sábado, 10 de abril de 2021

Homens invadem rádio em Pernambuco e ameaçam agredir radialista que criticou Bolsonaro (vídeo)

 

(Foto: Reprodução)

Quatro homens invadiram um estúdio de rádio no município de Santa Cruz do Capibaribe, na noite de terça-feira, 6, e ameaçaram agredir o radialista Júnior Albuquerque, que criticou o desgoverno de Jair Bolsonaro em relação à pandemia da Covid-19, segundo o Jornal do Comércio.

O radialista declarou ao jornal que "fazemos um programa opinativo todas as terças-feiras na Rádio Comunidade, em Santa Cruz. Há algumas semanas entrou em pauta as quase 300 mil mortes por Covid-19 no Brasil (na época ainda não havíamos superado esta triste marca) e eu fiz um comentário opinativo, onde expus que no meu ponto de vista”. 

“Hitler não era o único culpado do genocídio que aconteceu na Alemanha, pois quem o apoiou e quem se calou também teve sua parcela de culpa. Assim como no Brasil, em relação à Covid-19, os eleitores de Bolsonaro que concordam com a política sanitária que ele vinha fazendo, também iam ter culpa e a história ia dizer isso", explicou.

"Eu disse que queria que esse pessoal fosse até a rádio pra gente debater e eles me explicarem o motivo de tanta raiva e também me mostrarem o que foi que o presidente deles fez de bom. Quando foi ontem eles invadiram o estúdio da rádio e me ameaçaram", disse. (Brasil247).


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sexta-feira, 9 de abril de 2021

País pobre do Himalaia, Butão conseguiu imunizar mais de 60% de sua população em apenas uma semana

 

Butão tem 23% do seu povo abaixo da linha da pobreza, mas teve sucesso na imunização (Foto: Reprodução/Facebook)

País pobre do Sudeste asiático, o Butão já imunizou 62% de sua população em apenas uma semana. Foram aplicadas 469.664 doses da vacina Oxford-AstraZeneca, produzidas pelo Instituto Serum e doadas pela Índia. Desde o início da pandemia, o país registrou 887 casos e apenas um morto, de acordo com informações publicadas pela jornalista Sandra Cohen, em sua coluna no portal G1. 

Reino budista no extremo leste do Himalaia, o Butão tem 23% de seus habitantes abaixo da linha da pobreza. A população de 778 mil pessoas tem apenas 337 médicos e só uma máquina para testar amostras do vírus.

A pandemia do novo coronavírus tinha potencial para arrasar o Butão, que faz fronteira com a China e a Índia. 

O governo do país decretou uma rigorosa quarentena de 21 dias a quem ingressasse no país. Foi montado um plano de rastreamento de contatos de pessoas infectadas.

Autoridades locais também distribuíram kits com desinfetantes, máscaras e analgésicos, doados pela Índia, que compra energia hidrelétrica do Butão.

"Pequena e pobre nação asiática, o Butão deu uma lição de eficiência nos países mais desenvolvidos do mundo", disse a colunista. (247).


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Em nota, líderes de vários partidos defendem STF e apontam crime de responsabilidade de Bolsonaro

 

(Foto: Divulgação)

Nós, líderes de partidos políticos e blocos parlamentares comprometidos com a defesa da Constituição de nossa República, vimos a público para declarar:

1. No Estado Democrático de Direito em que se constitui nossa República (art. 1º CF), ataques e ameaças à independência do Poder Judiciário são inadmissíveis. Tal conduta é, a tal ponto grave, que foi tipificada como crime de responsabilidade pela lei 1.079/1950, em seu artigo 6º, VI: “usar de violência ou ameaça, para constranger juiz, ou jurado, a proferir ou deixar de proferir despacho, sentença ou voto, ou a fazer ou deixar de fazer ato do seu ofício”.

2. Eventuais inconformismos com decisões judiciais podem ser manifestados através de críticas, jamais de ameaças ou ações que tenham por objetivo constranger ou intimidar um juiz.

3. A decisão do Ministro Barroso, do Supremo Tribunal Federal, consistiu na aplicação de uma jurisprudência muito consolidada naquela Corte, como vários precedentes podem atestar. Não houve qualquer inovação ou casuísmo.

4. Em um momento gravíssimo como esse que nosso país atravessa, com milhares de brasileiros morrendo diariamente vítimas de Covid, é inacreditável que o governo federal se dedique a atacar outro Poder, em vez de investir todo o seu tempo e energia na busca de vacinas, leitos, medicamentos e oxigênio para nosso povo.

