quinta-feira, 21 de maio de 2020

ELEIÇÕES MUNICIPAIS - Congresso estuda 1º turno da eleição em 15 de novembro ou 6 de dezembro, diz Maia

                  Por: FolhaPress
 (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Foto: José Cruz/Agência Brasil


Os parlamentares discutem adiar o primeiro turno das eleições municipais para 15 de novembro ou 6 de dezembro, com um prazo mais curto para o segundo turno para que o processo seja concluído neste ano, afirmou nesta quinta-feira (21) o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Pelo calendário eleitoral, que segue as diretrizes estabelecidas pela Constituição, o primeiro turno das eleições ocorreria em 4 de outubro, e o segundo turno, onde houver, no dia 25 do mesmo mês.

Na terça (19), o deputado anunciou a criação de uma comissão mista, formada por deputados e senadores, para debater o adiamento da eleição. A ideia é que não haja prorrogação de mandato.

Maia afirmou que pretende conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), até o fim de semana para estudar o melhor modelo de participação de todos os parlamentares.

Segundo ele, pela alta demanda, pode ser necessário um modelo de reunião do colégio de líderes partidários das duas casas, para que se construa uma maioria em relação à decisão de adiar ou não a eleição, e, em caso afirmativo, para quando.

"Tem aí dois períodos que estão sendo discutidos, 15 de novembro ou o primeiro domingo de dezembro (6) para o primeiro turno", disse. "E o segundo turno um pouco menor para dar tempo de fazer a transição, da prestação de contas."

Eventual mudança nas datas das eleições deve exigir a aprovação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição), que exige apoio de pelo menos três quintos dos deputados e dos senadores, em dois turnos de votação na Câmara e no Senado.

Alterações eleitorais devem ocorrer com o mínimo de um ano de antecedência, mas há uma defesa de que essa exigência deve ser flexibilizada em situações de calamidade pública, como a atual.

Maia afirmou ainda ser radicalmente contra prorrogação dos mandatos. "Não vejo na Constituição brasileira espaço para você prorrogar um dia de mandato", afirmou.

"É muito sensível do ponto de vista institucional você abrir essa janela, porque no futuro, daqui a dois, três, quatro mandatos, alguém pode se sentir muito forte, ter muito apoio no Parlamento, criar uma crise e prorrogar seu próprio mandato."

O presidente da Câmara comentou ainda os entraves para a votação do projeto de regularização fundiária derivado da MP 910, que caducou na terça-feira.

A MP, que foi chamada por ambientalistas de MP da grilagem, foi cercada de controvérsias. Na semana passada, a votação foi adiada após manobra de partidos do centro que se contrapõem ao centrão-raiz –partidos como PP, PL e Republicanos, que migraram para a base do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Maia propôs, então, votar o texto do projeto de lei na última quarta-feira (20). Sem acordo, no entanto, a votação foi adiada e ainda não tem data para ser retomada.

Segundo ele, apesar de desfeito o acordo que havia para votar a MP, seria "muito ruim para a Câmara dos Deputados" mudar o texto do relator, deputado Zé Silva [Solidariedade-MG], e dar uma sinalização de que estava sendo flexibilizada a ocupação de terra no Brasil e, sobretudo, na região amazônica.

"Nós não deixaríamos ter nenhum tipo de anistia de invadir depois", afirmou, defendendo a limitação da regularização a até seis módulos fiscais.

"Além disso, seria dar uma sinalização de que, de fato, nós estávamos estimulando a invasão de grandes terras", disse. "E isso para um país que tem como seu grande patrimônio o meio ambiente, que vai ter um valor ainda maior depois dessa pandemia para nossa recuperação, é uma sinalização muito ruim."



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Paulo Câmara participará de videoconferência com Bolsonaro

 (O governador foi diagnosticado com covid-19 e irá acompanhar a reunião de casa. Foto:Reprodução)
O governador foi diagnosticado com covid-19 e irá acompanhar a reunião de casa. Foto:Reprodução


O governador Paulo Câmara (PSB) participará, nesta quinta-feira (21), a partir das 10h, por videoconferência, da sua residência, da reunião convocada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, como todos os gestores estaduais do país. A presença do governador pernambucano foi confirmada em nota enviada à imprensa pelo governo do estado.

Na última segunda-feira (18), o governador anunciou ter testado positivo para Covid-19. Em um vídeo, nas redes sociais, Paulo Câmara informou que iria cumprir rígido isolamento, mas que continuaria trabalhando em casa e acompanhando todas as atividades realizadas pelo comitê de crise para conter o avanço do coronavírus no estado.

