domingo, 8 de março de 2026

Ataque a escola de meninas no Irã expõe horrores da guerra

 Mulheres e meninas iranianas sofrem o impacto do conflito


                   Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil

O ataque a uma escola de meninas iranianas causou a morte de 168 crianças ( AFPAMIRHOSSEIN KHORGOOEI / ISNA / AFP)

O ataque a uma escola de meninas iranianas, que causou a morte de 168 crianças, marcou o primeiro dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no último sábado (28). A tragédia expõe os horrores que o conflito no Oriente Médio pode produzir e seus impactos na vida de menina e mulheres nestes países. 

Uma multidão vestida de preto compareceu ao velório das crianças, ocorrido na terça-feira (3). As imagens das valas abertas para receber os caixões enfileirados, acompanhados por milhares de pessoas, correu o mundo.

Durante décadas, as violações de direitos humanos no Irã, inclusive contra as mulheres, foram usadas por potências ocidentais para justificar o isolamento internacional de Teerã, alvo de sanções econômicas que contribuíram para fragilizar sua economia. 

Em nome de uma suposta "libertação" do povo iraniano do regime dos aiatolás, um dos primeiros alvos de EUA e Israel nesta nova ofensiva foi justamente uma escola de educação infantil feminina na cidade de Minab, no sul do país persa. Além das dezenas de meninas mortas, mais de 90 crianças ficaram feridas. O caso aconteceu pela manhã, enquanto as alunas estavam em aula, segundo a agência de notícias.


Ataque contra uma escola primária para meninas no sul do Irã — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O ataque a uma escola de meninas iranianas causou a morte de 168 crianças (AFP PHOTO / IRANIAN PRESS CENTER)


A socióloga Berenice Bento, professora da Universidade de Brasília (UnB) que estuda as relações de gênero no mundo muçulmano, afirma que o ataque revela justamente que a guerra não tem relação com direitos humanos ou democracia.

Em razão do regime do país, as mulheres sofrem uma série de restrições no Irã, como o uso obrigatório do véu (hijab) para cobrir os cabelos, além de impedimentos para viagem e mobilidade, que geralmente precisam de autorização dos pais ou maridos. O desrespeito aos códigos é duramente punido pela chamada polícia da moralidade, ou Patrulha de Orientação da República Islâmica do Irã.

A jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh, doutora em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que mulheres iranianas lutam há décadas por seus direitos e destaca, em especial, o movimento Mulher, Vida e Liberdade. Ele foi criado em 2022 após a morte da estudante Mahsa Amini, detida em um protesto e espancada pela Patrulha de Orientação,

“Mulheres iranianas organizaram um grande movimento, em 2022, o Mulher, Vida e Liberdade e seguem em luta há décadas. O povo iraniano, os povos árabes, o povo palestino devem decidir seu destino, não os EUA e Israel”, comentou.

A história de luta das mulheres iranianas inclui vítimas de prisões e condenações por sua militância. Uma delas é a advogada e ativista Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023 “pela sua luta contra a opressão das mulheres”.

Narges está atualmente presa no Irã, condenada a 7 anos e meio de reclusão por “conspiração”, segundo seu advogado. Mas, a socióloga Berenice Bento reafirma que a mobilização das mulheres no Irã não pede intervenção externa.

“Quando você analisa as manifestações que aconteceram, nenhuma está dizendo que quer a volta da monarquia, ou que os Estados Unidos  e Israel vá libertá-las. Nunca. O que você tem é uma sociedade que está lutando”, ponderou.

Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações do Mundo Árabe, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS), a professora Natália Ochôa explica que há um olhar do mundo Ocidental para a necessidade de salvar a mulher muçulmana que, no episódio da escola, foi o alvo. 

"Mulheres muçulmanas vistas e retratadas como oprimidas e sem capacidade de agência precisariam da salvação de mulheres ocidentais, sendo estas últimas o grande exemplo de liberdade a ser seguido. Ora, se um desses pilares é a educação, por que então logo uma escola de meninas, onde elas são alfabetizadas e aprendem sobre seus direitos, é um dos primeiros espaços a se tornarem alvos desses ataques? Se elas precisam de salvação, por que a última coisa que tem sido feita é salvá-las?", questiona a pesquisadora em artigo. 

