Um tribunal de Minnesota, condenou nesta sexta-feira (25) o ex-policial, Derek Chauvin, a 22,5 anos de prisão, mais de um ano após ele ter sido filmado pressionando o joelho contra o pescoço do afro-americano George Floyd, apesar do mesmo repetir frequentemente que não conseguia respirar.
O juiz Peter Cahill disse ao tribunal que Chauvin seria sentenciado a ficar aproximadamente 270 meses atrás das grades, uma sentença que equivale a cerca de 22,5 anos. Ele receberá crédito na sentença pelos 199 dias que já passou sob custódia.
"Esta [determinação] é baseada em seu abuso de uma posição de confiança e autoridade, e também de crueldade particular demonstrada a George Floyd", declarou Cahill durante o processo, acrescentando que o condenado está proibido de possuir armas de fogo, munições ou explosivos "para o resto" de sua vida.
De acordo com as leis estaduais, Chauvin também deve se registrar como criminoso predatório.
O juiz manteve sua declaração breve, observando que liberará um memorando de 22 páginas que fornecerá uma explicação legal sobre sua decisão de condenação. (Sputnik).
Virtualmente, presidentes de 11 partidos da direita se reuniram neste sábado, 26, e decidiram contra o voto impresso, pauta discutida no Congresso por pressão do governo Jair Bolsonaro. Entre os presidentes partidários que se colocaram contra o voto impresso, estão aliados do governo, como Ciro Nogueira (PP), Marcos Pereira (Republicanos) e Valdemar Costa Neto (PL).
Além destes, estavam presentes Luciano Bivar (PSL), ACM Neto (DEM), Baleia Rossi (MDB), Gilberto Kassab (PSD), Paulinho da Força (Solidariedade), Bruno Araújo (PSDB), Luís Tibé (Avante) e Roberto Freire (Cidadania).
“O principal objetivo é mandar um recado claro de que esses partidos são contra mudanças no sistema eleitoral. Vamos trabalhar junto ao Congresso para que não haja alteração. Uma mudança pode colocar em xeque todo o sistema eleitoral brasileiro e também nossa democracia. Imagina a instabilidade que o Brasil pode viver com vários pedidos de recontagem. Nosso sistema eleitoral é um dos mais confiáveis do mundo, não tem porque mexer”, disse ACM Neto à coluna de Bela Megale n’O Globo.
Luis Miranda e Jair Bolsonaro / Covaxin (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados | Reuters)
Uma informação revelada em meio às mais de sete horas de depoimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, à CPI da Covid nesta sexta-feira (25) recebeu pouca atenção. O parlamentar insinuou ter uma gravação de Jair Bolsonaro no caso de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin.
Ao dizer aos senadores que Bolsonaro teria dito o nome de um deputado durante o encontro no Palácio da Alvorada, onde ele e seu irmão foram revelar as suspeitas no contrato da vacina, Luis Miranda alegou não se lembrar de quem era. Questionado mais de uma vez, insistiu que não se lembrava do nome do deputado.
“Esse deputado tem relação com a base do governo?”, indagou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Tem”, respondeu Luis Miranda. Em seguida, indagado por Omar Aziz (PSD-AM) se o parlamentar citado continuava a fazer parte da base até hoje, respondeu que não se lembrava exatamente quem era a pessoa. “São 513 deputados, é complicado lembrar o nome de todos”.
“Mas eu posso lembrar. A senadora perguntou ‘o senhor gravou a conversa?’. Eu tinha mania de gravar algumas conversas, mas… eu gravava… Posso procurar a gravação, assim o presidente não poderia me desmentir”, declarou ainda. Horas depois, o depoente acabou admitindo que se tratava do líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR).
Neste sábado (26), em entrevista ao Antagonista, Luis Miranda foi indagado se não temia que, em algum momento, nos próximos dias, ficasse a palavra dele contra a do presidente.
“Aí ele vai ter a surpresa mágica. Se ele fizer isso, vou ter que fazer algo que nunca um parlamentar deve fazer com um presidente. Aí ele vai ficar constrangido. Muito. Porque eu tenho como provar. Mas na hora certa”, respondeu. O deputado acrescentou ter como provar que Bolsonaro “escutou tudo” o que ele falou para o presidente. “É melhor ele não fazer isso, é desnecessário, é uma loucura, esquece 2022. Porque aí vai ter um Brasil inteiro descobrindo que ele mentiu”.
Ao lado do irmão, autor da denúncia no contrato da Covaxin, o parlamentar relatou ainda, possivelmente em referência à live feita por Bolsonaro nas redes sociais depois do depoimento na CPI: “Ontem ele teve uma falha na fala que eu e meu irmão falamos assim… ‘cara, ele não tá acompanhando o caso’”.
Em outra declaração na entrevista, o deputado insinuou a possibilidade de o irmão ter gravado a conversa no Alvorada. “Tinham duas pessoas na sala. Com ele três. Eu como parlamentar não gravaria o presidente”. (Brasil247).
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert)
Pesquisa presencial do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), divulgada nesta quinta-feira (24), apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 41% dos votos entre os eleitores evangélicos, contra 32% de Jair Bolsonaro. Entre os católicos, a vantagem do petista é ainda maior (52% a 20%). A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.
De acordo com a pesquisa, levando em consideração os eleitores de um modo geral, Lula venceria no primeiro turno, com 49% dos votos, 26 pontos percentuais à frente de Bolsonaro (23%). O petista teria 11 pontos percentuais a mais do que a soma de seus possíveis adversários.
