domingo, 10 de janeiro de 2021
Seguidor de Trump símbolo da invasão ao Capitólio é preso
Nancy Pelosi pede que Pentágono proíba Trump de apertar o botão nuclear
Em uma carta endereçada aos legisladores do Partido Democrata, Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, salientou a sua recente conversa com o principal general do Pentágono, em que discutiu a necessidade de impedir o presidente Donald Trump de tomar qualquer decisão militar.
"Esta manhã (8) falei com o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Mark Milley, a fim de discutir as precauções disponíveis para impedir que um presidente instável inicie hostilidades militares ou tenha acesso aos códigos de lançamento e ordene um ataque nuclear", lê-se na carta publicada no site de Pelosi.
A presidente da Câmara foi mais longe alegando que "a situação deste presidente desequilibrado não poderia ser mais perigosa", exortando os seus colegas "para fazer tudo o que pudermos para proteger o povo americano de seu ataque desequilibrado ao nosso país e à nossa democracia". O Pentágono ainda não se pronunciou sobre o assunto.
A carta surge logo após Pelosi dizer aos jornalistas que ela conversaria com Chuck Schumer, o líder democrata do Senado, e pediria ao vice-presidente Mike Pence para afastar Trump do poder "invocando imediatamente a 25ª emenda".
A 25ª emenda da Constituição dos EUA permite ao vice-presidente iniciar um processo de remoção do chefe do Executivo, caso este não cumpra suas funções oficiais.
Anteriormente Philip Giraldi, ex-funcionário da CIA e diretor do Conselho de Interesse Nacional, disse que o atual presidente Donald Trump pode ser afastado do cargo antes da posse de Joe Biden para evitar o risco de uma guerra contra o Irã.(Sputnik).
Schwarzenegger compara invasão do Capitólio à Noite dos Cristais nazista (VÍDEO)
Num vídeo de grande repercussão nos EUA, o ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger criticou duramente Trump e o ataque ao Capitólio, comparando-o com um dos episódios mais infames da história conhecido como Noite dos Cristais.
O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger comparou, neste domingo (10/1), a invasão do Capitólio por apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Noite dos Cristais promovida pelo nazistas em 9-10 de novembro de 1938, um dos episódios mais infames da história.
A comparação foi feita em vídeo publicado em uma rede social, nesta manhã, pelo ator estadunidense nascido na Áustria, com grande repercussão nos Estados Unidos (assista ao vídeo ao final desta reportagem).
“Quarta-feira foi a Noite dos Cristais bem aqui nos Estados Unidos. Os vidros quebrados foram os das janelas do Capitólio americano”, disse Schwarzenegger.
“Mas a multidão não quebrou apenas as janelas do Capitólio. Ela quebrou as ideias que considerávamos como garantidas”, prosseguiu, ao destacar ter crescido na Áustria, cercado por homens que bebiam sem parar.
Além disso, o ator e ex-governador da Califórnia do Partido Republicano, o mesmo de Trump, criticou o atual presidente que, para ele, sairá como “o pior presidente da história”.
“A parte boa é que em breve será tão irrelevante quanto uma mensagem velha no Twitter”, complementou o ator, ao torcer pelo sucesso do presidente eleito Joe Biden, do partido Democratas.
“Presidente eleito Biden, desejamos muito sucesso como nosso presidente. Se você tiver sucesso, nossa nação terá sucesso”, afirmou.
A chamada Noite dos Cristais, que ocorreu em 9 de novembro de 1938, foi uma ação violenta organizada pelo regime de Adolf Hitler, na Alemanha nazista, que marcou o início da perseguição aos judeus.
Nesse dia, foram queimadas 256 sinagogas, destruídos cerca de 7 mil estabelecimentos comerciais e quase 100 judeus foram assassinados pelo aparato nazista. (247 com Metrópoles).
