segunda-feira, 3 de abril de 2017

MERCADANTE: FIM DO CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS É “RETROCESSO INACEITÁVEL”


O ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, condenou o fim do programa Ciência Sem Fronteiras, realizado pelo governo de Michel Temer. Segundo informações publicadas na coluna Lauro Jardim deste domingo, 2, "Mendonça Filho fez as contas e afirma que, com o total gasto para mandar 30 mil estudantes para fora, seria possível pagar a merenda escolar para 40 milhões de alunos da educação básica. Novas bolsas não serão concedidas a partir de agora" (leia mais).
Para Mercadante, com o fim do programa, "mais uma vez, a sociedade paga pelos retrocessos e desmandos na educação. Sofrem, principalmente, os mais pobres que, em razão da renda, dificilmente terão a oportunidade de estudar no exterior, como faziam com o suporte do Ciência Sem Fronteiras". "Dos alunos que participaram do Ciência Sem Fronteiras, 26,4% são negros; 25% são jovens de famílias com renda até três salários mínimos; e mais da metade são de famílias com renda de até seis salários mínimos. Nunca tiveram essa oportunidade", afirma.
A nota lembra, ainda, que só na primeira fase do Ciência Sem Fronteiras o Brasil enviou 73,3 mil universitários brasileiros para o exterior. "Eles participaram de 2.912 universidades de 54 países, sendo 182 das 200 melhores universidades do mundo. Além disso, a participação no Ciência Sem Fronteiras despertou nestes jovens a motivação para seguir na pós-graduação, mestrado e doutorado".
Além disso, dos 13 mil alunos de graduação que passaram um ano no exterior pelo programa, que retornaram e concluíram o ensino superior no Brasil, 20% se tornaram alunos de pós-graduação. Quando falamos dos alunos que não participaram do Ciência Sem Fronteiras, esse percentual é inferior a 5%, nas mesmas áreas de formação.
Orçamento
Mercadante também desmontou argumento utilizado por Mendonça Filho, desde que assumiu o Ministério da Educação, para justificar os desmontes que vem realizando na pasta. Sempre que questionado sobre algum corte, Mendonça costuma dizer que encontrou a pasta sem orçamento.
Na nota, o ex-ministro diz que "eles sempre atribuíram os desmontes que vem realizando na educação ao fato de supostamente terem encontrado o MEC quebrado, em razão do contingenciamento provisório de R$ 4,2 bilhões que fizemos em março de 2016, enquanto aguardávamos a votação da alteração da meta do superávit. Pois bem. Depois do golpe, quando o Congresso finalmente alterou a meta, este valor foi reintegrado ao orçamento do MEC, como havíamos planejado".
"Agora, eles anunciam um bloqueio dos mesmos R$ 4,2 bilhões no orçamento do ministério. Ou eles mentiram antes ou estão, agora, quebrando o MEC de vez, isto depois de já terem acabado com o Pronatec, terem cortado o Fies e terem suspendido toda expansão das Universidades Públicas", afirma.
Confira a íntegra da nota do ex-ministro:
"Eles sempre atribuíram os desmontes que vem realizando na educação ao fato de supostamente terem encontrado o MEC quebrado, em razão do contingenciamento provisório de R$ 4,2 bilhões que fizemos em março de 2016, enquanto aguardávamos a votação da alteração da meta do superávit. Pois bem. Depois do golpe, quando o Congresso finalmente alterou a meta, este valor foi reintegrado ao orçamento do MEC, como havíamos planejado.