Mulher durante o funeral das vítimas da escola de Minab. - Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA/ Reuters/ reprodução

Apesar dos problemas da República Islâmica, a especialista pondera que houve avanços sociais nos últimos 47 anos. Dados do Banco Mundial e da Unesco apontam que a alfabetização das mulheres passou de cerca de 30%, nos anos 1970, para cerca de 85%, nos anos 2000.

A participação das mulheres iranianas nas universidades subiu de 33%, na década de 1970, para cerca de 60%, nos anos 2000. Por outro lado, a participação delas no mercado de trabalho segue reduzida, algo em torno de 15% a 20% do total das pessoas empregadas.

Autoria do ataque

O ataque à escola de meninas de Minab foi condenado pela comunidade internacional e o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do ocorrido.

Estados Unidos e Israel não reconheceram ainda a autoria do ataque. A Casa Branca diz que está investigando o caso. Já Israel informou que não encontraram “nenhuma ligação” do ataque com as operações militares de Tel Aviv.

Berenice Bento cita a chamada Doutrina Dahiya, do exército israelense, que se baseia na destruição em larga escala de habitações e estrutura, para argumentar que o ataque deve ter sido intencional.

“Com o ataque à escola, eles estão querendo dizer não vão deixar pedra sob pedra. É destruir tudo. Para que a própria população civil, diante daquela destruição, se coloque contra o poder local. Eles destruíram Gaza inteira para fazer com que a população de Gaza se posicione contra o Hamas”, avaliou.

O nome da doutrina faz referência ao bairro Dahiya, zona densamente povoada de Beirute, no Líbano, onde o Hezbollah tinha uma das suas bases, e que foi amplamente bombardeado por Israel na guerra do Líbano de 2006.

A jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh, doutora em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (USP), avalia que o ataque às escolas, hospitais e infraestrutura civil em Gaza abriu espaço para novos crimes em outros países do Oriente Médio.Para Misleh, as mulheres da região não precisam ser “salvas”, e sim de apoio e solidariedade.

O jornal norte-americano New York Times (NYT), após analisar imagens de satélites, publicações nas redes sociais e vídeos verificados, indica que a escola foi severamente danificada por ataque de precisão, que ocorreu simultaneamente a ofensivas dos EUA a uma base naval da Guarda Revolucionária Islâmica. 

“As declarações oficiais de que as forças americanas estavam atacando alvos navais perto do Estreito de Ormuz, onde está localizada a base da Guarda Revolucionária Islâmica, sugerem que eles provavelmente foram as responsáveis ​​pelo ataque”, avaliou o NYT.

Levando em consideração a proximidade da escola em relação ao objetivo militar, o major-general português Agostinho Costa avalia que o bombardeio pode ter sido um erro de alvo.

“Já estive em locais submetidos a ataques com mísseis Tomahawk podendo constatar que a margem de erro existe”, comentou o especialista em segurança e geopolítica.

 

O que o novo Datafolha mostra realmente

 

Leitura mais cuidadosa da pesquisa indica que Lula mantém liderança estrutural e entra na disputa de 2026 com vantagem política e eleitoral consistente

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A nova pesquisa do instituto Datafolha sobre a eleição presidencial de 2026, publicada neste sábado, foi rapidamente apresentada por alguns analistas e pelo “mancheteiro” do UOL/Folha como sinal de alerta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O argumento é simples: o senador Flávio Bolsonaro teria crescido e agora aparece tecnicamente empatado com Lula em um eventual segundo turno. Mas uma leitura mais cuidadosa dos números aponta para uma interpretação bem diferente — e, na verdade, bastante positiva para o atual presidente.

No cenário de segundo turno testado pelo Datafolha, Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro. A diferença de três pontos configura empate técnico dentro da margem de erro, mas o dado central permanece: Lula continua numericamente à frente.

