segunda-feira, 19 de outubro de 2026

ELEIÇÕES 2026 Quadro de Janones é estável e há expectativa de alta nas próximas 48h, dizem os médicos

De acordo com o boletim, Janones está "clinicamente estável" e sem novos episódios de arritmia desde a internação

Janones foi internado no início da madrugada desta segunda-feira (19) (Ed Alves/CB/D.A Press)

O deputado federal André Janones (Rede-MG) permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star em São Paulo, após apresentar um episódio de arritmia cardíaca, informa boletim médico do hospital divulgado nas redes sociais do deputado na tarde desta segunda-feira (19). A expectativa é de alta nas próximas 48 horas.

De acordo com o boletim, Janones está "clinicamente estável" e sem novos episódios de arritmia desde a internação. "A evolução clínica é favorável, com expectativa de alta hospitalar nas próximas 48 horas, caso sejam mantidas as atuais condições de estabilidade", diz ainda o boletim. O documento é assinado pelos médicos Ludhmila Hajjar, Paulo Marcelo Gehm Hoff e Daniel Favarão Del Negro.

Janones foi internado no início da madrugada desta segunda-feira (19) após participar do debate presidencial Band/Estadão entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e senador Flávio Bolsonaro (PL).

Janones, que coordena a criação e a administração do canal "Exército do Lula", de apoiadores do presidente, esteve com a comitiva do PT nos estúdios da emissora. Ao longo de todo o debate, o deputado enviou mensagens no canal orientando os apoiadores a como agir nas redes sociais. A última mensagem enviada pelo deputado aconteceu à 0h40 desta segunda-feira.


BLOG DO BILL NOTICIAS


saúde Agricultura confirma foco de doença de Newcastle em Santa Catarina

 

Estabelecimento avícola de perus foi interditado


                         Por Agência Brasil e Agência O Globo
Registro de um foco da doença de Newcastle aconteceu em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. - Foto: CNA/Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o registro de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina.


A existência do foco foi confirmada no domingo (18).


O ministério informou que o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves.

Além disso, a pasta esclareceu que medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

A ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, a cargo da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc), e confirmada por análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP). 

O laboratório é reconhecido pela OMSA como de referência internacional para o diagnóstico da doença.

“O Mapa ressalta que, apesar da necessidade de adoção de medidas sanitárias para controlar a ocorrência, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações”, disse o ministério.

Nenhuma das cerca de 6 mil aves da granja apresentou sinais clínicos. As amostras foram colhidas em 21 de setembro. Um resultado preliminar, em 14 de outubro, indicou possibilidade de infecção, e a confirmação saiu no dia 18.

O governo informou que notificou a OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária. 

O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Rafael Requião, disse que não recebeu qualquer informação sobre a suspensão das exportações brasileiras por conta do foco da doença.

"Ainda não temos nada objetivo a informar [sobre suspensão de exportações]", afirmou.

Pelo protocolo sanitário firmado com a China, o Brasil é obrigado a suspender por conta própria as exportações de carne de aves ao país asiático, principal destino do frango brasileiro.

Segundo o ministério, o vírus já circula no país entre aves silvestres. A granja foi interditada e a movimentação de aves, suspensa. Os perus serão sacrificados, e as instalações passarão por limpeza e desinfecção, conforme o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. A zona de restrição, de cerca de 10 quilômetros, abrange os quatro municípios da portaria e 133 granjas sob monitoramento.

 É o primeiro registro da doença em criação comercial no país desde julho de 2024, que ocorreu em uma granja de frangos de corte em Anta Gorda (RS). 

O governo suspendeu preventivamente a certificação de exportação para 44 países. A China reabriu o mercado ao frango brasileiro em 12 de agosto daquele ano, mas manteve o Rio Grande do Sul de fora.

Os frigoríficos gaúchos só voltaram a ser habilitados em janeiro de 2026, cerca de um ano e meio depois.