Agora, eles anunciam um bloqueio dos mesmos R$ 4,2 bilhões no orçamento do ministério. Ou eles mentiram antes ou estão, agora, quebrando o MEC de vez, isto depois de já terem acabado com o Pronatec, terem cortado o Fies e terem suspendido toda expansão das Universidades Públicas.
Quando denunciamos o fim do Ciência Sem Fronteiras, falaram também que só queríamos criar pânico nos estudantes. Agora, confirmam o desmonte do programa. Mais uma vez, a sociedade paga pelos retrocessos e desmandos na educação. Sofrem, principalmente, os mais pobres que, em razão da renda, dificilmente terão a oportunidade de estudar no exterior, como faziam com o suporte do Ciência Sem Fronteiras. Dos alunos que participaram do Ciência Sem Fronteiras, 26,4% são negros; 25% são jovens de famílias com renda até três salários mínimos; e mais da metade são de famílias com renda de até seis salários mínimos. Nunca tiveram essa oportunidade.
Todos os países importantes do mundo têm programas importantes de incentivo a mobilidade internacional de estudantes. A União Europeia, por exemplo, tem o Erasmus Mundi, isso para não falarmos da China que tinha, quando lançamos o Ciência Sem Fronteiras, 80 mil estudantes de doutorado só nos Estados Unidos.
O choque de conhecimento gerado pelo Ciência Sem Fronteiras ajudou o a Brasil chegar a ser, em determinado momento, o 13º país do mundo que mais publicava artigos científicos. Além disso, lançamos o Idiomas Sem Fronteiras para atender a demanda pelo aprendizado de idiomas, especialmente o inglês, gerada pelo Ciência Sem Fronteiras, que já era um dos objetivos complementares do programa, o de internacionalizar nossas universidades.
Além disso, a participação no Ciência Sem Fronteiras despertou nestes jovens a motivação para seguir na pós-graduação, mestrado e doutorado. Dos 13 mil alunos de graduação que passaram um ano no exterior pelo programa, que retornaram e concluíram o ensino superior no Brasil, 20% se tornaram alunos de pós-graduação. Quando falamos dos alunos que não participaram do Ciência Sem Fronteiras, esse percentual é inferior a 5%, nas mesmas áreas de formação.
O programa priorizou áreas estratégicas para o país como ciências, tecnologias, engenharia, matemática, computação, informática, medicina e saúde. Com isso, o Ciência Sem Fronteiras impulsionou o país para a ciência, tecnologia e inovação, aumentando a produtividade, competitividade e preparando as bases da economia do conhecimento. Só na primeira fase do programa, enviamos 73,3 mil universitários brasileiros para o exterior. Eles participaram de 2.912 universidades de 54 países, sendo 182 das 200 melhores universidades do mundo.
Em tempos de crise, é até compreensível que o programa passe por ajustes, como a redução do escopo para melhoria da qualidade, a questão da oferta de bolsas parciais, ou até a busca de mais parcerias com a iniciativa privada, que deveria ter sido responsável 25% do financiamento do programa, apesar de algumas empresas não terem cumprido o acordado, enquanto estivemos na gestão.
Agora, acabar definitivamente com o programa é um retrocesso inaceitável. A crise exige ajustes, mas não desmontes e retrocessos que eles querem que permaneçam pelos próximos vinte anos, com a PEC do teto dos gastos sociais". (247).

