornada diária.
Isso não se aplica aos empregados públicos da administração direta e
indireta de quaisquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios.
Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações relativas ao
tema.
A proposta prevê:
·
A jornada de trabalho poderá ser flexível, respeitada a jornada semanal
máxima de 44 horas.
De acordo com o senador Rogerio Marinho, a proposta busca ampliar a
liberdade e a autonomia do trabalhador na escolha de sua jornada de trabalho e,
consequentemente, na definição proporcional de sua remuneração.
