quinta-feira, 13 de maio de 2021

Conflito em Gaza se intensifica com artilharia e bombardeios aéreos

 

Pelo menos 103 pessoas foram mortas em Gaza

Reuters/Ibrahemm Abu Mustafa

Militantes palestinos dispararam mais foguetes em regiões comerciais de Israel nesta quinta-feira (13) enquanto o governo israelense mantém uma pesada campanha de bombardeios na Faixa de Gaza e acumula tanques e tropas na fronteira do enclave.

Após quatro dias, os conflitos além das fronteiras não mostram sinais de diminuição, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a campanha "irá levar mais tempo". Autoridades de Israel afirmam que o grupo Hamas, que comanda Gaza, precisa receber um forte golpe de dissuasão antes que qualquer acordo de cessar-fogo seja atingido.

A violência também se espalhou por comunidades mistas de judeus e árabes em Israel, uma nova frente no conflito. Sinagogas foram atacadas e os conflitos estouraram nas ruas de algumas cidades, levando o presidente de Israel a alertar para a possibilidade de guerra civil.

Pelo menos 103 pessoas foram mortas em Gaza, incluindo 27 crianças, nos últimos quatro dias, segundo autoridades médicas palestinas. Na quinta-feira apenas, 49 palestinos foram mortos no enclave, maior número diário desde segunda-feira.

Sete pessoas foram mortas em Israel: um soldado que patrulhava a fronteira de Gaza, cinco civis israelenses, entre eles duas crianças, e um trabalhador indiano, disseram autoridades. 

Temendo que a pior de troca de hostilidades na região em anos possa sair ainda mais do controle, os Estados Unidos estão mandando seu enviado, Hady Amr. Iniciativas por uma trégua mediadas por Egito, Catar e a Organização das Nações Unidas ainda não geraram nenhum sinal de progresso.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta quinta-feira o fim da escalada da violência, dizendo que gostaria de ver uma redução significativa dos ataques de foguetes. 

Militantes dispararam salvas de foguetes em Tel Aviv e cidades próximas, com o sistema antimísseis chamado de Doma de Ferro interceptando muitos deles. Comunidades próximas à fronteira de Gaza e da cidade de Beersheba, na região desértica no sul do país, também foram alvos dos disparos.

Cinco israelenses ficaram feridos após um foguete atingir um prédio próximo a Tel Aviv na quinta-feira. 

Três foguetes também foram disparados a partir do Líbano para Israel, mas caíram no Mar Mediterrâneo, segundo as Forças Armadas do país. O ataque pareceu um gesto de solidariedade com Gaza por grupos palestinos no Líbano, e não o início de uma nova ofensiva. 

Em Gaza, aviões militares israelenses atingiram um prédio residencial de seis andares que, segundo eles, pertencia ao Hamas. Netanyahu disse que Israel já atingiu um total próximo a 1.000 alvos de militantes no território palestino. 

Aeronaves israelenses também atacaram uma central de Inteligência do Hamas e quatro apartamentos pertencentes a comandantes do grupo, segundo as Forças Armadas, acrescentando que as casas eram utilizadas para planejar e dirigir ataques a Israel. (Por Nidal al-Mughrabi e Jeffrey Heller - Repórteres da Reuters - Gaza/Jerusalém).


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Com 2.340 óbitos por Covid-19 em 24 horas, Brasil ultrapassa 430 mil mortos

 

Idosa que morreu de Covid-19 é sepultada em cemitério de São Paulo 05/08/2020 
(Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Brasil registrou nas últimas 24 horas 2.340 óbitos por Covid-19, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo consórcio de veículos de imprensa. Com isso, o país ultrapassa a triste marca de 430 mil vidas perdidas para a doença.

O total de vítimas fatais do coronavírus no Brasil é de 430.596 pessoas.

Também no último dia foram contabilizados 75.141 novos casos de Covid-19, totalizando 15.436.827. (247).