Na bolsa, a MBRF, dona da Sadia e maior exportadora de frango do país, fechou em queda de 4,43%, a R$ 18,14. As ações da JBS, dona da Seara, também caíram.


BLOG DO BILL NOTICIAS

Lula diz que vai entregar amanhã ao TSE pedido de abertura de sigilo

 Candidato participou de ato em Porto Alegre

                         Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil 

Ricardo Stuckert/Lula Oficial



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição (PT), disse que vai entregar nesta terça-feira (20) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para quebra de seu sigilo telefônico e bancário e de sua família.

Lula também desafiou, o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), a abrir seu sigilo bancário e fiscal. O desafio foi feito nesta segunda-feira (19) em Porto Alegre onde Lula participou de um ato no Centro Histórico da cidade.

“Eu vou entregar isso amanhã, no Tribunal Eleitoral, na expectativa de que o candidato adversário apresente a abertura do seu sigilo, das suas empresas e da sua família. E por que que eu estou fazendo isso? Porque é preciso de uma vez por toda acabar com a história de ladrão ficar chamando gente honesta de ladrão”, disse.

Lula afirmou ainda que resolveu entregar o pedido de abertura dos cinco filhos – Fábio Luís, Lurian, Marcos, Sandro e Luis Claudio – devido ao fato de que em todas as disputas eleitorais ter sofrido com informações falsas e especulações a respeito da honra da sua família. "Fiz questão de colocar meus cinco filhos porque toda eleição se inventa uma coisa contra minha família e eu resolvi não ficar quieto". 

O desafio foi feito por Lula durante um pronunciamento à imprensa antes do ato, no centro de Porto Alegre. O tema surgiu durante o debate presidencial realizado no domingo (18), quando Lula questionou o patrimônio informado por Flávio Bolsonaro e propôs a abertura das contas bancárias e sigilos telefônicos dos dois candidatos para análise antes da eleição.

“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, emendou. “Eu vou entregar na expectativa que ele entregue a dele e eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue, para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão neste país”, desafiou.

O ato, na tarde desta segunda-feira, reuniu milhares de apoiadores de Lula, que se concentraram no Largo dos Açorianos, localizado entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico. De lá, Lula participou de uma caminhada pela Avenida Borges de Medeiros até o centro. Durante o percurso, Lula escreveu em um cartaz a frase "abre o sigilo Flávio".


BLOG DO BILL NOTICIAS

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

ESCALA 6X1 Congresso promulga emenda do fim da 6x1; escala 5x2 começa em 60 dias

 

PEC foi aprovada no Senado na quarta por 75 votos contra 1


Congresso promulga emenda do fim da 6x1; escala 5x2 começa em 60 dias - Foto: Ricardo Stuckert

O Congresso Nacional promulgou, nesta sexta-feira (16), a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que põe fim à escala de seis dias de trabalho e apenas um de descanso (6x1) no Brasil e prevê a escala 5x2, com duas folgas por semana, para todos os trabalhadores do Brasil dentro de dois meses.

A emenda ainda prevê uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses.

Nascida a partir de pressão das ruas e atendendo a uma demanda história dos trabalhadores e sindicatos, a proposta teve a tramitação concluída na última quarta-feira (14) no Senado, com 75 votos favoráveis contra 1, do ex-vice-presidente e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Apoiada pelo governo, a votação contou com apoio também da oposição, que era contra a PEC e tentava impedir a votação nesta semana. Após a sessão ter sido marcada, no entanto, a oposição liberou a bancada, que votou majoritariamente pelo fim da 6x1.

Entenda a nova emenda 
A nova regra institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Tudo isso sem redução salarial. Clique aqui e entenda a PEC.

O texto permite, por outro lado, compensar o sábado ou domingo trabalhados no caso de categorias com jornadas especiais. O número de folgas remuneradas, no entanto, deve ser mantido em duas por semana, em média, gozadas obrigatoriamente no mesmo mês.

