domingo, 11 de outubro de 2026

TSE determina esclarecimentos antes de analisar pedidos de Flávio contra Lula e Janones

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou neste sábado (10), que Flávio Bolsonaro apresente, em 72 horas, informações complementares

André Janones e Flávio BolsonaroCrédito: Reprodução I Agência Senado


O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou neste sábado (10), que Flávio Bolsonaro apresente, em 72 horas, informações complementares para a análise dos pedidos liminares em ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o deputado federal André Janones. Na decisão, o ministro apontou a necessidade de esclarecer a possível sobreposição com pedidos feitos em outros processos e definir o alcance das medidas solicitadas.
Na ação, Flávio Bolsonaro pede a cassação do registro ou diploma de Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos responsáveis pelas supostas condutas abusivas. Alega ainda que Janones teria coordenado a disseminação de conteúdos desinformativos e ofensivos contra ele, com conhecimento e benefício dos candidatos à reeleição. Segundo o autor, a estrutura usava o canal de WhatsApp “Exército do Lula” para distribuir “missões” de compartilhamento de publicações e teria empregado recursos públicos de campanha em impulsionamento de propaganda negativa.

Os pedidos liminares incluem a suspensão do canal e do perfil @janones.apoio, a remoção de publicações, a interrupção de impulsionamentos e a preservação de dados. Flávio, contudo, deverá informar se medidas semelhantes já foram solicitadas em outras ações e indicar eventuais decisões. Também terá de especificar a irregularidade atribuída a cada publicação, identificar os anúncios que permaneceriam ativos e detalhar os dados que deseja preservar. A análise ocorrerá após os esclarecimentos, e os pedidos poderão não ser conhecidos nos pontos que permanecerem sem informação suficiente.

Provas digitais

A petição inicial faz referência a vídeos, mensagens e outros arquivos digitais originais que não foram incluídos no processo eletrônico. Diante disso, Cueva deu cinco dias para que Flávio apresente esse material, devidamente identificado e organizado, para permitir a conferência das provas e assegurar o direito de defesa dos investigados. O pen drive entregue à Secretaria Judiciária permanecerá sob guarda, mas não substitui a apresentação dos arquivos nos autos.

O corregedor também admitiu o processamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e determinou a notificação dos investigados para apresentarem defesa em cinco dias. O ministro ressaltou que receber a ação não significa reconhecer a veracidade das alegações ou a ocorrência dos abusos, que dependerão da análise das provas. O pedido de sigilo foi negado, ressalvada a possibilidade de proteção de dados específicos. - 247.


Cortes 247


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sábado, 10 de outubro de 2026

Dilma Rousseff: “Lula faz toda a diferença para o fortalecimento do BRICS e do NDB”

“O mundo reconhece a liderança internacional de Lula”, enfatizou Dilma, em entrevista exclusiva aos jornalistas Leonardo Attuch e Fernando Morais

Dilma RousseffCrédito: Brasil 247


Em uma entrevista exclusiva concedida aos jornalistas Leonardo Attuch e Fernando Morais, transmitida pela TV 247, a ex-presidenta da República e atual mandatária do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, fez um balanço contundente de sua gestão à frente da instituição multilateral. Ao longo da conversa, Dilma destacou o papel decisivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no reposicionamento geopolítico do Sul Global, detalhou mais de R$ 23 bilhões em investimentos destinados ao Brasil e explicou por que o avanço tecnológico e a soberania nacional são inseparáveis na construção de um mundo multipolar.

“Um presidente que tem esse compromisso facilita o nosso trabalho. O governo Lula procura projetos que de fato impactam o desenvolvimento, melhoram a infraestrutura e garantem sustentabilidade. O mundo reconhece a liderança internacional de Lula”, enfatizou Dilma.

O diferencial do NDB: soberania e respeito às prioridades locais

Dilma resgatou as origens do NDB, concebido no espírito da cúpula de Fortaleza em 2014, durante seu governo, para contrapor a lógica tradicional dos organismos multilaterais ocidentais. Enquanto instituições tradicionais historicamente condicionavam socorros financeiros à austeridade e a programas forçados de privatização, o Banco dos BRICS segue a diretriz estrita de ser guiado pela demanda (demand-driven).

