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segunda-feira, 8 de março de 2021

Covid-19: Brasil tem 11 milhões de casos e 266,3 mil mortes

 

Foto: Amazônia Real

O Brasil chegou a 266.398 mortes por complicações da Covid-19. Em 24 horas, foram registrados 987 novos óbitos. Ontem (7), foram 265.411 mortes registradas pelas autoridades de saúde. Ainda há 2.836 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.


As informações foram divulgadas na atualização diária do Ministério da Saúde de hoje (8). O balanço é elaborado a partir das informações levantadas pelas autoridades estaduais e locais de saúde sobre casos e mortes provocados pela Covid-19.

A soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia alcançou 11.051.665. Entre ontem e hoje, foram registrados 32.321 novos diagnósticos positivos por equipes de saúde. 

O número de pessoas recuperadas alcançou 9.782.230. Já a quantidade de pessoas com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.002.947. Pela primeira vez desde o início da pandemia este total de casos ativos em análise pelas equipes de saúde ultrapassou 1 milhão.

Os números em geral são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da redução das equipes aos fins-de-semana e o impacto disso na alimentação dos dados nas secretarias de saúde. Já às terças-feiras a soma diária costuma ser maior pelo acúmulo de dados regularizado.

Estados

O ranking de estados com mais mortes pela Covid-19 é liderado por São Paulo (61.584), Rio de Janeiro (33.729), Minas Gerais (19.548), Rio Grande do Sul (13.562) e Bahia (12.632). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.066), Amapá (1.161), Roraima (1.167), Tocantins (1.594) e Sergipe (3.032). (Por: Agência Brasil).


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SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE - Número de notificações de SRAG em Pernambuco é o maior desde setembro de 2020

A diferença é que em setembro os indicadores estavam em queda e, agora, sobem aceleradamente

O aumento nos chamados por ambulâncias e nas solicitações por leito de internação não deixam dúvidas sobre o momento delicado que Pernambuco enfrenta em relação à pandemia da Covid-19. E os índices reforçam o quão avassaladora tem sido essa segunda onda. 

Desde o final de 2020 e início deste ano, o Estado apresentava oscilação em patamares elevados. Nas últimas semanas, contudo, entrou em rota de aceleração de infecções.

É tanto que, pela primeira vez neste ano, foram registrados mais de 100 casos diários de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) a partir da Covid-19. No último dia 5, foram 123 casos e nesta segunda-feira (8), 114. 

Esse dado chama atenção porque os pacientes que evoluem com sintomas mais graves, segundo os especialistas, são a menor parcela entre o total de infectados. 

Crescente
Na última semana, a Semana Epidemiológica (SE) 9 de 2021, o Estado registrou o maior número de notificadções de SRAG desde a Semana Epidemiológica 36 de 2020, entre os dias 1º e 7 de setembro. 

As notificações não necessariamente se confirmam como casos de Covid-19, uma vez que outros vírus respiratórios também podem causar esse quadro. 

A SE 36 de 2020 acumulou 959 notificações de casos de SRAG, com 233 pacientes testando positivo para o novo coronavírus. Já entre os dias 28 de fevereiro e 6 de março de 2021, foram 947 notificações de SRAG. Até o momento, 256 pacientes já receberam resultado positivo para infecção pelo Sars-CoV-2 - o número ainda pode aumentar, dado o atraso na liberação dos resultados.  

O que chama atenção nesses cenários é o contexto em que eles acontecem. Em setembro, após encarar meses de extrema dificuldade em abril, maio e junho, Pernambuco vinha em um movimento de descida nos indicadores, com redução gradativa dos casos a cada semana. 

Agora, o sentido é oposto, com uma aceleração expressiva no número de novas infecções e perspectivas duras para as próximas semanas, de acordo com o que disse o secretário de Saúde do Estado, André Longo, em entrevistas coletivas recentes. 

Com apenas dois dias, a SE 10 de 2021, que começou no domingo (7) e só encerra no próximo sábado (13), já reúne 106 casos de SRAG, sendo cinco deles já com diagnósticos de infecção pelo novo coronavírus.  ( Por Portal Folha de Pernambuco).