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Em dezembro, Bolsonaro disse que não tinha pressa em comprar vacinas e que pandemia estava acabando

 

(Foto: © Marcos Corrêa/PR)

Ao contrário do que os bolsonaristas falam atualmente, com medo da CPI da Covid, buscando esconder a política negacionista do governo federal em relação às vacinas contra o novo coronavírus, em dezembro do ano passado, Jair Bolsonaro afirmou em entrevista ao seu filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro que o Brasil não tinha pressa em comprar imunizantes para a população.

“A pandemia, realmente, está chegando ao fim. Temos uma pequena ascensão agora, que chama de pequeno repique que pode acontecer, mas a pressa da vacina não se justifica”, disse Bolsonaro.

Na época, o novo coronavírus já havia matado mais de 180 mil brasileiros. “Você mexe com a vida das pessoas. Vão inocular algo em você. O seu sistema imunológico pode reagir ainda de forma imprevista”, comentou no auge de sua política negacionista.

Agora, em meio à CPI da Covid, o bolsonarismo tem buscado esconder a omissão de governo federal em relação à imunização da população contra a doença.

Conforme ressaltou o youtuber Felipe Neto, que trouxe as declarações de dezembro à tona, "são só mentiras".

“Ele [Bolsonaro] escolheu matar pessoas em nome de sua ideologia de defender tratamento precoce e imunização de rebanho. Ele é um genocida! Leia de novo a matéria: em dezembro de 2020 ele falou que não tinha pressa pra vacina, pois a pandemia estava no fim. O que veio a seguir foi um banho de sangue. Em apenas 4 meses de 2021 morreram mais pessoas por Covid que em 2020 inteiro. Esse governo é indefensável”, publicou nas redes sociais.

Pfizer diz que Bolsonaro recusou seis propostas para comprar vacinas

Carlos Murillo, gerente-geral da Pfizer na América Latina,  afirmou em seu depoimento à CPI da Covid, nesta quinta-feira, 13, que o governo Jair Bolsonaro recusou seis propostas formais para a compra de vacinas contra a Covid-19 feitas pela farmacêutica e não três como havia sido divulgado pela mídia. 

Com isso, subiu de 11 para 14 o número de vezes que o governo ignorou a possibilidade de adquirir imunizantes contra a doença, sendo seis da Pfizer, seis do Instituto Butantan e duas da Covax Facility. 

Os documentos detalhando o fornecimento das doses que poderiam ser fornecidas ao país foram enviados pela Pfizer nos dias 14, 18 e 26 de agosto e em 11 e 24 de novembro do ano passado, além do último dia 15 de fevereiro. 

Em seu depoimento, Murillo também destacou que entre maio e dezembro do ano passado não conversou sobre o fornecimento de vacinas contra a Covid-19 com nenhum ministro do governo Jair Bolsonaro. 

Questionado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) se havia dialogado com algum ministro, Murillo disse que manteve conversa com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em apenas duas oportunidades e que nos demais encontros com representantes do governo as tratativas foram feitas com representantes das equipes técnicas. Ainda segundo ele, as conversas com Guedes teriam se dado em torno do quantitativo de doses que poderiam ser disponibilizadas. 

Mais cedo, o executivo já havia revelado que o governo de Jair Bolsonaro rejeitou três ofertas de 70 milhões de doses da vacina Pfizer/BioNTech.  (Brasil247).


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Produção da CoronaVac será paralisada nesta sexta-feira por falta de matéria-prima, diz Butantan

 

(Foto: Govesp)

O Instituto Butantan informou nesta quinta-feira (13) que a produção da vacina CoronaVac será suspensa na sexta-feira (14) por falta de matéria-prima.

De acordo com o Instituto Butantan, para que a produção seja retomada, está sendo aguardada a liberação pelo de um lote com 10 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) por parte do governo chinês.

A expectativa é que nesta sexta-feira (14) seja realizada a entrega de mais 1,1 milhão de doses da CoronaVac para o governo federal. Após essa remessa, não haverá mais material para processamento em nenhuma etapa de produção da vacina.

