quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Lula diz que crise do Rio é resultado da quebra da Petrobrás e do comportamentos das elites

 

(Foto: Reuters | Divulgação)

Em entrevista, nesta quarta-feira, à TV 247, o ex-presidente Lula afirmou que a crise do Rio de Janeiro resulta da quebra da Petrobras e do comportamento das elites que administraram o estado nos últimos anos. Wilson Witzel “é um picareta”, acusou. Sérgio Cabral “foi um desastre”, completou. Para ilustrar a crítica às elites, recordou também uma confidência que lhe teria feito o ex-senador Francisco Dornelles, em uma favela: “Eu não sabia que o Rio era tão pobre”. Para Lula, o Rio é resultado de suas elites.

Numa parceria entre o Brasil 247 e a Agenda do Poder, o ex-presidente Lula fez uma diagnóstico da crise no estado, recordando os investimentos de seu governo, que, segundo ele, não foram superados nem mesmo durante a gestão do presidente Getúlio Vargas.

- Não existe na história do Brasil, mesmo quando doutor Getúlio era presidente, um presidente que investiu a quantidade de dinheiro que eu investi no Rio. Não existe; em política de investimento, de infraestrutura, de estrada, de metrô, de desenvolvimento econômico, estaleiro, em indústria de óleo e gás, de habitação para aquele povo. Lamentavelmente o Rio de Janeiro foi destruído.

O ex-presidente relacionou a quebra da Petrobras, resultante do ataque promovido pela Lava Jato à empresa, ao agravamento da crise fluminense.

- A quebra indústria de óleo e gás, da Petrobras, quebrou o Rio, porque o estado depende muito da empresa, da indústria naval, do setor de modo geral. Uma pena.

Após afirmar que o Rio é o cartão postal do Brasil, Lula revelou que, em seu governo, não se conformava em ver o Estado somente nas manchetes policiais.

- Eu dizia: vou investir no Rio de janeiro porque eu acho que o Rio não pode aparecer nos jornais apenas nas páginas policiais. O Rio de janeiro é um grande cartão postal do Brasil no mundo. Quem viaja sabe como é gloriosa a imagem do Rio. Lamentavelmente, a destruição da indústria de óleo e gás, da Petrobras, acabou empobrecendo o estado.

O ex-presidente reservou um bom espaço para criticar as elites que administraram o estado. De Cabral a Witzel, passando por Dornelles, todos mereceram reprovações:

- Se é verdade o que se fala de Sérgio Cabral, foi um desastre. Depois, o Rio elege o governador que elegeu. Ah o cara é juiz, o cara é bom. O cara é um juiz, o cara é um picareta. O cara bom é o que tem experiência política, tem sensibilidade, conhece o povo, toma uma cachaça num bar da esquina, já tomou cafezinho com a mulher da favela.

Lula recordou ainda momentos vividos ao lado de ex-senador Francisco Dornelles numa favela carioca:

- Uma vez eu estava com Dornelles num palanque. O Dornelles já no fim da vida. Ele me falou: Presidente, eu já fui tudo neste país mas eu não sabia que o Rio de janeiro era tão pobre. Ele nunca tinha entrado numa favela, nunca tinha visto tanta miséria. Assim é a elite política brasileira.

A elite não sabe como o povo vive. Não sabe como é uma dona de casa entrar no supermercado e ver que a cebola aumentou 43%, que a batata 67%, que tomate 40%. Não sabe. Não sabe o que uma dona de casa ir num açougue e não ter dinheiro para comprar dois pés de frango e um pescoço. O Rio de Janeiro é resultado das elites.

A intervenção federal na Segurança Pública, durante o governo de Luiz Fernando Pezão, também foi objeto de críticas.

- Lamentavelmente mandaram um general para lá. Gastaram milhões. Qual foi a política de segurança, qual foi a política de pacificação? Nenhuma.

Para mostrar a eficiência das ações sociais do Estado nas favelas, Lula citou declaração do ex-chefe do tráfico da Rocinha Nem, hoje preso. E afirmou que o povo não quer arma.