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LULA LIDERA CORRIDA PRESIDENCIAL EM PE COM 95% DA PREFERÊNCIA

Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na liderança da corrida presidencial em Pernambuco e, caso as eleições fossem hoje, ele estaria eleito com 65% dos votos, segundo pesquisa realizada pela Uninassau. Logo em seguida, aparecem Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva, empatados com 6%. Também aparecem empatados na preferência dos pernambucanos o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). Michel Temer nem não pontuou.
O estudo, realizado entre os dias 23 e 24 de março junto a 2.014 eleitores de todo o Estado, possui margem de erro de 2,2% e o índice de confiança é de 95%. Lula também lidera na pesquisa espontânea, com 58,8%, sendo seguido por Jair Bolsonaro (5,1%), Marina Silva (3,3%) e pela presidente deposta Dilma Rousseff (1,5%). Outros 3,2% citaram outros candidatos e 1,1% não escolheu nenhum candidato. Os que não responderam ou não souberam responder somaram 27% dos entrevistados.
A pesquisa também aponta que a gestão de Michel Temer é reprovada por 91% dos pernambucanos, sendo aprovada por apenas 5% da população. Ele também é apontado como o pior presidente do Brasil. (247).

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ATOR REJEITA PAPEL DE FHC E DIZ QUE FILME DA LAVA JATO É PROPAGANDA TUCANA


O filme sobre a operação Lava Jato "Polícia federal - A lei é para todos" voltou a ser criticado na imprensa. A película, que obteve de maneira ilegal imagens da condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu comentários negativos do ator da Globo Herson Capri.
Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, Herson Capri foi convidado para representar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no filme. E teria recusado o convite. "Publicamente, ele não fala sobre o assunto, em respeito aos colegas, profissionais que ele 'respeita muito, independentemente da posição política'. Mas, a um amigo, Capri disse que o filme é 'uma peça de propaganda do governo do PSDB, do Plano Real e do mandato do FH, visando a 2018'", diz Ancelmo Gois em sua coluna deste domingo, 2. 
Leia a nota: 
Contra o Plano Real? 
A produção do filme "Polícia Federal - Al lei é para todos", sobre a Lava Jato, convidou Herson Capri para o papel de FH. O artista recusou. Publicamente, ele não fala sobre o assunto, em respeito aos colegas, profissionais que ele "respeita muito, independentemente da posição política". Mas, a um amigo, Capri disse que o filme é "uma peça de propaganda do governo do PSDB, do Plano Real e do mandato do FH, visando a 2018".
O filme polêmico, que é financiado por um investidor de identidade não revelada, é alvo de críticas por todos os lados. Neste fim de semana, o diretor da revista Carta Capital, Mino Carta, apontou ilegalidades na produção do longa e disse que a obra é mais uma prova de que a lei não é para todos. "A que se destina a obra? Que papel se atribui a Lula ainda em julgamento baseado nas convicções do promotor Dallagnol, um dos heróis da película? Fácil imaginar que o ex-presidente venha a ser o vilão, de sorte a favorecer a convicção do pregador da guerra santa”, diz Mino Carta. “Estamos diante de um absurdo total, um acinte jurídico, para se somar a tantos deslizes e irregularidades cometidos na República de Curitiba”, afirma. 
Assista a entrevista do ator Ary Fontoura, que faz o papel de Lula no filme, revelando como teve acesso às imagens da condução do ex-presidente Lula: (247)

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CADA ITEM QUE TEMER COLOCA, LULA SOBE 2 PONTOS, DIZ LÍDER DOS METALÚRGICOS


"Cada item que o governo Temer coloca, o Lula cresce dois pontos. Terceirização? O Lula sobe dois pontos. Não vai vetar, Lula cresce dois pontos", avalia o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques.
Figura emergente no meio sindical e na esquerda, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, combate as duas principais reformas do governo Michel Temer na área social: a emenda da Previdência e a flexibilização das leis trabalhistas. À frente da entidade, onde é um interlocutor frequente do ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva, é um dos articuladores da greve geral que as centrais sindicais tentarão fazer no dia 28.
As informações são de reportagem do Valor.
Admite inclusive negociar terceirizações, dentro de um hipotético acordo coletivo de caráter nacional.
Para ele, a agenda de reformas, da forma como está sendo conduzida, impulsiona uma candidatura presidencial de Lula em 2018.
"Cada item que o governo Temer coloca, o Lula cresce dois pontos. Terceirização? O Lula sobe dois pontos. Não vai vetar, Lula cresce dois pontos. Ontem eu tive reunião com o presidente da Ford. Inglês, está aqui há sete meses. No final ele perguntou: "Lula vai ser candidato?". Eu falei: "Dependendo de mim, vai. E vai ser para o Brasil voltar a crescer". Aí ele olhou e falou: "É. Bom, bom, bom", e saiu. Não sei se ele acha bom. Mas perguntou. Vejo que tem muita gente com esperança. As multinacionais no Brasil tiveram seu melhor momento no governo dele." (247).

