segunda-feira, 17 de abril de 2017

Feiras livres de Petrolina passam a contar com reforço na segurança


Desde o último final de semana as feiras livres de Petrolina passaram a contar com um novo esquema de segurança, o que deve garantir a tranquilidade de quem gosta de comprar nesses locais. A solicitação foi feita pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Agrário ao 5° Batalhão de Polícia Militar (BPM), que reforçou o patrulhamento ostensivo nas feiras da cidade.
A operação ‘Feira Segura’ teve início nas festividades de Páscoa, onde o fluxo de consumidores aumentou, mas segue até o final do mês. De acordo com Tony César, coordenador das feiras livres, a ação tem o objetivo de prevenir danos e aumentar a segurança dos comerciantes e dos consumidores para realizar suas compras.
A ação será realizada nas feiras dos bairros Areia Branca, José e Maria, Cohab Massangano, São Gonçalo, Ouro Preto e João de Deus. O reforço policial nesses locais ainda conta com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM). As informações são da assessoria da PMP. (Foto/divulgação) (Britto).

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Queimadas: Dono de boate é autuado por vender bebidas alcoólicas a menores


O proprietário de uma boate na zona rural de Queimadas (BA), norte do Estado, foi detido por policiais da 1ª Companhia do 6° BPM de Senhor do Bonfim, na noite de ontem (16). Ele é acusado de comercializar bebidas alcóolicas a menores de idade.
O fato aconteceu no Povoado de Espanta Galo. O proprietário do estabelecimento foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil (DPC) local, onde foi autuado em flagrante. (Britto).

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Acidente na avenida Boa Viagem deixa um morto

Motorista perdeu o controle do veículo, que saiu da pista e bateu em uma placa

Acidente aconteceu na avenida Boa Viagem
Acidente aconteceu na avenida Boa ViagemFoto: Cortesia

Uma mulher morreu em um acidente na avenida Boa Viagem na madrugada desta segunda-feira (17). De acordo com a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), o veículo saiu da pista e se chocou com uma placa na calçada da via.

O órgão foi acionado às 4h49, quando os agentes chegaram o condutor do automóvel já estava em óbito. O acidente aconteceu nas proximidades do Parque Dona Lindu. O trânsito na área já foi normalizado. (Folhape).


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Doze pessoas feridas com ácido em discoteca de Londres

Incidente aconteceu em Mangle, um clube na zona nordeste da capital, onde se encontravam 600 pessoas aproveitando o feriadão da semana santa

Londres
LondresFoto: Solarcentury
Doze pessoas ficaram feridas, duas delas com gravidade, na madrugada desta segunda-feira (17) em um clube noturno de Londres depois de serem atingidas por uma substância ácida, segundo as autoridades locais.

O incidente aconteceu em Mangle, um clube na zona nordeste da capital, onde se encontravam 600 pessoas aproveitando o feriadão da semana santa.

Os investigadores acreditam que uma briga entre dois grupos de pessoas se desencadeou no clube, levando um homem a pulverizar uma substância tóxica sobre os outros presentes, em sua maioria na faixa dos 20 anos, indicou a Scotland Yard em um comunicado.

Duas pessoas se encontram em estado grave e as outras 10 vítimas foram tratadas por ferimentos leves.

Nenhuma detenção foi feita e a investigação prossegue, embora as autoridades sigam a pista de uma briga de gangues, descartando, em um primeiro momento, uma ação terrorista.

Segundo um porta-voz dos bombeiros, os testes de PH realizados com o líquido jogado contra as pessoas revelaram uma substância ácida.

Ao citar dados da polícia, a BBC informou no mês passado que houve um notável aumento de ataque com ácido em Londres nos últimos anos, com 454 casos registrados em 2016, frente aos 261 de 2015. (Folhape).