- Tem um bandido famoso do Rio, o tal de Nem (da Rocinha), que disse que no meu governo tiramos um monte de gente da quadrilha dele porque foram trabalhar no PAC.

- Dê emprego para o povo que ele não vai roubar celular, dê emprego pro povo que ele vai cuidar de sua família, vai fazer sua casinha, seu barraquinho, seu puxadinho. O povo não quer arma, quem quer arma é bandido, é grileiro, é bolsominion. O povo quer trabalhar. Esse país que precisamos recuperar. (Do Agenda do Poder).

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Com decisão do STF, estados começam movimentação para comprar vacinas

 

Os governos de São Paulo, do Pará e de Goiás confirmam que iniciaram negociações para adquirir imunizantes, além dos incorporados ao Programa Nacional de Imunização (PNI). Foto: THOMAS KIENZLE / AFP

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar, por maioria, a aquisição de vacinas contra a Covid-19 por parte dos estados e municípios quando a oferta do governo federal for insuficiente, os entes federativos começam a movimentar compras cujas tratativas estavam em andamento. Enquanto a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) anunciou a criação de um consórcio para garantir doses extras aos municípios, os governos de São Paulo, do Pará e de Goiás, por exemplo, confirmam a contribuição para adquirir imunizantes além dos incorporados ao Programa Nacional de Imunização (PNI).


Em comunicado, o governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou a importação de 3 milhões de doses de vacinas de laboratórios que tenham aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Estamos acompanhando o plano nacional e, lamentavelmente, a oferta de vacina ainda é muito pequena, o que impede que possamos avançar rapidamente”. O objetivo, segundo o governo, é vacinar o maior número possível de pessoas nos 144 municípios paraenses.

O governador do Goiás, Ronaldo Caiado, também informou pelas redes sociais que já busca negociar com laboratórios para imunizar a população goiana. “Vacina já e para todos sempre foi o meu objetivo frente a essa pandemia. E agora que o STF autorizou, já estou em negociação com laboratórios para que em breve possamos ter o todo povo goiano imunizado e protegido da Covid-19”, disse.

O governo do estado de São Paulo havia informado anteriormente a decisão do Supremo que busca fechar um contrato com a Sinovac, empresa desenvolvedora da vacina CoronaVac, para a aquisição de mais 20 milhões de doses para imunizar a população paulista.

“O governo do estado de São Paulo tomou a decisão de adquirir sob sua responsabilidade, sob seu custo, mais 20 milhões de doses da vacina", disse o governador paulista, João Doria, em coletiva em 5 de fevereiro.

Prefeitos também vão atrás de vacinas
Nessa terça-feira (23), diante da decisão do STF, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) anunciou a criação de um consórcio para organizar as aquisições de novas vacinas contra Covid-19, de forma a complementar a oferta do Programa Nacional de Imunização (PNI), caso ela seja insuficiente para atender à demanda.

O objetivo, segundo a frente, é buscar alternativas que não estão sendo adquiridas pelo governo federal. Pelas redes sociais, a FNP declarou: "Diante da decisão do STF, vamos liderar a constituição de um consórcio público com finalidade específica para aquisição de vacinas contra a Covid-19". Os detalhes de como funcionará esta articulação serão anunciados nos próximos dias. (

Por: Bruna Lima

 /

Por: Maria Eduarda Cardim).



PANDEMIA - Brasil chega a 250 mil mortes por Covid-19

 

Brasil já tem mais de 250 mil mortes pela Covid-19 - Foto: Michael Dantas/AFP

Números dão a dimensão de uma tragédia. O desta quarta-feira (24) é: o Brasil atingiu a marca de 250.036 mortos por Covid-19, em uma contabilidade crescente e assustadora.

Os dados são aferidos com as secretarias estaduais de Saúde pelo consórcio dos veículos de imprensa formado pela Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia.

O número foi atingido às 18h03 deste dia 24, pouco mais de 24 horas antes de se completar 1 ano do registro oficial do primeiro caso no país, e ainda não incluía os dados de quatro estados.

Mas já era suficiente para afirmar que, em mortes diárias, o país vive agora o pior momento da pandemia. É como se toda a população de São José, cidade de Santa Catarina, tivesse desaparecido do mapa em menos de um ano.