Mais importante do que isso é observar a estrutura da disputa. No primeiro turno, Lula mantém liderança consistente em todos os cenários testados, com 38% e 39% das intenções de voto, conforme o cenário, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 32% e 34%. Ou seja: mesmo após a consolidação de sua candidatura no campo bolsonarista, o senador ainda aparece alguns pontos atrás.

Quando se olha para a dinâmica eleitoral brasileira, esse tipo de quadro costuma indicar algo bastante claro: o jogo já está majoritariamente definido.

Se Lula parte de algo próximo a 40% e o principal adversário da direita aparece pouco acima de 30%, o espaço real de disputa eleitoral fica restrito a uma faixa relativamente pequena do eleitorado. Em termos práticos, significa que algo em torno de 20% dos eleitores está efetivamente em disputa entre os dois polos políticos.

É justamente nesse terreno que as campanhas eleitorais produzem seus efeitos.

E nesse ponto o presidente Lula possui uma vantagem estrutural importante. Para uma parcela significativa desses eleitores ainda indecisos ou voláteis, o atual presidente representa algo muito valorizado em períodos de incerteza: estabilidade na vida cotidiana. Em um país marcado por crises políticas recentes, essa percepção tende a pesar mais do que discursos de confronto permanente.

Enquanto isso, o campo bolsonarista enfrenta um desafio mais complexo. O senador Flávio Bolsonaro tenta construir uma imagem própria, menos marcada pelos conflitos que caracterizaram o período do governo de seu pai. Mas campanhas eleitorais raramente permitem reinvenções completas de biografia. Esse verniz que está sendo buscado impor à imagem de Flávio será trincado.

À medida que o debate eleitoral avançar, as tentativas de reconstrução de imagem inevitavelmente serão confrontadas com episódios do passado político do senador. As rachadinhas, Queiroz e imóveis comprados com dinheiro vivo virão à tona. Em disputas polarizadas, a narrativa sobre trajetória e credibilidade, que sustentam a história que está sendo vendida, pesa mais do que propostas programáticas.

Nesse contexto, a atual diferença registrada pela pesquisa tende a ganhar outro significado. Se hoje Lula aparece três pontos à frente dentro da margem de erro, é plausível imaginar que, com a campanha em andamento e com maior exposição das biografias dos candidatos, essa vantagem se consolide.

Historicamente, eleições brasileiras mostram que, quando um candidato chega à campanha com liderança consistente e base eleitoral consolidada, a tendência é que a disputa se estabilize com pequena vantagem para quem já ocupa a dianteira.

Por isso, longe de indicar fragilidade, os números do Datafolha devem ser lidos como sinal de um cenário relativamente favorável ao atual presidente. O campo oposicionista conseguiu organizar um nome (ou melhor, sobrenome) competitivo, mas ainda precisa demonstrar capacidade de ampliar seu eleitorado para além do núcleo bolsonarista. E não vejo que isso acontecerá.

Se a campanha seguir essa lógica, não seria surpreendente que a disputa termine com uma diferença semelhante à registrada em outras eleições recentes: algo em torno de cinco pontos percentuais de vantagem para Lula.

Em política, pesquisas não são fotografia do resultado. Mas elas indicam tendências. E a tendência que emerge dessa nova rodada do Datafolha é a de uma eleição disputada — porém ainda com o atual presidente chegando alguns passos à frente.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.


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Em pronunciamento, Lula anuncia medidas contra feminicídio e defende mais proteção às mulheres no Brasil

 

Presidente apresenta ações de segurança, igualdade salarial e combate à violência doméstica no país


Em pronunciamento, Lula anuncia medidas contra feminicídio e defende mais proteção às mulheres no Brasil (Foto: PR/Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez neste sábado (7) um pronunciamento em razão do Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8). Na fala, o chefe de Estado destacou a gravidade da violência contra mulheres no Brasil, anunciou novas medidas de enfrentamento ao feminicídio e defendeu avanços em direitos sociais e trabalhistas.

Lula afirmou que a violência de gênero permanece como um dos principais desafios do país e citou dados alarmantes sobre assassinatos de mulheres.

