sábado, 19 de junho de 2021

Oposição volta às ruas contra Bolsonaro com atos em mais cidades e reforçada por novos apoios

Até esta quinta, estavam confirmados 409 atos em 402 cidades de todos os estados brasileiros, incluindo as 27 capitais, que pedem pelo impeachment do presidente

           Por Joemir Tavares, da Folhapress

Protesto contra Bolsonaro em maio - Foto: Nelson Almeida/AFP

Setores de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltam às ruas neste sábado (19) para uma nova manifestação nacional pelo impeachment, por mais vacinas contra a Covid-19 e por auxílio emergencial, menos de um mês após os atos de 29 de maio, que atraíram milhares de pessoas.
 
Animados com a participação popular e a repercussão política da rodada anterior, organizadores preveem volume maior de participantes. A quantidade de organizações que endossam a realização dos protestos e o número de cidades com atividades programadas cresceram em relação a maio.
 
Até esta quinta-feira (17), estavam confirmados 409 atos em 402 cidades de todos os estados brasileiros, incluindo as 27 capitais. No exterior, a previsão era a de concentrações em 41 cidades, em países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Portugal, Itália, Finlândia e Argentina.
 
No mês passado, segundo a coordenação, houve no total movimentações em 210 cidades no Brasil -algumas, assim como agora, tiveram mais de uma atividade. No exterior, o número também foi menor: 14 cidades. No total, foram 227 atos.

As manifestações são convocadas e apoiadas por movimentos sociais, partidos políticos, centrais sindicais, entidades estudantis, torcidas organizadas e grupos envolvidos em causas como feminismo e antirracismo. A organização está centralizada no fórum Campanha Nacional Fora, Bolsonaro.

A recomendação é que os manifestantes usem máscara (preferencialmente do tipo PFF2), se possível levem máscaras para doação, carreguem álcool em gel e mantenham o distanciamento social. Nos protestos de maio, as orientações foram seguidas, mas houve registros de aglomerações.

O país passa por um novo avanço de casos e mortes na pandemia. Nesta quinta-feira (17), o Brasil registrou 2.335 mortes por Covid-19 e 74.327 casos da doença. Com isso, o total de mortes no país chegou a 496.172 e o de casos a 17.704.041 desde o início da pandemia.

A média móvel de mortes por dia ficou em 2.005, segundo dia consecutivo com o número acima de 2.000 -já são 147 dias acima de mil mortes diárias.

No sábado passado (12), Bolsonaro participou na capital paulista de um passeio de moto com apoiadores, depois de eventos semelhantes em Brasília e no Rio.

O presidente e auxiliares foram multados pelo governo João Doria (PSDB) por não usarem máscara contra a Covid-19 no evento. Motociclistas simpatizantes do governo também deixaram de usar a proteção facial –item que os protestos da oposição dizem diferenciá-los em relação aos dos bolsonaristas.

A Campanha Fora, Bolsonaro é composta por frentes como a Povo sem Medo, a Brasil Popular e a Coalizão Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades, entre elas MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), UNE (União Nacional dos Estudantes), CMP (Central de Movimentos Populares) e Uneafro Brasil.

Partidos de esquerda como PT, PSOL e PC do B também integram a campanha. O PT, que apoiou com mais afinco na véspera o ato anterior, desta vez decidiu entrar para valer na mobilização.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que avalia comparecer, mas a tendência é que ele não vá.
Segundo pessoas ouvidas pela coluna Painel, da Folha, entre as preocupações dele estão principalmente as aglomerações que poderia gerar durante a pandemia e a incerteza a respeito das condições de sua segurança individual.

Lula consultou médicos, entre eles o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), que lhe disseram que sua presença provavelmente geraria agrupamentos e infrações ao distanciamento social, que devem ser desencorajados durante a pandemia.

Do ponto de vista individual, Lula já recebeu duas doses de vacina contra a Covid-19, mas ainda assim existe a possibilidade de contaminação.

PSOL, PC do B, PCB, UP, PCO e PSTU, que já estavam participando ativamente da articulação, continuam envolvidas. Além disso, outros partidos anunciaram apoio à iniciativa.

O Cidadania, que se apresenta como um partido de centro, comunicou nesta semana sua adesão às manifestações, em nota assinada pelo presidente nacional, Roberto Freire.

Siglas como PSB, PDT e Rede Sustentabilidade adotaram, institucionalmente, posição mais cautelosa -dizendo que não estimulam a formação de aglomerações-, mas sem proibir a presença de seus quadros. Com isso, núcleos e seções regionais desses três partidos decidiram se juntar às manifestações.

