quarta-feira, 11 de março de 2026

Quaest divulga nova pesquisa nesta quarta-feira

 

Novo estudo sobre o cenário eleitoral será divulgado a partir das 14h

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil | Carlos Moura/Agência Senado)


A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest será divulgada nesta quarta-feira às 14h. O levantamento, que costuma medir percepções da opinião pública sobre o cenário político brasileiro, terá seus resultados apresentados em primeira mão na GloboNews.

O anúncio foi feito pelo cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, em publicação nas redes sociais. Em mensagem publicada na plataforma X, ele informou que participará da apresentação dos dados no programa Estúdio i, da GloboNews.

O questionário do instituto não se limitará às intenções de voto. A sondagem também abordará a percepção da população sobre a economia, a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o nível de confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro ponto incluído na pesquisa é o chamado caso envolvendo o Banco Master, que voltou ao centro do noticiário após a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. O levantamento será o primeiro realizado pelo instituto desde o episódio, o que pode oferecer um retrato atualizado da repercussão do tema entre os eleitores.

Cenário eleitoral apontado na última pesquisa

A rodada anterior da Quaest, divulgada em fevereiro, indicava vantagem do presidente Lula em todos os cenários simulados de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026. Na ocasião, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecia consolidado na segunda posição.

Foram testados sete cenários distintos, com até oito possíveis candidatos. Nos diferentes cenários apresentados, Lula registrava índices de intenção de voto que variavam entre 35% e 39%, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com percentuais entre 29% e 33%.

Oposição consolidada em torno de Flávio Bolsonaro

Na divulgação da pesquisa anterior, o diretor da Quaest, Felipe Nunes, avaliou o posicionamento do senador dentro do campo oposicionista. Segundo ele, os números indicavam uma consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro como principal nome da oposição para a disputa presidencial. - 247.


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ECONOMIA Litro da gasolina passa dos R$ 7,40 no Recife, e clientes reclamam da alta

 

Motoristas apresentam procura intensa pelo combustível na manhã desta quarta-feira (11)


                  Por Thalis Araújo/Folhape


Condutores de veículos motorizados foram pegos de surpresa com o reajuste no valor da gasolina, nesta quarta-feira (11).

No Recife, segundo dados Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro da gasolina, na primeira semana de março, custava R$ 6,66 em média. Agora, os valores passam dos R$ 7,40.

A equipe de reportagem da Folha de Pernambuco fez uma ronda em postos do Centro do Recife e da Zona Norte para averiguar de perto os preços e conferir a opinião dos clientes a respeito da alta nos valores.

No Posto Recife Antigo, que atende pela bandeira da Petrobras, a gasolina está custando R$ 7,45. O piloto por aplicativo José Carlos, de 48 anos, abasteceu o tanque completo da moto dele. O investimento foi de R$ 38. Em entrevista, ele criticou o aumento e disse que vai ter que desembolsar ainda mais dinheiro para manter o equipamento de trabalho.

"Infelizmente a gente precisa para trabalhar. O pai de família tem dívidas para pagar. É complicado, porque a gasolina aumenta, mas as corridas permanecem com o mesmo valor. A tendência é diminuir mais. O aplicativo tende a favorecer mais os clientes. É uma situação complicada. O rico fica mais rico e o pobre fica mais pobre. Com esse combustível vai dar para rodar de 100 a 150 quilômetros. Tem que ser otimista e dizer que tá tudo bem. Enquanto não pensarmos assim, não trabalharemos", declarou.

Mais para a frente, no posto Shell Avenida Norte, na altura da Encruzilhada, na Zona Norte da capital pernambucana, Felipe de Siqueira, 62, abastecia o carro. Ele é auxiliar administrativo e antes conseguia abastecer o carro com gasolina comum que custava R$ 6,59. Agora, encontra o produto nesse estabelecimento a R$ 7,49.

"Ontem eu vim aqui abastecer e estava a R$ 6,99. É um absurdo isso. Já está fora do comum. Ninguém tem a ver com assuntos exteriores. Quando o salário aumenta, tudo sobe e a inflação fica lá em cima. Não tem como viver enfrentando um absurdo desse", explicou.

No bairro do Rosarinho, também na Zona Norte, o posto Petrocal vende gasolina comum a R$ 7,58. O motorista de aplicativo Paulo Venâncio, de 44 anos, acha o valor absurdo e abusivo. Ele comparou a oscilação à época da pandemia de Covid-19, quando a gasolina chegou a ser comercializada a R$ 8,59.

