quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Geração de lixo no mundo pode chegar a 3,8 bi de toneladas em 2050

 

Se tal quadro não for revertido, impacto negativo no clima será maior

Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil


Caso não haja mudança nos padrões de produção, consumo e descarte de materiais, a geração de resíduos sólidos domiciliar no mundo deve crescer 80% entre 2020 e 2050, passando de 2,1 bilhões de toneladas ao ano para 3,8 bilhões.

Cenário considerado promissor é manter a produção de resíduos em 2 toneladas por ano, neste mesmo prazo, apesar do aumento populacional e melhora do poder aquisitivo mundial.

Os dados são do relatório Global Waste Management Outlook 2024 (GWMO 2024), lançado hoje (28) durante a Assembleia das Nações Unidas para o Ambiente, em Nairóbi, capital do Quênia. O documento foi desenvolvido pela International Solid Waste Association (ISWA) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Relatório

O presidente da ISWA, Carlos Silva Filho, um dos autores do relatório, ressaltou que o mundo continua em uma tendência de aumento da produção de resíduos sólidos. “Ainda temos cerca de 40% desses resíduos vão parar em locais inadequados, tipo lixão e queima a céu aberto. Essa é uma tendência muito preocupante”, avaliou.

Se tal quadro não for revertido, ele explica que pode haver impactos negativos no clima, com mais emissões de gases de efeito estufa, principalmente metano; na biodiversidade, com maior exploração de recursos naturais e prejuízos para flora e fauna; e na saúde humana, com maior poluição e impactos direto na qualidade do ar, água e solo.

De acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos 2022, foram gerados no Brasil cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos domiciliares, das quais 76 milhões de toneladas foram coletadas, totalizando uma cobertura de coleta de 93%, mesma média apontada para a América do Sul no relatório. No entanto, 40% dos resíduos coletados no país, cerca de 29,7 milhões de toneladas, ainda seguem para destinos inadequados - lixões e aterros controlados. 

Segundo o Atlas Global, no mundo, 38% dos resíduos acabam em destinos inadequados. Na América do Sul, esse percentual é de 34%, o que, segundo o ISWA, permite constatar que o Brasil está em situação deficitária em relação à média global e à média do continente.

Silva Filho apontou ainda que os índices de aproveitamento dos resíduos são bastante limitados no país e no mundo. Segundo o relatório, enquanto a média global é de 19% e a do continente Sul-americano de 6%, o índice de reciclagem de resíduos sólidos urbanos no Brasil varia em torno de 3 a 4% e está estagnado há mais de uma década.

Brasil

No Brasil, o levantamento revelou que, até 2050, a produção de resíduos deve crescer mais de 50% e poderá alcançar 120 milhões de toneladas por ano. Segundo o instituto, o número demonstra que o país carece de ações urgentes. 

“O relatório mostra que o país ainda está bastante deficiente na gestão de resíduos. Em termos de aumento e de crescimento da geração, o Brasil está seguindo a mesma linha do mundo, com esse crescimento acelerado. Mas em termos de aproveitamento do resíduo, nós estamos muito atrasados”, avaliou Silva Filho.

A publicação aponta ainda que cerca de 2,7 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso aos serviços básicos de limpeza urbana, como coleta de lixo. No Brasil uma em cada 11 pessoas não dispõe desse serviço. Com isso, mais de 5 milhões de toneladas de resíduos sólidos deixam de ser coletadas anualmente e acabam descartadas no meio ambiente, com impactos negativos no solo, rios e na saúde da população.

Recomendações

Análise das entidades mostrou que o maior impacto no aumento da geração de resíduos sólidos é decorrente do crescimento econômico, sendo 75% em função de aumento de poder aquisitivo, e 25% em função do crescimento populacional.

“O relatório traz a recomendação no sentido de que precisa dissociar o crescimento econômico da maior geração de resíduos sólidos. Nós precisamos de um novo modelo de design, produção, venda, distribuição de materiais e de uma nova consciência no descarte e geração de resíduos.”

Segundo o presidente do instituto, daqui até 2050, a perspectiva é de desenvolvimento econômico no mundo, revertendo essa rota de recessão e entrando numa rota de crescimento.

Um exemplo prático para minimizar impactos é o sistema de responsabilidade estendida dos produtores, ou seja, quem fabrica um produto e o coloca no mercado passa a ser responsável pelo retorno deste produto.

“Com isso, você traz um compromisso para que essa indústria faça produções mais amigáveis, mais fáceis de serem retornadas”, disse Silva Filho. Ele cita ainda o combate ao desperdício de alimentos e modos de ampliar o mercado de reciclagem, fazendo com que o resíduo se torne uma matéria-prima.