“Nós respeitamos a soberania dos países. Nossa função não é dizer a uma nação o que ela deve fazer, mas apoiar as suas próprias prioridades com financiamento de longo prazo e taxas competitivas”, sublinhou. Dilma explicou ainda que o NDB tem diversificado fontes de captação, tornando-se o maior emissor privado de títulos em moeda chinesa fora do mercado continental (Panda Bonds), permitindo um mix financeiro mais seguro e resistente às oscilações internacionais.

Mais de R$ 23 bilhões investidos no Brasil

Durante a entrevista a Attuch e Morais, Dilma revelou que, desde março de 2023, quando assumiu o comando do banco em Xangai, foram aprovados cerca de R$ 23,95 bilhões em operações para o Brasil, divididos entre iniciativas públicas e privadas:

  • Recuperação de recursos represados: Dilma relatou que resgatou US$ 1 bilhão destinados à recuperação socioeconômica pós-pandemia que haviam sido negligenciados pela gestão anterior.
  • Parceria com o BNDES: Foram direcionados US$ 1,7 bilhão ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com foco em infraestrutura sustentável e combate às mudanças climáticas.
  • Infraestrutura em estados e municípios: Recursos expressivos foram alocados em obras de saneamento em Pernambuco (R$ 1,1 bilhão) e na Paraíba (R$ 495 milhões), contenção e drenagem em Aparecida de Goiânia (R$ 400 milhões), saneamento no Pará (R$ 250 milhões) e mobilidade urbana em Serra (ES) e Maceió (AL).
  • Transição energética: Financiamento da expansão de redes de distribuição da CPFL em São Paulo (R$ 1,06 bilhão), do parque eólico Serra das Palmeiras na Paraíba e da implantação da linha de transmissão de ultra-alta tensão (800 kV) Graça Aranha–Silvânia, com 1.500 km conectando a energia limpa do Nordeste ao centro de consumo do Sudeste.

Hospital Inteligente: o SUS no centro da vanguarda tecnológica

Um dos pontos mais celebrados da entrevista foi a criação do primeiro Hospital Inteligente do SUS, viabilizado por meio de convênio com o Ministério da Saúde e apoio operacional do governo do Estado de São Paulo.

O complexo funcionará como centro de emergência de alta complexidade e laboratório-escola, integrando soluções de inteligência artificial, robótica cirúrgica, prontuários automatizados e tecnologia de ponta desenvolvida em parceria com instituições da China e a renomada rede indiana Narayana Health.

“O SUS é uma das maiores tecnologias sociais do mundo. Com o Hospital Inteligente, estamos provando que o povo mais humilde e os trabalhadores que dependem da saúde pública têm direito ao atendimento mais moderno e avançado que existe no planeta. Não seremos meros consumidores de tecnologia; seremos produtores e multiplicadores”, defendeu Dilma.

Moedas locais e superação da hegemonia do dólar

Questionada sobre o debate monetário internacional, Dilma esclareceu que o foco do NDB não reside em discursos simplistas de “desdolarização” por decreto, mas na construção pragmática de mecanismos que viabilizem operações em moedas locais.

Segundo ela, a excessiva dependência de uma única moeda de reserva gera graves vulnerabilidades cambiais para os países em desenvolvimento:

“Quando você levanta e empresta em moeda local, elimina o descasamento entre receita e dívida. A estabilidade monetária global depende de uma arquitetura multilateral em que as nações não fiquem expostas às decisões unilaterais de política monetária de um único país emissor”, pontuou.

Expansão do Sul Global e o horizonte de 2027

O NDB vive um ritmo acelerado de expansão. Fundado inicialmente pelos cinco membros originários (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o banco já incorporou nações como Egito, Emirados Árabes Unidos, Bangladesh, Argélia e Uzbequistão, além de ter em andamento os processos de adesão de Etiópia, Angola e Zimbábue.

