quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Estudo aponta que Coronavac tem eficácia de 78% contra a Covid-19

 

(Foto: REUTERS/Thomas Peter)

O Instituto Butantan encaminhou à Anvisa na manhã desta quinta-feira (7) informações a respeito da vacina Coronavac, da fabricante chinesa Sinovac,  em uma parceria com o governo de São Paulo. 

 O Instituto Butantan fará hoje o pedido de registro emergencial do imunizante à Anvisa e a expectativa do governo do estado é começar a aplicá-la no dia 25 de janeiro. 

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, o estudo, que foi revisado na Áustria pelo Comitê Internacional Independente,aponta que o imunizante teve uma eficácia de 78% nos estudos finais realizados no Brasil.

A Coronavac também garantiu proteção total contra mortes nos voluntários vacinados que pegaram a Covid-19 e evita 100% de casos moderados e graves da doença.

A reportagem ainda informa que integrantes da área de saúde federal e estadual afirmam que a tendência será pela aprovação, até porque Bolsonaro já não pode arcar com mais uma acusação de interferência política no urgente tema da vacina. (247).


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GENIVAL LACERDA 'Perdemos nosso rei da munganga', lamenta Maciel Melo; artistas prestam homenagens ao cantor

Artistas e amigos do cantor e compositor Genival Lacerda lamentam a perda de um dos mais irreverentes nomes da música no Nordeste

           Por Germana Macambira e Maysa Sena

Genival Lacerda, aos 89 anos, foi mais uma vida dentre outras milhares levadas pela Covid-19. A luta pela sobrevivência perdurou por pouco mais de um mês - desde de 30 de novembro de 2020, após internação em um hospital particular na Ilha do Leite.

Entre boletins que alternavam entre noticiar melhora e piora em seu estado de saúde, o desta quinta-feira (7) trouxe a lamentável fatalidade de que ele não havia resistido. "Hoje perdi um dos maiores amigos de minha vida, amigo da música, de ensinamentos (...)", noticiou o filho João Lacerda, em rede social.

Dos tantos amigos que deixou, uma unanimidade ao falar sobre ele: irreverência, deboche e o forró lúdico como marcas registradas de sua trajetória como artista que tão bem representou o Nordeste Brasil e mundo afora. 

Maciel Melo, cantor e compositor
"Perdemos mais uma grande referência da música nordestina.  Genival era o tempero apimentado do nosso forró. Seu sarcasmo, sua irreverência, sua alegria contagiante, enfim... Perdemos o nosso rei da munganga!"

Maciel Melo, cantor e compositor.    Crédito: Reprodução/Instagram
Silvério Pessoa, cantor e compositor
"Genival fez parte de uma linhagem, de um clã que está em franca raridade. Poderia ser mais presunçoso e ousado e dizer que está em extinção, que é  o que chamado 'forró speed, ligeiro, quebrado, dividido, lúdico', uma categoria que pertecencia a Ari Lobo e ao Trio Nordestino, e principalmente ao Jacson do Pandeiro.  

O gênero forró perde um representante diferenciado, no estilo de cantar, na performance. Ele era também um personagem real e nesse contexto a cultura e a música popular do Nordeste e do Brasil, perde mais um desse clã. Estou muito triste. Era um querido, era da familia".

Silvério Pessoa, cantor e compositor.    Crédito: Reprodução/Instagram

Bráulio Tavares, poeta e compositor
"Genival era um grande intérprete nordestino. Ele partiu para a música de duplo sentido onde era um mestre, no início foi discriminado mas gravou samba, frevo, inclusive um de minha autoria e muito forró romântico. No final reconheceram o seu valor. No sincopado foi outro grande como Jackson".

Genival e Bráulio        Crédito: Divulgação

Cristina Amaral, cantora
"
Vai-se o homem e fica a história. Isso é o que fica. O 'Rei da Muganga' como ele era conhecido também, por esse jeito irreverente, alegre do nosso Genival. Ele foi um grande artista e não tinha quem não se alegrasse com ele cantando, com o jeito dele. Para mim ele foi ator, cantor, compositor maravilhoso e deixou uma história eterna e foi único.

