domingo, 3 de maio de 2020

Rodrigo Maia fala em impor ordem democrática a bolsonaristas após agressão a jornalistas

Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro
Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro (Foto: Câmara dos Deputados | PR)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, condenou os ataques que bolsonaristas promoveram durante o fim de semana contra profissionais da comunicação e saúde. Segundo ele, “cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror”. 
No sábado, um bolsonarista atacou um grupo de enfermeiras que protestava em Brasília por melhores condições de trabalho. 
Durante o conflito entre bolsonaristas e defensores de Sergio Moro, também no sábado, os apoiadores do ocupante do Planalto agrediram profissionais de comunicação que encontravam-se na porta Polícia Federal, em Curitiba, para cobrir o depoimento do ex-juiz. 
Nesta manhã, durante o ato de bolsonaristas em apoio ao ocupante do Planalto e pelo fim da quarentena, profissionais do jornal Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e Rede Globo foram espancados e tiveram que ser escoltados pela polícia. 

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Bolsonaristas agridem profissionais da Globo, Estado e Folha de S.Paulo com chutes, empurrões e murros (vídeo)

Fotógrafo Dida Sampaio deixa manifestação após agressões
Fotógrafo Dida Sampaio deixa manifestação após agressões 
(Foto: Reprodução/Twitter)

Apoiadores de Jair Bolsonaro agrediram com chutes, murros e empurrões as equipes de profissionais da Globo, Estado e Folha de S.Paulo que acompanhavam uma manifestação pró-governo realizada neste domingo, 3, em Brasília. O fotógrafo Dida Sampaio, do Estadão, registrava imagens do presidente em frente a rampa do Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministérios, numa área restrita para a imprensa quando foi agredido. A informação é do jornal Estado de S.Paulo. 
Segundo a reportagem, Sampaio usava uma pequena escada para fazer o registro das imagens quando foi empurrado duas vezes por manifestantes, que desferiram chutes e murros nele. O motorista do jornal, Marcos Pereira, que apoiava a equipe de reportagem também foi agredido fisicamente com uma rasteira. Os manifestantes gritavam palavra de ordem como “fora Estadão”.
Os dois profissionais precisaram deixar o local rapidamente para uma área segura e procuraram o apoio da polícia militar. Eles deixaram o local escoltados pela PM. Os profissionais passam bem. Os repórteres Júlia Lindner e André Borges, que também acompanham a manifestação para o Estadão, foram insultados, mas sem agressões.
De acordo com a Folha de S. Paulo, Jair Bolsonaro foi alertado, conforme é possível ver em vídeo da transmissão que fez ao vivo via rede social, sobre as agressões a profissionais da Rede Globo e nada fez. 
"Expulsaram os repórteres da Globo, expulsaram os repórteres", disse uma pessoa a Bolsonaro, que respondeu: "pessoal da Globo vem aqui falar besteira. Essa TV foi longe demais".
Veja vídeo das agressões:

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Brasil ultrapassa sete mil mortes por Covid-19 e 100 mil casos confirmados

Manaus – Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida
Manaus – Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida (Foto: Alex Pazuello/Semcom)

Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde neste domingo, 3, mostra que o Brasil tem mais de 100 mil casos confirmados da Covid-19. 
País registrou 4.588 novos casos nas últimas 24 horas, totalizando 101.147 diagnósticos confirmados do novo coronavírus.
O número de mortos pelo coronavírus no Brasil chegou a 7.025, com 275 novas mortes. O País passa a marca de 7 mil mortes apenas dois dias depois de ultrapassar a de 6 mil, registrada no feriado de 1º de maio.
Com o número, o Brasil já tem mais mortos pela Covid-19 do que a Alemanha. (247)

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Bolsonaro diz que nomeia nesta segunda novo diretor da PF

O anúncio foi feito após o presidente cumprimentar apoiadores em ato em frente ao Palácio do Planalto, na manhã deste domingo (3)

                      Por: Agência Brasil
Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair BolsonaroFoto: Carolina Antunes/PR

O presidente Jair Bolsonaro disse que deve nomear amanhã (4) o novo diretor-geral da Polícia Federal (PF). O anúncio foi feito após o presidente cumprimentar apoiadores em ato em frente ao Palácio do Planalto, na manhã deste domingo (3).