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PF alerta sobre perigos de jogo que tem levado a automutilação e suicídio

Desafio "Baleia Azul" começou na Rússia, em 2015. Três mortes que ocorreram no Brasil são investigadas; veja orientações da PF
O desafio começou na Rússia, em 2015, quando uma jovem de 15 anos tirou a própria vida
O desafio começou na Rússia, em 2015, quando uma jovem de 15 anos tirou a própria vidaFoto: Divulgação/Polícia Federal
A investigação de mortes de adolescentes relacionadas ao jogo "Baleia Azul" em três estados brasileiros motivou alerta, nesta segunda-feira (17), aos pais das crianças, que são os principais alvos. O jogo começou na Rússia e vem se alastrando por todo o mundo. No Brasil, três casos são investigados pela Polícia Civil. No Mato Grosso, uma menina foi encontrada morta em uma represa com sinais de mutilação nas mãos. Em Minas Gerais, um menino morreu de overdose de remédios após publicar comentários sobre o jogo no WhatsApp. Na Paraíba, a polícia investiga uma classe inteira de alunos que praticaram automutilação por conta do jogo.

O chefe de comunicação social da Polícia Federal (PF), Giovani Santoro, explicou que os alvos são, especialmente, crianças com idades entre 11 e 17 anos. “Essas crianças são atraídas principalmente nas redes sociais, como Facebook e até grupos fechados no WhatsApp e em uma rede social Russa que tem 33 milhões de usuários, a "VK". Eles pegam informações como gostos e preferências pessoais e passam a intimidar essas crianças forçando elas a fazer essas 50 tarefas que o jogo impõe. Com informações sobre itinerários de parentes dessas crianças eles fazem ameaças, dizem que se eles não entrarem nesse desafio os parentes correrão risco de morte e aquela criança seria responsável por não ter finalizado o jogo”, detalhou. 

Santoro explicou que, entre as tarefas impostas no desafio, estão a determinação de que os jovens assistam filmes de terror por horas, que saiam de casa na madrugada, se mutilem e registrem tudo. Por último, eles ordenam que os participantes tirem a própria vida. 

Confira as recomendações da Polícia Federal:


O jogo Baleia Azul

A referência do nome do jogo não é por acaso. As baleias são popularmente conhecidas por comportamento suicida ao forçarem o encalhe na praia. Uma das teorias é a “hipótese do integrante doente”, quando uma baleia doente procura águas rasas e tranquilas em busca de segurança, outras baleias a seguem e acabam encalhadas também.

Tudo na internet se espalha muito rápido, mesmo as coisas mais inacreditáveis. Neste caso não é diferente. O fenômeno ganhou visibilidade e vem se alastrando pelo mundo e tudo começou na Rússia, em 2015, quando uma jovem de 15 anos tirou a própria vida; dias depois, uma adolescente de 14 anos, Rina Palenkova, cometeu suicídio na cidade de Ussuriysk. Depois de investigar as causas, a polícia ligou os fatos a um grupo que participava de um desafio com 50 missões, sendo a última delas acabar com a própria vida. A partir daí aconteceram cerca de 130 suicídios de crianças ocorridos na Rússia de novembro de 2015 a abril de 2016 e que de acordo com eles, quase todos eram membros do mesmo grupo na Internet. 

Causas do suicídio

As autoridades dizem que as causas principais são amor não correspondido, problemas familiares, dificuldades na escola, luto na família, saúde mental, falta de oportunidades, desemprego e abuso de drogas.

Cibercriminosos coagem adolescentes

Jogos com apelos de riscos letais têm virado moda entre os adolescentes como o jogo da asfixia, desafio do sal e gelo e jogo da fada. Os adolescentes e pré-adolescentes estão em uma fase em que ainda não percebem as consequências de seus atos. E esse jogo pode atrair não só aqueles em situação vulnerável, mas também outros, pela sedução da emoção que os desafios propõem. Pessoas fragilizadas por eventos traumáticos, isoladas emocionalmente, que possuem dificuldade em confiar ou que se sentem cobradas e exigidas em demasia são mais propensas a desenvolver quadros depressivos que as tornam alvos fáceis para esse tipo de manipulação. Então, utilizando-se da inocência, da paranoia e da neurose de suas vítimas fazem elas a acreditar que estão à mercê dos administradores; 

As vítimas

Normalmente, os alvos dos criminosos são crianças e adolescentes, já que são facilmente impressionáveis e por isso são coagidas a participar do jogo no Facebook ou Whatsapp em virtude de terem acesso ao banco de dados do Serasa e Cadastro Nacional (com dados pessoais como nome completo, escola em que estuda, média de notas escolares, cidade, endereço, IP e nome de amigos próximos) onde passam a assustar as vítimas menores de idade ao mostrar dados pessoais e fazer ameaças. A criança se sente pressionada e amedrontada e passa a interagir com eles! As ameaças de seguem com perguntas tais como: “Desenhe uma baleia com estilete no braço, depois tire uma foto quando estiver sangrando e me envie. Você, seus amigos e sua família correm perigo, espero que você salve a eles. Dez minutos para a conclusão, fico no aguardo."

