Reeleito para um quarto mandato, presidente ampliou expressivamente sua votação, enquanto adversário ganhou 3,6 milhões de votos; queda da abstenção ajudou a definir o resultado
Os números evidenciam uma mudança significativa na correlação de forças entre os dois turnos. Embora Flávio Bolsonaro tenha encerrado a primeira etapa da disputa com uma vantagem superior a 2,2 milhões de votos sobre Lula, o presidente conseguiu reverter o resultado e terminar o segundo turno com uma diferença de aproximadamente 4,38 milhões de votos sobre o adversário.
A recuperação eleitoral do petista ocorreu em um cenário de maior comparecimento às urnas e redução dos votos brancos e nulos. Esses fatores contribuíram para ampliar o universo de votos válidos e favoreceram o desempenho do presidente na etapa decisiva da eleição.
Queda da abstenção marcou segundo turno
Quando 96,77% das urnas haviam sido apuradas, o segundo turno registrava aproximadamente 123,9 milhões de votos válidos. Os votos brancos representavam 1,12% do total, enquanto os nulos correspondiam a 2,12%.
A abstenção também apresentou recuo importante. No primeiro turno, 21,08% dos eleitores deixaram de comparecer às urnas, o equivalente a mais de 33 milhões de brasileiros. Já na votação decisiva, o índice caiu para 19,19%, indicando maior participação popular na escolha do próximo presidente.
O percentual registrado na primeira etapa havia sido o mais elevado para um primeiro turno presidencial desde 1998. A redução da ausência de eleitores no segundo turno representou, portanto, uma mudança relevante no comportamento do eleitorado brasileiro.
Lula alcança marca inédita na história política brasileira
Com a vitória, Lula se tornou o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes pelo voto direto. O petista, que já havia governado o país entre 2003 e 2010 e retornado ao Palácio do Planalto em 2023, conquistou agora um novo mandato após superar o candidato apoiado pelo campo político do ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL).
O resultado também amplia outro recorde pessoal de Lula. Aos 81 anos, ele será novamente o presidente mais velho a tomar posse no Brasil, superando a marca estabelecida por ele próprio em janeiro de 2023, quando iniciou seu terceiro mandato aos 77 anos. - 247.
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