Partidos de oposição a Bolsonaro mais à direita ignoraram o tema ou simplesmente deixaram a decisão a critério de cada filiado ou corrente interna.

Bolsonaro minimizou o impacto das marchas contra ele em maio e lançou mão de uma estratégia para tachar a iniciativa como evento de campanha de Lula. O adversário, que não esteve presente, lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2022.

Fora do ambiente partidário, a mobilização somou a adesão das dez principais centrais sindicais, que ficaram reticentes da outra vez, muito pela pressão de categorias profissionais que demonstraram preocupação com a incoerência de se juntar às multidões e defender o distanciamento social.

Na semana passada, o apoio às manifestações foi deliberado em um fórum das centrais, que inclui CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), entre outras.

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que em maio preferiu manter discrição na fase de preparação dos atos, desta vez incentiva a participação de seus integrantes.

O movimento Acredito, que prega renovação política e está posicionado mais ao centro, também se integrou à organização dos protestos. Já MBL (Movimento Brasil Livre) e VPR (Vem Pra Rua), que levaram a direita às ruas contra governos do PT e hoje se opõem a Bolsonaro, mantiveram distância.

Ativistas envolvidos na convocação deste sábado dizem que a chegada de novas forças e a esperada adesão de mais manifestantes se devem à crescente insatisfação com o governo Bolsonaro, mas também ao clima pacífico e organizado e às precauções sanitárias do protesto anterior.

As principais bandeiras são o impeachment de Bolsonaro, a vacinação ampla contra a Covid e o pagamento de auxílio emergencial de R$ 600. As pautas foram definidas por centenas de organizações, que têm buscado unidade de discurso e se blindado contra atritos que comprometam a coesão.

Entre os objetivos, está ainda expressar apoio à CPI da Covid, vista como caminho que pode levar à responsabilização do presidente pelo agravamento da pandemia e servir de impulso para a Câmara dos Deputados abrir o processo de deposição dele, possibilidade tratada hoje com ceticismo

Promover atos de rua em um cenário de descontrole da Covid foi um dilema que provocou debate em setores da esquerda nos últimos meses, mas a divergência de opiniões foi superada com as convocações para o dia 29 que atraíram milhares de pessoas em cidades do Brasil e de outros .países.

O racha foi contornado diante do diagnóstico, feito por líderes do chamado campo progressista, de que solucionar as crises sanitária, econômica, institucional e política é inviável com Bolsonaro no poder.

As passeatas acabaram se convertendo no maior protesto contra o governo durante a pandemia e foram descritas pelos organizadores como exemplo concreto de que é possível promover manifestações de forma segura, sem contribuir para o aumento de casos de Covid.

A ordem geral, mantida agora, é a de respeitar os protocolos médicos para diminuir a chance de contágio do vírus. Segundo a coordenação, as orientações de higiene serão reforçadas, assim como o pedido para que pessoas de grupos de risco e com sintomas da doença não compareçam.

Com 496.172 mortos pela Covid no Brasil até esta quinta-feira (17), e a média móvel de mortes por dia acima do patamar de 2.000, deve ser atingida no fim de semana a casa das 500 mil vidas perdidas para o vírus, marca simbólica que terá espaço nas mensagens e gritos de manifestantes Brasil afora.
 
ATOS CONTRA BOLSONARO
 
Números de atos
Em 29 de maio: 227 atos no total, em 210 cidades no Brasil e 14 cidades no exterior Em 19 de junho: 409 atos no total, em 402 cidades no Brasil e 41 cidades no exterior (previsão até esta quinta-feira. Algumas cidades realizam mais de um ato)
 
Mobilizaram em maio:
Frentes Povo sem Medo, Brasil Popular e Coalizão Negra por Direitos MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) UNE (União Nacional dos Estudantes) CMP (Central de Movimentos Populares) Uneafro Brasil entre outras;

Mobilizam agora: 
Todas as anteriores, centrais sindicais, como CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) movimento Acredito entre outras Partidos envolvidos;
 
Em maio:
PT, PSOL, PC do B, PCB, UP, PCO e PSTU;
 
Agora:
Todos os anteriores, Cidadania e instâncias internas de: PSB, PDT e Rede Sustentabilidade;

Bandeiras:

Fora, Bolsonaro vacina para todos auxílio emergencial de R$ 600 comida no prato fim do genocídio negro apoio à CPI da Covid.