5. Quando tomamos posse de nossos mandatos parlamentares, juramos defender a Constituição. Isso significa, entre outras tarefas, garantir a independência dos Poderes constituídos. Permaneceremos vigilantes e unidos, de modo a cumprir plenamente o juramento que fizemos.

Declaração do líder do bloco da minoria, deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ):

"Bolsonaro está alimentando uma nova crise institucional com o STF para tentar desviar o foco da CPI da Covid e das investigação pelo Congresso Nacional dos crimes que ele comete na pandemia. O ataque do presidente ao ministro Barroso, que apenas determinou o cumprimento é sinal de desespero e confissão de culpa." (NOTA DOS LÍDERES DA OPOSIÇÃO SOBRE OS ATAQUES DE BOLSONARO AO STF).

Assinam:

Dep Alessandro Molon (PSB/RJ) – Líder da Oposição na Câmara

Dep. Marcelo Freixo (PSOL/RJ) – Líder da Minoria na Câmara

Dep. Arlindo Chinaglia (PT/SP) – Líder da Minoria no Congresso

Sen. Randolfe Rodrigues (Rede/AP) – Líder da Oposição no Senado

Sen. Jean Paul Prates (PT/RN) – Líder da Minoria no Senado

Dep. Elvino Bohn Gass (PT/RS) – Líder do PT

Dep. Isnaldo Bulhões (MDB/AL) – Líder do MDB

Dep. Danilo Cabral (PSB/PE) – Líder do PSB

Dep. Wolney Queiroz (PDT/PE) – Líder do PDT

Dep. Talíria Petrone (PSOL/RJ) – Líder do PSOL

Dep. Renildo Calheiros (PCdoB) – Líder do PCdoB

Dep. Alex Manente (CID/SP) – Líder do Cidadania

Dep. Joenia Wapichana (Rede/RR) – Líder da Rede


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Racista que ofendeu entregador em Valinhos volta a atacar em Campinas (vídeo)

 

(Foto: Reprodução)

O homem racista que atacou entregador negro em Valinhos (SP) no ano passado ofendeu novamente neste semana. Ele agrediu verbalmente os donos de um mercado que fica na Avenida Doutor Eduardo Pereira de Almeida, no bairro Real Parque, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas.

Vídeo gravado mostra o homem chamando o outro de preto e dizendo que ele era nórdico. “Você tem inveja disso”, apontando para a própria pele, igual fez com o entregador em Valinhos.

No vídeo, ele também xinga uma pessoa de lixo, otário e palhaço.

Racista é denunciado por discriminação

Em dezembro, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por discriminação de raça e cor. No dia 31 de julho, Matheus Abreu Almeida Prado Couto chamou o entregador Matheus Pires Barbosa de “lixo e semianalfabeto”.

O motoboy estava em um condomínio da cidade, quando solicitante do serviço, o contabilista Couto, o chamou de "lixo e semianalfabeto" e afirmou que o jovem teira “inveja de sua cor". O ataque foi registrado em vídeo por um dos moradores do condomínio.

Segundo a promotora Regina Mondin os termos ofensivos foram utilizados "com a intenção não só de desqualificar e humilhar o entregador, mas de afirmar sua superioridade e subjugar todos os integrantes da população negra".

Couto agiu "com a mesma intenção discriminatória de raça e cor, em menosprezo à população negra, cuspiu no entregador e, com deboche, imitou um macaco/gorila, batendo em seu próprio peito e fazendo sinais e sons, comportando-se como o animal".

O MP-SP pediu que ele seja obrigado a pagar valor a ser determinado pelo Judiciário para reparação dos danos morais causados à vítima e à coletividade. A Polícia Civil de SP também abriu um inquérito para investigar a acusação de injúria racial. (Brasil247).


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De forma unânime, todos os governadores do Nordeste condenam agressão de Bolsonaro ao STF e dizem que o Brasil exige respeito

 

Governadores do Nordeste (Foto: Handson Chagas)

Nós, governadores do Nordeste, vítimas recorrentes de ataques injustificáveis promovidos pelo Presidente da República, vimos tornar público o nosso repúdio à sua mais nova agressão, que agora escolhe também o Ministro Luís Roberto Barroso e o Supremo Tribunal Federal como alvos da sua postura virulenta e destrutiva.

