sexta-feira, 19 de abril de 2019

REQUIÃO: SÓ LULA PODE SER O INSTRUMENTO DA PACIFICAÇÃO DO BRASIL


O ex-governador e ex-senador pelo Paraná Roberto Requião afirmou que a liberdade do ex-presidente Lula começa a dar sinais de que se aproxima. Para ele, o ex-presidente é a alavanca necessária para a mobilização e pacificação nacional.
"O Guedes declara com todas as letras que, examinando o patrimônio do Lula, chega-se a conclusão e que o Lula não é corrupto. Então nós estamos provavelmente diante de um jogo diferente, ele liberam o Lula porque o Lula é a alavanca que pode mobilizar o Brasil contra a entrega da soberania e a retirada dos direitos dos trabalhadores. O Lula preso para eles é pior do que o Lula solto. Eles querem acabar de uma vez por todas com a nossa Previdência. O Lula seria o instrumento da pacificação do Brasil".
Requião também opinou sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última quinta-feira (18) de liberar as entrevistas com Lula na prisão. "É inexplicável que o Lula não tenha podido falar até agora. Na Itália quando Gramsci estava na cadeia ele escrevia e publicava livros, autorizado pelo Mussolini. Aqui prendem o Lula e tiram a voz do ex-presidente da República que tinha muita coisa para dizer em relação ao que conheceu do governo, as pressões internacionais, privatização da Petrobrás e isso tudo que está acontecendo".
Sobre o julgamento do STF sobre Lula no próximo dia 23, o ex-senador afirmou que "tem um sinal que acena para a libertação do Lula no julgamento do dia 23".
O ex-governador ainda comentou sobre a oscilação do diesel durante o governo do presidente Jair Bolsonaro. "Se nós tivéssemos em um momento de crescimento da economia e as cargas fossem abundantes no Brasil, a tarifa iria acompanhar o preço do diesel e de outros insumos e os caminhoneiros poderiam trabalhar. Mas nós estamos vendo, somada a uma recessão, não há carga para transportar e, ao mesmo tempo, esses facínoras da Petrobrás vinculam o preço do combustível ao dólar e aos preços internacionais. É mais ou menos como vincular o preço da água tratada das cidades brasileiras ao preço do litro de água no deserto do Saara. É uma coisa absolutamente inexplicável".
Para Requião, a greve dos caminhoneiros irá acontecer, porém, não vê grandes chances de um apoio dos sindicalistas. "Eu acho que essa greve vai acabar saindo, agora se os sindicatos apoiam ou não eu não sei. Eu lembro, na questão da prisão do Lula, que estava na sede dos sindicatos e nós achávamos que ele não deveria se entregar, que se quisessem ir buscá-lo lá deveriam ir para enfrentarem a insatisfação daquela população e isso não aconteceu. Alguns sindicalistas e advogados acharam que o Lula deveria se entregar".
O ex-senador afirmou que uma greve geral poderia abalar questões como a reforma da Previdência. "Eu acho que uma greve geral hoje chacoalhava, no mínimo, o Congresso Nacional e essas medidas de nova Previdência e de Banco Central independente desapareceriam por um passe de mágica, seria muito importante".(247)


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Mais um morto pelos 80 tiros de Guadalupe. E aí?

