quinta-feira, 31 de março de 2022

PoderData: Lula tem 41% contra 32% de Bolsonaro; distância no 2º turno é de 12 pontos

As variações de Lula e Bolsonaro, no primeiro e segundo turno, estão dentro da margem de erro. Levantamento aponta estabilidade do cenário eleitoral

Bolsonaro e Lula (Foto: Reuters | Ricardo Stuckert)

Pesquisa telefônica do PoderData divulgada nesta quarta-feira (30) mostra novamente estabilidade no cenário eleitoral brasileiro. O ex-presidente Lula (PT) permanece na liderança, com 41% das intenções de voto no primeiro turno.

Em seguida aparece Jair Bolsonaro (PL), com 32%. A distância é de 9 pontos percentuais. Em relação ao levantamento anterior (BR-00835/2022), divulgado em 16 de março, Lula oscilou 1 ponto para cima e Bolsonaro 2 para cima. O crescimento de ambos, porém, está dentro da margem de erro, de 2 pontos percentuais.

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2º turno

O ex-presidente Lula segue como favorito para vencer o pleito em um eventual segundo turno contra Bolsonaro. O petista tem 50% das intenções de voto contra 38% de Bolsonaro. A distância é de 12 pontos percentuais.

No levantamento anterior, Lula tinha os mesmos 50% e Bolsonaro 36%. Numericamente, a vantagem de Lula sobre Bolsonaro é a menor registrada em 2022, mas o crescimento do atual chefe do governo está novamente dentro da margem de erro. 

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A pesquisa, realizada por telefone entre 27 e 29 de março, ouviu 3.000 pessoas. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-06661/2022. Brasil247



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Rússia anuncia cessar-fogo local em Mariupol na 5ª feira para retirada de civis

 CESSAR-FOGO  

Foto: FADEL SENNA / AFP

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que vai instaurar um "regime de silêncio", ou seja, um cessar-fogo local, a partir das 10h00 (04h00 em Brasília) de quinta-feira (31), na sitiada cidade portuária ucraniana de Mariupol, para evacuar civis.

Segundo a fonte, esta medida deve facilitar a abertura de um corredor humanitário para a cidade ucraniana de Zaporizhzhia. 

"Para que esta operação humanitária tenha sucesso, propomos realizá-la com a participação direta de representantes do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados [Acnur] e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha [CICV]", acrescentou o ministério no comunicado.

O ministério russo pede que a Ucrânia garanta o "respeito incondicional" do cessar-fogo local por meio de uma notificação escrita enviada à parte russa, ao Acnur e ao CICV antes das 06h00 (00h00 em Brasília) de quinta-feira.

A Rússia pede que o exército ucraniano se comprometa a garantir a segurança das caravanas de ônibus que circularão ao longo do itinerário estabelecido para esse corredor.


Bolsonaro escolhe Anderson Correia como ministro da Educação

Anderson Correia, apoiado pelo Centrão, é reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ex-presidente do Capes e engenheiro civil.

(Foto: José Cruz/Agência Brasil/Divulgação)

Jair Bolsonaro escolheu o novo ministro da Educação, que substituirá Milton Ribeiro, demitido por conta do escândalo do gabinete paralelo formado por pastores no MEC. Será Anderson Correia, reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ex-presidente do Capes e engenheiro civil. A informação é de Lauro Jardim, no jornal O Globo. 

Seu nome foi apoiado pelo Centrão e agrada aos evangélicos, que já haviam indicado Correia quando Abraham Weintraub caiu.

O anúncio oficial ocorrerá nesta quinta-feira, 31, dia em que vários outros ministros se despedirão dos seus cargos para disputar as eleições de outubro. 247


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terça-feira, 29 de março de 2022

Datafolha: entre jovens de 16 a 24 anos, Lula tem 51% contra 43% da soma de todos os demais

Pelo índice registrado entre os jovens, o ex-presidente venceria o pleito com facilidade já no primeiro turno

(Foto: Ricardo Stuckert)


O ex-presidente Lula (PT), líder em todas as pesquisas eleitorais, tem a liderança entre todas as faixas etárias, mas maior vantagem é entre os jovens, mostra o Datafolha.

