segunda-feira, 13 de abril de 2026

Internacional ICE prende Alexandre Ramagem nos Estados Unidos

Nome de ex-deputado aparece na lista de pessoas "sob custódia"

                   Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil*

 Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) está sob custódia do serviço de imigração e alfândega dos EUA, conhecido pela sigla ICE (ICE U.S. Immigration and Customs Enforcement).

O nome de Ramagem aparece no site do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos com a situação "sob custódia do ICE". O local de detenção não foi informado. 


13/04/2026 - U.S. Immigration ad Customs Enforcement. Alexandre Ramagem Rodrigues. Foto: Print/U.S Immigration


Condenação

Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito.

Proibido de sair do país, o ex-deputado saiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.

O nome de Ramagem consta na lista de foragidos procurados da Interpol. O governo brasileiro, por meio da Embaixada do Brasil em Washington, solicitou aos Estados Unidos a extradição de Alexandre Ramagem, no final de dezembro de 2025. O pedido foi entregue ao Departamento de Estado.

Depoimento

Em fevereiro, Ramagem prestou depoimento, por videoconferência, ao STF na ação penal da trama golpista que estava suspensa e voltou a tramitar após ele perder o mandato.

Ramagem foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e perdeu o mandato parlamentar em dezembro de 2025, por ato da Mesa Câmara em razão de condenação no Supremo Tribunal Federal.

Alexandre Ramagem era delegado de carreira da Polícia Federal e foi demitido após a condenação.

* Com TV Brasil e Rádio Nacional


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Centrão vê Zema como “bomba eleitoral” após falas sobre Nordeste

 

Governador de Minas é cotado para ser vice de Flávio Bolsonaro, mas parlamentares do Centrão resistem



Romeu Zema (Foto: Dirceu Aurélio / Imprensa MG )

Lideranças do Centrão intensificaram a resistência ao nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como possível vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro. Segundo a jornalista Andréia Sadi, do G1, a avaliação predominante no bloco é de que declarações recentes de Zema sobre o Nordeste podem provocar forte desgaste eleitoral e impactar negativamente o desempenho da candidatura.

Interlocutores do grupo político consideram que as falas do governador representam um risco estratégico significativo, com potencial de serem exploradas por adversários, especialmente pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dentro do Centrão, cresce a preferência por alternativas consideradas mais seguras, como a ex-ministra Tereza Cristina.

Na análise de dirigentes do bloco, as declarações de Zema foram classificadas como prejudiciais do ponto de vista político. Integrantes avaliam que o episódio pode ampliar resistências regionais e comprometer a viabilidade eleitoral de uma chapa com Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, o entendimento é de que o tema tende a ganhar força durante a campanha e alimentar críticas da oposição.

O debate ganhou ainda mais visibilidade após uma publicação conjunta nas redes sociais, feita no último sábado (11), em que Zema e Flávio Bolsonaro aparecem em tom descontraído. No vídeo, o governador mineiro diz: “Pessoal, estou aqui fazendo um convite para o Flávio ser meu vice. O que vocês acham?”. Em resposta, o senador reage com ironia: “Será?”, antes de ambos brindarem e rirem.

A repercussão negativa também se estendeu a entidades regionais. Em nota, o Consórcio Nordeste afirmou que Zema demonstra “uma leitura preocupante do Brasil” e destacou que as regiões Norte e Nordeste foram historicamente prejudicadas por políticas de desenvolvimento nacional.

Nos bastidores políticos, o episódio é visto como mais um elemento de tensão na articulação de alianças para as eleições presidenciais, evidenciando divergências dentro do campo político que busca consolidar uma candidatura competitiva. - 247.