A PEC ainda permite jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebem, atualmente, igual ou acima de R$ 21.188,87, desde que mantida a escala 5x2. Nesses casos, a negociação direta entre patrão e trabalhador deve definir a duração do trabalho.

A proposta prevê que lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias de mitigação dos impactos da redução da jornada para os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

Transição
A implementação da redução da jornada de 44 para 40 horas terá uma transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada.

Para todos os demais trabalhadores, as empresas terão que garantir a escala 5x2 em até 60 dias a contados a partir de hoje, assim como a redução da jornada para 42 horas semanais.

Doze meses após essa primeira redução, a jornada cai para 40 horas.

No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço.

Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana.

Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em cinco dias na semana. Para trabalhar mais horas, é necessário pagamento de hora-extra.

Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6x1:

·         escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);

·         redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)

·         jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5x2 (em 14 meses).

Acordos coletivos
A Emenda Constitucional permite ainda, excepcionalmente, e mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, que seja estabelecido regime compensatório que permita escala diferente da 5x2.

Nesses casos, os trabalhadores precisam ser compensados no mesmo “mês-calendário”, garantindo “o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Ou seja, um trabalhador pode fazer ainda a escala 6x1, desde que prevista em acordo coletivo. Nesse caso, o dia trabalhado a mais terá que ser compensado com uma folga dentro do mesmo mês. Ao final desse mês, ele terá que ter gozado, na média, o equivalente a duas folgas remuneradas por semana.

Em outro parágrafo, a Emenda permite que uma lei posterior pode prever regimes diferentes para duração do trabalho e dias de repouso, desde que respeitados os limites de 40 horas semanais e dois dias de repouso remunerado por semana.

Terceirizados do Estado
As empresas que prestam serviços para o Estado terão prazo de 12 meses após promulgação da emenda, e não 60 dias como as demais, para acabar com a escala 6x1 dos empregados.

A nova jornada passará a valer no momento da formalização do aditamento do contrato das empresas com o poder público. Porém, os contratos aditados após 60 dias da promulgação da emenda já terão que observar a nova jornada de trabalho instituída pela PEC.


BLOG DO BILL NOTICIAS

Justiça torna réus 12 ex-diretores da Americanas por fraude bilionária

Decisão envolve rombo contábil de R$ 20 bilhões, inclui ex-CEO Miguel Gutierrez e abre ação penal por manipulação de mercado e outros crimes

Lojas Americanas e Miguel GutierrezCrédito: Divulgação

A Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra 12 ex-executivos da Americanas, acusados de participação em um esquema de fraudes contábeis que provocou um rombo de aproximadamente R$ 20 bilhões na varejista. Entre os novos réus está o ex-presidente da companhia Miguel Gutierrez, a quem os investigadores atribuem a liderança das irregularidades. A decisão da 6ª Vara Federal Criminal, tomada na quinta-feira (15), abriu uma ação penal por crimes como associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado, além de uso de informação privilegiada em parte dos casos.

A Justiça acolheu a acusação mais de um ano após o MPF apresentar a denúncia, em março de 2025. O processo tramita sob sigilo judicial e representa uma nova etapa da investigação sobre as inconsistências financeiras que levaram a Americanas a pedir recuperação judicial em janeiro de 2023. A Procuradoria inicialmente denunciou 13 antigos funcionários da empresa, mas um deles firmou acordo de colaboração premiada, reduzindo para 12 o número de acusados que passaram à condição de réus.

A decisão permite que a Justiça avance na apuração das responsabilidades criminais dos antigos dirigentes da companhia. O recebimento da denúncia não representa condenação, mas indica que o Judiciário identificou elementos suficientes para dar início à ação penal, na qual os acusados poderão apresentar suas defesas.

O ex-diretor Márcio Cruz Meirelles, que integrava a lista original de denunciados, firmou um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal em outubro de 2025. A medida alterou sua situação no processo e contribuiu para o andamento das investigações.