Dilma projeta que a instituição alcance cerca de 20 países-membros até meados de 2027. O plano estratégico 2027–2031 do banco colocará ênfase na inovação industrial, na agricultura tecnificada e no intercâmbio científico, tendo como pilar um novo Portal de Inovação dos BRICS.

O Brasil no tabuleiro mundial: multipolaridade e soberania

Ao concluir a conversa com Leonardo Attuch e Fernando Morais, a presidenta do NDB expressou otimismo sobre o futuro do Brasil sob a liderança de Lula, mas deixou uma advertência contundente contra retrocessos políticos e o desmonte de setores estratégicos nacionais:

“Não existe desenvolvimento duradouro sem ciência, sem educação básica e sem valorização da cultura nacional. A multipolaridade não é apenas uma reorganização de poder; ela é multilateral, multicultural e pacífica. O Brasil tem dimensão continental, criatividade e capacidade de ser um país avançado. Para isso, precisamos de projetos de longo prazo, amor à nossa soberania e clareza de que não devemos ser subservientes a ninguém”, finalizou. - 247.




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Panfletagem Estudantes são detidos durante panfletagem no Mercado de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife

Estudantes participavam de panfletagem favorável ao presidente Lula no Mercado de Casa Amarela, no Recife, quando foram detidos por policiais militares; os estudantes foram liberados horas depois

                    Marília Parente

Estudantes participavam de panfletagem favorável ao presidente Lula no Mercado de Casa Amarela, no Recife, quando foram detidos por policiais militares. (Reprodução de vídeo)

Na manhã deste sábado (10), estudantes foram detidos enquanto realizavam uma panfletagem favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Mercado de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife. Informações preliminares dão conta de que os jovens estavam colando adesivos do tipo "lambe-lambe" em um orelhão desativado quando foram abordados. 

Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver o momento em que dois rapazes são conduzidos para o banco de trás de uma viatura da Polícia Militar, de placa UHR7E09. Testemunhas ouvidas pelo Diario de Pernambuco relataram que os estudantes faziam uma mobilização pacífica.

"Não vi vandalismo. E nem eles nem os policiais foram agressivos. Eles foram conduzidos no banco de trás da viatura, sem algemas", relatou o comerciante Ismael Joaquim, que trabalha na área. 

O aposentado Jorge Maia também testemunhou a ação dos agentes. "Levaram os rapazes e arrancaram uns cartazes que eles colocaram num poste", disse ele.

A professora Marli Aquino, que também participava da mobilização, disse que a panfletagem foi organizada por movimentos sociais e realizada de forma pacífica. De acordo com ela, os jovens detidos são estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). "Não entendemos o motivo de levarem eles", afirmou.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Partido dos Trabalhadores (PT) disse que os estudantes foram detidos ilegalmente, mas soltos após intervenção do jurídico do partido. "O delegado entendeu que não houve crime, por atipicidade de conduta, e que o procedimento deve ser arquivado", informou o PT.  Os jovens foram levados para a Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco, localizada no Cais do Apolo, no Bairro do Recife. 

A reportagem questionou a Polícia Militar de Pernambuco e a Secretaria de Defesa Social acerca da motivação da detenção dos estudantes, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto.

Universidade Federal de Pernambuco se pronuncia sobre o caso

O Núcleo de Documentação sobre os Movimentos Sociais Dênis Bernardes (NUDOC), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) prestou soliedariedade aos estudantes por meio de nota.

"Em sintonia com a missão do NUDOC de preservar e difundir a memória das lutas dos trabalhadores, repudiamos a ação arbitrária da Polícia Militar e Federal. Os jovens já foram liberados, mas não podemos normalizar a criminalização das lutas sociais e o cerceamento às liberdades da organização e expressão política", diz trecho do comunicado.