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Estadão tira “esqueletos” de Flávio Bolsonaro do armário e mostra que candidato do PL não unifica a elite

 

Editorial publicado nesta segunda-feira 13 resgata o caso das rachadinhas e as ligações com milicianos para apontar fragilidades do senador


Senador Flávio Bolsonaro (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)


Em editorial publicado nesta segunda-feira 13, o jornal Estado de S. Paulo voltou a mirar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e procurou desmontar a imagem de candidato competitivo e consensual no campo conservador. Sob o título Os “esqueletos” de Flávio Bolsonaro, o texto sustenta que o filho de Jair Bolsonaro carrega passivos políticos e judiciais demais para se apresentar como nome capaz de unificar setores da elite brasileira numa disputa presidencial.

Segundo o jornal Estado de S. Paulo, Flávio vinha desfrutando de uma posição confortável como principal nome da oposição, embalado pelo capital político transferido pelo pai e por bons números em pesquisas de intenção de voto. O editorial, porém, afirma que essa zona de conforto começou a ruir no momento em que o senador passou a ser confrontado publicamente sobre temas que marcaram sua trajetória, especialmente o esquema das chamadas “rachadinhas” em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

O texto recorda que, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., concedida no último dia 6, Flávio Bolsonaro foi questionado sobre as investigações relativas à apropriação de salários de assessores quando era deputado estadual. Para o editorial, esse foi o momento em que vieram de novo à tona os “esqueletos no armário” do parlamentar, justamente num momento em que sua pré-candidatura tenta ganhar densidade nacional.

De acordo com o editorial, o caso está longe de ser irrelevante. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Flávio sob a acusação de liderar uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos por meio da retenção de parte dos salários de funcionários lotados em seu gabinete. A estimativa mencionada é de que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 6 milhões.

No centro das investigações aparece Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador na Alerj, ex-policial militar e figura chave do caso. O editorial lembra que as revelações sobre o esquema vieram à tona em 2018 e se transformaram em um dos episódios mais emblemáticos da crise moral do bolsonarismo, que se apresentou como força anticorrupção enquanto acumulava suspeitas graves em torno de integrantes do próprio clã.

Ao comentar o tema no podcast, Flávio Bolsonaro classificou as investigações como “espuma” destinada a “destruir” sua reputação. Também insistiu na versão de que Queiroz teria agido por conta própria, sem seu conhecimento ou autorização. O editorial trata essa justificativa com ironia e dureza.

Na avaliação do texto, se a versão apresentada pelo senador fosse verdadeira, ela serviria como prova de incapacidade administrativa, já que um assessor de sua confiança teria operado por anos um esquema ilícito dentro do gabinete sem seu controle. Se a tese não for verdadeira, o raciocínio é ainda mais grave: reforça a suspeita de participação direta de Flávio Bolsonaro em um esquema de peculato e outros crimes contra a administração pública.

O editorial também critica a tentativa do senador de sugerir que sua situação judicial estaria esclarecida em seu favor. Durante a entrevista, Flávio afirmou que nunca chegou a ser réu em ação penal, num raciocínio que, segundo o texto, busca transmitir ao público a impressão de que teria sido inocentado.

O Estado de S. Paulo rebate essa narrativa e sustenta que os procedimentos contra o senador não foram arquivados por reconhecimento de inocência, mas interrompidos por decisões de natureza processual. Ou seja, o editorial deixa claro que não houve julgamento de mérito que autorizasse qualquer discurso de absolvição política ou moral.

O texto faz ainda um paralelo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sustentar seu argumento jurídico. Segundo o editorial, assim como Lula não teria sido “inocentado” no âmbito da Lava Jato, por ter tido processos anulados em razão de vícios processuais, Flávio Bolsonaro também não poderia usar esse tipo de formulação, já que não foi julgado e absolvido quanto ao mérito das acusações.

Além do caso das rachadinhas, o editorial retoma outro ponto sensível da trajetória de Flávio Bolsonaro: sua relação com milicianos e com a naturalização da ação desses grupos no Rio de Janeiro. O texto relembra um discurso de 2007, quando o então deputado estadual elogiou a milícia como um “novo tipo de policiamento - 247.