É assim que temos que lembrar dele, com tudo isso. Eu tive a alegria de cantar junto com ele em meu DVD 'Minha Voz, Minha Vida' e foi um grande  sonho e me diverti muito no palco, foi o momento mais importante do trabalho para mim foi cantar com ele, realizar esse sonho. Que ele descanse em paz porque a história dele permanece para sempre. Genival é eterno".

Cristina Amaral e Genival Lacerda.       Crédito: Dani Neves

Nando Cordel, cantor e compositor
"A gente sente muito a perda de Genival, que é um grande e maravilhoso artista de tirar o chapéu.Nossa aproximação sempre foi muito boa, legal. Desde o começo de minha carreira, quando fui para São Paulo, nós nos encontrávamos. Fiz músicas para ele. “Sonhos de um alazão”, foi uma delas. Nossa relação era bem estreita. Desejo muita luz pra ele".

Nando Cordel, cantor e compositor.       Crédito: Reprodução/Instagram

Jorge de Altinho, cantor e compositor
"Tive uma relação de carinho com Genival Lacerda desde o início da carreira. Eu já o admirava por ser um grande representante do estilo que ele contribuiu para fortalecer, com músicas bem humoradas, jeito irreverente de se apresentar.

Ainda na década de 1980, compus para Genival duas músicas que foram bem executadas (Americanizado e Fio Dental). Nossos encontros sempre foram festivos, com trocas de 'causos' engraçados. Ele fará uma grande falta nesses próximos encontros, não serão tão alegres como antes "

Genival e Jorge de Altinho.             Crédito: Divulgação



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Homem que roubou a cena durante invasão no Congresso americano é um membro famoso da QAnon

 

Jake Angeli (Foto: Reprodução/Twitter)

Vestindo um chapéu de pele com chifres, Jake Angeli sentou-se na cadeira da presidência do Senado americano durante atos pró-golpe, contra o reconhecimento da vitória de Joe Biden. O manifestante defende a QAnon. Essa teoria da conspiração aponta a existência de uma "uma rede mundial de pedófilos adoradores de Satã" que teria o objetivo de controlar o mundo

Um manifestante se destacou entre a multidão de apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nessa quarta-feira (6), onde vários participantes de um protesto invadiram o Congresso americano, que votava a oficialização de vitória obtida pelo democrata Joe Biden em novembro. Sem camisa, mas vestindo um chapéu de pele com chifres e luvas pretas, Jake Angeli foi aos corredores do Congresso empunhando uma lança da qual pendia a bandeira americana e se sentou na cadeira da presidência do Senado. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

Internautas brincaram com o vestuário do homem e o associaram à banda Jamiroquai, conhecida por trazer nas capas de seus discos um homem com chifres.

O homem de 32 anos é uma das caras mais conhecidas da QAnon, teoria da conspiração que ganhou aderência na política americana durante o governo Trump. A QAnon surgiu no fórum conhecido como 4chan, muito utilizado por grupos de extrema direita. 

Em entrevista ao jornal O Globo, em agosto, Travis View, autor americano que estuda o movimento e tem um podcast sobre o assunto, afirmou que um dos pilares do grupo é a crença de que "uma rede mundial de pedófilos adoradores de Satã controla o mundo".

Ao jornal local Arizona Republic, o manifestante disse que usa o boné de pele com chifres, pinta o rosto e anda sem camisa e com calças esfarrapadas para chamar a atenção das pessoas sobre as crenças da QAnon. (Via: 247)


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Congresso confirma Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos

 

Presidente eleito dos EUA, Joe Biden (Foto: REUTERS/Mike Segar)

A vitória da eleição presidencial de Joe Biden foi certificada pelo Congresso, apesar das objeções dos partidários de Trump. O processo de certificação foi interrompido antes, quando uma multidão invadiu o Capitólio.

Falando no final de uma sessão conjunta do Congresso, o vice-presidente Mike Pence confirmou que o mandato de Biden começará em 20 de janeiro. A sessão parlamentar foi retomada por volta de 22h30 desta quarta (6), depois do fracasso da tentativa de golpe de Trump, e foi encerrada às 5h44 (hora de Brasília), 3h44 (hora de Washington).

“O anúncio do estado da votação pelo presidente do Senado será considerado uma declaração suficiente para as pessoas eleitas presidente e vice-presidente dos Estados Unidos para o mandato que começa no dia 20 de janeiro de 2021 e será inscrito junto à lista de votos nos jornais do Senado e da Câmara dos Representantes", afirmou Pence antes de encerrar a sessão.