Esse total -  250.036 -difere do apresentado pelo Ministério da Saúde nesta quarta: pelo Governo Federal, o País tem 249.957 mortos pelo novo coronavírus desde o início da doença.

Desde que foi declarada a pandemia de Covid-19, em 11 de março de 2020, boletins epidemiológicos têm mostrado com números o rastro de destruição deixado pela maior crise sanitária dos últimos cem anos.

Mas, por trás dos números, estão pessoas e suas famílias destroçadas pelo coronavírus, um impacto impossível de se medir por estatísticas numéricas. A reportagem ouviu essas famílias.

Os relatos trazem casos de tentativas de suicídio, sumiço de corpos, perda da única fonte de renda, e a dor de ver os familiares enterrados em valas comuns ou perdendo a vida, sozinhos, em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) bem longe de casa.

Elaborar o luto nestas condições tem sido a tarefa mais penosa na vida de Adrianne, Natália, Luiz, Sarah e Deucimara. A reportagem tentou reunir mais relatos, mas muitas pessoas não quiseram falar por ainda não conseguirem reviver em palavras a dor que carregam.

A pedagoga Adrianne Medeiros, 35, aceitou falar de seu luto com a condição de não ter sua foto divulgada nesta reportagem. Ela diz que após dez meses da morte de seu marido, o supervisor de vendas Diogo Guimarães, 38, completados nesta terça-feira (23), é hora de se autopreservar.

Adrianne diz não saber quando terá sua vida de volta sobre os trilhos. Diz ainda dormir ao lado das roupas do marido e, quando sai de casa, borrifa o perfume que ele mais gostava sobre ela mesma "para continuar sentindo ele perto".

Pela casa, os porta-retratos de Diogo continuam no mesmo lugar. "E sou criticada por isso. Há uma pressão das pessoas que estão me vendo de fora para eu voltar a namorar, a trabalhar, a viver. Mas gente: eu estou vivendo. Me deixem", diz ela, em tom de desabafo.

A carioca vive com a filha, de 15 anos, na cidade do Rio de Janeiro e ainda não conseguiu entender porque Diogo não resistiu à doença justamente quando ele havia sido tirado de um respirador, aparelho que mantinha a respiração dele estável.

Era 23 de abril, dia de São Jorge, o santo de devoção de Adrianne. O combinado era levar Diogo para casa depois da melhora de seu estado de saúde. "Mas eu o levei falecido para o cemitério", diz ela, que também contraiu a Covid ao ter contato com o marido, mas manifestou sintomas leves, apesar de asmática.

Adrianne conta que, um dia, perdeu o controle, teve um surto e tentou tirar a própria vida. Foi resgatada por uma prima que mora bem perto da casa dela. "Eu só me lembro dos bombeiros na minha casa", diz.

Nesses dez meses sem Lord, apelido de Diogo, Adrianne vem fazendo de seu corpo uma plataforma para elaborar o luto. Já são 15 tatuagens. Uma delas está assim grafada: IgG19.

As letras são uma referência ao exame que detecta a produção de anticorpos para a Covid, representada pelo número 19 da tatuagem. Ela também criou um grupo de WhatsApp chamado "Guerreiras da Pandemia", que reúne mais quatro amigas que perderam maridos ou irmãos para o coronavírus.

"Eu sei que o nome do grupo é ruim. Mas é o lugar que temos para xingar, chorar e expressar nossas oscilações de humor porque é assim: só quem perdeu alguém muito próximo para a Covid é capaz de entender o que eu estou sentindo", diz.
De Fortaleza, no Ceará, a família de Sarah Pereira Lucas Melo, 20, não conseguiu nem enterrar o corpo de dona Raimunda de Paula Melo, 90, um caso envolto em desrespeito e má gestão da pandemia.

A idosa morreu no dia 13 de maio de 2020 após dar entrada no serviço de saúde do bairro Itaperi, e seu corpo desapareceu depois disso. A reportagem acompanha o desenrolar do caso desde setembro do ano passado.