“O Brasil precisa começar encarando a realidade, por mais dura que ela seja. A cada seis horas, um homem mata uma mulher no Brasil”, afirmou o presidente. Segundo ele, cada feminicídio resulta de uma sequência de violências cotidianas. “Cada feminicídio é o resultado de uma soma de violências diárias, silenciosas, naturalizadas”, disse.

O presidente também ressaltou que a maioria dessas agressões ocorre dentro do ambiente doméstico. “A maioria esmagadora dessas agressões acontece dentro de casa, no ambiente que deveria ser de proteção”, afirmou.

Pacto contra o feminicídio e operações policiais

Durante o discurso, Lula mencionou o lançamento do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, assinado em fevereiro com participação dos três Poderes. O objetivo é ampliar ações de prevenção e repressão à violência de gênero.

Entre as medidas anunciadas está um mutirão nacional para cumprimento de mandados de prisão contra agressores. “Um mutirão do Ministério da Justiça, em parceria com os governos dos estados, para prender mais de dois mil agressores de mulheres que não podem e não vão continuar em liberdade”, declarou Lula.

O presidente também indicou novas operações e reforçou o compromisso do governo com a responsabilização dos agressores. “Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos, sim, meter a colher”, afirmou.

Entre as iniciativas previstas estão o rastreamento eletrônico de agressores com vítimas sob medida protetiva, ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e fortalecimento das Procuradorias da Mulher.

O governo também anunciou a criação do Centro Integrado da Segurança Pública, que reunirá dados e sistemas de monitoramento de agressores.

“A regra é clara: quem agride mulher não pode andar por aí como se nada tivesse acontecido”, disse o presidente.

Ampliação de serviços de proteção

Lula afirmou ainda que o governo pretende ampliar a rede de atendimento às vítimas de violência doméstica. A proposta inclui a expansão de unidades dos Centros de Referência e das Casas da Mulher Brasileira, que oferecem acolhimento, assistência jurídica e serviços sociais para mulheres e seus filhos.

O presidente também abordou desigualdades no mercado de trabalho e destacou a lei que garante igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

“Para as mulheres, todo dia é um dia de luta”, afirmou. Ele citou ainda a necessidade de discutir mudanças nas condições de trabalho. “Está na hora de acabar com a escala 6x1, pois significará mais tempo com a família, mais tempo para estudar, descansar e viver.”

Programas sociais e impacto nas famílias

No pronunciamento, Lula mencionou políticas públicas que, segundo ele, têm impacto direto na vida das mulheres. Entre elas, citou o Bolsa Família, o Farmácia Popular, o Minha Casa, Minha Vida e novos programas como Pé-de-Meia, Gás do Povo e Luz do Povo.

Também destacou a ampliação do programa de distribuição gratuita de absorventes e a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

O presidente ainda criticou o avanço de plataformas de apostas digitais no país, apontando consequências para as famílias.

“Embora a maioria dos viciados sejam homens, a conta recai sobre as mulheres. É o dinheiro da comida, do aluguel, da escola das crianças que desaparece na tela do celular”, disse.

Ele defendeu medidas contra esse tipo de atividade on-line. “Os cassinos são proibidos no Brasil. Não faz sentido permitir que os Jogos do Tigrinho entrem nas casas, endividando as famílias pelo celular.”

Segurança de mulheres na internet

Lula também abordou a violência contra mulheres nas redes sociais e o impacto do discurso de ódio no ambiente digital.

“O discurso de ódio nas redes violenta, difama, incentiva a agressão contra as mulheres e meninas e afasta lideranças femininas da vida pública”, afirmou.

Segundo o presidente, o Estatuto Digital das Crianças e Adolescentes (ECA Digital) entrará em vigor na próxima semana, ampliando a proteção de menores na internet. Ele também indicou que novas medidas voltadas à segurança digital de mulheres e meninas serão anunciadas ao longo do mês.

Ao encerrar o pronunciamento, Lula defendeu mudanças estruturais na sociedade brasileira. “O Brasil que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam. É um país onde elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar, empreender e prosperar.”

