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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Ex-governista, deputado Luis Miranda diz que escândalo no Ministério da Saúde "é corrupção pesada"

 

Luis Miranda (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O deputado Luis Miranda comentou, nesta quarta-feira, 7, o depoimento de Roberto Dias à CPI da Covid. Dias é acusado de ter negociado propina para compra de vacinas contra a Covid-19 quando era diretor de Logística do Ministério da Saúde. Ele foi preso durante sessão da comissão no Senado por falso testemunho.

A jornalistas no Congresso, o deputado Miranda, ex-governista que denunciou esquema de corrupção envolvendo o governo Jair Bolsonaro na compra da vacina Covaxin, afirmou que houve um “racha” nos grupos que disputavam o controle do Ministério da Saúde ao comentar o caso de Dias. O deputado ainda disse que houve “corrupção pesada” na pasta.

“Não é disputa por cargo. É corrupção, é corrupção pesada. Nem todo mundo é da laia dessas pessoas. Meu irmão foi atacado exatamente pelo grupo que tenta a todo custo esconder o que acontecia no Ministério”, afirmou.

Seu irmão, o servidor de carreira do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, alega ter sofrido pressão fora do normal para aprovar a compra superfaturada da vacina indiana Covaxin. Junto com seu irmão parlamentar, se reuniu com Jair Bolsonaro ainda em março para denunciar o esquema dentro da Saúde. Bolsonaro, no entanto, nada fez e por isso é acusado de prevaricação. (247).

sábado, 26 de junho de 2021

Luis Miranda confirma na CPI que foi Ricardo Barros o deputado citado por Bolsonaro por irregularidades na compra da vacina Covaxin

 

Luis Miranda, Jair Bolsonaro e Ricardo Barros (Foto: Pedro França/Agência Senado | Reprodução)

O deputado federal Luis Miranda (DEM) confirmou à CPI da Covid no Senado, na noite desta sexta (25), que foi Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, o deputado citado por Jair Bolsonaro no encontro no Palácio da Alvorada que estaria envolvido na corrupção da compra da Covaxin. Segundo Luis Miranda, Bolsonaro, neste dia, teria “dado a entender” que “não tem força” para combater o “grupo” deste deputado. 

Ministro da Saúde durante o governo Michel Temer, Ricardo Barros é suspeito de favorecer empresas ligadas a Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, a representante da Bharat Biotec no Brasil para o fornecimento da vacina Covaxin.

A confissão aconteceu logo após a fala do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que afirmou que Luis Miranda não tinha coragem de dizer que o nome era de Ricardo Barros.

“Está lhe faltando coragem para falar o nome de Ricardo Barros”, declarou Vieira. “Quando o senhor diz que não se lembra, está ofendendo a inteligência dos senadores, dos brasileiros, e perdendo uma oportunidade”, completou o senador.

Miranda respondeu: “Existem momentos na nossa vida que seria melhor esquecer o que a gente escutou”. “O senhor não teve coragem de dizer o nome, eu tenho: Ricardo Barros”, disse então Vieira. “Essa CPI já sabe o caminho que ela tem que seguir. Se ela fizer o ‘follow the money’, provará que estamos vivendo uma ilusão”, devolveu o depoente.

Logo depois, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) assumiu a fala na CPI e voltou a estimular Miranda a responder que se tratava de Ricardo Barros, que ele poderia ter coragem de revelar e não precisaria ter medo de Comissão de Ética na Câmara. O depoente então finalmente confirmou: “Foi o deputado Ricardo Barros que o presidente falou”. Confira o momento no vídeo abaixo:

Antes, o deputado Luis Miranda havia dito que no encontro de 20 de março de 2021, quando levou a Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, as suspeitas de corrupção no contrato da Covaxin com o Ministério da Saúde, a reação do presidente foi digna de quem está com as mãos atadas. "Bolsonaro cita pra mim assim: ‘vocês sabem quem é, né? Vocês sabem que ali é foda e tal. Se eu mexo nisso aí, vocês sabem que merda que vai dar. Vocês sabem que é o fulano, né?'”, disse o parlamentar, sem citar o nome de Ricardo Barros.

Em seu depoimento, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda afirmou que uma colega - Regina Celia Silva Oliveira - teria dado o aval para a importação da Covaxin, vacina indiana contra a Covid-19, ao Brasil, sendo que tal prerrogativa é de Miranda.

O jornalista Leandro Demori, do site The Intercept Brasil, revelou pelo Twitter que Regina Celia foi indicada para o cargo por Ricardo Barros. Durante seu questionamento, o senador Rogério Carvalho questionou Luis Miranda se o deputado acusado por Bolsonaro seria Ricardo Barros. Mas o denunciante desconversou e disse não se lembrar do nome do parlamentar mencionado. (247).

Confira reações no Twitter que já associavam Ricardo Barros à corrupção da compra da Covaxin:


 

 

 

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