segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Moraes diz que não houve prejuízo a eleitores, que venceu a democracia e espera que cessem agressões ao sistema eleitoral

"Essa etapa das eleições de 2022 se encerra com a vitória da democracia", afirmou em pronunciamento o presidente do TSE, sendo aplaudido de pé

Alexandre de Moraes (Foto: Reprodução)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, discursou na noite deste domingo (30) após a confirmação da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República.

"Encerramentos esse importantíssimo momento com maior número em votos em candidatos da história brasileira, em percentualmente e em termos absolutos. Estamos com quase 99,8% dos votos apurados e com a vitória do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT)", disse o ministro.

Moraes colocou um ponto final no período eleitoral e afirmou que a democracia venceu. "Essa etapa das eleições de 2022 se encerra com a vitória da democracia, com a vitória da sociedade, vitória dos eleitores que compareceram e novamente eu repito: não existe país no mundo, nem nas menores democracias, mas muito menos uma democracia com 156 milhões de eleitores com mais de 124 milhões de eleitores aparecendo pra votar".

"Nenhum país no mundo que aproximadamente três horas e meia proclama o resultado com absoluta segurança, eficiência e competência. Quero agradecer todos os servidores da Justiça eleitoral que realmente vestem a camisa e trabalham pra que a vontade do eleitor depositada nas urnas eletrônicas, que são patrimônio nacional", complementou.

Em tom de desabafo, em uma mensagem nem tão cifrada a Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores, ele pediu o fim dos ataques ao sistema eleitoral brasileiro. "Espero que a partir desta eleição, finalmente, cessem as agressões ao sistema eleitoral, cessem os discursos fantasiosos, as notícias fraudulentas e diria notícias criminosas contras as urnas. Quem novamente atestou a credibilidade das urnas foi o povo brasileiro, foi o eleitor e eleitora que vieram votar. Vieram votar porque confiam no sistema eleitoral brasileiro e confiam na Justiça Eleitoral".

Sobre as denúncias de que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) teria agido ao longo deste domingo para dificultar o acesso de eleitores, principalmente do Nordeste, às urnas, Moraes minimizou e destacou o baixo índice de abstenção, inclusive no Nordeste. "É importante destacarmos que além do maior número de candidatos da história, nos tivemos uma diminuição da abstenção dos votos no segundo turno. Diminuímos para 20,56. Houve uma diminuição nos votos nulos e brancos. Tivemos 70% do eleitorado escolhendo um presidente da república, o maior da história do Brasil", finalizou.

O ministro foi aplaudido de pé ao fim do pronunciamento. 247.


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Raquel Lyra é eleita governadora de Pernambuco e será a primeira mulher a comandar o Estado

 

Raquel venceu Marília Arraes nas urnas, neste domingo (30)


Pernambuco acaba de eleger sua primeira governadora para os próximos quatro anos (2023-2026). A ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB), da Coligação Pernambuco Quer Mudar, levou a melhor nas urnas, neste domingo (30). Ela assumirá o Executivo Estadual no dia 1º de janeiro do próximo ano, ao lado da vice, Priscila Krause (Cidadania).

No primeiro turno, quando seu marido Fernando Lucena morreu vítima de infarto no dia da eleição, Raquel Lyra ficou em segundo lugar na disputa. Teve 1.009.556 votos, o equivalente a 20,58% dos votos válidos. Marília Arraes (Solidariedade) ficou em primeiro lugar, com 1.175.651 votos, o equivalente a 23,97% da preferência do eleitorado pernambucano.