Ex-CEO Miguel Gutierrez está entre os acusados

O ex-presidente Miguel Gutierrez figura entre os principais investigados no caso Americanas. O Ministério Público Federal sustenta que ele comandou o esquema responsável por apresentar informações financeiras que não correspondiam à realidade econômica da companhia.

Além de Gutierrez, a denúncia inclui Anna Saicali, José Timótheo de Barros, Anna Christina Sotero, Carlos Padilha, João Guerra, Murilo Corrêa, Maria Christina Nascimento, Fabien Picavet, Raoni Lapagesse, Luiz Saraiva e Jean Pierre Lessa.

O MPF atribui aos integrantes do grupo condutas relacionadas à associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação do mercado de capitais. Alguns acusados também responderão por suposto uso de informações privilegiadas.

De acordo com a investigação, os antigos dirigentes teriam alterado dados contábeis e apresentado resultados financeiros incompatíveis com a situação da Americanas. As informações chegavam ao conselho de administração e aos investidores, que utilizavam os números divulgados pela companhia para avaliar seu desempenho.

A acusação sustenta que a manipulação de registros e demonstrativos financeiros permitiu esconder problemas nas contas da varejista durante anos. O esquema teria afetado a transparência das informações destinadas ao mercado de capitais e dificultado a identificação das irregularidades.

Disputa sobre provas atrasou decisão da Justiça

O intervalo entre a apresentação da denúncia, em março de 2025, e sua aceitação, em outubro de 2026, decorreu, entre outros fatores, de questionamentos relacionados ao material reunido pelos investigadores.

A discussão sobre o acesso às provas ocupou parte da tramitação anterior ao recebimento da denúncia. Com a decisão da 6ª Vara Federal Criminal, o processo passa à fase de responsabilização judicial dos acusados.

O segredo de Justiça restringe a divulgação dos detalhes da ação penal, incluindo documentos apresentados pelas partes e elementos específicos da acusação.

Fraude veio à tona em janeiro de 2023

A Americanas revelou, em janeiro de 2023, inconsistências contábeis estimadas inicialmente em R$ 20 bilhões. O anúncio provocou uma crise financeira na companhia e levou a varejista a solicitar recuperação judicial.

As irregularidades levantaram dúvidas sobre a confiabilidade dos balanços financeiros e sobre os mecanismos de fiscalização utilizados pela administração da empresa.

As defesas dos ex-executivos alegaram dificuldades para acessar integralmente as provas utilizadas pelo Ministério Público Federal. O conjunto documental inclui arquivos digitais armazenados em 48 discos rígidos, que contêm informações coletadas durante a apuração.

Diante das contestações, as autoridades realizaram procedimentos para verificar a integridade do material e assegurar as condições necessárias à análise dos documentos.

A crise também afetou investidores, credores e instituições financeiras que mantinham relações comerciais com a Americanas. A revelação das inconsistências desencadeou investigações para identificar como os registros contábeis sofreram alterações e quem participou das operações.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal passaram a investigar os acontecimentos por meio da Operação Disclosure, que reúne diligências sobre a atuação dos antigos executivos e as movimentações financeiras da companhia.

A apuração procura esclarecer como os responsáveis teriam produzido e divulgado informações financeiras falsas, além de identificar os mecanismos utilizados para ocultar a situação patrimonial da varejista.

Polícia Federal amplia investigação sobre bancos e acionistas

A investigação criminal não se limita aos 12 ex-executivos que agora respondem à ação penal. Em junho de 2026, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure, com o objetivo de aprofundar a análise da participação de instituições financeiras e verificar possíveis conexões de acionistas com as irregularidades.

Essa etapa busca esclarecer o funcionamento das operações financeiras relacionadas ao caso e identificar eventuais responsabilidades de outros envolvidos. A ampliação das diligências não significa que as autoridades tenham comprovado a participação de bancos ou acionistas na fraude. 