"É como uma história com começo e sem final. Isso vai martirizando a gente de um jeito. É desumano, é criminoso", diz a neta. Em maio do ano passado, o sistema de saúde de Fortaleza beirava o colapso pelo aumento súbito de casos e mortes muito aquém da capacidade da rede instalada de leitos para atender a doença.

O que a família de Raimunda aguarda é o cumprimento de uma ordem judicial para saber se os restos mortais da idosa estão enterrados numa das covas do cemitério Parque Bom Jardim, um dos espaços públicos para enterros mais demandados na pandemia, como suspeita a família.

O advogado Valdir Neto, que representa a família de Raimunda, informou que a exumação ainda não foi realizada e, que a demora, "é um sinal claro de desrespeito dos direitos humanos", afirma.

"O que me deixa mais triste é que se a minha avó tivesse sido atendida com dignidade ela talvez pudesse estar aqui conosco e já imunizada", afirma a neta. (Por Folhapress).


A empresa pode demitir por justa causa o funcionário que se recusar a tomar vacina?

Três advogados trabalhistas consultados pela reportagem afirmam que existiria embasamento jurídico para a aplicação da justa causa

Carteira de trabalho - Foto: Agência Brasília

O avanço da agenda de vacinação no Brasil para novos grupos, como idosos, acendeu um debate sobre a obrigatoriedade da imunização no ambiente profissional.

A decisão do Supremo Tribunal Federal que autoriza que os governos federal, estaduais e municipais tornem obrigatória a vacinação em municípios pode respingar para o setor privado e possibilitar que empresas tornem obrigatória a vacinação de funcionários.

Deputados da base bolsonarista já se movimentam para apresentar resistência à decisão. Carla Zambelli (PSL-SP) apresentou um projeto de lei que pede pelo veto à demissão por justa causa de funcionários que recusarem a imunização.

Neste cenário, três advogados trabalhistas consultados pela reportagem afirmam que existiria embasamento jurídico para a aplicação da justa causa em uma situação assim.

Embora seja uma preocupação para o futuro, já que o calendário de vacinação ainda não abrange as faixas etárias que estão em peso no mercado de trabalho, empresas e funcionários já se preparam para a possibilidade.

"Existe um conflito entre o dever do empregador zelar pelo meio ambiente de trabalho, previsto na Constituição, e o direito individual do trabalhador de não ser obrigado a fazer nada se não em virtude de lei", conta Aldo Martinez. "A decisão do Supremo diz que a vacina é obrigatória, mas ela não pode ser forçada."

Segundo Martinez, além da responsabilidade com o bem-estar individual dos funcionários, a empresa tem responsabilidades sociais com o INSS.

"O INSS é diretamente afetado nessa discussão. Se um trabalhador pega Covid-19 e se afasta, ele recebe o benefício previdenciário e isso gera um custo para a Previdência", comenta.

O Ministério Público do Trabalho divulgou, no dia 9, um guia técnico que orienta a ação de procuradores. Segundo o material, o funcionário que se recusar a tomar a vacina sem justificativa poderá ser demitido por justa causa.

A orientação, apesar de embasar a ação dos procuradores, não tem efeito de lei.

"Hoje as empresas podem obrigar o funcionário a comprovar ter tomado a vacina", afirma Mourival Ribeiro. "E, caso haja recusa, pode aplicar sanções disciplinares como advertências, suspensões e até mesmo o fim do contrato."

Segundo o advogado, a demissão é a última alternativa e antes dela devem vir as advertências e suspensões.

Além da obrigatoriedade da vacina, empresas discutem o papel no oferecimento da imunização, como já é feito com doenças como H1N1.

A advogada Fernanda Garcia afirma que não há nenhum impedimento legal para que empresas adquiram vacinas e imunizem os funcionários. O único porém é que a vacina deve estar disponível no setor privado para isso.

A situação da Covid-19, porém, não é a mesma de outras doenças. Além da alta taxa de mortalidade em comparação com H1N1, a produção e distribuição da vacina ainda está restrita ao setor público.

Para Aldo Martinez, mesmo com a possibilidade jurídica de comprar a vacina no setor privado, as empresas se preocupam com suas reputações. "Elas querem proteger os empregados, mas pode parecer egoísta se valer do capital privado para comprar uma vacina em detrimento de pessoas que estão sob mais risco. Isso pode não repercutir bem", diz.