Já na reunião com Jair Bolsonaro a maior expectativa dos governadores diz respeito a sanção por parte do presidente do projeto de auxílio financeiro para estados e municípios. A proposta teve aprovação da Câmara e Senado há mais de 15 dias. (DP)



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General Heleno nega que militares pensem em golpe ou intervenção


General Augusto Heleno
General Augusto Heleno (Foto: Marcos Correa)

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, disse que os militares não irão apoiar tentativas de golpe, de intervenção militar ou a implantação de uma ditadura no Brasil. 
“Os militares não vão dar golpe. Isso não passa na cabeça dessa nossa geração, que foi formada por aquela geração que viveu todos aqueles fatos, como estar contra o governo, fazer uma contrarrevolução em 1964”, disse Heleno nesta quinta-feira (21) em uma live transmitida pelo site Personalidades em Foco.  
Ainda segundo Heleno, “não passa [pela cabeça] ditadura, intervenções, isso são provocações feitas por alguns indivíduos que não têm coragem de dizer quais são suas ideologias, que ficam provocando os militares para ver se nós vamos reagir”.
As declarações do ministro do GSI foram feitas na esteira de duas notas expedidas pelo Ministério da Defesa reafirmando que as Forças Armadas estão compromissadas com a Constituição. As notas foram divulgadas após Jair Bolsonaro participar de atos promovidos por apoiadores pediam intervenção militar, além do fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a transmissão, Heleno também criticou a imprensa. “Na hora de apresentar os fatos, a gente percebe. É uma total contaminação dessa parte da imprensa. Só pode ser para derrubar o presidente da República. Não tem outra explicação”, disse. (247)

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Não brinque com a Dengue! Em Petrolina secretaria de saúde reforça o combate e pede a colaboração de todos

             Via:Santanavinicius
Montes Claros - "Dia D Regional de Combate à Dengue”, neste sábado ...
Embora as medidas de urgência contra o novo coronavírus (covid-19) sejam priorizadas no momento na área de saúde, as ações de controle das aroboviroses continuam sendo intensificadas pela Prefeitura de Petrolina. Mas é preciso o apoio e conscientização da população evitando deixar água parada em locais que possam contribuir na proliferação do mosquito Aedes aegypti, como em vasos, pneus, garrafas, bem como, manter as caixas d’água sempre limpas e cobertas, por exemplo.
A recomendação da Secretaria de Saúde é que a população aproveite o isolamento social e a permanência em casa para intensificar os cuidados na prevenção à dengue, zika e chikungunya – doenças causadas pelo mosquito Aedes. De acordo com a Vigilância Epidemiológica do município, a maior parte dos focos do mosquito transmissor da doença está dentro das casas, por isso é essencial que as pessoas vistoriem com frequência os seus quintais, recolhendo recipientes que possam acumular água.
Este ano em Petrolina já foram notificados 811 casos suspeitos de dengue, com 11 confirmações, sem registro de óbito até o momento. As notificações de chikungunya somam 100 casos – com 1 confirmação, enquanto zika somam 95 casos e nenhum confirmado. Não há registro de mortes por essas doenças.
Trabalho
O trabalho dos agentes comunitários de endemias é fundamental nesse momento em que os desafios são impostos pela pandemia do novo coronavírus. Para assegurar práticas seguras de atuação a essa categoria de agentes, a Secretaria de Saúde reforça que, seguindo as novas recomendações do Ministério da Saúde por causa da Covid-19, apenas os quintais das casas estão sendo vistoriados, como forma de evitar contato direto e próximo com os moradores. Ou seja, é preciso a população redobrar os cuidados no interior dos domicílios.(Ascom)


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CRIME Polícia investiga morte de modelo em apartamento de delegado em São Paulo

                     Por: Correio Braziliense
 (Foto: Reprodução/Instagram)
Foto: Reprodução/Instagram


O 1° Distrito Policial de São Bernardo do Campo e a corregedoria da Polícia Civil de São Paulo investigam a morte a tiros da modelo Priscila Delgado de Barrios, de 27 anos, no apartamento do delegado Paulo Bilynskyj, de 33 anos, nessa quarta-feira (20).

Segundo a versão de Bilynskyj, eles seriam namorados e a modelo não gostou de mensagens que encontrou no telefone dele. Priscila então pegou uma arma e disparou seis vezes contra o delegado. Em seguida, ela se trancou no banheiro e se matou com um tiro no peito.

Mesmo ferido, o homem diz que conseguiu deixar o apartamento e descer para pedir ajuda. "Ontem [terça-feira (19)], Priscila, minha namorada, viu uma mensagem de antes de ela ir para minha casa. Hoje [quarta-feira], antes de eu sair do banho, ela deu seis tiros em mim. Depois deu um tiro nela mesma", diz Paulo, em um vídeo que circula nas redes sociais e mostra ele antes de ser operado.

Famoso nas redes sociais por defender o armamento para proteção, o delegado também é instrutor de tiros e professor em uma escola de cursos preparatórios para concursos das forças de segurança.
 
Feminicídio não é descartado
A investigação segue a versão apresentada por Bilynskyj, mas o crime de feminicídio não foi descartado. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que diligências estão em andamento e que as equipes analisam imagens e ouvem testemunhas.