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Aumentam agressões políticas em mês de luta contra violência à mulher

 Data marca luta por conquista de direitos

Ana ElisaCrédito: Captura de tela/Vídeo/PT na Câmara

Tanto organizações sociais quanto fontes governamentais registraram aumento no número de casos de agressões políticas de gênero neste mês em que é lembrado o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que esses ataques aumentaram 11 vezes entre 2022 e 2026, de 15 para 177 processos.

A data, comemorada neste sábado (10), foi instituída para marcar o ato histórico, em 1980, quando mulheres se reuniram nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo para contestar o aumento dos crimes de gênero em todo o país. 

Em meio ao atual contexto eleitoral brasileiro, levantamento divulgado pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global mostra que houve 134 casos de violência política durante a campanha até o primeiro turno das eleições, no último domingo (4), o que representou um caso a cada nove horas. Ao todo, 70 tiveram mulheres como vítimas (52,2%). 

Dos 102 episódios dirigidos apenas a pessoas candidatas, 60 tiveram mulheres como vítimas (58,8%). Embora representem cerca de um terço das candidaturas, as mulheres foram alvos em mais da metade dos episódios de violência.

Dados da Central de Atendimento à Mulher, o Disque 180, mostram que o número de denúncias de violência política registradas contra elas alcançou a marca de 1.564 denúncias, entre janeiro e agosto de 2026.

Mulheres pretas e pardas são as principais vítimas. Das 1.564 denúncias registradas, mais de 53% (842) são de violência política sofridas por elas, seguidas por 590 (37,72%) denúncias de violências sofridas por mulheres brancas. As demais 132 (8,44%) foram denúncias com impacto em mulheres de outras raças.

No final de setembro, organizações da sociedade civil entregaram ao TSE documento com diversas denúncias de agressões contra mulheres candidatas nas eleições de 2026. Os casos incluem violência física e verbal, além de ataques e ameaças de morte e estupro.

Caso concreto

As ameaças de morte e de violência sexual denunciadas, esta semana, pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) ilustram o cenário de violência política pelo qual passa o Brasil durante o pleito de 2026. Ela denunciou à Polícia Civil ameaças de morte e violência sexual que recebeu no período da campanha.

Segundo a parlamentar, as mensagens incluem ataques machistas, racistas e ameaças de estupro. Além disso, ela conta que dados pessoais como o endereço residencial, número de telefone e documentos foram expostos. Por esse motivo, o partido contratou segurança armada para protegê-la.

Ana Elisa recebeu 524.219 votos nas eleições para deputada federal em 2026, o que lhe garantiu o posto de 2ª mais votada em Minas Gerais para o cargo, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL).

Ela se tornou também a mulher mais votada na história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil.

Ministério da Mulher

A secretária Nacional de Articulação Intersetorial e Interfederativa e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, conecta a violência política contra as mulheres a um fenômeno mais amplo, caracterizado pela exacerbação da misoginia (ódio contra as mulheres e meninas), da violência doméstica e do feminicídio na sociedade patriarcal.

“É assustador porque as violências políticas são, no fundo, questões estruturais, sejam elas no limite da ameaça à vida, sejam essas violências cotidianas e veladas que tentam desestimular a participação da mulher na política.”

Outros casos

A Agência Brasil relembra casos em que a ameaça às mulheres ultrapassou o desestímulo à carreira política e chegou ao risco real e iminente à vida e aos corpos das mulheres que ocupam espaços de poder.

Orientações e denúncias

Mulheres em situação de violência política e qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da ocorrência deste crime contra uma mulher pode comunicar o fato em diferentes canais institucionais do poder Executivo, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridade policial. Entre eles estão:

  • Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180: atendimento gratuito, humanizado e sigiloso, 24 horas por dia, todos os dias da semana. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br e por videochamada em Libras;
  • Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público;
  • Procuradoria-Geral Eleitoral, por meio da Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal;
  • Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
  • Polícia Federal, por meio do canal Comunica PF e nas delegacias de Polícia nos estados;
  • Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União (DPU), para assistência e orientação jurídica.
  • Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do telefone 190. - Agência Brasil .

“Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo”, afirma Lula

Durante ato em Ceilândia (DF), presidente garantiu virada no segundo turno e afirmou que “assassinos” não voltarão ao Palácio do Planalto

24.09.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em São Gonçalo: o evento "Lula em São Gonçalo: O Brasil Pronto Pra Mais", realizado na Praça do Rodo, São Gonçalo – RJ. Foto: Ricardo Stuckert.

Durante uma passeata realizada em Ceilândia, no Distrito Federal, nesta sexta-feira (9), o presidente Lula (PT) declarou com firmeza que vencerá as eleições e que o país não retornará ao comando de forças fascistas, em referência ao clã Bolsonaro, representado por Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas neste ano. A manifestação ocorre no contexto da disputa de segundo turno marcada para o dia 25 de outubro, após o resultado do primeiro turno no último domingo (4), no qual Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula.

Em um breve discurso dirigindo-se aos apoiadores presentes, o candidato à reeleição expressou otimismo sobre a virada no pleito e relembrou a atuação da oposição no período da pandemia de Covid-19, quando mais de 700 mil brasileiros morreram em decorrência da doença. “Nós vamos ganhar essas eleições. Podem ficar certos de que esse país não voltará a ser governado pelo fascismo. Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas na Covid-19”, afirmou Lula.

Durante o ato, Lula também fez referência aos esquemas de corrupção do Banco Master, vinculando seus adversários ao escândalo. “Esse país não será governado pelos sócios do Banco Master, pelos parentes do Vorcaro. Esse país não será governador por aqueles que roubaram R$ 12 bilhões do BRB”, pontuou o presidente.

Aproveitando a agenda na capital federal, Lula destacou a importância da aliança local para reforçar a campanha e pediu votos para o candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass. “Por isso temos que votar no companheiro Leandro [Grass] para governador do DF. Estaremos juntos. Vai ter muito debate, debate na televisão, na internet. Agora estou virando o rei das selfies, estou virando um internauta. Podem se preparar porque ‘bora, Lula’! Bora, Brasil!”, conclamou.

Ao finalizar sua fala, o presidente ressaltou o caráter patriótico de sua campanha, estabelecendo um contraponto direto entre o seu projeto de governo e o de Flávio Bolsonaro. “Essa é a passeata dos que amam a bandeira verde e amarela do Brasil. Do outro lado estão aqueles que amam a bandeira americana. Essa é a bandeira daqueles que querem o Brasil soberano. Do lado de lá estão aqueles que querem que os americanos venham explorar as nossas riquezas aqui. Nós queremos em alto e bom som: o Brasil e as riquezas do Brasil são do povo brasileiro! E aqui ninguém tasca!”, concluiu. - 247.

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Mulheres do PT repudiam ataques racistas e ameaças contra Ana Elisa

Secretaria Nacional das Mulheres do PT cobra apuração rigorosa e punição de responsáveis por ameaças de morte, intimidações sexuais e exposição ilegal de dados da deputada eleita

Ana ElisaCrédito: Gabriel Paiva/PT na Câmara

 A Secretaria Nacional das Mulheres do Partido dos Trabalhadores manifestou na sexta-feira (10) veemente repúdio aos ataques, ameaças de morte, intimidações de cunho sexual e ofensas racistas direcionados à deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), classificando as ofensas como “bárbaras”.

“É inadmissível que uma liderança legítima, eleita democraticamente com votação histórica, seja alvo de violência política coordenada por setores extremistas que tentam silenciar as mulheres nos espaços de poder”, diz a nota.

Os episódios recentes contra Ana Elisa que incluem a exposição ilegal de dados pessoais, ameaças explícitas contra sua integridade física e de seus familiares, além de discursos de ódio digital, que a forçaram a retirar temporariamente seus perfis do ar.

De acordo com a nota, as ofensas revelam uma “engrenagem criminosa”, e a secretaria não irá admitir a perseguição sistemática contra as mulheres do PT e parlamentares negras.

“A Secretaria exige das autoridades competentes e dos órgãos de segurança pública a apuração rigorosa e a punição célere e exemplar dos autores dessas agressões”, diz a nota.

