domingo, 11 de outubro de 2026

Ato pela reeleição de Lula leva milhares à Avenida Paulista

Candidato defendeu que semana é decisiva para corrida presidencial

                                                 Bruno Bocchini* - repórter da Agência Brasil


Candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial

Uma manifestação pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupou neste domingo (11) a maior parte da Avenida Paulista, em São Paulo, e contou com a participação do candidato. 

O ato, chamado de Marcha Pela Democracia, foi organizado independentemente por movimentos sociais e por fandoms, comunidades de admiradores de artistas pop, como Lady Gaga, BTS, Beyoncé e Taylor Swift. 

Também participaram da convocação torcidas organizadas de times de futebol, como as do Palmeiras e Corinthians, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e movimentos estudantis. 

Semana decisiva

Antes do início do ato, em entrevista à imprensa, Lula disse que a semana que começa será decisiva para a eleição presidencial. Ele destacou a votação no Senado do fim da escala 6x1, agendada para a próxima quarta-feira (14).

“[Nesta semana,] Vai se provar como é que o partido do meu adversário [o PL] vai votar: se ele vai querer manter os trabalhadores trabalhando seis dias e descansando um, ou se ele vai votar para o trabalhador ter os dois dias de descanso”, disse.

Lula foi questionado sobre a tentativa da oposição de transferir a data da votação no Senado para depois do segundo turno das eleições, em 25 de outubro. O presidente disse que isso seria uma tentativa de enganar o povo.  

“Já está marcada a data da votação, portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é a seguinte: demonstrar se vão ter coragem de votar contra ou a favor”. 


Ricardo Stuckert/Lula Oficial

Tesouraço

Lula voltou a questionar o corte de gastos anunciado pelo seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e chamado de "tesouraço". O candidato afirmou que a medida de Flávio poderia recair sobre os mais pobres. 

“O tesouraço dele possivelmente seria o mesmo tesouraço do [presidente da Argentina, Javier] Milei, ou seja, cortar direito do povo pobre, cortar direito do aposentado, cortar direito daqueles que precisam ganhar um pouco mais, e levar o povo outra vez para a situação de miséria neste país. Isso a gente não permite de forma alguma que volte a acontecer no Brasil”.

Lula lembrou ainda que, nesta semana, deverá avançar no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que criará o Ministério da Segurança Pública. 

O petista defendeu que, com a PEC, o governo federal poderá passar a atuar mais diretamente na questão do combate à criminalidade. 

“A gente poderá dizer ao povo brasileiro o seguinte: para o povo trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção; para os bandidos, prisão, porque o governo vai fazer uma intervenção na segurança pública, coisa que a Constituição não permite até agora”. 

Discurso

Em cima de um carro de som posicionado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), Lula criticou a administração anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro, principalmente na gestão da pandemia de covid-19. 

“Vocês sabem o que a família bolsonarista fez neste país. Vocês sabem o que é um presidente rir de pessoas que estavam morrendo asfixiadas por falta de oxigênio. Vocês viram quantas pessoas foram enterradas em saco preto, sem poder se despedir da sua família, porque tivemos um presidente irresponsável que duvidou da ciência, que não acreditou na medicina, que receitou remédio que não prestava para nada”. 

O candidato defendeu realizações de sua gestão na educação e prometeu uma revolução nas áreas da tecnologia e da segurança no país. 

“Quando nós chegamos na presidência, em 2003, o Brasil tinha apenas 4,8 milhões de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho. Hoje, o Brasil já tem 26 milhões, e nós queremos 50 milhões, 100 milhões”, disse.

Abstenção

Lula destacou também a alta abstenção dos eleitores no primeiro turno das eleições, que chegou a 21,08%. O candidato pediu empenho da população acima dos 70 anos para comparecer às urnas e participar da escolha do próximo governo.

“Se essa pessoa não quer votar por ela, ela tem filho, filha, neto, bisneto e tem a pátria dela para cuidar. E não pode permitir que os bandidos voltem a governar este país”, acrescentou.

