domingo, 9 de setembro de 2018

PT marca reunião para terça, data limite para substituição de Lula

O nome de Fernando Haddad (PT) deve ser alçado à cabeça de chapa.

  Por: Daniela Lima, da Folhapress
Ex-presidente Lula
Ex-presidente LulaFoto: Mauro Pimentel/AFP

A direção do PT vai convocar reunião para terça-feira (11), em Curitiba. O encontro acontecerá no limite do prazo para asubstituição de Lula na corrida presidencial. Na ocasião, o nome de Fernando Haddad (PT) deve ser alçado à cabeça de chapa.

A Folha de S.Paulo revelou na última quarta-feira (5) que o partido havia convocado ato em Curitiba, onde Lula está preso, para definir seu caminho na disputa presidencial. 
Após a divulgação da notícia, a sigla recuou, voltou a fazer reuniões e, neste domingo (9), bateu martelo por convocar uma reunião da executiva nacional do PT na capital paranaense.

O PT ainda aguarda o julgamento de recurso com o qual tenta dilatar os prazos para a discussão sobre a substituição de Lula, que foi considerado inelegível pela corte há oito dias.

As iniciativas da sigla não têm tido acolhida na Justiça e, por isso, o debate sobre o "plano B", hoje personificado em Haddad, ganharam volume.



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ONG lança site para eleitores entenderem a desigualdade

   Por: Vinicius de Santana

Na página “Eleições 2018: 10 ações urgentes contra as desigualdades no Brasil”, a organização apresenta medidas que promovem o debate sobre o tema neste período
A Oxfam Brasil lança nesta semana um website listando “10 Ações Urgentes Contra as Desigualdades no Brasil“. A nova página na web tem como objetivo apoiar eleitoras e eleitores brasileiros a identificar propostas de candidatos e avaliar discursos que prometem uma vida com mais e melhores oportunidades à população, independentemente de renda, patrimônio, condição social, raça ou gênero.
Para a organização, elencar os principais dados sobre as desigualdades é uma forma de enriquecer o debate e subsidiar acadêmicos, jornalistas, influenciadores digitais e, sobretudo, as próprias campanhas eleitorais neste momento em que o tema vem ganhando espaço no Brasil. “Destacamos as políticas públicas mais urgentes no oceano de informações que circulam em período eleitoral”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.
A lista com as “10 Ações Urgentes contra as Desigualdades no Brasil” pode ser acessada pelo link https://bit.ly/2Q2rAvR. Essa página também vai abrigar, a partir do dia 10 de setembro, breves relatos em vídeo explicando os pontos da lista em áreas, por exemplo, como a discriminação racial, desigualdade de gênero, reforma tributária e gastos públicos.
A Oxfam Brasil faz parte de uma rede internacional que tem como objetivo combater as desigualdades, a pobreza e as injustiças no mundo. Desde 2014 somos membros da Confederação Oxfam, que conta com 20 organizações atuando em 94 países. São mais de 10 mil funcionários e 55 mil voluntários cujo trabalho contribui para a transformação social com base nos direitos humanos e no desenvolvimento justo e igualitário.
Dez Ações urgentes Contra as Desigualdades:
  1. Priorizar o enfrentamento ao racismo, um dos fatores estruturantes das desigualdades no Brasil, propondo políticas públicas para atacar o problema.
  2. Equilibrar o sistema tributário, reduzindo o peso da tributação sobre o consumo (indireta) e aumentando o peso da tributação sobre patrimônio e renda (direta) do topo da pirâmide social.
  3. Promover a oferta de trabalho formal e decente para todas e todos e rever a reforma trabalhista no tocante à perda de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
  4. Revogação da Emenda Constitucional 95 que criou o Teto dos Gastos, direcionando o ajuste fiscal para aqueles setores beneficiados por políticas de incentivos, isenções de impostos, baixa tributação e privilégios corporativos, e não às custas de políticas sociais fundamentais para a maioria da população.
  5. Priorizar o enfrentamento à discriminação contra as mulheres, um dos fatores estruturantes das desigualdades no Brasil, propondo políticas públicas para atacar o problema.
  6. Restabelecer a tributação sobre lucros e dividendos e aumentar a tributação sobre herança de maneira progressiva.
  7. Fortalecer a agricultura familiar e retomar a agenda de reforma agrária.
  8. Reduzir as isenções fiscais e aumentar os investimentos em políticas públicas e serviços básicos como educação (implementação do Plano Nacional de Educação) e saúde (fortalecimento do Sistema Único de Saúde).
  9. Melhorar a qualidade, a progressividade e a transparência do gasto público, e redefinir as prioridades no controle desse gasto, fortalecendo mecanismos que permitam seu monitoramento por cidadãos e cidadãs, organizações da sociedade civil e órgãos públicos de controle.
  10. Fortalecer mecanismos de combate à corrupção, avançando em reformas políticas específicas que reaproximem a população brasileira das instituições públicas e políticas do país.



