segunda-feira, 21 de março de 2022

Telegram cumpre ordem de Moraes e apaga link em canal de Bolsonaro

Antes da decisão de Moraes, porém, o Telegram havia ignorado duas tentativas de contato pelo TSE, o que irritou ministros da Corte superior e do STF.

(Foto: Reprodução/Reuters)

Após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o Telegram apagou o link no canal de mensagens do presidente Jair Bolsonaro (PL) que permitia que o cidadão tivesse acesso a documentos de um inquérito sigiloso da Polícia Federal. As informações são do portal UOL. 

A investigação da corporação policial trata do ataque hacker ao sistema interno do TSE, que ocorreu em 2018. Não há evidência, porém, de que as urnas eletrônicas foram corrompidas. A corporação também apura as acusações feitas por integrantes do governo contra o sistema de votação brasileiro.

A retirada da postagem pela ferramenta russa, mas com sede nos Emirados Árabes Unidos, contudo, faz parte dos requisitos estabelecidos pelo ministro Alexandre de Moraes para que o Supremo anule a decisão que bloqueou o uso do aplicativo no Brasil.

Na decisão de ontem, que estabeleceu as condições para a liberação do Telegram no país, o ministro também determinou outras três medidas a serem cumpridas pela empresa. 247


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Dilma: a culpa da gasolina cara não é da Petrobrás, é do Bolsonaro

"Dizer que não pode fazer nada na Petrobrás é a maior fake news de Bolsonaro", afirma

(Foto: Divulgação | ABr)

A ex-presidente Dilma Rousseff explicou, de forma didática, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, por que os combustíveis e o gás de cozinha se tornaram tão caros depois do golpe de estado de 2016, que a afastou, para que a renda do petróleo fosse capturada por acionistas privados da Petrobrás e por grandes grupos privados. "Logo depois do golpe de 2016, em outubro daquele ano, decidem aplicar na Petrobrás a política de paridade dos preços de importação", diz ela. "O preço no Brasil passou a ser definido a partir do preço do refinador americano, mais transporte, tarifa de importação, seguro e margem de lucro", acrescenta.

Dilma afirma que o custo da Petrobrás é de cerca 28 dólares, incluindo sua margem de lucro. Acima disso, a empresa já opera no lucro. "A política de preços da Petrobrás está explodindo o bolso do consumidor", afirmou. Na entrevista, ela citou números concretos. "Em 12 de maio de 2016, quando saí da presidência, o diesel estava a R$ 2,40, a gasolina a R$ 2,95 e o gás de cozinha a R$ 42. Hoje, os preços estão a R$ 6,40 o diesel, quase R$ 10 a gasolina e R$ 150 o gás", recorda.

Na sua avaliação, a questão do petróleo foi um dos fatores mais importantes por trás do golpe de 2016. "O superlucro da Petrobrás está sendo sugado do povo brasileiro", diz Dilma. "A renda do trabalhador, da dona de casa e do caminhoneiro está indo para o bolso de alguns poucos".

"A culpa é de Bolsonaro"

Na entrevista, Dilma também deixou claro que Jair Bolsonaro é o maior responsável pelo desastre atual. "O dono da Petrobrás é o povo brasileiro, não o mercado internacional", afirma. "Dizer que não pode fazer nada na Petrobrás é a maior fake news de Bolsonaro. Praticar preços exorbitantes é um método que pode levar à privatização. Bolsonaro poderia, por exemplo, tributar lucros excessivos".

Dias atrás, Bolsonaro se queixou da atual gestão da empresa, que, segundo ele, não teria sensibilidade social. "Não é a Petrobrás que não tem sensibilidade social. É a presidência da República, a direção da empresa, é seu conselho", diz Dilma. A ex-presidente também disse sentir vergonha pelos militares brasileiros. "Em 63 anos, ninguém ousou conceder bônus desse tipo na Petrobrás", citando o caso do general Joaquim Silva e Luna, que decidiu conceder bônus de R$ 13 milhões aos atuais direitos, incluindo a si próprio.

Na entrevista, ela também defendeu o critério de modicidade tarifária. "A Petrobrás tem que praticar o menor preço possível. Eles praticam o maior preço possível", afirmou. "A culpa disso não é da Petrobrás, é do Bolsonaro", finalizou.





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Estados Unidos descartam “por enquanto” importação de petróleo da Venezuela

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que Biden não pensa no momento em diminuir as sanções ao país sul-americano

(Foto: Reuters)

Os Estados Unidos descartam "por enquanto" realizar algum tipo de estratégia para importar petróleo da Venezuela. De acordo com a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, não é algo que esteja sendo discutido no momento entre os dois países.

As declarações de Psaki foram dadas dias depois que as autoridades dos EUA chegaram à Venezuela para realizar uma reunião com o presidente Nicolás Maduro.