Outros atos

Apoiadores da candidatura do PT realizaram atos em outros estados neste domingo (11). Em Alagoas, um ato ocupou a Praça Sete Coqueiros, na orla de Maceió. No Rio de Janeiro, houve manifestações na orla de Copacabana e no bairro litorâneo de Icaraí, em Niterói, na região metropolitana. 

Os atos pediram também o fim da escala de trabalho 6x1, que tramita no Senado. Em Belo Horizonte, a Caminhada Rosa uniu a defesa de direitos das mulheres e campanha pela candidatura do PT.

À tarde, apoiadores de Lula se reuniram na Praça Universitária, em Goiânia. Em Salvador, houve manifestações pró-reeleição de Lula na orla e no Pelourinho. Atos em feiras e ruas também marcaram o domingo em Brasília.

* Colaborou Bruno de Freitas Moura.


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TSE atende Flávio e manda suspender canal do whatsapp Exército do Lula

Janones nega desinformação em grupo com 3,3 milhões de pessoas

                    André Richter - Repórter da Agência Brasil*


 Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para postagens de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT),  que conta com cerca de 3,3 milhões de pessoas. 

O ministro atendeu ao pedido de suspensão protocolado pela campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

A campanha de Flávio alegou que o canal foi criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) para disseminar desinformação sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, redução do valor de aposentadorias, entre outros casos.

No entendimento de Kassio, o canal é responsável pela replicação de conteúdos que já foram considerados “inverídicos” pelo tribunal, como a afirmação de que Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil, além de afirmar que o candidato reduzirá aposentadorias se for eleito.

“Quando essa mesma potência é posta a serviço da replicação de fatos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, o dano ao equilíbrio do pleito é imediato e de difícil reversão”, afirmou.

O presidente do TSE também afirmou que a "paridade de armas" deve ser garantida entre os candidatos.

“A liberdade de expressão não é salvo-conduto para o ilícito eleitoral, e a paridade de armas entre os candidatos não sobrevive à conversão de uma ferramenta de comunicação em instrumento de desinformação em massa às vésperas do pleito”, completou.

Competência

Kassio ressaltou ainda que sua decisão foi tomada em função da proximidade do segundo turno das eleições.

“O perigo na demora também está presente. O segundo turno das eleições realizar-se-á em 25 de outubro de 2026, e cada hora de funcionamento do canal amplia a exposição do eleitorado, com repercussão imediata e de difícil reversão”, justificou.

A legalidade do canal “Exército do Lula” já estava judicializada no TSE antes da decisão do presidente da Corte.

A campanha de Flávio ajuizou uma ação para cassar o mandato de Janones, além de solicitar a suspensão do canal.

Neste sábado (10), o ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que o presidenciável apresente informações complementares.

Em suas redes, Janones rebateu a acusação de que utiliza o canal para disseminar notícias falsas. Segundo ele, o objetivo do canal é mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no dia 25, último domingo do mês, entre Flávio e Lula.

Janones também enfatizou que não divulgou nenhuma notícia no canal.

“A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funcionar”, complementou.

Janones disse que o pedido da candidatura do PL é motivado por “medo”.

“Eles pedem que eu seja proibido de criar outros canais. Sabe o nome disso? Medo. Eles estão com medo”, disse.

 

*Colaborou Bruno de Freitas Moura, do Rio de Janeiro // Matéria ampliada às 13h28.


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Janones denuncia censura em decisão do TSE contra Exército do Lula

Justiça Eleitoral mandou suspender canal de WhatsApp

                                Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil


Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ordenou, neste domingo (11), a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, a pedido da campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

“A censura já começou”, declarou Janones nesta tarde, em um vídeo nas redes sociais.

