Presidente supera Flávio Bolsonaro no segundo turno após terminar atrás do adversário na primeira votação e conquista novo mandato no Palácio do Planalto
A eleição presidencial de 2026 foi marcada pela forte polarização política e pelo confronto entre dois projetos antagônicos de governo. De um lado, Lula defendeu a continuidade das políticas sociais, a valorização do salário mínimo, os investimentos públicos e a atuação do Estado na promoção do desenvolvimento econômico. Do outro, Flávio Bolsonaro, herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentou-se como representante da oposição de direita, concentrando sua campanha em críticas à gestão petista, na segurança pública e em propostas econômicas de orientação liberal.
A disputa também foi atravessada por embates sobre a democracia, o funcionamento das instituições e o legado político do bolsonarismo. Durante a campanha, os candidatos trocaram acusações e buscaram mobilizar eleitores indecisos, em uma corrida especialmente intensa após o resultado apertado do primeiro turno. A votação deste domingo ainda foi marcada por dificuldades no transporte de eleitores em diferentes regiões do país, que levaram o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a determinar a prorrogação do horário de votação até as 19h.
Com o resultado, Lula, de 80 anos, conquista seu quarto mandato como presidente da República, um feito inédito na história política brasileira. Eleito pela primeira vez em 2002 e reeleito em 2006, o petista retornou ao poder em 2023, após derrotar Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Sua trajetória, iniciada no movimento sindical do ABC paulista, passa a incluir mais uma vitória nacional, desta vez diante do filho do ex-presidente.
O novo mandato, previsto para começar em 5 de janeiro de 2027, terá como desafios a manutenção do crescimento econômico, o controle da inflação, a geração de empregos, a redução das desigualdades e a articulação política com o Congresso Nacional. A reeleição também mantém Geraldo Alckmin (PSB) na Vice-Presidência da República e consolida a permanência do projeto político liderado por Lula no comando do governo federal até 2030. - 247.
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