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PSDB NÃO CONSEGUE CONVIVER COM O ÓDIO QUE SEMEOU NO PAÍS


Responsáveis pelo golpe que feriu de morte a democracia brasileira e arruinou a economia nacional, líderes do PSDB agora se queixam do ódio instalado no Brasil; em artigo publicado neste domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reclamou da falta de "bonomia" na sociedade brasileira; em vídeo, Andrea Neves, acusada de receber propina para o irmão Aécio Neves, perguntou "de onde vem tanto ódio"; no meio da semana, Luciano Huck, um dos projetos presidenciais de FHC, se lançou candidato e disse que "não importa se foi golpe ou não"; no entanto, a raiz de toda a tragédia brasileira é o ódio de classe que vem sendo semeado pelo PSDB há vários anos e que culminou no golpe de 2016
"Sei que vivemos um momento de desânimo e que o ódio substitui certa bonomia, que parecia própria dos brasileiros", escreve o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na primeira linha de seu artigo deste domingo (leia aqui).
Horas mais tarde, Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), postou um vídeo nas redes sociais em que foi às lágrimas e questionou o porquê de tanto ódio, depois de ter sido citada, na capa de Veja, como operadora de propinas para o irmão (leia aqui).
Os dois exemplos são parte do mesmo fenômeno: a dificuldade do PSDB em conviver com o ódio que os tucanos instalaram no País e que agora se volta contra eles.
Afinal, foi o PSDB, sob o comando do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que, em novembro de 2014, logo após sua quarta derrota presidencial, decidiu conspirar contra a democracia brasileira e criar as condições para um impeachment fraudulento que fez com que o Brasil se transformasse num vexame mundial.
Para que se atingisse tal objetivo, não se mediram, em nenhum momento, as consequências.
Em 2015, sob a benção de FHC, Aécio se aliou a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje condenado a 15 anos e quatro meses de prisão, para sufocar o governo da presidente reeleita Dilma Rousseff, com suas pautas-bomba no Congresso. Em paralelo, "movimentos sociais" que eram apenas páginas de promoção de ódio e notícias falsas na internet, foram financiados para inflar protestos de rua. Isso sem falar nos colunistas de extrema direita recrutados por meios de comunicação financiados por verbas de publicidade de governos tucanos.
Com o ódio instalado no País, em 2016, os tucanos finalmente conseguiram concretizar o golpe parlamentar que já produziu uma queda de praticamente 10% do PIB nacional e instalou no Palácio do Planalto um governo com nada menos que nove ministros investigados por corrupção.
Um elemento, no entanto, fugiu do controle: as delações da Odebrecht. Arruinada nesse processo, a empreiteira decidiu delatar todos os esquemas de corrupção de que participou – e não apenas os de governos petistas. A consequência foi a revelação de repasses de R$ 70 milhões para Aécio, o Mineirinho, de R$ 23 milhões na Suíça para José Serra, o Careca, e também de pagamentos não contabilizados para Geraldo Alckmin, o Santo.
Com isso, o PSDB viu seus três principais presidenciáveis serem engolidos pelo neófito João Doria, prefeito de São Paulo – um personagem que lembra Jânio Quadros e provoca aversão máxima em FHC.
Ciente de que a cúpula tucana está liquidada, FHC passou a defender candidaturas avulsas e orientou o apresentador Luciano Huck a se lançar candidato, numa entrevista concedida à Folha de S. Paulo no fim de semana. Vendendo-se como uma espécie de "candidato do bem", Huck soltou uma pérola na entrevista. "Não importa se foi golpe ou não", disse ele.
Claro que importa, Luciano.
Foi um golpe liderado por seus amigos tucanos. E disso o mundo inteiro já sabe.
É justamente esse golpe vergonhoso que explica o ódio predominante no Brasil, semeado pelo PSDB, e com o qual os tucanos não conseguem conviver. (247).