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FEMINICÍDIO - Jaboatão: homem teria transportado corpo de namorada morta à luz do dia, em carrinho de mão

 

Detalhes do crime cometido na última quinta-feira (9) foram repassados pelas polícias Civil e Militar de Pernambuco, no início da tarde desta segunda (13)


                  Por Gabriela Castello Buarque
                O tenente coronel Ladstone Silva, comandante do 25º BPM, e o delegado Júlio César, adjunto da 1º                          Deccor/Dracco, detalharam o crime em Jaboatão - Foto: Gabriela Albuquerque/Folha de Pernambuco

As polícias Civil e Militar de Pernambuco detalharam, no início da tarde desta segunda-feira (13), a prisão de Felipe Inácio Martins da Silva, de 19 anos, detido no último domingo (12) após confessar o assassinato e esquartejamento da namorada, Maisa Emily Juliana da Silva, de 18 anos. O caso ocorreu no bairro do Curado, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

Os crimes, conforme a confissão, teriam acontecido na última quarta (8) e quinta-feira (9), respectivamente. A coletiva foi realizada na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife.

De acordo com o Tenente Coronel Ladstone Silva, comandante do 25º batalhão, Felipe foi detido pela Polícia Militar (PM) após confessar os crimes para a mãe, de 46 anos, que procurou o efetivo do 25º batalhão e denunciou o próprio filho. 

“A mãe nos procurou na sede da companhia, no Curado, afirmando que o filho tinha matado a namorada. Ela estava muito abalada e informou que nos procurou porque estava com medo de que ele tirasse a própria vida. Então, ela nos forneceu o endereço, fomos até o local e lá não houve nenhuma reação. Ele se entregou”, afirmou o tenente coronel.

Confissão
Ainda segundo o comandante, durante a abordagem, Felipe se ofereceu para guiar os policiais até os locais onde havia descartado as partes do corpo de Maísa, com quem se relacionava há cerca de um ano e meio.  

“Ele nos acompanhou e se prontificou, de forma bastante fria, a conduzir os policiais até os locais onde ele tinha descartado o corpo. Também mostrou o machado que ele usou para separar as partes”, completou o comandante do 25º BPM. 

O delegado Júlio César, adjunto da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção (1ª Deccor), vinculada ao Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), que estava de plantão pela 3ª força tarefa do DHPP, realizou a prisão em flagrante do autuado e detalhou a dinâmica do crime.

Feminicídio
Na quarta-feira (8), Felipe teria tido uma discussão com Maísa sobre uma suspeita de traição. Segundo o delegado, Felipe afirmou que a vítima, supostamente, teria confessado a confirmação dessa suspeita após ser coagida pelo rapaz, que teria prometido perdoa-lá caso fosse verdade. 

“Nesse momento, ele agride a vítima com asfixia mecânica e esganadora. Assim que ela desmaia, ele pega uma faca e lhe desfere uma série de facadas (cerca de 3 ou 4) na região do abdômen. Com ela já morta, ele resolve dormir. Cobre a ex-companheira com um lençol e dorme no sofá. O corpo dela fica deitado chão, ao lado do sofá”, explicou o delegado.

O esquartejamento e a ocultação do corpo de Maísa aconteceram no dia seguinte, na manhã da quinta-feira (9). 

“Ele pega o machado, corta primeiro a cabeça e as pernas, na região do quadril. Essas duas partes ele coloca dentro de uma mala e segue para uma região de mata próxima à residência dele, onde dispensa a cabeça e as pernas. Ele retorna à residência, envolve o tronco e os braços num lençol, coloca em um carrinho de mão e transporta para outra região de mata próxima”, detalhou Júlio César. Essa parte do crime, conforme o delegado, teria sido executada entre as 8h e 9h da manhã.

Ainda de acordo com o delegado, que também ouviu a mãe de Felipe, responsável pela denúncia, o rapaz teria confessado o crime para a genitora após questionamentos sobre o “sumiço” da namorada. 

“Inclusive, ele já estava planejando o homicídio da pessoa que teria tido o suposto caso com ela. Disse que já tinha um facão afiado pra cometer esse novo homicídio”, contou Júlio. 