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Bilionário Carlos Wizard, que não compareceu à CPI, está no México

 


(Foto: ABr | Divulgação)

O empresário Carlos Wizard, que não compareceu à CPI da Covid nesta quinta-feira (17), para quando estava marcado seu depoimento, deixou o Brasil no dia 30 de março rumo à Cidade do México, no México, e desde então não se movimentou mais. As informações são de reportagem do UOL, que teve acesso ao relatório da PF.

A Justiça Federal em São Paulo determinou a apreensão do passaporte do empresário.

A descoberta foi feita pela Polícia Federal, que tentou a condução coercitiva do bilionário desde que ele não atendeu em seu endereço em Campinas, interior de São Paulo, para comparecer à CPI. O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), então, determinou a condução coercitiva do convocado. Nesta sexta, ele foi transformado da condição de testemunha para investigado pela CPI, junto com outros nomes.

Na última segunda-feira (14), Wizard apareceu em uma live do Youtube, onde foi cobrado nos comentários para ir à CPI. Ele chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal para poder depor virtualmente, alegando estar fora do País, e tentou contratar um lobista para articular sua desconvocação.

Carlos Wizard, fundador da rede de cursos de idiomas Wizard no Brasil, é apontado como o principal financiador do lobby da cloroquina como indicação ao chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19. 247.


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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Barroso autoriza condução coercitiva de Carlos Wizard para prestar depoimento à CPI da Covid

 

(Foto: Nelson Jr./STF | Fabiano Accorsi/Divulgação)

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira, 18, a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard para prestar depoimento à CPI da Covid-19. O empresário não compareceu em seu depoimento como testemunha à comissão no Senado na quinta-feira, 17. 

Ele deixou o Brasil no dia 30 de março rumo à Cidade do México, no México, e desde então não se movimentou mais. A Justiça Federal em São Paulo determinou a apreensão de seu passaporte.

O empresário é um lobista da cloroquina, remédio ineficaz contra a Covid-19, e é suspeito de integrar um gabinete paralelo no governo Jair Bolsonaro para aconselhamento sobre as ações de enfrentamento da pandemia.

Barroso, em sua decisão, diz que "embora assegurado ao paciente o direito de permanecer em silêncio, o atendimento à convocação não configura mera liberalidade, mas obrigação imposta a todo cidadão".

Após não comparecer à CPI, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD determinou a condução coercitiva do convocado. Nesta sexta, ele foi transformado da condição de testemunha para investigado pela CPI, junto com outros nomes.

Na última segunda-feira, 14, Wizard apareceu em uma live do Youtube, onde foi cobrado nos comentários para ir à CPI. Ele chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal para poder depor virtualmente, alegando estar fora do País, e tentou contratar um lobista para articular sua desconvocação. 247.


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Fiocruz entrega mais 5 milhões de doses da vacina contra Covid-19

 

Com a entrega desta semana, chega a 54,8 milhões o total de doses produzidas em Bio-Manguinhos e disponibilizadas ao Ministério da Saúde


            Por Agência Brasil
Vacinas produzidas pela Fiocruz - Foto: Fernando Brito/MS

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que entregará, ainda nesta sexta-feira (18), ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) mais cinco milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19, produzida no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

Com a entrega desta semana, chega a 54,8 milhões o total de doses produzidas em Bio-Manguinhos e disponibilizadas ao Ministério da Saúde. Outras quatro milhões de doses do imunizante foram importadas prontas da Índia, onde foram produzidas pelo Instituto Serum. 

As doses fabricadas em Bio-Manguinhos são produzidas a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), importado do laboratório chinês WuXi Biologics. Segundo a Fiocruz, um novo carregamento do insumo está previsto para chegar ao Rio de Janeiro na próxima quarta-feira (23), desembarcando no Aeroporto Internacional do Galeão. 

Com a próxima remessa de IFA, poderão ser produzidas mais 5,8 milhões de doses, o que garante entregas de vacinas até o dia 16 de julho. 

Enquanto trabalha no processamento do IFA que já está em Bio-Manguinhos e avança na transferência de tecnologia para nacionalizar a produção do insumo, a Fiocruz também aguarda a confirmação da farmacêutica europeia sobre a possibilidade de antecipação dos próximos envios de IFA produzido na China. 