É absolutamente inaceitável ver o nosso país enfrentar uma crise tão profunda, que tem provocado tantas perdas, em meio à insana tentativa de criar falsas guerras, sem argumentos, apenas falácias e acusações vazias, além de destemperadas.

A nossa luta é pela vida e a superação de um quadro gravíssimo, que vem se transformando em tragédia. Não pode existir outro foco que não seja a união de esforços em torno de soluções.

O país precisa de uma ação coordenada e solidária, não de omissões e desorientações.

O Brasil precisa dos cuidados, da ciência, da orientação correta, da vacina. Infelizmente, enquanto lutamos para imunizar as pessoas, não estamos imunes ao descontrole e à inação de quem lidera o governo federal, diariamente fomentando e acentuando novas crises, sem foco na principal: a pandemia.

Não se pode jogar com a vida, fazer dela objeto de meros discursos em busca de isenção.

O Brasil merece e exige respeito.

Nordeste do Brasil, 09 de abril de 2021.

Assinam a nota Wellington Dias (PI), Renan Filho (AL), Rui Costa (BA), Camilo Santana (CE), Flávio Dino (MA), João Azevedo (PB), Paulo Câmara (PE), Fátima Bezerra (RN) e Belivaldo Chagas (SE). (NOTA OFICIAL DO CONSÓRCIO NORDESTE).


CASO HENRY BOREL - Mãe de Henry pode ser responsabilizada por omissão, afirmam criminalistas

Trocas de mensagens com a babá da criança indicam que Monique sabia que Henry era agredido pelo padrasto

Vereador Dr. Jairinho e Monique Medeiros, mãe de Henry Borel - Foto: Reprodução/TV Record

Presa temporariamente sob suspeita de envolvimento na morte do filho Henry Borel, de 4 anos, a professora Monique Medeiros, 32, poderá responder por homicídio qualificado caso o juízo entenda que há indícios de que ela foi omissa, segundo criminalistas consultados pela reportagem.

Seu namorado, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho (Solidariedade), 43, é apontado pela investigação como o autor das agressões que resultaram na morte do menino. Trocas de mensagens com a babá da criança indicam que Monique sabia que Henry era agredido pelo padrasto.

O Código Penal prevê no artigo 13 que a responsabilização penal pode ocorrer por ação ou omissão. A omissão é considerada relevante quando a pessoa deveria e poderia agir para evitar o resultado. Como responsável de Henry, Monique tinha a obrigação legal de protegê-lo.

"Em algumas situações a omissão é tão grave que a pessoa responde como se tivesse agido. O pai e a mãe têm um dever de vigilância. Se houver a menor suspeita de que algo está acontecendo de errado, é necessário tomar uma atitude para evitar problemas maiores", afirma o advogado João Paulo Martinelli, professor de processo penal no Ibmec-SP.

O criminalista Conrado Gontijo, doutor em direito penal pela USP, ressalta que, para haver a condenação de Monique, a acusação terá que provar que houve uma omissão concreta, especificamente em relação ao episódio da morte de Henry.
"É uma omissão concreta, não é hipotética. Tem que ser relacionado ao evento específico, naquele dia, naquela hora, o que ela poderia ter feito para parar aquela agressão", diz.

A dinâmica da morte de Henry e o momento em que as lesões foram produzidas ainda não ficaram claros. O laudo de necropsia não é definitivo quanto ao tempo das equimoses ou roxos na pele da criança, que podem ter ocorrido de 12h a 48h antes, e diz que "não há sinais de maus tratos, crônicos ou não".

Segundo Gontijo, a suposta lesão corporal narrada na troca de mensagens com a babá um mês antes da morte do menino não pode ser objeto de um futuro processo. Portanto, tampouco pode ser julgada eventual omissão de Monique no episódio. Isso porque, para a sua comprovação, teria sido necessário fazer o exame de corpo de delito naquele dia, o que não ocorreu.

Monique e Jairinho foram presos temporariamente na quinta-feira (8), sob suspeita de homicídio qualificado, após decisão judicial favorável a representação movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O órgão pediu a prisão por 30 dias, já que o crime é considerado hediondo.

Monique foi levada ao Instituto Penal Ismael Sirieiro, presídio feminino em Niterói, e Jairinho ao Complexo de Gericinó, em Bangu (zona oeste do Rio). Ela deverá ficar isolada das outras presas por questão de segurança, mesmo após a quarentena de 14 dias devido à pandemia. A reportagem apurou que o presídio detectou risco de agressão por outras detentas.