Raquel tem 43 anos, é filha do ex-governador pernambucano João Lyra Neto e sobrinha do ex-ministro da Justiça Fernando Lyra. Iniciou sua carreira política no PSB e ficou filiada durante nove anos. Em 2016, deixou o partido para concorrer à Prefeitura de Caruaru. Teve. 93.803 votos, que correspondeu a 53,15% dos votos válidos, e foi a primeira mulher a gerir Caruaru, sendo reeleita em 2020. Renunciou ao cargo no início deste ano para disputar o Executivo estadual 

A governadora eleita participou do governo de Eduardo Campos,  como chefe da Procuradoria de Apoio Jurídico e Legislativo do governo, entre 2007 e 2010. quando exerceu o cargo de secretária de Infância e Juventude do estado, Foi eleita deputada estadual em 2010, mas licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria da Criança e da Juventude no segundo mandato de Eduardo Campos. Em 2014, acabou sendo reeleita deputada estadual.

Raquel Lyra é advogada formada pela UFPE. Já foi advogada do Banco do Nordeste e, em 2002, assumiu o cargo de delegada da Polícia Federal, onde permaneceu até 2005, quandorenunciou ao cargo após passar no concurso para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Durante a gestão de Eduardo Campos, foi chefe da Procuradoria de Apoio Jurídico e Legislativo do governo, entre 2007 e 2010. Foi eleita deputada estadual em 2010, mas licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria da Criança e da Juventude no segundo mandato de Eduardo Campos. Em 2014, foi reeleita deputada estadual. Em 2016, foi eleita em primeiro turno a primeira mulher prefeita de Caruaru, sendo reeleita em 2020.


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Marília comemora a vitória de Lula e reconhece o resultado em Pernambuco

 

"Sempre fui uma pessoa democrática. Reconheço o resultado das urnas", disse a candidata


                          Por Juliano Muta/Folhape
Marília Arraes (Solidariedade) enalteceu a vitória de Lula e reconheceu sua derrota em Pernambuco - Reprodução / Youtube

Marília Arraes (Solidariedade), candidata derrotada ao Governo de Pernambuco, divulgou um comunicado reconhecendo a sua derrota nas urnas no Estado, na noite deste domingo (30).
“O Brasil venceu. Com a eleição de Lula iniciamos um novo capítulo na história de nosso país. Me congratulo com o presidente Lula por sua vitória”, escreveu Marília. “De minha parte, estou pronta para colaborar com o presidente Lula, mantendo o foco na defesa dos interesses de Pernambuco”, frisou. 

“Sempre fui uma pessoa democrática. Reconheço o resultado das urnas, que representa a vontade da maioria dos pernambucanos. Agradeço a todas as eleitoras e eleitores que me confiaram seu voto. Sempre tive lado. E sigo do lado onde sempre estive”, disse Marília, informando que já telefonou para a candidata eleita, Raquel Lyra (PSDB).  

Leia o comunicado, na íntegra:
"O Brasil venceu. Com a eleição de Lula iniciamos um novo capítulo na história de nosso país. Me congratulo com o presidente Lula por sua vitória. Trabalhamos incansavelmente para expurgar o mal que afligia o País, unindo as forças progressistas do Estado. E tivemos sucesso. Com Lula, o povo brasileiro vai recuperar direitos básicos como o de ter comida na mesa, emprego, saúde, educação, moradia. E mais ainda, vai recuperar sua segurança, sua autoestima e a garantia de sonhar com um futuro melhor.

De minha parte, estou pronta para colaborar com o presidente Lula, mantendo o foco na defesa dos interesses de Pernambuco. Sempre fui uma pessoa democrática. Reconheço o resultado das urnas, que representa a vontade da maioria dos pernambucanos. Agradeço a todas as eleitoras e eleitores que me confiaram seu voto. Sempre tive lado. E sigo do lado onde sempre estive.  

A partir deste momento estarei à frente das oposições, liderando incansavelmente a fiscalização rigorosa e o estrito cumprimento das promessas feitas à população durante a campanha. Já enviei meus cumprimentos para minha adversária e desejei a ela todo sucesso na condução do Estado. Agradeço a Deus, a minha família, marido e filhas por todo apoio nesta caminhada. 