Assista ao vídeo:
Dez anos após tragédia, região serrana sedia governo do Rio por 3 dias
Neste domingo, a sede do governo estadual está em Nova Friburgo
A sede do governo do estado do Rio de Janeiro será transferida por três dias para a região serrana para marcar os dez anos das chuvas torrenciais que causaram enchentes e deslizamentos de terra em janeiro de 2011. Segundo dados oficiais, na época 918 pessoas morreram. Além disso, 30 mil moradores ficaram desalojados. O episódio é considerado um dos maiores desastres socioambientais do país.

Os três municípios mais atingidos na tragédia serão capitais do estado por um dia no início da próxima semana. Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis sediarão o governo, respectivamente, neste domingo (10), na segunda-feira (11) e na terça-feira (12). A transferência da sede do executivo estadual consta em decreto assinado na última terça-feira (5) pelo governador em exercício, Cláudio Castro. Também foi instituído luto oficial nos três dias.
Na agenda de atividades da comitiva liderada pelo governador, constam um sobrevoo pelos municípios mais atingidos, visitas a locais simbólicos, reunião com vítimas da tragédia, encontro com prefeitos e vistoria de obras de unidades habitacionais.
De acordo com o governo, será um momento para ouvir demandas dos municípios e de suas populações e discutir ações para prevenção de novas tragédias. Também estão previstos atos ecumênicos em memória às vítimas, homenagem aos bombeiros que trabalharam nas operações de resgate e anúncio de melhorias para a região.
Temporal
O temporal de 11 de janeiro de 2011 foi previsto pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Um aviso meteorológico especial foi emitido para o governo estadual por volta de 16h20. Frei Marcelo Toyansk, que se incorporou por cinco anos à coordenação da Associação de Vítimas da Tragédia de Teresópolis (AVIT), conta que os sinais de devastação perduraram no tempo.
"Campo Grande foi o bairro mais afetado. Fui muitas vezes lá. O bairro parecia ter passado por uma guerra. Pedras enormes rolaram lá de cima sobre as casas. No bairro viviam centenas de famílias", lembra.
Toyansk acredita que, diante do tamanho da tragédia, nem todos as mortes estão oficialmente registradas e avalia que o sofrimento foi agravado com os desdobramentos do episódio, que incluíram morosidade no reassentamento, dificuldade na liberação de recursos, o atraso nas obras e falta de atendimento psicológico adequado, entre outros problemas.
"Não é a chuva a vilã. É um problema estrutural mais complexo. Ter toda essa população em área de risco é resultado de um caos social e político. E mesmo após a tragédia houve um descaso muito grande, que gerou mais sofrimento. Muitas vítimas continuaram vivendo em área de risco por muito tempo", disse.
Reassentamento
Segundo relata Toyansk, muitos dos atingidos de Teresópolis foram reassentados em unidades populares entregues em 2016. Essa era considerada a demanda principal da AVIT, pois inúmeras vítimas entendiam que só com um novo imóvel poderiam reconstruir suas vidas. Havia exceções, pois alguns desalojados preferiam ser indenizados. Enquanto as situações individuais não se resolviam, cada família precisou se virar com o aluguel social, um repasse financeiro do governo estadual.
"Muitas pessoas perderam tudo, literalmente. Perderam seus parentes, casa e documentos. Muitas ficaram doentes. Receber o apartamento era fundamental para pelo menos sair da situação do aluguel social, que não era suficiente, e, dessa forma, a pessoa acaba indo para outra área de risco, vivendo com medo das chuvas", acrescenta Toyansk. Ele destaca, porém, que não sabe dizer se todas as vítimas foram contempladas. De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, 819 famílias ainda recebem o aluguel social atualmente.
Após a tragédia, o governo estadual e federal prometeram conjuntamente 4.707 mil unidades habitacionais para socorrer as vítimas de toda a região serrana. Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras (Seinfra), foram entregues até hoje 4.219, das quais 2.337 em Nova Friburgo, 1.600 em Teresópolis, 222 em Bom Jardim, 50 em Petrópolis e 10 em São José do Vale do Rio Preto.