“Não é algo sobre o qual estamos falando ativamente no momento”, enfatizou Psaki quando perguntada por jornalistas durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14) se é possível pensar em diminuir as sanções dos Estados Unidos à Venezuela para importar mais petróleo.

A reunião que Maduro teve com autoridades norte-americanas foi o primeiro encontro direto entre os dois países desde 2019, quando o governo Maduro rompeu relações depois que os EUA não reconheceram sua vitória nas eleições presidenciais. 

“As duas bandeiras unidas ficaram bonitas, passamos quase duas horas conversando”, disse Maduro ao final da reunião com autoridades dos EUA na semana passada. O líder bolivariano acrescentou que seu governo tem toda a vontade para, a partir do respeito e da diplomacia, avançar “numa agenda que permita o bem-estar e a paz dos povos da nossa região".

Essa reunião causou preocupação do governo colombiano chefiado por Iván Duque, que dias depois se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na Casa Branca.

Sobre isso, Psaki disse que o encontro entre os líderes tratou de "segurança energética global" após o conflito entre Rússia e Ucrânia. 

“Continuamos conversando com vários produtores sobre a importância de manter a oferta global. Não se trata apenas de abastecimento nos Estados Unidos, mas de garantir o abastecimento do mercado global, e valorizamos nossa relação com a Colômbia”, concluiu.  Agência Regional de Notícias.


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Ministro do STF revoga bloqueio após Telegram cumprir determinações

Alexandre de Moraes havia dado prazo de 24 horas ao aplicativo

                                                                                              Marcello Casal Jr/Agência Brasil


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes revogou neste domingo (20) a ordem de bloqueio ao aplicativo Telegram, após o cumprimento de determinações da Corte que estavam pendentes.

Ontem (19), ele havia dado prazo de 24 horas para o cumprimento de uma lista de determinações que incluía a indicação de representante oficial do aplicativo no Brasil; o envio de informações sobre providências para combate à desinformação; e o cumprimento integral de decisões que determinaram retirada de conteúdo ou bloqueio de canal.

De acordo com a decisão deste domingo, o Telegram indicou Alan Campos Elias Thomaz como representante legal no Brasil. O aplicativo informou que ele tem acesso direto à alta administração da plataforma, "o que garantirá nossa capacidade de responder as solicitações urgentes do Tribunal e de outros órgãos relevantes no Brasil em tempo hábil”.

Como medidas para combate à desinformação no Brasil, o Telegram citou o monitoramento dos 100 canais mais populares no país e o acompanhamento da mídia brasileira. O aplicativo destacou que vai estabelecer relações de trabalho com agências de checagem e restringir postagens públicas para usuários banidos por espalhar desinformação, além de atualizar termos de serviços e promover informações verificadas.

Em comunicado, o fundador do Telegram, Pavel Durov, voltou a se desculpar com a Corte brasileira. “Pedimos ao Tribunal que permita que o Telegram continue suas operações no Brasil, dando-nos a chance de demonstrar que melhoramos significativamente nossos procedimentos".

Para Alexandre de Moraes, o aplicativo efetivou o cumprimento de todas as decisões. “Diante do exposto, considerado o atendimento integral das decisões proferidas em 17/3/2022 e 19/3/2022, revogo a decisão de completa e integral suspensão do funcionamento do Telegram no Brasil”. O ministro também determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e as demais empresas envolvidas suspendam as ações de bloqueio do aplicativo. (Por Agência Brasil - Brasília).

Leia a íntegra da decisão aqui.

Edição: Paula Laboissière



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Um morto e pelo menos 24 feridos em tiroteio nos EUA, diz polícia

                           Por AFP 

Tiroteio em Arkansas, nos Estados Unidos - Foto: Reprodução

Uma pessoa foi morta e pelo menos 24 ficaram feridas quando um ou mais homens armados abriram fogo contra visitantes de uma feira de automóveis no Arkansas, informou a polícia do estado do sul dos Estados Unidos neste domingo(20). 

As autoridades investigam o incidente, ocorrido na noite de sábado na cidade de Dumas, e os responsáveis pelos "tiros que varreram uma multidão que participava de uma feira automóvel local, deixando uma pessoa morta e pelo menos outras 24 feridas", afirmou a nota. 

Um suspeito foi preso, mas a polícia está procurando por "outros que podem ter disparado contra a multidão", dizia o texto. 

A Fundação Hood-Nic, organizadora da exposição ao ar livre, ficou "chocada" com a tragédia, que, segundo um representante da associação, visava promover a não violência.

Wallace McGhee, um dos organizadores, disse à emissora de televisão local KARK que o evento acontece há 16 anos sem incidentes. 

"O principal problema para todos nós foi tirar as crianças do caminho, tirar as pessoas do caminho" na área do tiroteio, explicou. 