Também sou grata a todas as lideranças políticas que estiveram ao meu lado no primeiro e no segundo turnos. Agradeço a minha equipe e a todos que de alguma forma contribuiram ao longo da nossa campanha, uma campanha muito bonita, propositiva e honesta. Que Deus abençoe o povo de Pernambuco e do Brasil
Marília Arraes"


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"Vivi uma ressurreição. Tentaram me enterrar vivo, mas estou aqui para governar este país", diz Lula

Luiz Inácio Lula da Silva fez seu primeiro pronunciamento após ser eleito o novo presidente do país. Leia a íntegra


Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)


Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez na noite deste domingo (30) seu primeiro discurso como presidente eleito, após derrotar Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno desta eleição presidencial.

"Quero começar com um agradecimento a Deus, porque eu sempre achei que Deus foi muito generoso comigo para que permitisse que eu saísse de onde eu saí para chegar onde eu cheguei, sobretudo neste momento, onde nós não enfrentamos um adversário, um candidato. Enfretamos a máquina do Estado brasileiro, colocada a serviço do candidato da situação, para tentar evitar que nós ganhássemos as eleições. O povo que votou em mim, o povo que votou no meu adversário, quem foi para a urna, quero dar meus parabéns, sobretudo às pessoas que votaram em mim. Me considero um candidato que teve um processo de ressurreição na política brasileira, porque tentaram me enterrar vivo e eu estou aqui. Estou aqui para governar esse país em uma situação muito difícil, mas tenho fé em Deus que, com a ajuda do povo, vamos encontrar uma saída para que esse país volte a viver democraticmente, harmonicamente, e a gente restabelecer a paz entre as famílias, entre os divergentes, para que a gente possa construir o mundo que nós precisamos", declarou Lula antes de iniciar a leitura de seu pronunciamento.

Leia o discurso na íntegra:

"Meus amigos e minhas amigas.

Chegamos ao final de uma das mais importantes eleições da nossa história. Uma eleição que colocou frente a frente dois projetos opostos de país, e que hoje tem um único e grande vencedor: o povo brasileiro.

Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nessa campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático que se formou, acima dos partidos políticos, dos interesses pessoais e das ideologias, para que a democracia saísse vencedora.

Neste 30 de outubro histórico, a maioria do povo brasileiro deixou bem claro que deseja mais – e não menos democracia.

Deseja mais – e não menos inclusão social e oportunidades para todos. Deseja mais – e não menos respeito e entendimento entre os brasileiros. Em suma, deseja mais – e não menos liberdade, igualdade e fraternidade em nosso país.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que exercer o direito sagrado de escolher quem vai governar a sua vida. Ele quer participar ativamente das decisões do governo.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que o direito de apenas protestar que está com fome, que não há emprego, que o seu salário é insuficiente para viver com dignidade, que não tem acesso a saúde e educação, que lhe falta um teto para viver e criar seus filhos em segurança, que não há nenhuma perspectiva de futuro.

O povo brasileiro quer viver bem, comer bem, morar bem. Quer um bom emprego, um salário reajustado sempre acima da inflação, quer ter saúde e educação públicas de qualidade.

Quer liberdade religiosa. Quer livros em vez de armas. Quer ir ao teatro, ver cinema, ter acesso a todos os bens culturais, porque a cultura alimenta nossa alma.

O povo brasileiro quer ter de volta a esperança.

É assim que eu entendo a democracia. Não apenas como uma palavra bonita inscrita na Lei, mas como algo palpável, que sentimos na pele, e que podemos construir no dia-dia.

Foi essa democracia, no sentido mais amplo do termo, que o povo brasileiro escolheu hoje nas urnas. Foi com essa democracia – real, concreta – que nós assumimos o compromisso ao longo de toda a nossa campanha.

E é essa democracia que nós vamos buscar construir a cada dia do nosso governo. Com crescimento econômico repartido entre toda a população, porque é assim que a economia deve funcionar – como instrumento para melhorar a vida de todos, e não para perpetuar desigualdades.