Ao todo, já teriam sido investidos R$ 521,5 milhões, sendo R$ 302 milhões liberados pelo governo federal e outros R$ 291,5 milhões vieram dos cofres estaduais.
"Estamos finalizando a infraestrutura para a entrega de 153 unidades em Areal. A Seinfra está buscando com o governo federal recursos para a construção de mais 330 unidades em Petrópolis, 120 em São José do Rio Preto e 128 em Sumidouro", acrescenta a secretaria. Para prevenir novas tragédias a Seinfra afirma ter concluído 93 contenções de encostas.(Por Léo Rodrigues - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro).
Edição: Kleber Sampaio
Japão notifica Brasil sobre mutação do coronavírus em 4 viajantes provenientes do Amazonas
Japão notificou o Brasil sobre casos da nova cepa do coronavírus - Foto: Philip FONG/AFP
O Japão notificou o Ministério da Saúde, no sábado (9), sobre a identificação de uma nova cepa do novo coronavírus em quatro viajantes que chegaram a Tóquio provenientes do Amazonas.
Segundo informações fornecidas ao Ministério da Saúde pelas autoridades sanitárias japonesas, a nova variante possui 12 mutações, sendo que uma delas é a mesma encontrada em variantes já identificadas no Reino Unido e na África do Sul, o que implica em maior potencial de transmissão do vírus.
Não há, no entanto, nenhuma evidência científica que aponte que novas variantes possam impactar na efetividade do diagnóstico laboratorial ou das vacinas contra a Covid-19.
Os passageiros desembarcaram na capital japonesa em 2 de janeiro após uma temporada no Amazonas. Eles desenvolveram sintomas leves e estão cumprindo quarentena em Tóquio.
O Ministério da Saúde informou, em nota, que tomou as devidas medidas de precaução, tais como comunicação de alerta para toda a rede Cievs (Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde) do país.
Solicitou, ainda, às autoridades japonesas informação sobre a nacionalidade dos viajantes e locais de deslocamento no Brasil para rastreamento de potenciais contatos; e orientação, por meio de nota técnica, do diagnóstico molecular de variantes do Sars-CoV-2 à rede de saúde.
O Instituto Evandro Chagas está preparado para o recebimento de amostras para sequenciamento da variante. "A pasta recomenda que as autoridades estaduais, municipais e Distrito Federal continuem a fortalecer as atividades de controle e investigação do coronavírus a fim de rastrear contatos em todos os casos da doença, e a ampliar o sequenciamento de rotina do vírus para identificação, tão cedo quanto possível, de novas variantes em circulação no país. O Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), segue monitorando o caso", disse em nota.(Por Folhapress).
Gleisi contesta Baleia e sinaliza que PT pode deixar bloco
A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, condenou neste domingo (10) a fala do candidato à presidência da Câmara Baleia Rossi (MDB), blindado Jair Bolsonaro de um processo de impeachment e estremecendo o apoio do PT à sua candidatura, que hoje conta com apoio de siglas da centro esquerda, com exceção do PSOL.
“Dar resposta a crimes do Executivo é o item 3.6 do compromisso de Baleia Rossi c/ oposição. Inclui analisar denúncias de crimes do presidente da República, mesmo q ñ haja acordo p/ aprovar impeachment. Ao negar o q tratamos e fechar essa possibilidade, Baleia perderá votos no PT”, disse Gleisi.
Em entrevista publicada no jornal Folha de S.Paulo, Baleia Rossi disse que “impeachment do presidente traria instabilidade e que independência não é sinônimo de oposição ao governo". (Brasil247).
Lei que amplia auxílio financeiro para mulheres vítimas de violência sob proteção do Estado é sancionada
INQUÉRITO - Polícia Federal vai investigar ameaças de bomba feitas antes do incêndio na UFPE
Dias antes do incêndio, prints de mensagens envolvendo ameaças de "explosão" aos prédios da instituição circularam entre grupos ...








