segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Justiça arquiva investigação fake contra Lula por delação de Léo Pinheiro: é a 19ª vitória

 

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert)

A juíza federal Maria Carolina Ayoub, da 9ª Vara Federal de São Paulo, mandou arquivar o processo aberto contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela suspeita de tráfico de influência internacional e corrupção para beneficiar a construtora OAS. As acusações tiveram como base a delação premiada do ex-presidente da empreiteira Léo Pinheiro que tem se comprovado totalmente falsificada.

De acordo com a coluna da jornalista Bela Megale, de O Globo, a magistrada destacou a falta de elementos mínimos para dar prosseguimento às investigações e que os crimes imputados a Lula já teriam prescrito. Além disso, os advogados de defesa do ex-presidente alegaram que a versão apresentada por Léo Pinheiro não foi confirmada por nenhuma outra pessoa ouvida pela Polícia Federal. 

“Decorridos mais de seis anos entre a data dos fatos (2011) e o presente momento, constata-se a prescrição da pretensão punitiva estatal de todos os delitos aqui investigados em relação a LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA. Ainda assim - e bem como com relação aos demais investigados não se faz presente justa causa para a continuidade das investigações, diante dos parcos indícios coletados”, escreveu a juíza na decisão proferida na sexta-feira (10) 

Em nota, os advogados  Cristiano Zanin Martins e Valeska Martins ressaltaram que, "esses fatos confirmam que o ex-presidente foi vítima de lawfare, como sempre afirmamos. Revela, ainda, que a Lava Jato colocou em xeque o Estado de Direito ao realizar delações premiadas sabidamente descabidas com o nítido objetivo de atingir e aniquilar alvos pré-definidos”. 

Ainda conforme os defensores do ex-presidente, “da avalanche de processos abertos contra Lula permanece em aberto apenas um deles – relativo ao Caso dos Caças -, no qual já apresentamos pedido de arquivamento após termos demonstrado que ele foi construído pela “Lava Jato” com a plena ciência de que o ex-presidente não havia praticado qualquer ato ilegal”. (247).

Confira a íntegra da nota e assista a  entrevista de Cristiano Zanin sobre o assunto.



 




Jefferson terá de pagar R$ 300 mil a Eduardo Leite por ofensas homofóbicas

 

(Foto: Reprodução)

O ex-deputado e presidente nacional do PTB,Roberto Jefferson, foi condenado a pagar R$ 300 mil por ofensas homofóbicas contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em março deste ano, Jefferson chamou o tucano de “viado”, durante entrevista para uma rádio gaúcha.

Segundo informações do site O Antagonista, o juiz Ramiro Oliveira Cardoso, da 16ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, entendeu que Jefferson  “incitou, de forma chula, o preconceito contra homossexuais, a partir da criação de factoide”.

Ainda segundo a reportagem, os R$300 mil deverão ser destinados ao Fundo de Reconstituição dos Bens Lesados, mantido pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. 247.


BLOG DO BILL NOTICIAS

Zé Trovão alega perseguição de Alexandre de Moraes e pede asilo político no México

 

(Foto: Reprodução/Twitter)

Caminhoneiro bolsonarista que liderou a organização dos atos a favor de Jair Bolsonaro no dia 7 de setembro, Zé Trovão protocolou um pedido de asilo político junto à Comissão Mexicana de Ajuda a Refugiados do governo do México, onde ele está foragido, segundo o Painel da Folha de S.Paulo.

Na onda da campanha bolsonarista contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Zé Trovão é alvo do STF e da Polícia Federal (PF). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, autorizou operação de busca e apreensão nos endereços ligados ao caminhoneiro e determinou sua prisão preventiva.

O caminhoneiro teria deixado o Brasil no dia 27 de agosto, chegando ao México no dia 31. No país latino-americano, tem convivido com o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, que também teria solicitado asilo político no país. (247).



ALERTA - Quatro estados brasileiros registram casos da Síndrome de Haff, a doença da urina preta

                 Por: Diario de Pernambuco

Foto: Reprodução/Pixabay

Ao menos quatro estados brasileiros têm registros de casos da Síndrome de Haff, popularmente conhecida como doença da urina preta. A maioria dos casos etá concentrada no Amazonas (61), mas Bahia (13), Ceará (9) e Pará (6) também registraram diagnósticos positivos. Na cidade de Itacoatiara (AM), uma mulher de 51 anos faleceu.