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domingo, 7 de março de 2021

Governadores articulam anunciar medidas restritivas em conjunto contra avanço da Covid-19

 

Eles concordaram em divulgar ações até o dia 14 de março, pelo menos


Vacina contra a Covid-19 - Foto: Hazem Bader/AFP

Governadores articulam anunciar conjuntamente medidas restritivas a fim de reduzir o avanço da Covid-19 no Brasil.

Eles concordaram em divulgar ações até o dia 14 de março, pelo menos. O país atravessa o pior momento da pandemia, com recordes diários de mortes.

O pedido de uma ação nacional chegou a ser feito para o Ministério da Saúde, mas a resposta foi a de que o presidente Jair Bolsonaro não deixa.

A ideia é a de que entre no pacto algumas iniciativas básicas, que sirva para todos, e que, a partir disso, cada um tome outras decisões de acordo com a necessidade local.

O principalmente objetivo é o de comunicar a população de que o momento é crítico e pede que a circulação seja reduzida imediatamente, sendo a forma de diminuir a ocupação nos hospitais.

Segundo o governador Wellington Dias (PT-PI), porta-voz do grupo, alguns pontos que podem entrar nesse acordo nacional são o de proibição de venda de bebidas alcoólicas a partir de um determinado horário e o de impedimento de eventos com aglomeração.

O plano ainda está em discussão neste domingo (7). Vinte e um estados já concordaram em apoiar o pacto. A consulta ainda está aberta para os que ainda não aderiram.

Os estados que já estão juntos são Piauí, Paraíba, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, São Paulo, Pará, Distrito Federal, Alagoas, Minas Gerais, Ceará, Sergipe, Goiás, Maranhão, Amazonas, Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro. (Por Camila Mattoso (Folhapress).


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quinta-feira, 4 de março de 2021

Diagnósticos de câncer de rim, próstata e bexiga caem 26% na pandemia

 

Dados são de pesquisa encabeçada pela Sociedade Brasileira de Urologia

Atendimento Hospitalar

Os diagnósticos de câncer de rim, próstata e bexiga caíram, em média, 26% no período da pandemia da covid-19 em 2020, em comparação a igual período de 2019. As informações, divulgadas hoje (4), fazem parte de pesquisa encabeçada pela Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBU-SP), em parceria com instituições de saúde paulistas responsáveis pelo atendimento de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os dados foram fornecidos pelo Hospital Amaral de Carvalho, de Jaú (SP), pelo Instituto do Câncer da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP), Hospital AC Camargo Câncer Center, de São Paulo, Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pelo Hospital São Paulo da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), de São Paulo.

“O medo de contrair o Covid pela exposição a ambientes potencialmente contaminados como consultórios, clínicas e hospitais tem impedido muitos homens de procurar ajuda médica. Porém, a recomendação da comunidade científica é que os pacientes não deixem de fazer suas consultas de rotina e, quando estão em tratamento, não abandonem a terapia”, disse o presidente da SBU-SP, o urologista Geraldo de Faria.

“Dependendo do estágio da doença, quanto antes o homem iniciar o tratamento, melhor será o resultado e possibilidades de cura”, acrescentou. 

De acordo com o levantamento, o Hospital das Clínicas da Unicamp observou uma queda de 52% nos casos de câncer de bexiga e de 63% de rim. Já no Hospital AC Camargo Câncer Center, a redução foi de 24% para os tumores da bexiga e 29% para os de rim. Os dados para o câncer de rim do Hospital São Paulo mostraram redução no diagnóstico de novos casos de 35%.

Câncer de próstata

De acordo com a pesquisa, os diagnósticos de tumor de próstata – o segundo câncer urológico de maior prevalência na população masculina, e também a segunda maior causa de óbito do homem - teve uma redução média de 33% nas instituições apuradas. 

