sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Com déficit de quase 20 mil bancários, Caixa reabre Programa de Desligamento Voluntário

 

(Foto: Divulgação/Fenae)

Com um déficit de quase 20 mil bancários, a Caixa Econômica Federal reabriu o Programa de Desligamento Voluntário (PDV). O período de adesão começou nesta quarta-feira (2) e vai até o próximo dia 11. Segundo informações da direção da estatal, as regras continuam as mesmas do último PDV [aberto entre os dias 9 e 20 do último mês de novembro], quando havia a previsão de saída de 7,2 mil empregados, quantidade que ficou abaixo da expectativa do banco: cerca de 2,3 mil aderiram ao programa, menos de um terço da estimativa”.

No entendimento da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), a baixa adesão ao PDV anterior é o que motivou a Caixa a reabrir o programa em menos de 15 dias, com a meta de enxugar ainda mais o quadro de pessoal da empresa. “O que estamos vendo é o total desmonte do banco público”, lamenta o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. “A Caixa reabriu o PDV logo após o início de uma reestruturação, sem nenhum planejamento. O que parece é que o único intuito foi pressionar os empregados a aderirem ao plano, pois o banco não alcançou o objetivo de mais de sete mil adesões”, acrescenta.

De acordo com a estatal, os bancários que aderirem ao PDV serão desligados até o final do ano, com direito a um incentivo financeiro equivalente a 9,5 remunerações base.  

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) orienta que os trabalhadores estejam seguros quanto à adesão ou não ao Programa de Desligamento Voluntário. "Essa é uma mudança para toda a vida. Então, os empregados devem estar seguros sobre essa mudança", alerta a coordenadora da comissão, Fabiana Uehara Proscholdt.

Para entidades sindicais, empregados têm denunciado pressão por parte de chefias para adesão ao PDV. Relatos dão conta, inclusive, que funções comissionadas estariam sendo “congeladas” — uma forma de direcionar os funcionários ao programa de desligamento do banco.

REESTRUTURAÇÃO — No início desta semana, um processo de reestruturação surpreendeu os bancários da Caixa. Cerca de 170 imóveis não terão os aluguéis renovados e outros serão vendidos.

Muitos empregados chegaram para trabalhar e não sabiam para onde seriam transferidos. As mudanças estariam relacionadas às áreas das vice-presidências Rede de Varejo (Vired), Tecnologia e Digital (Vitec) e Logística e Operações (Vilop). Gerências como as de Tecnologia (Gitec), de Logística (Gilog), de Segurança (Giseg) e de Alienação de Bens Móveis e Imóveis (Gilie) teriam as filiais extintas e parte de suas atividades seriam transferidas para unidades centralizadoras que serão criadas.

O processo também atinge as gerências executivas de Governo (Gigov) e de Habitação (Gihab), responsáveis pelo planejamento urbano dos municípios. Por meio de ofício, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), assessorada pela CEE/Caixa, questionou o banco quanto às mudanças e à falta de articulação com os empregados, conforme prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Este e outros assuntos serão tratados nesta quinta-feira (3) na Mesa Permanente de Negociações entre a CEE e a direção da Caixa.

ASSISTÊNCIA COMPROMETIDA — Com a saída dos mais de dois mil empregados no último Programa de Desligamento Voluntário, o déficit de trabalhadores na Caixa Econômica se aproxima de 20 mil, colocando em risco real a capacidade e a qualidade da assistência à sociedade.

“É preocupante o desligamento desses trabalhadores sem uma indicação do banco para a contratação de novos empregados”, destaca o presidente da Fenae. “Além de piorar as condições de trabalho, a falta de bancários pode prejudicar o atendimento à população; especialmente, neste momento de pandemia”, afirma Sergio Takemoto.

Até o encerramento do último PDV, dia 20 de novembro, o déficit no quadro de pessoal da Caixa já superava 17 mil profissionais. A empresa, que chegou a ter 101,5 mil trabalhadores em 2014, conta atualmente com 84,2 mil empregados. Apesar disso, o banco trabalhava com a estimativa de desligamento de 7,2 mil trabalhadores, este ano.

NECESSIDADE DE CONTRATAÇÕES — No Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015, a direção da empresa — por força de decisão judicial — se comprometeu a realizar duas mil contratações. Trezentos bancários foram convocados no último mês de maio para atuarem no Norte e no Nordeste. Contudo, o número está longe de ser o ideal, segundo apontam a Fenae e outras entidades representativas da categoria.