Porta-vozes da polícia disseram que havia crianças entre os feridos, de acordo com uma afiliada local da rede CBS. 

Tiroteios em massa se tornaram relativamente comuns nos Estados Unidos, onde as armas de fogo são responsáveis por cerca de 40.000 mortes por ano, incluindo suicídios, de acordo com o site Gun Violence Archive.

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Colômbia registra número histórico de participação feminina no Congresso

Houve aumento de 30 assentos em relação ao atual período legislativo, atingindo 28,8% do legislativo

(Foto: REUTERS/Juan Pablo Pino)

O Congresso colombiano registrará, após o dia eleitoral que se realizou no domingo, uma figura histórica na participação das mulheres no Congresso, com um aumento de 30 assentos em relação ao atual período legislativo, atingindo 28,8% do legislativo.

A partir de 20 de julho, quando tomar posse o novo Congresso, cujo mandato vai até 2026, o número de mulheres no total de 295 cadeiras em ambas as câmaras passará de 55 para 85. Na Câmara dos Deputados, 52 das 187 cadeiras serão ocupadas por mulheres, 20 a mais do que até agora, enquanto no Senado serão 33 de 108, 10 a mais.

Nas eleições houve 1.112 candidatas ao Congresso, o que representa 40%, superando os 30% exigidos de cada partido político. Foram 4.604.713 votos, ante 2.521.497 em 2018. Se compararmos as duas eleições legislativas, o crescimento de mulheres eleitas é de 52%.

Sobre esses números, Bibiana Aído, representante da ONU Mulheres Colômbia, saudou o avanço e ressaltou que isso coloca o país no nível da região, embora ainda haja um longo caminho a percorrer. “Isso aproxima a Colômbia da média regional de participação das mulheres no parlamento. Embora reconheçamos esse progresso, o caminho ainda não está concluído. Devemos continuar a unir esforços para avançar em direção à paridade”, disse ele.

A organização especializada Tabela de Gênero de Cooperação Internacional indicou que a porcentagem de mulheres no Congresso colombiano continuará abaixo da dos países da região (55,6% na Bolívia ou 49,2% no México), mas supera a média regional (32%) e global (25,1%).

Além disso, informou que o maior número de mulheres estará nas bancadas do conservador Partido Liberal e da coalizão de esquerda do Pacto Histórico, que apresentou listas conjuntas nas eleições de domingo. - ARN

Marília Arraes desmente acordo para ser candidata ao Senado e mantém incerteza quanto ao seu destino no PT



"Estou conversando com as lideranças políticas de Pernambuco e, como publiquei em nota, na sexta-feira passada, anunciarei, nos próximos dias", disse.

Marília Arraes (Foto: Divulgação)

Em comunicado divulgado na noite deste domingo (20), a deputada federal Marília Arraes esclarece a informação divulgada mais cedo de que ficará no PT e será a candidata pelo partido ao Senado na chapa de Danilo Cabral (PSB). A informção foi divulgada pelo Blog de Jamildo Melo, no Jornal do Commercio, citando uma reunião sigilosa entre o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e dirigentes do PT e do PSB em Brasília, no sábado, 19.

“A posição do PT de Pernambuco, indicando o meu nome para concorrer ao Senado pela Frente Popular revela, no mínimo, descuido com o tratamento de assunto tão sério e uma precipitação sem limites", criticou a parlamentar, afirmando que não foi consultada "e não autorizei que envolvessem o meu nome em qualquer negociação".

"Menos ainda que tornassem público, como se fossem os senhores do meu destino, sobretudo após meses de desgaste político e público feito por meio da imprensa, escondido sob manto de off e notícias de bastidores", diz a deputada.

Marília segue, tecendo duras críticas ao diretório estadual que, segundo ela, "em 2018, o acordo de cúpula PT/PSB, impediu a minha candidatura ao Governo do Estado, quando lideravamos todas as pesquisas de opinião". "Em 2020, nas eleições para a Prefeitura do Recife, a cúpula do PT fez de tudo para inviabilizar politicamente a minha campanha, o que ajudou a dar a vitória ao adversário. E agora, indelicadamente, usam o meu nome, como massa de manobra", acusa Marília Arraes.

"Tudo isso não é compatível com o bom senso que deve nos nortear na política. Estou conversando com as lideranças políticas de Pernambuco e, como publiquei em nota, na sexta-feira passada, anunciarei, nos próximos dias, ouvindo o povo, principalmente, o meu caminho nas próximas eleições. Expresso todo o meu apoio, incondicional, à campanha do Presidente Lula para a Presidência da República, com a lealdade e a correção das minhas tradições”, conclui. 247


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107 países reconhecem reeleição de Lula; EUA e Argentina não se manifestam oficialmente

  Levantamento do TSE aponta reconhecimento internacional da vitória do presidente brasileiro, enquanto Trump critica eleição sem apresentar...