Uma possível linha de defesa para Monique seria argumentar que estava sob ameaça de Jairinho, possibilidade até o momento negada pela Polícia Civil. O vereador e o pai já foram investigados por suposto envolvimento com as milícias, mas não foram coletadas provas suficientes para incriminá-los.

Se Monique conseguisse provar que estava impedida de agir, sua omissão no assassinato poderia restar afastada, segundo criminalistas. Para isso, ela teria que desmentir depoimento anterior, no qual afirmou que Jairinho não agredia o filho.
Os advogados avaliam que o pai de Henry, Leniel Borel, fez tudo o que poderia para defender o menino com os elementos que tinha. Nesta sexta (9) ele disse ao jornal O Globo que chegou a ouvir do menino "o tio machuca", na presença da avó materna e da babá em uma videochamada cinco dias antes da morte. A avó teria dito que era coisa da sua cabeça.

A babá Thayná Ferreira, 25, e a empregada da casa, Leila Rosângela Mattos, 57, também poderão ser responsabilizadas criminalmente no futuro, mas por falso testemunho, caso isso seja provado, segundo o que a polícia e a Promotoria indicaram até aqui.

Ambas afirmaram em depoimento à polícia que nunca notaram nada de anormal na relação entre o casal e o menino, o que vai de encontro às mensagens encontradas no celular de Monique. Nelas, Thayná conta que Jairinho se trancou no quarto com o menino, que depois saiu mancando e com dor na cabeça.

"Ficou bastante evidenciado que ela [a babá] mentiu para a gente. Ao invés de narrar qualquer incidente, falou que a relação da família era harmoniosa", afirmou o delegado Henrique Damasceno, acrescentando que as razões para isso ainda serão apuradas.

A situação da faxineira ainda é incerta. Ela chegou a dizer no depoimento que o vereador nunca ficava sozinho com o menino, mas as mensagens indicam que ela também estava no apartamento naquele dia. Procurada pela reportagem por telefone, ela respondeu que "tudo que tinha para falar falou na delegacia" e desligou.

Para Martinelli, do Ibmec-SP, em tese a babá também poderia ser responsabilizada por omissão, mas seria preciso avaliar se ela foi vítima de coação. "O próprio risco de demissão é uma forma de coação na situação em que vivemos hoje", diz.
Outro fato que gerou estranheza à juíza que determinou a prisão, Elizabeth Louro, foi que as duas funcionárias tiveram um encontro com o advogado do casal dias antes de prestarem depoimento à polícia. Elas mesmas contaram que a irmã de Jairinho pediu que elas fossem ao escritório de André França Barreto no dia 18 de março.

Um motorista passou para pegá-las e, chegando lá, elas falaram com ele separadamente. Ambas relatam aos investigadores que ele perguntou sobre a rotina e a relação da família. Segundo Thayná, o advogado disse que ela seria intimada e que era "para ela dizer somente a verdade". (Por Folhapress).


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Dólar sobe para R$ 5,67, mas cai 0,81% na semana

 

Bolsa recuou nesta sexta, após duas altas seguidas

REUTERS GaryCameron

O dólar voltou a aproximar-se de R$ 5,70 num dia marcado por tensões em torno dos vetos no orçamento. A bolsa de valores recuou levemente, depois de duas altas seguidas.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (9) vendido a R$ 5,675, com alta de R$ 0,101 (+1,81%). A cotação operou em alta durante toda a sessão, mas intensificou o ritmo de alta durante a tarde. Apesar da alta de hoje, a divisa acumulou queda de 0,81% na semana.

No mercado de ações, o dia teve perdas. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 117.670 pontos, com recuo de 0,54%. O indicador chegou a ensaiar uma alta no início da tarde, mas consolidou a tendência de queda nas horas finais de negociação. Na semana, o índice subiu 2,28%.

Num dia de otimismo nos mercados internacionais, as tensões domésticas dominaram as negociações. O dólar subiu em todo o planeta, mas a valorização foi mais forte no Brasil em meio às negociações em torno dos vetos ao Orçamento Geral da União de 2021.

Aprovado com despesas obrigatórias subestimadas em R$ 26,45 bilhões, o orçamento destinou esses recursos a emendas parlamentares impositivas. A equipe econômica recomendou que o presidente Jair Bolsonaro vete alguns pontos, mas setores do Congresso pressionam pela sanção completa. (Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - Brasília).

*Com informações da Reuters.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira



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Eleições 2026 - Dani Portela (PT) é a deputada estadual mais votada de Pernambuco

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