O cenário considerado possível de ser implementado seria alcançar 60% de reciclagem no mundo, que atualmente é de 19%, e reduzir a geração per capita de resíduos sólidos para 600 gramas em média - atualmente a quantidade é 800 gramas por pessoa. O total de resíduos sólidos domiciliares gerados no mundo ficaria em torno de 2 bilhões de toneladas, em 2050, em um cenário considerado promissor e também factível. Além disso, tal cenário prevê que não haja mais destino inadequado no planeta já a partir de 2050.- (Por Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil - São Paulo).

Edição: Maria Claudia




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“O mundo não pode assistir impassível ao genocídio”, diz Gleisi

 

A presidente do PT afirmou que Gaza entrou em um 'nível sem precedentes de mortes e mutilações de civis' vítimas dos bombardeios de Israel

Gleisi Hoffmann (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), fez nesta quinta-feira (29) um alerta para a necessidade de condenar o genocídio cometido por forças de Israel na Faixa de Gaza, onde um ataque israelense deixou mais de 110 mortos que foram vítimas dos bombardeios enquanto aguardavam ajuda humanitária. 

"O mundo não pode assistir a isso impassível. Um nível sem precedentes de mortes e mutilações de civis, crise humanitária catastrófica com restrições à ajuda humanitária, deslocamento de pelo menos três quartos da população, destruição de hospitais infraestruturas civis com a demolição de bairros inteiros, tornando Gaza praticamente inabitável. É sobre isso que Lula fala quando acusa o governo de Netanyahu de genocídio, os números estão aí para comprovar", escreveu a parlamentar na rede social X.

"ONU faz alerta para o horror da dimensão da guerra na Faixa de Gaza, onde há mais de 100 mil pessoas mortas ou feridas e pelo menos 17 mil crianças palestinas que perderam os pais ou estão separadas de suas famílias", escreveu. 

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que as Forças de Defesa Israelenses agiram de forma "excelente" e cobrou "apoio total" ao massacre. O governo israelense já foi denunciado na Corte Internacional de Justiça pelos massacres em Gaza. >>> EUA exigem 'respostas' de Israel após novo massacre em plena ajuda humanitária na Faixa de Gaza - 247.

DIA D CONTRA A DENGUE Pernambuco: 1.192 casos prováveis de dengue a mais em uma semana e 2 municípios com alta incidência

 

Secretaria de Saúde pede a municípios que mobilizem a população para o Dia D contra a Dengue, sábado (2)


                                                 Por Genivaldo Henrique
Mosquito 'Aedes aegypti', vetor do vírus da dengue — Foto: Pexels

Com aumento de mais 1.100 casos prováveis em uma semana e alta incidência da doença em dois municípios, a Secretaria de Saúde de Pernambco (SES-PE) se reuniu, nesta quinta-feira (29), com representantes municipais para discutir o "Dia D de Mobilização contra a Dengue", que acontece neste sábado (2). O esforço é nacional e reúne todos os estados e municípios para combater a proliferação da doença.

De acordo com o Boletim Epidemiológico das Arboviroses (Nº 08), divulgado pela Secretaria-Executiva de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (Sevsap), houve aceleração no ritmo de incidência da dengue em Pernambuco em relação à semana anterior. O levantamento levou em conta o período entre os dias 31 de dezembro de 2023 a 24 de fevereiro de 2024, que correspondem da primeira à oitava semana epidemiológica.

O aumento foi de 1.192 casos prováveis em uma semana, a SES-PE reforçou, ainda, a parceria com a população, com o intuito de intensificar as medidas de prevenção para amenizar a transmissão do vírus.  

"Durante o Dia D e também nas próximas semanas, retirem os seus representantes e prefeitos de casa, mobilizem mesmo, para poderem fazer ações corretas de proteção e prevenção ao mosquito. Façam uma força-tarefa nas casas de vocês, para mobilizar mesmo a população para a gente reverter esses dados", alertou a secretária de saúde do Estado, Zilda Acavalcanti.

"A questão do recolhimento e saneamento de lixo nesse período é vital para que possamos reverter esses dados de arboviroses em Pernambuco. A coleta adequada, a preservação da higiene dos locais são de extrema importância", completou o diretor geral de vigilância ambiental e saúde do trabalhador, Eduardo Bezerra.

Dados alarmantes em Pernambuco
A Sevsap observou também que o número de "municípios silenciosos", que não estavam notificando desde o início do ano, caiu pela metade nas últimas semanas. O trabalho executado de aproximação e cobrança tem sido realizado pelas Gerências Regionais de Saúde (Geres). 