Além da falta de empregados, o banco — de acordo com o balanço do terceiro trimestre — ainda fechou 796 postos de trabalho, em doze meses. Destes, 30 foram reduzidos entre os últimos meses de março e setembro, em plena pandemia. Também foram fechadas duas agências. Apesar disso, a Caixa registrou um incremento de mais de 43 milhões de novos clientes.

A CAIXA — A Caixa Econômica Federal é a principal operadora e financiadora de políticas públicas sociais, além de geradora de emprego, renda e desenvolvimento para o país. Desde o início da pandemia do coronavírus, o banco é responsável pelo pagamento do auxílio e do FGTS emergenciais além de outros benefícios a mais de 120 milhões de pessoas: metade da população brasileira.

Cerca de 70% do crédito habitacional é feito pela Caixa e 90% dos financiamentos para pessoas de baixa renda estão no banco público. Além de moradias populares — como as do programa Minha Casa Minha Vida — a estatal também investe na agricultura familiar, no Financiamento Estudantil (Fies) e nas micro e pequenas empresas. (247)


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Mais de 100 mil russos já foram vacinados com a Sputnik V, diz Ministério da Saúde da Rússia

 

Cientistas pesquisam possível vacina contra Covid-19 em São Petersburgo, na Rússia 11/06/2020 (Foto: Sputnik News)

O ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, declarou nesta quarta-feira (2) que mais de 100 mil russos já foram vacinados com a vacina Sputnik V.

Durante uma apresentação à margem de uma sessão especial da Assembleia Geral da ONU, o ministro afirmou que a vacina Sputnik V está entre as principais candidatas a concluir os ensaios clínicos e iniciar a produção em massa.

Segundo ele, mais de 40 mil pessoas participaram dos testes da vacina após o registro. O ministro acrescentou que os ensaios clínicos estão em andamento na Rússia, Bielorrússia, Índia, Emirados Árabes Unidos e Venezuela.

"Estão em curso discussões sobre ensaios clínicos no Brasil e em outros países. Os dados coletados mostraram que a vacina mostrou uma poderosa resposta imunológica e de anticorpos", disse o ministro.

"Enquanto os testes clínicos continuam, começamos a vacinar os grupos de maior risco. Até o momento, mais de 100.000 cidadãos foram vacinados", afirmou Murashko.

Segundo ele, a vacina Sputnik V está sendo entregue em todas as regiões da Rússia para lançar uma campanha de vacinação em massa em um futuro próximo. (Sputnik Brasil)


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Mundo ultrapassa 1,5 milhão de mortes por Covid-19

OMS relata recorde diário global de mais de 307 mil casos de coronavírus (Foto: REUTERS/Phil Noble)

Mais de 1,5 milhão de mortes pelo novo coronavírus foram oficialmente registradas no mundo desde o início da pandemia, de um total de cerca de 65 milhões de casos, de acordo com uma contagem da AFP, nesta quinta-feira (3). E estes números ainda irão aumentar, apesar das campanhas de vacinação, que já começam a serem efetuadas em diversos países.

No total, 1.500.038 mortes foram registradas no mundo desde o início da pandemia na China em dezembro de 2019.

A América Latina e Caribe é a região mais afetada, com 452.263 mortes, à frente da Europa (430.060 mortes) e dos Estados Unidos e Canadá (286.946).

Desde 24 de novembro, mais de 10.000 mortes por dia foram registradas em média, um nível nunca atingido antes.

Mais da metade dessas mortes nos últimos sete dias ocorreram na Europa (36.446), que está no meio da segunda onda da pandemia. Itália (5.017 mortes), Polônia (3.220), França (3.198) e Reino Unido (3.166) são os países mais afetados durante esse período.

No mundo, os Estados Unidos são o país com mais mortes desde o início da pandemia (274.577), seguido pelo Brasil (174.515) e pela Índia (138.648).

Entre os países mais afetados, a Bélgica tem a pior taxa de mortalidade (146 óbitos por 100.000 habitantes), seguida do Peru (109), Espanha (98), Itália (96) e Macedônia do Norte (89).

Nos últimos sete dias, mais de dois casos a cada três foram registrados em Europa, Estados Unidos e Canadá. O hemisfério Norte está em pleno outono, com temperaturas baixando a cada dia. 

O aumento das infecções detectadas pode ser parcialmente explicado pelo maior número de exames realizados em alguns países, mas uma parte significativa dos casos menos graves ou assintomáticos provavelmente ainda não foi detectada.