Ao final da transmissão do ato, Bolsonaro disse a Constituição deve ser cumprida a “qualquer preço” e que ela tem “dupla mão”. “O Poder Executivo está unido para tirar o Brasil da onde se encontra. Vocês sabem que povo está conosco. As Forças Armadas, ao lado da lei e da ordem, da democracia e da liberdade, também estão do nosso lado. Deus acima de tudo. Vamos tocar o barco. Peço a Deus que não tenhamos problemas nesta semana porque chegamos no limite, não tem mais conversa. Daqui para a frente, não só exigiremos, como faremos cumprir a Constituição. Ela será cumprida a qualquer preço e ela tem dupla mão, não é uma mão de um lado só não. Amanhã, nomeamos o novo diretor da PF, e o Brasil segue seu rumo˜.

Desde a exoneração de Maurício Valeixo, a corporação está sendo comandada interinamente pelo delegado Disney Rossetti. A saída de Valeixo também provocou a exoneração do ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro.
Ontem (2), o ex-ministro prestou depoimento no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar suposta tentativa de Bolsonaro de interferir na PF ou crime de denunciação caluniosa por parte de Moro. Na sexta-feira (24), durante pronunciamento, Bolsonaro negou que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.



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Resposta 'Há lealdades maiores do que as pessoais', diz Moro após Bolsonaro chamá-lo de Judas

                    Por: Leandro Colon

                   Por: FolhaPress
 (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ex-ministro Sergio Moro escreveu neste domingo (3) em rede social, um dia após ser chamado de "Judas" pelo presidente Jair Bolsonaro. "Há lealdades maiores do que as pessoais", escreveu Moro, que prestou depoimento no sábado (2) à Polícia Federal em Curitiba devido às suas acusações contra Bolsonaro ao pedir demissão do governo.

Na manhã de sábado, Bolsonaro publicou um vídeo sobre as suspeitas em relação ao mandante da facada que levou na campanha de 2018. "Os mandantes estão em Brasília?", escreveu.

"O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?", disse Bolsonaro, citando o depoimento que Moro prestaria à Polícia Federal sobre as acusações que fez contra o presidente ao sair do Executivo.
Moro concluiu seu depoimento no prédio da PF em Curitiba na noite passada após ficar mais de oito horas no local. Ele foi ouvido no inquérito que apura as acusações que fez, de tentativa de interferência política na corporação.

Durante a manhã, a entrada do prédio da PF virou palco de protestos, com grupos em apoio ao ex-juiz da Lava Jato e outros a favor de Bolsonaro. O ex-ministro chegou ao local por volta das 13h15, mas entrou pelos fundos, frustrando a expectativa de manifestantes. O depoimento começou por volta das 14h e acabou perto das 22h.

À noite, foram pedidas pizzas no prédio da PF para servir as equipes. Moro acabou saindo do edifício apenas por volta da 0h20 de domingo (3), sem falar com a imprensa.
Além de reiterar as acusações feitas ao saír do governo, Moro disse que apresentaria novas provas do que havia afirmado sobre a tentativa de ingerência de Bolsonaro na Polícia Federal.

O presidente, disse ele ao pedir demissão, queria a troca de comando para ter acesso a investigações em andamento.





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Pernambuco oferece espaços para aliviar filas nas agências da Caixa

Paulo Câmara pediu que o Ministério da Saúde apoie essas medidas para, dessa forma, aumentar o isolamento social no Grande Recife
                 Por: Portal FolhaPE
Governador Paulo Câmara
Governador Paulo CâmaraFoto: Divulgação
Pensando em soluções para a quantidade de pessoas que, nas últimas semanas, formaram filas nas agências da Caixa Econômica Federal em Pernambuco, o governo de Pernambuco colocou à disposição do banco a estrutura do Centro de Convenções e escolas públicas de ensino da Região Metropolitana. A proposta é usar esses locais como espaços para orientação sobre o auxílio emergencial – diminuindo, assim, o fluxo de pessoas nas agências.

Em pronunciamento, o governador, Paulo Câmara, pediu que o Ministério da Saúde apoie essas medidas para, dessa forma, aumentar o isolamento social no Grande Recife e diminuir o impacto causado pelo novo coronavírus. A ideia do governador é endurecer o distanciamento social na RMR, área que concentra 90% dos casos confirmados da Covid-19 no Estado.

“Chegamos a um ponto extremamente crítico. Nosso sistema de saúde está sobrecarregado e não há outra alternativa a não ser reforçarmos de forma vigorosa o distanciamento social”, destacou Paulo Câmara.