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General ameaça o país e veta o PT

  Por;Mauro Lopes/247
Tiago Correa/CMM.

A entrevista do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, ao jornal o Estado de S.Paulo (aqui) é grave, gravíssima. É a volta da chantagem dos militares sobre o país. O general sente que pode informar ao país "o que pode e o que não pode", como os militares fizeram ao país depois do golpe de 1964. No caso, "não pode" Lula. "Pode" Bolsonaro. "Não pode" ONU. "Pode" toda sorte de ilegalidades contra Lula. Os pontos centrais da entrevista são estarrecedores:
1. Próximo presidente poderá ser derrubado - ao falar sobre a agressão a faca a Bolsonaro, o general indica claramente a possibilidade de derrubada do próximo presidente eleito. Fala em "legitimidade questionada" do eleito e já antecipa a narrativa que a direita colocará em marcha em caso de vitória do PT: a campanha de Bolsonaro será apresentada como prejudicada pelo "atentado". É importante que os democratas fiquem atentos porque, enquanto o veio principal de investigação aponta para uma ação isolada, que é evidente, de uma pessoa desequilibrada emocionalmente, exatamente o jornal O Estado de S.Paulo, para quem o general falou, tem buscado construir uma versão de "trama", "atentado" que, no momento adequado para a direita, irá se voltar contra a esquerda do país. O roteiro está sendo preparado. O general apresenta, na mesma resposta, a ideia de uma instabilidade em caso de eleição de Bolsonaro, "ele sendo eleito, provavelmente será dito que ele foi beneficiado pelo atentado, porque gerou comoção", mas a sequência da entrevista indica que foi apenas "pra inglês ver".
2. A entrevista chega a ser inacreditável. O general não apenas diz que Bolsonaro "pode". Ele revela, de maneira ilegal e que afronta o papel das Forças Armadas na Constituição, uma inequívoca simpatia pelo candidato fascista, mal-disfarçada numa frase de aparência "analítica", mas que é, na verdade, opinativa: "Obviamente, ele [Bolsonaro] tem apelo no público militar, porque ele procura se identificar com as questões que são caras às Forças, além de ter senso de oportunidade aguçada". Ora, se um candidato identifica-se com questões que são "caras às Forças" que o general lidera, a empatia é transparente. "Ele é um dos nossos", está dizendo Villas Boas.
3. O general ameaça explicitamente o STF e o próximo governo a ser eleito este ano, numa frase que parece ter endereço certo, o PT. Ao comentar a liminar da ONU concedida a Lula, afirma: "É uma tentativa de invasão da soberania nacional. Depende de nós permitir que ela se confirme ou não. Isso é algo que nos preocupa, porque pode comprometer nossa estabilidade, as condições de governabilidade e de legitimidade do próximo governo." O que acontecerá? Com a possível (e provável) eleição de Fernando Haddad diante do veto terminativo à candidatura Lula, o próximo presidente deverá se curvar aos militares em vez de respeitar os Tratados Internacionais de Direitos Humanos aos quais o Brasil aderiu? E se atender aos tratados? Estará abrindo as portas do Brasil para uma "invasão da soberania nacional"? A lógica do general é implacável: os militares "jamais permitirão" a "invasão". 
Como afirmou o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) no começo da tarde deste domingo, as declarações de Villas Boas rompem com a legalidade e ele deveria ser exonerado imediatamente (aqui). Não será.
O general não será demitido porque suas declarações servem às elites e inserem-se na dinâmica do golpe de Estado de 2015-16. O que aconteceu com a derrubada de Dilma é que a lógica da institucionalidade, inaugurada com o fim da ditadura e cujos limites foram estalecidos pela Constituição de 1988, foi rompida. Vivemos num país sem lei desde então. Rompidos o limites, as fronteiras de 1988, mais e mais os militares voltam a se considerar "tutores" do país. A cada dia escorregamos um degrau no rompimento do arcabouço legal que vigorou até o golpe. Os militares (os milicos, como eram conhecidos no período da ditadura militar) saíram da caserna com o golpe, que apoiaram mais ou menos explicitamente e, desde então, operam na lógica dos "pronunciamentos" que desgraçaram o Brasil e a América Latina. 
Ou há um repúdio taxativo da sociedade à declarações do general ou abre-se um caminho para o precipício. A reação da sociedade até o momento serve como estímulo a que eles sigam em frente, rumo a não sabemos ainda o quê. Até o fim da tarde deste domingo, apenas o PT havia se manifestado em repúdio às declarações do general comandante do Exército, numa nota contundente, firme (aqui). O restante das forças democráticas permanecia em silêncio. É este silêncio que encorajará os militares a seguir em frente, com apoio das forças conservadoras.