Na oitava semana, são apontados também os primeiros municípios pernambucanos a entrarem no estágio de alta incidência. São eles: Araçoiaba e Chã de Alegria, que fazem parte da I Regional de Saúde (I Geres). Ambos apresentam mais de 300 casos por 100 mil habitantes.

Secretária Zilda Cavalcanti - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Ao mesmo tempo, se na semana epidemiológica anterior sete cidades apareciam no grupo de média incidência (100-300 por 100 mil habitantes), no boletim mais atualizado, esse número sobe para 16. O município de Araçoiaba, na Região Metropolitana do Recife, já recebeu a visita de equipes da I Geres, enquanto Chã de Alegria, na Mata Norte, deverá ser visitada nos próximos dias.

O número de casos prováveis - casos confirmados + casos em investigação - até a semana oito é 201,9% superior ao mesmo período de 2023. Os casos prováveis são os notificados subtraídos daqueles que já foram descartados. Até aqui, 230 casos foram confirmados para dengue em Pernambuco, sendo seis casos graves.

Nesse mesmo período, seis óbitos foram notificados devido às arboviroses, mas todos se encontram em investigação, uma vez que os sintomas são passíveis de serem confundidos com um conjunto considerável de outras doenças. Após a investigação, todos os óbitos são discutidos em comitê para confirmar ou descartar os registros.

Outras arboviroses também chamam atenção. Chikungunya, com 606 casos prováveis, encontra-se com 6,7 casos/100.00 habitantes e aumento de 43,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o momento, foram confirmados 35 indidências. Zika não apresenta circulação há alguns anos no Estado.

Em 2024, são 47 casos prováveis, sem nenhuma confirmação, apesar do aumento de 422,2% em relação ao ano de 2023.

Para diminuir esses números, a SES-PE informa acompanhar de perto os municípios para identificar possíveis melhorias no sistema de prevenção ao mosquito. "A gente fiscaliza onde existe maior incidência, inclusive com o uso de carro fumacê e outras medidas", completou Zilda Cavalcanti.

Medidas de prevenção em Pernambuco
Em fevereiro, a SES-PE divulgou o Comitê de Enfrentamento das Arboviroses, um grupo consultivo que tem por objetivo observar como o sistema de saúde tem respondido ao aumento de casos e a proposição de estratégias para melhorar o desempenho do estado. O Grupo é composto por representantes das secretarias executivas da SES-PE, da Sociedade de Terapia Intensiva (Sotipe), da Sociedade de Pediatria de Pernambuco (Sopepe), da Sociedade Pernambucana de Infectologia (SPI) e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems).

Pernambuco foi o primeiro estado no pais, ainda em novembro do ano passado, a lançar seu Plano de Enfrentamento para as Arboviroses 2024. O projeto orienta as ações do estado e dos municípios, estabelecendo fases e acionamento dos diversos pontos da rede de saúde em função do perfil epidemiológico e da ocupação da rede de saúde.

Entre as ações de prevenção a serem adotadas e que precisam ser constantemente revisitadas, estão: receber os agentes de combate a endemias, não juntar entulhos que possam promover o acúmulo de água; realizar a limpeza de vasos, calhas e outros focos de água parada.

Na próxima segunda-feira (4), a Secretaria de Saúde de Pernambuco também irá se reunir com representantes das principais unidades hospitalares do Estado. "Vamos discutir as principais medidas a serem tomadas para prevenção e traçar os nossos planos para assistir a população da melhor forma. Será uma capacitação, onde faremos uma consultoria com os profissionais e distribuiremos material gráfico, como cartazes, sobre o tema", explicou a secretária de saúde.

Ações federais para cuidado contra a dengue
Nas últimas semanas, o Ministério da Saúde promoveu comunicação focada nos “10 minutos contra a dengue”. O projeto traz orientações específicas sobre como a sociedade pode atuar no combate ao mosquito. Entre as medidas que todos podem tomar, estão colocar areia no pote das plantinhas, olhar se a caixa d'água está tapada, amarrar o lixo, de modo a evitar que o Aedes aegypti encontre condições ideais para reprodução.

De acordo com o 3º Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa) e o Levantamento de Índice Amostral (LIA) do Ministério da Saúde, 75% dos criadouros do mosquito da dengue estão nos domicílios. Os locais com maior identificação são em vasos e pratos de plantas, garrafas retornáveis, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais e materiais em depósitos de construção - sanitários estocados, canos e outros.