A roda da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias que perderam seu poder de compra.

A roda da economia vai voltar a girar com os pobres fazendo parte do orçamento. Com apoio aos pequenos e médios produtores rurais, responsáveis por 70% dos alimentos que chegam às nossas mesas.

Com todos os incentivos possíveis aos micros e pequenos empreendedores, para que eles possam colocar seu extraordinário potencial criativo a serviço do desenvolvimento do país.

É preciso ir além. Fortalecer as políticas de combate à violência contra as mulheres, e garantir que elas ganhem o mesmo salários que os homens no exercício de igual função.

Enfrentar sem tréguas o racismo, o preconceito e a discriminação, para que brancos, negros e indígenas tenham os mesmos direitos e oportunidades.

Só assim seremos capazes de construir um país de todos. Um Brasil igualitário, cuja prioridade sejam as pessoas que mais precisam.

Um Brasil com paz, democracia e oportunidades.

Minhas amigas e meus amigos.

A partir de 1º de janeiro de 2023 vou governar para 215 milhões de brasileiros, e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois 'Brasis'. Somo um único país, um único povo, uma grande nação.

Não interessa a ninguém viver numa família onde reina a discórdia. É hora de reunir de novo as famílias, refazer os laços de amizade rompidos pela propagação criminosa do ódio.

A ninguém interessa viver num país dividido, em permanente estado de guerra.

Este país precisa de paz e de união. Esse povo não quer mais brigar. Esse povo está cansado de enxergar no outro um inimigo a ser temido ou destruído.

É hora de baixar as armas, que jamais deveriam ter sido empunhadas. Armas matam. E nós escolhemos a vida.

O desafio é imenso. É preciso reconstruir este país em todas as suas dimensões. Na política, na economia, na gestão pública, na harmonia institucional, nas relações internacionais e, sobretudo, no cuidado com os mais necessitados.

É preciso reconstruir a própria alma deste país. Recuperar a generosidade, a solidariedade, o respeito às diferenças e o amor ao próximo.

Trazer de volta a alegria de sermos brasileiros, e o orgulho que sempre tivemos do verde-amarelo e da bandeira do nosso país. Esse verde-amarelo e essa bandeira que não pertencem a ninguém, a não ser ao povo brasileiro.

Nosso compromisso mais urgente é acabar outra vez com a fome. Não podemos aceitar como normal que milhões de homens, mulheres e crianças neste país não tenham o que comer, ou que consumam menos calorias e proteínas do que o necessário.

Se somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos e o primeiro de proteína animal, se temos tecnologia e uma imensidão de terras agricultáveis, se somos capazes de exportar para o mundo inteiro, temos o dever de garantir que todo brasileiro possa tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias.

Este será, novamente, o compromisso número 1 do nosso governo.

Não podemos aceitar como normal que famílias inteiras sejam obrigadas a dormir nas ruas, expostas ao frio, à chuva e à violência.

Por isso, vamos retomar o Minha Casa Minha Vida, com prioridade para as famílias de baixa renda, e trazer de volta os programas de inclusão que tiraram 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza.

O Brasil não pode mais conviver com esse imenso fosso sem fundo, esse muro de concreto e desigualdade que separa o Brasil em partes desiguais que não se reconhecem. Este país precisa se reconhecer. Precisa se reencontrar consigo mesmo.

Para além de combater a extrema pobreza e a fome, vamos restabelecer o diálogo neste país.

É preciso retomar o diálogo com o Legislativo e Judiciário. Sem tentativas de exorbitar, intervir, controlar, cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa e republicana entre os três poderes.

A normalidade democrática está consagrada na Constituição. É ela que estabelece os direitos e obrigações de cada poder, de cada instituição, das Forças Armadas e de cada um de nós.

A Constituição rege a nossa existência coletiva, e ninguém, absolutamente ninguém, está acima dela, ninguém tem o direito de ignorá-la ou de afrontá-la.

