quarta-feira, 6 de abril de 2022

Milhares de indígenas protestam em Brasília contra Bolsonaro e projetos que liberam exploração de terras

Representantes de quase 180 povos indígenas marcharam contra o governo Bolsonaro e o conjunto de projetos danosos ao meio ambiente que ficaram conhecidos com Pacote da Destruição

(Foto: Hellen Loures/Cimi)

Representantes de 176 povos indígenas brasileiros marcharam no final da tarde desta quarta-feira (6) contra o governo de Jair de Bolsonaro e o conjunto de projetos danosos ao meio ambiente que ficaram conhecidos com Pacote da Destruição, com apoio oficial. O grupo, que reúne mais de 6 mil pessoas, compõem o Acampamento Terra Livre, formado nesta segunda-feira (4), em Brasília. É o 18º ano seguido que lideranças montam acampamento ao longo de dez dias na capital federal para pressionar o governo federal, parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a pautas envolvendo a questão indígena.

A principal delas é a tese do Marco Temporal, em julgamento no STF, que restringe o direito das comunidades às terras que tradicionalmente ocupam. Nesse entendimento jurídico, só podem ser demarcadas terras indígenas ocupadas por esses povos em 4 de outubro de 1988 – data da promulgação da Constituição Federal.

No entanto, a tese não leva em consideração os conflitos agrários, com a expulsão de povos originários e tradicionais por ação de pistoleiros a serviço da grilagem, por exemplo. Desse modo, muitos povos estavam fora de suas terras ancestrais na referida data.

Além disso, segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a relação entre os povos indígenas e a terra, não é comercial e nem tem sentido privado de posse. Portanto, trata-se de uma relação de identidade, que compreende espiritualidade e existência, sendo possível afirmar que não há comunidade indígena sem a terra, como anotou em seu voto o ministro Edson Fachin, contrário à tese do Marco Temporal. O julgamento deverá recomeçar em maio.

Pacote da destruição

Os povos indígenas pedem a derrubada do conjunto de projetos apoiados pelo governo, o “Pacote da Destruição”, que tramita no Senado. Trata-se de projetos, aprovados na Câmara, que se forem aprovados trarão graves prejuízos ao meio ambiente. Saiba quais são:

PL nº 2.159 – torna o licenciamento ambiental uma exceção, em vez de ser a regra.

PL nº 2.633 e o PL nº 510 – concedem anistia à grilagem em terras públicas.

PL nº 490 – trata do chamado “marco temporal” das terras indígenas, que estabelece que povos indígenas só podem reivindicar as terras que eles ocupavam no momento em que a Constituição de 1988 foi aprovada. Tese considerada inconstitucional por diversos juristas.

PL nº 191 – que autoriza a mineração, até mesmo de grande porte, e a construção de hidrelétricas em terras indígenas, inclusive naquelas em que há aldeias indígenas isoladas.

PL nº 6.299 – o chamado “Pacote do Veneno”, que revoga a atual Lei de Agrotóxicos (7.802/89) e flexibiliza ainda mais a aprovação, importação, produção, rotulagem e o uso de agrotóxicos no país. Com ele, o setor será praticamente descontrolado.

A questão indígena é de interesse de todos. Pesquisas mostram que nas terras indígenas que Bolsonaro que abrir a todo tipo de exploração o meio ambiente é mais preservado. Dados internacionais mostram que, em todo o mundo, os povos originários correspondem a 5% da população mundial. No entanto, 85% da biodiversidade é protegida em seus territórios, assim como muitas das nascentes. Rede Brasil Atual 


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Pimenta vai à Justiça para que Moro e Podemos devolvam recursos gastos na pré-candidatura do ex-juiz suspeito

Paulo Pimenta solicita que seja determinado a Sérgio Moro e ao podemos que ressarçam a União pelo dano causado no valor de R$ 3 milhões

(Foto: Reprodução | ABr)

O deputado Paulo Pimenta ingressou com uma ação popular contra o ex-juiz Sérgio Moro e o partido Podemos por desvio de finalidade de recursos públicos com a filiação e a pré-candidatura presidencial do ex-juiz suspeito. 

Segundo Pimenta, ao deixar o Podemos e se filiar ao União Brasil, Moro se valeu de despesas para sua promoção pessoal, pagas com recursos do fundo partidário. "[Moro] obrou de forma ardilosa e premeditada no sentido de se valer de recursos públicos única e tão somente para fins de promoção pessoal, já que nem ficou filiado ao PODEMOS, nem manteve a pré-candidatura presidencial", diz o deputado na ação. 