Paulo Câmara solicitou, ainda, que a Caixa Econômica abra as negociações com outros bancos, para que assim o pagamento do auxílio emergencial seja feito também por outras instituições bancárias. O documento foi enviado também para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O governador ressaltou que disponibilizará o aparato policial de Pernambuco, para garantir a segurança nesses locais.



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Tensão - Coreia do Norte efetua disparos em direção à fronteira e Coreia do Sul responde

                      Por: AFP
Tiroteio incomum ocorre um dia depois de Kim Jong-un ter aparecido em público (Foto: Brendan Smilowsi/AFP)
Tiroteio incomum ocorre um dia depois de Kim Jong-un ter aparecido em público
 (Foto: Brendan Smilowsi/AFP)

Seul, Coreia do Sul - A Coreia do Norte fez vários disparos na direção da Coreia do Sul neste domingo (3), no nível da zona desmilitarizada que divide a península, provocando uma resposta do Exército sul-coreano - anunciou Seul.

Esse tiroteio incomum ocorreu um dia depois de Kim Jong-un ter aparecido em público pela primeira vez em três semanas, após especulações e rumores no exterior sobre sua saúde. Um posto de guarda sul-coreano foi atingido por vários tiros do norte nesta manhã de domingo, mas não houve vítimas no sul, disse o Estado-Maior Conjunto.

"Nossos soldados responderam com duas séries de disparos e com uma mensagem de aviso, de acordo com nosso protocolo", disse Seul. O Exército afirmou ainda que está em contato com o Norte através de uma linha telefônica direta para determinar as causas do incidente. 

Os dois países ainda estão tecnicamente em guerra desde o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia em 1953. Ao contrário do que o nome indica, a Zona Desmilitarizada (DMZ), que divide a península em dois Estados, é um dos lugares mais fortificados do planeta, cheio de cercas de arame farpado e de campos minados. 

O alívio das tensões militares na fronteira faz parte do acordo alcançado em setembro de 2018 durante uma cúpula em Pyongyang entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in. A maioria desses acordos não saiu do papel.

Seul não acredita em cirurgia de líder norte-coreano
O disparo também ocorreu após autoridades sul-coreanas afirmarem que não acreditam que o presidente norte-coreano, Kim Jong-un, tenha sido submetido a uma cirurgia. A informação foi repassada por uma fonte do governo da Coreia do Sul neste domingo (3), um dia depois do reaparecimento do líder norte-coreano. "Não acreditamos que o presidente Kim tenha sido operado", disse uma autoridade presidencial sul-coreana, cujo nome não foi citado, conforme a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

"A imprensa especulou sobre uma intervenção [cirúrgica] de Kim, falando de uma mudança na maneira de andar", lembrou o responsável, mas, segundo ele, Seul tem informações suficientes para concluir que esse não é o caso.

Perguntas sobre o estado de saúde de Kim começaram a surgir como resultado de sua ausência nas comemorações de 15 de abril. Este é o dia mais importante do calendário político da Coreia do Norte, quando se comemora o nascimento de seu avô e fundador do regime, Kim Il-sung.

As quase três semanas de ausência pública abriram espaço para todo o tipo de especulação sobre o estado de saúde de Kim. Coreia do Sul e Estados Unidos declararam repetidas vezes que não tinham informações a esse respeito. Na sexta-feira, 1º de maio, a televisão pública norte-coreana mostrou Kim andando, sorrindo e fumando um cigarro, na abertura de uma fábrica em Sunchon, norte de Pyongyang.

Ontem, o presidente americano, Donald Trump, disse ter ficado "contente" com o reaparecimento em público do líder norte-coreano, assim como com sua saúde. "Fico contente por ver que ele está de volta e em boa forma!", tuitou.

Não é a primeira vez que Kim desaparece da vida pública. Em 2014, ele sumiu por seis semanas até reaparecer, andando com uma bengala. Alguns dias depois, os serviços de Inteligência sul-coreanos explicaram que ele havia sido operado por um cisto no tornozelo.





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Dilma Rousseff: “Lula faz toda a diferença para o fortalecimento do BRICS e do NDB”

“O mundo reconhece a liderança internacional de Lula”, enfatizou Dilma, em entrevista exclusiva aos jornalistas Leonardo Attuch e Fernando M...