De acordo com o Ministério da Saúde, a Doença de Haff é causada por uma toxina que pode ser encontrada em peixes como tambaqui, badejo, arabaiana ou em crustáceos, como lagosta, lagostim e camarão. Entre os sintomas estão urina com coloração escura, provoca dores musculares, falta de ar e insuficiência renal, que podem aparecer entre 2h e 24h após o consumo.


A veterinária deu entrada no hospital no dia 17 de fevereiro após comer um peixe da espécie arabaiana, durante um almoço na casa da irmã. Cinco horas depois, os primeiros sintomas começaram a aparecer. Ela informou a mãe ela ligou e durante a conversa, segundo Betânia, a filha começou a gritar pedindo socorro e relatando dores nos músculos. Em seguida ela teria caído no chão.


JUSTIÇA - STF adia julgamento sobre foro de Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas

               Por: Raphael Felice/Por: Correio Braziliense

                                                              Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O ministro Nunes Marques, presidente da segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou de pauta o julgamento sobre o caso das rachadinhas. O recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que tenta devolver para a primeira instância a investigação contra Flávio Bolsonaro (Patriota/RJ) estava marcado para ser julgado nesta terça-feira (13).

O processo de relatoria do ministro Gilmar Mendes sofreu seu segundo adiamento em menos de um mês. Em 31 de agosto, a pauta deveria ter sido analisada pela segunda turma da Corte, mas a defesa do filho do presidente conseguiu fazer com que o processo fosse postergado. Desta vez, Nunes Marques retirou o caso de pauta.

Flávio (sem partido) é acusado de peculato, por ter contratado funcionários fantasmas em um esquema em que estes devolviam a maior parte dos vencimentos pagos pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) levou o caso da primeira à terceira instância, sob justificativa de que Flávio Bolsonaro tinha direito a foro privilegiado. O caso então foi deslocado para o próprio TJ/RJ.

Em 25 de junho do ano passado, a Corte concedeu foro especial a Flávio Bolsonaro, deslocando-o de uma vara de primeira instância para o próprio TJRJ.


ÓLEO NO MAR - Vazamentos de petróleo no mar afetam recifes de coral no litoral de Pernambuco, mostra estudo

 A absorção do petróleo cru por uma microalga afeta diretamente a manutenção da vida nos corais

               Por Maria Priscila Martins/Folhape

Corais - Foto: Camila Brasil / Peld Tams

Pesquisa realizada por especialistas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) identificou problemas no desenvolvimento de corais no litoral pernambucano por causa do vazamento de petróleo ocorrido em agosto de 2019.


O efeito do óleo reduz a taxa de crescimento de uma microalga (zooxantela) que fornece nutrientes para os corais. De acordo com o estudo, esse efeito direto do petróleo cru sobre a alga, que tem uma relação mutualística com o coral, pode gerar branqueamento (morte) dos recifes de coral. 

Os pesquisadores submeteram colônias da microalga zooxantela ao petróleo cru na mesma quantidade encontrada na água do mar durante o derramamento de óleo. A equipe conseguiu verificar que a substância se acumula nas células desse organismo e causa redução na taxa de crescimento, mudança que chega a ser transferida para as próximas gerações da alga. 

Com a queda na taxa de crescimento da microalga, que tem uma relação de simbiose com os recifes (uma associação a longo prazo entre espécies, com vantagens para todos os envolvidos), há uma queda na disponibilidade de matéria orgânica para absorção pelos corais. 

“Nosso trabalho mostra que o contato dos simbiontes de corais com o petróleo cru pode ter efeitos deletérios de longo prazo”, destaca Marius Nils Müller, do Departamento de Oceanografia da UFPE e primeiro autor do artigo.

“Por estarem na base da cadeia alimentar e serem fotossintéticas”, esclarece Marius, “as zooxantelas são responsáveis pela entrada da energia do sol para todo o ecossistema.” Por isso, ele considera a simbiose entre o "Symbiodinium glynnii" e os corais muito importante para o equilíbrio de todo o ecossistema de recife de corais.

Corais
Recifes de coral são ambientes formados por corais, animais marinhos que formam, quando juntos, estruturas onde outras espécies encontram abrigo e alimento. De uma forma geral, eles fornecem espaço para desova e viveiro no mar.