Também é mais do que urgente retomar o diálogo entre o povo e o governo.

Por isso vamos trazer de volta as conferências nacionais. Para que os interessados elejam suas prioridades, e apresentem ao governo sugestões de políticas públicas para cada área: educação, saúde, segurança, direitos da mulher, igualdade racial, juventude, habitação e tantas outras.

Vamos retomar o diálogo com os governadores e os prefeitos, para definirmos juntos as obras prioritárias para cada população.

Não interessa o partido ao qual pertençam o governador e o prefeito. Nosso compromisso será sempre com melhoria de vida da população de cada estado, de cada município deste país.

Vamos também reestabelecer o diálogo entre governo, empresários, trabalhadores e sociedade civil organizada, com a volta do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Ou seja, as grandes decisões políticas que impactem as vidas de 215 milhões de brasileiros não serão tomadas em sigilo, na calada da noite, mas após um amplo diálogo com a sociedade.

Acredito que os principais problemas do Brasil, do mundo, do ser humano, possam ser resolvidos com diálogo, e não com força bruta.

Que ninguém duvide da força da palavra, quando se trata de buscar o entendimento e o bem comum.

Meus amigos e minhas amigas.

Nas minhas viagens internacionais, e nos contatos que tenho mantido com líderes de diversos países, o que mais escuto é que o mundo sente saudade do Brasil.

Saudade daquele Brasil soberano, que falava de igual para igual com os países mais ricos e poderosos. E que ao mesmo tempo contribuía para o desenvolvimento dos países mais pobres.

O Brasil que apoiou o desenvolvimento dos países africanos, por meio de cooperação, investimento e transferência de tecnologia.

Que trabalhou pela integração da América do Sul, da América Latina e do Caribe, que fortaleceu o Mercosul, e ajudou a criar o G-20, a UnaSul, a Celac e os BRICS.

Hoje nós estamos dizendo ao mundo que o Brasil está de volta. Que o Brasil é grande demais para ser relegado a esse triste papel de pária do mundo.

Vamos reconquistar a credibilidade, a previsibilidade e a estabilidade do país, para que os investidores – nacionais e estrangeiros – retomem a confiança no Brasil. Para que deixem de enxergar nosso país como fonte de lucro imediato e predatório, e passem a ser nossos parceiros na retomada do crescimento econômico com inclusão social e sustentabilidade ambiental.

Queremos um comércio internacional mais justo. Retomar nossas parcerias com os Estados Unidos e a União Europeia em novas bases. Não nos interessam acordos comerciais que condenem nosso país ao eterno papel de exportador de commodities e matéria prima.

Vamos re-industrializar o Brasil, investir na economia verde e digital, apoiar a criatividade dos nossos empresários e empreendedores. Queremos exportar também conhecimento.

Vamos lutar novamente por uma nova governança global, com a inclusão de mais países no Conselho de Segurança da ONU e com o fim do direito a veto, que prejudica o equilíbrio entre as nações.

Estamos prontos para nos engajar outra vez no combate à fome e à desigualdade no mundo, e nos esforços para a promoção da paz entre os povos.

O Brasil está pronto para retomar o seu protagonismo na luta contra a crise climática, protegendo todos os nossos biomas, sobretudo a Floresta Amazônica.

Em nosso governo, fomos capazes de reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia, diminuindo de forma considerável a emissão de gases que provocam o aquecimento global.

Agora, vamos lutar pelo desmatamento zero da Amazônia

O Brasil e o planeta precisam de uma Amazônia viva. Uma árvore em pé vale mais do que toneladas de madeira extraídas ilegalmente por aqueles que pensam apenas no lucro fácil, às custas da deterioração da vida na Terra.

Um rio de águas límpidas vale muito mais do que todo o ouro extraído às custas do mercúrio que mata a fauna e coloca em risco a vida humana.