Investigação
O relacionamento, segundo a mãe do autuado, era conturbado e com histórico de agressões verbais. No entanto, de acordo com a polícia civil, não há registros informais ou formais de agressão física nem histórico criminal do Casal. Em depoimento, porém, o rapaz afirmou que ambos faziam uso de drogas. 

Felipe Inácio Martins da Silva deve passar por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (10). O crime segue em investigação. A confirmação dos tipos de violência cometidas contra o corpo de Maisa Emily Juliana da Silva, inclusive a confirmação de boatos sobre necrofilia, só será possível após a finalização do laudo da perícia.


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Jaboatão dos Guararapes - Feminicídio: jovem é morta pelo companheiro e tem corpo esquartejado com golpes de machadinha

 

Suspeito, de 19 anos, foi preso após ter sido denunciado pela própria mãe


                     Por Portal Folha de Pernambuco
Prisão aconteceu na tarde desse domingo (12), na residência do suspeito, que confessou o crime - Foto: Redes Sociais/Reprodução/@25informe

Uma jovem de 18 anos foi morta e esquartejada pelo companheiro a golpes de machadinha, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

O suspeito, de 19 anos, foi preso após ter sido denunciado pela própria mãe que, ao tomar conhecimento do crime cometido pelo filho, buscou à 3ª Companhia do 25º BPM e comunicou o fato ao efetivo policial.

Em nota conjunta, as Polícias Civil e Militar de Pernambuco informaram que a prisão aconteceu na tarde desse domingo (12), na residência do suspeito, que confessou o crime.

O criminoso informou que matou a jovem na última quarta-feira (8), esquartejou o corpo com o auxílio de uma machadinha e ocultou os restos mortais da vítima em diferentes locais.

Acompanhado dos policiais, o homem indicou as áreas. Parte do corpo foi encontrado em uma mala numa área de vegetação nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro do Curado II, em Jaboatão.

"A perícia foi realizada pelo Grupo Especializado de Perícia de Homicídios (GEPH), e os restos mortais foram recolhidos pelo Instituto de Medicina Legal (IML) onde passará por necropsia, na manhã desta segunda-feira (13)", afirma a nota conjunta.

O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco chegou a ser acionado, mas, ao chegar ao local, os restos mortais da vítima já haviam sido localizados, não sendo necessária a atuação da corporação.

Uma machadinha e a mala utilizadas na ação foram apreendidas e o suspeito foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais, ficando à disposição da Justiça.

Informações iniciais apontam que o crime foi motivado por ciúmes. O caso foi registrado como feminicídio.


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ADVOGADA E INFLUENCER - Deolane Bezerra, advogada e influencer, é processada por delegado da PCPE que a prendeu

 

Em 2024, ela foi presa numa operação da Polícia Civil que visava combater jogos de azar e fraude; ao ser libertada, acusou investigador


                                       Por Agência O Globo

Deolane Bezerra, advogada e viúva de MC Kevin, que morreu em maio de 2021, voltou às manchetes com a notícia, publicada pelo colunista do Globo Ancelmo Gois, de que o delegado Paulo Godim, da Polícia Civil de Pernambuco, entrou com um processo contra ela.

Ele foi o responsável por uma investigação contra jogos de azar, fraudes e lavagem de dinheiro, que a prendeu em 2024. Após a liberdade, ela acusou o delegado de "abuso de autoridade", "mentir para Justiça" e ter ordenado uma "prisão criminosa" e, por isso, ele pede R$ 81 mil de indenização.

Quem é Deolane?
Deolane Bezerra é uma advogada criminalista, que já ostentava alguns milhares de seguidores nas redes quando conheceu MC Kevin. Apesar de ambos se descreverem como casados, poucas semanas antes da morte do cantor, que caiu de caiu da varanda de um hotel, no Rio, os dois ficaram noivos numa cerimônia no México. Ela é mãe de três filhos, nenhum deles de MC Kevin: Gilliard Bezerra, Kayky Bezerra e Valentina Bezerra.

