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O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello determinou nessa quarta-feira (14) que a União reintegre, num prazo de 10 dias, as famílias excluídas do Programa Bolsa Família durante a pandemia. A multa será de R$ 100 mil caso a medida não seja cumprida. A informação foi publicada pelo portal Uol.
O magistrado acolheu no ano passado o pedido de estados do Nordeste, para que o governo federal suspendesse os cortes no Bolsa Família enquanto continuasse o estado de calamidade pública.
De acordo com o governo da Bahia, comandado por Rui Costa (PT), entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021, o número de inscritos no estado caiu 12.706 e, no mesmo período, aumentou a quantidade de beneficiados nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
O governo federal afirmou que "os desligamentos estavam relacionados a fraudes e à suspensão temporária, em razão do pagamento de auxílio emergencial e de ações de verificação de condições".
Em seu argumento, Marco Aurélio disse que os estados do Nordeste concentram o maior número de pessoas em situação de pobreza, o que sinaliza tratamento discriminatório. (Brasil247).
A saída de Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores reabriu a possibilidade de o país retomar uma parceria mais estreita com a China. Para especialista, o Brasil tem muito a explorar além da vacina.
Após um período turbulento da relação com a China, o Brasil dá sinais de que tenta restabelecer os laços com os asiáticos. A troca de Ernesto Araújo por Carlos França no comando do Ministério das Relações Exteriores não só já aliviou a tensão política entre os países, como criou expectativas positivas.
Poucos dias depois de sua posse - em 6 de abril -, o novo chanceler se reuniu com o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, na última sexta-feira (9), e reconheceu a importância do papel dos chineses no cenário mundial.
França também discutiu a possibilidade de acelerar a importação pelo Brasil de insumos para a produção de vacinas contra a Covid-19.
Nesta terça-feira (13), o embaixador da China no país, Yang Wanming, exaltou a atuação do novo ministro em pouco tempo no cargo.
Marcus Vinicius Freitas, professor visitante de Direito Internacional Público e de Relações Internacionais da Universidade de Relações Exteriores da China, sediada em Pequim, a troca da titularidade na pasta foi um passo importante.
Segundo ele, as convicções do ex-ministro Ernesto Araújo não estavam em sintonia com os interesses do Brasil "no sentido de uma exploração mais consciente e clara da relação bilateral".
O professor avalia que o Brasil ainda tem muito a explorar na relação com a China, com a possibilidade de "ganhos exponenciais".
"O ex-ministro Ernesto [Araújo] pretendia montar uma resistência contra a China na sua cruzada contra o globalismo, em uma associação ao governo Trump [ex-presidente dos EUA]. E essa realidade já não é o que se apresenta neste início de século XXI, onde vemos claramente uma transição e mudança de eixo", afirmou Freitas em entrevista à Sputnik Brasil.
O especialista explica que o papel do chanceler é fundamental para restabelecer as pontes com a China. Porém, as declarações e as eventuais medidas do presidente da República, Jair Bolsonaro, referentes ao governo chinês vão nortear de maneira mais concreta a relação entre os países.
"A grande questão é o quanto o presidente acredita nessas teorias conspiratórias contra a China e o quanto ele está convencido de que é importante para o país manter uma relação mais aprofundada com a China", disse.
Para o professor de Direito Internacional Público e de Relações Internacionais, o Itamaraty precisa colocar a China em sua pauta prioritária e estratégica.
Ele ressalta a importância de aumentar o número de diplomatas que falam chinês no ministério e o tamanho da missão brasileira na China e de explorar o intercâmbio político e comercial entre os países.
"A troca do chanceler é um ponto inicial, mas é importante que o governo brasileiro tenha mentes pensando sobre a melhor forma de interagir com o governo chinês e de descobrir coisas que possam ser benéficas e que tenham sinergias entre os dois países", afirmou.
Vacinas contra a Covid-19
No caso da importação de insumos e de imunizantes da China, o remédio é o mesmo, segundo Freitas. Ele conta que o governo chinês valoriza o que tem sido chamado de "diplomacia da vacina".
No Brasil, o Instituto Butantan produz a vacina chinesa CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac. Em diversas ocasiões, o presidente Jair Bolsonaro já criticou o imunizante, que virou motivo de disputa política com o governador de São Paulo, João Doria, que defendeu a importância da vacina para o país.
"A questão da vacina e dos aparelhos internacionais são importantes. A China deverá seguir na toada da diplomacia da vacina. E, com certeza, o Brasil é um parceiro prioritário para a China", disse.
O especialista afirma que os chineses têm interesses estratégicos de curto, médio e longo prazo no Brasil e contam com posicionamentos em seu favor em discussões internacionais.
"A mudança de ares no Itamaraty, se for de fato seguida por uma política de maior aproximação, poderá incentivar o governo chinês a observar o Brasil como um parceiro mais confiável", indicou.
O que mais o Brasil tem a ganhar com a China?
Segundo Freitas, o aprofundamento da relação do Brasil com a China não passa só pela questão comercial, mas também por uma intensificação dos laços culturais.
O professor lembra que a novela da TV Globo Caminhos da Índias, exibida em 2009, melhorou as relações do Brasil com o país. Para ele, algo semelhante poderia ocorrer com a China se o Brasil puder explorar formas de "desmistificar percepções equivocadas" sobre o país asiático.