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Arqueólogos encontram cemitério indígena com mais de 500 anos

No Brasil, é a primeira vez que cientistas localizam e escavam urnas funerárias da chamada Tradição Polícroma da Amazônia, diretamente do solo
  Por: AE
Foto: Divulgação (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação

Uma espécie de cemitério indígena, com nove urnas funerárias enterradas há cerca de 500 anos, foi encontrado por arqueólogos em expedição na comunidade Tauary, Amazonas. As urnas estavam enterradas a uma profundidade de 40 centímetros da superfície, dentro de uma área de quatro metros quadrados, nas imediações da escola comunitária.
No Brasil, é a primeira vez que cientistas localizam e escavam urnas funerárias da chamada Tradição Polícroma da Amazônia, diretamente do solo. A expedição foi coordenada por pesquisadores do Instituto Mamirauá.

"A Tradição Policroma da Amazônia é um estilo que tem larga abrangência nas terras baixas da América do Sul, presente em um eixo oeste-leste desde o sopé (das Cordilheiras) dos Andes até a boca do rio Amazonas e também é vista nos afluentes do rio Amazonas/Solimões", afirma a pesquisadora Márjorie Lima, do Laboratório de Arqueologia do Instituto Mamirauá.

A carência de vestígios, como a terra de índio (solo muito fértil e característico de antigas ocupações humanas na Amazônia), e fragmentos de cerâmica indicam que aquela seria uma área específica do sítio arqueológico, possivelmente reservada ao enterro de corpos, como um cemitério da antiga sociedade que ali vivia.

"As urnas funerárias fazem parte das práticas mortuárias de muitos grupos indígenas. Elas eram mais comuns no passado, e ainda há relatos de alguns sepultamentos em épocas recentes sendo feitos em urnas, mas também em cestarias ou redes. Elas são muito variadas e estão intimamente ligadas às crenças e religiões praticadas, parecido com o que é praticado nos cemitérios das cidades", ressalta Anne Rapp Py-Daniel, arqueóloga e especialista no estudo de urnas arqueológicas na Amazônia, que também participou das escavações.

A escavação também revelou sinais de uma sociedade ainda mais antiga que aquela que produziu as urnas funerárias. São fragmentos de cerâmica que pertencem a um grupo que habitou a mesma região, mas em um tempo diferente. "A urnas do Tauary são próximas ao ano 1500 depois de Cristo. Mas essa outra cerâmica encontrada aparenta ser muito mais antiga, com uma diferença de 40 centímetros de profundidade em relação ao período das urnas, o que indica uma passagem grande de tempo", aponta o arqueólogo Eduardo Kazuo.