"Está aumentando e a gente vai trabalhando como pode para trazer o pão e sustentar a família. Está difícil esse aumento dos impostos e a gente segue sendo prejudicado. Esse posto aqui ainda tá baixo. Tem outros que eu passei onde estavam com cinco ou dez centavos a mais. No final faz diferença. Muitas vezes, não vale a pena andar tanto e não ver oferta melhor", argumentou.

O que diz o Sindicombustíveis?
Procurado, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE) se pronunciou e, por meio do presidente, Alfredo Pinheiro Ramos, declarou que os últimos acontecimentos que envolvem o conflito entre Irã e Estados Unidos refletem sobre os altos preços da gasolina.

"Independente de anúncio da Petrobras, os valores são atualizados com o valor dos barris de petróleo e o dólar. Consequentemente, o barril de petróleo subiu. No mundo capitalista todos dependem do estoque e do caixa, que são o coração e o pulmão da empresa. As distribuidoras vendem aos postos e quem compra é a refinaria. Os postos são repassadores de preço. Mesmo sendo grande, um posto tem um estoque pequeno. Se ele vende mais barato do que repõe o estoque, vai terminar com dificuldades financeiras e se for para o banco é pior", explicou.

Por meio de nota, o Sindicombustíveis-PE alegou categoricamente que cerca de 60% a 65% do abastecimento depende de combustíveis importados e da refinaria Acelen, que fica na Região Metropolitana de Salvador, enquanto aproximadamente 40% vêm da Petrobras. Como Acelen e importadoras seguem diretamente o preço internacional do petróleo e a variação do dólar, qualquer alta nesses fatores impacta imediatamente o custo de reposição.

"A volatilidade do mercado internacional interfere diretamente no preço final nas bombas, e muitas vezes o posto acaba sendo chamado sozinho para dar explicações. O mais adequado seria também observar por quanto as distribuidoras compraram das refinarias e por quanto estão vendendo aos postos, pois é nessa cadeia que os preços são formados antes de chegar ao revendedor", complementa o sindicato.

O barril do petróleo chegou a custar US$ 120, o que, quando convertidos em reais, ficam na casa dos R$ 630. Na cotação desta quarta-feira está na casa dos US$ 89,52, cerca de R$ 470.

Cadê o Procon?
Também por meio de nota, o Procon Pernambuco afirmou que irá às ruas do estado para analisar possíveis repasses indevidos de aumentos no preço da gasolina ao consumidor. O órgão visa apurar se estabelecimentos reajustaram o valor dos combustíveis nas bombas antes mesmo de adquirirem novos estoques com preço atualizado junto às distribuidoras.

"Caso seja identificado que os estabelecimentos possu íam combustível em estoque adquirido por valores anteriores e, ainda assim, realizaram aumento de forma indiscriminada, a prática poderá ser considerada abusiva, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor. O Procon-PE reforça que seguirá monitorando o mercado de combustíveis para garantir transparência e proteger os consumidores pernambucanos contra práticas que possam prejudicar a população", promete o órgão fiscalizador.

Caso o consumidor se senta lesado, pode fazer uma denúncia no Procon-PE, por meio do e-mail denuncia@procon.pe.gov.br. Para maiores informações, a pessoa pode ligar para o 0800 282 1512.  A sede do Procon-PE fica na Rua Floriano Peixoto, 141, no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife.


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Lula e Flávio estão empatados com 41% no 2º turno, diz Quaest

 

No levantamento anterior, divulgado em fevereiro, Lula aparecia com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 38%

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Lula Marques/Agência Brasil)


Uma nova pesquisa eleitoral aponta um cenário de equilíbrio na disputa presidencial em um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento indica empate técnico entre os dois candidatos, cada um com 41% das intenções de voto.

Os números fazem parte de pesquisa realizada pelo instituto Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, que entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Empate após queda da vantagem de Lula

Os dados mostram que a vantagem do presidente Lula vinha diminuindo gradualmente desde o fim de 2025. Em dezembro, ele liderava o cenário contra Flávio Bolsonaro com uma diferença de 10 pontos percentuais.

Esse distanciamento caiu para sete pontos em janeiro, depois para cinco pontos em fevereiro e, agora, desapareceu, resultando no empate registrado na pesquisa mais recente.

No levantamento anterior, divulgado em fevereiro, Lula aparecia com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 38%.