As estatísticas mostraram que a reprovação (ruim/péssimo) ao governo chegou a 50%, um aumento de 11 pontos percentuais na comparação com a última pesquisa, divulgada em fevereiro.
Foram entrevistadas presencialmente 2.002 pessoas em 141 municípios brasileiros, entre os dias 17 e 21 de junho de 2021. A margem de erro foi estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Brasil247.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, anunciou, neste sábado, 26, que a comissão no Senado vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jair Bolsonaro por crime de prevaricação, pois ele sabia que seu líder na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP), estava envolvido em esquema de corrupção relacionado à Covaxin, mas deixou acontecer.
Em entrevista à Globo, Randolfe anunciou também que irá apresentar uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) na próxima segunda, 28, apontarando indícios de que Bolsonaro cometeu crime de prevaricação. A PGR deverá avaliar se pede autorização do STF para investigar o presidente.
“Estamos diante do seguinte fato: um servidor público concursado e seu irmão deputado federal levam ao presidente da República a notícia de que há um crime de corrupção em curso. O presidente da República informa que tem conhecimento do autor, e que se trata do seu líder na Câmara dos Deputados. Mesmo comunicado, o presidente da República não toma nenhuma providência – não instaura inquérito, não pede investigação, nada”, afirmou Randolfe.
“Diante deste grave acontecimento, estarei representando na segunda-feira à Procuradoria-Geral da República para dar notícia de crime de prevaricação cometido pelo senhor presidente da República. Este crime até aqui é o mínimo a ser apurado. Eu tenho certeza que a CPI apurará muito mais além disso”, adicionou o vice-presidente da comissão.(247).
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o Movimento Virada Feminina e a Casa Venezuela, com o apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM), lançaram, nesta sexta-feira (25), o programa de inclusão socioeconômica Beleza Além das Fronteiras. Serão 200 mulheres venezuelanas e imigrantes de países vizinhos beneficiadas com a ação inicialmente.
Segundo o ministério, a iniciativa tem o objetivo de investir na autonomia econômica dessas mulheres com a inserção no mercado da beleza e integração no Brasil. As candidatas participarão de curso de assistente de cabeleireiro, de preparação para inclusão no mercado de trabalho e de treinamento para entrevistas. Elas terão apoio também para abertura do registro como Microempreendedor Individual (MEI).
As mulheres participantes receberão um kit de prevenção contra a covid-19 e um kit com equipamentos para a atividade profissional. Elas terão também acesso a informações sobre enfrentamento da violência contra a mulher, desenvolvimento de microempresas, informações financeiras, promoção da saúde da mulher e direitos trabalhistas.
No evento de lançamento do programa, na noite desta sexta-feira, na capital paulista, a ministra Damares Alves disse aos presentes que “quem nunca foi lá na [Operação] Acolhida precisa ir, vocês precisam ir lá”, referindo-se no local de entrada dos venezuelanos no Brasil, região de fronteira entre os dois países, em Roraima. “É emocionante ir lá, vocês precisam ir lá. E, quando vocês chegarem lá, vocês vão perceber que tenda não é lar, acampamento não é lar e a gente precisa ajudar a interiorizar.”
Damares disse o número de pessoas interiorizadas ultrapassaram 52 mil. “Nós estamos fazendo isso porque se fosse ao contrário esse povo incrível, que é o povo venezuelano, estaria nos acolhendo lá, nós precisamos acolher desta forma, com dignidade”, disse. (Por Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil - São Paulo ).
Em entrevista à TV 247, o advogado Cristiano Zanin Martins, que atua na defesa do ex-presidente Lula, debateu a aplicação da Lei de Práticas de Corrupção no Exterior (FCPA em inglês) pelos Estados Unidos a outros países. A regra, que pode até soar como positiva na medida em que se apresenta como uma iniciativa de combate à corrupção a nível global, é, na verdade, segundo o especialista, um instrumento norte-americano de expansão de seus poderes e arrecadação.
Zanin questiona a legitimidade dos Estados Unidos para agirem como órgão fiscalizador de outras nações. “Qual a legitimidade dos Estados Unidos atuarem em outros países, sobretudo de que forma será essa atuação? Será de modo informal, como vimos acontecer na Lava Jato? Será que esse combate à corrupção não é apenas um pretexto para que haja a intervenção dos Estados Unidos em outros países?”.
Como argumento, o advogado esclarece que o Brasil já é responsável por cerca de 30% de toda a verba arrecadada pelos Estados Unidos por meio da FCPA, que financia políticas internas estadunidenses. “Quando você pega essa lei chamada FCPA, que é uma lei norte-americana de 1977 que busca punir a prática de suborno no exterior, ela está sendo utilizada há muito tempo pelos Estados Unidos para expandir a sua jurisdição em outros países, inclusive no Brasil. Nos últimos anos, o Brasil acabou pagando elevadas multas para os Estados Unidos a partir da aplicação desta lei. Nós chegamos a responder por cerca de 30% da arrecadação dos Estados Unidos baseada nesta lei”.
“A primeira providência, a meu ver, é a conscientização de autoridades brasileiras de que nós não podemos agir como verdadeiros agenciadores dos interesses norte-americanos. Os americanos têm todo um sistema, eles sabem muito bem defender seus interesses. Não estou aqui fazendo críticas ao modelo americano. Estou, na verdade, fazendo críticas muito mais à atuação das autoridades brasileiras, que se subordinaram aos interesses norte-americanos, sobretudo nos últimos tempos. E a Lava Jato é um exemplo claro de como isso aconteceu”, avaliou. (247).