Por Gilvandro Filho, para os Jornalistas pela Democracia
Não é mais uma vítima, apenas. Agora são duas. A morte do catador de lixo reciclável Luciano Macedo, na rebarba do fuzilamento do músico Evaldo Rosa dos Santos, aumenta a contabilidade dos crimes cometidos pelos militares do Exército Brasileiro no dia 7 de abril, em Guadalupe, Rio de Janeiro. A frase "O Exército não mata ninguém", da lavra do presidente Jair Bolsonaro, se desgasta ainda mais.
O Exército prometeu "apurar tudo e cortar na própria carne". Mas, a demora em se divulgar alguma coisa poderá abrir um fosso entre a transparência real da corporação e a sociedade que exige ver o crime brutal ser esclarecido e seus autores punidos na forma da lei.
Nove militares envolvidos naquele "incidente" – como o governo, o presidente e o Exército classificaram o fuzilamento - estão presos (um deles solto por não ter atirado), "taoquêi". Mas, e aí? Já era hora de o Brasil inteiro saber o que se apurou a respeito do que ocorreu naquele dia fatídico em que uma singela ida a um chá de bebê acabou numa tragédia que destruiu uma família. Agora, duas.
Luciano Macedo não estava sendo perseguido nem contra ele os militares tinham qualquer tipo de pretexto. Ele passava pelo local e, impactado com a cena do fuzilamento, tentou socorrer as pessoas que estavam no carro do músico Evaldo. A sua inciativa de paz não comoveu a turma da guerra e os tiros não pararam. O catador de lixo foi atingido e hospitalizado em estado grave. Veio a óbito nas primeiras horas dessa quinta-feira (18), 11 dias depois do crime. Tinha 46 anos, era casado e sua mulher está grávida de cinco meses.
A execução de Guadalupe chocou o País. Mas, Bolsonaro guardou um silêncio obsequioso de seis dias até divulgar, através do seu porta-voz e pelo canal de comunicação favorito, o twitter, que tudo não passara de "um incidente". "O Exército é do povo, e não se pode acusar o povo de ser assassino, não", "tuitou" o presidente, reverberando a opinião de outros oficiais do Exército. O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, por exemplo, ainda adjetivou o fato como "um lamentável incidente".
Para o filho número 2 do presidente, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), o Exército não tinha obrigação de saber quem era Evaldo Rosa dos Santos, muito menos o que ele fazia dirigindo aquele carro branco. Mesmo defendendo a apuração do fato, não perdeu a oportunidade de sair com uma de suas pérolas: "Ninguém tem escrito na testa que é criminoso". Ou seja, se tivesse com a marca na testa, estaria justificada a saraivada de 80 balas contra ele, mesmo estando desarmado como estava.
Por uma dessas estranhas coincidências, no próximo dia 5 de maio, o presidente Jair Bolsonaro, através do seu Ministério da Defesa, condecorará com a Medalha da Vitória o advogado Paulo Henrique Pinto de Mello. O agraciado é ninguém menos que o advogado que defende o grupo de militares acusado pelo assassinato de Evaldo Rosa dos Santos. A medalha é dada a heróis de guerra e autores de feitos relevantes para o Exército. Pinto de Mello, além de advogado, é militar da reserva.
O Ministério da Defesa esclarece: a concessão da honraria já estava decidida antes do crime acontecer.


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PM-SP TEM 1º POLICIAL TRANSEXUAL EM QUASE 200 ANOS DE HISTÓRIA

Reprodução/G1

Pela primeira vez nos seus quase 200 anos de história, a Polícia Militar de São Paulo conta com um policial transexual. Emanoel Henrique Lunardi Ferreira, o soldado Henrique, trabalha em Ituverava, na região de Ribeirão Preto, a 420 km da capital paulista. Em 2018, a corporação reconhece ele como homem depois de ter entrado na PM como mulher dois anos antes.
"Eu entrei como mulher. Eu não sabia das questões transgênero. Eu não sabia sobre transição, nada a respeito. Então eu não sabia que era trans", afirma o policial Henrique ao G1.
Em 2016, procurou ajuda psicológica, porque ficava incomodado com o corpo de mulher. Durante a terapia acabou se descobrindo transexual.
No ano seguinte, o soldado passou a exigir ser tratado pelo gênero masculino. Depois pediu à PM para mudar o nome. O psicólogo militar ouviu Henrique e concordou em mudar os registros, o que demorou quase um ano para acontecer.
A capitã Cláudia Lança, chefe de comunicação social da PM em Franca, se pronunciou. "A PM, com isso, deseja mostrar que está aberta sim a acolher e a receber pessoas com identidades de gêneros diferente, com opções sexuais diversas", disse. "A Polícia Militar tem 188 anos e este é o primeiro caso de transexual. Temos casos de homossexuais na PM, mas de transexual é o primeiro caso".(247)


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APÓS MORTE DE CATADOR, MARGARIDA PROTESTA CONTRA A “IDIOTIA QUE GOVERNA O PAÍS”

Alex Ferreira - Câmara dos Deputados


A deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) lamentou a morte do catador Luciano Macedo, atingido  ao tentar ajudar a família de Evaldo Rosa, músico morto por militares no último dia 7, em Guadalupe, Zona Norte do município do Rio. A parlamentar também repudiou a declaração do presidente Jair Bolsonaro, do último dia 12 - para o chefe do Planalto, o Exército "não matou ninguém".
"Nossa solidariedade a família de Luciano Macedo. E nosso renovado protesto à idiotia que governa o país, que segue acreditando que o 'Exército não matou ninguém'", escreveu a parlamentar no Twitter.
O músico Evaldo Rosa foi morto após ser confundido com assaltantes. Agentes do Exército efetuaram 80 tiros contra o carro dele.(247)