Segundo Janones, o canal “Exército do Lula” tem 3,3 milhões de pessoas e foi criado para mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no dia 25, último domingo do mês, entre Flávio e o candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No pedido ao TSE, a campanha do candidato do PL alega que Janones teria coordenado a disseminação de conteúdos desinformativos e ofensivos contra Flávio, com conhecimento e benefício do candidato à reeleição.

Segundo a denúncia, a estrutura usava o canal de WhatsApp para distribuir “missões” de compartilhamento de publicações e teria empregado recursos públicos de campanha em impulsionamento de propaganda negativa.

Janones, reeleito com cerca de 79 mil votos, nega a acusação. Na noite de sábado (10), ele fez uma live pelo Instagram e afirmou que o canal estava apenas na fase de inclusão de perfis e explicações de como funcionaria, sem ter divulgado uma notícia sequer.

“Eu não divulguei uma notícia lá. Vocês, esses [então] 3,2 milhões de soldados do presidente Lula que estão lá não me deixam mentir. Vocês sabem que não foi divulgado nada ainda”, afirmou.

Janones sustenta que a ação do PL foi motivada por “medo” da atuação dele nas redes sociais.

Na publicação deste domingo, ele explica que a decisão do TSE o impede de criar outro canal no YouTube, mas não o impossibilita de seguir com mobilização no Instagram.

“Nós não vamos nos calar, vamos continuar”, afirmou.


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ELEIÇÕES 2026 "Virada perfeitamente possível": Aliados de Lula em PE mostram convicção em reeleição

Diario conversou com aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante ato a favor do presidente ocorrido no Recife neste domingo (11)

                    Nicolle Gomes


Senador Humberto Costa (PT), deputada estadual Dani Portela (PT), deutado estadual João Paulo (PT) e senadora Teresa Leitão (PT) (Fotos: Weslly Gomes/DP Foto | Sandy James/DP Foto | Sandy James/DP Foto | Weslly Gomes/DP Foto )


Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confiam em uma virada do petista sobre o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições. Lula largou atrás na corrida pela presidência, após fica com 45,16% dos votos no primeiro turno, contra 47,03% do liberal. Agora o presidente enfrenta uma tendência eleitoral: nunca houve virada na disputa pelo poder Executivo nacional.

A duas semanas do segundo turno, as campanhas se reorganizam para convencer o eleitorado que não compareceu às urnas e para virar votos. Neste domingo (11), atos a favor do presidente aconteceram em todo o Brasil. No Recife, a mobilização aconteceu no centro da capital.

O evento reuniu diversas lideranças locais, como o senador Humberto Costa (PT), que afirmou que a virada de Lula é “perfeitamente possível”.

“Não vamos desanimar de forma alguma. Nós já temos um histórico de grandes viradas e lutas que eram consideradas impossíveis e que nós fizemos e ganhamos”, comentou.

Também estiveram presentes a senadora Teresa Leitão (PT), o deputado estadual João Paulo (PT) e a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e a deputada estadual mais votada de Pernambuco, Dani Portela (PT). Além deles, movimentos sociais e estudantis marcaram presença.

“O ato reúne trabalhadores, políticos, mandatários, muita juventude, muitas mulheres demonstrando que é a hora da virada”, comentou a senadora Teresa Leitão.

Apesar da marca que Lula terá que superar, a distância direta entre os candidatos nunca foi menor: 2.224.965 votos, o que alimenta a esperança petista. A abstenção é outro alvo fundamental: mais de 33,4 milhões de brasileiros que não foram às urnas são disputados por ambos os lados.

“Estamos trabalhando intensamente para levar todos os que não votaram e sem sombra de dúvida vamos reverter”, disse o deputado estadual reeleito João Paulo.

As mobilizações pró-Lula passam um recado de união da base governista que deve continuar, segundo a deputada estadual Dani Portela.

“A nossa tarefa agora é somar a essa ocupação nas ruas uma ocupação nas redes e na grande onda de virada. Essa onda já começou”, afirmou.