No Hospital AC Camargo Câncer Center, a queda foi de 48% e, no Hospital das Clínicas da Unicamp, de 61%. Em números absolutos, o Hospital São Paulo - Unifesp diagnosticou 57 novos casos de câncer de próstata em 2020, ante 76 em 2019. Já o Hospital das Clínicas da Unicamp atendeu 67 novos casos em 2020, contra 172 diagnosticados em 2019. (Por Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil - São Paulo).

Edição: Fernando Fraga



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Pernambuco registra 1.685 novos casos e 22 óbitos por Covid-19 nas últimas 24h

 

Enterro de vítima fatal da Covid-19 - Foto: Edmar Barros/Futura Press/Folhapress


A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta quinta-feira (4), 1.685 casos da Covid-19. Entre os confirmados, 82 (5%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 1.603 (95%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 304.732 casos confirmados da doença, sendo 32.722 graves e 272.010 leves.

Também foram confirmados 22 óbitos, ocorridos entre 5 de janeiro deste ano e  essa quarta-feira (3). Com isso, o Estado totaliza 11.090 mortes pela Covid-19. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde. (Por Portal Folha de Pernambuco).


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Bolsonaro volta a criticar isolamento social: 'Chega de frescura e mimimi! Vão chorar até quando?'

 


Durante discurso na inauguração de trecho de ferrovia em GO, nesta quinta-feira (4), Jair Bolsonaro voltou a criticar chamando de "frescura" e mimimi" o isolamento social enquanto o país se aproxima de 260 mil mortos pela Covid-19 e bate recordes de mortes diárias desde o início da pandemia.

"Vocês não ficaram em casa, não se acovardaram. Nós temos que enfrentar os nossos problemas. Chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos que enfrentar os problemas. Respeitar, obviamente, os mais idosos e aqueles que têm doenças e comorbidades. Mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?", indagou Bolsonaro.

O presidente também recorreu à religião para questionar o isolamento. "A própria bíblia diz que, em 365 citações, ela diz (sic) não temas. Eu sou católico, acredito em Deus respeitando as religiões, mas se ficarmos em casa o tempo todo e dizer que 'a economia nós vamos ver depois', uma parte estamos vendo agora o que foi essa política. Qual o futuro do Brasil? O efeito colateral do tratamento errado do Covid, que venho falando há um ano, é muito mais danoso que o próprio vírus", avaliou.
Confira o vídeo:


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quarta-feira, 3 de março de 2021

Professor de 39 anos morre em Cotia e expõe o risco das escolas abertas

 

(Foto: ABr

A Covid-19 faz mais uma vítima no meio educacional, desta vez em Cotia (SP). Segundo informações da Apeoesp o docente se chamava Rodrigo Andrade, tinha 39 anos e era coordenador na Escola Estadual Prof. Odair Pedroso.

Ele trabalhou presencialmente até terça-feira da semana passada, quando se afastou devido à doença", afirma a Apeoesp em postagem em uma rede social nesta terça (2). "A escola já teve vários casos de pessoas que testaram positivo e, ainda assim, segue funcionando com aulas presenciais."

"Seguimos ainda mais indignados na luta para que o governo de São Paulo cancele a irresponsável política de aulas presenciais e para que o prefeito de Cotia incorpore as escolas estaduais ao decreto", segue a entidade.

Outros óbitos 

A professora Maria Tereza Miguel Couto de Lourenço, de 32 anos, que dava aulas na escola estadual de tempo integral Ministro José de Moura Rezende, em Caçapava (SP) morreu no dia vinte de fevereiro em decorrência da Covid-19. Já na cidade de Campinas, Ana Clara Macedo dos Santos, do 8° Ano,  morreu com apenas 13 anos, nesta quinta-feira (25), ao contrair o vírus no colegio Raquel de Queiroz. (Brasil247).


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SÍNDROME DE HAFF - Jaboatão recomenda suspensão da venda do peixe arabaiana; Apevisa diz que não há restrições

Para o cumprimento da recomendação de suspensão, haverá inspeção em feiras, peixarias e supermercados


Após a morte da veterinária pernambucana Pryscila Andrade, com suspeita de Síndrome de Haff, a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR), recomenda a suspensão do comércio do peixe arabaiana no município. 