Vacinação iminente

O Reino Unido, o país que mais sofreu com o vírus na Europa, ultrapassou a marca de 60.000 mortos no momento em que seu governo anunciou o início da vacinação na próxima semana.

Mas, apesar da esperança criada por essas vacinas, a pandemia continua a atacar, com um número recorde de quase mil mortes em 24 horas na Itália, o primeiro país da Europa a ser afetado no início do ano.

Na França, onde o vírus ainda matou mais de 300 pessoas em 24 horas, mas onde o número de pacientes em terapia intensiva está diminuindo, o esquema de vacinação está se tornando mais claro. Será gratuito para todos, anunciou o primeiro-ministro Jean Castex, apelando à vacinação dos franceses, "um ato altruísta".

A campanha terá início em janeiro para os idosos nos estabelecimentos de saúde (1 milhão), e continuará em fevereiro para as pessoas fragilizadas por idade ou patologias (14 milhões) e depois na primavera para toda a população.

O Reino Unido, onde o número de mortos chegou a 60.113 nesta quinta-feira (414 mortes em 24 horas), havia se tornado o primeiro país na véspera a aprovar o uso da vacina desenvolvida pela Pfizer e BioNTech contra a Covid-19.

As primeiras vacinações, de residentes e funcionários da casa de saúde, devem começar na próxima semana. (Da RFI)



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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Petrobrás aumenta em 5% valor de gás de cozinha

 

(Foto: REUTERS/Sergio Moraes)


Preço do botijão de gás vai subir de novo

A Petrobrás informou que, a partir desta quinta-feira (3), aumentará em 5% o preço médio do GLP, também conhecido como gás de cozinha. Os reajustes são aplicados às distribuidoras. Com a decisão, o preço médio da Petrobras às revendedoras será de R$ 33,89 por botijão de 13 kg. Agora o produto passa a acumular no ano variação média de 21,9%, ou R$ 6,08 por botijão.

De acordo com a Petrobrás, os preços "seguem a dinâmica de commodities em economias abertas, tendo como referência o preço de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento". 

"Esta metodologia de precificação acompanha os movimentos do mercado internacional, para cima e para baixo", informou a estatal. (247)


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Mais de 200 milhões de brasileiros têm dados pessoais vazados por falha no Ministério da Saúde

 

                                                            (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, o senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, estão entre os mais de 200 milhões de brasileiros que tiveram suas privacidades violadas por conta de uma falha de segurança no sistema de notificações da COVID-19 do Ministério da Saúde, informou o jornal O Estado de São Paulo nesta quarta-feira (2).

Semana passada, ao menos 16 milhões de brasileiros que tiveram diagnóstico suspeito ou confirmado de COVID-19 ficaram com seus dados pessoais e médicos expostos na Internet durante quase um mês por causa de um vazamento de senhas de sistemas do Ministério.

Desta vez, o erro deixou expostas na rede, por pelo menos seis meses, informações não apenas de pacientes com diagnóstico dessa doença, mas também dados pessoais de quem tem cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS) ou planos de saúde. São registros como nome completo, Cadastro de Pessoa Física (CPF), endereço e telefone. No total, são 243 milhões de nomes, inclusive de quem já morreu, por isso um número maior do que o da população brasileira.

O problema foi causado pela exposição indevida de login e senha de acesso ao sistema que armazena os dados cadastrais de todos os brasileiros no Ministério. Estas informações estavam em um trecho do código do site que fica aberto para visualização de qualquer usuário por meio da função "inspecionar elemento", disponível em qualquer navegador.

E não é preciso ser especialista em Internet para acessar as informações. Basta ter conhecimentos básicos de desenvolvimento de sites para encontrar a senha, decodificá-la e acessar o banco de dados. Login e senha foram codificados pelo método chamado "base64" que é transposto por meio de ferramentas on-line.

"Ele é um método de codificação de dados e não de segurança de dados. Não é uma forma de criptografar dados. Ou seja, os dados de nomes de usuário e senhas nesse caso estavam, sim, expostos", explicou ao jornal o cientista da computação Daniel Fireman, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas.

Reincidência

Este não foi o primeiro e nem o segundo caso envolvendo o Ministério da Saúde. A falha na exposição de login e senha é similar à reportada ao órgão em junho pela organização não governamental Open Knowledge Brasil (OKBR). Na época, ela identificou que login e senha para um banco de dados de pacientes com COVID-19 também estavam expostos no meio do código do site.