A curva de casos no Brasil afora também segue alarmanete. Segundo o Ministério da Sáude, foram contabilizados 973.347 casos prováveis de dengue em todo o país, com 195 óbitos confirmados e outros 672 em investigação. A Organização Mundial de Saúde (OMS) determina que a taxa de letalidade da doença não pode ultrapassar 1%. No ano passado, esse percentual foi de 0,07 e, em 2024, até o momento, é de 0,02. 

Uma esperança atual é de que a curva siga a tendência do ano passado, com pico entre os meses de março e abril, precisamente entre as semanas 15 e 16, e queda posterior. Nesse período, foram  registrados 111.830 casos. Em 2024, no entanto, apenas na sétima semana do ano, iniciada em 11 de fevereiro, foram contabilizados 182.246 casos, o recorde entre as oito semanas analisadas até o momento.

Projeto de contenção do Recife
No mesmo ritmo da SES-PE, a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau) divulgou, nessa quarta-feira (28), que vai lançar no dia 11 de março o projeto “Atende em Casa”. A ação visa a propor um conjunto de medidas que devem priorizar o controle e a prevenção das arboviroses na cidade. 

De acordo com dados da própria Sesau, entre 31 de dezembro e 17 de fevereiro deste ano, foram notificados 245 casos prováveis. Os números representam aumento de 85% em comparação à mesma análise feita no ano passado.

O que fazer se tiver sintomas
Em caso de sintomas, como febre, manchas na pele, dor nos olhos, conjuntivite, dor no corpo e nas articulações, dores de cabeça ou outra manifestação, é necessário buscar por atendimento médico. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o agravamento da doença ou um possível óbito.


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“Nada justifica o genocídio”, diz Paulo Pimenta (vídeo)

O ministro repudiou a morte de mais de uma centena de pessoas que aguardavam ajuda humanitária em Gaza, mas foram vítimas dos bombardeios israelenses

Paulo Pimenta e pessoas se juntando para receber ajuda humanitária em Gaza (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil I Reprodução (Redes Sociais))

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, condenou o massacre brutal de Israel na Faixa de Gaza, onde mais de 110 pessoas morreram enquanto aguardavam ajuda humanitária e foram vítimas dos disparos das forças israelenses.

"Estamos assistindo à morte de uma população civil. Mais de 30 mil mortos, sendo 25 mil crianças e mulheres", escreveu o ministro, alertando que também há pessoas "soterradas" ainda não encontradas por autoridades. O número de mortos vem aumentando.

O secretário deixou claro que o governo federal não apoia o grupo islâmico Hamas, que, segundo Pimenta, precis a "pagar pelos crimes e tem obrigação de libertar os reféns". "Mas nada justifica a morte de mais de 30 mil pessoas".

Israel já foi denunciado na Corte Internacional de Justiça, mas os crimes continuam ocorrendo em Gaza, que está sendo devastada. >>> “O mundo não pode assistir impassível ao genocídio”, diz Gleisi - 247.





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domingo, 25 de fevereiro de 2024

Governo vai enviar vacinas contra dengue para mais 29 municípios

 

Novo lote completa lista de 521 cidades que receberão o imunizante

Takeda /Divulgação

O Ministério da Saúde informou que vai enviar doses de vacinas contra dengue para mais 29 municípios nos próximos dias. O novo lote vai completar a lista de 521 municípios selecionados para receber as doses até a primeira quinzena de março. Até o momento, 492 cidades já receberam os imunizantes.

A vacinação contra a dengue começou neste mês e é destinada à aplicação em crianças de 10 e 11 anos. Até o fim deste ano, a vacinação com a Qdenga, nome comercial do imunizante, será ampliada para adolescentes de 12,13 e 14 anos que moram nos 521 municípios.

Os municípios foram escolhidos para receber os primeiros lotes das vacinas por estarem localizados em áreas de com alta incidência da dengue tipo 2 (Sorotipo 2), que provoca infecção mais grave da doença.

A restrição de regiões que vão receber a vacinação foi feita diante das dificuldades apresentadas para produção e oferta da vacina, elaborada pelo laboratório Takeda. A partir da entrega de mais carregamentos, a vacinação será ampliada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o Ministério da Saúde, foram compradas 5,2 milhões de vacinas neste ano. Em 2025, serão mais 9 milhões.

A vacina Qdenga teve o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. Em dezembro do ano passado, a pasta anunciou a incorporação do insumo no SUS.

Pelo menos seis estados já declararam situação de emergência devido aos casos registrados de dengue na população. Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Acre, Goiás e o Distrito Federal estão na lista. - (Por André Richter – Repórter da Agência Brasil - Brasília).


