domingo, 17 de janeiro de 2021

Enfermeira é primeira brasileira vacinada contra a Covid-19 em solo nacional

 

Após o anúncio da aprovação pela Anvisa da utilização emergencial das vacinas da CoronaVac e da AstraZeneca, a primeira cidadã brasileira foi vacinada na tarde deste domingo (17). 

A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, foi escolhida como a primeira a ser vacinada em solo brasileiro.

Durante a vacinação, Mônica esteve acompanhada do governador de São Paulo, João Dória, e se mostrou bastante emocionada ao ser imunizada. (Por Portal Folha de Pernambuco).


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“Banco digital pode ser golpe de morte na Caixa”, alerta presidente da Fenae

“É o maior banco digital do mundo, que foi criado pela empresa pública, e que será privatizado”, explicou à TV 247 Sérgio Takemoto. “Isso coloca em risco a sobrevivência da Caixa”. Assista.

Sérgio Takemoto (Foto: Divulgação)

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, comentou na TV 247 o parecer favorável dado pelo Banco Central na última semana para a criação do banco digital da Caixa. A versão virtual do banco herdará algumas funções da Caixa, mas o objetivo do governo Jair Bolsonaro é privatizá-lo.

De acordo com Takemoto, “esse é mais um duro golpe” no sentido da privatização do banco público. “O governo já está fazendo a privatização de seguros, está fazendo privatização das loterias, já anunciou que vai fazer a privatização do setor de cartões, gestão de terceiros, a questão do fundo de garantia, então tudo isso coloca em risco a sobrevivência da Caixa. São justamente os setores mais rentáveis do banco e que dão suporte e sustentação à parte social que a Caixa desempenha. Tudo isso nos deixa muito preocupados”.

Ele explicou que o governo federal repassará atividades da Caixa ao banco digital que são atualmente fundamentais para o funcionamento da instituição. Além disso, o banco digital, segundo Takemoto, já contará com 105 milhões de correntistas, que serão tirados da Caixa, praticamente inviabilizando sua continuidade. “Ele [governo] já anunciou que vai privatizar. Vai ser o maior banco digital do mundo, já nasce com 105 milhões de correntistas, que foi toda a população atendida pelo auxílio emergencial e no saque emergencial do FGTS. Ou seja, metade da população brasileira será correntista desse banco digital, é um patrimônio enorme que foi construído e criado pela empresa pública Caixa Econômica Federal. Foi graças à inteligência, ao desenvolvimento dos empregados da Caixa que foi possível criar esse banco digital. O governo já está anunciando que vai fazer o microcrédito através do banco digital, está migrando contas de poupança para esse banco digital; ou seja, ele está turbinando as atividades desse banco digital em detrimento da Caixa, está tirando da Caixa e jogando para o banco digital com a clara intenção de privatizar”.(247).


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Técnicos da Anvisa recomendam uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford

 

Técnicos da Anvisa reunidos neste domingo (17) - Foto: Anvisa/Divulgação

O uso emergencial da CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, recebeu o aval da área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), neste domingo (17). A recomendação está sendo analisada em reunião pelos diretores do órgão, que poderão aprovar ou rejeitar a vacinação em caráter emergencial antes de sair a autorização definitiva.

A vacina de Oxford, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, com acordo para ser fabricada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também teve o uso emergencial recomendado pela área técnica da Anvisa. 

“A recomendação como área técnica é que, tendo em vista o cenário da pandemia, o aumento do número de casos, a ausência de alternativas terapêuticas, que é uma situação de muita tensão quanto aos insumos, a agência recomenda a aprovação do uso emergencial, condicionada ao monitoramento e acompanhamento próximo das incertezas”, disse o gerente de Medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes.

Na apresentação, o gerente da Anvisa informou que a área técnica confirmou a eficácia da CoronaVac. A taxa de sucesso na prevenção da doença em relação ao grupo que tomou placebo (medicamento inócuo) atingiu 50,39%. Na semana passada, o Butantan tinha divulgado uma eficácia de 50,38%. O índice está acima da eficácia mínima de 50% exigida pela Anvisa e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Acompanhamento
Segundo a área técnica da Anvisa, apesar da recomendação do uso emergencial, existem incertezas que deverão ser acompanhadas de perto pelo órgão. Os técnicos destacaram a duração da imunização, efeitos em idosos e em grupos específicos e eficácia em pessoas que tiveram a doença. A Anvisa também informou que aguarda as informações sobre os anticorpos gerados na Fase 3 do estudo.