Fragilidade

Através de informações pessoais deixadas pela própria criança como problemas em casa, brigas com os pais, notas baixas na escola, tristeza por ter acabado um namoro, morte na família – então eles se aproveitam desta fragilidade sentimental para incentivar a participar do jogo! Acontece que esses cibercriminosos estão entrando em grupos até de autoajuda, de superação da depressão, discussão sobre transtorno de ansiedade generalizada e aconselhamento pró-vida no Facebook para encontrar e atacar suas vítimas.

Onde se joga

Através de links em grupos contidos no Facebook, numa rede social russa chamada VK atualmente com mais de 33 milhões de usuários ou até mesmo em grupos do Whatsapp criados para essa finalidade.

Como se joga

Os adolescentes são previamente selecionados para participar de 50 desafios macabros, onde alguém por trás da tela (curador-é a pessoa que convida os jovens para o jogo e comanda e entrega os desafios para serem cumpridos o tempo todo) manipula e dá as ordens para serem cumpridas pelo jogador. As tarefas que incluem escrever frases e fazer desenhos com lâminas na palma da mão e nos braços e com queimaduras, bater fotos assistindo a filmes de terror de madrugada, ficar doente, subir no alto de um telhado ou edifício, escutar músicas depressivas, na última "missão" tirar a própria vida. 
Vítimas no Brasil
Houve vítima em ao menos em três Estados brasileiros: Mato Grosso e Minas Gerais (com mortes de uma menina em uma represa e de um menino de overdose de remédios - indícios de cortes no braço e no Whatsapp comentários sobre o jogo, respectivamente) e na Paraíba (a Polícia Militar está investigando casos em que uma classe de alunos já estariam no procedimento de mutilação). 
Como se proteger
1- Denuncie nos grupos. Se você perceber algum amigo postando fotos e mensagens estranhas nas redes sociais, talvez ele esteja jogando o “Baleia Azul”, não ignore, denuncie. O próprio Facebook possui ferramentas de denúncia.

2- Você poderá lavrar um boletim de ocorrência em uma delegacia e caso você tenha acesso às conversas trocadas entre o mentor e o jogador, pode comparecer a um cartório de notas onde será lavrada uma ata notarial, dando fé pública ao conteúdo das mensagens (essa ata será importante fonte de prova caso as mensagens sejam apagadas).
Alerta aos pais

1 - Os pais devem atrair a confiança dos filhos através do diálogo franco e aberto sem qualquer tipo de repressão para que no primeiro sinal de perigo a criança possa sentir-se à vontade e procurar sua ajuda, confidenciando-lhes o que está acontecendo; 

2 - Observe o comportamento estranhos dos filhos tais como isolamento, tristeza aguda, decepção amorosa, comportamentos depressivos, atitudes suicidas;

3 - Preste atenção no corpo de seu filho se não existe sinais de mutilação ou queimaduras e se ele de repente está usando camisas de mangas compridas para evitar a exposição de tais marcas;

4 - Há tempo para tudo. Evite que seus filhos fiquem expostos há altas horas na internet e assistindo filmes na televisão pela madrugada. 

5 - Observe se ele não está saindo de casa escondido em horários pela madrugada com o objetivo de cumprir tarefas impostas pelo jogo;

6 - Os pais devem supervisionar os acessos dos filhos de uma forma discreta; A vida moderna exige que os pais tenham pelo menos conhecimento básico de internet – peça ao seu filho para ser adicionado nas redes sociais deles, fazendo isso você poderá saber o que está se passando com ele e com quem eles estão interagindo. Caso os pais não tenha idade para aprender a conviver com este mundo virtual eles devem delegar tal tarefa para um parente mais próximo (irmão, primo, sobrinho) a quem o adolescente seja próximo e confie; 