Em 2021, Deolane tentou uma carreira na música, mas não deu certo, tendo entrado, no ano seguinte, na 14ª edição de "A fazenda", reality show de confinamento da Record.

Em setembro de 2024, a influenciadora, sócia das irmãs Danielle e Dayenne no escritório "Bezerra Advogados & Associados", foi presa pela Polícia Civil de Pernambuco numa operação contra uma organização criminosa voltada à prática de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

Hoje em liberdade, ela tem mais de 21 milhões de seguidores no Instagram, onde faz propaganda para Bets, mostra uma vida de muito luxo com a exposição de viagens, carros e roupas caras, salpicadas de mensagens religiosas. Na descrição o perfil na rede social, inclusive, há a inscrição: "Em Ti confio, Deus".


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Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil

Especialistas alertam para sintomas como rouquidão e feridas na boca

Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

SBCO/Divulgação

Depois do anúncio do narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, sobre seu diagnóstico de neoplasia localizada na região cervical, o tema tem chamado a atenção e levantado alertas e dúvidas. 

Neoplasia é o termo médico para descrever o crescimento anormal de células que não morrem no momento certo. Quando localizada na região cervical, significa a formação de tecidos na laringe, faringe ou tireoide, que desencadeia em tumores que podem ser benignos ou malignos. 

Segundo o Ministério da Saúde, quando somados todos os tipos, o câncer de cabeça e pescoço configura o terceiro mais incidente no Brasil, com ocorrência maior entre os homens.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), indicam que 80% dos tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágios avançados, o que desfavorece os prognósticos. A maioria dos casos são tumores na hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe. 

O vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, Thiago Bueno, explica que uma verruga, por exemplo, é um crescimento anormal de células, mas que não faz metástase, então é algo benigno. 

"O crescimento anormal de células que invade os tecidos locais e outros pontos, é maligno. A maioria dos cânceres no pescoço não se originam diretamente nessa região. Geralmente, nascem em algum outro lugar que chamamos grosseiramente de cabeça e pescoço e as células vão para os linfonodos do pescoço, popularmente chamadas de ínguas”, explicou.

Causas e sintomas

De acordo com o médico, os principais fatores de risco para a doença são o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição ao tabagismo e infecção por HPV, além do histórico familiar. 

Entre os sintomas estão sensação de corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir, além de cansaço persistente, perda de peso sem explicação, febre prolongada, suor noturno e desconforto persistentes. 

Bueno alertou para o fato de que não é comum fazer exames preventivos ou anuais para detecção desses tipos de tumores, como ocorre por exemplo com mama e próstata.

“Nós não temos um exame de detecção precoce, não tem algo que façamos uma vez por ano. Então, nós profissionais, tentamos conscientizar a população sobre potenciais sinais e sintomas que levem a procurar atendimento médico para possibilitar o diagnóstico”.  

O médico alerta que ao sinal de qualquer nódulo na região do pescoço e qualquer lesão (afta ou ferida) na boca ou garganta que não desapareça ou cicatrize espontaneamente em até 15 dias, sangramentos por via oral, rouquidão persistente, dor para engolir deve-se procurar atendimento médico. 

Diagnóstico e tratamento

A investigação da doença é feita por meio de uma série de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia. Após o diagnóstico, o tratamento costuma ser multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, dependendo da gravidade. 

“Na maioria dos casos as chances de cura são favoráveis. Para cada paciente estabelecemos uma estratégia de tratamento que nos traga as melhores chances de cura, com o mínimo de efeitos colaterais possíveis. Atualmente os tratamentos são muito modernos e as sequelas são pouco frequentes. Embora possam acontecer, a intensidade é pequena e não interfere na qualidade de vida”, afirmou. 


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INQUÉRITO - Polícia Federal vai investigar ameaças de bomba feitas antes do incêndio na UFPE

  Dias antes do incêndio, prints de mensagens envolvendo ameaças de "explosão" aos prédios da instituição circularam entre grupos ...