A veterinária e a irmã, a empresária Flávia Andrade, foram internadas, em fevereiro, em um hospital privado do Recife após comerem o peixe. A síndrome é popularmente conhecida como "doença da urina preta". A morte de Pryscila foi informada pela mãe, nessa terça-feira (2).

Segundo a secretária municipal de Saúde de Jaboatão dos Guararapes, Zelma Pessôa, a recomendação de não comercialização para o município vale até o fim da Semana Santa, no início de abril. A data coincide com o período histórico do aumento do consumo de peixes por causa da Quaresma.

"A decisão se deu por ser [a arabaiana] um peixe de maior musculatura e pela possibilidade de albergar uma maior quantidade de toxinas. Jaboatão irá seguir as diretrizes técnicas definidas em reunião", explicou Zelma.

A reunião a qual a secretária se refere ocorreu na terça-feira (2), em Jaboatão. Participaram do encontro representantes do Ministério da Agricultura, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e de órgãos municipais e estaduais, como as agências de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro) e Vigilância Sanitária (Apevisa) e a Vigilância Sanitária de Jaboatão.

Apesar do conselho de Jaboatão, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), por meio da Apevisa, em nota divulgada nesta quarta-feira (3), informou que não há, em âmbito estadual, nenhuma restrição voltada para o consumo de peixes e crustáceos no território pernambucano, no momento.

"Não há como proibir, não temos estudos suficientes que recomendem essa proibição do consumo. As nossas recomendações são aquelas comuns da Quaresma, como a atenção à escolha do peixe", falou o gerente-geral da Apevisa, Josemaryson Bezerra.

Para o cumprimento da recomendação de suspensão em Jaboatão, haverá inspeção pelas equipes de Vigilância Sanitária do município em feiras, peixarias e supermercados que comercializam peixes e crustáceos.

"Há uma questão de responsabilidade sanitária para as medidas preventivas, considerando inclusive a necessidade de alerta para a população para o consumo desse tipo de pescado específico. A toxina não é inativada em peixes fritos ou cozidos", completou a secretária de Saúde de Jaboatão.

Orientações
A SES-PE alerta que, em caso de sintomas sugestivos da Síndrome de Haff, como enrijecimento dos músculos, urina preta e dores abdominais, o paciente deve procurar atendimento no serviço de saúde mais próximo de sua residência. 

Em seguida, o paciente deve relatar a sintomatologia e o histórico de consumo de pescados. 

A investigação epidemiológica de cada caso é feita pelas secretarias de Saúde municipais, com apoio da SES-PE. 

Síndrome de Haff em Pernambuco
Entre 2017 e 2021, o Estado registrou 15 possíveis casos de Síndrome de Haff, sendo dez confirmados por critério clínico epidemiológico - dos quais quatro em 2017 e seis em 2020. 

Em 2021, a pasta recebeu a notificação de cinco casos, incluindo o das duas irmãs. Todos seguem investigação, com apoio da Secretaria de Saúde do Recife.

Não há, por ora, mortes confirmadas pela doença nesse período. (Por Fabio Nóbrega/Folhape).


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Rui Costa: “O responsável maior por essa tragédia é o presidente”

 

(Foto: Reprodução)

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), criticou a conduta de Jair Bolsonaro pelo atual avanço da pandemia do novo coronavírus.

“Precisamos da vacina para salvar o Brasil desta tragédia. O veto do presidente à medida que poderia ter resolvido o problema da burocracia da Anvisa é um absurdo. Vamos abrir mais leitos de UTI, agora no hospital de campanha da Fonte Nova, mas só a vacina nos dará a vitória”, disse Costa.

Para o governador, “o responsável maior por essa tragédia é o presidente”. Ele disse ainda que não aceitaria estar no lugar de Pazuello para receber as ordens que vem sendo dadas por Bolsonaro.