Lula tem a preferência de 51% dos jovens entre 16 e 24 anos. Jair Bolsonaro (PL), principal adversário do petista, tem a preferência de 22% da mesma fatia do eleitorado. Pelo eleitorado jovem, portanto, Lula venceria com folga o pleito já no primeiro turno.

A menor vantagem de Lula é entre os maiores de 60 anos: 39% contra 29% de Bolsonaro. Os maiores de 45 anos são os que mais apoiam Bolsonaro, mas ainda sim a preferência por Lula é maior.


A pesquisa, contratada pela Folha de Manhã, ouviu 2556 pessoas presencialmente entre 22 e 24 de março. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08967/2022. 247


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segunda-feira, 28 de março de 2022

Milton Ribeiro pede exoneração do MEC, após escândalo de gabinete paralelo

O titular da Educação vinha sendo pressionado a deixar o cargo após admitir a atuação de um gabinete paralelo na pasta

Milton Ribeiro, ministro da Educação (Foto: ISAC NOBREGA/PR)

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, pediu exoneração, de acordo com informação publicada pela CNN Brasil nesta segunda-feira (28). A exoneração, assinada por Jair Bolsonaro, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. 

O titular do MEC foi alvo de pressão após admitir que, na liberação de verbas para ações na educação, o governo Jair Bolsonaro prioriza prefeituras com pedidos intermediados por dois pastores - Gilmar Santos e Arilton Moura.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, havia pedido a abertura de inquérito para investigar o ministro.

A ministra Cármen Lúcia será a relatora do inquérito no STF que investigará o agora-ex-titular do MEC. 247


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Bolsonaro decide demitir presidente da Petrobrás

                  

Esta é a segunda troca na Petrobras em um ano, tendo a mesma causa: o preço dos combustíveis

Joaquim Silva e Luna e Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)

Jair Bolsonaro decidiu demitir o presidente da Petrobrás, Joaquim Silva e Luna, nesta segunda-feira, 28, segundo integrantes do governo, em meio à pressão por conta do aumento no preço dos combustíveis e depois de diversas críticas feitas pelo governo e pelo Congresso à estatal.

Segundo O Globo, o anúncio ainda não foi feito, mas isso deve ser confirmado nas próximas horas, de acordo com interlocutores do Palácio do Planalto.

De acordo com fontes próximas ao governo federal, o economista Adriano Pires, especialista do setor de óleo de gás, é o mais cotado para assumir o cargo.

Esta é a segunda troca na Petrobras em um ano, tendo a mesma causa: o preço dos combustíveis.

O primeiro presidente da Petrobrás na gestão Bolsonaro, Roberto Castello Branco deixou o cargo em fevereiro do ano passado, sendo substituído pelo general da reserva Silva e Luna -- que, até então, comandava a parte brasileira de Itaipu.

Com menos de um ano efetivamente no cargo, Silva e Luna deixa o posto após Bolsonaro discordar da política de preço da estatal. Essa política repassa para o mercado interno as variações do dólar e do barril de petróleo. Este último disparou, por conta da guerra na Ucrânia, fazendo aumentar a pressão por reajustes nos combustíveis no país.

As sanções ocidentais à Rússia causadas pelo conflito na Ucrânia fizeram o barril de petróleo disparar num primeiro momento (mesmo que agora esse valor já tenha voltado ao nível pré-guerra).

Por conta desse aumento, a Petrobrás anunciou uma alta de 18,77% na gasolina e de quase 25% no óleo diesel, gerando uma insatisfação generalizada no governo e no Congresso. -Agenda do Poder


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Lollapalooza recorre de decisão do TSE que proibiu manifestações políticas

                     Por: Talita de Souza/Por: Correio Braziliense

                                                                      Foto: Reprodução/Instagram

A T4F Entretenimento, empresa organizadora do festival Lollapalooza, recorreu da decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Raul Araújo que proibiu manifestações políticas durante os shows do evento. Em um recurso de 16 páginas, a instituição fez uma severa defesa pela democracia e afirmou que “as manifestações representam o exercício regular da liberdade de expressão” e que devem ser “objeto de discussão pública, livre e insuscetível de censura”.