Na petição, Paulo Pimenta solicita que seja determinado a Sérgio Moro e ao Podemos que ressarçam a União pelo dano causado no valor de R$ 3 milhões. Brasil247

 Leia a ação de Paulo Pimenta:




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Gleisi desmonta fake news de bolsonaristas sobre Lula e promete resposta a deputado que o ameaçou de morte

Bolsonarisas têm espalhado nas redes vídeo em que Lula incentiva o diálogo entre parlamentares e a população. Eles manipulam o contexto para aparentar que Lula incita a violência

Lula e Gleisi (Foto: RICARDO STUCKERT)

Desde o evento na CUT (Central Única dos Trabalhadores) na segunda-feira (4), bolsonaristas têm espalhado pelas redes sociais mais uma fake news sobre o ex-presidente Lula (PT).

Eles retiraram de contexto uma fala do ex-presidente na qual ele defende maior diálogo entre parlamentares e a população. Lula falou: "fazer ato público na frente do Congresso Nacional não move uma pestana de um deputado. Quando a gente está dentro do plenário a gente não sabe se está chovendo, se está caindo canivete. Os deputados têm casa, eles moram em uma cidade, nessa cidade tem sindicalistas. Então se a gente mapeasse o interesse de cada deputado e fossem 50 pessoas na casa do deputado - não é para xingar, é para conversar - incomodar, surte muito mais efeito do que manifestar em Brasília".

No vídeo espalhado por bolsonaristas foi suprimido o trecho em que Lula diz "não é para xingar, é para conversar", sugerindo que o ex-presidente estivesse incitando a violência contra políticos e seus familiares.

Se aproveitando da desinformação, o deputado federal bolsonarista Junio Amaral (PL-MG) fez um react do vídeo - distorcido - de Lula e sacou uma pistola para ameaçar de morte o ex-presidente. A deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PSL) também ameaçou receber “na bala” quem se manifestar em frente à sua residência.

Ao UOL, a presidente do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), lembrou que os bolsonaristas que acusam - falsamente - Lula de incitar a violência são os mesmos que, em 2018, comemoraram as reiteradas ameaças de Bolsonaro a petistas. Em relação a Amaral, Gleisi prometeu tomar providências.  "Fico admirada porque essa pessoa, que faz parte desse grupo aí de bolsonaristas, todos valentes, armados, são os que mais incentivaram violência contra a gente. [Diziam] que petista tinha que ser morto. O próprio Bolsonaro, em um evento no Acre, [disse] 'vamos metralhar os petistas'. Eles usam violência o tempo inteiro. Aí quando diz que tem que fazer uma argumentação política com um parlamentar é essa a reação? Me admira muito. O deputado tem que responder porque anda com essa arma no carro e anda incitando a violência". 247





Vladimir Putin alcança aprovação recorde, com 83% de popularidade

Países ocidentais podem dar adeus às ilusões de que seria fácil derrubar o presidente russo

Presidente russo, Vladimir Putin (Foto: Sputnik/Ramil Sitdikov/Kremlin via REUTERS)

A aprovação do presidente Vladimir Putin saltou de 71% em fevereiro para 83% no levantamento feito de 24 a 30 de março com 1.600 entrevistas em 50 regiões russas, margem de erro de dois pontos para mais ou menos. Trata-se do maior índice da carreira de Putin, empatando com os 83% que angariou logo após a reunificação da Crimeia, em março de 2014.

Além do fortalecimento do sentimento nacionalista na população russa, Putin desfruta do apoio popular por estar até aqui contornando bem os efeitos das severas sanções econômicas impostas pelos EUA e seus parceiros da Otan. 

Para começar, contrariando as expectativas, o país não deu calote em seus títulos, mesmo com cerca de 60% de suas reservas de US$ 640 bilhões congeladas fora do país, na mais dura das sanções até aqui. 

Para moradores de Moscou entrevistados pela Folha de S.Paulo, faltam alguns bens de consumo ocidentais, mas isso é uma situação que não parece assustar tanto. 

Segundo o monitor do humor de consumo do banco Sberbank, o maior do país, a confiança dos russos em ir às compras segue inalterada, e os preços, apenas 5% acima do período anterior à guerra, em média. 

Mais de 70% dos russos afirmam que a culpa pelo conflito é do Ocidente. 

Além disso, a Rússia não está totalmente isolada, como pretendem os EUA e os parceiros da Otan. Os países do Brics, destacadamente Brasil, China e Índia, não aderiram às sanções.  247. 