Os governadores dos nove estados do Nordeste encomendaram 25 milhões de doses da Sputnik V, vacina produzida pela Rússia contra a Covid-19. A vacina ainda não foi aprovada pela Anvisa. (247).

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PCR instala contêiner ao lado do Hospital do Idoso para armazenar corpos de vítimas da Covid-19

Medida semelhante havia sido tomada no hospital de campanha montado em abril de 2020

Contêiner foi instalado ao lado do Hospital do Idoso - Foto: Reprodução TV Globo

Com o agravamento da crise sanitária e a saturação dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 na Capital pernambucana, a Prefeitura do Recife instalou, na terça-feira (2), um contêiner do lado de fora do Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, no bairro de Areias, Zona Oeste do Recife. 

Medida semelhante havia sido tomada no hospital de campanha montado em abril de 2020 nos Coelhos, no Centro da cidade. O recrudescimento da pandemia tem exigido do poder público medidas para minimizar os impactos do aumento dos casos graves e internações.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife explicou que "a ampliação da oferta em 300% de novas vagas de UTI no Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa (HECPI) para pacientes com síndrome respiratória aguda grave (srag), exige adequação específica da estrutura física da unidade, como o aumento proporcional do necrotério. O HECPI dispõe, atualmente, de 40 vagas ativas de terapia intensiva, devendo chegar a 80".(Por Juliano Muta/Folhape).


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Consórcio para compra de vacinas tem adesão de 649 prefeituras

 

Iniciativa foi lançada na segunda-feira por cerca de 300 prefeitos

Reuters/Imagro Imagens

O consórcio de municípios para compra de vacinas contra a covid-19 já teve manifestação de interesse de 649 prefeituras, segundo a lista divulgada hoje (3) pela Federação Nacional de Prefeitos (FNP). A iniciativa foi lançada na segunda-feira (1º) em uma reunião com cerca de 300 prefeitos.

As administrações municipais podem assinar o termo de intenção do consórcio até sexta-feira (5). A previsão é que a associação seja efetivamente instalada até o dia 22 de março. Deve ser ainda elaborado um modelo de projeto de lei para ser enviado às câmaras municipais para que as cidades participem das compras. 

A ideia é que as prefeituras possam comprar as vacinas caso o Plano Nacional de Imunização (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde, não seja capaz de suprir toda a demanda. “O consórcio não é para comprar imediatamente, mas para termos segurança jurídica no caso de o PNI não dar conta de suprir toda a população. Nesse caso, os prefeitos já teriam alternativa para isso”, explicou o presidente da FNP, Jonas Donizette, durante a reunião de lançamento da iniciativa. 

Estão sendo avaliadas formas de financiar a aquisição dos imunizantes. Há três possibilidades principais: recursos do governo federal; financiamento por organismos internacionais e doações de investidores privados brasileiros.

A lista de prefeituras que demonstraram intenção de aderir ao consórcio está disponível na página da FNP. (Por Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil - São Paulo).

Edição: Fernando Fraga



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Nova remessa com 102 mil doses de vacina contra a Covid-19 desembarca em Pernambuco

 

Foto: Hélia Scheppa/SEI

Pernambuco recebeu, na madrugada desta quarta-feira (3), mais uma remessa de vacina contra a Covid-19. Desta vez, o estado foi abastecido com 102 mil doses do imunizante Sinovac/Butantan, que vão servir para dar celeridade à vacinação de trabalhadores de saúde e idosos com idades entre 80 e 84 anos, sendo os dois públicos parte do grupo prioritário. Segundo o Governo do Estado, com o desembarque das doses do imunizante - que chegaram em solo pernambucano por volta das 2h, no Aeroporto Internacional do Recife -, subiu para 743.560 o quantitativo de vacinas enviadas ao estado.

"Com a chegada desse novo lote e a distribuição rápida das vacinas para todas as regiões do Estado, continuamos consolidando a vacinação dos grupos prioritários. Pernambuco tem dado o exemplo, com um sistema que permite que as doses cheguem com agilidade aos municípios, para o atendimento à população”, destacou o governador Paulo Câmara.