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EUA: 35 mil vidas poderiam ter sido salvas, dizem pesquisadores

Estudos afirmam que medidas de isolamento foram tomadas tardiamente, o que causou mais infecções no país

                 Por: AFP
 Equipe médica socorre paciente em Nova Iorque
Equipe médica socorre paciente em Nova IorqueFoto: Spencer Platt / Getty Images North America via AFP

Mais de 35 mil vidas teriam sido salvas nos Estados Unidos se as medidas de distanciamento social tivessem começado uma semana antes da data em que foram impostas, em meados de março, de acordo com uma nova estimativa de pesquisadores da Universidade de Columbia.

Eles disseram que diferentes modelos de simulações mostraram que 61% dos casos de infecção nos EUA até 3 de maio - mais de 700 mil - e 55% das mais de 65 mil mortes registradas poderiam ter sido evitados se o distanciamento social e outras medidas de proteção tivessem sido tomadas uma semana antes.

Segundo os pesquisadores, as simulações ilustram o perigo de relaxar as medidas de restrição muito cedo, como muitos especialistas observaram. Todos os 50 estados dos EUA começaram a reabrir com o incentivo do presidente Donald Trump, para tentar reativar economias devastadas pelo fechamento de negócios e demissões.
"Os esforços para aumentar ainda mais a conscientização do público sobre o alto potencial de transmissibilidade e aumento explosivo de casos de Covid-19 ainda são necessários neste momento crítico", escreveram os pesquisadores.

"Nossos resultados também indicam que, sem testagem ampla o suficiente e rastreamento de contatos, o longo período entre a infecção e a confirmação do caso pode mascarar um rebote e o crescimento exponencial daCovid-19 até que o vírus esteja bem controlado", disseram.

Dez dias atrás, o documentarista de Nova York Eugene Jarecki montou um outdoor na Times Square com o que ele chama de "Relógio da Morte de Trump". O cartaz informa o número de mortes que, segundo Jarecki, poderiam ter sido evitadas se Trump tivesse incentivado medidas de distanciamento social em 9 de março e não em 16 de março.

Seus números são mais altos que os dos pesquisadores de Columbia, porque Jarecki argumenta que 60% das mortes nos EUA poderiam ter sido evitadas agindo uma semana antes. Os Estados Unidos são o país mais atingido pela pandemia, com mais de 1,5 milhão de casos e mais de 93 mil mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins.



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Câmara recebe primeiro pedido coletivo de impeachment de Bolsonaro

Jair Bolsonaro e pedido de impeachment
Jair Bolsonaro e pedido de impeachment (Foto: Divulgação | ABr)

Mais de 400 entidades da sociedade civil, além de personalidades públicas como juristas, políticos e os partidos de oposição PT, PCdoB, PSOL, PCB, PCO, PSTU e UP, entregam às 11h desta quinta-feira, 21, um pedido de impeachment de Jair Bolsonaro à Câmara dos Deputados. Ele é acusado de cometer crimes de responsabilidade e atentar contra a saúde pública ao violar recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) - já estimulou e compareceu, por exemplo, a manifestações de rua, enquanto, segundo autoridades médicas, aglomerações aumentam a propagação do coronavírus.
Outros argumentos para a instalação do processo contra Bolsonaro por crimes de responsabilidade são os discursos dele contra o Supremo Tribunal Federal, a convocação de empresários para a "guerra contra governadores" à frente da Covid-19, o bloqueio da compra de respiradores e outros equipamentos de saúde por estados e municípios, o apoio à milícia paramilitar "Acampamento dos 300", incitação de sublevação das Forças Armadas contra a democracia, além de pronunciamentos e atos durante a pandemia que configuram crimes contra a saúde pública. 
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) é uma das entidades que assinam o pedido de impeachment. "Esta é uma iniciativa diferente de outros pedidos de impeachment já realizados porque tem um peso político e social, uma vez que reúne um amplo campo unitário de organizações do movimento popular, social e da juventude, além dos principais partidos de oposição no País", disse a Fenaj no Facebook.
Entre as organizações que apoiam o pedido de afastamento dele estão o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação , Associação Brasileira de Economistas pela Democracia, Central de Movimentos Populares, Marcha Mundial de Mulheres, Movimento das Mulheres Camponesas, Andes – Sindicato Nacional, Fasubra, Movimento Negro Unificado, Associação Brasileira de Travestis e Transexuais, além de juristas como Celso Antonio Bandeira de Melo, Lênio Streck, Pedro Serrano, Carol Proner e os ex-ministros da Justiça Tarso Genro, José Eduardo Cardozo e Eugênio Aragão.
De acordo com a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), "Bolsonaro não tem condições políticas, administrativas e humanas de governar o Brasil. Briga com todo mundo o tempo inteiro e não protege o povo". "Tem de ser impedido", afirmou. 
Os partidos de oposição, juristas e organizações sociais também acusam ainda Bolsonaro de crimes contra o livre exercício dos poderes constitucionais, contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, contra a segurança interna do país e contra a probidade administrativa. É o primeiro pedido de impeachment suprapartidário e de amplos setores da sociedade brasileira e não de apenas um partido ou parlamentar.(247)


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UM RECORDE HISTÓRICO: 4.585.045 DE VISUALIZAÇÕES DE PÁGINAS!

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