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Ato contra governo Bolsonaro neste sábado (19) em Petrolina-PE

 


Os movimentos sociais, sindicatos, organizações estudantis e partidos políticos de Petrolina, voltam às ruas amanhã (19), para participar da mobilização nacional contra o governo Bolsonaro. A concentração, prevista para às 9h, será na Praça da Catedral, de onde a manifestação partirá em caminhada pelas principais vias do centro da cidade.

De acordo com a Frente Brasil Popular, ao menos 500 cidades do país vão participar da mobilização por mais vacinas, empregos, auxílio emergencial de R$ 600 e pelo Fora Bolsonaro.

No material divulgado nas redes sociais, os organizadores pedem que as pessoas mantenham o distanciamento social, usem máscara PFF2/N95 e álcool em gel, para evitar o contágio pela Covid-19.

Para assegurar que os cuidados sanitários serão cumpridos, a organização do ato mobilizou uma equipe de biossegurança para acompanhar os participantes ao longo do percurso, que será de pouco mais de 2,5km.

Ao longo da semana foram realizadas duas atividades de mobilização para o ato, uma no Bairro José e Maria e outra na Praça do Bambuzinho, no centro. A última atividade do ato será nesta hoje (18), no Residencial Vivendas, onde serão confeccionados cartazes e camisas para a mobilização.

O ato é uma resposta da população à conduta adotada pelo governo federal no enfrentamento à pandemia. São quase 500 mil mortes, mais de 17 milhões de casos e apenas 11,3% da população totalmente imunizada.

Além de mortes, a gestão do governo federal tem aumentado o desemprego, a fome, a miséria, o fechamento de empresas, o desmonte do SUS e das mais diversas políticas sociais, numa crise sem precedentes.

“Bolsonaro é um inimigo que precisamos derrotar urgentemente para controlar a pandemia, para evitar o avanço do genocídio e, consequentemente, a destruição do Brasil”, cita um trecho da convocatória.

O evento tem apoio do SINTEPE-Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco, Sind-Univasf, SINERGIA-BA-Sindicato dos Eletricitários da Bahia, SINTRAF-Sindicato de Agricultura Familiar e STTAR-Sindicato de Trabalhadores Assalariados Rurais de Petrolina, junto ao Movimento de Mulheres Olga Benário, UJR-União da Juventude Rebelião, ADUPE-Seção Sindical dos Docentes de Pernambuco, SINASEFE-Seção Sindical IFSertaoPE, Movimento Luta de Classes, SIRUA-Juventude Anticapitalista, UP-Unidade Popular, PT-Partido do Trabalhadores, Mandato Coletivo Gilmar Santos-PT, Partido Comunista do Brasil, PSOL-Partido Socialismo e Liberdade, Diretório Central de Estudantes da UNIVASF, UJC-União da Juventude Comunista, UESP-União dos Estudantes Secundaristas de Petrolina, Coletivo Cores e Associação Raízes.

Percurso: Saída em frente a Emissora Rural, localizada na Rua Coronel João Clementino, seguindo pela Avenida Souza Filho, passando ao lado da Praça Bambuzinho, retornando pela esquerda na Av. Fernando Góes, passando em frente ao Banco do Nordeste, retornando pela Av. Souza Filho, passando em frente ao Supermercado Regente, entrando na Rua Gregório Ramos, seguindo para Rua Barão do Rio Branco, passando ao lado do Mercado Turístico, seguindo à direita em direção Rua Governador Eraldo Gueiros Leite, passando pela frente do Posto Joalina, seguindo pela rua Barão do Rio Branco, retorno pela Av. Souza Filho, entra à direita na Rua Souza Júnior, ao final da rua, antes do sinal, entra à esquerda na via em direção a AV. Guararapes, segue até a Praça Maria Auxiliadora, em frente a Prefeitura, onde finaliza o ato.


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Saiba como cada senador votou na privatização da Eletrobrás

 

(Foto: Pedro França/Agência Senado | Reuters)

O Senado concluiu no início da noite desta quinta-feira (17) a votação da medida provisória que permite a privatização da Eletrobrás, maior elétrica da América Latina e responsável por 30% da geração de energia do país. 

O texto-base foi aprovado por um placar apertado de 42 votos favoráveis e 37 contrários.