O secretário Estadual de Saúde, André Longo, ressaltou que, após o desembarque das doses em Pernambuco, a distribuição do imunizante é realizada de forma igualitária para os municípios. “Reforço que a distribuição é feita de forma igualitária entre as cidades, levando em consideração a população de cada grupo prioritário que já está sendo beneficiado com a campanha”, afirmou Longo.

Como de praxe, as doses foram levadas para a central de armazenamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES), e recebidas pela superintendente de Imunização do Estado, Ana Catarina de Melo. “Já estamos iniciando o processo de análise e separação, para que os imunizantes sejam encaminhados já no início da manhã para todas as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres)", concluiu.

Balanço

O Governo do Estado informou que, com essa nova remessa, Pernambuco passou a totalizar 577.560 vacinas da Sinovac/Butantan, para as duas doses, e 166 mil da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, apenas para a primeira. Em breve, segundo o governo, o Ministério da Saúde enviará a segunda dose, que deve ser feita três meses após o envio da primeira. (Por: Diario de Pernambuco).


Covid-19: transmissão do vírus dispara no Brasil; cepa amazônica preocupa

 

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

O colapso generalizado dos sistemas de saúde dos estados de norte a sul, o ritmo lento de vacinação, a reação à necessidade de um lockdown e o desrespeito às medidas de proteção contra o novo coronavírus podem ser resumidos em apenas um número: 1.641 mortos pela covid-19 em apenas 24h, de acordo com o levantamento feito painel do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) –– que, na última segunda-feira, recomendou o fechamento dos estados cujas unidades de terapia intensiva (UTI) chegassem a 80% de ocupação e sugeriu toque de recolher nacional das 20h às 6h. Trata-se do recorde de vidas perdidas de um dia para outro. Já o cálculo realizado pelo consórcio de veículos de imprensa trouxe 1.726 óbitos no mesmo período.


Pelo levantamento do Conass, são 257.361 óbitos em todo o país, além de 10.646.926 casos registrados (59.925 de segunda-feira para ontem). A taxa de letalidade da doença está em 2,4% e a de mortalidade em 122,5 por 100 mil habitantes. São Paulo traz a maior quantidade de vidas perdidas, com 60.014. Os números colhidos pelo conselho dos secretários são reforçados pelo site oficial do governo federal que reúne os dados sobre a pandemia. O Ministério da Saúde não fez qualquer comentário sobre o recorde de mortes em apenas 24h até o fechamento desta edição.

Mas os números de ontem não podem ser considerados surpreendentes. Segundo o Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 18 estados e o Distrito Federal estão com mais de 80% dos leitos de UTI destinados ao tratamento de pacientes com covid-19 ocupados –– sendo que 10 deles contam com taxas maiores que 90%. Apenas oito unidades da Federação não ultrapassaram a taxa de ocupação considerada crítica pelos pesquisadores, sendo o Sergipe o fora da zona de alerta.

No boletim anterior do observatório, 12 estados e o DF estavam com mais de 80% dos leitos de UTI ocupados. A rapidez do avanço da doença no país chama a atenção dos pesquisadores. “A gente está em uma dinâmica muito rápida, tudo está correndo muito rápido. O mapa do Brasil está quase todo vermelho, cor que usamos para indicar a zona crítica, já estamos com 19 unidades federativas nessa zona de alerta”, salientou a pesquisadora Margareth Portela.

Em função da velocidade com que a pandemia evoluiu, os pesquisadores divulgaram uma nota técnica junto ao boletim extraordinário para alertar os governantes. “Pela primeira vez, desde o início da pandemia, verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos, de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave, alta positividade de testes e sobrecarga de hospitais”, diz o documento.