No momento, a área técnica ainda faz a apresentação. Em seguida, a relatora do tema, diretora Meiruze Freitas lerá seu voto, com os outros quatro diretores da agência votando depois.

A recomendação da área técnica será votada pelos diretores da Anvisa. A reunião está prevista para acabar por volta das 15h.

Vacina de Oxford
A Anvisa confirmou a eficácia global do imunizante em 70,42%, validando estudo publicado no início de dezembro pela revista científica The Lancet. A eficácia mede a taxa de sucesso na prevenção da covid-19 comparada a quem recebeu placebo (medicamento inócuo).

Assim como no caso da CoronaVac, os técnicos da Anvisa recomendaram o monitoramento de incertezas e a reavaliação periódica da vacina de Oxford. O gerente de Medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, citou duas incertezas que precisarão de acompanhamento: baixo número de idosos testados e diferenças entre o banco de semente de vírus da AstraZeneca e do Instituto Serum, laboratório da Índia.

No momento, técnicos da Anvisa apresentam os dados das análises das condições de produção das vacinas e da segurança dos imunizantes. Após o fim da apresentação da área técnica, a relatora do tema, diretora Meiruze Freitas lerá seu voto, com os outros quatro diretores da agência votando em seguida. (Por Agência Brasil).


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TREMOR Número de mortes em terremoto na Indonésia sobe para 56

 

Tremor foi registrado sexta-feira à noite na Ilha de Celebes



O número de mortes em consequência do tremor de terra registrado na última sexta-feira (15) na Ilha de Celebes, na Indonésia, subiu para 56, informaram neste domingo (17) as autoridades, acrescentando que prosseguem as buscas de sobreviventes nos escombros. O último balanço indicava 42 mortos.

O terremoto, com magnitude 6,2 na escala Richter, ocorreu durante a noite de sexta-feira, deixando ainda milhares de pessoas desalojadas e centenas de feridos.

Dezenas de corpos foram retirados dos escombros de edifícios em Mamuju, capital da província, onde um hospital desabou. Houve vítimas também ao sul da região, após forte réplica na manhã de sábado (16).

Aviões e barcos entregaram mantimentos e equipamentos de urgência na ilha, e a Marinha enviou um navio médico para ajudar os hospitais ainda em funcionamento, em colapso pelo número de feridos.

Milhares de pessoas ficaram desalojadas. Mesmo quem não teve a moradia atingida, não quer regressar, temendo novas réplicas ou um tsunami como o de 2018, que fez mais de 4 mil mortos.

"É melhor abrigarmo-nos caso aconteça alguma coisa pior", disse um habitante de Mamuju, Abdul Wahab, refugiado numa tenda com a mulher e os quatro filhos, incluindo um bebê. "Esperamos que o governo possa enviar-nos rapidamente ajuda, alimentos, medicamentos e leite para as crianças", apelou, em declarações AFP.

A situação é agravada pela pandemia do novo coronavírus, com as autoridades temendo a transmissão da doença nos acampamentos lotados.

O tremor, com magnitude de 6,2, segundo o Instituto norte-americano de Geofísica, teve o epicentro 36 quilômetros (km) ao sul de Mamuju, e profundidade de 18 km.

Desabamentos causados pelo terremoto cortaram o acesso a uma das principais estradas da província.

O sismo também causou danos no aeroporto local, num hotel e na sede do governo. Parte da localidade continua sem eletricidade.

A agência norte-americana alertou para o perigo de réplicas, "que poderão ser tão ou mais fortes" que o sismo registado, disse a responsável, Dwikorita Karnawati, pedindo aos habitantes que se afastem do mar, por haver risco de tsunami.

O forte sismo provocou pânico na ilha, já abalada em setembro de 2018 por um terremoto de magnitude 7,5, seguido tsunami devastador, que deixou 4.300 mortos e desaparecidos e pelo menos 170 mil desalojados. (Por Agência Brasil).