O Ministério corrigiu o erro apontado pela entidade, mas não revisou outras possíveis falhas no código. O problema identificado agora na exposição de senha de outro sistema já existia no início de junho, quando a denúncia foi feita, conforme documento registrado em cartório pela OKBR.

"Cada vez que você para e vai analisar a segurança da informação e a política de gestão de dados do Ministério da Saúde, você encontra uma vulnerabilidade mais grave. Na época da denúncia que fizemos, pedimos uma auditoria e não recebemos nenhuma resposta. Claramente eles não levaram e não estão levando a sério ainda o tratamento de dados dos milhões de brasileiros", comentou Fernanda Campagnucci, diretora executiva da OKBR.

O sistema das falhas chama-se "SUS-Notifica" e foi desenvolvido pela empresa de tecnologia Zello (antiga MBA Mobi), contratada pelo Ministério para desenvolver esse e outros softwares para a pasta. O órgão não informou quanto pagou à companhia pelo serviço, mas, segundo dados do Portal da Transparência, a empresa já recebeu do governo mais de R$ 43 milhões desde 2017.

Independentemente de quem foi o erro que deixou login e senha expostos, o Ministério da Saúde pode ser responsabilizado por dano individual ou coletivo e ser condenado a pagar indenizações.

"Pela Lei Geral de Proteção de Dados, quem é controlador da base de dados tem responsabilidades inclusive no que diz respeito à segurança dessas bases. Deixar que qualquer um tenha acesso a senhas de acesso a bases de dados é um erro de segurança básico", disse Joana Varon, fundadora e diretora da organização Coding Rights, criada para promover o entendimento e contribuir para a proteção e promoção de direitos humanos no mundo digital.

Questionado sobre a falha de segurança e a exposição dos dados de mais de 200 milhões de pessoas, o Ministério da Saúde informou que "os incidentes reportados estão sendo investigados para apurar a responsabilidade da exposição de base cadastral do Ministério". O problema identificado já foi corrigido após a publicação da reportagem. 

O órgão disse ainda que "possui protocolos de segurança e proteção de dados, que são constantemente avaliados e aprimorados a fim de mitigar exposições", mas sem explicar por que não houve a revisão do código do sistema em junho, quando da primeira denúncia sobre o problema. De acordo com o Ministério, "ações de segurança estão sendo tomadas para impedir novos incidentes, assim como ações administrativas para apurar o ocorrido". (Sputnik)


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Butantan recebe 1 milhão de doses da vacina chinesa CoronaVac

 

(Foto: REUTERS/Thomas Peter)

O Instituto Butantan recebeu na madrugada desta quinta-feira 600 litros, ou o equivalente a 1 milhão de doses da CoronaVac, potencial vacina contra Covid-19 da chinesa Sinovac que está sendo testada no Brasil pela instituição.

A carga com a vacina a granel, que será envasada e rotulada em uma fábrica do Butantan, chegou no aeroporto de Guarulhos e é a segunda remessa da CoronaVac a chegar ao país, após as 120 mil doses prontas da vacina que vieram da China no dia 19 de novembro.

“Até o final deste mês de dezembro estaremos recebendo aqui no aeroporto de Guarulhos mais 6 milhões de doses da vacina”, disse o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). “E no próximo mês de janeiro, até o dia 15 de janeiro, mais 40 milhões de doses da vacina”, acrescentou.

O Butantan deverá levar entre quatro e sete dias para envasar e rotular esse primeiro lote da vacina a granel, num processo que envolverá 40 funcionários da instituição, que é vinculada ao governo do Estado de São Paulo.

O acordo entre Butantan e Sinovac prevê inicialmente o envio, no total, de 6 milhões de doses prontas da vacina e de 40 milhões a granel, que serão rotuladas e envasadas pelo Butantan.

A CoronaVac ainda não tem dados sobre sua eficácia conhecida, e a expectativa do Butantan é que a eficiência do imunizantes seja anunciada até o dia 15 deste mês, após os testes clínicos em Fase 3, o último antes do pedido de registro junto às autoridades regulatórias, atingirem o número mínimo de voluntários infectados para analisar a eficácia.

De acordo com dados já disponíveis de etapas anteriores dos ensaios clínicos, o Butantan e a Sinovac afirmam que a candidata a vacina se mostrou segura e induziu resposta imune em 97% dos voluntários. A eficácia, no entanto, só pode ser medida após um mínimo de voluntários dos testes contraírem Covid-19 para que seja feita uma análise de quantos desses voluntários receberam a vacina e quantos receberam um placebo.