Quando uma criança indígena morre assassinada pela ganância dos predadores do meio ambiente, uma parte da humanidade morre junto com ela.

Por isso, vamos retomar o monitoramento e a vigilância da Amazônia, e combater toda e qualquer atividade ilegal – seja garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida.

Ao mesmo tempo, vamos promover o desenvolvimento sustentável das comunidades que vivem na região amazônica. Vamos provar mais uma vez que é possível gerar riqueza sem destruir o meio ambiente.

Estamos abertos à cooperação internacional para preservar a Amazônia, seja em forma de investimento ou pesquisa científica. Mas sempre sob a liderança do Brasil, sem jamais renunciarmos à nossa soberania.

Temos compromisso com os povos indígenas, com os demais povos da floresta e com a biodiversidade. Queremos a pacificação ambiental.

Não nos interessa uma guerra pelo meio ambiente, mas estamos prontos para defendê-lo de qualquer ameaça.

Meus amigos e minhas amigas.

O novo Brasil que iremos construir a partir de 1º de janeiro não interessa apenas ao povo brasileiro, mas a todas as pessoas que trabalham pela paz, a solidariedade e a fraternidade, em qualquer parte do mundo.

Na última quarta-feira, o Papa Francisco enviou uma importante mensagem ao Brasil, orando para que o povo brasileiro fique livre do ódio, da intolerância e da violência.

Quero dizer que desejamos o mesmo, e vamos trabalhar sem descanso por um Brasil onde o amor prevaleça sobre o ódio, a verdade vença a mentira, e a esperança seja maior que o medo.

Todos os dias da minha vida eu me lembro do maior ensinamento de Jesus Cristo, que é o amor ao próximo. Por isso, acredito que a mais importante virtude de um bom governante será sempre o amor – pelo seu país e pelo seu povo.

No que depender de nós, não faltará amor neste país. Vamos cuidar com muito carinho do Brasil e do povo brasileiro. Viveremos um novo tempo. De paz, de amor e de esperança.

Um tempo em que o povo brasileiro tenha de novo o direito de sonhar. E as oportunidades para realizar aquilo que sonha.

Para isso, convido a cada brasileiro e cada brasileira, independentemente em que candidato votou nessa eleição. Mais do que nunca, vamos juntos pelo Brasil, olhando mais para aquilo que nos une, do que para nossas diferenças.

Sei a magnitude da missão que a história me reservou, e sei que não poderei cumpri-la sozinho. Vou precisar de todos – partidos políticos, trabalhadores, empresários, parlamentares, govenadores, prefeitos, gente de todas as religiões. Brasileiros e brasileiras que sonham com um Brasil mais desenvolvido, mais justo e mais fraterno.

Volto a dizer aquilo que disse durante toda a campanha. Aquilo que nunca foi uma simples promessa de candidato, mas sim uma profissão de fé, um compromisso de vida:

O Brasil tem jeito. Todos juntos seremos capazes de consertar este país, e construir um Brasil do tamanho dos nossos sonhos – com oportunidades para transformá-los em realidade.

Maus uma vez, renovo minha eterna gratidão ao povo brasileiro. Um grande abraço, e que Deus abençoe nossa jornada". Brasil247.


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Presidente da Câmara e aliado de Bolsonaro, Arthur Lira reconhece vitória de Lula

"A vontade da maioria manifestada nas urnas jamais deverá ser contestada", afirmou o deputado em nota

Arthur Lira e Lula (Foto: Agencia Câmara | Stuckert)

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reconheceu por meio de nota neste domingo (30) a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou Jair Bosonaro (PL) neste segundo turno.

 "A vontade da maioria manifestada nas urnas jamais deverá ser contestada", diz trecho da nota do deputado. 247.