Saiba como votou cada senador e senadora na privatização da Eletrobrás:

Votaram SIM:

Mailza Gomes (PP-AC)

Márcio Bittar (MDB-AC)

Sérgio Petecão (MDB-AC)

Fernando Collor de Mello (PROS-AL);

Davi Alcolumbre (DEM-AP);

Eduardo Braga (MDB-AM);

Omar Aziz (PSD-AM);

Angelo Coronel (PSD-BA);

Eduardo Girão (Podemos-CE);

Marcos do Val (Podemos-ES);

Rose de Freitas (MDB-ES);

Luiz do Carmo (MDB-GO);

Vanderlan Cardoso (PSD-GO);

Roberto Rocha (PSDB-MA);

Carlos Fávaro (PSD-MT);

Jayme Campos (DEM-MT);

Wellington Fagundes (PL-MT);

Nelsinho Trad (PSD-MS);

Soraya Thronicke (PSL-MS);

Carlos Viana (PSD-MF);

Daniella Ribeiro (PP-PB);

Jader Barbalho (MDB-PA);

Zequinha Marinho (PSC-PA);

Fernando Coelho (MDB-PE);

Ciro Nogueira (PP-PI);

Elmano Férrer (PP-PI);

Marcelo Castro (MDB-PI);

Carlos Portinho (PL-RJ);

Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ);

Romário (PL-RJ);

Luis Carlos Heinze (PP-RS);

Confúcio Moura (MDB-RO);

Marcos Rogério (DEM-RO);

Chico Rodrigues (DEM-RR);

Mecias de Jesus (Republicanos-RR);

Telmário Mota (PROS-RR);

Jorginho Mello (PL-SC);

Maria do Carmo Alves (DEM-SE);

Giordano (PSL-SP);

Eduardo Gomes (MDB-TO);

Irajá (PSD-TO);

Kátia Abreu (PP-TO).

Votaram NÃO:

Renan Calheiros (MDB-AL);

Rodrigo Cunha (PSDB-AL);

Lucas Barreto (PSD-AP);

Randolfe Rodrigues (Rede-AP);

Plínio Valério (PSDB-AM);

Jaques Wagner (PT-BA);

Otto Alencar (PSD-BA);

Cid Gomes (PDT-CE)

Tasso Jereissati (PSDB-CE);

Izalci Lucas (PSDB-DF);

Leila Barros (PSB-DF);

Reguffe (Podemos-DF);

Fabiano Contarato (Rede-ES);

Jorge Kajuru (Podemos-GO);

Eliziane Gama (Cidadania-MA);

Weverton (PDT-MA);

Simone Tebet (MDB-MS);

Antonio Anastasia (PSD-MG);

Álvaro Dias (Podemos-PR);

Flávio Arns (Podemos-PR);

Oriovisto Guimarães (Podemos-PR);

Nilda Gondim (MDB-PB);

Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);

Paulo Rocha (PT-PA);

Humberto Costa (PT-PE);

Jarbas Vasconcelos (MDB-PE);

Jean Paul Prates (PT-RN);

Styvenson Valentim (Podemos-RN);

Zenaide Maia (PROS-RN);

Lasier Martins (Podemos-RS);

Paulo Paim (PT-RS);

Dário Berger (MDB-SC);

Esperidião Amin (PP-SC);

Alessandro Vieira (Cidadania-SE);

Rogério Carvalho (PT-SE);

José Serra (PSDB-SP);

Mara Gabrilli (PSDB-SP).

Brasil247.

Lista votação senadores


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PE zera fila de espera por leitos de UTI, diz governador

      

Hélia Scheppa/SEI

O governador Paulo Câmara informou, em pronunciamento nesta quinta-feira (17.06), que pela primeira vez em quatro meses a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva – UTI ficou em 87%, zerando a fila de espera por vagas de UTI no Estado. Ele enfatizou que esse resultado é fruto de uma série de medidas restritivas intensificadas a partir de 7 de dezembro de 2020, além do avanço da vacinação e da expansão da rede de UTIs em Pernambuco, que hoje é a maior das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.


“Temos um longo caminho pela frente até chegarmos ao patamar de retomada que estamos vendo nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. Estamos avançando no Plano de Convivência, mas não é hora de relaxar os cuidados”, salientou Paulo Câmara.

O governador reforçou que a população continue usando máscara, evitando aglomerações e ajudando as pessoas que ainda não se vacinaram, embora já tenha chega a sua vez, a marcarem a imunização. “É muito importante observar o calendário e tomar a segunda dose da vacina. Vamos fazer um grande esforço, em parceria com os municípios, para completar a imunização de quem só recebeu a primeira dose”, finalizou. (DP).


TSE determina esclarecimentos antes de analisar pedidos de Flávio contra Lula e Janones

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou neste sábado (10), que Flávio Bolsonaro apresente, em 72 horas,...