7 - Quando possível deixe o computador num local comum e visível da casa; 

8 - Se vetar alguma página explique as razões e os perigos da rede; 

9 - Evitar expor informações particulares e de dados pessoais em demasia: (telefones, endereços, CPF, horário que sai de casa e para onde está indo, localização acessível o tempo todo, etc);

10 - Evitar colocar fotos tais como: locais onde frequenta (clubes, teatros, igrejas), carros (a placa localiza o endereço), casa (mostra onde a pessoa mora); 

11. - Nunca incluir desconhecidos nos contatos; 

Outras formas de obter ajuda

1 - Também as escolas devem colocar o assunto em pauta e incorporar no currículo, cada vez mais, a educação para a valorização da vida, o respeito pela vida dos outros e o uso consciente das mídias e tecnologias.

1 - E, por fim, não custa lembrar que o CVV (Centro de Valorização da Vida) presta um serviço incrível por meio do telefone 141 e você sempre pode buscar órgãos apropriados como a SaferNet e autoridades locais.

Tipificação penal

A conduta dos mentores do Baleia Azul é criminosa. "Induzir (criar a ideia de suicídio em alguém), instigar (incentivar alguém que já estava pensando em suicídio) ou auxiliar (ajudar materialmente o suicida) o suicídio de outra pessoa é crime, de acordo com o artigo 122 do Código Penal, punido com pena de 02 a 06 anos de prisão caso o suicídio se consuma ou de 01 a 03 anos de prisão caso a tentativa de suicídio resulte em lesão corporal grave. Caso tais pessoas sejam menores, as condutas criminosas que praticarem entram como ato infracional, estando sujeitos às penalidades instituídas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A indenização cível deverá ser paga pelos seus responsáveis legais.(Folhape).


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Temer diz a rádio que não vai demitir ministros com base em delações


"Quando houver provas robustas, pela hipótese da denúncia, 
daí começo a tomar providências", disse
Temer
TemerFoto: Divulgação
Em entrevista à rádio Jovem Pan na manhã desta segunda (17), o presidente Michel Temer (PMDB) afirmou que não irá pedir o afastamento de ministros com base nas delações de executivos da Odebrecht, tornadas públicas na semana passada.

"Não vou demitir ou exonerar simplesmente porque alguém falou de outro. Quando houver provas robustas, pela hipótese da denúncia, daí começo a tomar providências", disse.

A fala reitera o critério de "linha de corte" anunciado por Temer em entrevista a jornalistas. No início do ano, o peemedebista afirmou que só iria pedir o afastamento temporário de um ministro em caso de denúncia e só iria demiti-lo caso se tornasse réu.

"É preciso indagar a respeito do que A falou de B. Depois, o Ministério Público pede inquérito judicial, como está sendo pedido. Depois é que virá, eventualmente, a denúncia. Se vier, a simples denúncia não significa culpabilidade, mas que há fortíssimos elementos de que aquela delação é correta."

Sobre o andamento dos processos, o presidente comentou que prevê que as denúncias sejam formalizadas ainda neste ano, a despeito do grande volume de pedidos de inquéritos feitos ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República.
C
itou a petição da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Supremo, noticiada pela coluna "Painel", do jornal Folha de S.Paulo, desta segunda (17). A entidade pede que o tribunal agilize o trâmite dos processos da Lava Jato, convocando juízes auxiliares.

"O Supremo vai agilizar, o MP vai agilizar com essas provocações", disse Temer.

'Desagradável'

Temer voltou a negar que tenha cometido irregularidades -como o fez em entrevista à TV Band, no sábado (15), e disse que o efeito das delações é "desagradável porque se trata de uma mentira".

Também tentou minimizar o impacto político da divulgação das colaborações da Odebrecht com a Lava Jato.

"Devo dizer que não pode prejudicar a governabilidade. A tendência é dizer que o governo vai parar, mas o governo não pode parar", afirmou. "Digo que não vamos parar. Ainda ontem fizemos uma reunião, exata e precisamente para que não se altere a governabilidade", afirmou.

Questionado se estaria participando de um pacto com outros caciques, como Lula (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em prol da sobrevivência política de seus grupos, após o impacto da Lava Jato, o presidente disse que "não tem conversa nessa direção".