Ao retomar a sessão, Pence — que também saiu derrotado na tentativa de se reeleger vice na chapa de Trump — criticou a invasão do Capitólio e celebrou a derrota do golpe:

"Para aqueles que causaram estragos em nosso Capitólio hoje: vocês não ganharam". 

"A violência nunca vence. A liberdade vence. Ao nos reunirmos novamente nesta câmara, o mundo testemunhará novamente a resiliência e a força de nossa democracia. E esta ainda é a casa do povo. Vamos voltar ao trabalho", afirmou o vice-presidente.

Em condições normais, a sessão seria um procedimento meramente formal. Mas Trump pressionava Pence, que presidiu a sessão porque nos EUA o vice-presidente também ocupa o cargo de presidente do Senado, a não aceitar a certificação de Biden.

Outros parlamentares, incluindo apoiadores de longa data de Trump como o senador republicano Mitch McConnell, lamentaram a invasão e a violência. Quatro pessoas morreram durante os confrontos dentro do Capitólio, 52 foram presas e 14 policiais ficaram feridos, segundo a polícia.

“O Senado dos Estados Unidos não se intimidará. Não seremos mantidos fora desta câmara por bandidos, turbas ou ameaças”, afirmou o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell.

O primeiro democrata a falar, o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, acusou diretamente o presidente Donald Trump de incentivar o comportamento dos invasores, a quem chamou de "valentões e bandidos".

"Não se enganem, meus amigos, os eventos de hoje não aconteceram espontaneamente", disse Schumer. "Este presidente carrega grande parte da culpa. Essa turba era em boa parte obra do presidente Trump... sua responsabilidade, sua vergonha eterna. Os eventos de hoje, certamente, certamente não teriam acontecido sem ele".

"Agora, o dia 6 de janeiro será um dos dias mais sombrios da história recente dos Estados Unidos, um aviso final à nossa nação sobre as consequências de um presidente demagógico", acrescentou. (247).


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LUTO Morre Genival Lacerda, ícone do forró, em decorrência da Covid-19

 

Foto: Marco Vieira/Divulgação

O cantor Genival Lacerda, um ícone da música nordestina e brasileira, faleceu nesta quinta-feira (7), após complicações causadas pela Covid-19. Aos 89 anos, ele deu entrada no Hospital Unimed I, no Recife, no começo de dezembro de 2020, precisando de oxigênio. No dia 4 de janeiro, Lacerda apresentou uma piora no quadro de saúde. Na última quarta-feira (6), a família começou uma campanha de doação de sangue para o cantor. Em 2019, o paraibano já havia sido internado no Hospital de Ávila, na Zona Norte do Recife, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVC).


Genival Lacerda Cavalcante nasceu em 5 de abril de 1931. Iniciou sua carreira aos 18 anos de idade. Como muita gente de sua época, ainda na era de ouro do rádio, começou num programa de calouros de Campina Grande (PB), a sua terra natal. Com ajuda de amigos que colecionou na Rádio Borborema, conseguiu compor o casting oficial dessa emissora a partir de 1953.

Ele veio morar no Recife quando participou do aniversário Rádio Tamandaré, em 1955. A sua apresentação impressionou tanto que o fez ser contratado pela emissora, que era do mesmo grupo do Diario de Pernambuco tinha uma programação voltada para entretenimento. Foi quando qanhou o título de "dono do rojão." Foi através da influência da capital pernambucana que ele expandiu sua popularidade por toda a região Nordeste.

"É um cantor que não fica parado junto ao microfone, quando está cantando. Tem jogo de corpo, gesticulação e muita malícia, o que agrada inteiramente aos que assistem”. Essa foi a descrição que o Diario de Pernambuco, em 24 de abril de 1955, usou para explicar quem era um paraibano chamado Genival Lacerda pela primeira vez. Características que seguiram com músico até o final da vida, mesmo quando idoso, na casa dos 80.

Somavam-se as roupas coloridas, chapeuzinho e a mão na barriga enquanto cantava e dançava, mania que incorporou ainda na Paraíba. A irreverência e o talento ficam na memória do público. Para a música, o “Rei da Munganga” deixou um legado para o forró, baião, xote e rojão. Lacerda lançou cerca 30 discos lançados, colecionou parcerias com nomes de expressão na cultura nordestina, como Dominguinhos e Marinês.