“Disputa desigual”

Apesar do otimismo, a ministra Luciana Santos destacou que a disputa entre Lula e Flávio pela presidência é “desigual”, e que a população tem se mobilizado para entender isso.

“As redes sociais têm dono e não somos nós. As redes são das big techs, que estão jogando pesado, como foi o caso de hoje de tirar o exército de Lula das redes, mas penso que a consciência coletiva vai crescer e nós vamos para cima buscar reverter os votos onde a gente perdeu”, acrescentou.

A ministra fez referência à decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, que derrubou, na manhã deste domingo (11), o canal de WhatsApp chamado “Exército do Lula”. A medida foi revertida no fim da tarde pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

A decisão, no entanto, foi alvo de críticas. “O que a gente tem que fazer é até o final dessa campanha, mobilizar, denunciar ações como a do presidente do TSE, que derrubou o Exército de Lula, mas nós vamos ganhar, pode ter certeza”, disse Humberto.


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Corregedor derruba decisão que suspendeu canal Exército do Lula

Decisão reverte ordem de Kassio Nunes Marques sobre o grupo


André Richter - Repórter da Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para postagens de apoios ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Neste sábado (10), Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que o presidenciável apresente informações complementares, mas não determinou a suspensão do canal.

Antes da decisão de Kassio, a legalidade do canal “Exército do Lula” já estava judicializada no TSE. A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ajuizou uma ação para cassar o mandato de Janones, além de solicitar a suspensão do canal.

A decisão final será discutida pelo plenário do TSE. 

Suspensão

Mais cedo, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal,  que conta com mais de 3,4 milhões de pessoas. O ministro atendeu ao pedido de suspensão protocolado pela campanha de Bolsonaro, que alegou que o canal foi criado para disseminar desinformação sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, redução do valor de aposentadorias, entre outros casos.

No entendimento de Kassio, o canal é responsável pela replicação de conteúdos que já foram considerados “inverídicos” pelo tribunal, como a afirmação de que Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil, além de afirmar que o candidato reduzirá aposentadorias se for eleito.

O criador do canal, deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), criticou a decisão do TSE. “A censura já começou”, declarou Janones nesta tarde, em um vídeo nas redes sociais.

Segundo Janones, o canal “Exército do Lula” foi criado para mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no dia 25, último domingo do mês, entre Flávio e o Lula.

Ao participar de ato na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), Lula questionou a imparcialidade de decisões contrárias à sua candidatura e disse que o PT vai acionar a Justiça contra a suspensão do canal. 

“Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, afirmou Lula à imprensa, antes de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo.

41 minutos

Na decisão, Vilas Bôas Cuêva disse que o pedido de Flávio para derrubar o canal foi protocolado na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que determinou a complementação das informações sobre a suposta atividade ilegal do canal.

O corregedor também afirmou que a campanha de Flávio apresentou a Kassio documentos que não foram anexados no processo que está sob sua relatoria.

“Ocorre que, apenas 41 minutos após a decisão desta corregedoria, o investigante apresentou à presidência deste tribunal pedido de providências administrativas acompanhado de documentação que não integrava a presente investigação, incluindo dossiê de publicações, levantamento sobre a circulação de vídeos e plano de conformidade da plataforma”, completou.

Por fim, o corregedor disse que a atuação da presidência da Corte deve ocorrer em harmonia com a competência jurisdicional do tribunal.

“Em regra, uma vez submetida determinada controvérsia à apreciação jurisdicional do órgão competente, a prudência institucional recomenda que a atuação administrativa não antecipe a solução da mesma pretensão, sob pena de comprometer a coerência das decisões e a segurança jurídica”, completou.

Para justificar a suspensão do canal, Kassio invocou a competência administrativa do cargo de presidente para decidir sobre o cumprimento da resolução de obriga as redes sociais a combaterem o impulsionamento ilegal de conteúdo.

Plenário

Para tentar resolver a controvérsia, Villas Bôas Cueva decidiu enviar o caso para decisão definitiva do plenário. A data do julgamento ainda será marcada pelo presidente do TSE. 