Sua importância ainda se dá, para o homem, com a proteção de comunidades costeiras, pois atuam como "freio" para ondas, reduzindo a ação violenta do oceano na costa.

Corais, no entanto, são extremamente sensíveis às mudanças no seu equilíbrio e podem facilmente morrer com alterações na presença de determinadas espécies de algas e mudança na temperatura do local onde vivem, por exemplo. 

Derramamento 
A chegada do petróleo cru nos corais do litoral pernambucano se deu no início do segundo semestre de 2019 após uma embarcação grega derramar o óleo a cerca de 730 km da costa brasileira.

Entre o momento de encontro dos primeiros focos e fevereiro de 2020, foram recolhidas mais de 5 mil toneladas de óleo e de resíduos oleosos na faixa litorânea entre os estados do Maranhão e do Rio de Janeiro. Ainda em 2020, algumas praias registraram presença de material oleoso em sua costa. 

Credito: Beatrice Padovani / Peld Tams
Credito: Beatrice Padovani / Peld Tams

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Um desafio aos jornalistas preguiçosos que atacam o documentário sobre a fakeada: debatam comigo

 

Seguranças protegem Adélio depois da facada ou suposta faca (Foto: Foto: Felipe Couri)

A indigência de setores do jornalismo brasileiro pode ser medida pelo post no twitter de um repórter do Intercept. Sem contestar um único ponto do documentário, Rafael Moro disse o seguinte: 

"Sem que surjam evidências em contrário, afirmar que Bolsonaro forjou o atentado a faca que sofreu equivale a dizer que Lula amputou o dedo de propósito para poder parar de trabalhar. É canalhice, em resumo."

Primeiro: eu não afirmei que Bolsonaro forjou o atentado. Expus fatos que justificam a reabertura do inquérito.

Segundo: Bolsonaro usou o episódio de Juiz de Fora para vencer a eleição. Foi decisivo na vitória dele.

Terceiro: Lula perdeu o dedo trabalhando, e nunca usou o fato politicamente.

Quarto: Quem ele acha que deve buscar "evidências em contrário"? O Eduardo Bolsonaro?  O padre? O pastor?  O bispo? O papa? Se as autoridades policiais não investigaram a hipótese do auto atentado, apesar dos indícios, cabe ao jornalista relatar o fato e investigar, dentro dos limites éticos.

O Leonardo Attuch propôs ao cidadão um debate ao vivo comigo sobre o caso. Eu aceito. Se ele topar, a sociedade ganha.

Esses jornalistas que se acham juízes do mundo nem se preocuparam em mostrar que Adélio não era um militante de esquerda, e usava sua rede para promover um projeto de emenda constitucional de Jair Bolsonaro, o da redução da maioridade penal.

E empunhava outras bandeiras do bolsonarismo, como o combate ao projeto que criminaliza a homofobia.

Era simples, bastava ler com atenção os posts do Adélio no Facebook. E se quisesse trabalhar um pouquinho mais, poderia ouvir parentes, amigos, fiéis da igreja que ele frequentava e fazer um perfil decente.

A ascensão da extrema direita no País tem a ver com um movimento organizado que criminalizou a política e demonizou a esquerda, sobretudo o PT. Mas não só. A imprensa, ao deixar de fazer o dever de casa, contribuiu para a desgraça.

Não estou falando de profissionais sérios que, mesmo na estrutura engessada das grandes redações, se empenham na busca de informações de qualidade e enfrentam a baixa capacidade técnica dos que dirigem esses veículos.

É preciso, entretanto, reconhecer que o Brasil tem hoje uma das piores imprensas do mundo. A mídia verdadeiramente independente tem que atuar para mudar esse quadro. Ganharemos todos.

E jornalismo, é bom frisar, não pode se limitar a publicar  o vazamento de dados. É necessário amassar barro e buscar a informação na sua origem, dento dos limites éticos, é claro. 

Em outras palavras, trabalhar para que o jornalismo seja a própria fonte da informação de qualidade, não apenas intermediário. (Joaquim de Carvalho/Colunista do 247).

 




INQUÉRITO - Polícia Federal vai investigar ameaças de bomba feitas antes do incêndio na UFPE

  Dias antes do incêndio, prints de mensagens envolvendo ameaças de "explosão" aos prédios da instituição circularam entre grupos ...