Para Fernanda Garcia, a empresa tem um papel importante na conscientização dos funcionários quanto à importância da vacinação e do uso de equipamentos de proteção individual.

"Se o empregado deixa de usar uma EPI, como óculos, capacete e bota, a empresa pode adverti-lo. Se o comportamento se repetir, a pode suspendê-lo e até demiti-lo por justa causa", diz Aldo Martinez.

O uso da máscara entra em uma lógica similar. "É um risco para outras pessoas. Caso haja recusa em usar pode haver sanção", afirma Mourival Ribeiro. (Por Folhapress).


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Privatização da Eletrobras poderá aumentar conta de luz em até 16,7%

 

(Foto: Reuters)

A privatização da Eletrobras, como deseja o governo Jair Bolsonaro, pode ferir a economia popular e causar prejuízos aos trabalhadores do país. Se for realizada de fato, a venda da Eletrobras pode elevar a conta de luz em até 16,7% num primeiro momento. E elevar o custo da indústria, das famílias e de toda a cadeia de produção da economia em R$ 460 bilhões por 30 anos.

Essa é a avaliação do Coletivo Nacional dos Eletricitários, que nesta terça-feira (23) divulgou nota rechaçando a Medida Provisória 1031/21, apresentada pelo governo Bolsonaro ao Congresso para acelerar a privatização da empresa estatal de energia.

O texto da MP prevê a manutenção de poder de veto do governo sobre as decisões da empresa por meio de ações preferenciais. Atualmente, a União possui 60% das ações da Eletrobras. “A Câmara e o Senado vão dar a devida urgência à matéria, até por ser uma medida provisória. E a nossa agenda de privatização, essa MP não trata disso hoje em dia, mas nossa agenda de privatização continua a todo vapor”, disse o presidente Jair Bolsonaro. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) informou que o texto deve entrar na pauta da Câmara na semana que vem.

O Coletivo Nacional dos Eletricitários manifestou repúdio e indignação com a apresentação da medida provisória.  “A Medida Provisória 1031/21, remonta outras iniciativas legislativas recentes de tentativa de privatização da Eletrobras. Todas estas tentativas caíram por terra”, afirmam os eletricitários.

Energia mais barata

“A privatização da Eletrobras pressupõe da condição de descotização de 15 usinas hidrelétricas que vendem energia bem mais barata que o Mercado Livre. Se essas usinas vendem o MWH entre R$ 40,00 e R$ 60,00, o Mercado Livre vende seu MWH por R$ 200,00 a R$ 800,00”, lembram os eletricitários, destacando que esse é o fator envolvido na venda da Eletrobras que pode repercutir no aumento da conta de luz para a população.

As recentes privatizações de distribuidoras de energia elétrica no Brasil tiveram sempre dois efeitos colaterais preponderantes: tarifaço e apagão, destacam ainda os trabalhadores. “As populações dos estados de Goiás, Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Piauí e Alagoas penam com o descaso na prestação de serviço privatizado.”

Ainda sobre apagões, como não lembrar do recente episódio sombrio no Amapá. Quando uma transmissora de energia privada deixou a maior parte do estado sem luz por 20 dias.

Meio ambiente

A privatização da Eletrobras é ainda um risco iminente para o meio ambiente, de acordo com a avaliação dos trabalhadores. “A Eletrobras tem 47 barragens hídricas, algumas delas sexagenárias e por responsabilidade de Estado e expertise em engenharia segurança de barragens, nunca tivemos sequer a ameaça de episódios degradantes como nas privatizadas barragens de rejeito de Brumadinho e Mariana (MG)”, afirmam.

A expectativa do governo é que pela entrega da Eletrobras a União arrecade R$ 16 bilhões em bônus de outorga. Aqueles que justificam a privatização para efeito fiscal ou social deveriam saber que a dívida pública ronda os R$ 6 trilhões e que apenas um mês de auxílio emergencial digno de R$ 600,00 custa aos cofres públicos R$ 50 bilhões, ou seja, três privatizações da Eletrobras.