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ASSASSINATO - Catador correu para salvar criança de carro fuzilado, diz viúva

  Por: AE
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O catador de papel Luciano Macedo, de 27 anos, morreu no início da manhã desta quinta-feira, 18, no Hospital Carlos Chagas, na zona norte, onde estava internado desde o último dia 7. Macedo foi atingido por três tiros nas costas por militares do Exército que mataram também, na mesma ação, o músico Evaldo Rosa, de 46 anos.

O carro de Evaldo, que levava o sogro, a mulher, o filho e uma amiga da família para um chá de bebê, foi atingido pelo Exército com 80 tiros. Supostamente, os militares confundiram o carro com o de um bandido. Ao tentar socorrer a família, Macedo acabou também sendo ferido. Nove militares estão presos. 

A viúva de Macedo, Daiane Horrara, de 27 anos, que está grávida de cinco meses e estava no local no dia do crime, contou que, quando o marido viu que havia uma criança no banco de trás do carro, correu para salvá-la e conseguiu tirá-la de dentro do veículo.

Na tarde do domingo, dia 7, a família seguia para um chá de bebê. Ao passar por uma patrulha de militares do Exército, em Guadalupe, na zona norte, o carro - supostamente confundido com o de bandidos - foi alvejado por mais de 80 tiros sem qualquer tentativa prévia de identificação dos passageiros.

Atingido, Evaldo caiu sobre o volante. Seu sogro, que estava no banco do carona e também foi ferido, conseguiu parar o carro. Foi então que a mulher de Evaldo, Luciana, que viajava no banco de trás com a amiga e a criança, saiu do carro correndo e gritando por socorro. Luciano e a mulher Daiana estavam na beira da via recolhendo pedaços de madeira para construir uma casa na comunidade vizinha. 

"Quando ele viu a mulher correndo e a criança no banco de trás do carro, ele saiu correndo e tirou a criança lá de dentro", contou Antonio Carlos Costa, da ONG Rio da Paz, que está dando apoio à família do catador e conversou com Daiana. "Ela (Daiana) me contou que ele era muito ligado em criança, por isso correu para salvá-la."

Ainda segundo o relato de Daiana, depois de deixar a criança a salvo, Luciano voltou ao carro para tentar socorrer Evaldo. Foi então atingido pelas costas com três tiros. Ele caiu no chão, agonizando, e chamou pela mulher. Daiana conta que o tirou do sol, arrastando-o para uma área de sombra. Um soldado do Exército se aproximou, fuzil em punho, e, em vez de socorrê-lo, ordenou a Daina que se afastasse do marido. 

"Foi como se tivessem me quebrado os dois braços e as duas pernas", comparou Daiane em seu depoimento a Antônio. "Ele era meu companheiro, meu amigo, fazia todas as minhas vontades, vivia beijando a minha barriga. Seu maior sonho era ver o rosto do filho."

Para Antonio Carlos, o Estado errou seguidas vezes no caso. "O tratamento que o Exército deu ao caso é lastimável", afirmou. "O Exército errou ao atirar em alguém que tentava ajudar uma família, errou ao ver a vítima em agonia no chão e não prestar socorro, e errou ainda ao ignorar o sofrimento da família", resumiu.

Atendimento
Naquele mesmo domingo, Luciano foi afinal levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, onde morreu na manhã desta quinta-feira, depois de ter sido submetido a uma cirurgia que, segundo o advogado João Tancredo, que está atendendo à família, não foi autorizada pelos parentes e acabou contribuindo para a sua morte. 

Havia ainda uma determinação judicial para transferir Luciano a um hospital com maiores condições de atendimento que não foi cumprida. "Os médicos fizeram uma cirurgia que não foi autorizada, quando já havia essa determinação de transferência que não foi cumprida pelo hospital", contou o advogado. "Isso não é só descaso, é assassinato. É lamentável que se trate pessoas assim porque são mais pobres, mais modestas. Não sei qual é a intenção dessas pessoas de fazer tanta maldade."