No cenário atual de segundo turno, os números são os seguintes:

  • Lula: 41% (eram 43% em fevereiro e 45% em janeiro)

  • Flávio Bolsonaro: 41% (eram 38% em fevereiro e janeiro)

  • Indecisos: 2%

  • Branco, nulo ou não votariam: 16%

Disputa pelos eleitores independentes

A pesquisa também analisou o comportamento do eleitorado considerado independente — grupo que representa 32% do total de entrevistados e inclui pessoas que não se identificam como de direita, esquerda, lulistas ou bolsonaristas.

Entre esses eleitores, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente pela primeira vez. O senador registra 32%, enquanto Lula tem 27%.

Outros 36% dos entrevistados desse grupo afirmaram que preferem não votar nesse cenário.

No levantamento anterior, Lula liderava entre os independentes com 31%, contra 26% de Flávio Bolsonaro.

Como se trata de um recorte específico do eleitorado, a margem de erro desse segmento é maior que a da pesquisa geral.

Fidelidade entre bases políticas

O estudo também revela forte alinhamento entre candidatos e suas respectivas bases eleitorais.

Entre os eleitores que se declaram lulistas, Lula alcança 95% de apoio. Já entre os bolsonaristas, Flávio Bolsonaro registra 96% de preferência.

Índices de rejeição

Os índices de rejeição dos dois candidatos aparecem próximos. Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula, enquanto 55% dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro.

Na sondagem anterior, realizada em fevereiro, Lula tinha 54% de rejeição, enquanto o índice de Flávio Bolsonaro permanecia em 55%.

Considerando apenas os eleitores independentes, a rejeição é ainda maior:

  • Lula: 65%

  • Flávio Bolsonaro: 61%

Cenários com outros candidatos

O instituto Quaest também simulou outros cenários de segundo turno envolvendo Lula e diferentes adversários.

Nos demais confrontos testados, o presidente aparece à frente. A maior vantagem ocorre contra Aldo Rebelo (DC).

Confira os resultados:

Lula x Ratinho Júnior (PSD)

  • Lula: 42%

  • Ratinho Júnior: 33%

  • Indecisos: 3%

  • Branco/nulo/não votariam: 22%

Lula x Romeu Zema (Novo)

  • Lula: 44%

  • Romeu Zema: 34%

  • Indecisos: 3%

  • Branco/nulo/não votariam: 19%

Lula x Ronaldo Caiado (PSD)

  • Lula: 44%

  • Ronaldo Caiado: 32%

  • Indecisos: 3%

  • Branco/nulo/não votariam: 21%

Lula x Eduardo Leite (PSD)

  • Lula: 42%

  • Eduardo Leite: 26%

  • Indecisos: 3%

  • Branco/nulo/não votariam: 29%

Lula x Aldo Rebelo (DC)

  • Lula: 44%

  • Aldo Rebelo: 23%

  • Indecisos: 3%

  • Branco/nulo/não votariam: 30%

Lula x Renan Santos (Missão)

  • Lula: 43%

  • Renan Santos: 24%

  • Indecisos: 3%

  • Branco/nulo/não votariam: 30%

Percepção dos eleitores sobre os candidatos

A pesquisa também investigou a percepção dos eleitores sobre as características políticas de Lula e de Flávio Bolsonaro.

Quando questionados se Flávio é mais moderado que sua família, 48% responderam que não, enquanto 38% disseram que sim. Entre os eleitores bolsonaristas, 77% consideram o senador mais moderado, índice que chega a 63% entre eleitores de direita não bolsonaristas.

Entre os eleitores independentes, 53% afirmam que ele não é mais moderado que sua família.

No caso de Lula, 42% consideram que ele é mais moderado que o PT, enquanto 43% discordam dessa avaliação.

A pesquisa também mostra que 46% dos entrevistados classificam Lula como radical, enquanto o mesmo percentual discorda dessa afirmação.

Em relação a Flávio Bolsonaro, 45% consideram que ele é radical, e 44% dizem que não.

Avaliação sobre honestidade

Questionados sobre honestidade, 23% dos entrevistados afirmaram considerar Lula honesto, enquanto 69% disseram discordar dessa afirmação.

No caso de Flávio Bolsonaro, 26% o classificam como honesto, enquanto 62% afirmam que ele não é.

Avaliação do governo Lula

O levantamento também mediu a opinião sobre a continuidade do atual mandato presidencial.