Engodo da MP 1031/21

Por tudo isso, o engodo no texto da Medida Provisória 1031/21 é um grande absurdo, avaliam os trabalhadores. “A Eletrobras é a maior empresa de energia elétrica da América Latina, responsável por 30 % da geração e 50% da transmissão de energia das brasileiras e dos brasileiros. É lucrativa, teve superávit de mais de R$ 30 bilhões nos últimos três anos.”

Nos últimos 20 anos, a empresa distribuiu mais de R$ 20 bilhões para União como dividendos. “Se este governo pensasse como Estado, entenderia que a Eletrobras, com baixo endividamento e forte fluxo de caixa, está pronta para investir em obras estruturantes aumentando a capacidade brasileira de geração e transmissão de energia de qualidade e gerando empregos para recuperar a nossa economia desta crise sem precedentes.”

Contra a privatização da Eletrobras e os aumentos na conta de luz, os eletricitários conclamam “o povo brasileiro, bem como todas entidades que lutam por justiça e igualdade social para que se unam a nós nesta luta pelo Brasil em defesa da Eletrobras pública e como fonte de energia elétrica acessível para a vida dos brasileiros e brasileiras”. (Rede Brasil Atual).


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Após prisão de Daniel Silveira, Congresso avalia proibir Justiça de afastar parlamentares

 

(Foto: Reprodução | Najara Araújo/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados estuda alterações na Constituição para limitar a possibilidade de prisão de parlamentares.

De acordo com informações do jornal O Globo, o presidente do Congresso, Arthur Lira, quer criar um grupo de parlamentares para escrever uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema.

Segundo a publicação, texto pode prever, entre outros pontos, o fim do afastamento temporário de membros do Congresso, salvo casos nos termos do artigo 55 da Constituição. Ou seja, em caso de fraudes eleitorais, atividades criminais ou quebra de decoro.

As modificações são feitas em meio às discussões sobre a prisão do deputado Daniel Silveira, detido por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). A previsão é que a votação da PEC já seja iniciada hoje (24), em primeiro turno, na Câmara.

Outra medida proposta é determinar que a busca e apreensão contra parlamentares no Congresso ou nas suas residências sempre deverá ser referendada, após sua realização, pelo plenário do STF.

Caso contrário, as provas obtidas podem ser invalidadas. A análise das provas obtidas em busca e apreensão que não seja validada pelo Supremo configurará crime de abuso de autoridade, segundo a proposta.

A PEC estabelece ainda que a Polícia Legislativa supervisionaria as buscas e apreensões nas dependências do Congresso.

O projeto também estende aos deputados estaduais as mesmas prerrogativas dos deputados federais e senadores. Assim, eles só poderão ser presos por crime em flagrante e inafiançável.

As modificações previstas estão no artigo 53 da Constituição Federal, que trata de imunidade parlamentar sobre "opiniões, palavras e votos". (Sputnik). 


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PERNAMBUCO - veja serviços essenciais que poderão funcionar durante restrição de atividades em 63 cidades

 

Desinfecção do Parque 18 de maio, em Caruaru - Foto: Divulgação/Prefeitura de Caruaru

Em decreto publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (24), o Governo de Pernambuco listou estabelecimentos e serviços autorizados a funcionar em 63 cidades do Estado enquanto durar a restrição de atividades econômicas e sociais para tentar frear o avanço da Covid-19. [veja a lista de municípios no final do texto]

A medida começa a valer na sexta-feira (26) em municípios ligados às Gerências Regionais de Saúde (Geres) com sedes em Limoeiro, Caruaru e Ouricuri. 

Até 10 de março, apenas serviços essenciais poderão funcionar entre 20h e 5h do dia seguinte de segunda a sexta-feira e das 17h às 5h do dia seguinte aos sábados, domingos e feriados.

O decreto considera como essenciais serviços como farmácias, postos de gasolina, clínicas, hospitais, hotéis e pousadas e imprensa. 

Para tomar a decisão de restrições, o Governo do Estado levou em consideração o cenário epidemiológico nas cidades. A taxa de ocupação dos leitos de UTI dedicados à Covid-19 estão acima dos 90%. Em Caruaru, a rede hospitalar beirou o colapso e chegou a atingir 100%. 