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CIRO JÁ ADMITE CONCORRER À PRESIDÊNCIA MESMO COM LULA NO PÁREO


Uma semana após afirmar que não "tinha vontade" de concorrer à Presidência em 2018 caso Luiz Inácio Lula da Silva seja candidato, o ex-ministro Ciro Gomes já admite que pode tentar chegar ao Planalto mesmo se Lula estiver no páreo.  
A afirmação foi feita nos EUA, onde Ciro participou, na noite de sábado, da BrazUSC, a maior conferência de estudantes fora do Brasil, na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Ele afirmou que sua candidatura só depende do partido.
As informações são de reportagem de Eduardo Graça em O Globo.
"- Quem decide a minha candidatura sou eu, e só dependo de uma circunstância: o PDT confirmar meu pleito. Quando digo que não gostaria de ser candidato se o Lula também for, não é uma homenagem propriamente a ele, embora acredite que PT e PDT possam seguir juntos, apesar de nossas diferenças. Mas, se ele for candidato, passionaliza e polariza de tal forma o ambiente que os eleitores terão dificuldade de encontrar meu discurso, centrado em temas que considero sérios, distantes da polarização simplória que ele representa — analisou.
Ciro afirmou ainda que seus dois adversários mais fortes à sucessão presidencial são, hoje, Lula e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Ele destacou que não aposta em uma candidatura do prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB). E se mostrou simpático a uma eventual chapa com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), mas disse que o “PT deve seguir com sua postura de lançar um candidato majoritário” e que não será “vice de ninguém”:
— Estou comovidamente pensando que esta será minha última eleição presidencial e, ganhando ou perdendo, quero deixar um projeto de governo como meu legado. Dória é um farsante que se apresenta como não político, mas já lá no governo (do então presidente) José Sarney (PMDB) era presidente da Embratur, e recebeu várias benesses, com o passar dos anos, dos governos do PSDB. Derrotá-lo numa disputa nacional é moleza; daria uma surra nele. Já o Alckmin, mesmo com o (deputado federal) Jair Bolsonaro (PSC) tirando muitos votos dos tucanos, é muito mais complicado. Ele sai com o apoio de 50% de São Paulo, quase 15% do Brasil." (247).

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DECISÕES ANTERIORES DE MINISTROS DO TSE INDICAM CASSAÇÃO DE TEMER


Os sete ministros titulares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que começam a julgar amanhã o processo contra a chapa Dilma-Temer já votaram pelo princípio de que as chapas são indivisíveis em processos na Corte. Três deles, inclusive o presidente do tribunal, Gilmar Mendes, relataram acórdãos nos quais escreveram de forma expressa que a cassação do vice é uma consequência nesse tipo de processo, ainda que os atos que levam à punição tenham sido realizados apenas pelo titular. A separação da chapa é a principal tese de defesa de Temer no TSE para se livrar de punição.
Herman Benjamin, ministro que relato o processo, deve pedir a cassação do peemedebista.
As informações são de reportagem de O Globo.
"Gilmar Mendes foi explícito na defesa do princípio ao analisar, em 2015, a cassação de um prefeito e de seu vice na cidade de Planaltina, em Goiás. O vice-prefeito Vilmar Caitano Ribeiro, o Vilmar Popular (PPS), tinha uma linha de defesa similar à que Temer usa agora, afirmando não ter relação direta com ilícitos apontados. A principal acusação era que o prefeito, Zé Neto, (PSC), editou um decreto reduzindo a carga horária de funcionários do município para que eles participassem de sua campanha à reeleição. Gilmar oi categórico ao refutar a separação: 'Quanto ao argumento de que o vice-prefeito não poderia sofrer sanção de cassação de diploma, considerando que não praticou ato ilícito, ressalto que o mero benefício é suficiente para cassar o registro ou diploma do candidato beneficiário do abuso de poder econômico.'
O voto de Gilmar foi referendado por unanimidade. Da atual composição do TSE, participaram da decisão os ministros Luiz Fux e Henrique Neves. Indicado para o Lugar de Neves, Admar Gonzaga era substituto e votou com Gilmar naquela ocasião. Além desse voto, o atual presidente repetiu o argumento da indivisibilidade em pelo menos outras duas oportunidades nas quais atuou como relator, em processos que envolveram prefeitos e vices de Florianópolis (SC) e Porto Murtinho (SC)." (247).

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ELEIÇÕES 2026 Marília Arraes diz que campanha de Lula buscará apoio de Raquel Lyra no 2º turno

Na avaliação de Marília, a reeleição de Lula oferece melhores condições para viabilizar obras como o trecho pernambucano da Ferrovia Transno...