Margareth alerta que a possibilidade de ampliação de leitos de UTI existe, mas não é ilimitada. “Você tem que ter equipes muito bem treinadas e capacitadas para isso. Não basta ter vontade política e dinheiro para ampliar o número de leitos de terapia intensiva”, observou. Para ela, a alta ocupação dos leitos de UTI é a ponta do iceberg “de um patamar de intensa transmissão no país”, como aponta o documento da Fiocruz. “Algumas medidas de mitigação e de suspensão precisam voltar a ser adotadas de uma forma rigorosa”, indica a pesquisadora.

Corpo em contêiner
Diante da falta de uma política nacional para reduzir a transmissão do vírus, estados vivem cenário de guerra. No Rio Grande do Sul (RS), onde a taxa de ocupação de leitos de UTI da rede privada é maior do que na pública, um hospital particular de Porto Alegre instalou um contêiner refrigerado para colocar os corpos de vítimas da covid-19 caso haja atraso na retirada pelas funerárias.

A medida, segundo o Hospital Moinhos de Vento, é apenas preventiva e se fez necessária, já que o atual momento “registra os índices mais altos de internações e agravamento dos casos, gerando potencial crescimento no número de óbitos”. O complexo tem 119,7% de ocupação dos leitos de UTI. A última atualização feita pelo governo gaúcho indicava que a taxa de ocupação de leitos privados do estado estava em 129,4%.

Em Santa Catarina, a saída para desafogar a rede de saúde foi a remoção de pacientes para outro estado. A transferência de 16 pacientes de covid-19 para a rede hospitalar estadual do Espírito Santo ocorrerá a partir de hoje. “As equipes trabalham na triagem dos pacientes em condições clínicas para enfrentar a viagem, prevista para durar três horas e meia. A operação acontecerá a partir da manhã desta quarta, com dois transportes diários”, diz a nota da Secretaria de Saúde de Santa Catarina.

Especialistas alertam para um março trágico
Com a maior média móvel de mortes registrada desde o início da pandemia, o Brasil indica que os erros do passado não se tornaram aprendizados para o enfrentamento do novo coronavírus no país. De acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), 1.262 pessoas morrem, em média, por dia pela covid. Sem adotar medidas eficazes para intimidar o vírus, que faz cada vez mais vítimas no país, o Brasil tem tudo para viver um mês de março trágico, segundo especialistas.

“O que deixa tudo ainda pior é que estamos vendo um agravamento simultâneo, ou seja, todos os estados estão em situação de atenção (ocupação de leitos em torno de 70%) ou em estado grave (ocupação acima de 80%). Mas, diferentemente do ano passado, não são só as capitais que estão entrando em colapso, mas as cidades do interior dessas regiões”, disse o professor da faculdade de medicina da USP de Ribeirão Preto Domingos Alves.

Ele é um dos responsáveis pelo Portal Covid-19 Brasil, iniciativa formada por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade de São Paulo (USP), que monitora a pandemia no país. Ao Correio, ele ressaltou que a diminuição constante dos números de testes resulta em uma subnotificação dos casos e afirmou que “o Brasil já tem 22 milhões de infectados”, mais que o dobro do que os números oficiais indicam. O professor também disse que os cálculos indicam que até, o próximo dia 10, o país chegará a marca oficial de 11 milhões de infectados pela doença.

Fevereiro terminou com a pior semana epidemiológica, registrando, entre os dias 21 e 26: 8.244 vítimas do novo coronavírus. A oitava semana epidemiológica de 2021 também mostrou a segunda maior marca de casos: 378.084.

E o cenário está distante de transformações. Domingos afirmou que não enxerga melhora e prevê números ainda mais preocupantes. “Devemos chegar a 1,5 mil mortes diárias, na média móvel, até o dia 14 de abril. Devemos atingir a marca de 300 mil mortos até 6 de abril”, indicou.

O professor ainda explicou que toques de recolher e lockdowns não severos camuflam a sensação de eficácia, mas não interrompem a transmissão do vírus. “A taxa de transmissão já é maior do que 1, o que pode agravar ainda mais o número de infectados por dia para a próxima semana. Podemos chegar, nesta semana, a uma média de 60 mil casos por dia”, alertou. (Por: Correio Braziliense).


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