Segundo a pesquisa, 59% dos entrevistados afirmam que Lula não merece outro mandato, percentual que era 57% no levantamento anterior.

Já 37% consideram que o presidente deveria continuar no cargo, ante 39% na pesquisa anterior.

A percepção sobre a situação do país também foi abordada. Para 58% dos entrevistados, o Brasil está indo na direção errada, enquanto 35% avaliam que o país segue no rumo correto. - 247.


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Petróleo Para tentar conter alta, 32 países decidem liberar 400 milhões de barris de reservas de petróleo

A medida ocorre em meio ao colapso dos fluxos energéticos pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global da commodity

            Estadão Conteúdo

O Oriente Médio responde por um terço da produção global de petróleo. (AFP/ Arquivos)

A Agência Internacional de Energia (AIE) informou nesta quarta-feira, 11, que seus 32 países-membros concordaram de forma unânime em liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais para o mercado, em resposta às interrupções de oferta provocadas pela guerra no Oriente Médio. A medida ocorre em meio ao colapso dos fluxos energéticos pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global da commodity.

Segundo comunicado da entidade, a decisão de adotar a ação coletiva foi tomada após reunião extraordinária, convocada para avaliar as condições do mercado diante do conflito na região. "Os desafios que estamos enfrentando no mercado de petróleo são sem precedentes em escala", afirmou o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol. Ele acrescentou que a resposta também precisou ter magnitude semelhante, destacando que "os mercados de petróleo são globais, portanto a resposta a grandes interrupções também precisa ser global".

Birol alertou que a guerra envolvendo o Irã tem potencial para provocar forte desestabilização no mercado energético.

De acordo com ele, os fluxos de petróleo e gás natural pelo Estreito de Ormuz praticamente cessaram, agravando o choque de oferta.

Em 2025, cerca de 20 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados passaram pelo Estreito - aproximadamente 25% do comércio marítimo global da commodity. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os volumes exportados pela rota caíram para menos de 10% dos níveis anteriores, forçando operadores na região a interromper ou reduzir significativamente a produção.

Birol ressaltou, no entanto, que a prioridade deve ser restabelecer o tráfego no Estreito. "Mais importante do que liberar reservas estratégicas é garantir novamente o fluxo de petróleo por Ormuz", declarou.

A AIE informou que os barris serão disponibilizados ao mercado conforme cronogramas definidos por cada país-membro e poderão ser complementados por outras medidas emergenciais.

Atualmente, os membros da agência detêm mais de 1,2 bilhão de barris em estoques estratégicos, além de cerca de 600 milhões mantidos pela indústria sob obrigação governamental. A iniciativa representa a sexta liberação coordenada da história da entidade, criada em 1974.



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Haddad avança para disputa em São Paulo e PT prepara ato político com Lula para lançar pré-candidatura

Evento previsto para 19 de março deve marcar entrada do ministro na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes

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03.03.2026 - Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante a abertura da 2º Conferência Nacional do Trabalho, no Teatro Celso Furtado. São Paulo - SP.

Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert)


O PT começou a organizar um ato político para anunciar a pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo, em um movimento que deve recolocar o ex-prefeito da capital paulista no centro da disputa estadual de 2026. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, a ideia é realizar o anúncio em uma agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado, no próximo dia 19 de março.

Embora Haddad e seus aliados ainda evitem confirmar publicamente a pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, as primeiras conversas sobre a estrutura política do projeto já começaram nesta semana. A definição da data do anúncio, segundo a reportagem, vem sendo tratada com discrição, enquanto o entorno do ministro atua para montar uma chapa competitiva e ampliar o arco de alianças no campo progressista.

O desenho inicial da chapa prevê a ministra do Planejamento, Simone Tebet, em uma das vagas ao Senado. Para isso, ela teria de transferir o domicílio eleitoral para São Paulo e deixar o MDB. A expectativa, de acordo com a informação publicada, é que ela se filie ao PSB, fortalecendo a composição de uma frente mais ampla em torno da candidatura de Haddad.

Nos bastidores, porém, não há consenso fechado sobre a segunda vaga ao Senado. Uma ala do PT defende o nome do ministro do Empreendedorismo, Márcio França, também filiado ao PSB. França, que já governou São Paulo, é apontado como um quadro com forte trânsito político no interior paulista e com ligação estreita ao vice-presidente Geraldo Alckmin, o que poderia ampliar o alcance eleitoral da chapa em regiões historicamente mais resistentes ao campo progressista.

