sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Aché: primeira etapa em Pernambuco fica pronta em julho

Nessa fase, empresa vai operar com centro de distribuição, fracionamento e embalagem de remédios, gerando 300 empregos diretos e 1,2 mil indiretos

  Por: Folha de Pernambuco
Paulo Câmara visitou obra com a presidente do Aché, Vânia Machado
Paulo Câmara visitou obra com a presidente do Aché, Vânia MachadoFoto: Divulgação


A primeira etapa da fábrica pernambucana do Aché Laboratórios Farmacêuticos está prestes a ser concluída. A previsão é que o empreendimento, construído no Complexo Industrial e Portuário de Suape com um investimento de R$ 500 milhões, seja inteiramente concluído em 2021. Mas a embalagem de produtos sólidos e o centro de distribuição da empresa já devem ser entregues em julho deste ano. E isso vai permitir que o Aché inicie o processo seletivo dos 300 primeirosfuncionários pernambucanos já em abril.

“A primeira fase do empreendimento deve gerar 300 empregosdiretos e 1,2 mil indiretos. As vagas estão abertas e o processo seletivo deve começar em abril”, disse o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Roberto Abreu, que visitou a obra nessa quinta-feira (24) com a presidente do Aché Vânia Machado e o governador Paulo Câmara. 

Nessa primeira fase, a fábrica vai operar com centro de distribuição, fracionamento e embalagem de remédios, que serão trazidos em cápsulas e comprimidos de São Paulo para serem embalados e distribuídos para o Norte/Nordeste a partir de Suape. Esse trabalho, porém, não começa em julho. É que, para começar a manusear os medicamentos, o Aché precisa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A empresa precisa seguir uma série de requisitos e normas, mas só pode começar esse processo de autorização com o prédio pronto, porque a Anvisa vai analisar as condições do prédio, como umidade, temperatura e armazenagem”, explicou Abreu. Segundo o Aché, esse processo pode levar de três a seis meses. Mesmo assim, a empresa espera começar a operar essa primeira fase ainda neste ano.

Ao mesmo tempo, a empresa vai dar seguimento às obras da segunda etapa da fábrica, prevista para 2021. Essa fase contempla a produção do próprio comprimido sólido, que, por isso, não precisará mais ser importado de São Paulo. A expectativa do Aché é fabricar medicamentos alopáticos e fitoterápicos para uso humano em Suape, mas esse processo também precisará de autorização da Anvisa.

Quando estiver em pleno funcionamento, a fábrica terá capacidade para produzir 435 milhões de unidades de medicamentos por ano. E isso vai demandar 500 empregos diretos e 2,5 mil indiretos. “Vamos dobrar nossa capacidade de produção, ampliar e estreitar o relacionamento com os nossos clientes e, o mais importante, vamos gerar mais de 3 mil empregos entre diretos e indiretos, contando com essa mão de obra qualificada que existe aqui no entorno do Recife”, celebrou a presidente do Aché, Vânia Machado, lembrando que a proximidade com o Porto de Suape ainda vai facilitar a exportação dos medicamentos.




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