Os investigadores continuam reunindo informações para determinar se outras pessoas ou instituições tiveram conhecimento das práticas sob investigação ou contribuíram para sua execução. As apurações seguem em andamento, paralelamente ao processo criminal que envolve os antigos integrantes da direção das Americanas.

Americanas afirma que foi vítima das irregularidades

Após a decisão judicial, a Americanas informou que ainda não havia tido acesso ao conteúdo da determinação da 6ª Vara Federal Criminal. A companhia reafirmou sua confiança no trabalho das autoridades e defendeu a responsabilização dos envolvidos no esquema que comprometeu suas demonstrações financeiras.

Em manifestação pública, a varejista afirmou que sofreu uma “fraude estruturada e de natureza dolosa”, atribuindo a prática aos antigos integrantes de sua administração. A empresa também declarou que os ex-executivos manipularam registros financeiros, mecanismos de controle e informações destinadas aos investidores.

A companhia divulgou uma nota nesta sexta-feira (16). “Ao longo de anos, ex-executivos manipularam controles internos, registros contábeis e informações relevantes ao mercado, em violação direta aos deveres fiduciários inerentes aos cargos que ocupavam e à legislação do mercado de capitais”.

A Americanas sustenta que os antigos dirigentes atuaram contra os interesses da companhia e que as irregularidades comprometeram a transparência de seus resultados.

O recebimento da denúncia abre uma nova fase do caso, com a análise judicial das acusações e das provas apresentadas pelas partes. Enquanto a Justiça conduz a ação penal contra os 12 ex-executivos, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal mantêm as investigações sobre a extensão do esquema e a possível participação de outros envolvidos. - 247


BLOG DO BILL NOTICIAS

TSE define regras para canais de WhatsApp durante a campanha

 Atualização de resolução da Corte eleitoral foi por unanimidade

                 André Richter - Repórter da Agência Brasil


Antonio Augusto/TSE


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta sexta-feira (16) regras para o funcionamento de canais de WhatsApp que apoiam campanhas eleitorais. 

A decisão foi tomada após a guerra de liminares sobre o funcionamento do canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por unanimidade, os sete ministros da Corte aprovaram uma atualização na resolução do TSE que trata da propaganda eleitoral na internet e da fiscalização dos canais de comunicação utilizados pelas candidaturas.

Conforme a decisão, canais que receberem apoio técnico ou financeiro das campanhas deverão ser registrados na Justiça Eleitoral.

O vínculo deverá ser estabelecido a partir do recebimento de recursos, ajuda técnica, além do direcionamento para página oficial do candidato.

O apoio espontâneo ou compartilhamento de materiais de campanha não poderão ser caracterizados como vínculo direto com a campanha. 

Se as regras não forem cumpridas, os canais poderão ser desativados até que a regularização seja providenciada. 

Na terça-feira (13), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a reativação do canal Exército do Lula, após a campanha de Lula registrar o canal no tribunal, conforme determinação do ministro.

A reativação ocorreu após decisões conflitantes de Kassio e do ministro corregedor-geral do TSE, Villas Bôas Cueva, que havia liberado o canal.


BLOG DO BILL NOTICIAS

MEIO AMBIENTE Terremoto de magnitude 6,9 é registrado no Oceano Atlântico a 1,9 mil km do Recife

 

Abalo foi registrado na região da Dorsal Mesoatlântica, no meio do mar entre o Brasil e a África, mas não há indicação de ameaça de tsunami

                                  Adelmo Lucena/DP


                              Terremoto é registrado no Atlântico, a 1,9 mil km do Recife (Foto: @nasa.bra)

Um terremoto de magnitude 6,9 foi registrado na região central da Dorsal Mesoatlântica, no Oceano Atlântico, na terça-feira (13), a aproximadamente 1,9 mil quilômetros do Recife.