"Até o final da semana passada, havia a perspectiva de autorização de exportação [do IFA] no dia 13. Na reunião de hoje [com o laboratório Sinovac], vimos que essa previsão não vai se cumprir", afirmou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, em coletiva de imprensa.

"Portanto, não temos data neste momento para essa autorização. Estamos aguardando, isso pode acontecer a qualquer momento, mas por enquanto não há essa previsão", acrescentou Covas. 

O fornecimento da matéria-prima para a produção das vacinas da CoronaVac, do Instituto Butantan, e da vacina de Oxford, produzida pela Fiocruz, é de responsabilidade da China. A CoronaVac corresponde a aproximadamente 75% das vacinas do Programa Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19. (Sputnik).

 


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Advogados pedem a STF que Bolsonaro seja submetido a exames psiquiátricos

 Autores afirmam que Bolsonaro estimula comportamentos que aumentam o risco de contrair o coronavírus

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um grupo de advogados e professores pediu ao Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira (13/5), que o presidente Jair Bolsonaro seja submetido a exames para avaliar se ele tem condições mentais de exercer as funções de presidente. Se não for o caso, eles pedem que a Corte declare Bolsonaro incapaz e, consequentemente, o afaste da Presidência da República.

São autores da ação civil os professores de Filosofia Renato Janine Ribeiro (Universidade de São Paulo), que já foi ministro da Educação, e Roberto Romano (Universidade Estadual de Campinas); os professores de Direito Pedro Dallari (USP) e José Geraldo de Sousa Jr. (Universidade de Brasília); e os advogados Alberto Zacharias Toron, Fábio Gaspar e Alfredo Attié, presidente da Academia Paulista de Direito. Eles são representados pelos advogados Mauro de Azevedo Menezes e Roberta de Bragança Freitas Attié.

Na ação, os autores dizem que Bolsonaro não só deixa de tomar medidas para combater a epidemia de Covid-19 como estimula a população a adotar comportamentos que facilitam a contração do coronavírus e recomenda tratamentos ineficazes, como a cloroquina. Além disso, sustentam que o presidente não demonstra empatia nem sentimento de humanidade. Tanto que frequentemente minimiza os danos da epidemia.

Os professores e advogados citam psicólogos e psiquiatras que afirmam que Bolsonaro apresenta indícios de transtorno de personalidade paranoide. Tal condição faz com que a pessoa tenha "um padrão de desconfiança e suspeita difusa dos outros, de modo que suas motivações são interpretadas como malévolas", segundo o Manual Estatístico e Diagnóstico (DSM) da Associação Psiquiátrica Americana.

"No caso de Jair Bolsonaro, a fantasia é a de um complô sempre preparado contra si mesmo, levado a cabo por inimigos imaginários, cujos fundamentos ele busca fundar em apreciações pseudocientíficas da realidade, levadas a efeito por arremedos de pensadores que, em verdade, importam, servilmente, no velho comportamento colonialista brasileiro, doutrinas místicas, sob a capa de saberes filosóficos ou sociológicos. Há, nessa imaginação autodestrutiva — e que deseja destruir a sociedade brasileira, sua riqueza, sua democracia e sua soberania — a fantasia de um 'vírus chinês', que deseja controlar o mundo, um apego e uma entrega ao 'ombro amigo americano'", apontam os autores.

Segundo eles, Bolsonaro não tem os mínimos conhecimentos da realidade brasileira e internacional. Pior: o presidente "possui incapacidade de adquirir esses conhecimentos e incapacidade de escolher como auxiliares quem tenha capacidade de suprir essa incapacidade". "Ele se cerca daqueles em que possa abrigar sua autoimagem, de espelhos com os quais dialoga de modo absurdo, (...) repetindo constantes estereótipos de si e do mundo, cuja complexidade o sufoca".

O chefe de Estado e governo deve ter as funções mentais íntegras, como estabilidade emocional, autocontrole, flexibilidade, ajuizamento adequado da realidade, capacidade de discernir críticas de ataques e clareza de raciocínio, destacam os professores e advogados.