A empresa também afirmou que não contratou os artistas com o objetivo de promover um evento de cunho eleitoral e que, por isso, não deve ser penalizada pelas “escolhas livres” de cada cantor. A decisão do TSE prevê R$ 50 mil de multa para a organizadora do festival por cada manifestação. A liberdade de falar e agir foi defendida pela T4F, que informou que cada artista deve e pode opinar sobre questões políticas.

“De Caetano Veloso a Vanessa Da Mata, passando por Wagner Moura, Anitta, muitos vem manifestando sua oposição ao Presidente Jair Bolsonaro, sem que daí se tenha extraído nada mais do que manifestações regulares de opinião e crítica, salutares no regime democrático. Tais manifestações devem ser admitidas, desde que a manifestação seja espontânea”, pontua.

A empresa também afirma que “políticos que hoje se apresentam como pretensos candidatos à presidência, inclusive o presidente Jair Bolsonaro, são constantemente objeto de análises, positivas e negativas”, o que “é natural em uma democracia”.

A T4F também afirmou que por ser um espaço que recebe artistas de todos os pensamentos e ideais políticos, é natural que haja manifestações, o que é a essência de eventos culturais. Assim, a empresa defende que não se pode desejar que eventos do tipo sejam “absolutamente neutros”.

“Não se pode querer transformar os eventos culturais em movimentos absolutamente neutros, sem participação política, sem que os legítimos interesses políticos sejam expressos, ou seja, não se pode querer que os diversos eventos sociais não possam ter uma participação ativa nas questões eleitorais.

Por fim, a empresa reafirma que não podia deter a ação dos artistas e que, por isso, não deve ser multada pelas manifestações. “A T4F não incidiu em propaganda eleitoral, não contratou ou remunerou qualquer artista para fazer “campanha política” para quem quer que seja, não havendo sentido na decisão proferida, que aplica penalidade a empresas desconhecidas, por conta de manifestações de caráter pessoal de responsabilidade exclusiva dos artistas”, defendeu.

‘Censura’, classificam cantores e famosos sobre decisão do TSE
A proibição de manifestações políticas no festival Lollapalooza causou revolta no meio artístico. Cantores e artistas se pronunciaram ao longo deste domingo (27/3) contra a decisão do ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL) e definiu multa de R$ 50 mil para quem infringir a determinação. Entre os famosos, o consenso é de que há uma ‘censura’ em curso.

A cantora mais ouvida do mundo, Anitta, disse que “não existe isso de proibir um artista de expressar publicamente a infelicidade dele perante o governo atual”. “Isso é censura, isso é 1900 e bolinha, onde o povo não podia fazer nada. A gente não quer voltar a estaca zero, não, pelo amor de Deus”, disse a dona do hit Envolver.

Anitta também declarou que vai “lutar contra todas as armas” dela e se comprometeu a cobrir as multas dos amigos que quiserem se manifestar contra Bolsonaro (PL). “Ah vai botar multa de não sei quantos, então a gente paga querido. Diz aí amigos que quiserem se manifestar, eu pago a multa de vocês”, finalizou.

O apresentador Luciano Huck também criticou a decisão. Ele relacionou a determinação com o Ato Institucional 5 (AI-5), de dezembro de 1968, considerado um dos mais duros da ditadura e que, além de fechar o Congresso Nacional e vetar as instituições democráticas, proibiu centenas de filmes, peças, livros e canções. Em resumo, toda e qualquer manifestação política contrária ao regime da época, do general Arthur da Costa e Silva.

“Num festival de música, quem decide se vaia ou aplaude a opinião de um artista no palco é a plateia e não o TSE. Ou ligaram a máquina do tempo, resgataram o AI-5 e nos levaram a 1968?”, criticou Huck.


Sim, o presidente Lula merece um quarto mandato e tem o apoio do Brasil 247

A reconstrução foi o primeiro passo. O próximo é transformar o país, com melhores empregos, mais igualdade, mais tecnologia e mais soberania...