O advogado afirmou que pretende entrar na Justiça pedindo a execução imediata das multas fixadas pelo não cumprimento da determinação judicial. Além disso, vai representar contra o hospital que não acatou a decisão e contra os médicos que fizeram a cirurgia não autorizada. Posteriormente, Tancredo pretende pedir uma indenização para a família de Luciano e reparação por danos morais.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde informou que "o paciente apresentava estado de saúde gravíssimo desde a entrada na unidade, o que impossibilitava sua transferência". A nota sustenta ainda que "a secretaria reitera a confiança nos profissionais da unidade durante o caso e acredita que o atendimento precoce prestado ao paciente foi fator decisivo na busca para salvar a vida de Luciano, apesar da gravidade da lesão".

Antônio Carlos Costa e João Tancredo contaram também que em nenhum momento o Exército ofereceu ajuda para o tratamento de Luciano Macedo e ainda que militares teriam estado no hospital na última quarta-feira supostamente para colher um depoimento da vítima. Tanto a mulher de Luciano quanto a mãe dele, Aparecida Macedo, de 59 anos, teriam ficado assustadas com a presença dos militares.

"É uma vergonha que ninguém tenha procurado a família para oferecer o melhor atendimento hospitalar", assinala Costa. "Soldados do Exército entraram ontem no hospital sem expressarem nenhum interesse pela vida de Luciano e de sua família; estão todos muito decepcionados, machucados, sem saber o que fazer; a esposa e a mãe estão na casa de amigos, sem lugar para morar."

Segundo informações do Comando Militar do Leste (CML), a informação de que militares teriam ido ao hospital para colher um depoimento de Luciano não procede. "Conforme ofício encaminhado ao referido Hospital, foi solicitada apenas, por orientação do Ministério Público Militar, cópia do Boletim de Atendimento Médico do Sr. Luciano. Esse documento é necessário para consubstanciar as diligências ora em andamento, solicitadas pela Justiça Militar da União", informou o CML. 

A instituição informou ainda que um militar do CML já estaria em contato com representantes das famílias de Evaldo Rosa e Luciano Macedo para dar início a tratativas sobre eventual apoio material.




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FROTA É CONDENADO A INDENIZAR GIL POR INJÚRIA


Segundo o colunista Ancelmo Gois, do O Globo, a 9ª Câmara Cível do Rio condenou o ator pornô Alexandre Frota, hoje deputado federal pelo PSL de Jair Bolsonaro, a indenizar o cantor Gilberto Gil por injúria e ofensas raciais.
De acordo com o colunista, o relator da ação, o desembargador Luis Felipe Francisco, determinou que Frota pague uma indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil. 
"É que o atual deputado da bancada do ódio fez insinuações de racismo e comentários injuriosos contra Gil no Twitter, acusando o músico de 'não poder mais roubar os cofres públicos'", escreveu Anselmo.(247)


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RIO DE JANEIRO - Catador baleado por militares do Exército morre no Rio

  Por: Agência Brasil
Foto: Reprodução/Youtube
Foto: Reprodução/Youtube

O catador de material reciclável Luciano Macedo, baleado durante ação de militares em Guadalupe, na zona oeste do Rio de Janeiro, morreu na madrugada de hoje (18) depois de 11 dias internado. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, ele faleceu às 4h20, no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes.
 
Luciano foi baleado no dia 7 de abril, quando tentava ajudar o músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, que estava dentro de seu carro e havia sido atingido por diversos tiros disparados por militares do Exército. O músico morreu no local. Os militares também atingiram o sogro de Evaldo, Sérgio Araújo, que foi atingido nas costas, mas já recebeu alta hospitalar.
 
Em uma nota divulgada à imprensa, no dia da ocorrência, o Comando Militar do Leste disse apenas que um pedestre tinha sido atingido em um tiroteio, mas não assumiu a autoria dos tiros que atingiram o catador, apesar de ter assumido a responsabilidade pelos disparos que mataram Evaldo e feriram Sérgio.
 
Nove militares foram presos preventivamente por decisão da Justiça Militar depois que o Exército abriu investigação sobre o tiroteio, devido a inconsistências na versão dos militares envolvidos.

Transferência
Uma decisão judicial de 16 de abril determinou a transferência de Luciano Macedo para um hospital que tivesse mais estrutura para atender o caso.

Apesar disso, ele não foi transferido e, no dia seguinte, foi submetido a uma cirurgia. Uma nova decisão, de ontem (17), tinha reforçado a necessidade de transferência.




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