“O PT já adotou medidas imediatas para garantir a segurança de Ana Elisa e reafirma que não recuará diante do fascismo e da misoginia. Nossa total solidariedade e compromisso com a proteção das nossas lideranças femininas seguem inabaláveis”, finaliza o documento. - 247.


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Juristas pedem que PF investigue fake news de Veja feita para eleger Flávio Bolsonaro e libertar Daniel Vorcaro

Prerrogativas quer apurar suspeita de que banqueiro tenha sido incentivado a apresentar informações falsas sobre documentário de Lula em troca de benefícios judiciais

Marco Aurélio de CarvalhoCrédito: Joédson Alves/Agência Brasil

O grupo jurídico Prerrogativas pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar a operação de desinformação envolvendo a fake news publicada pela revista Veja sobre um suposto financiamento de um documentário a respeito do presidente Lula. Segundo reportagem da CBN, os juristas querem apurar se Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, teria sido incentivado a apresentar informações falsas em troca de benefícios judiciais, incluindo sua saída da prisão.

A suspeita apresentada pelo grupo é de que a divulgação tenha buscado interferir na eleição presidencial. A existência de um acordo para favorecer Flávio Bolsonaro e conceder benefícios a Vorcaro é objeto do pedido de investigação.

Suspeita de promessa de liberdade

De acordo com a CBN, Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, afirmou ter recebido relatos de que Vorcaro teria sido estimulado a dizer que financiou um documentário sobre o presidente Lula mediante a promessa de contrapartidas judiciais.

Entre os benefícios supostamente oferecidos estariam a soltura do pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, após o segundo turno, e a possibilidade de Daniel deixar a prisão na virada do ano, passando ao regime domiciliar com tornozeleira eletrônica.

O pedido busca esclarecer a origem dessas informações e verificar se houve uma tentativa de manipular o processo eleitoral com relatos falsos.

“Isso é criminoso, é leviano”

Carvalho negou que Vorcaro tenha financiado o documentário Lula, lançado em 2024 e dirigido pelo cineasta Oliver Stone. Também denunciou uma tentativa de equiparar o suposto financiamento aos pedidos de colaboração financeira feitos por Flávio Bolsonaro para um filme sobre sua família.

“Relatos que são absolutamente e indiscutivelmente falsos. Atribuindo ao ministro de Estado responsabilidade por um pedido que nunca ocorreu, tentando igualar situações que não podem ser igualadas. Colaborações que foram oferecidas do ponto de vista financeiro para o Flávio Bolsonaro e para a sua família a pretexto de colaborar com o filme. E supostas outras colaborações que haviam sido feitas em razão de um filme organizado por Oliver Stone para homenagear o presidente Lula. Isso é criminoso, é leviano e a Polícia Federal tem que investigar”, declarou.

A reportagem falsa de Veja atribuiu a Vorcaro registros que indicariam pagamentos de até R$ 30 milhões relacionados à produção audiovisual e a repasses para o Instituto Lula.

PF nega depoimento e entrega de material

Em nota divulgada na sexta-feira (9), a Polícia Federal esclareceu que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado pela revista e tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo descrito na publicação.

A PF informou ainda que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa do investigado não foram acolhidas por descumprirem os requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento dos advogados.

Na mesma nota, a instituição confirmou o recebimento de uma notícia-crime com pedido de providências urgentes sobre a reportagem. O expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das medidas de polícia judiciária. O comunicado não identificou o autor dessa notícia-crime.

Segundo a CBN, a defesa de Daniel Vorcaro foi procurada, mas não havia respondido até a publicação da reportagem. Caberá à Polícia Federal analisar o pedido do Prerrogativas e apurar as suspeitas de informações falsas e de promessas de benefícios judiciais. - 247.


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Lula convoca apoiadores a participar de canal no WhatsApp, que já registra 1 milhão de seguidores (vídeo)

Após ato na avenida Paulista, presidente convida brasileiros a acompanhar as novidades no “Canal do Lula” e participar da mobilização digita...