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União Europeia parabeniza Lula: 'esperamos parcerias estratégias na área ambiental, no comércio e na agenda digital'

"A UE e o Brasil têm uma parceria estratégica de longa data", disse o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell

Luiz Inácio Lula da Silva (círculo, à esq.) e Josep Borrel mais três fotos de um porto, do meio ambiente e de um equipamento tecnológico (Foto: Reuters)

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, parabenizou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória contra Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (30). As declarações dele foram publicadas pela coluna de Jamil Chade, no portal Uol. 

"A UE e o Brasil têm uma parceria estratégica de longa data, baseada em valores compartilhados e no respeito à Democracia, aos Direitos Humanos e ao Estado de Direito. Estamos comprometidos em aprofundar e ampliar nosso relacionamento com o Brasil em todas as áreas de interesse mútuo, inclusive no comércio, meio ambiente, mudanças climáticas e na agenda digital, em benefício de nossos cidadãos", afirmou Borrell.

"A UE elogia o Tribunal Eleitoral em particular pela maneira eficaz e transparente como conduziu seu mandato constitucional durante todas as etapas do processo eleitoral, demonstrando mais uma vez a força das instituições brasileiras e de sua democracia", acrescentou o líder da UE. 

Também manifestaram apoio ao ex-presidente lideranças como os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, da França, Emmanuel Macron, da Argentina, Alberto Fernández, da Venezuela, Nicolás Maduro, do México, Lopez Obrador, e de Cuba, Díaz-Canel.

Outras lideranças como o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, o senador dos EUA Bernie Sanders, o ex-presidente da Bolívia Evo Morales também mandaram mensagens de apoio a Lula. 247.


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Em silêncio desde o resultado das urnas, Bolsonaro não recebeu nem ministros

 DERROTA

Além de não ter feito nenhum pronunciamento, redes sociais do atual presidente e de aliados estão silenciadas


                          Por Matheus Jatobá/Folhape

Após mais de três horas do resultado oficial das Eleições 2022, Jair Bolsonaro (PL) segue em silêncio após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter declarado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eleito presidente do Brasil pela terceira vez. Sem ainda ter feito uma declaração, Bolsonaro não se posicionou em nenhuma rede social. 

De acordo com os assessores do atual presidente, ele passou toda a tarde no com o seu filho Flávio Bolsonaro. Após o anúncio, Bolsonaro também não quis falar ainda com seus ministros por telefone, assim como também não recebeu nenhum integrante do governo federal. 

A derrota de Bolsonaro nas Eleições 2022 tem uma marca inédita e negativa para ele. Com a vitória do ex-presidente Lula, Jair se torna o primeiro presidente a perder a disputa à reeleição. 

O petista ficou com a maioria dos votos dos brasileiros, totalizando 50,90%, até o fechamento da reportagem. O candidato do PL, derrotado e atual presidente obteve 49,10%. 

De acordo com o colunista Lauro Jardim, do O Globo, um dos ministros integrantes do governo chegou a ligar para Bolsonaro após a divulgação oficial do resultado, porém não conseguiu contato, assim como outros ministros não obtiveram sucesso. Já a coluna de Mauro Cesar Cid informou que Jair ‘subiu para o quarto’ e ‘iria dormir’. 

Com o silêncio na noite deste domingo, a expectativa dos ministros e assessores do Governo Federal é que Bolsonaro fale sobre o resultado eleitoral nesta segunda-feira (31). 

Um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), chegou a realizar uma live com cerca de 24 minutos em uma rede social ao lado de apoiadores do presidente como o influenciador Café com Ferri e o deputado federal, Nikolas Ferreira (PL-MG). A live aconteceu quando a apuração ainda estava em fase inicial. 

Os outros filhos do presidente, o vereador Carlos e o senador Flávio, também não se manifestaram nas redes sociais após o resultado das urnas. 


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Quaest: 73% votam em Lula por considerá-lo o melhor candidato

Levantamento aponta preferência mais elevada pelo petista, enquanto rejeição ao adversário pesa mais entre eleitores de Flávio Bolsonaro Pre...