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Mourão diz que não haverá impeachment e pede que deixem Bolsonaro governar

Mourão é orientado por cientistas sociais a agir como estadista (Foto: Agência Brasil)

O vice saiu em defesa de Jair Bolsonaro, que já responde a mais de 60 pedidos de impeachment, em razão das dezenas de crimes de responsabilidade cometidos.

Os militares ainda dão sustentação a Jair Bolsonaro, que já responde a mais de 60 pedidos de impeachment, em razão das dezenas de crimes de responsabilidade cometidos. Prova disso é a entrevista concedida pelo vice-presidente Hamilton Mourão às jornalistas Tânia Monteiro e Vera Rosa,  no jornal Estado de S. Paulo. “Não vejo hoje que haja condição de prosperar qualquer pedido de impeachment contra o presidente Bolsonaro”, disse ele. "Aqui no Brasil qualquer coisa é impeachment, né? Deixa o cara governar, pô!", afirmou, talvez numa referência ao golpe sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff.

Mourão também tentou defender a tese do tratamento precoce contra a covid. "O governo procurou trabalhar nas três grandes curvas: da saúde, da economia e a social. Fomos muito criticados, mas o tratamento precoce impede que a pessoa adquira sintomas mais graves e vá para o hospital, independentemente de discutir se é o remédio A, B ou C. Talvez (pudesse ter tido) uma comunicação mais eficiente. Todo mundo diz que tal lugar começou a vacinar. Mas quantos se vacinaram nesses locais? O único país que realmente está em uma fase final de vacinação é Israel. Mas qual é a população de Israel? Menor que a da capital de São Paulo", apontou.

O vice também criticou o governador paulista João Doria. "O governador Doria virou garoto-propaganda da vacina e acabou metendo os pés pelas mãos. Apareceu na TV para dizer que a vacina tinha um valor ‘x’ de eficácia, quando não era verdade. Em nenhum momento ele compareceu para se retratar. Isso não revela boa gestão", disse o vice, que reforçou o desejo de estar na chapa em 2022.

Mourão disse que impeachment não passa. "Não vejo hoje que haja condição de prosperar qualquer pedido de impeachment contra o presidente Bolsonaro, o mais atacado, ao longo dos últimos anos. Desde o dia anterior à posse o tiroteio já era grande em cima dele. Quantos pedidos de impeachment o Sarney, o Fernando Henrique, o Lula tiveram? Só a Dilma, coitada, é que não conseguiu sobreviver. E o Collor, obviamente. Aqui no Brasil qualquer coisa é impeachment, né? Deixa o cara governar, pô! Os pesos e contrapesos do nosso sistema democrático são mais do que suficientes para barrar qualquer tentativa de um governante de sair do leito da Constituição", afirmou.(247).


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sábado, 16 de janeiro de 2021

Índia nega envio imediato de vacinas; governo admite fracasso na operação e requisita Coronavac

 

Vacinação na Índia - Foto: Dibyangshu SARKAR / AFP

O governo da Índia negou a entrega imediata de um lote de imunizantes da Oxford/AstraZeneca ao Brasil, o que frustrou uma operação montada para buscar o material na Índia ainda neste fim de semana e deve resultar numa derrota política para o Palácio do Planalto. 

Com o veto da Índia, o presidente Jair Bolsonaro corre o risco de assistir ao início da vacinação no Brasil com a Coronovac, que tem sido utilizada como trunfo do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Na noite de quinta (14), o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ligou para o chanceler da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, e fez um último apelo pela liberação de 2 milhões de vacinas produzidas pelo Serum Institute.
O lote seria um adiantamento do imunizante que posteriormente será produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e que é a grande aposta do governo Bolsonaro na "guerra da vacina" travada com Doria.

No entanto, Araújo ouviu de seu homólogo que a situação só seria resolvida "nos próximos dias", o que foi entendido no Itamaraty como uma sinalização de que não haverá liberação no prazo desejado pelo Brasil. Não houve compromisso com uma data específica.

O argumento do país asiático é que não é possível autorizar a transação enquanto não começar a campanha de vacinação na sua própria população.