Outra ala do partido, por sua vez, prefere ver a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ocupando essa segunda vaga. A divergência revela que, mais do que uma simples formalização de candidatura, o movimento em torno de Haddad envolve uma negociação ampla sobre alianças, identidade programática e equilíbrio político entre partidos e lideranças que compõem a base do governo federal.

Na terça-feira (10), Haddad reconheceu a complexidade do cenário paulista, mas evitou cravar sua entrada oficial na disputa. Ao comentar a conjuntura, afirmou que São Paulo “é sempre desafiador para o campo progressista”. A declaração reforça a leitura de que o ministro tem plena consciência das dificuldades eleitorais no estado, mas também sugere disposição para enfrentar uma disputa que o PT considera estratégica.

Ao ser questionado por jornalistas sobre a eventual candidatura contra o governador Tarcísio de Freitas, Haddad preferiu enfatizar o conteúdo político do debate. “O importante, em primeiro lugar, é qualificar a debate. É, por meio do contraditório, elevar o nível de debate, o nível das propostas e não deixar ninguém na zona de conforto”, respondeu.

A fala foi interpretada como um sinal claro de que o ministro pretende construir uma campanha ancorada em propostas e na confrontação programática com o atual governo paulista. Ao mesmo tempo, Haddad indicou que a definição da chapa ainda depende de entendimentos mais amplos com figuras centrais da coalizão governista.

“Não é só a candidatura, tem que ver o bloco de pessoas, o grupo de pessoas que vão compor a chapa”, declarou o ministro, ao mencionar que ainda haveria conversas pendentes com o presidente Lula, Geraldo Alckmin e Simone Tebet. A frase sintetiza o estágio atual da articulação: a candidatura está em preparação, mas seu lançamento depende da consolidação de uma engenharia política mais abrangente.

Além da montagem da chapa paulista, a possível saída de Haddad do Ministério da Fazenda também já movimenta Brasília. O ministro confirmou que deverá deixar o cargo na próxima semana, abrindo espaço para uma transição no comando da pasta em um momento ainda sensível para a condução da política econômica do governo.

Haddad indicou que seu secretário-executivo, Dario Durigan, é o nome mais cotado para assumir o ministério. Ao falar sobre o auxiliar, fez questão de destacar sua proximidade com o presidente e sua experiência administrativa. “O Dario [Durigan] tem uma relação muito boa com o presidente, muita confiança. E tem o domínio aqui do ministério há muitos anos. É um grande gestor público”, afirmou, observando, porém, que a prerrogativa da indicação cabe ao presidente Lula.

Durigan ocupa a secretaria-executiva da Fazenda desde o segundo semestre de 2023, quando substituiu Gabriel Galípolo, hoje presidente do Banco Central. Sua eventual ascensão ao comando do ministério seria vista como uma solução de continuidade, preservando a linha de gestão adotada por Haddad desde o início do atual governo.

A movimentação política em torno do ministro ocorre em meio a um cenário eleitoral ainda difícil para o PT em São Paulo. Pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana mostrou Haddad com 31% das intenções de voto para o governo estadual, 13 pontos percentuais atrás de Tarcísio de Freitas, que lidera em todos os cenários testados.

Apesar da vantagem do atual governador, o levantamento também indicou a possibilidade de segundo turno, elemento que anima setores do PT e reforça a avaliação de que Haddad ainda pode nacionalizar a disputa e aglutinar o campo progressista no maior colégio eleitoral do país. A leitura dentro do partido é que, mesmo diante de um favoritismo inicial de Tarcísio, a eleição está longe de ser decidida.

A resistência de Haddad em se lançar novamente a uma disputa majoritária vinha sendo explicada, em parte, pelo retrospecto recente. Em 2022, ele foi derrotado por Tarcísio na corrida pelo governo paulista. Antes disso, em 2018, perdeu a eleição presidencial para Jair Bolsonaro. Esses antecedentes alimentaram dúvidas sobre sua disposição de voltar às urnas em um cenário inicialmente adverso.

Ainda assim, a decisão do PT de preparar um ato político com o presidente Lula indica que o partido aposta no peso nacional de Haddad, em sua identificação com o governo federal e em sua capacidade de polarizar o debate com o atual governador. Mais do que uma candidatura individual, o que se desenha é a tentativa de organizar um palanque robusto para enfrentar a direita paulista e reposicionar o campo progressista no estado.