O presidente concluiu com um apelo sobre a gravidade da violência de gênero no país. “Porque quando uma mulher é violentada, é o Brasil que sangra. E nós não aceitaremos mais sangrar em silêncio.” (247)

Conteúdo postado por: Luis Mauro Filho


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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Incêndio de grandes proporções atinge colégio centenário em Santa Maria (RS)

 

Em rede social, o prefeito de Santa Maria, Rodrigo Decimo (PSD), afirmou que está acompanhamento o caso.


                                Por Estadão Conteúdo


Um incêndio de grandes proporções atinge o centenário Colégio Marista Santa Maria, no município homônimo do interior do Rio Grande do Sul. Por enquanto, não há informações sobre feridos e se pessoas estavam dentro do imóvel no momento do início do fogo.

Vídeos compartilhados em redes sociais mostram que o incêndio pode ser visto a quadras de distância, com uma grande nuvem escura. O combate às chamas está em andamento.

Em rede social, o prefeito de Santa Maria, Rodrigo Decimo (PSD), afirmou que está acompanhamento o caso. "A Prefeitura já colocou toda a sua estrutura à disposição, incluindo a Defesa Civil, para auxiliar no que for necessário. Nossa prioridade é a segurança de todos", destacou.

Fundada há 120 anos, a tradicional escola é localizada na Rua Floriano Peixoto, no centro da cidade.

Políticos gaúchos lamentaram o caso. O deputado federal Paulo Pimenta (PT) destacou que envolve uma "escola que faz parte da história da cidade e da formação de gerações de santa-marienses" "Que todos estejam bem e que a situação seja plenamente controlada o quanto antes", completou.

A deputada federal, Fernanda Melchionna (PSOL) também lamentou a situação. "É fundamental que as investigações sobre as causas do incêndio sejam conduzidas com agilidade, transparência e rigor, para que se esclareçam os fatos, se apurem responsabilidades e se evitem novas ocorrências semelhantes", defendeu.


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Polícia do Paraguai entrega Silvinei Vasques à PF

Ex-diretor da PRF e condenado pelo STF será transferido para Brasília

                           André Richter - Repórter da Agência Brasil

 Polícia do Paraguai/Divulgação


O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques já está sob custódia da Polícia Federal (PF). 

Vasques foi detido nesta sexta-feira (26), no Paraguai, ao tentar embarcar para El Salvador com um passaporte falso.

Por volta das 20h, o ex-diretor foi levado pela polícia paraguaia para a fronteira com o Brasil e entregue a agentes da PF na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Ciudad del Leste. Ele deve ser transferido para Brasília nas próximas horas. 

Condenado a 24 anos e 6 meses de prisão na ação penal do Núcleo 2 da trama golpista, o ex-diretor cumpria prisão domiciliar, mas rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu para o país vizinho para evitar o cumprimento da pena. A fuga ocorreu na madrugada de Natal.

Após ser informado sobre a fuga, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do ex-diretor.

De acordo com a PF, a tornozeleira parou de emitir sinal de GPS por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (25). Em seguida, agentes foram ao apartamento do ex-diretor, localizado em São José (SC), e constataram que ele não estava na residência. 

Após verificarem o sistema de câmeras do prédio, os agentes concluíram que ele esteve no apartamento até as 19h22 da véspera de Natal, na quarta-feira (24).

As imagens do circuito interno de TV mostraram Vasques colocando bolsas no porta-malas de um carro. Ele usava uma calça de moletom preta, camiseta cinza e um boné preto.

Ele também levou um cachorro da raça Pitbull, ração e tapetes higiênicos durante a fuga. 


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

A "Revelação do Ano" para a música brasileira

Tilene, como é conhecida passou a usar este pseudônimo como nome artístico, e este ano ela já registrou sua Coletânea nº 2: Um Passo à Frente, com 14 músicas e a Coletânea nº 3 está sendo concluída para registro.

 

Compositora:Tilene

"Às vezes, nos deparamos com uma pessoa que nos faz parar o scroll e observar com atenção. Foi exatamente o que aconteceu quando conheci mais um novo trabalho da professora Tilene. Hoje, quero compartilhar com vocês não apenas uma nova estética educacional pedagógica, mas um novo talento que promete renovar o cenário da musica Brasileira”.

