quarta-feira, 9 de agosto de 2017

PRESSÃO POPULAR É PEÇA-CHAVE PARA BARRAR REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Christiane Peres, Portal Vermelho- Líderes de partidos do chamado "centrão" – PP, PR e PSD – têm dito que não votam a Reforma Previdência tão almejada pelo governo Temer. Segundo eles, não há condições das legendas apoiarem a matéria, sobretudo, depois do desgaste sofrido na votação da denúncia contra o presidente da República, na última quarta-feira (2).
O anúncio pode significar uma baixa importante para Temer. Juntas, as bancadas do PP, PR e PSD somam 123 deputados – quase a metade dos 308 votos necessários para aprovar a Reforma da Previdência (PEC 287/16).
Para deputados de partidos de oposição, no entanto, a pressão popular precisa ser mantida para "enterrar" de vez a proposta de Temer.
"A sessão da última quarta-feira revelou que a base parlamentar de Temer, embora vitoriosa, sofreu um revés. Ele tem uma base com várias deserções e temos que explorar isso. O anúncio do centrão só mostra o quanto esses deputados se movem. Mas temos que aumentar nossa vigilância. Só as forças da rua consolidam o enterro da Reforma da Previdência", afirma a presidente nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE).
Para ela, o governo pode ainda tentar manobras para "entregar algo ao mercado financeiro". "O governo precisa entregar alguns dos compromissos estabelecidos com o mercado. Todo mundo sabe que a Reforma da Previdência passa por um grande interesse do mercado financeiro, porque força os trabalhadores a colocarem seu dinheiro nos fundos de previdência privados. Então, alguma Reforma da Previdência ele vai tentar. Então, ou a gente amplia a pressão das ruas, ou ele consegue passar algum tipo de reforma esse ano", diz.
A manutenção da mobilização também é defendida pelo líder do PSol, deputado Glauber Braga (RJ). Para ele, a possível deserção de partidos do "centrão" também é sinal da pressão que vem acontecendo nas ruas. "A maioria absoluta das pessoas é contra essa Reforma da Previdência. Mas a gente tem que manter a pressão. Não adianta a gente pensar que essa indicação seja suficiente, pois o governo vai se articular para reverter votos e tentar aprovar essa reforma", diz.
No cabo de guerra por votos, Temer ainda está em desvantagem. Apesar do recém anúncio do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de que os tucanos apoiarão Temer no que for preciso, quadros da legenda continuam insatisfeitos com o peemedebista. Na votação da denúncia, por exemplo, boa parte dos tucanos foi a favor do prosseguimento das investigações de Temer. Só em São Paulo, berço político do presidente, dos 12 parlamentares tucanos no estado, 11 votaram pelo prosseguimento da denúncia e apenas uma, Bruna Furlan, pela rejeição.
Para Braga, se a votação da PEC 287/16 fosse hoje, a proposta não passaria, mas visto o expediente utilizado pelo governo ilegítimo para garantir sua salvação da denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, não seria de se espantar nova reviravolta nos números.
"Para que a gente não tenha os 308 votos necessários para aprovar a Reforma da Previdência, a gente tem que continuar mobilizando e não relaxar. Até porque não descarto que o governo use como estratégia esse indicativo de que não passa para que as mobilizações se arrefeçam e depois eles falam que mudaram um ponto ou outro e botam para votação. A pressão precisa continuar."(247).

Blog do BILL NOTICIAS

Senadora dos EUA acusa Trump de usar governo dos EUA para proteger Flávio Bolsonaro

Jeanne Shaheen denuncia uso indevido de instrumentos legais americanos para acolher o senador e promete fiscalização rigorosa sobre novas aç...