Citou a nota de FHC, que também negou a articulação em rede social no domingo (16).

Comentou que a aproximação com os ex-presidentes se deu quando ele e FHC visitaram Lula em janeiro no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para prestar solidariedade ao petista em razão da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

"Nessa ocasião, ele [Lula] disse: 'Olha, precisamos conversar sobre reforma política."

Temer afirmou que, sobre a reforma, "quem sabe" trabalharia com o tucano e o petista, "mas apenas sobre esse tópico".

"Não participo e jamais fui perguntado se gostaria de fazer [um acordão]."

Investigação

O ministro Edson Fachin determinou a abertura de inquérito contra oito ministros do governo Michel Temer (PMDB), 24 senadores e 39 deputados federais. Serão abertas 76 investigações pedidas pela Procuradoria-Geral da República após as delações da Odebrecht.

Entre os citados estão os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB). Dois dos principais aliados de Temer, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secreraria-Geral), também estão na lista, que abrange ainda os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, do PMDB, e Aécio Neves (PSDB).

No total a relação tem 98 nomes e inclui três governadores e um ministro do Tribunal de Contas da União. Algumas suspeitas da Procuradoria são corrupção, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, fraude e cartel. Fachin remeteu 201 outros casos a tribunais de instâncias inferiores envolvendo citados sem foro no Supremo -entre os mencionados estão os ex-presidentes Lula, Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso.

Os inquéritos iniciam longo trâmite. Investigarão o teor das delações, que precisarão de provas adicionais para tornar-se efetivas. Ainda há as fases de denúncia e do processo, com ampla defesa, antes do julgamento. (Folhape).


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domingo, 16 de abril de 2017

PF indicia mais de 60 pessoas investigadas na Operação Carne Fraca


A Polícia Federal (PF) indiciou 63 pessoas investigadas pela Operação Carne Fraca. O inquérito policial da superintendência da PF no Paraná, entregue ontem (15) à Justiça Federal do Paraná, apontou que existem provas e indícios suficientes de cometimento de várias infrações previstas no Código Penal.
Os indiciados deverão responder pelos crimes de advocacia administrativa, concussão, corrupção passiva, crime contra a ordem econômica, emprego de processo proibido ou de substância não permitida, falsidade de atestado médico, falsidade, corrupção, adulteração de substância ou produtos alimentícios, organização criminosa, peculato, prevaricação, uso de documento falso e violação de sigilo funcional.
Entre os indiciados estão agentes de inspeção sanitária, fiscais agropecuários federais, chefes de unidades de inspeção, proprietários e funcionários de frigoríficos e representantes regionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Ainda segundo o relatório, foram indiciados somente os investigados que foram presos preventivamente. Ainda há fatos em apuração que poderão resultar no indiciamento de outros investigados soltos, mas que estão ligados às condutas analisadas.
De acordo com o relatório da PF, “os indícios e provas colhidos ao longo da Operação permitem concluir pela existência de uma organização criminosa atuante dentro da estrutura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tanto no Estado do Paraná como em outros Estados, há fortes evidências das mesmas práticas nefastas pelo menos nos estados de Goiás e Minas Gerais”, diz trecho do documento.
Operação
A operação Carne Fraca foi deflagrada em 17 de março com o objetivo de apurar prática de crimes de corrução por agentes públicos responsáveis pelo trabalho de fiscalização e controle da qualidade e segurança alimentar de produtos agropecuários.
Segundo a PF, fiscais agropecuários recebiam propina de empresas para liberar a emissão de certificados sanitários sem a fiscalização efetiva da carne. A partir da troca de favores entre empresários e os fiscais, o esquema permitia a comercialização de produtos com várias irregularidades, como prazo de validade vencido e uso de substâncias para adulterar a qualidade da carne.
Ao todo, foram expedidos na Operação Carne Fraca 27 mandados judiciais de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão. Ao todo, 21 frigoríficos são investigados na operação. Além disso, o Ministério da Agricultura afastou 33 fiscais de suas atividades. O processo tramita sob sigilo na 14ª Vara Federal, em Curitiba. (EBC).


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UM RECORDE HISTÓRICO: 4.585.045 DE VISUALIZAÇÕES DE PÁGINAS!

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