“A deliberação colegiada mostra-se necessária, ainda, para solucionar a sobreposição de providências adotadas em procedimentos distintos e estabelecer orientação institucional quanto aos deveres de boa-fé, lealdade e cooperação processual na formulação de pedidos cautelares perante esta Corte”, afirmou.

Matéria ampliada às 17h07


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Manifestante destrói bandeira dos EUA e leva multidão à loucura (vídeo)

Ato em apoio ao presidente Lula contou com fortes críticas à interferência dos EUA no Brasil

Crédito: Reprodução/Vídeo


Um ativista destruiu uma bandeira dos Estados Unidos em um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao protestar contra a interferência de Washington no processo eleitoral brasileiro.

O vídeo foi divulgado neste domingo (11) pelo canal Mídia Ninja.

A multidão foi à loucura com as cenas, chegando a pedir inclusive para que a bandeira dos EUA fosse queimada. Durante a manifestação, os participantes também fizeram críticas ao presidente dos EUA, Donald Trump, denunciando seu papel nos acontecimentos. - 247.


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TSE determina esclarecimentos antes de analisar pedidos de Flávio contra Lula e Janones

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou neste sábado (10), que Flávio Bolsonaro apresente, em 72 horas, informações complementares

André Janones e Flávio BolsonaroCrédito: Reprodução I Agência Senado


O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou neste sábado (10), que Flávio Bolsonaro apresente, em 72 horas, informações complementares para a análise dos pedidos liminares em ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o deputado federal André Janones. Na decisão, o ministro apontou a necessidade de esclarecer a possível sobreposição com pedidos feitos em outros processos e definir o alcance das medidas solicitadas.
Na ação, Flávio Bolsonaro pede a cassação do registro ou diploma de Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos responsáveis pelas supostas condutas abusivas. Alega ainda que Janones teria coordenado a disseminação de conteúdos desinformativos e ofensivos contra ele, com conhecimento e benefício dos candidatos à reeleição. Segundo o autor, a estrutura usava o canal de WhatsApp “Exército do Lula” para distribuir “missões” de compartilhamento de publicações e teria empregado recursos públicos de campanha em impulsionamento de propaganda negativa.

Os pedidos liminares incluem a suspensão do canal e do perfil @janones.apoio, a remoção de publicações, a interrupção de impulsionamentos e a preservação de dados. Flávio, contudo, deverá informar se medidas semelhantes já foram solicitadas em outras ações e indicar eventuais decisões. Também terá de especificar a irregularidade atribuída a cada publicação, identificar os anúncios que permaneceriam ativos e detalhar os dados que deseja preservar. A análise ocorrerá após os esclarecimentos, e os pedidos poderão não ser conhecidos nos pontos que permanecerem sem informação suficiente.

Provas digitais

A petição inicial faz referência a vídeos, mensagens e outros arquivos digitais originais que não foram incluídos no processo eletrônico. Diante disso, Cueva deu cinco dias para que Flávio apresente esse material, devidamente identificado e organizado, para permitir a conferência das provas e assegurar o direito de defesa dos investigados. O pen drive entregue à Secretaria Judiciária permanecerá sob guarda, mas não substitui a apresentação dos arquivos nos autos.

O corregedor também admitiu o processamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e determinou a notificação dos investigados para apresentarem defesa em cinco dias. O ministro ressaltou que receber a ação não significa reconhecer a veracidade das alegações ou a ocorrência dos abusos, que dependerão da análise das provas. O pedido de sigilo foi negado, ressalvada a possibilidade de proteção de dados específicos. - 247.


Cortes 247


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Lula celebra votação da PEC da Segurança na CCJ do Senado: ‘vamos libertar as comunidades do domínio do crime’

Em vídeo nas redes sociais, presidente afirma que medida deve garantir mais segurança e tranquilidade à população Lula Crédito: Foto: Ricard...