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terça-feira, 5 de abril de 2022

Câmara do Rio abre procedimento que pode cassar Gabriel Monteiro

                          Por: Douglas Corrêa/Por: Agência Brasil                                                                        Foto: Renan Olaz/CMRJ

Por unanimidade, os sete integrantes do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal do Rio de Janeiro decidiram hoje (5) apresentar uma representação com pedido de cassação do mandato do vereador Gabriel Monteiro (PL), youtuber e ex-policial militar, expulso da corporação por deserção.

Presidente do Conselho de Ética, o vereador Alexandre Isquierdo (DEM) afirmou que os indícios de edição e direcionamento de vídeos, com exposição de crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade, podem configurar a quebra de decoro parlamentar. “A decisão foi unânime mediante aos fatos já divulgados na mídia, mediante ao que foi discutido e debatido amplamente pelo Conselho de Ética”, explicou. 

Segundo Isquierdo, também foram consideradas informações compartilhadas em reunião realizada ontem (4) com o procurador-geral de Justiça do Rio, Luciano Mattos, além da apresentação de diversos vídeos recebidos pelos parlamentares e demais denúncias veiculadas pela imprensa. O vereador destacou ainda que Monteiro terá assegurado o seu direito de defesa.  

“O Conselho de Ética está tratando o assunto com muita responsabilidade, muita imparcialidade, com total isonomia. O próprio vereador terá espaço de ampla defesa. De forma muito responsável estamos tomando essa decisão hoje”, informou.

O procurador-geral do Rio deu um panorama de como foram as tratativas com os vereadores. “Essa reunião partiu de uma solicitação do Conselho de Ética no sentido de fornecer subsídios aos trabalhos do Conselho e também, ao mesmo tempo, o Ministério Público informar sobre os casos que estão sob sua análise. São diversas investigações na área da Infância e da juventude, na área criminal e na área da cidadania”, enumerou Mattos. 

Caso

O parlamentar é alvo de denúncias de assédio sexual, moral, estupro e manipulação. As denúncias foram reveladas em reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, no final de março.

Em uma gravação para um vídeo divulgado nas suas redes sociais, o parlamentar aparece em uma espécie de praça de alimentação com uma criança em situação de vulnerabilidade, orientando como ela deve falar, para mostrar que ele a estava ajudando a se alimentar.  

Somente em uma rede social, o parlamentar tem mais de seis milhões de seguidores. Gabriel Monteiro, do PSD, foi eleito em 2018 com mais de 60 mil votos.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro instaurou  inquérito para apurar possível violação de direitos da criança que aparece no vídeo divulgado pelo vereador. O MP afirma que a gravação fere os princípios da proteção integral da criança e do adolescente e da finalidade social da internet.

O Ministério Público pede a retirada do vídeo de todas as mídias sociais do vereador e solicitou ao gabinete do parlamentar que informe os dados da criança para aplicação de medidas protetivas.

Em suas redes sociais, Gabriel Monteiro nega as acusações. Segundo o vereador, milhões de reais foram doados para famílias vulneráveis e a criança que aparece na gravação saiu das ruas após o vídeo.

Trâmite

A representação do Conselho de Ética será dirigida à Mesa Diretora da Casa, que analisa seus requisitos formais e a encaminha, no prazo de três dias úteis, à Comissão de Justiça e Redação. 

Ao receber a representação, a Comissão de Justiça e Redação analisa, em até cinco dias úteis, se a peça processual contém algum vício jurídico. Caso a representação seja aceita pela maioria de seus membros, a Comissão de Justiça e Redação a encaminha ao Conselho de Ética.

Ao receber a representação, o Conselho de Ética sorteia um relator, que cita o vereador representado, no prazo de cinco dias. O relator abre o prazo de dez dias úteis para o vereador apresentar defesa escrita e provas. Apresentada a defesa, tem início a fase de instrução do processo, pelo prazo de até 30 dias, prorrogáveis por mais 15 dias. Finalizada a instrução, o relator dá parecer em até cinco dias úteis, concluindo pela procedência da representação ou pelo seu arquivamento. Caso o parecer seja pela procedência da denúncia, é aberto prazo de cinco dias para apresentação de alegações finais pela defesa do acusado. 

O parecer do relator é submetido à deliberação do Conselho de Ética em até cinco dias úteis, considerando-se aprovado se obtiver a maioria absoluta dos votos dos seus integrantes.

Concluída a tramitação no Conselho, com parecer favorável à denúncia, o processo é encaminhado à Mesa Diretora e incluído na Ordem do Dia. A punição é deliberada em votação aberta no Plenário, com direito a fala dos parlamentares e da defesa durante a sessão, decidida por dois terços dos vereadores (34 votos) em caso de cassação ou maioria absoluta em caso de suspensão.