O anúncio previsto para 19 de março, caso seja confirmado, deverá funcionar como um marco na reorganização eleitoral do PT em São Paulo. Até lá, as negociações sobre os nomes ao Senado, o papel dos aliados e a sucessão na Fazenda seguirão no centro das conversas, em uma operação política que une São Paulo e Brasília em torno de uma mesma equação de poder. - 247.


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Novos ataques atingem navios no estreito de Ormuz; Irã reivindica ação

 

Três embarcações foram atingidas por projéteis na região estratégica; tripulantes desapareceram após explosão em cargueiro tailandês


Estreito de Ormuz (Foto: ROYAL THAI NAVY/Handout via REUTERS)

Três embarcações comerciais foram atingidas por projéteis no estreito de Ormuz nesta quarta-feira (11), ampliando a escalada de incidentes marítimos na região, tendo o Irã reivindicando ataque horas após a ação. Com os novos episódios, chega a pelo menos 14 o número de navios atingidos desde o início das hostilidades no Golfo. As informações foram divulgadas pela agência internacional de notícias Reuters.

O estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. Desde que Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, o tráfego de navios comerciais no local caiu drasticamente, afetando o escoamento de cerca de um quinto da produção global de petróleo e pressionando os preços da commodity para níveis não vistos desde 2022.

Um dos incidentes mais graves envolveu o cargueiro graneleiro Mayuree Naree, de bandeira tailandesa, que foi atingido por dois projéteis enquanto navegava pela região. O impacto provocou um incêndio e danos na casa de máquinas da embarcação.

Segundo comunicado da empresa Precious Shipping, operadora do navio, parte da tripulação conseguiu deixar o local com segurança, mas três tripulantes seguem desaparecidos e podem estar presos na sala de máquinas. Os demais 20 integrantes da tripulação foram evacuados com segurança e levados para terra firme em Omã.

Imagens divulgadas pela Marinha da Tailândia mostram grande quantidade de fumaça saindo da parte traseira da embarcação, evidenciando os danos provocados pelo ataque.

Em comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o navio foi alvo direto de forças iranianas, o que indicaria o primeiro engajamento militar direto da corporação contra embarcações comerciais desde o início da escalada de tensões.Paralelamente, dois outros navios também foram atingidos por projéteis na região, embora com danos considerados menores.

O navio porta-contêineres ONE Majesty, de bandeira japonesa, sofreu impactos a cerca de 25 milhas náuticas — aproximadamente 46 quilômetros — a noroeste de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos.De acordo com as empresas Mitsui O.S.K. Lines, proprietária da embarcação, e Ocean Network Express (ONE), responsável pelo fretamento, o navio estava ancorado no Golfo quando foi atingido.

Após inspeção no casco, foram identificados danos leves acima da linha d’água. Apesar do incidente, a tripulação permaneceu segura e a embarcação continua operacional.Outro ataque atingiu o navio graneleiro Star Gwyneth, registrado nas Ilhas Marshall e pertencente à empresa Star Bulk Carriers. A embarcação foi atingida por um projétil enquanto estava ancorada a cerca de 50 milhas a noroeste de Dubai.

Segundo a empresa de gestão de risco marítimo Vanguard, o impacto danificou parte do casco do navio, especificamente na área de carga. Não houve feridos entre os tripulantes e a embarcação não apresentou inclinação estrutural.

A Guarda Revolucionária iraniana também mencionou um quarto ataque em comunicado divulgado nesta quarta-feira, indicando que outra embarcação teria sido atingida por projéteis — geralmente associados ao uso de drones. No entanto, a Reuters informou que ainda não conseguiu confirmar de forma independente essa informação.

A escalada de ataques tem provocado preocupação crescente na indústria global de navegação. Empresas do setor têm solicitado escolta militar para atravessar o estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Marinha dos Estados Unidos tem recusado pedidos quase diários de escolta feitos por empresas de transporte marítimo desde o início do conflito, argumentando que os riscos de ataques são elevados neste momento.

Apesar disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está preparado para fornecer escolta naval quando necessário.

A Guarda Revolucionária iraniana, por sua vez, advertiu que qualquer embarcação que atravesse o estreito poderá se tornar alvo de ataques caso o conflito continue se intensificando. O governo norte-americano também sinalizou que poderá ampliar as ofensivas contra o Irã caso o país persista em tentar bloquear ou interferir na navegação na região. - 247.