Veja a lista completa de serviços permitidos, definida pelo Decreto Estadual nº 50.308, de 23 de fevereiro de 2021:

I - serviços públicos municipais, estaduais e federais, inclusive os outorgados ou delegados, nos âmbitos dos Poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário, dos Ministérios Públicos e dos Tribunais de Contas;
II - farmácias e estabelecimentos de venda de produtos médico-hospitalares;
III - postos de gasolina;
IV – serviços essenciais à saúde, como médicos, clínicas, hospitais, laboratórios e demais estabelecimentos relacionados à
prestação de serviços na área de saúde, observados os termos de portaria ou outras normas regulamentares editadas pelo Secretário Estadual de Saúde;
V - serviços de abastecimento de água, gás e demais combustíveis, saneamento, coleta de lixo, energia, telecomunicações e internet;
VI - clínicas e os hospitais veterinários e assistência a animais;
VII - serviços funerários;
VIII - hotéis e pousadas, incluídos os restaurantes e afins, localizados em suas dependências, com atendimento restrito aos hóspedes;
IX - serviços de manutenção predial e prevenção de incêndio;
X - serviços de transporte, armazenamento de mercadorias e centrais de distribuição, para assegurar a regular atividade dos
estabelecimentos cujo funcionamento não esteja suspenso;
XI - estabelecimentos industriais e logísticos, bem como os serviços de transporte, armazenamento e distribuição de seus
insumos, equipamentos e produtos;
XII - oficinas de manutenção e conserto de máquinas e equipamentos para indústrias e atividades essenciais previstas neste
Decreto, veículos leves e pesados e, em relação a estes, a comercialização e serviços associados de peças e pneumáticos;
XIII - restaurantes, lanchonetes e similares, por meio de entrega a domicílio e para atendimento presencial exclusivo a
caminhoneiros, sem aglomeração;
XIV - serviços de auxílio, cuidado e atenção a idosos, pessoas com defi ciência e/ou difi culdade de locomoção e do grupo de risco, realizados em domicílio ou em instituições destinadas a esse fi m;
XV - serviços de segurança, limpeza, vigilância, portaria e zeladoria em estabelecimentos públicos e privados, condomínios, entidades associativas e similares;
XVI - imprensa;
XVII - serviços de assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade;
XVIII - transporte coletivo de passageiros, devendo observar normas complementares editadas pela autoridade que
regulamenta o setor;
XIX - supermercados, padarias, mercados, lojas de conveniência e demais estabelecimentos voltados ao abastecimento
alimentar da população

Cidades com atividades não essenciais restritas:

II Geres - Limoeiro, no Agreste
Municípios (20): Bom Jardim, Buenos Aires, Carpina, Casinhas, Cumaru, Feira Nova, João Alfredo, Lagoa de Itaenga, Lagoa do Carro, Limoeiro, Machados, Nazaré da Mata, Orobó, Passira, Paudalho, Salgadinho, Surubim, Tracunhaém, Vertente do Lério, Vicência.

IV Geres - Caruaru, no Agreste
Municípios (32): Agrestina, Alagoinha, Altinho, Barra de Guabiraba, Belo Jardim , Bezerros, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Cachoeirinha, Camocim de São Felix, Caruaru, Cupira, Frei Miguelinho, Gravatá, Ibirajuba, Jataúba, Jurema, Panelas, Pesqueira, Poção, Riacho das Almas, Sairé, Sanharó, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria do Cambucá, São Bento do Uma, São Caetano, São Joaquim do Monte, Tacaimbó, Taquaritinga do Norte, Toritama, Vertentes.adjh

IX Geres - Ouricuri, no Sertão
Municípios (11): Araripina, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Santa Cruz, Santa Filomena, Trindade.(Por Portal Folha de Pernambuco).




INQUÉRITO - Polícia Federal vai investigar ameaças de bomba feitas antes do incêndio na UFPE

  Dias antes do incêndio, prints de mensagens envolvendo ameaças de "explosão" aos prédios da instituição circularam entre grupos ...