O especialista acredita que, no Brasil, muitos ainda "não entenderam o quanto a China evoluiu nos últimos anos".
Freitas avalia que existem diversas áreas em que o Brasil pode se beneficiar com uma relação mais estreita. Ele cita, por exemplo, obras de infraestrutura, administração de grandes cidades e experiências nas questões urbanísticas.
A tecnologia chinesa, em sua visão, é outro aspecto importante na relação entre os dois países. Além de parcerias para a importação de bens materiais, o Brasil pode criar alternativas para o desenvolvimento de tecnologias em conjunto.
"A China é o país que mais investe em inteligência artificial. Poderíamos criar convênios na área de engenharia para que essa inteligência artificial pudesse dar ao Brasil uma vantagem competitiva ainda maior na agregação de valor aos produtos agrícolas", pontuou.
O especialista ressalta ainda a importância de abrir mais oportunidades para empresas chinesas entrarem no Brasil e incentivar o caminho inverso, para companhias brasileiras criarem raízes na China. Para ele, a moeda chinesa (yuan) também poderia ser mais utilizada nas transações comerciais com a China.
"É preciso sair do plano político, estudar a relação e que haja mais gente no ministério dedicada à China como país, cultura e, principalmente, parceiro para o desenvolvimento econômico do Brasil", afirmou. (Sputnik).
Trabalhadores informais nascidos em maio começam a receber hoje (15) a nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos nesse mês.
Também hoje, a Caixa Econômica Federal depositará a revisão do auxílio emergencial para 236 mil novos beneficiários nascidos de janeiro a maio incluídos na nova rodada. Essas pessoas haviam sido excluídas por não se enquadrarem no público elegível, mas contestaram o benefício negado e conseguiram reaver o auxílio.
Os nascidos de junho a dezembro reincluídos no auxílio emergencial receberão conforme o calendário de pagamentos divulgado no fim de março. A relação dos incluídos na revisão do auxílio está disponível na página de consultas desenvolvida pela Dataprev, estatal responsável pelo cadastro dos beneficiários.
A primeira parcela será depositada nas contas poupança digitais e poderá ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a quatro semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta corrente.
A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio. (Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - Brasília).
Por: Renato Souza/
Por: Correio Braziliense).
Levantamento do Poderdata divulgado nesta quarta-feira (14) mostra que o ex-juiz Sérgio Moro, condenado por parcialidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é o político mais rejeitado do país, com 60% de rejeição. Ciro Gomes (PDT) está em seguida, com 57%.
Por outro lado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a menor rejeição, com 41%. Jair Bolsonaro (sem partido) tem 50% de rejeição. Um mês antes, registrava 53%.
O mesmo levantamento, divulgado pelo site Poder 360, aponta Lula com uma vantagem de 18 pontos percentuais sobre Bolsonaro num eventual segundo turno entre os dois nas eleições do próximo ano.
Foram 3.500 entrevistas em 512 municípios, nas 27 unidades da Federação entre os dias 12 e 14 de abril. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. (Brasil247).
Confira os números:


A ex-presidente da República Dilma Rousseff - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi absolvida nessa quarta-feira (14) pelo TCU (Tribunal de Contas da União) no processo sobre a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras em 2006. Na época, ela era ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da estatal.
Por unanimidade, os ministros do TCU decidiram absolver Dilma pelo entendimento de que o Conselho de Administração da Petrobras não teve responsabilidade no caso. Para Vital do Rêgo, ministro do TCU e relator do caso, os membros do conselho não agiram "com dolo nem má-fé".
"Não há evidências nos autos de que todos os envolvidos soubessem da existência desse esquema", afirmou o relator. "Relativamente aos membros do Conselho de Administração, os documentos a eles apresentados e as informações neles presentes não indicavam contradições ou falhas que lhes permitissem vislumbrar que a proposta para a aquisição partia de valor bem superior."
Foram responsabilizados o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró por prejuízos da estatal após a compra da refinaria. Eles foram condenados a pagar multa de R$ 110 milhões, além de oito anos de inabilitação para exercer cargos públicos.
Cerveró, individualmente, ainda deverá pagar mais uma multa, no valor de R$ 67,8 mil.
A compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, em 2006, foi alvo de investigação por suposto superfaturamento e evasão de divisas na Operação Lava Jato. Na época, a estatal pagou US$ 360 milhões por 50% da empresa. O valor foi muito maior do que o pago pela companhia belga Astra Oil, que um ano antes havia adquirido a refinaria inteira por US$ 42,5 milhões.
Após uma disputa em uma câmara de arbitragem com a Astra Oil, a Petrobras foi obrigada a desembolsar milhões de dólares adicionais pela outra metade do ativo. A estatal brasileira pagou um total de US$ 1,2 bilhão por 100% de Pasadena.
A ex-presidente Dilma Rousseff era ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras na época. Questionada sobre os problemas na aquisição de Pasadena, Dilma declarou, em 2014, que recebeu informações incompletas das diretorias da Petrobras responsáveis pela negociação, o que a induziu a aprovar o negócio.
Entretanto, a
área técnica da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) responsabilizou Dilma e
os demais ex-conselheiros de administração da Petrobras por terem "faltado
com o dever de diligência quando da aprovação da aquisição" da refinaria. (
Dias antes do incêndio, prints de mensagens envolvendo ameaças de "explosão" aos prédios da instituição circularam entre grupos ...