Reforço com Pfizer aumenta proteção em quem recebeu doses da CoronaVac

 

Estudo foi divulgado hoje pela Fiocruz

Myke Sena/MS

Receber uma dose de reforço da vacina da Pfizer após duas doses de CoronaVac produz uma proteção mais efetiva contra a variante Ômicron do que uma terceira aplicação da CoronaVac, indica um estudo divulgado hoje (5) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O trabalho avaliou dados do e-SUS, do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) e do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Os dados abrangem de 6 de setembro de 2021 a 10 de março de 2022, e foram divididos em dois períodos, de 6 de setembro de 2021 a 14 de dezembro de 2021, quando a variante Delta era a dominante no Brasil; e de 25 de dezembro de 2021 a 10 de março de 2022, quando havia maior circulação da variante Ômicron.

Para avaliar a efetividade da dose de reforço em pessoas vacinadas com duas doses de CoronaVac foram desenhados três cenários. No primeiro, foram analisadas pessoas que receberam as duas doses da vacina produzida no Instituto Butantan e não reforçaram a imunização nos seis meses seguintes. Os pesquisadores calcularam que a efetividade de apenas doses contra infecções sintomáticas durante o período de maior circulação da variante Ômicron foi de 8,1%, enquanto a proteção contra desfechos graves da doença chegou a 57%.

No segundo cenário, foram avaliados casos em que as pessoas receberam uma dose de reforço também de CoronaVac, o que produziu uma proteção adicional considerada limitada pelos pesquisadores. A efetividade contra infecções sintomáticas foi de 15%, e contra casos graves, de 71,3%.

O terceiro cenário, em que a dose de reforço foi com a vacina da Pfizer, apresentou os maiores percentuais de efetividade: de 56,8% contra infecções sintomáticas e de 85,5% contra casos graves. Além disso, o estudo mostrou que, 90 dias após a dose de reforço, a proteção contra casos graves não caiu, o que foi observado na vacinação com três doses da CoronaVac.

Os pesquisadores afirmam que as conclusões reforçam a orientação do Ministério da Saúde de que a dose de reforço deve ser prioritariamente com vacinas com a tecnologia de RNA mensageiro. A recomendação foi publicada em nota técnica de novembro de 2021. No Brasil, o imunizante da Pfizer é o único com essa plataforma tecnológica.

As vacinas contra a covid-19 usadas no Brasil são de três plataformas tecnológicas diferentes. Além da vacina de RNA mensageiro (Pfizer), que contêm RNA sintético do SARS-CoV-2, há ainda as vacinas de vetor viral (AstraZeneca e Janssen), em que outro vírus é usado como vetor para transportar informações genéticas do coronavírus, e a de vírus inativado (CoronaVac), que contém o vírus "morto", incapaz de se replicar. (Por Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro).

Edição: Fernando Fraga



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"Vai ser punido", diz Rogério Correia sobre deputado que ameaçou Lula

Em 2018, Junio Amaral (PL) tentou rasgar um cartaz de "Lula Livre" levantado pelo deputado petista e agora mostra arma para ameaçar o ex-presidente;

Deputado Rogério Correia (Foto: Gustavo Bezerra - Agência Câmara)

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) falou à Fórum sobre a ameaça de morte feita pelo deputado bolsonarista Junio Amaral (PL-MG) ao ex-presidente Lula (PT) nesta terça-feira (5). "Ele não pode continuar com essa atuação beligerante", disse o petista.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o bolsonarista tentou intimidar Lula ao chamar o ex-presidente para ir até sua casa afirmando que estará "pronto para um bela e calorosa recepção", enquanto carregava uma pistola. 

Em 2018, Correia reagiu a uma tentativa de agressão por parte de Amaral. Durante cerimônia de diplomação de deputados de Minas Gerais, o bolsonarista quis rasgar um cartaz "Lula Livre" que estava nas mãos do petista, mas não conseguiu. 

"Na Câmara ele estava até mais calminho. Talvez depois da diplomação [quando tentou rasgar o cartaz de Correia] ele viu que que não basta apenas fazer ameaça, partir para a violência, que isso não é fazer política. Agora, parece que ele teve uma recaída", declarou o deputado do PT. 

"Espero que ele tenha calma porque vai ser punido. Não pode sair ameaçando as pessoas, não", disse ainda. Revista Fórum.

Leia a reportagem completa na Revista Fórum.



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INQUÉRITO - Polícia Federal vai investigar ameaças de bomba feitas antes do incêndio na UFPE

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