"Considerando a alta probabilidade de Jair Bolsonaro apresentar um transtorno de personalidade paranoide, e considerando os prejuízos que tal diagnóstico traz para as funções mentais mínimas para o exercício da função de tão alta responsabilidade, há mais do que razoável suspeita de que ele não seja apto para ser presidente em função de sua condição mental".

Dessa maneira, eles pedem que Jair Bolsonaro seja submetido a exames para avaliação de sua capacidade de praticar atos relativos à função de presidente da República. Se os resultados apontarem sua inaptidão para o cargo, os autores pedem o afastamento liminar de Bolsonaro. Nesse caso, os professores requerem que, ao final do processo, o Supremo declare a incapacidade do presidente. https://www.conjur.com.br/ ( é correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro).

Clique aqui para ler a petição


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Com novo lote, Pernambuco deve zerar déficit nas segundas doses da CoronaVac

              Por Irce Falcão/Folhape

                                            André Longo, secretário de Saúde de Pernambuco - Foto: Hélia Scheppa/SEI


O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, anunciou, em entrevista coletiva remota, na tarde desta quinta-feira (13), a expectativa pela chegada de uma nova remessa de vacinas contra a Covid-19 nesta noite. São esperadas 226.850 doses, sendo 86.600 do imunizante CoronaVac, produzido pelo Instituto Butantan, e 140.250 doses da AstraZeneca/Oxford, produzida no Brasil pela Fiocruz.

“Esperamos, com essas doses, zerar a falta de segundas doses no Estado e que os municípios possam se organizar para resgatar esse público e concluir o esquema vacinal”, disse o titular da SES-PE.

"Vamos distribuir 71 mil doses de forma equânime entre os municípios e o saldo restante vai ficar no programa (estadual de imunização) para possíveis ajustes que sejam necessários”, completou a superintendente do programa de imunizações da Secretaria de Saúde do Estado, Ana Catarina Melo. 

Já somado a esse novo quantitativo, Pernambuco totaliza 3.409.430 vacinas contra a Covid-19 recebidas até o momento, sendo 1.916.760 da Coronavac/Butantan, 1.428.320 da Astrazeneca/Fiocruz e 64.350 da Pfizer/BioNTech.

Estão sendo imunizados todos os idosos a partir dos 60 anos, idosos e pessoas com deficiência abrigados em instituições, população indígena aldeada, povos e comunidades quilombolas tradicionais, trabalhadores de saúde, trabalhadores de forças de segurança e salvamento, pessoas com comorbidades, incluindo gestantes e puérperas, e pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC.


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Covid-19: Juazeiro registra 38 novos casos no boletim desta quinta-feira (13)

           Via:Vinicius de Santana


Juazeiro registrou 38 casos do novo coronavírus nas últimas 24 horas. A informação está no boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) desta quinta-feira (13). 

Nenhum óbito foi registrado. Com isso, Juazeiro permanece com 254 mortes provocadas pela Covid-19.

De acordo com o informativo, 14.123 moradores foram infectados desde o início da pandemia na cidade, dos quais 13.599 já estão recuperados. Os casos descartados somam 24.669. Juazeiro tem 270 casos ativos do novo coronavírus.

Testes: Foram realizados desde o início da pandemia 32.641 testes rápidos pela prefeitura e 1.635 pelo Lacen, em Salvador.

Ocupação de leitos: Na rede hospitalar, o percentual de ocupação dos leitos para Juazeiro na rede PEBA (hospitais de Pernambuco e Bahia) é de 90%, com 21 leitos disponíveis. Somente no território de Juazeiro, 89% dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 estão ocupados, com 3 leitos disponíveis.

Todas as informações sobre a Covid-19 em Juazeiro estão disponíveis no site da prefeitura: www.juazeiro.ba.gov.br/coronavirus.


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ELEIÇÕES 2026 Marília Arraes diz que campanha de Lula buscará apoio de Raquel Lyra no 2º turno

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