Edição: Denise Griesinger



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Com G20, Blinken e Lavrov, o Brasil assume posição global muito forte

 

ADRIANO MACHADO/REUTERS

Publicado em: 25 de fevereiro de 2024, 11:09

As imagens falam por si. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebendo, em dois dias seguidos, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, dois dos países de maior peso geopolítico do planeta.

Não foram visitas de cortesia, como as que se fazem habitualmente entre representantes de nações amigas, mas reuniões de trabalho, negociações intensas, com interlocutores dotados de autoridade e autonomia. Discutiram-se em detalhes os processos dos dois graves conflitos do momento: o genocídio realizado por Israel na Faixa de Gaza e o conflito na Ucrânia, que completa dois anos.

Lula acabava de voltar de viagem ao Egito e à cúpula da 37ª Cúpula da União Africana, onde foi o único participante de fora do continente convidado a discursar.

Foi no âmbito dessa reunião, em Adis Abeba, que Lula fez a já histórica declaração que colocou o país em posição de vanguarda mundial na crítica ao morticínio genocida realizado por Israel na Faixa de Gaza.

Lula teve a coragem e o descortínio de denunciar o massacre de inocentes da Faixa de Gaza. Mencionou, criticando sofrimentos sofridos pelos judeus sob a máquina de morte nazista durante a Segunda Guerra. Verbalizou a indagação que tantos se fazem silenciosamente: como um povo que sofreu tanto é capaz de infligir tanto sofrimento a outro?

O fato de a reação de Israel ter sido tão imediata, destemperada e baixa atesta a precisão cirúrgica da manifestação do mandatário brasileiro. Lula colheu apoios internacionais abertos junto a silêncios de solidariedade eloquente. A diplomacia brasileira reagiu e repeliu o extremismo israelense. Mesmo Blinken, apesar de se opor, teve que reconhecer a legitimidade e a soberania da posição brasileira. A reunião amistosa, a cautela presente em sua manifestação de discordância em relação a Lula decorrem do reconhecimento irrecusável do peso do Brasil no cenário geopolítico.

Respeito, aliás, obtido apesar da oposição vexaminosa das elites brasileiras e de seus veículos jornalísticos, contrários a qualquer posicionamento brasileiro que se desvie do evangelho emanado da potência hegemônica, os Estados Unidos, e de seu satélite extremista, Israel.

A cobertura dessa mídia propiciou um constrangedor espetáculo de sabujice ao império. Terminou desconcertada e humilhada quando seu sol supremo, o Departamento de Estado, em torno do qual ela gravita, viu legitimidade na posição de Lula.

O Brasil assumiu assim a liderança mais explícita, fora do mundo árabe, da repulsa ao "suplício televisionado" imposto aos palestinos pelo regime israelense.

Falando com sinceridade e sem medo, Lula despiu o tabu da invulnerabilidade israelense.

Não se pode ignorar que o jogo cada vez mais sério que o Brasil desempenha na arena mundial se dá num contexto de câmbios agudos na correlação de forças, o que atravessa os conflitos na Europa e na Palestina.

O grupo do Brics, a que o país está tão identificado sob Lula, já tem hoje a mesma fatia de cerca de 30% da riqueza mundial que o antes inalcançável clube do G7. Há duas décadas, o G7 detinha 42% contra 19% dos Brics.

A diplomacia brasileira, sob a condução estratégica do chanceler Mauro Vieira, galga portanto um degrau superior de complexidade, em meio à ocupação dos espaços abertos nesse momento de mudanças geopolíticas.

Em seguidos episódios, em sinais emitidos em situações distintas por atores internos e externos, vai ficando evidente que o Brasil sob Lula ocupa a posição mais proeminente na história de suas relações exteriores.

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Amoêdo defende prisão de Bolsonaro, recebe ameaça e aciona a polícia

Neste domingo, Jair Bolsonaro confessou seus crimes e pediu anistia

Amoêdo nega apoio a Bolsonaro (Foto: Afebras.org | Reuters)

O ex-presidente do Partido Novo, João Amoêdo, defendeu a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, neste domingo, confessou seus crimes e defendeu uma anistia para si. "Após Bolsonaro confessar que havia uma minuta do golpe e pedir anistia aos "manifestantes" de 8/1 – assumindo então que eles são culpados – fica ainda mais óbvio que o ex-presidente deveria ser preso", postou o político no X. Logo em seguida, ele foi ameaçado e revelou que irá levar o caso à polícia. - 247.

Confira:

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