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Fernando Haddad tem agenda com Rui Costa em Juazeiro no próximo dia 21

   Por> Carlos Britto
Fernando Haddad. (Foto: Reprodução)

Ainda candidato a vice-presidente da República pelo PT, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, já tem nova data para visitar a Bahia. O petista cumpre agenda em Juazeiro no próximo dia 21 de setembro, como parte da campanha do governador Rui Costa à reeleição.
Haddad deve ser anunciado como substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial nesta terça-feira (11), prazo-limite estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, nenhum petista confirma publicamente a mudança na chapa.
Caso se confirme a alteração, Haddad deve vir à Bahia como candidato à presidência da República. Segundo informações de bastidores, a campanha petista na Bahia faz parte do grupo, dentro do partido, que pretende encampar a candidatura do ex-prefeito paulistano com mais agilidade.
A expectativa é que Haddad e Rui visitem, além de Juazeiro, outras cidades do norte baiano, como parte da intensificação do nome do provável candidato à Presidência da República pelo PT. O Nordeste é considerado uma área estratégica para o partido. Com informações do Bahia Notícias.

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Julio Lossio recebe apoio de vereador e lideranças políticas de Salgueiro

   Por:Vinicius de Santana

O candidato ao Governo de Pernambuco, Julio Lossio (Rede), recebeu apoio de diversas lideranças políticas e da população de Salgueiro, durante visita à cidade neste sábado (8). Em encontro na Câmara de Vereadores, o presidente da instituição, George Arraes (PPS), e a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (SISEMSAL), Edvane Moraes, oficializaram a aliança com o postulante.
Na ocasião, Lossio agradeceu aos apoiadores do município. “Estamos andando Pernambuco inteiro conversando com as pessoas, porque um governador presente é aquele que tem estado ao lado das pessoas. E ser recebido em Salgueiro com todo esse apoio na Câmara de Vereadores tem uma simbologia muito grande para mim, porque aqui é a casa do povo. E isso demonstra que estamos no caminho certo”, ressaltou.
Filiado a um partido que integra o palanque de Armando Monteiro, George Arraes enalteceu as qualidades do candidato da Rede. “Julio é a verdadeira mudança; o que Pernambuco precisa, principalmente, para nós sertanejos, que necessitamos de um representante da nossa região e que tenha compromisso com o nosso povo”, afirmou.



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BARROSO CENSURA A PALAVRA LULA PARA PREJUDICAR HADDAD E O PT

TSE/Ricardo Stuckert

 Depois de afrontar o Comitê de Direitos Humanos da ONU, que determinou ao Brasil que garantisse os direitos políticos de Lula, mantido como preso político para não disputar uma eleição que ele venceria com facilidade, o ministro Luis Roberto Barroso acaba de tomar mais uma decisão inusitada: censurou a palavra Lula nos comerciais do PT.
"Luís Roberto Barroso acaba de mandar que o PT tire qualquer referência 'escrita, oral, pictográfica ou gráfica' à candidatura de Lula da propaganda, para não induzir o eleitor ao erro. O partido também não pode manifestar apoio a Lula em nenhuma peça da propaganda nem de nenhuma candidato da coligação", informa o colunista Lauro Jardim.
O objetivo é impedir a natural transferência de votos de Lula para Haddad, que seria a reação natural dos eleitores, diante da violência institucional que vem sendo cometida por setores do Poder Judiciário. A derrota do PT, que promete regular os meios de comunicação, interessa sobretudo à Globo e também às petroleiras internacionais, que estão levando de bandeja o pré-sal.247

Blog do BILL NOTICIAS

Lula convoca apoiadores a participar de canal no WhatsApp, que já registra 1 milhão de seguidores (vídeo)

Após ato na avenida Paulista, presidente convida brasileiros a acompanhar as novidades no “Canal do Lula” e participar da mobilização digita...