O tremor ocorreu em uma área de encontro entre placas tectônicas e chamou a atenção pela intensidade, mas não há indicação de ameaça de tsunami para o litoral brasileiro associada ao evento nos dados consultados. O fenômeno pode ser explicado pelas características geológicas da região, distante da costa e marcada pelo afastamento das placas tectônicas.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o terremoto ocorreu às 9h23, no horário de Brasília, a uma profundidade estimada de 10 quilômetros. Outro tremor, de magnitude 6,7, havia sido registrado na mesma região horas antes.

Os dois eventos foram identificados na área da Dorsal Mesoatlântica, uma extensa cadeia de montanhas submarinas que atravessa o Oceano Atlântico.

Segundo o geógrafo Tiago Marinho, terremotos dessa magnitude não são os mais comuns na região, embora a atividade sísmica faça parte da dinâmica geológica da dorsal. “A ocorrência de terremotos com magnitude de 6,7, 6,9 não são tão comuns nessa região devido ao tipo de movimento da placa sul-americana. Temos um movimento divergente e orogenético. Como é uma região ativa pode provocar tremores de baixa intensidade.”

A Dorsal Mesoatlântica marca o limite entre placas tectônicas que se separam lentamente. Esse movimento provoca fraturas na crosta terrestre e libera energia acumulada, produzindo terremotos. Mesmo que a maior parte dos abalos nessa região não provoque consequências diretas para as populações, a magnitude de um evento pode variar significativamente.

“O Brasil está no meio de uma enorme placa tectônica, portanto não temos mais vulcanismo, terremoto e também não há possibilidades de tsunamis. Estamos em um local geologicamente estável”, explica Tiago.

Tremor não representa ameaça direta ao litoral

A distância entre o epicentro e a costa brasileira é um dos fatores importantes para avaliar os possíveis efeitos do terremoto. No entanto, a distância, isoladamente, não é suficiente para descartar o risco de tsunami. A avaliação depende também da profundidade do tremor, do tipo de falha geológica e, principalmente, de quanto o fundo do oceano se desloca verticalmente durante o evento.

Segundo Tiago Marinho, a dinâmica geológica da Dorsal Mesoatlântica ajuda a explicar por que terremotos nessa região não costumam gerar tsunamis de grande alcance. O movimento divergente das placas é diferente daquele observado nas zonas de subducção, onde uma placa mergulha sob outra e pode provocar grandes deslocamentos do fundo marinho.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) explica que nem todo terremoto submarino produz tsunami. Para que isso aconteça, é necessário que o evento provoque um deslocamento suficientemente grande e rápido de água, geralmente associado à elevação ou ao rebaixamento de uma extensa área do fundo oceânico.

Por isso, a magnitude, sozinha, não determina se haverá uma onda potencialmente perigosa. Terremotos de grande intensidade podem não gerar tsunamis significativos, enquanto outros, dependendo das características da ruptura, podem provocar ondas capazes de atingir regiões distantes.

Brasil está em área geologicamente estável

O território brasileiro está localizado predominantemente no interior da Placa Sul-Americana, longe dos limites tectônicos onde ocorrem alguns dos terremotos mais destrutivos do planeta. Essa posição contribui para que o país apresente, em geral, atividade sísmica menos intensa do que regiões como Japão, Chile e Indonésia.

No entanto, a estabilidade tectônica relativa não significa ausência completa de terremotos. Abalos podem ocorrer no interior das placas, em áreas de antigas falhas geológicas submetidas a tensões. No Brasil, esses eventos costumam ser menos frequentes e, na maioria dos casos, apresentam magnitudes inferiores às observadas em grandes zonas de encontro entre placas.


BLOG DO BILL NOTICIAS

BENEFÍCIO Governo Lula antecipa pagamento do Bolsa Família para antes do segundo turno

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social, trata-se de medida preventiva para mitigar os efeitos do El Niño sobre as famílias classif...