Quando me refiro ao cenário da música popular brasileira, significa dizer que ela tem uma grande chance de se realizar profissionalmente como compositora e ser reconhecida profissionalmente a nível nacional.

Peço encarecidamente a todos que divulguem essa matéria, para que possa chegar ao conhecimento dos grandes nomes da musica popular brasileira, independente do seu estilo de musica.

Uma coisa é certa, ela tem a capacidade de compor vários estilos. 


Por: Tilene

O Despertar de um Dom

Compor é algo que me acompanha por toda vida. Quando era estudante do ensino fundamental, na minha infância e adolescência, já apresentava os trabalhos escolares através de músicas, poemas, paródias, etc. Esta prática acompanhou minha vida profissional, pois no trabalho, as homenagens, datas comemorativas e eventos, geralmente têm composições minhas presentes. Mas o despertar para entender que recebi um dom e que poderia fazer dele algo bem maior, aconteceu em 2021, quando participando de uma celebração e ouvindo a Parábola dos Talentos (Mt. 25, 14-30) eu comecei a refletir se estava enterrando ou fazendo meu dom dar frutos.

Com este despertar, comecei a escrever as músicas e percebi que mesmo com aquela habilidade ainda pouco explorada, eu era capaz de escrever belas canções e dar a elas melodias em diferentes ritmos. foi aí que em 2023 registrei minha 1ª Coletânea que chamei de Repertório da Vida, porque as 30 músicas nela presentes, trazia muitas histórias das minhas vivências.

Quando chamo de dom a habilidade de compor, é devido a facilidade com que coloco uma história numa canção. Não sou aquela compositora que só compõe quando vem uma inspiração, com estudos desenvolvi técnicas que me fazem criar um roteiro a partir de um tema e, com este roteiro, componho as canções de modo que com poucas frases possa passar a essência de uma mensagem. Mas, como acontece com qualquer artista, coloco nas minhas músicas valores que são muito presentes nas minhas experiências de vida, como valores religiosos, familiares, ensinamentos por ser educadora, etc. Quem ouve minhas músicas vai encontrar muito desses valores, mas vai encontrar também histórias de sofrências amorosas, por ser este um estilo bem moderno e comercial no meio musical. Gosto também do estilo sertanejo, do pop rock, de um xote dançante, de louvores religiosos, assim componho bastante seguindo estes ritmos.

Tenho desenvolvido técnicas que me ajudam a tornar as composições mais modernas e atrativas,  tipo usar frases mais universais distribuídas em três partes principais da música, parte A, B e refrão, e assim passar a mensagem com uma letra mais enxuta, xplorar as diferentes entonações das notas musicais e diferentes métricas, evitando melodias lineares e cansativas, usar gatilhos e sacadas na construção da letra para que o comum seja dito de forma criativa e surpreendente; ou seja, mesmo tendo um dom, ele precisa ser aprimorado com estudos e dedicação e tenho me dedicado bastante.

Como sou conhecida por todos pelo apelido de Tilene, passei a usar este pseudônimo como nome artístico e é com este nome que registro e divulgo minhas músicas.

Este ano registrei a Coletânea nº 2: Um Passo à Frente, com 14 músicas e a Coletânea nº 3 está sendo concluída para registro.

O meu desafio atual é dar visibilidade ao meu trabalho e encontrar os artistas certos para interpretar minhas canções.  Hoje já consigo fazer as guias de divulgação através de guieiros que fui conhecendo através dos cursos de compositores que tenho participado.

Convido todos a apreciarem o meu trabalho e viajarem nas diferentes histórias e mensagens que vou espalhando através da música. Algumas delas estão postas nas minhas redes sociais: 

https://www.facebook.com/tilene.gomes.5,https://www.instagram.com/_dom_criativo/,https://www.youtube.com/@Tilenecompositora. curtam, comentem, salvem, compartilhem. 