Como a eficácia da vacina após os testes em Fase 3 ainda não é conhecida, não existe pedido de registro da CoronaVac junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). (Por: Leonardo Benassatto e Eduardo Simões, Reuters)


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Contágio por covid-19 dispara no Brasil e Rio de Janeiro está à beira do colapso

A rede pública está com 90% de leitos de UTI esgotados e a privada, 98%. A situação é próxima a de colapso do sistema de saúde, segundo dados da Fiocruz

         Protesto em Copacabana, no Rio, pelos 100 mil mortos pela Covid-19 (Foto: Reprodução/Instagram)

A covid-19 segue em trajetória de crescimento em grande parte do Brasil. São 174.515 mortos e 6.436.650 infectados desde o início da pandemia, em março. Nas últimas 24 horas, 698 vítimas e 49.863 contaminados registrados, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Enquanto o vírus se alastra sem controle, cidades e estados passam a viver situações dramáticas.

É o caso do Rio de Janeiro. A rede pública está com 90% de leitos de UTI esgotados e a privada, 98%. A situação é próxima a de colapso do sistema de saúde. O cenário se repete, com intensidades diferentes, em outros estados.

Santa Catarina, por exemplo, vive o pior momento da pandemia desde o início do surto. O estado superou o número de casos oficiais do Rio de Janeiro, com 378.621, contra 361.397 dos fluminenses. Com mais de 33 mil casos ativos da doença, os catarinenses acumularam ontem (em 24 horas) o maior número de novos casos, 2.469, além de 47 mortes. Todo o estado está em estado de alerta máximo.

À beira do colapso

Embora ultrapassado por Santa Catarina no número de casos, o Rio de Janeiro segue com o segundo maior número de mortos: são 22.764, frente a 42.456 de São Paulo, que lidera. A conjuntura fluminense preocupa especialmente pelo esgotamento do sistema de saúde.

De acordo com dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgados ontem no boletim MonitoraCovid19, a capital fluminense vivencia um aumento preocupante de mortos em casa pro falta de assistência médica. De abril até a primeira quinzena de novembro, foram 14 mil vítimas em domicílio, frente à média de 10 mil nos últimos cinco anos.

A ausência de leitos impacta também o tratamento de outras doenças, o que provoca um grande número de mortos indiretos pela covid-19. Desde abril, a cidade registrou 27 mil mortes consideradas “em excesso”, ou seja, a mais do que a média esperada. Destes, 13 mil foram confirmados como em razão da covid-19 e 14 mil vítimas de outras doenças, como cardíacas. Os dados revelam o déficit do sistema de saúde frente ao momento de grande exigência.

Os dados obtidos pelos estudos revelam “um quadro de desassistência geral, que não se restringe aos hospitais, mas também à rede de atenção básica e ao sistema de vigilância em saúde”, afirma em nota a entidade.

Cenário previsto

Diante do fraco plano de vacinação do governo federal, que assume a impossibilidade de vacinação em massa em 2021, seriam necessárias medidas práticas de contenção do vírus. Especialmente as que envolvem distanciamento social e controle sanitário, através de testagem em massa.

Na segunda-feira (30) a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgou uma nota técnica para pedir medidas de isolamento social no Rio de Janeiro. O Grupo de Trabalho Multidisciplinar para o Enfrentamento da Covid-19 da UFRJ pediu, entre outras ações, o fechamento de praias e suspensão de eventos de massa, como culturais, sociais e esportivos.

“Estamos diante de um quadro muito preocupante no município do Rio (…) O aumento dos casos já está provocando grande estresse no sistema de assistência à saúde (…) A média móvel de sete dias do percentual de ocupação de leitos do Sistema Único de Saúde (UTI adulto) dedicados à covid-19 (UTI/Srag – Síndrome Respiratória Aguda Grave) na Região Metropolitana I está em 93,5%. Já a média móvel de sete dias do percentual de ocupação de leitos de suporte à vida da Rede SUS no município está em 102,1%. Ou seja, não há vagas para internação”, afirma o grupo da UFRJ.

Por fim, a universidade alerta para o “risco elevadíssimo” de colapso no sistema de saúde, e que “muitos, especialmente os mais jovens, têm se aglomerado em festas, bares, praias e outros eventos sociais. O processo eleitoral, fundamental à democracia, também gerou aglomerações”. (Por Gabriel Valery, na Rede Brasil Atual)


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Eleições 2026 - Dani Portela (PT) é a deputada estadual mais votada de Pernambuco

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