segunda-feira, 19 de outubro de 2026

saúde Agricultura confirma foco de doença de Newcastle em Santa Catarina

 

Estabelecimento avícola de perus foi interditado


                         Por Agência Brasil e Agência O Globo
Registro de um foco da doença de Newcastle aconteceu em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. - Foto: CNA/Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o registro de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina.


A existência do foco foi confirmada no domingo (18).


O ministério informou que o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves.

Além disso, a pasta esclareceu que medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

A ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, a cargo da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc), e confirmada por análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP). 

O laboratório é reconhecido pela OMSA como de referência internacional para o diagnóstico da doença.

“O Mapa ressalta que, apesar da necessidade de adoção de medidas sanitárias para controlar a ocorrência, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações”, disse o ministério.

Nenhuma das cerca de 6 mil aves da granja apresentou sinais clínicos. As amostras foram colhidas em 21 de setembro. Um resultado preliminar, em 14 de outubro, indicou possibilidade de infecção, e a confirmação saiu no dia 18.

O governo informou que notificou a OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária. 

O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Rafael Requião, disse que não recebeu qualquer informação sobre a suspensão das exportações brasileiras por conta do foco da doença.

"Ainda não temos nada objetivo a informar [sobre suspensão de exportações]", afirmou.

Pelo protocolo sanitário firmado com a China, o Brasil é obrigado a suspender por conta própria as exportações de carne de aves ao país asiático, principal destino do frango brasileiro.

Segundo o ministério, o vírus já circula no país entre aves silvestres. A granja foi interditada e a movimentação de aves, suspensa. Os perus serão sacrificados, e as instalações passarão por limpeza e desinfecção, conforme o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. A zona de restrição, de cerca de 10 quilômetros, abrange os quatro municípios da portaria e 133 granjas sob monitoramento.

 É o primeiro registro da doença em criação comercial no país desde julho de 2024, que ocorreu em uma granja de frangos de corte em Anta Gorda (RS). 

O governo suspendeu preventivamente a certificação de exportação para 44 países. A China reabriu o mercado ao frango brasileiro em 12 de agosto daquele ano, mas manteve o Rio Grande do Sul de fora.

Os frigoríficos gaúchos só voltaram a ser habilitados em janeiro de 2026, cerca de um ano e meio depois.

Na bolsa, a MBRF, dona da Sadia e maior exportadora de frango do país, fechou em queda de 4,43%, a R$ 18,14. As ações da JBS, dona da Seara, também caíram.


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