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Irã acusa EUA e Israel de ataques a quase 10 mil alvos civis

 

Teerã afirma que ataques atingiram áreas residenciais, escolas e hospitais enquanto conflito se intensifica e já deixou mais de 1.300 mortos

      Conteúdo postado por:
         José Reinaldo
Equipes de resgate trabalham nos escombros de prédios residenciais após ataques aéreos em Teerã (Foto: Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano/Divulgação via Reuters)


A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã continua a se intensificar, com ataques atingindo múltiplos pontos do território iraniano e ampliando o risco de uma escalada regional. Autoridades de Teerã afirmam que quase 10 mil locais civis já foram atingidos desde o início da ofensiva, incluindo áreas residenciais, hospitais e escolas.

De acordo com informações divulgadas pela Al Jazeera, autoridades iranianas e correspondentes no país relatam uma sequência de ataques que têm atingido tanto instalações militares quanto infraestrutura civil na capital, Teerã, e em outras regiões do país.

Mortes e destruição

Segundo relatos locais, a capital iraniana tem enfrentado uma série contínua de bombardeios e ataques aéreos. Delegacias de polícia, quartéis militares e instalações ligadas ao setor petrolífero estão entre os alvos atingidos.

Áreas residenciais também foram impactadas. Escolas e hospitais aparecem entre os locais afetados, ampliando a preocupação com o impacto humanitário da guerra.

Dados recentes indicam que mais de 1.300 pessoas morreram desde o início da escalada militar.

Irã promete resposta a ataques

O porta-voz das Forças Armadas iranianas, Abolfazl Shekarchi, afirmou que o país responderá aos ataques que atingiram zonas residenciais.

Segundo a agência Defapress, o militar declarou que o Irã reagirá às ofensivas conduzidas por Estados Unidos e Israel contra áreas habitadas.

Nova ofensiva iraniana contra Israel

Autoridades iranianas informaram que o país realizou a 37ª onda de ataques retaliatórios contra alvos israelenses.Segundo os relatos, os bombardeios duraram cerca de três horas e envolveram o míssil hipersônico Khorramshahr-4, também conhecido como Kheibar, descrito por Teerã como uma de suas armas mais avançadas.

Os ataques teriam atingido alvos em Tel Aviv, incluindo um centro de comunicações por satélite, além de instalações militares em Jerusalém e outros locais associados aos Estados Unidos na região.

Para analistas e autoridades locais, a sequência de ações militares indica que o cenário está distante de qualquer processo de desescalada.

Tensão se espalha

Os efeitos da guerra também são sentidos em outros países do Oriente Médio. Em Doha, no Catar, interceptações de drones tornaram-se cada vez mais frequentes.

Explosões causadas pela destruição desses dispositivos no ar passaram a fazer parte da rotina local, ocorrendo em diferentes momentos do dia após alertas de defesa aérea.

Incidentes marítimos

A tensão no Golfo Pérsico também atingiu rotas estratégicas de navegação. As forças militares do Reino Unido informaram que um navio de carga pegou fogo no Estreito de Ormuz após ser atingido por um projétil de origem desconhecida.

A tripulação iniciou a evacuação da embarcação e solicitou assistência.

Em território iraniano, autoridades afirmaram que um drone atribuído aos Estados Unidos e a Israel foi abatido na cidade de Kerman, localizada na região central do país.

Alerta energético global

O conflito também provoca preocupação nos mercados internacionais de energia. A Agência Internacional de Energia (IEA) iniciou discussões com diversos países sobre a possibilidade de liberar reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços do petróleo.

A Coreia do Sul confirmou que participa das conversas, embora ainda não tenha definido qual posição adotará.

Incidente no Catar

Mais cedo, o Ministério da Defesa do Catar informou que um ataque com míssil foi interceptado pelas defesas do país. Posteriormente, as autoridades afirmaram que “a ameaça à segurança foi eliminada e a situação voltou ao normal”.

O episódio evidencia como a guerra dos EUA e Israel contra o Irã amplia o risco de instabilidade em todo o Oriente Médio, com impactos que já se estendem para a segurança regional, o comércio marítimo e os mercados globais de energia. - 247.


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BENEFÍCIO Governo Lula antecipa pagamento do Bolsa Família para antes do segundo turno

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social, trata-se de medida preventiva para mitigar os efeitos do El Niño sobre as famílias classif...