A comunicação com o indiano frustrou os planos de Bolsonaro de enviar um avião Índia buscar a carga. A aeronave da Azul Linhas Aéreas está no Recife (PE) pronta para decolar, mas permanecerá em solo enquanto não houver luz verde de Nova Délhi.

O governo prometia a partida para a noite desta sexta (15), com retorno previsto para o domingo (17). Em entrevista à rede Bandeirantes, Bolsonaro admitiu que a operação Índia seria atrasada.

"Foi tudo acertado para disponibilizar 2 milhões de doses [da vacina Oxford/AstraZeneca]. Só que hoje, neste exato momento, está começando a vacinação na Índia, um país de 1,3 bilhão de habitantes. Então resolveu-se aí, não foi decisão nossa, atrasar um ou dois dias até que o povo comece a ser vacinado lá, porque lá também tem pressões políticas de um lado e de outro. Isso daí, no meu entender, daqui dois, três dias no máximo nosso avião vai partir e vai trazer essas 2 milhões de vacinas para cá", afirmou o presidente.

Com isso, o Ministério da Saúde enviou nesta sexta-feira (15) ofício ao Butantan requisitando seis milhões de doses do Coronavac.

"Solicitamos os bons préstimos para disponibilizar a entrega imediata das 6 milhões de doses importadas e que foram objeto do pedido de autorização de uso emergencial perante a Anvisa. Ressaltamos a urgência na imediata entrega do quantitativo contratado e acima mencionado, tendo em vista que este Ministério precisa fazer o devido loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os estados da federação de maneira simultânea e equitativa, conforme cronograma previsto no Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a Covid-19, tão logo seja concedido a autorização pela agência reguladora, cuja decisão está prevista para domingo", diz a nota enviada ao instituto. (Por Folhapress).


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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Lewandowski dá 48 horas para Bolsonaro e Pazuello apresentarem um plano contra a crise sanitária em Manaus

 


O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, concedeu decisão liminar, no âmbito da ADPF 756, que obriga o governo federal a suprir de imediato os hospitais de Manaus de oxigênio e insumos. Ele atende a uma ação apresentada pelos partidos de oposição PCdoB, PSOL, PT, PSB e Cidadania.

As unidades de saúde na capital do Amazonas estão em colapso pela alta de internações de pacientes com Covid-19 e pacientes estão morrendo asfixiados.

Em seu despacho, Lewandowski também pede que Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresentem um plano de ação em até 48 horas.

No entendimento do ministro, as alegações dos partidos são “perfeitamente plausíveis no tocante à descrição da caótica situação sanitária instalada no sistema de saúde de Manaus, capital do Estado de Amazonas, que está a exigir uma pronta, enérgica e eficaz intervenção por parte das autoridades sanitárias dos três níveis político-administrativos da Federação, em particular da União”.

“Inexiste, a meu ver, qualquer dúvida de que o direito social à saúde se coloca acima da autoridade de governantes episódicos, pois configura, como visto, um dever constitucionalmente cometido ao Estado, entidade político-jurídica que representa o povo, ou seja, a coletividade dos cidadãos”, acrescentou Lewandowski.

“Defiro em parte a cautelar pedida pelos requerentes para determinar ao Governo Federal que: (i) promova, imediatamente, todas as ações ao seu alcance para debelar a seríssima crise sanitária instalada em Manaus, capital do Amazonas, em especial suprindo os estabelecimentos de saúde locais de oxigênio e de outros insumos médico-hospitalares para que possam prestar pronto e adequado atendimento aos seus pacientes, sem prejuízo da atuação das autoridades estaduais e municipais no âmbito das respectivas competências; (ii) apresente a esta Suprema Corte, no prazo de 48 (quarenta e oito horas), um plano compreensivo e detalhado acerca das estratégias que está colocando em prática ou pretende desenvolver para o enfrentamento da situação de emergência, discriminando ações, programas, projetos e parcerias correspondentes, com a identificação dos respectivos cronogramas e recursos financeiros; e (iii) atualize o plano em questão a cada 48 (quarenta e oito) horas, enquanto perdurar a conjuntura excepcional”, determinou o magistrado. (247).



Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...