Em 1956, gravou o seu primeiro compacto, Coco de 56, através da Fábrica Mocambo. Na década de 1960, seguindo os passos de tantos nordestinos, foi morar no Rio de Janeiro, onde ganhou menção honra num concurso de música popular do Correio da Manhã e e passou a cantar na Rádio Mauá. Gravou LPs nas gravadoras Caravelle, Continental, Polydor, entre outras. Sua popularidade só cresceu com passagens por estúdios de TV, rádio e salões de concertos. O título de "dono do rojão" evoluiu para "Senador do rojão”. Todo ano ele juntava músicos e partia para uma jornada de shows em todo o Nordeste, tendo Pernambuco como "quartel-general".

O sucesso nacional foi consagrado mais tarde, em 1975, com Severina Xique-Xique, uma faixa do disco Aqui tem catimberê que fez Lacerda vender mais de 160 mil discos. O sucesso ficou marcado por forró malicioso, de duplo sentido, e porque não safado - uma característica que não é restrita à “nova geração” do forró eletrônico/estilizado. Nessa época ficou conhecido como o Rei da Muganga.

Em 1987 gravou com grande sucesso o LP A fubica dela, pela RCA, com arranjos e regência de Sivuca, além da participação desde músico com Dominguinhos no acordeom e Coronel, integrante do Trio Nordestino na zabumba. Em 1999, participou do disco Marinês e sua gente - 50 anos de forró, cantando ao lado de Marinês, e o Forró do beliscão, de Ary Monteiro, João do Vale e Leôncio.

Em 2000, lançou, pela gravadora CID, o CD Genival Lacerda ao vivo, contando com as participações especiais de Dominguinhos e de Oswaldinho do Acordeon. Em 2004, por ocasião da comemoração de seus 50 anos de carreira, Genival foi homenageado juntamente com a cantora Clemilda, durante o IV Fórum de Forró de Aracaju, no Teatro Atheneu. (Por: Emannuel Bento/DP).


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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Morre mulher baleada no peito no Capitólio, dizem fontes da polícia

 

(Foto: Reprodução/Twitter)

Uma mulher que foi baleada no peito durante a invasão de apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Capitólio nesta quarta-feira (6) não resistiu ao ferimento e morreu, de acordo com fontes policiais ouvidas pela emissora NBC.

Informações anteriores já davam conta de que o estado de saúde da vítima era crítico.

Vídeos do momento do disparo e do resgate circularam nas redes. (247).


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Trump pode sofrer impeachment imediato após incitar golpe nos Estados Unidos

 

Donald Trump (Foto: Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá ser alvo de pedidos de impeachment por congressistas do Partido Democrata, depois de incitar um golpe no país.

Trump estimulou protestos nas ruas contra o resultado das eleições, que sempre chamou de fraude. Durante a realização da sessão conjunta do Congresso que homologaria a vitória de Joe Biden nesta quarta-feira (6), um protesto com dezenas de milhares de manifestantes acontecia em frente ao Capitólio. Enquanto a sessão estava suspensa, um grupo confrontou a polícia e invadiu o prédio, destruindo janelas e fazendo ameaças armadas.

A deputada Ayanna Pressley, de Massachusetts, disse que “Trump deve ser imediatamente destituído pela Câmara dos Representantes e removido do cargo pelo Senado dos Estados Unidos assim que o Congresso se reunir novamente. Isso é perigoso e inaceitável”.

Ilhan Omar, de Minnesota, informou que está “redigindo artigos de impeachment”. “Donald J. Trump deve ser cassado pela Câmara dos Representantes e destituído pelo Senado dos Estados Unidos. Não podemos permitir que ele permaneça no cargo, é uma questão de preservar nossa República e precisamos cumprir nosso juramento”.

Outro democrata, Ted Lieu pediu ao vice-presidente, Mike Pence, que remova o presidente Trump do cargo invocando a 25ª Emenda. (247).

 

 


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INQUÉRITO - Polícia Federal vai investigar ameaças de bomba feitas antes do incêndio na UFPE

  Dias antes do incêndio, prints de mensagens envolvendo ameaças de "explosão" aos prédios da instituição circularam entre grupos ...