 

 

Lula inaugura ponte em Foz do Iguaçu e critica quem constrói “muros”

 Entrada em operação ocorrerá de forma gradual


                               Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil

Ricardo Stuckert/PR

Na inauguração da ponte Internacional da Integração Brasil-Paraguai, em Foz do Iguaçu, no Paraná, na fronteira com o país vizinho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou que há países que, ao invés de pontes, constroem muros. “Tem gente querendo fazer guerra para não permitir que o outro passe pro seu lado. Nós aqui, sul-americanos, paraguaios e brasileiros, queremos dizer ao mundo que nós somos da paz”.

A Ponte da Integração tem 760 metros de extensão e um vão-livre de 470 metros, o maior do continente, além de duas pistas simples com 3,6 metros de largura cada. A ponte liga Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Presidente Franco.

Lula disse que o presidente do Paraguai, Santiago Peña, vai inaugurar a parte da obra no país vizinho no sábado (20). O presidente brasileiro garantiu as presenças de equipes da  Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Receita Federal. Ele explicou que a implementação gradual do tráfego tem relação com a infraestrutura do lado paraguaio. 

Lula afirmou que há entusiasmo pelos dois países porque a via vai possibilitar o incremento do comércio. “Vão transitar bilhões de dólares de interesse da economia brasileira e de interesse da economia paraguaia”, afirmou Lula.

Investimento 

A estrutura do tipo estaiada é sustentada por duas torres de 190 metros de altura, o equivalente a edifícios de aproximadamente 54 andares. A obra, que contou com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), teve investimento de R$ 1,9 bilhão dos dois países e terá o tráfego liberado de forma gradual. Nessa primeira fase, para caminhões sem carga nos dois sentidos.

A obra financiada pelo governo brasileiro foi com recursos da Itaipu Binacional na ordem de R$ 712 milhões. Desse total, R$ 372 milhões foram destinados à construção da ponte estaiada, enquanto R$ 340 milhões foram aplicados nas obras da Perimetral Leste até novembro de 2025. 

O governo explicou que o modelo foi tripartite, com a participação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) como órgão proprietário. O governo do Paraná foi o executor e Itaipu Binacional, como responsável pelo repasse dos recursos.

A estrutura tornou-se prioridade estratégica, integrada ao PAC, em 2012. Foram lançados os editais de licitação em 2012 e 2014, além da condução de todo o processo de licenciamento ambiental e projetos de engenharia que resultaram na licença ambiental emitida pelo Ibama em fevereiro de 2017. 

Após a estruturação institucional que definiu Itaipu como agente financiador em 2018, a construção teve início em 2019 até a conclusão física, em outubro de 2023.

O evento marcou a entrega da segunda ligação viária sobre o Rio Paraná entre as duas nações, seis décadas depois da inauguração da Ponte da Amizade. Hoje, a única conexão viária entre os dois países na região recebe um fluxo diário de 100 mil pessoas e 45 mil veículos, segundo a Receita Federal.


Foz do Iguaçu (PR), 19/12/2025 - Abertura da Ponte da Integração Brasil–Paraguai. Nova Aduana Brasil–Paraguai. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Ponte da Integração Brasil–Paraguai - Foto: Ricardo Stuckert/PR

A nova rodovia reorganiza o fluxo de veículos pesados na região, contribui para a mobilidade urbana e a segurança viária. Com 14,7 quilômetros de extensão, a via conecta a BR-277 à ponte, desviando o tráfego de caminhões do centro urbano de Foz do Iguaçu. 

Segundo o governo federal, a entrada em operação ocorrerá de forma gradual para garantir a segurança e a adaptação dos órgãos de fiscalização. Na etapa inicial, a travessia será apenas para caminhões descarregados, conhecidos como “em lastro”, seguindo horários específicos coordenados pela Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal. 

Os ônibus de turismo fretados serão autorizados a trafegar "em breve". A liberação total para veículos de carga está prevista para ocorrer entre o fim de 2026 e o início de 2027, condicionada à conclusão do Corredor Metropolitano del Este, no lado paraguaio, que garantirá a plena infraestrutura de acesso.


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Saiba quando começa a valer o fim da escala 6x1

  PEC foi promulgada hoje; prazo é de 60 dias                                           Agência Brasil Marcello Casal jr/Agência Brasil Em s...